INDÚSTRIA E ESPAÇO GEOGRÁFICO

ELAINE MUSSI HUNZECHER QUAGLIO (T26/E2A2/Mód Impresso/Ciclo Básico)
 
 
Indústria e espaço geográfico: a importância do desenvolvimento sustentável

Público alvo

Alunos da 8ª. Série do Ensino Fundamental II.

Duração

06 aulas.

Mídias a serem utilizadas

  • Folhetos de propaganda
  • Enciclopédia (impressa e eletrônica)
  • Mapas (impressos e eletrônicos)
  • Jornais e revistas (impressas e on line)
  • Internet

Objetivo Geral

  • Proporcionar aos alunos o aprimoramento de habilidades necessárias para que os mesmos possam entender a relação entre a indústria e a produção do espaço, levando em conta a importância do desenvolvimento sustentável.
 

Objetivos específicos

  • Analisar a distribuição geográfica das indústrias pesquisadas e as suas influências na mudança da paisagem natural. 
  • Analisar se as empresas pesquisadas trabalham dentro dos pressupostos da sustentabilidade.

Justificativa

  Desde os primórdios da história terrestre existe o lugar em seu estado natural e a partir de inovações e transformações a ele incorporadas por intermédio dos indivíduos que nele habitam ou dele se interessam, forma-se o território. Ambos abrigarão indivíduos com suas histórias, suas identidades, afinidades etc. Estes indivíduos transformarão os lugares de acordo com seus interesses e intencionalidades e para usufruírem de um convívio em sociedade criarão regras e delimitarão espaços. Portanto, ambos estão intrinsecamente ligados, isto porque “No começo da história, havia a natureza. Vem o homem, se instala e começa a agregar novas coisas. Ele produz o território dessa forma.” (Santos, 2008). 

      Nesse sentido, é preciso que o professor de geografia dê aos seus alunos oportunidades para que os mesmos possam analisar de maneira crítica a produção do espaço geográfico que é construído historicamente fruto tanto das modificações causadas de forma natural pela dinâmica da natureza quanto pela atuação antropica (do homem).

   É preciso também, mostrar aos alunos que dentro do espaço geográfico encontramos tanto as paisagens naturais que são resultantes de combinações entre elementos como relevo, solo, cobertura vegetal, clima etc, quanto as paisagens humanas ou culturais que são ocasionadas devido a interferência do homem sobre a superfície da Terra. Tais paisagens são consideradas produto de um trabalho social, ou seja, de um esforço conjunto e elaborado de gerações para gerações por meio de técnicas disponíveis em cada época, pois o homem por meio da técnica explora a terra e toda a vida que nela existe: é o autor das inovações tecnológicas e o principal responsável por elas e por isso deve primar pelo morar autêntico que está ligado ao preservar. Preservar, este, que não é apenas não causar prejuízo a alguma coisa. O preservar autêntico possui uma dimensão positiva, ativa, e acontece quando deixamos que as coisas sigam seus ciclos naturais, ou seja, sua própria natureza, sua força originária.

      O educando precisa compreender que quando o agente antropico age de forma a preservar o meio ambiente a relação indústria e espaço geográfico flui de maneira sustentável, gera empregos, propicia a melhoria nas condições de vida das pessoas que cercam tal industria e o que é mais importante: seus dirigentes fazem uso dos recursos  que o meio ambiente nos proporciona, sempre de forma responsável, criando critérios para que o uso das diversas formas de aproveitamento da terra e da água não ultrapassem  a capacidade de renovação de tais recursos.

     Entretanto, nem sempre o agente antropico age de forma consciente e a relação industrialização e meio ambiente fica complicada, portanto, se faz necessário conhecer os processos de ocupação do espaço geográfico e as suas implicações com relação a paisagem natural, pois sabemos que muitas indústrias, por meio de seus dirigentes,  são agentes causadores de sérios desastres naturais como a poluição de rios, contaminação de solo, emissão de gases poluentes etc. 

  Nesse contexto, entendemos que as mídias elencadas acima e a metodologia pensada para utilizar as mesmas, proporcionarão ao professor uma prática pedagógica  que  estimule os alunos a apreenderem os conceitos geográficos de paisagem natural, paisagem cultural, produção do espaço geográfico, sustentabilidade  etc, de forma prazerosa e participativa e não massificante e extremamente conteudista e assim o processo de ensinagem, que segundo Anastasiou (1998)  configura-se numa prática social complexa que acontece entre professor e aluno e que engloba tanto o ato de ensinar quanto o apreender em parceria, no qual a construção do conhecimento formal (escolar) é resultado de atos efetivados na, e fora da, sala de aula proporcionará a ocorrência da aprendizagem de forma significativa.

      Portanto, a intenção deste projeto é de desenvolver atividades que proporcionem aos alunos a capacidade de leitura do espaço geográfico por meio de informações obtidas com o auxilio de várias mídias, dentre elas os folhetos de propaganda, a enciclopédia (impressa e eletrônica),  os mapas (impressos e eletrônicos), e as demais mídias que forem necessárias ao logo da construção do saber intentado nesse projeto, pois sabemos que o planejamento não deve ser estático e imutável e sim, deve ser revisto sempre, sempre que necessário repensado e tendo a ele agregado novos elementos para que realmente se cumpra com os objetivos propostos.

