Tipos de ritos

Ritos de sacrifício. Nos ritos de sacrifício, um objeto é oferecido à divindade para estabelecer, manter ou restaurar a relação adequada do homem com a ordem sagrada. O sacrifício -- encontrado em todas as religiões -- pode ser sangrento, incruento ou em forma de oferendas divinas. Como exemplo, podem ser citados os sacrifícios humanos de fenícios e de astecas, no primeiro caso; as oferendas de arroz e comida dos povos asiáticos para o segundo; e da própria divindade, simbolizada no pão e no vinho da missa católica, para o terceiro tipo.
Ritos de passagem. Chamam-se assim os ritos que marcam a passagem de um estado social ou religioso para outro. Esses ritos podem ter como centro o indivíduo, como os de nascimento, puberdade, matrimônio, funerais, iniciações, entronizações etc.; enfatizar as comunidades, como os ritos de paz, de guerra ou de renovação; e privilegiar as coisas, como a consagração de lugares, a inauguração de edifícios etc.
O rito de passagem se deve à necessidade de conferir origem sagrada a um fato de especial importância. A ficção ritual determina que o fato natural não seja levado em consideração, pois importa apenas o ato religioso. Assim, em muitos povos primitivos não se considera que o recém-nascido tenha sido dado à luz até que seja submetido ao rito prescrito. Na Igreja Católica, se um recém-nascido morre sem batismo, sua alma não pode subir ao céu e é condenada a um lugar ambíguo chamado limbo.
Ritos de fortalecimento. Conhecem-se por ritos de fortalecimento aqueles que assinalam acontecimentos ou crises na vida da comunidade em seu conjunto, como a ausência de chuvas, a preparação da semeadura, da colheita, o início de atividades comunitárias como a caça e a pesca etc. Alguns rituais podem desempenhar as funções de ritos de passagem e de iniciação; isso ocorre com a cerimônia dos índios navajos conhecida como "canto da noite", executada para curar um indivíduo de uma enfermidade, mas que serve também para aumentar o bem-estar de toda a comunidade.
 Ritos relacionados com os alimentos. No comportamento religioso encontra-se o uso amplamente difundido do alimento como símbolo. A razão é que a religião é um dos sistemas de pensamento e ação pelos quais os membros de um grupo expressam sua coesão e identidade, mas precisa de representação material, como toda atividade simbólica, e encontra na comida e na bebida seus veículos mais adequados.
O valor simbólico atribuído a determinados alimentos não parece relacionar-se com as qualidades nutritivas dos mesmos. Assim, a carne de porco tem um significado positivo para os papuas da Nova Guiné, mas é proibida pelas religiões judaica e islâmica. Em determinados ritos, certos alimentos adquirem um significado sagrado, como o pão e o vinho na eucaristia católica. O jejum e a abstinência de carne também fazem parte dos ritos religiosos ligados ao consumo de alimentos.

Fonte: http://choli.sites.uol.com.br/ritos.htm
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