MINHA HISTÓRIA (AGUARDE CARREGAR A PÁGINA)

A História nos ajuda a conhecer quem somos nós, de onde viemos, o que fazemos, sentimos e pensamos. Vivemos em grupos e os grupos não são iguais, mas todos construimos a história!

Ao nos tornarmos capazes de escrever a nossa própria trajetória de vida, deixamos de ser meros espectadores e nos tornamos protagonistas... sujeitos da história,

Esta consciência de que somos capazes de escrever nossa história, nos faz criar novos mecanismos para assumir o controle de nossas vidas, começamos então a defender interesses comuns, lutar por nossos  direitos... Ter vez na sociedade.

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Sou uma jovem com alguns anos de idade, nascida nesta cidade no dia 12 de setembro de 1981, na casa de Saúde Santa Lúcia.
Sou uma pessoa esforçada e batalhadora, trabalho desde os 14 anos; aos 15 anos me casei e tive um herdeiro que é a razão do meu viver, pois foi uma produção independente, sempre arquei com as “responsabilidades” sozinha de A a Z.
Sofri muito, pois não é todo dia que uma mãe com 15 anos de idade encara o mundo com um filho nos braços e sem amparo de ninguém, pois em poucos meses perdi minha mãe e aí que a coisa ficou mais complicada, mas como não há vitória sem luta, eu fui à busca do melhor.
Trabalhei muito e conheci uma pessoa maravilhosa que Deus reservou para mim; casei-me novamente, mas desta vez com a pessoa certa; um príncipe, o amor da minha vida e me deu toda a felicidade que já não sabia que existia, me deu um filho lindo, e adotou toda a minha família.
Hoje posso dizer que sou uma pessoa realizada, amo e sou amada, sou apaixonada por meu marido e meus filhos, Felipe e Pedro e sou uma mulher muito feliz, graças a Deus.
                                                                                         Claudilene de Oliveira Resende
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Meu nome é Luciano Luiz Farias, sou filho de Salvador de Souza Farias e de Andréia Luisa dos Santos Farias. Nasci e cresci aqui em Muriaé, no Bairro Aeroporto.

No ano de 1989 começou a minha história... Nasci, fui crescendo e logo no começo um “azar”, com seis anos eu e minha família tivemos que ir embora por motivo de briga entre filha e genro que acabou prejudicando a minha avó, que não tinha nada com o problema.

Passaram-se dois anos e eu e minha família voltamos, pois a poeira tinha baixado. Continuei crescendo junto com meu irmão Sullivam Augusto Farias, a partir daí começou a piorar para o meu lado, pois tinha um irmão caçula, aí eu comecei a revoltar, comecei andar enturmado, só com trocinha... os famosos maus elementos, aí já com 11 anos vieram as drogas... malditas drogas... me ferrei, pois com isso só consegui roubar, assaltar e ser preso. Quase morri, pois já tomei um tiro, já dei tiro nos outros... foi só desgraça até aos dezoito anos, foi só sofrimento.

 Depois que eu quebrei a cara na cadeia foi que aprendi, pois nem depois de ter tomado tiro e quase ter morrido eu não parei, mas veio a cadeia, com “ela” eu aprendi a dar valor a liberdade. Com minha esposa veio minha filha Natally Kettely, quem me ajudou mais ainda a viver melhor porque é uma responsabilidade mesmo.

Hoje com quase 20 anos eu tenho um outro pensamento sobre tudo isso... sobre toda a minha vida, hoje tudo é muito diferente, tenho minha família, trabalho e tenho uma vida bem mais feliz do que antes graças a Deus.

 

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Meu nome é Daniel Soares dos Santos, eu nasci na cidade de Muriaé-MG no ano de 1983. Meus pais são de família humilde e minha educação sempre foi em escolas públicas, mas meu caráter é de alto nível, pois desde novinho minha mãe sempre me ensinou o que é certo e o que é errado.

Fui criado em uma comunidade muito carente, mas graças a Deus nunca me envolvi com o lado errado, pois desde adolescente sempre sonhei em me tornar um empresário e luto muito por isso, sempre tive idéia brilhantes, mas como sempre falta dinheiro para investir.

