CONVITE

Convidamos Vossa Senhoria e Familia para participar da grande festa de inauguração do Palácio do Comércio de Maceió, no próximo dia 16 de junho de 1928. Contamos com a sua presença.
VOCÊ VOLTA AO DIA 16 DE JUNHO DE 1928 E LEVA DE LEMBRANÇA UMA FOTOGRAFIA, TIRADA NO SALÃO NOBRE DO PALÁCIO DO COMÉRCIO DE MACEIO. PARTICIPE DA BRINCADEIRA E TENHA SEU RETRATO NESTE SITE.

SOLENIDADE DE INAUGURAÇÃO NO SALÃO NOBRE
Eis a fotografia: Na cabeça da mesa, Mons. Capitulino de Carvalho, o então governador que assinou a Lei 905 que determinava a cobrança de 100 réis, para a construção do Palácio do Comércio. Do lado esquerdo, ainda na mesa, o presidente Homero Galvão, ao lado do governador Álvaro Paes e na outra ponta da mesa, o governador Fernandes Lima. Do lado direito, todos sentados, estão o secretariado de Fernandes Lima, inclusive Adalberto Marroquim.  Porém o mais interessante é a figura deste senhor de barbas longas: é o Barão de Vandesmet, fundador da Usina Brasileiro, a primeira usina de açucar de Alagoas. Até então só haviam engenhos.

Eis o texto do Jornal de Alagoas de domingo, 16 de junho de 1928:

O Palácio do Commercio illuminou-se como para uma apparição phantastica de sonho de Sherezade.Para elle, logo as vite horas, começaram a correr conduzindo a nossa sociedade elegante e requintada em toilletes riquíssimas, todos os automóveis da capital e algumas dezenas de outros que vieram do interior do estado. As escadarias de mármore espalhavam as gambiarras das gigantescas cortinas luminosas que cahiam do frontão da alta columnata. Através dos vitrais de colorido e rendilhado oriental era um incêndio nababesco de imprevistas irradiações cambiantes. E as musicas militares tocom no vasto hall, onde os primeiros criados ostentavam as suas fardas verdes cheias de alamares dourados.Mas la por cima o luxo se multiplicava em luzes tantas em tão custosos móveis e em tamanhos adornos de alfaias e tapeçarias, que dir-se-ia o alcazar ou o alhambra, de quaesquer das grandes cidades meridionaes da Peninsula Iberica  ao tempo da invasão morisca: a impressão era de que estavamos num imenso salão de embaxadores, onde as próprias paredes, pela suave tonalidade dos reflexos era de porcellana a mais fina.

         Os serviços, fidalgos, como jamais melhores.

          Tres grandes orchestras que se revesavam initerruptamente faziam a delicia dos bailados.E os outros creados impeccaveis na sua indumentaria e disciplina a todo instante passavam com as bandejas largas de prata pezadas de bebidas finas e de doces raros.

           Desejariamos, para completar esta reportagem que infelizmente não podemos lançar a altura do acontecimento, referir uma lista de assistencia.

            Mas o que é que ha de mais em destaque em Maceio, na administração do estado, no corpo consular, nos serviços federaes aqui intallados e na organisação da edilidade que ali não estavam, ostentando a linhas das casacas irrepreenciveis de permeio com as fardas dos militares mais graduados e as toilettes de rigor das damas mais respeitaveis e das senhorinhas mais famosas e gentis de nossa sociedade?!

           Pois ahi esta a synthese da magnifica corbeielle humana que Homero Galvão, Serafim Costa, Ezequiel Pereira e Manuel Affonso Vianna reuniram no feerico Palacio da Associação.

           Por tudo so cabe mais acrescentar parabens as nossas classes conservadoras a Junta Directora da prestigiosa instituição, a comissão central promotora das grandes inolvidades festas realizadas e ao sr. Costa Rego que mais que ninguem poderia merecer tão alta commovedora homenagem.

           Foram batidas, como previsto, muitas chapas photographicas, da inalguração do Palacio do Commercio e do baile, tendo feito alentada reportagem de tudo a destacar, o Diario da Manhã de Pernambuco, especialmente representado pelos nossos confrades Caio de Lima Cavalcante e Jarbas Peixoto.