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Insuficiência Cardíaca



A insuficiência cardíaca é uma síndrome complexa que pode resultar de qualquer distúrbio cardíaco de caráter estrutural ou funcional que compromete a capacidade do coração em  funcionar como uma bomba para suportar uma circulação fisiológica. A síndrome de insuficiência cardíaca é caracterizada por sintomas, como a falta de ar e fadiga, e sinais, como a retenção de líquidos.

A insuficiência cardíaca é hoje reconhecida como um problema importante e crescente de saúde pública. A industrialização e a urbanização implicaram mudanças na dieta alimentar, aumento do tabagismo, sedentarismo e obesidade. A conseqüência natural é o desenvolvimento de hipertensão arterial, diabetes e doença das artérias coronárias, sendo a insuficiência cardíaca a via final dessas e de outras doenças. Aproximadamente 23 milhões de pessoas são portadoras de insuficiência cardíaca e 2 milhões de novos casos de insuficiência cardíaca são diagnosticados a cada ano no mundo. Estima-se que 6,4 milhões de brasileiros sofram de insuficiência cardíaca. A insuficiência cardíaca cursa com altos custos hospitalares e grande número de atendimentos de emergência, e provoca perda da qualidade de vida e, muitas vezes, aposentadorias precoces e com altos custos para o país. Em países industrializados, o custo da insuficiência cardíaca representa 1 por cento a 2 por cento de todo o dinheiro alocado para o sistema de saúde. No Brasil, em 2000, as internações por insuficiência cardíaca custaram 204 milhões de reais, representando 4 por cento do total de gastos das internações (Rossi Neto, JM. Rev. Soc. Cardiol. Estado de São Paulo;14(1):1-10, 2004)

Itinerário Clínico para IC (American Heart Association)

Protocolos Gerenciados do Hospital Albert Einstein (SP) - Insuficiência Cardíaca
Revisões sistemáticas relevantes

Os benefícios de longo prazo de diuréticos para insuficiência cardíaca em adultos  necessitam estudos adicionais
Cochrane Library, 2009. O tratamento medicamentoso da incluem digitálicos, inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA), beta-bloqueadores e diuréticos. Os diuréticos são importantes, porque rapidamente aliviam os sintomas e controlam a retenção de líquidos. Os efeitos colaterais possíveis dos diuréticos incluem irregularidades cardíacas (arritmias), baixa pressão arterial e perturbações da função renal. Alguns dos diuréticos utilizados são a furosemida, a bumetanida e a clorotiazida. Os dados disponíveis a partir de vários pequenos ensaios controlados mostram que em pacientes com ICC, diuréticos convencionais parecem reduzir o risco de morte e a piora da insuficiência cardíaca, quando comparado com uma pílulas de açúcar inativas (placebo). Cerca de 80 mortes podem ser evitadas por cada 1000 pessoas tratadas. Os diuréticos também aumentam a capacidade de atividades físicas, por cerca de 28% a 33% a mais quando comparados com outras drogas ativas. Estas conclusões foram baseadas em 14 ensaios controlados (525 pessoas), dos quais três ensaios registraram mortes em 202 pessoas randomizadas para receber ou diuréticos ou placebo, e dois ensaios, em um total de 169 pessoas, observaram hospitalização ou piora da insuficiência cardíaca. Dos sete ensaios que compararam o tratamento com diuréticos com outro medicamento, os efeitos sobre atividades físicas foram estudados em quatro ensaios em que 91 pessoas foram randomizadas para receber ou um diurético ou um inibidor da ECA ou digoxina. A maioria dos ensaios tinha pequenos números que duraram de 4 a 24 semanas, um curto espaço de tempo para uma doença crônica. A idade dos participantes foi de 59 anos, que é relativamente jovem, e o uso da droga diurética não foi padronizado entre os estudos. Mais pesquisas serão necessárias para confirmar os benefícios de longo prazo do tratamento com diuréticos para pacientes com ICC porque esses estudos foram pequenos. (Faris R, Flather MD, Purcell H, Poole-Wilson PA, Coats AJS. Diuretics for heart failure. Cochrane Database of Systematic Reviews 2006, Issue 1).



Estudos Recentes


O uso de drogas anti-inflamatórias não esteróides por pacientes com insuficiência cardíaca crônica está associado a um risco aumentado de morte e morbidade cardiovascular

Evidências crescentes indicam um aumento do risco cardiovascular associado ao uso de anti-inflamatórios não esteróides (AINE), em particular em pacientes com doença cardiovascular estabelecida. Os autores estudaram o risco de morte e hospitalização decorrentes de infarto agudo do miocárdio e insuficiência cardíaca (IC) associados ao uso de AINEs em uma coorte de pacientes com IC não selecionados.
Foram identificados 107.092 pacientes que sobreviveram à sua primeira internação hospitalar por IC entre 1 º de janeiro de 1995, e 31 de dezembro de 2004, com uso posterior de AINEs na Dinamarca. Um total de 36 354 pacientes (33,9%) alegou, pelo menos, uma receita de um AINE após a alta e 60 974 (56,9%) morreram, e 8.970 (8,4%) e 39 984 (37,5%) foram internados com infarto do miocárdio ou IC, respectivamente. A razão de chance (95% intervalo de confiança) para a morte foi 1,70 (1,58-1,82), 1,75 (1,63-1,88), 1,31 (1,25-1,37), 2,08 (1,95-2,21), 1,22 (1,07-1,39) e 1,28 ( 1,21-1,35) para rofecoxib, celecoxib, ibuprofeno, diclofenaco, naproxeno e outros antiinflamatórios não-esteróides, respectivamente. Além disso, houve um aumento dose-dependente do risco de morte e aumento do risco de hospitalização por causa de infarto do miocárdio e IC.
O estudo conclui que os AINEs são freqüentemente usados em pacientes com IC e estão associados com maior risco de mortalidade e morbidade cardiovascular. Na medida em que mesmo os AINEs comumente utilizados exerceram maior risco, o balanço entre risco e benefício exige uma consideração cuidadosa quando qualquer AINE for administrado a pacientes com IC (Arch Intern Med; 169:141-149, 2009).


Você tem respostas a estas perguntas?

1. Em pacientes adultos sintomáticos ou assintomáticos com disfunção sistólica do VE, qual é a eficácia e efetividade da TRC (terapia de ressincronização cárdica) isolada, CID (cardioversores desfribiladores implantáveis) isolados, ou dispositivos combinados TRC-CID comparados ao tratamento médico habitual?

2. Em pacientes adultos sintomáticos ou assintomáticos com disfunção sistólica do VE, qual é a eficácia e efetividade de CID câmara única comparados com CID de dupla-câmara?

3. Em pacientes adultos sintomáticos ou assintomáticos com disfunção sistólica do VE, quão seguro é a TRC isolada, CID isolados, ou dispositivos combinados TRC-CID?

4. Quais pacientes que se beneficiariam da CID isolado, TRC isolada, ou dispositivos combinados TRC-CID?

(Vc poderá obter algumas respostas aqui)

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José Noronha,
31 de jan de 2009 03:33
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José Noronha,
31 de jan de 2009 03:45
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