     Para finalizar, deseja-se que os educandos ao final da atividade proposta, compreendam que o processo de industrialização quando levado a sério propicia ações pautadas no desenvolvimento sustentável que resultam não apenas em melhorias dos indicadores econômicos e sociais que agradam tanto aos estatísticos, mas também na preservação do meio ambiente no qual estamos inseridos. Entretanto, quando o agente antropico faz uso desmedido dos recursos que a Natureza nos proporciona, causa sérios transtornos que afetam a vida de muitas pessoas e alteram o ciclo natural das coisas.  

METODOLOGIA 

  • 1ª. Aula – explicar aos alunos os conceitos de espaço natural e espaço cultural; explicar o conceito de sustentabilidade e demonstrar que o homem modifica o espaço geográfico constantemente, mas que essas modificações nem sempre acontecem de forma benéfica ao meio ambiente. Evidenciar que o processo de industrialização (iniciado com a Revolução Industrial) acelerou o processo de urbanização e que tal fato quando acontece sem que haja estudos profundos de impactos ao meio ambiente, pode gerar sérios transtornos ao próprio homem que depende dos recursos naturais para sobreviver. Mostrar aos alunos que quando uma indústria procura seguir os ditames do desenvolvimento sustentável, ela melhora as condições de vida do local no qual está inserida, com a construção de estradas, equipamentos públicos etc.
  • 2ª aula – Dividir a sala em 6 grupos. Entregar aos alunos vários folhetos de supermercado para que cada grupo escolha um produto para pesquisar na biblioteca da escola e no laboratório de informática informações como: quem é o seu fabricante; em que país está localizada a matriz da indústria; em quais lugares a mesma possui filiais e se a mesma trabalha dentro dos pressupostos da sustentabilidade.
  • Levar os alunos ao laboratório de informática para pesquisarem um pouco da história do produto escolhido e de sua fabricante (pais de origem, filiais, respeito a natureza etc). Pedir à eles que anotem as informações em seus cadernos.
  • 3º Aula – Levar os alunos a biblioteca para pesquisarem em enciclopédias e atlas um pouco sobre o(s) lugar(es) onde está inserida a indústria pesquisada. Em seguida, leva-los ao laboratório de informática e orientá-los sobre o uso dos softwares “googlemaps” e “googleearth” e dizer aos mesmos que as imagens destes programas são obtidas por meio de satélites;
  • Perguntar aos alunos, se os mesmos sabem o que é um satélite;
  • Investigar se eles sabem de onde as imagens dos satélites são capturas;
  • Investigar por meio de perguntas, se já conheciam os recursos proporcionados pelos softwares “googlemaps” e “googleearth”;
  • Pedir aos alunos que tracem com o auxilio do googlemaps, um mapa do local onde está a sede da indústria pesquisa e que pesquisem em jornais ou revistas (impressas e on line) noticias sobre a indústria pesquisada e anotem no caderno as informações obtidas e imprimam o mapa traçado com o googlemaps.
  • 4ª. Aula – Pedir aos grupos que redijam um texto falando da indústria (local de origem, filiais, se segue os ditames da sustentabilidade etc).
  • 5ª Aula – Pedir aos integrantes de cada grupo, que em 05 minutos socializem com os demais (em forma de seminário) as informações obtidas com suas pesquisas. Durante a apresentação o professor fará anotações para posterior argüição.
  • 6ª. Aula – cada grupo confeccionará um cartaz com dados importantes da indústria pesquisada e o fixará para exposição no pátio da escola para socializar o mesmo com os demais estudantes.

    ·         Todos os alunos deverão anotar as informações trazidas por seus colegas em seus cadernos.   

    Resultados Esperados

  Espera-se que ao final da atividade os educandos  compreendam que a questão ambiental deverá ser levada em conta toda vez que objetivarmos a idealização e implantação das ações pretendidas, pois as mesmas deverão ser precedidas de avaliação minuciosa sobre os seus impactos na Natureza que nos abriga.   

MATERIAIS E RECURSOS DIDÁTICOS

  • Sala de aula: data-show; software P3D para cartografia, caderno, atlas, livros de geografia, cartolinas, tesouras, cola, pincel atômico, lousa e giz para anotações. 
  • Sala de informática: computador e impressora para a pesquisa inicial;
 

 

AVALIAÇÃO

  Será valorizada a diversidade na avaliação buscando sempre aquelas que acontecem de forma pronta, variada e contínua, em especial a participação de cada aluno em sala de aula, os trabalhos e sua apresentação, o desenvolvimento e apresentação das pesquisas; a organização textual, o envolvimento em sua equipe e o respeito pelos colegas. 

Referências bibliográficas

ANASTASIOU,L.G.C. Metodologia do Ensino Superior: da prática docente a uma

possível teoria pedagógica. IBPEX, Curitiba, 1998.

SANTOS, M.  O Brasil (segundo Milton Santos) disponível em http://br.geocities.com/madsonpardo/ms/entrevistas/mse03.htm aceso 03 ag. 2008

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