QUEM É QUEM NO TRADIÇÃO


GUILHERME (Vocalista e gaita de botão) – Guilherme Steffler Bertoldo, 20 anos, natural de Ijuí, Rio Grande do Sul. Filho mais velho de três irmãos, desde muito pequeno teve contato com a gaita de botão. Um de seus primeiros brinquedos foi exatamente uma gaita deste tipo, feita de papelão, que ele levava para todo canto. Aos 4 anos, ganhou uma gaita maior, de 8 baixos e conseguiu tirar uma música de ouvido no instrumento. E não parou mais. Foi se aperfeiçoando naturalmente e, na adolescência, montou uma dupla com o irmão, intitulada Guilherme e Leonardo, na qual também cantava. Ultimamente, em sua cidade natal, fazia parte do grupo Os Gaudérios. Estava cursando Publicidade e Propaganda mas trancou a matrícula depois que aceitou participar do Grupo Tradição. O vocalista diz que está adorando viver em Campo Grande, cujo povo é acolhedor e encontrou uma nova família, o Tradição.
 
JEFERSON (acordeão) – Jeferson Roberto da Silva Villalva, 19 anos, natural de Corumbá. Filho único, Jefe (como é chamado pelos amigos), ingressou no mundo da música aos 8 anos. Até os 14 aprendeu e tocou teclado, só então pegou numa sanfona que um amigo havia deixado em sua casa. Interessado no funcionamento do instrumento, Jeferson aprendeu muito rápido a manuseá-lo e não demorou muito para fazer parte de bandas de sertanejo na cidade onde nasceu. Fã do Tradição desde os 8 anos de idade, se espelhava na performance do grupo ao tocar. Por três anos participou do grupo Paixão Pantaneira, com a qual veio para Campo Grande tentar novos caminhos. Embora todos tenham voltado, Jeferson decidiu ficar e, por 10 meses, participou do grupo Zíngaro, até ser convidado para ir para o Tradição. Além do acordeão, sabe tocar bateria e baixo.
 
WLAJONES (percussão) – Wlajones Castro de Carvalho, 29 anos. Nascido numa família musical – é filho do Zé Carlos, presidente da Escola de Samba Unidos da Vila Carvalho e irmão de Bibi do Cavaco – conhece o Tradição há vários anos, tendo participado – não como integrante do grupo – da gravação do 1º CD ao vivo, em 1999. Como baterista e percussionista profissional, tocou ao lado de vários artistas, em Campo Grande e fora daqui, como por exemplo Flávio Venturini, Fat Family, Gaúcho da Fronteira, Chitãozinho e Xororó, João Bosco e Vinícius, entre outros. Há quase três anos tem acompanhado o Tradição em seus shows e agora entra definitivamente para o grupo.
 
ANDERSON (bateria) Anderson Antunes Nogueira, 34 anos. Nascido em Campo Grande, em 1975. Desde criança já demonstrada aptidão para a música, quando aos 6 anos tirou os primeiros acordes do violão que emprestou dos irmãos Edson e Marcos. O interesse pela bateria veio bem mais tarde, aos 12 anos, quando já fazia muito barulho com suas baquetas. Apenas aos 14 anos começou a dedicar-se com mais interesse e a estudar o instrumento. Para aprender a tocar bateria teve ajuda do professor e amigo Ramão de Souza Cano, que lhe deu as primeiras aulas, e Antônio Fernandes do Nascimento, do grupo Chão Batido, a primeira banda em que tocou e cantou. Em 1999, gravou pela primeira vez um CD com a banda Sem Fronteiras. O estúdio tornou-se um hobby em sua vida e, quando não está em viagem com o Tradição, é neste espaço que fica produzindo CDs de outros artistas. Há mais de 20 anos atua no mercado musical.
 
ARAPIRAKA (percussão) - Juscelino Oliveira, 49 anos. Nascido na cidade de Arapiraca, interior de Alagoas, gosta de levar personagens para o palco. Está sempre dando um novo ritmo para a vida, seja cantarolando ou escrevendo novas canções. Para chegar onde está enfrentou uma trajetória longa e difícil. Aos 12 anos de idade Arapiraka acompanhava o irmão Novaldo, na época com 14, aos festivais onde cantava pelo interior de Alagoas e ganhava gorgetas, única fonte para sobreviver. De família humilde, com 15 irmãos, morava na periferia e, desde cedo aprendeu a trabalhar e aceitar as oportunidades que a vida lhe oferecia. Com 16 anos começou a tocar bateria numa banda e, aos 17, trocou a bateria pela zabumba, tocando no Trio de Forró Pé de Serra. Durante um ano trabalhou como divulgador, apresentador, mágico e trapezista de circo, sem esquecer que também tocava bateria para animar o espetáculo. Veio a Mato Grosso do Sul por acaso e fixou residência em Campo Grande, onde vive há mais de 20 anos.

CARLOS DIAS (contrabaixo): Edislei Carlos Dias, 31 anos. Nascido em Camapuã, foi criado no interior de São Paulo e herdou o gosto pela música da família materna. Seguiu os passos da mãe, Norma - uma cantora e acordeonista - e da avó, Maria José. Começou a carreira musical cantando em corais de igreja e chegou a formar a dupla Irmãos Silva com a irmã Neuza. Aos 4 anos acompanhava a mãe em shows e já demonstrava interesse pela música. Porém, aos nove anos, teve que colaborar na ajuda financeira à família, indo trabalhar em mercados, lanchonetes e na lavoura, em São Paulo. Em 1989 a família se transferiu para Mato Grosso do Sul e Carlos só retomou a atividade musical em 1995, quando entrou para a primeira banda profissional de sua carreira, a banda Luases, na qual aprendeu a tocar contrabaixo. Em 1996 entrou para o Grupo Sem Fronteiras e, no mesmo ano, passou a tocar no Os Baileiros, onde gravou os dois primeiros CDs. Em 2000 era integrante do grupo Calendário do Amor; no ano seguinte foi para aturma do M.D.O e, no fim do mesmo ano, foi convidado para integrar o Tradição.
 
PECÓIS - (Guitarra). Wagner Pecóis, 36 anos. Nascido em Campo Grande, tem uma família grande, com mais cinco irmãos, formada por muitos outros músicos. Cresceu ouvindo o pai e o tio cantarolando antigas canções. Ganhou o primeiro violão aos 10 anos de idade e tocava no barzinho da esquina de casa, onde, em vez de dinheiro, ganhava refrigerante como cachê, pagamento bem mais interessante para uma criança. Pecóis aprendeu cedo e sozinho a retirar a melodia das músicas, começando com as de Chitãozinho e Xororó, de quem se tornou fã. Sozinho ouvia os discos, retirava a melodia e decorava as músicas para tocar. Com 16 anos ele e os irmãos resolveram o grupo Comando Jovem, que tocava em festinhas de igreja e nas lanchonetes da cidade. Além disso, ele e um irmão chegaram a formar uma dupla com nome sui generis: Celestone e Soluspan (nomes retirados de dois medicamentos). O que antes era uma diversão de fim de semana tornou-se um trabalho sério, levando-o à profissionalização. Antes de integrar o Tradição fez parte dos grupos Erva Nova e Zíngaro.  
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