Home‎ > ‎

Depressão

Depressão, um melhor entendimento da doença

Depressão: o que é e o que não é

Todo mundo fica "derrubado" ou "na pior" de vez em quando. É normal sentir-se triste por curtos períodos, principalmente se algo de ruim ocorreu em nossa vida. Mas aqueles de nós que sofrem de depressão têm muito mais que "tristeza", e esses sentimentos podem durar por muito tempo.

São muitos: 5% das pessoas pesquisadas têm depressão, e 10 a 20% vão sofrer de depressão em algum momento de suas vidas. Cerca de 25% das mulheres e 10% dos homens pesquisados vão sofrer de depressão em algum momento.

Mas a família e os amigos que nunca tiveram uma depressão real podem ter dificuldade em entender o que é isso. Muitos acham difícil pensar na depressão como doença, porque não há sintomas físicos evidentes. Mas a depressão é uma doença de verdade, causada por alterações químicas no cérebro. Poucos acham que as doenças físicas sejam culpa do doente – e ninguém deveria achar isso no caso da depressão

Como saber se você está com depressão

Como outras doenças, a depressão tem certos sintomas. Uma vez que esses sintomas são reconhecidos, pode-se tomar providências para o tratamento. Faça o seguinte teste para saber se você (ou alguém de sua família ou um amigo) pode estar deprimido.

Durante a maior parte das duas últimas semanas você:

·         sentiu-se triste, preocupado ou aborrecido?

·         sentiu que sua vida era monótona, sem possibilidades de melhorar?

·         tem tido crises de choro?

·         ficou irritada com coisas pequenas que antes não o perturbavam?

·         não se diverte mais com seus passatempos ou atividades que antes o alegravam?

·         sentiu falta de autoconfiança ou sentiu-se fracassado?

·         tem dificuldade para dormir, ou tem dormido muito?

·         tem dificuldade de concentração ou de tomar decisões?

·         tem menos interesse em sexo do que antes?

·         tem pensado em morte e/ou suicídio?

Nota:

Por favor, entre em contato com seu médico, IMEDIATAMENTE, caso tenha respondendo afirmativamente à última pergunta. Se tiver respondido "sim" a algumas dessas perguntas, você possivelmente está com depressão. O primeiro passo no tratamento desses sintomas é conhecer a causa.

Efeitos físicos e mentais da depressão - A maior parte de nós pensa em tristeza quando se fala em depressão. Mas também há outros efeitos físicos, mentais e emocionais. Muitos deprimidos sentem-se desamparados, como se essa tristeza essa situação fosse durar para sempre. Sentem-se sem energia e sem interesse pela vida. É difícil se imaginar sentindo novamente alegrias ou emoções, mesmo que quase todos os deprimidos apresentem melhoras. Alguns deprimidos podem sofrer de ansiedade. Outros se isolam e ficam menos sociáveis. Podem ficar mal-humorados e difíceis de agradar. Ninguém faz nada direito. O mundo da depressão é um mundo solitário.

As alterações no cérebro que afetam as emoções podem também afetar a capacidade mental. Isso quer dizer que é fácil ter pensamentos negativos, e pode ser difícil concentrar-se ou tomar decisões quando se está deprimido. Problemas físicos também podem ocorrer em pessoas deprimidas. Algumas têm dificuldade em dormir ou acordam muito durante a noite. Outras querem dormir o tempo todo. A depressão também pode fazer com que alguém perca o apetite ou queira comer todo o tempo. Pode querer comer muitos doces. Alguns perdem o interesse pelo sexo. Outros têm dores de estômago, constipação, dor de cabeça, suores, taquicardia ou outro sintoma físico.

Por que algumas pessoas tem depressão

Conhecer as causas da depressão ajuda os deprimidos, seus amigos e sua família a entender quanto ela é dolorosa e por que não é possível "sair dela". Em nosso cérebro há mensageiros químicos chamados neuro-transmissores. Esses mensageiros ajudam a controlar as emoções. Os dois mensageiros principais são a serotonina e a norepinefrina.

Os níveis deles aumentam ou diminuem, mudando nossas emoções. Quando os neurotransmissores encontram-se "em equilíbrio", sentimos a emoção certa para cada ocasião.