Tenho fé que isto vai mudar e um dia ainda vou ser um grande empresário deste país.

Sou de família humilde, porém muito trabalhadora, minha mãe lutou muito para criar os nove filhos, e eu dou valor ao sacrifício dela, por isso não me envolvo com crimes, drogas, nem em más companhias, pois creio que devo dar orgulho a minha mãe, pois ela batalhou muito para eu ser um homem de bem.

Sou um rapaz alegre, sou um bom amigo, romântico e carinhoso quando estou com uma menina.

Sou amigo, companheiro fiel

Eu sou... José Daniel

 

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Meu nome é Elizete Alves da Silva Francisco, entrei na escola aos nove anos, mas por faltar muito de aula nunca tive notas boas, por isso repeti várias vezes de série.

Minha infância foi muito difícil, não tive tempo de ser criança, porque tinha que tomar conta de casa e dos irmãos.

Na adolescência saí da escola, logo após me casei e tenho três filhos. Hoje não aprendi nada por ter saído da escola, perdi até minha dignidade, mas agora ficou mais fácil com esta oportunidade do Projovem... vou batalhar, vai ser difícil, mas vou conseguir. Minha família está me apoiando... meus filhos e meu marido.

O recomeço pode ser difícil, mas vai ser cheio de alegria e prazer... ler e escrever melhor facilita para arrumar trabalho e ser alguém. Não ser humilhado por não ter estudado.

A vontade é grande e espero chegar ao final vitoriosa passando por cima de todo o meu passado, poder ser feliz é possível. Eu vou vencer. Eu vou vencer o medo, a falta de confiança em mim.

Cansei de permitir que me olhem e me tratem diferente. Cansei de pensar que sou diferente... cansei de aceitar que me digam até onde posso ir.

 

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Eu, Válber Leandro da Silva, nasci em 15 outubro de 1982, na cidade de Muriaé-MG, sou filho de João Batista da Silva e Joaquina Maria da Silva. A primeira escola que frequentei foi a Escola Estadual Maria Antônia Múglia.

Estudei até a terceira série do Ensino Fundamental, tive que parar para trabalhar... trabalhei de engraxate na praça João Pinheiro, vendi picolé, também trabalhei de ajudante de eletricista e servente de pedreiro. Com dezesseis anos aprendi a dirigir moto e carro, trabalhei na Distribuidora de Vidros Muriaé onde desempenhei várias funções no período de 01/04/06 a 01/12/07, logo depois tirei a primeira habilitação “B”, logo depois troquei para “D” e fiz a inclusão da categoria “A”.

Sempre fui muito inteligente e esforçado, sempre tive compromisso com o social, de ajudar as pessoas. Com 22 anos me candidatei a presidente da Associação de Moradores do Bairro Aeroporto e concorri com seis chapas e venci com 344 votos, daí em diante não parei mais... fiz várias reivindicações junto ao prefeito municipal e muitas foram atendidas, já em 2009 me candidatei novamente e venci outra vez com 370 votos.

Também fiz vários cursos como vaqueiro, carreteiro, manutenção e operação de tratores, técnico em ordenhadeira mecânica, e fiz o curso de operador de máquinas pesadas e passei em primeiro lugar e hoje estou trabalhando na prefeitura e estudo no Projovem para buscar mais conhecimento, experiência e amizade e estou muito feliz.

 

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Nasci em Muriaé em 16/08/1983, quando mudamos para o Bairro Aeroporto eu tinha um ano e meio, somos todos oito irmãos, meu pai era muito agressivo e bebia muita cachaça, batia na minha mãe e também em nós, ele trabalhava na roça e meus irmãos mais velhos trabalhavam com ele e eu e os mais novos pedíamos na rua para ajudar nas despesas. Pedi até os nove anos de idade, quando comecei a trabalhar como babá, trabalhava de graça e nem ganhava roupa, só se fosse usada.

Eu praticamente não tive infância, quase não brincava, também em minha cabeça era só pegar meus irmãos e ir embora sem destino. Graças a Deus que não tive coragem, senão o que seria de nós neste mundo?

