Ponto De Equilibrio Financeiro, Contábil e Econômico

Considerações acerca do Ponto de Equilíbrio como Ferramenta Gerencial

                                                                                                 

                                                          Renata Lopes de Souza Aguiar   

 

 

Introdução

 

  No mercado atual, a competitividade é um fator essencial para qualquer empresa alcançar o sucesso. Para isso é importante identificar e desenvolver ferramentas gerencias extremamente eficazes, pois assim podem alcançar a estabilidade e atender as crescente exigências do mercado. É nesse ambiente que surge a necessidade de um correto ponto de equilíbrio para facilitar a análise da organização e irá ajudar os gestores no processo de tomada de decisão.

  O ponto de equilíbrio é considerado uma das mais importantes ferramentas de gestão da atualidade. Ponto de equilíbrio significa o faturamento mínimo que a empresa deve atingir para que não tenha prejuízo, mas que também não estará conquistando lucro nesse ponto.

 

1.1 Pontos de Equilíbrio Contábil (PEC)

  No ponto de equilíbrio contábil são levados em conta os custos fixos contábeis relacionados com o funcionamento da empresa.

  Se uma empresa possui as seguintes características:

·         Custos + Despesas Variáveis: $6.000/u

·         Custos + Despesas Fixas: $4.000.000/ano

·          Preço de Vendas: $8.000/u.

  O seu ponto de equilíbrio só será encontrado quando a soma das margens de contribuição ($2.000) totalizar o montante suficiente para cobrir os custos fixos, supondo que a produção seja igual á venda esse seria o ponto em que contabilmente não haveria nem lucro nem prejuízo, ou seja, o ponto de equilíbrio contábil.

                 PEC= $4.000.000/ano = 2.000.000u/ano, ou $16.000.000/ano de  vendas                    $2.000.000                       

 

   Martins (1994 p.232) relata em sua obra que um resultado contábil nulo significa que, economicamente, a empresa está perdendo (pelo menos o juro capital próprio investido).

 

1.2 Pontos de Equilíbrio Econômico (PEE)

  No ponto de equilíbrio econômico adicionam-se aos custos fixos todos os custos de oportunidade, diferente do ponto de equilíbrio contábil, o PEE visa à obtenção de lucro que pode ser estipulado.

  Supomos que uma empresa tem tido um Patrimônio Liquido (P.L) no inicio de ano equivalente a $10.000,000, e tivessem sidos colocados para render um mínimo de 10% a.a., teremos um lucro mínimo desejado anulas de $1.000.000.    E se essa taxa for à de juros no mercado, conclui que o verdadeiro lucro da atividade será obtido quando contabilmente o resultado for maior que o retorno. Quando houver um lucro contábil de $1.000.000 teremos o ponto de equilíbrio econômico.

Fórmula: PEE= CF + L / PV uni-CV uni

                PEE=$5.000.000/ano= 2.500u/ano ou $20.000.000/ano                            de receitas            $2.000.000

 

   Segundo Martins et.al.(1994 p.23)2 , o PEE será obtido quando a soma das margens de contribuição totalizar então $5.000, para que, deduzidos os custos e despesas fixas de $4.000.000 sobrem os $1.000.000 de lucro mínimo desejado.

 

1.3 Pontos de Equilíbrio Financeiro (PEF)

  O ponto de equilíbrio financeiro pode ser verificado financeiramente e/ou em quantidade de vendas ou prestação de serviços.

  O resultado contábil e econômico de uma empresa não é coincidente, necessariamente, com o resultado financeiro. Por exemplo, dentro dos custos e despesas fixas de $4.000.000 existir uma depreciação de $800.000, sabemos que esse valor não irá representar desembolso de caixa, dessa forma os desembolsos fixos serão de $3.200.000/ano; assim o ponto de equilíbrio financeiro poderá ser obtido quando conseguirmos obter a margem de contribuição total dessa importância.

  Fórmula: PEE=custos e despesa fixas totais – não desembolsáveis / MC unitária / PV unitário

                PEF=3.200.000/ano= 1.600 u/ano ou $12.800.000 de receitas totais

                          $2.000.000

   Se a empresa permanecer neste nível estará se equilibrando financeiramente, porém estará com m prejuízo contábil de $800.000, já que não conseguiu recuperar-se da parcela consumida do seu ativo imobilizado. Esses números foram calculados tomando-se o volume de vendas em unidades menos os referentes pontos de equilíbrio; seriam os mesmos se caso calculássemos receitas totais menos custos e despesas totais- contábeis econômicas e financeiras.

  Martins et.al (1994 p.233) indica em sua obra que é importante a elaboração de um segundo ponto de equilíbrio financeiro, e que levem em consideração parcelas financeiras de desembolso obrigatório no período que não estejam computadas nos custos e despesas.

 

Limitações do ponto de equilíbrio

  Apesar do ponto de equilíbrio ser uma ferramenta indispensável de análise entre receitas de vendas e custos, no apoio gerencial, ele tem a denominação, de custos fixos, porque ele não varia de acordo com as vendas, por isso é chamado de custo fixo, porém os custos que lhe compõem, na verdade podem variar de acordo com o desperdício administrativo.

 

 

Conclusão

  As organizações necessitam de ferramentas que sejam de muita agilidade e eficiência para dar um suporte ao gerencial no processo de tomada de decisão, para que as possam achar todas as repostas.

  Nota-se que o ponto de equilíbrio é uma ferramenta de muita importância no processo de gestão e que mesmo com sua restrição quanto a seu uso de fonte de informações, pode ser avaliada indispensável, dada a facilidade de sua aplicação em vários tipos de cenários que o ambiente atual proporciona.

 

 

   Referencias Bibliográficas

Martins, Eliseu. Contabilidade de custo. São Paulo: Editora Atlas S.A. – 1994

Padoveze, Clovis Luís. Contabilidade Gerencial: um enfoque em sistema de informação contábil. São Paulo: editora Atlas S.A. – 2000

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