Quando alguém está deprimido, os mensageiros químicos não estão em equilíbrio. Isso significa que alguém pode se sentir triste quando deveria estar alegre. Ainda não está claro por que isso ocorre em algumas pessoas e não em outras, mas parece que a depressão ocorre em certas famílias. Outros desencadeadores da depressão são:

·         eventos estressantes ou perdas. É normal sentir-se triste após uma perda, como a morte de um ente querido ou o rompimento de uma relação. Às vezes essa tristeza pode se transformar em depressão, em pessoas que têm essa tendência. Problemas de dinheiro, trabalho ou outros problemas pessoais podem também desencadear a depressão;

·         doenças físicas. Algumas doenças, como esclerose múltipla ou derrame, podem causar alterações cerebrais que levam à depressão. Outras doenças podem levar à depressão porque são dolorosas e mudam a vida das pessoas.

·         níveis hormonais. Os hormônios são substancias que se encontram no organismo. Se os níveis de hormônios entrarem em desequilíbrio, a depressão pode surgir. Por exemplo, pessoas com problemas da tireóide podem ficar deprimidas.

·         uso de certos medicamentos, drogas ou álcool. Alguns medicamentos, como os remédios para pressão alta, podem causar depressão. (Se isso ocorrer, entre logo em contato com o médico.) O álcool e algumas drogas ilegais podem piorar a depressão. Não é bom que os deprimidos usem essas substancias, mesmo que pareçam ajudar momentaneamente.

As muitas formas de cuidar da depressão Hoje em dia, há muitas formas de tratar a depressão. Isso quer dizer que nenhum deprimido precisa sofrer sem necessidade.

Atendimento médico, medicação antidepressiva, aconselhamento e apoio da família e amigos são meios eficazes no tratamento da depressão.

Por que a avaliação médica é importante

O primeiro passo no tratamento da depressão é consultar o médico. Ele precisa conhecer seus sintomas e por quanto tempo você tem se sentido deprimido. A visita pode incluir um exame físico e testes laboratoriais. Assim, os problemas físicos podem ser descartados, e o médico irá poder fazer um plano de tratamento efetivo para você.

Seu médico poderá fazer algumas perguntas, como:

·         alguém em sua família sofre de depressão?

·         está tomando algum medicamento?

·         você sofreu alguma alteração ou perda importante em sua vida?

·         tem tido alterações no sono ou no apetite?

·         tem pensado em morte ou suicídio?

·         tem dificuldade de se concentrar no trabalho?

·         tem sentido mudanças no desejo sexual?

As vezes, quando se está deprimido, pode ser difícil lembrar-se de muitos detalhes. Um membro da família pode ajudar a completar o quadro na sua primeira consulta. Peça ao médico que escreva as instruções. Não tenha vergonha de telefonar ao médico para dar informações que você só lembrou depois da consulta.

O que vai acontecer depois?

Depois que seu médico confirmar o diagnóstico de depressão, vocês falarão do tratamento. O tratamento deve incluir aconselhamento e talvez medicação antidepressiva. Seu médico pode oferecer aconselhamento ou recomendar outro profissional para faze-la.


Como funcionam os antidepressivos

 

Os antidepressivos são medicamentos que ajudam a restaurar o equilíbrio químico no cérebro. Quando isso ocorre, sua depressão melhora gradualmente. Seu médico vai usar informações sobre seus sintomas, saúde física, histórico familiar e resposta anterior a medicamentos para escolher o antidepressivo certo para você.

É importante saber que os antidepressivos não são a cura, e que a depressão tende a ocorrer novamente. Leva tempo para os antidepressivos começarem a funcionar e, às vezes, a dosagem precisa de ajuste. Em geral, as pessoas se sentem melhor após tres ou quatro semanas. Alguns podem melhorar antes. É vital não parar de tomar o medicamento se os sintomas aparentemente melhorarem rapidamente, nem se não melhorarem rapidamente. Os antidepressivos devem ser tomados de acordo com a orientação médica para que funcionem corretamente e para evitar que a depressão retorne. Siga as instruções do médico e entre em contato com ele se tiver dúvidas ou preocupações.

Não esqueça de perguntar ao médico quais benefícios e possíveis efeitos colaterais podem ocorrer com seu antidepressivo, e se você deve evitar certos medicamentos.

Outros lugares onde procurar ajuda

 

Tenha em mente que também há outras fontes de auxílio: parentes ou amigos solidários, grupos de apoio ou o clero. Seu médico ou orientador podem recomendar materiais educativos que podem ajudar você e sua família. Finalmente, VOCÊ é uma fonte valiosa. Pode tentar exercícios leves, que melhoram o humor: comemore suas pequenas vitórias, como uma visita aos amigos; mantenha um diário, onde possa anotar suas melhoras no decorrer do tempo.

Entretanto, apesar de haver muita coisa a ser feita para tratar a depressão, o passo mais importante é o primeiro: BUSCAR AJUDA. A avaliação prévia de seu médico é crucial para o planejamento de um tratamento eficaz para você. E, se estiver deprimido, por favor, procure um médico HOJE, para começar a se sentir melhor o mais rapidamente possível.