Eu e meus irmãos preferíamos ficar na rua do que em casa, pois meu pai só batia na gente, então cada um foi para algum lugar. Meus dois irmãos e um dos mais novos foram para a “FEBEM” e minhas duas irmãs mais novas fora para a “CASA DAS MENINAS” e eu fui trabalhar no lugar da minha irmã que engravidou e saiu do emprego. Eu tinha apenas10 anos de idade e larguei os estudos. Eu trabalhei até me casar.

Quando me casei, com 21 anos, um dos meus irmãos morreu assassinado, eu fiquei tão triste, o mundo parecia que tinha acabado para mim, mas Deus me deu forças e eu me conformei.

Um ano depois da morte dele, eu também perdi um filho no parto e mais uma vez perdi o chão, fiquei desesperada, não sabia o que fazer, nem para onde ir. Deus mais uma vez me carregou no colo e me confortou, se não fosse Deus em minha vida eu não sei o que seria da minha vida.

Mas graças a Deus que ele está sempre por perto para me livrar do mal e me cobrir o seu sangue. Há se não fosse o grande amor de Deus!!!

Quando completei 24 anos tive meu segundo filho, uma menina linda que se chama Nágela, hoje ela tem nove meses.

Posso dizer que sou feliz por todas as dificuldades que passei e posso dizer que sou feliz porque tenho Jesus na minha vida e que tem Jesus tem tudo e quem não tem não tem nada.

O meu objetivo agora é terminar os estudos e conseguir uma casa própria

Esta é a minha vida e a minha história.

                                                                         Vera Lúcia das Dores Leonel

 

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No ano de 1981, eu, Maria da Dores Ferreira de Rezende nascia. Ano que regia o governo do Brasil João Batista de Oliveira Figueredo. O papa João Paulo II visitava o Brasil, e logo depois foi baleado no abdômen na Itália. Ano também em que uma das músicas mais tocadas nas rádios era Triller, de  Michael Jackson, esses são alguns acontecimentos daquele ano.

Eu nasci no dia 14/04/81, Hospital São Paulo, em Muriaé-MG.

Filha de José Alcino Ferreira de Resende e Nair Carvalho Resende, também residente na cidade de Muriaé.

Eu sempre morei e cresci no Bairro Aeroporto, tenho quatro irmãos.

Aos sete anos minha mãe me matriculou na pré-escola do bairro, aí eu fiz a minha 1ª a 5ª série escolar Escola Estadual Maria Antônio Múglia.

Mas até então eu não tinha mais meu pai porque ele tinha falecido quando eu tinha nove meses de idade. Aos 12 anos de idade deixei o colégio porque minha mãe não tinha condições de manter-me na escola.

Naquela época as coisas eram muito difíceis para ela. Comecei a trabalhar muito cedo, por isso deixei a escola. Mesmo minha mãe lutou muito e deu a volta por cima, conseguiu criar os cinco filhos sozinha.

Eu trabalhei doze anos em uma confecção. Aos dezoito anos minha mãe veio a falecer, mas aprendi uma lição muito grande com ela, que para alcançar a felicidade da vida é preciso passar pelas dificuldades e pelas tristezas.

Hoje sou feliz, mas claro passado pelos obstáculos da vida. Tenho quatro irmãos, sobrinos e primos.

No momento trabalho em casa como bordadeira, tenho uma casa própria, moro eu e meu marido e sou feliz.

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Eu posso me sentir um vitorioso por tudo que eu passei, e para chegar aqui onde estou, fui criado mais na rua do que com minha mãe. O meu pai tinha se separado dela, comia na casa dos outros e às vezes dormia na rua, posso contar quantas vezes fui à escola.

Minha família sempre foi humilde, não tinha condição de nada, nem calçados, eu usava o que ganhava de outras crianças. O tempo foi passando e nós mudamos para o Estado do Rio, lá eu completei nove anos de idade, minha situação e da minha mãe mudou um pouco, mas mesmo assim eu tinha que ajudar minha mãe dentro de casa e eu ia para a rua pedir dinheiro para comprarmos comida e pagar o aluguel, pois minha mãe não conseguia trabalho e não tinha outra saída, até que um dia  o juiz de menor me pegou e me levou para uma casa que abrigava menores de rua chamada Padre Geraldo, um bom homem e um bom padre que me tirou da rua e me ensinou coisas boas e me ajudou a ser o homem que sou hoje, mas a minha maior riqueza primeiramente é Deus e o outro é a família maravilhosa que tenho, meus três filhos dos quais me orgulho muito.

