Oficina 2- o texto e a intertextualidade

O TEXTO COMO CENTRO DAS EXPERIENCIAS NO ENSINO DA LINGUA

A INTERTEXTUALIDADE

 

DIA: 24/09

DURAÇÃO: 4 HORAS

 

 

 

Colei na parede imagens da Monalisa e um auto-retrato de Leonardo Da Vinci, afim de que trabalhássemos a intertextualidade entre as imagens de três “Monalisas”.

 

 

Iniciamos a oficina com o video “Quixeramobim”, que apresenta um texto oral de um locutor de radio. Pedi para que os professores dessem sugestões de como trabalhar a linguagem coloquial a partir desse texto.

Em seguida, fizemos a leitura do texto “Nóis mudemo”, em forma de dramatização, e fizemos uma reflexão sobre os Lúcios que são barrados nas salas de aula por não ter uma linguagem próxima da que se fala na escola.

Após, discutimos os principais pontos das páginas 105, 107, 113, 119, 139, 144, 151:

  • Todas as nossas interações se processam por meio de textos.
  • Texto é toda e qualquer unidade de informação, no contexto da enunciação.

            Nesse sentido, os textos aparecem nas mais diversas linguagens, classificando-se em verbais e não-verbais.

·        O texto independe de extensão.

·        O texto verbal pode apresentar-se na linguagem oral ou na linguagem escrita.

·        Leitura é o processo de atribuição de significado a qualquer texto, em qualquer

linguagem.

  • O ensino-aprendizagem de qualquer língua deve dar-se com o uso de textos, porque é por meio deles que pensamos e interagimos.
  • O texto deve ser o centro de todas as atividades que envolvem o ouvir, o falar, o ler e o escrever.

Da mesma forma, a análise lingüística só pode ser significativa para os alunos, se apoiada em textos que contextualizam cada uso do vocabulário e da morfossintaxe.

 

Os processos intertextuais que envolvem o texto inteiro:

a) paráfrase: acompanha de perto o texto original, como ocorre nos resumos, adaptações e traduções;

b) paródia: inverte ou modifica a narrativa, sua lógica, sua idéia central. Em geral, é crítica;

c) pastiche: procura aproveitar a estrutura, o clima, determinados recursos de uma obra.

2 – Os processos intertextuais pontuais, que retomam um ou alguns elementos do texto:

a) citação: consiste em apresentar um trecho, um dado da obra. O segundo texto procura deixar claro o texto original. No caso do texto verbal, o autor do original é indicado;

b) epígrafe: tem as mesmas características da citação, mas tem localização fixa: aparece sempre como abertura do segundo texto;

c) referência: é a lembrança de passagem ou personagem de outro texto;

d) alusão: é o aproveitamento de um dado de um texto, sem indicações ou explicitações.

A intertextualidade é a presença, subjacente ao nosso texto, de outras vozes e outros textos, com os quais dialogamos o tempo todo, mesmo sem ter consciência disso. Apesar de ser enfocada sobretudo nas artes e ser um estudo relativamente recente, a intertextualidade sempre esteve presente em todas as interações humanas.

 

Apresentamos o slide “O poder da mídia”, em que há a intertextualidade com a historia Chapeuzinho Vermelho e mostra o estilo de linguagem de apresentadores,  jornais e revistas.

 Em seguida, trabalhamos com a intertextualidade a partir Monicalisa, Chico-Esfinge, Cebolinha  O Pensador (De Planos Infalíveis!) e Magali e Mônica de Rosa e Azul, todas de Mauricio de Souza.
 
   
 

Para explorar a intertextualidade entre a obra original  e as paródias de Mauricio de Souza, coloquei as duas imagens juntas na mesma página e fui perguntando se eles conheciam a tela, o pintor, o ano, o país, o porque da obra ser importante e ser conhecida mundialmente ....a maioria não conhecia as telas. Levei as informações sobre cada obra; Monalisa, de Leonardo Da Vinci, a figura da Esfinge, no Egito, a escultura do O Pensador, do francês Auguste Rodin e Rosa e Azul, de Renoir.

Os professores gostaram muito da proposta de trabalho, pois partindo de personagens conhecidos deles você oportuniza a apropriação de conhecimentos sobre arte, grandes obras, fruição da obra, ou seja, apreciação significativa da obra, reflexão (contextualização histórica ) e produção (fazer artístico).

Entreguei a eles uma apostila com os textos: “Detalhes”, de Luis Fernando Veríssimo,  Fita Verde no cabelo, de Guimarães Rosa e Chapeuzinho Vermelho de raiva, de Mario Prata – todos são paródias do conto Chapeuzinho Vermelho - para que trabalhem com os alunos.

Por último, entreguei uma apostila com os textos: Poema de sete faces, de Carlos Drummond de andrade, Com licença poética, de Adelia Prado, Até o fim, de Chico Buarque de Holanda, Let’s play that, de Torquato Neto e Anjo, de Sidnei Olívio. A partir do poema de Carlos D. de Andrade os outros escritores fizeram parodias.

A atividade proposta era, em grupos de três, elaborarem um plano de aula para trabalhar a intertextualidade.

Depois houve a socialização das propostas, que ficaram muito boas,  e eu apresentei uma sugestão de interpretação dos poemas.

Deixei marcado os próximos acompanhamentos pedagógicos e as oficinas, encaminhamentos sobre o Projeto e a avaliação do mês de novembro.

 

 

 

 

 

 

 

 

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