Você merece!


//////////////       /////////////////////////////           /////////////////////////////////           //////////////////////////////

 

 Embora existam há várias décadas, pode-se dizer que desde os anos 80 seu uso foi assimilado por todos os médicos. São tantas as indicações dos Antidepressivos, que praticamente todos os médicos de qualquer especialidade já receitaram, em alguma ocasião.

Foi por causa de seu desenvolvimento, das descobertas dos mecanismos de ação dos medicamentos no cérebro, da compreensão do funcionamento dos Neurônios e, portanto das doenças da neuroquímica cerebral, que esta década se chamou a Década do Cérebro.

Eles são usados no tratamento de Depressão, Síndrome do Pânico, DOC (ou TOC), Anorexia, Bulimia, Distúrbio Afetivo Bipolar, Enxaquecas, Tensão Pré - Menstrual (TPM), Dores Crônicas, Dores Reumáticas, Oncológicas, Enurese Noturna em crianças, etc.

Os Antidepressivos podem agir de várias maneiras:

·         Impedindo a volta (recaptação) dos Neurotransmissores para o Neurônio onde foi produzido. Ou seja, eles seguem em frente e vão ocupar os Neuroreceptores do Neurônio seguinte.

·         Impedindo a metabolização (destruição) deles na Sinapse. Igualmente, eles seguem em frente para o Neurônio seguinte.

·         Provavelmente aumentando a produção de NT

·         Além disso existem vários NT diferentes, e cada Antidepressivo não age no metabolismo de todos eles. Esse é um dos motivos pelos quais uma pessoa melhora com o Antidepressivo X e outra pessoa somente com o Y.

·         Com o aparecimento de uma nova substância Antidepressiva, a Tianeptina, que ao contrário dos outros, diminui a quantidade de Serotonina na Sinapse, essa teoria de "falta" de Neurotransmissores foi colocado em cheque. Por isso é mais correto se falar em distúrbio do metabolismo de Neurotransmissores, e não simplesmente em falta deles.

Eles não criam dependência física nem psíquica. Alguns deles (principalmente Anafranil e Aropax), quando muito provocam uma sensação de "cabeça aérea", náuseas, tonturas ou uns choquinhos musculares, se a pessoa que tomou por muito tempo interromper bruscamente. Mas esses sintomas de abstinência são raros e desaparecem dentro de poucos dias sem necessidade de tratamento.

Como todos os medicamentos (até uma simples Aspirina), eles podem provocar alguns efeitos colaterais. Geralmente cada família de Antidepressivos pode apresentar efeitos colaterais próprios. Ou seja, nenhum deles provoca todos os colaterais da lista. Muitas pessoas tomam Antidepressivos sem absolutamente nenhum efeito colateral.

Aqui está uma lista dos mais freqüentes e o que fazer:

·        Boca seca: use balas ou chicletes dietéticos e não esqueça de cuidar da higiene bucal (fio dental e escovação) mais do que habitualmente, pois a saliva é uma grande protetora dos dentes. Se a boca seca incomodar muito pode-se importar sprays de saliva artificial.

·        Intestino preso: coma mamão, laranja, abacaxi, tome bastante água e faça caminhadas. se necessário pode usar laxantes tipo 46 Almeida Prado, Tamarine. Fucus de Efeito Laxante, Agiolax, Agarol, etc.

·        Pressão baixa (principalmente no calor e no litoral): basta colocar mais sal na comida. Em pessoas de idade se recomenda, quando estiver deitado, primeiro sentar na cama e depois levantar. Se necessário use Efortil 30 gotas 3 vezes ao dia (a não ser que esteja tomado Parnate, Stelapar ou Nardil). Muito raramente pode haver aumento de pressão.

·        Leve tremor nas mãos: na maioria dos casos basta diminuir o consumo de café, chá preto, refrigerantes mesmo Diet e aumentar a ingestão de água.

·        Taquicardia (pulso rápido, palpitações): pode ser da pressão baixa, do consumo excessivo de cafeína ou do próprio medicamento. Neste último caso, costuma-se associar Betabloqueadores, que acabam com a taquicardia em poucas horas e ainda por cima tem efeito tranqüilizante.

·        Diminuição de sensibilidade sexual: tenta-se compensar com alguns medicamentos, ou troca-se de antidepressivo.

·        Diminuição do interesse sexual: idem.

·        Alergia: é raríssima. Troca-se de medicamento.

