Os primeiros Meios de Comunicação

O homem começou por comunicar entre si através de gestos e sons. Ao longo do tempo foram sendo descobertas pinturas elaboradas pelos primórdios nas paredes retratando situações do seu quotidiano, como já verificamos anteriormente, às quais designamos por pinturas rupestres. Estas pinturas podem ser observadas em vários locais do mundo, até mesmo em Portugal, o caso mais evidente destas pinturas é em Foz Côa, como podemos observar na imagem 2.

imagem 2 - Arte Rupestre

Nesta imagem é visível a representação de um animal, possivelmente procurado na caça, e ainda uma espécie de instrumento de caça. Procura retratar um animal em movimento a ser caçado.

Até ao quarto milénio antes de Cristo o Homem confiou à palavra a transmissão dos seus conhecimentos e tradições através da comunicação verbal (contando história, a existência de mitos, visto que havia ainda um imenso desconhecido na vida do Ser Humano e lendas).

A partir de 3000 a.C. algumas culturas começaram a utilizar a escrita. Até chegar à sua forma definitiva, a escrita passou por diversas formas: pictografia, ideografia e fonética. A Pictografia, era considerada a  utilização de um desenho para representar uma palavra; a Ideografia nasceu da exigência de simplificar ou aumentar os sinais gráficos ou símbolo. Quando se desenha um Sol não se refere somente ao astro, mas também pode expressar qualquer fonte de calor; a Fonética o ideograma (representação) relaciona-se única e diretamente com um som ou com uma palavra.

O Homem começou a usar o papiro, a pedra e as placas de argila a fim de gravar a mensagem que pretendia transmitir. As primeiras mensagens eram transmitidas por estafetas, que percorriam vários quilómetros para levarem a informação ao seu destino.

Após a invenção da escrita, sendo este o principal marco que caracterizou o fim da pré-história e o início da história, o Homem passou a utilizar telégrafos de tochas, telégrafos de tambor e telégrafos por sinais de fumo.

Em 1794, os irmão franceses Chappe inventaram um telégrafo (ver imagem 3) que era constituído por “braços articulados” que permitiam a codificação de 196 sinais diferentes. Ao longo das primeiras utilizações, foi utilizado um código para 36 letras e 10 algarismos como podemos verificar no canto superior esquerdo do desenho. Os sinais ópticos "percorriam" 230 Km em dois minutos.

Imagem 3 – Telégrafo constituído por “braços articulados”

 

 Em 1840, Samuel Morse criou um telégrafo mais moderno e um código o qual conhecemos por Código Morse. Esse código é uma espécie de alfabeto que usa pontos e traços. (ver imagem 4)

Imagem 4 – O código Morse



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