Linguagem


 

«Após a segunda guerra, no entanto, a universalidade ressurge, dessa vez não como um ideal: o desenvolvimento da cibercultura impõe o inglês como língua internacional de comunicação. Yaguello aponta, além das razões históricas e económicas, alguns factores culturais que facilitaram essa internacionalização: "O inglês é bem menos submisso a uma norma académica que o francês; suas numerosas variedades são reconhecidas e aceitas. O inglês beneficia-se de uma aura de modernidade, de juventude, de vitalidade", afirma a linguista. Com essa expansão, o inglês vem sendo qualificado como killer language (língua assassina) em relação às línguas minoritárias, com poucos falantes, que acabam desaparecendo. "À problemática da língua perfeita, seguida da língua universal, sucedeu, no início do terceiro milênio, aquela das línguas em risco de extinção", diz Yaguello.< xml="true" ns="urn:schemas-microsoft-com:office:office" prefix="o" namespace="">

David Crystal, em The Cambrige Encyclopaedia of Language, de 1987, relaciona as línguas mais faladas no mundo, que são consideradas oficiais em seus países, e o número de falantes que elas possuem. O inglês aparece em primeiro lugar na lista, com 1,4 bilhão de falantes; o mandarim, falado na China, aparece em segundo, com 1 bilhão de falantes, seguido do hindi, falado na Índia, com 700 milhões, e do espanhol, com 280 milhões. Crystal pondera que há uma estimativa elevada nos dados, pois na Índia, por exemplo, apenas um número relativamente pequeno dos habitantes fala inglês, uma das línguas oficiais do país. O português aparecia na lista de Crystal em oitavo lugar, como língua oficial de 160 milhões de pessoas. Estima-se que hoje sejam mais de 180 milhões os falantes de português em todo o mundo. Em 2000, Crystal publicou o livro Language Death, relatando o desaparecimento de diversas línguas minoritárias do planeta.

" Falam-se entre 4.000 e 6.800 idiomas na Terra. Haverá menos de 1.000 em 100 anos. Em 300 anos, não mais do que 24. Inglês, mandarim e espanhol serão as mais faladas", diz Fischer. "Inglês certamente será a língua franca", completa. Ele também afirma que o português falado no Brasil sofrerá grandes transformações pelo contacto com os parceiros comerciais do Mercosul. "Devido à enorme influência do espanhol, é bastante provável que surja uma espécie de portunhol", declara.»

 

Actualmente, há grandes alterações na linguagem. O “calão” não é só moda portuguesa. Existem diminutivos (“Tá-se”), palavras novas (“sbem”), muitos palavrões à mistura. Há muitas palavras “universais”: croissant, collant e por aí fora. Muitas palavras com origem num idioma são globalizadas.

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