·        Em pessoas que já sofrem de Epilepsia alguns poucos Antidepressivos podem favorecer o aparecimento de crises.

·        Sonolência durante o dia: concentrar a dose do medicamento à noite.

·        Insônia: concentrar a dose pela manhã.

·        Leve déficit de memória: combater com medicamento (natural) ou trocar de Antidepressivo.

·        O Anafranil pode provocar pequenos "solavancos" musculares à noite: caso atrapalhe o sono, o médico irá diminuir a dose ou trocar de medicamento.

·        Sudorese: trocar ?

·        O Hypericum perforatum pode provocar fotosensibilidade e manchas na pele ao sol (apesar de ser "natural").

·        Aumento de apetite principalmente para doces: controlar melhor a dieta.

Além dos efeitos colaterais genéricos descritos nessas apostilas, ainda existem efeitos específicos de cada medicamento, que serão explicados pelo seu médico.

 

 

Os Antidepressivos mais usados são os seguintes :

 

 

Nome Comercial

Nome Químico

Remeron

Mirtazapina

Zoloft, Tolrest, Sercerin, Novativ

Sertralina

Survector

Amineptina

Stablon

Tianeptina

Jarsin

Hypericum Perforatum

Tofranil, Anafranil

Imipramina, Clomipramina

Tryptanol

Amitriptilina

Ludiomil

Maprotilina

Stelapar, Parnate

Tranilcipromina e Trifluoperazina

Prozac, Verotina, Eufor, Deprax, Psiquial, Fluxene, Daforin, Nortec

Fluoxetina

Serzone

Nefazodone

Aropax, Pondera, Cebrilin

Paroxetina

Cipramil

Citalopram

Efexor

Venlafaxina

Equilid

Sulpiride

Tolvon

Mianserina

Aurorix

Moclobemida

Pamelor

Nortriptilina

Luvox

Fluvoxamina

Prolift

Reboxetina

Zyban

Bupropiona

Ixel

 

Além desses Antidepressivos, disponíveis no mercado brasileiro, existem muitos outros, que podem ser obtidos facilmente através de importadoras. Portanto, com a disponibilidade de opções que temos hoje em dia, casos não tratáveis são raros.

Antidepressivos importados mais usados:

 

Nome Comercial

Nome Químico

Nardil

Fenelzine

Pertofran

Desipramina

Saroten EV

Amitriptilina

 

 

 

TRATAMENTO GRATUITO

  

São Paulo

 

Ambulatório de Psiquiatria do Hospital das Clínicac: 3069-6528 3069-6988

Serviço de Psicoterapia do Instituto de Psiquiatria do HC-FMUSP
Rua Dr. Ovídeo Pires de Campos, s/n, Cerqueira César
Telefone: (011) 3069-6576.

 

Astoc: 3088-9198

Associação Paulista da Síndrome do Pânico
Tel: (011) 3794-4658

 

Escola Paulista de Medicina, UNIFESP
Rua Machado Bittencourt 222. Vila Clementino.
Telefone: (011) 570-6784

 

 Clínica Psicológica São Marcos
Rua Clóvis Bueno de Azevedo, 176, Ipiranga
Telefone: (011) 6914-4488, ramal 2030.

 

 

 

Medicamentos utilizados em Psiquiatria e Neuropsiquiatria

e seu Modo de Ação.

 

A função dos medicamentos que agem no nosso Sistema Nervoso é normalizar o fluxo de Neurotransmissores (NT), que são moléculas que levam o impulso nervoso entre um Neurônio e outro. Os NT mais importantes são a Serotonina, a Noradrenalina, a Dopamina e o GABA.
Por essa figura você vê a representação de dois Neurônios, com o espaço microscópico que existe entre eles. Esse espaço se chama Sinapse.
As moléculas de NT devem sair de um Neurônio, atravessar a Sinapse e ocupar os receptores do Neurônio seguinte. Esses receptores se chamam Neuroreceptores. (NR).

É como se o NT fosse uma chave e o NR uma fechadura.

Praticamente todas as doenças do Sistema Nervoso que produzem alguma alteração no humor, nos pensamentos ou no comportamento tem como substrato químico um distúrbio desse fluxo de Neurotransmissores.
Em algumas doenças, podem existir uma superprodução de Neurotransmissores ou então uma supersensibilidade de Neuroreceptores.
Em outras, os Neurotransmissores estão retornando ao Neurônio de origem, o que faz com que os Neuroreceptores não estejam preenchidos por um Neurotransmissores. Conforme o tipo de NR e a localização no cérebro, a pessoa terá algum sintoma que pode ser desde o humor deprimido, até um ataque de pânico.

