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livro


Inércia, Ed. Multifoco, 2009.

Inércia
Editora: Multifoco-RJ, 2009
ISBN: 978-85-60620-67-8
136 páginas
R$ 30,00

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O que foi dito:

"Dotado de um aspecto embrionário, e cheio de surpresas, Inércia é o romance de estreia de Marcos Vinícius Almeida. Ele, mineiro de Luminárias, faz de seu ofício algo raro e essencial: seduzir o leitor desde a primeira linha com uma proximidade e identificação em relação aos personagens.

Lançado pela Multifoco há alguns meses, Inércia também denota caminhos, mostra possibilidades e gera expectativa. Não é fácil escrever um romance de relativo fôlego aos 20 e poucos anos (que seria lançado tempos depois). No livro, apresenta-se Juan, que assim como o autor se vê às voltas com situações corriqueiras e relacionamentos cotidianos. Há ai um Q de biográfico, responsável por envolver leitor a partir de pontos como identificação e proximidade" Salomão Terra, Opperra - Mondo Cult

"O que sobressai no romance de Almeida é o senso de humor. É um livro divertido, narrado em primeira pessoa por Juan, estudante de filosofia, universitário que gosta de beber, fumar e que está em meio a uma crise de consciência, e por isso conta seus sabores e dissabores amorosos.(...) O autor se refere a si mesmo como 'jovem caipira' dono de uma 'inerente falta de talento.' É claro que a inteligência de cada um, na perspectiva do autoexame, outorga ao sujeito a possibilidade de se achar sem determinadas qualidades. Mas neste caso, parece mais modéstia em excesso, no que diz respeito à falta de talento." Gilberto G. Pereira, Leituras do Giba

"Influenciado por autores como Albert Camus, Henry Miller e Chuck Palahniuk, que narra — usando uma descrição de frase rápida e entrecortada; uns diálogos e situações com vitalidade de crônica; e trechos algo mais densos focados no fluxo de pensamento — a vida de Juan, estudante de Filosofia, vivendo com o dinheiro que ganha dos pais ou que consegue vendendo seus livros, bebendo o mais que pode, rapaz que abandonou a namorada de tantos anos porque a relação tinha se agastado além de um limite, entre o que seja a adolescência e o que se chame idade adulta, talvez bem descrito pelo que diga a frase de Clarice Lispector: 'O cotidiano contém em si o abuso do cotidiano. O cotidiano tem a tragédia do tédio e da repetição'." Duanne Ribeiro, Revista Capitu

"Dessa forma, implicitamente, o romance realiza um flerte sutil diante da antinomia determinismo x liberdade, aqui encarnado, em sua totalidade na vida medíocre desse sujeito comum, provinciano, pequeno burguês. Acorrentado em amarras surdas: o presente imóvel, o passado sedutor e um futuro sem perspectiva, o jovem encontra refúgio na perfeição de uma paixão idealizada, na projeção de uma figura ideal e abstrata que não pode realizar-se no cotidiano prático. Contudo, quando cai em si, cá está sozinho no quarto, preso num filme que se repete, o cd enganchado no aparelho repetindo de maneira irritante o mesmo trecho de uma música que já se cansou de ouvir: Lúcia dormindo na cama, e ele: 'Sem camisa. Cinzeiro cheio. No computador parafraseando Leibniz.” Milena Pereira Silva, na Revista Palpitar de Porto Alegre

"Percorrer as páginas de Inércia, romance de estreia de Marcos Vinícius Almeida, é, antes de mais nada, movimentar-se. Movimentar-se pelas frases diretas e certeiras do autor, sem dúvida; mas movimentar-se também pelos caminhos enviesados do narrador Juan, por seus desejos, sonhos, pensamentos, bebedeiras, hesitações, ousadias. É deixar The Cure e Joy Division tocando na cabeça para mergulhar no mundo desse estudante de filosofia capaz tanto de discutir Schopenhauer numa manhã de ressaca, quanto de atrair um 'ombrinho branco' ou a atenção da garota mais disputada da cidade. É acompanhar o vaivém de um namoro-casamento um tanto quanto falido, é acompanhar o moleque magricela e orelhudo por seus porres noite adentro. É acompanhar Juan até onde der. Com cerveja barata, conhaque, pinga com refrigerante, baseados e cigarros vagabundos pelas ruas de São João del Rei ou da pequena cidade de Luminárias, no pequeno mundo de Juan, nos seus amigos de infância e de faculdade, na inconstância das meninas, nas salas de aula ou no bar da família.

Todo corpo permanece em seu estado de repouso ou de movimento retilíneo e uniforme, a menos que seja obrigado a mudar seu estado por forças a ele impressas. Assim dizia Newton e assim Marcos Vinícius Almeida pergunta ao leitor: meu personagem está parado ou em movimento? Mover-se por esse universo de Juan, é isso um 'estado de repouso'? É um 'movimento retilíneo e uniforme'? Para onde vai meu personagem? Caminha ao acaso? Ou, tal qual um Sísifo mineiro do século XXI, apenas arrasta suas pedras até o cume dos morros para vê-las cair e recomeçar o trabalho? Pois a vida de segunda e terça e sábado é isto: 'Conversar com o pessoal. Beber. Falar de coisas inúteis. Ouvir Joy Division e esperar o dia amanhecer. É realmente a melhor opção.' É isso, até que uma força exterior a ele impressa o obrigue a mudar seu estado, a tomar outro rumo. Aí a vida de Juan quem sabe vai por uma nova direção, ou quem sabe o que lhe espera não é mais um desses infinitos estados inerciais.

Imóvel ou em movimento, Juan e sua história gritam a nós, leitores. 'Porque você é só um pronome de tratamento; então eu grito bem alto, mas o som não se propaga no vácuo...' Se o som não se propaga no vácuo, é preciso estar próximo a Juan para ouvir sua voz. E por isso os capítulos de Inércia nos chamam, nos querem por perto, presos, acompanhando cada frase. Ao lado de Lúcia ou de Tati, na casa de Éder ou vendendo cervejas e uísque no bar do qual seu pai é proprietário, bebendo até cair ou perdendo a partida na sinuca, esta é a vida que Juan nos convida a viver. Porque ler a primeira frase do livro é aceitar a força por ele impressa, ou seja, é dar início a um movimento que não vai mais parar até a última frase. E, se o romance se fecha com reticências, é porque sua leitura ainda vai deixar margem para reflexões posteriores. Afinal, até que se diga o contrário, o movimento continua." Victoria Saramago

"O romance conta a história de Juan, um jovem estudante de filosofia que, em função de um acontecimento específico, toma consciência de sua trajetória de vida. Embalado por esse acontecimento, Juan se vê movimentar e dá o primeiro passo para aquilo que podemos chamar de uma vida mais amadurecida, mais responsável: adulta.

Embora aborde esse trânsito entre juventude e amadurecimento, 'Inércia' não se limita a ser uma narrativa aos moldes de um 'rito de passagem' adolescente de teor confessional. Muito pelo contrário, o romance, delineado pelos conflitos (e, às vezes, pelas soluções) asilados no lidar com o outro – em especial no lidar com o sentimento que se nutre pelo outro – se apresenta como uma narrativa que contempla constatações e angústias que são questionamentos próprios da existência e que, portanto, independem de contexto de idade ou de fases da vida." Bruna Maria, Gerúndio de uma história em pó.
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