Alguns Temas para o Segundo Grau

- ALGUNS TEMAS PARA O SEGUNDO GRAU -


ELEVAÇÃO AO SEG.’. GR.’.

Cerimônia de Iniciação só existe no primeiro grau. As outras cerimônias são de Elevação para o grau imediatamente superior.

Nesta cerimônia o neófito não usa venda porque ele já conhece a Verdade, sua vista   já é forte suficiente para resistir a luz dentro do Templo, mas não ainda para subir ao Or.’. Ele usou venda quando como profano bateu nas portas do Templo e foi necessário ocultar da sua vista a Loja em trabalhos maçônicos.

No Gr.’. de Ap.’. o profano deve esclarecer suas idéias sobre o vício e a Virtude e no exame para o Seg.’. Gr.’. deve esclarecer o que aprendeu sobre a Verdade e a prática da Virtude; sem Virtude não de pode chegar à Verdade.

A Elevação ao Seg.’. Gr.’. não é um prêmio, não é uma honra, não é um estímulo. É a continuação de um caminho de perfeição que o verdadeiro maçom tem-se traçado e que começou na sua cerimônia de iniciação.

Diferentes nomes têm-se dados a esta cerimônia. Em algumas potências sul-americanas, sempre dentro do R.’.E.’.A.’. A.’., o Ap.’. está com a vista vendada e a cerimônia recebe o nome de Iniciação para o Seg.’. Gr.’. Nas Lojas inglesas o nome dado é de “passing”, nome usado pêlos operativos. Na França é Recepção no Seg.’.Gr.’.. Em outras potências sul-americanas, incluindo as Potências brasileiras, se fala de Aumento de Salário, passar do N.’. ao P.’.. Que a horizontal se faça vertical, a vertical horizontal, e assim sucessivamente, criando degraus para continuar na etapa de elevação.

Elevação lembra a subida à montanha como símbolo de elevação e purificação. Praticando valores morais, subimos pela Escala de Jacó. Nos ritos órficos o iniciado subia por uma escada de madeira. Lembremos os Ziqqurat ou ziguratos, que são templos de muita altura construídos pêlos babilônios e assírios, com uma estrutura piramidal construídos em degraus sucessivamente regressivos, com escadas externas e um escrínio (cofre ou armário no topo); o mais alto dos conhecidos foi a Torre de Babel. O homem procura se elevar para ficar mais perto de Deus. É o que vemos nos degraus que sobem ao Or.’.

Primeira Viagem:

Ferramentas: Maço e Cinzel, simbolizando a Vontade ativa, firme e perseverante e o Livre Arbítrio; fortifica-se a Vontade para chegar ao Livre Arbítrio. Lembra os 5 órgãos dos sentidos

Segunda Viagem:

Ferramentas: Régua e Compasso, simbolizando a Harmonia e o Equilíbrio. Com elas pode-se construir todas as figuras geométricas existentes. Deus geometriza. A Régua traça a linha de conduta e o Compasso traça um círculo que indica o alcance de nossa linha de conduta. Esta Viagem tem por objetivo o estudo da Arquitetura e também a Agrimensura, que   no Antigo Egito era sagrada e secreta.

Terceira Viagem:

Ferramentas: Régua na mão esquerda e Alavanca apoiada no ombro direito. Alavanca simboliza Potência e Resistência; Potência para regular e dominar a inércia dos instintos; a Alavanca é a fé que move montanhas. Está relacionada com a Matéria. Tem duas extremidades: o pensamento e a vontade. Esta Viagem lembra as sete artes liberais do mundo antigo.

Quarta Viagem:

Ferramentas: Régua e Esquadro que simboliza os propósitos segundo o ideal que inspira. Viagem destinada ao estudo da Filosofia.

Quinta Viagem:

Sem ferramentas demonstrando o perfeito desenvolvimento das faculdades internas já enumeradas. Existe uma discussão pelo fato de o Ap.’., candidato a Comp.’., não portar ferramentas alegando-se que estaria ocioso, mas a verdade é que é uma Viagem de meditação, igualmente proveitoso para o trabalho que virá.

Esta Quinta Viagem tem o mesmo sentido horário, conforme o rito de circunvolução.   É errado o sentido inverso que em alguns textos ou rituais chegou a ser estabelecido pouco tempo atrás. 

A Espada contra o peito simboliza a proteção do Anjo da Guarda para o Homem que, expulso do Éden precisa defender-se do Mal que existe no mundo externo; que ele não entre no seu Templo interior.

As 5 Viagens do Comp.’. são quatro de estudo e um de contemplação. As Viagens do Ap.’. estão estreitamente relacionadas com as quatro formas clássicas da matéria; as Viagens do Comp.’. não tem obstáculos físicos e são de tipo operativo e intelectual procurando a conquista das disciplinas cerebrais. Na antigüidade o viajante recebia todas as honras, hospedagem, alimento, vestuário, para poder prosseguir sua viagem;   podia ser um enviado de Deus, um anjo portando uma mensagem importante para os homens ou um Profeta ou Grande Iniciado na procura de conhecimento para transmitir aos homens. Nas 5 Viagens são feitas conforme o rito da circunvolução; o Exp.’. deve conduzir o Ap.’.pelo braço esquerdo para não perder contato com o Altar.

Bibliografia:

Ritual do Grau de Companheiro             Joseph -Marie Ragon

Manual do Comp.’. M.’.                            Luis Umbert Santos

O Gr.’. de Comp.’.e seus mistérios                    Jorge Adoum

Cámaras de Instrucción para el Seg.’. Gr.’.  Oscar Ortega S.

Comments