Teatro para o dia das mães

Mães órfãs

Tema: Mães.
Atores: 10.
Tempo aproximado: 10 minutos.

Todos os anos lembramos o Dia das Mães com muita flores, beijos, sorrisos e, nas famílias mais abastadas, com muitos presentes. Neste teatro queremos ajuda a refletir sobre as mães esquecidas e sofredoras, sem esquecer as mães idosas e as mães que  perderam ou estão na possibilidade de perder seus filhos nas guerras e outras violências.

 

CENÁRIO
No palco, rosas murchas espalhadas pelo chão.

 

CENA I
Após alguns instantes com a trilha sonora, entram dois personagens. Uma caracterizada como mãe de uns trinta anos, vestindo roupas sujas de sangue. A outra, uma mãe idosa, de bengala. Elas andam pelo palco procurando seus filhos. Gritam o nome deles, mas sem resposta. Após algum tempo, declamam.

 

Mãe idosa (Lenta e reflexiva):  Já se foram muitos anos, mas ainda parece-me que ainda estou ouvindo suas primeiras palavras: “ma-mãe”. Que alegria! Nascia em mim uma nova mulher. Uma mulher guerreira, apaixonada, mas carinhosa. Era o meu primeiro filho dos seis que Deus me Deu (Ouve-se a voz de criança gritando: mãe, venha me procurar!!!). Eles estavam sempre juntos de mim, e eu os tinha (ela chora). Sentia-me uma rosa que segurava entre suas  pétalas o pólen da vida, mas hoje... mas hoje (ela olha para os lados tentando procura-los) não os tenho... foram com o vento do esquecimento....não os tenho mais... (entre soluços, sai procurando e chamando o nome dos seus filhos – Música adaptada).

 

Voz: Largados e esquecidos são elas....mães idosas, mães abandonadas.  Corações tenros e amaciados pela alegria de ter possibilitado o nascimento da vida. Hoje, só lhes resta a amargura e a solidão materna. Mães esquecidas...Sim, esquecidas e abandonadas!

 

Mãe sofrida (em tom de indignação): Maldita guerra estéril  que rouba nossos filhos cheios de vida e nos devolve corpos sem vida. Suga o ar juvenil de nossos rebentos que cultivamos durante os anos em que eram desprotegidos, e agora os colocam diante do fogo que devora sem piedade... (ouve-se a voz de um adolescente: mãe, dorme comigo, eu estou com muito medo!). Oh, violência infeliz! Oh, maldita droga (choro de indignação). Sim, você nos arrancaram e destruíram nossos filhos queridos!

 

Voz (com muita expressão):A guerra, o narcotráfico, a violência, a ambição levam todos os dias milhares de filhos e filhas, deixando mães órfãs e sem mais sentido para viver. Basta! Até quando teremos que ver mães chorando a ausência de seus filhos?
Ao final da frase, as duas mães que estão no palco ficam “congeladas”.

 

CENA II
Entra um casal de irmãos juntos com um álbum de fotos. Eles apontam as fotos, e sorriem e fazem comentários.


Irmã: Olhe só essa aqui mano, a mãe se atirando no chão pra pegar algumas balas no aniversário do Henrique, parece uma criança...

 

Irmão: Isso porque nós tínhamos vergonha de pegar (a irmã perde o sorriso).

 

Irmão: Veja a festa dos 25 anos de casamento dela com nosso querido papai. Foi uma festa maravilhosa. Mas, observe bem Nina, ao contrário do papai, a mamãe parece tão triste.

Irmã: E não era por menos Carlos, naquele dia mamãe completava 5 anos de muita saudade de nosso irmão Pedro, falecido por causa das drogas.

 

Irmão: Pobrezinha, sempre dedicou toda a sua vida, suas energias, seu amor por nós. Veja essa foto que o Pedro bateu, ela estava dormindo no chão ao lado da minha cama. Passei dois dias doente e ela estava sempre do meu lado.

 

Irmã: Agora tudo mudou: sem a mamãe nossa vida não é mais a mesma.
Irmão: ah, minha irmã, o asilo é uma  faca que até hoje corta o meu coração. Nossas preocupações egoístas permitiram que nossa mãe passasse seus últimos dias só... (ele abraça a irmã e a conforta).

 

Irmã: ...sem amor Carlos....sem amor.
Eles “congelam” abraçados. As duas mães voltam a procurar pelo palco seus filhos, chamando-os.

 

CENA III


Entram 5 jovens, cada um com uma letra da palavra MAMÃE. Ficam lado a lado formando a palavra e, na ordem, declamam um a um avançando um passo.

 

M: Mulher! Mãe é, acima de tudo, mulher: valente, sensível, doce e corajosa.

 

A: Amorosa! Seu amor para seus filhos e marido não tem medida. Ela é a mais forte e autêntica expressão do amor de Deus.

 

M: Maravilhosa! A exemplo de Maria, a mãe de Jesus, nossas mães também são maravilhosas.

 

A: Afetuosa! As mães são as companheiras mais desejáveis para qualquer criança.

 

E: especial! As mães são especiais. É a elas que se voltam nossos olhares de agradecimento.

 

Após a última letra, as duas mães se dirigem até os jovens que formam a palavra MAMAE e reformulam as letras formando AMAME. Logo em seguida declamam.


Mãe idosa: Sou idosa, mas ainda sou mãe. Ganhei o diploma de avó, mas ainda sinto vontade de pegar meus filhos no colo e protege-los com todo o meu amor. Só preciso que meus filhos não se esqueçam de mim... AMAME, meu filho, AMAME minha filha!
Mãe sofrida: Não permitamos que outras mães se tornem órfãs de filhos e vivam a lembrança de terríveis e estéreis guerras, violências, seqüestros, drogas...Tudo isso separa a árvore de seus frutos.

 

Neste momento os jovens que estavam “congelados”, juntamente com outros, se aproximam das duas mães e as abraçam oferecendo-lhes rosas vivas e bonitas. Enquanto isso os personagens e o publico cantam uma canção conhecida ou tocam uma música relacionada ao momento.

 

Dicas:colem ou imprimam em camisetas brancas  as letras da palavra mãe. Caracterizem bem as duas personagens mães. O êxito do teatro passa pelo figurino também.

Créditos: www.pjestigmatina.com


Comments