Meu nome é Alessandro Moraes e essa é um pequeno pedaço da minha vida.

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Meu nome é Vilma, sou casada e tenho um casal de filhos.

A minha história é muito grande e se eu fosse contar ela toda daria que escrever um livro, mas vou apenas resumir.

Na minha infância eu sofri muito porque quando eu era bem pequena os meus pais se separaram e eu e meus quatro irmãos tivemos que ficar nas mãos de pessoas estranhas para minha mãe trabalhar e, às vezes, a gente era muito maltratada.

Depois de algum tempo a gente foi morar com nosso pai que tinha arrumado outra família, e nesta família eu morei até os treze anos, depois vim embora morar com minha mãe.

Aí tive que escolher entre estudar e trabalhar, então resolvi trabalhar para ajudar minha mãe que passava por muitas dificuldades, e foi quando não pude mais estudar porque não sobrava tempo.

Então eu trabalhei até os meus dezesseis anos, porque eu comecei a namorar e engravidei, então tive que me casar. Logo que me casei tive o primeiro filho, aí que não tive mais tempo mesmo para estudar, porque eu tinha que cuidar de casa e do meu filho que tinha muitos problemas de saúde.

Depois que meu filho melhorou eu voltei a trabalhar para ajudar meu esposo, mas logo tive que sair, pois estava grávida da minha segunda filha que, graças a Deus tinha muita saúde.

Eu fiquei mais algum tempo em casa e tive que voltar a trabalhar novamente, trabalhei alguns anos e foi aí que a minha filha sofreu um acidente grave... ela caiu de uma laje e teve que ser operada, e mais uma vez perdi meu emprego, mas ganhei uma vitória que foi o livramento de vida que Deus deu para minha filha.

Esse é o resumo da minha história.

Hoje tenho 11 anos de casada, meus filhos se chamam Lucas (15 anos) e Ana Beatriz (8 anos), eles são filhos obedientes e muito bons, e o meu esposo também é muito bom para mim, e apesar das lutas nos somos felizes, pois se não tiver outra pessoa ao nosso lado nunca aprendemos a ser uma pessoa melhor.

E mais uma coisa, com o Projovem eu tive a chance de voltar a estudar, que era a grande vontade que eu tinha, com ele vou ter a chance de ter um bom emprego e se Deus quiser vai dar tudo certo.

                                                                      Vilma Peixoto Sotero Pinheiro

 

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Meu nome é Shirlene, minha infância foi muito legal, sempre fui uma criança muito amada e com amigos ao meu redor. Tenho uma irmã mais velha que eu, minha mãe lutou muito para cuidar de nós, sempre trabalhou muito e nós ficávamos na creche. Neste período em que fiquei na creche fui uma criança muito sapeca e aprontava muito com os colegas, às vezes enchia o tanque de água fria e os colocava dentro, quantas vezes chegava bilhetes da diretora para o comparecimento de meus pais na creche... eram muitas reclamações das minhas travessuras.

Depois eu fiquei com uma babá que começou a judiar de mim, me largando jogada e me dando comida fria.

Em casa eu era fogo na roupa, batia na minha irmã e quase quebrava toda a casa, era preciso que uma vizinha sempre viesse para separar a confusão.

Os anos se passaram e hoje ao olhar para trás vejo que fui uma criança feliz. Hoje os tempos mudaram e continuo meio sapeca, não sou de me meter na vida dos outros, mas se meterem na minha, já vem confusão.

Enquanto eu estudava de 1ª a 6ª série, nunca levei desaforo para casa, enfrentava até os meninos e não saia em má situação.

Hoje me sinto melhor, trabalho, estudo, estou me tornando independente, mas ainda continuo igual, não gosto que se metam comigo. Eu tenho 23 anos.

                                                                                  Shirlene Silva de Oliveira

 

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SER JOVEM HOJE

PROFESSOR ORIENTADOR SALA 04: FERNANDO ANTÔNIO DE OLIVEIRA

 

 

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