Companheiro

- C O M P A N H E I R O -


O MAÇO E O CINZEL

 

Meus irmãos nesse trabalho tentarei mostrar a importância desse grau de Companheiro Maçom, que tanto tem sido polemizado por muitos. O que eu quero dizer é que quando abordamos esse grau, sempre nos vem em mente a dualidade, símbolo dos contrários, algo que não se completa. Mas basta termos um pouco de sensibilidade, notaremos que mesmo na dualidade existe equilíbrio.

Mas o meu objetivo principal é tentar fazer entender o significado do Maço e do Cinzel, contidos nesse grau.

 Essas ferramentas separadas têm funções limitadas, porem as duas juntas, tem a utilidade multiplicada. No grau de Aprendiz, o maço serve para golpear o cinzel para cortar a pedra bruta. No grau de Companheiro o significado do maço e o cinzel junto, atuam. O maço é a força, o cinzel a beleza, a força com que se aplica deve ser controlada, pois a beleza que reflete é a sabedoria.  

Portanto, temos que cuidar para que nosso trabalho seja limpo, pois só assim construiremos nosso templo interior com harmonia e beleza. Nada vale se tentarmos fazer nossa obra quebrando a pedra apenas com o maço, jamais conseguiremos formas perfeitas. Unido com o cinzel, conseguiremos cortar a pedra de uma forma mais satisfatória para alcançarmos nossos objetivos almejados. Porem, a quantidade de força a ser aplicada sobre o cinzel, é a sabedoria que teremos para que o nosso trabalho seja profícuo. Para finalizar entendemos então que isso não é apenas para construir uma arquitetura em pedra, mas na verdade a obra da qual participamos, é para construir um templo a humanidade. 

Meus irmãos, não sejamos construtores de templos de pedras, mas sim de nosso templo interior, pois isso deveremos começar a entender o significado de nossos instrumentos de trabalho, assim nos devemos aprimorar nossos pensamentos na construção de nosso templo interior, sabendo dar respostas, usando nossa sabedoria, evitando assim respostas que poderão a outros ferir.

Quando aplicamos a força batendo no malho ela não mais retorna, assim são nossas palavras quando falamos alguma coisa. Assim como o cinzel recebe a força do malho para cortar a pedra, assim nossas palavras atingirão o ser que a proferimos, muitas vezes dizendo palavras pontiagudas como espinhos, que mais tarde poderemos nos arrepender.

Por isso, antes de dar-mos o golpe devemos estudar na pedra o local mais apropriado, assim estaremos nos esforçando para que em cada gesto, palavras e atitudes, haverá outros que poderemos atingir. Isto se adquire com a experiência e a vontade. O bom pedreiro não bate o malho por bater quando está cansado, ou irritado, pois com a mente nublada não terá condições de conter sua inveja, cólera, vaidade e arrogância. Assim com nossa inteligência que estudamos a força que temos de aplicar, iremos atingir nosso objetivo para quebrar a pedra bruta em nosso interior.

Agora já conhecemos e temos experiência, que as pedras que quebramos são semelhantes, mas nunca serão iguais, tratamos de igualá-las no trabalho de poli-las, para então conseguirmos encaixá-las com harmonia na obra a ser construída.

 

Pesquisa: Ir.'. José Carlos Lopes - M.'.I.'. - 08.06.2005

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