Oficina 1- Variantes Linguisticas

OFICINA 1 - TP 1

 

 

Variantes linguisticas: dialetos e registros

Variantes linguisticas: desfazendo equivocos

 

DIA: 24/09/2009

DURAÇAO: 04 HORAS

 

 

 

Nesta oficina coloquei na parede da sala de aula alguns poemas de Carlos Drummond de Andrade, tais como: quadrilha, Destruição, No meio do caminho, As sem razoes do amor, Confidência do Itabirano e Os ombros suportam o mundo.

Iniciamos o encontro com “Oração de um matuto” para introduzir o assunto do dia “Variantes linguisticas: dialetos e registros”.

Dando continuidade, comentamos a parte teórica das páginas 18, 27, 40, 62,  66, 77, 81, 87 e esclarecemos dúvidas. Os principais pontos discutidos foram:

 

  • A língua é um sistema aberto, o que possibilita uma grande variedade de Usos.

A norma padrão é um dos dialetos da língua que deve ser  ensinada na escola. Seu conhecimento e domínio ajudará o aluno a ampliar sua competência lingüística, permitindo-lhe um acesso mais fácil a muitos documentos e bens culturais.

Cada variante que marca o uso que determinado grupo faz da língua constitui um dialeto.  Os dialetos principais são definidos do ponto de vista geográfico, etário, sociocultural, de gênero e de profissão.

Os dialetos, como as línguas, preenchem as necessidades do grupo social que os usa, não havendo, portanto, um melhor do que outro.

  • O registro é a variante escolhida pelo sujeito em cada ato específico de comunicação, segundo o contexto.Os registros são basicamente dois: o formal e o informal, segundo o distanciamento requerido pela situação. Entre os dois extremos, há muitas gradações.

            Os registros podem apresentar-se tanto na forma oral como na forma escrita da língua.

           Os registros põem por terra a distinção do certo/errado, passando a discussão para o campo do adequado/inadequado.

  • Essas considerações nos levam a rever nossa atuação como professores de Língua Portuguesa. Em sala de aula, é fundamental criar oportunidades para que os alunos trabalhem textos que exemplifiquem diversas situações de comunicação, em que dialetos e registros diferentes se apresentem para a sua reflexão e discussão e como ponto de partida para a produção de textos igualmente diversificados. Esse é, afinal, o objetivo maior do ensino da língua: desenvolver no sujeito a competência para a leitura e produção de textos.
  • As duas modalidades da língua – a oral e a escrita – são igualmente importantes e apresentam ambas as possibilidades de uso, tanto do registro formal quanto do informal.
  • Nas atividades de linguagem, é fundamental oferecer aos alunos exemplos diversos de bons textos, orais e escritos, produzidos com objetivos e em situações diferentes, literários e não literários, em registros e modalidades distintos, de modo a não estabelecer relações indevidas entre escrita, norma padrão e registro formal e literatura, ou fala e informalidade. Para isso, os próprios textos produzidos pelos alunos podem ser ótimo material de discussão.

 

Em seguida, fizemos a socialização dos relatos de uma atividade realizada em sala de aula. Todos os relatos colocaram o sucesso das atividades, o empenho dos alunos e o quanto é importante planejar atividade em que o aluno tem orientações, subsídios para escrever e, acima de tudo, quando ele trabalha ativamente para se apropriar do conhecimento e o resultado  é reconhecido pelo professor e pelos colegas.

Então assistimos ao vídeo “Assalto” e “Briba”, fazendo um paralelo entre eles e o que estudamos na TP 1. Nessa discussão pude perceber que os professores compreenderam a importância da não discriminação lingüística e ao mesmo tempo qual é o papel da escola em relação ao ensino da língua padrão.

Posteriormente, fizemos a leitura e analise proposta na TP da crônica “A outra senhora”, de Carlos Drummond de Andrade (achei estranho o título, pois conheço este texto com o título “Carta a uma senhora”).

Os professores conseguiram analisar bem o texto, a intencionalidade do autor, as variações lingüísticas etc.

Para encerrarmos a oficina, passei uns slides com a “Conversa mineira” e “Mineiro” em que analisamos a linguagem regional e o registro informal.

 

 

 

 

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