Os medicamentos usados em Psiquiatria e Neuropsiquiatria podem ser divididos em alguns grandes grupos (clique no grupo específico). Vários deles possuem informações específicas na Internet, que você pode acessar clicando sobre seus nomes.:

 

 

Anfetaminas, Anorexígenos

Ansiolíticos, Sedativos, Indutores do Sono, Tranqüilizantes, Calmantes, Hipnóticos

Antidepressivos

Antiepilépticos, Estabilizadores do Humor

Antipsicóticos ou Neurolépticos

Inibidores da Colinesterase

Tacrinal, Exelon, Eranz

Lítio

Psicoestimulantes

 

Vitaminas e Minerais
São bastante usadas como coadjuvantes de tratamentos. Principalmente Vitaminas A, B, C, E, Zn, Mg, etc.

Antiparkinsonianos
Usados tanto para tratar Parkinson quanto para combater certos efeitos colaterais de alguns neurolépticos.

Analgésicos, Antibióticos e Antiinflamatórios:
Usados em processos inflamatórios e infecciosos do Sistema Nervoso. Por exemplo: Meningite, Vasculite, algumas Cefaléias, Neurocisticercose, Sífilis, etc.

Betabloqueadores:

 

Usados no tratamento de Enxaqueca e principalmente para acabar com efeitos colaterais (principalmente tremor e taquicardia) de vários medicamentos. Freqüentemente pequenas doses de um Betabloqueador eliminam todos os desconfortos de um tratamento antidepressivo ou com Lítio.

 

Perguntas e Respostas1

Perguntas e Respostas 2

Remédios são perigosos ?

Medicamentos para Circulação e/ou oxigenação cerebral:


São usados em déficits de memória e atenção, Insuficiência Circulatória Cerebral, Arteriosclerose, seqüelas de Traumatismo Craniano, Distúrbios de Comportamento de etiologia orgânica cerebral, etc.
Este grupo envolve um número imenso de medicamentos. Vasodilatadores e oxigenadores cerebrais, fluidificadores do sangue, flexibilizadores de plaquetas. Infelizmente, a maior parte deles funciona muito pouco. Mas felizmente, como eles são extremamente bem tolerados, pode-se associar vários juntos, e aí sim, ter um efeito bom.

Cada grupo de medicamentos tem muitos remédios individuais. O fato se serem do mesmo grupo não quer dizer que sejam iguais. Por isso é que muitas vezes um medicamento funciona e outro não, tanto numa mesma pessoa quanto em pessoas diferentes.
Como você pode ver, a Psiquiatria trata muito mais coisas do que apenas a "Loucura".

 

 

 

 

Neurologia

 

Erva de S. João: uma nova alternativa para a depressão?
St. John's Wort: a new alternative for depression?

JOSEY, E. S. & TACKETT, R. L. Int. J. Clin. Pharmacol. Ther., v.37, n.3, p.111, 1999.

 

O propósito desse trabalho foi revisar a literatura existente a respeito do uso terapêutico, efeitos adversos e as possíveis interações da erva de S. João (Hypericum perforatum) e compara-la com outros medicamentos antidepressivos, como os tricíclicos, os inibidores da monoaminooxidase e os inibidores seletivos da serotonina, usados no tratamento da depressão.
Foram obtidos 9 ensaios clínicos que referiram a eficácia da erva de S. João, quando comparada a placebo e a outros medicamentos antidepressivos. Desses trabalhos, 4 foram de estudos controlados, com inúmeros pacientes que evidenciaram ser o Hypericum perforatum tão efetivo quanto os outros antidepressivos e mais eficaz do que o placebo, com melhora acentuada da sintomatologia apresentada. Os efeitos colaterais desse fitoterápico o tornam superior a qualquer outra medicação antidepressiva em uso nos Estados Unidos.
Dos dados da literatura, conclui-se que a erva de S. João é alternativa segura e eficaz no tratamento da depressão. Os antidepressivos tricíclicos e os inibidores da monoaminooxidase podem produzir sérios efeitos colaterais cardiocirculatórios, tais como taquicardia e hipotensão postural, bem como desagradáveis reações anticolinérgicas, incluindo-se boca seca e constipação intestinal. A erva de S. João não apresentou nenhum efeito cardiocirculatório ou anticolinérgico, normalmente observados em outros antidepressivos. Baseados nesses estudos, o Hypericum perforatum parece ser aceitável alternativa aos antidepressivos tradicionais, embora ensaios em grande escala são os que oferecem a devida segurança nessa área.

 

 

 








































































WebRep
Classificação geral
 
Comments