Caravela Curiosa

 
 
 
                       Cais Camoniano
 
  Aqui encontrarás curiosidades relacionadas com Luís de Camões e a sua obra.
 
 Luís de Camões e a coroa de louros

           O célebre poeta Luís Vaz de Camões aparece, em inúmeras representações, com a sua cabeça ornamentada com uma coroa de louros. Qual será a razão?

          A coroa de folhas era um ornamento que simbolizava a vitória de uma conquista. O exemplar mais famoso é a coroa de folhas de carvalho, encontrada num túmulo, em Vegina, contendo mais de 300 folhas todas feitas em ouro, e que se supõe ter pertencido a Felipe II da Macedónia.   Além de ramos de carvalho e de oliveira, era habitual a coroa de folhas de louro.   

          Na mitologia grega, Dafne (do grego que significa loureiro) era uma ninfa, filha do rei Peneu. Apolo foi induzido a se apaixonar por ela com uma flecha de Eros. Este mesmo acertou Dafne com uma flecha de chumbo, que fez a ninfa rejeitar o amor de Apolo. Este, porém, começou a persegui-la. Cansada de fugir, pediu ao pai que a livrasse da situação. Então, ele transformou-a em loureiro. Apolo disse: "Se não podes ser minha mulher, serás a minha árvore sagrada". A partir de então, o deus trazia sempre consigo um ramo de louros.

          Na Grécia Antiga, em vez de receberem as actuais medalhas de ouro, prata e bronze, os atletas eram premiados com as coroas de pequenos ramos de oliveira entrelaçados, que representavam a suprema glória para a alma grega. A coroa de louros passou a simbolizar a vitória, sobretudo nos Jogos Olímpicos.

        Por outro lado, o loureiro, como todas as plantas que permanecem verdes no Inverno, está ligado à imortalidade. Este arbusto consagrado a Apolo, como já referi, simboliza a imortalidade adquirida pela vitória . É por isso, que a sua folhagem serve para coroar os heróis, os sábios, os génios. A sua folhagem confere-lhes a "imortalidade".

          Daí que o nosso poeta genial, Camões, apareça em inúmeros representações com uma coroa de louros. Esta simboliza a vitória, pois Camões é e sempre será um vitorioso. Ofereceu à sua pátria uma excelente obra lírica e sobretudo épica, Os Lusíadas. Elogiou e enalteceu a sua nação, a sua pátria. De resto, ele próprio afirma em Os Lusíadas: "Esta é a ditosa pátria minha amada."

       Camões é de facto uma grande marca mundial portuguesa, e como tal, nós, portugueses, devemos sentir um grande orgulho em o termos como "nosso".  

Rita Alves, Nº19, 9ºD


   

  

 

 
  
 
    (Antes)                               (Actualmente)
 
                                                                                Casa de Camões ou Casa dos Arcos em Constância, actualmente Casa-Memória de Camões

Também conhecida como Casa dos Arcos, esta construção quinhentista terá sido, possivelmente, habitada por Luís Vaz de Camões.

 

Casa-Memória de Camões

Uma antiga e arraigada tradição popular afirma que Luís de Camões, o maior dos poetas portugueses, viveu em Constância durante algum tempo, cumprindo pena a que fora condenado, e aponta as ruínas de uma velha casa à beira-Tejo como sendo as da que o acolheu nesse desterro.

A cabo de quase meio-século de esforços, iniciados pelo Dr. Adriano Burguete e continuados por Manuela Azevedo e pela Associação que fundou e a que preside, está finalmente erguida, sobre aquelas ruínas, classificadas como imóvel de interesse público, a Casa-Memória de Camões, onde vai funcionar o Centro Internacional de Estudos Camonianos. (Texto retirado de um panfleto de turismo)

 

A Vila que Arrebatou Camões

Por Sónia Balasteiro

                                                    Chama-se Constância, a terra ribatejana que recebeu e perpetua a memória do maior dos poetas portugueses.    

                                          Fomos conhecer a "vila-poema" de Camões, entre os beijos eternos dos seus amantes: o Tejo e o Zêzere. (…)

A "vila-poema" que, no século XVI acolheu o "maior dos poetas" portugueses, Luís Vaz de Camões, honra-lhe a memória, dando espaço aos seus mistérios. Mas como terá o poeta vindo parar ao Ribatejo? Esta foi a história que nos contaram.

Em jovem, Luís de Camões já tinha traços de personalidade vincados. Apaixonado, terá entregue o seu amor a várias damas da corte lisboeta, incluindo uma que teria um "pequeno defeito": era irmã do rei D. Manuel I. A arrebatada paixão proibida ter-lhe-á valido o desterro - corria 1546 ou 47 - para uma terra do Ribatejo, onde viveria por alguns anos: Constância.

Se as provas da sua estada em Constância não são científicas, os indícios são fortes o suficiente para que todos neles creiam. A referência aos rios, o Tejo e o Zêzere - de que Constância sempre viveu -, é um deles.

Tínhamos marcado encontro no posto de turismo local, uma tradicional casa térrea de paredes branco-imaculado e beirais amarelos. Começámos com uma visita ao jardim-horto Luís de Camões, criado pelo conceituado arquitecto-paisagista Gonçalo Ribeiro Telles: uma homenagem ao homem que pôs Constância no mapa e o orgulho no coração de todos os portugueses. Estávamos perto.

Sentado a olhar o Zêzere, ou simplesmente o "Rio", como o terá consagrado na sua obra, o jovem Camões parece guardar o "seu" museu vivo. Lagoa Henriques, o escultor que doou a estátua à vila, preferiu criar o jovem Luís tal como viveu, realmente (e porque não?) em Constância. Por cima, o semi-arco, a simbolizar a Casa dos Arcos, como ficou conhecida, no século XIX, a casa ribeirinha onde o poeta viveu - e onde hoje se ergue a sua Casa Memória.

Um pardal levanta voo, sobre os pequenos muros do jardim. Entrámos, o Sol a iluminar o caminho.  Cheira a Primavera. Para onde quer que olhemos, há árvores e flores. Aqui, as d' "Os Lusíadas", adiante as da Lírica camoniana. Em frente a cada planta, além do nome, há uma pequena transcrição do excerto em que Camões as referiu. Uma forma completamente diferente de conhecer a sua obra.

Pegámos num pequeno tronco do chão e partimo-lo. Cheira a canela. A canela que os Portugueses encontrariam no Oriente. Afinal, vem de uma árvore grande. Mas há outras, ao todo são 52 espécies. Rosas, lírios, jacintos, açucenas... E há as maiores. A canforeira, a pimenta, a tamareira, e muitas, muitas mais, num convite irrecusável aos sentidos. Neste jardim, cada pormenor pede uma atenção especial. «Oh, a buganvília já começou a florir».

Um toldo vermelho, ali perto, chama-nos a atenção. Trata-se de um pavilhão, construído com telha que veio de propósito de Macau. Além de uma homenagem o pequeno jardim de Macau funciona como memória dos tempos vividos por Camões naquele país. Parece saído de um filme, o cenário com um pequeno lago cheio de rãs. Coaxam sobre os nenúfares verdes.

Para completar a nossa experiência camoniana em Constância - que, no século XVI, se chamava Punhete, do romano pugna tagi (ou seja, luta do Tejo com o Zêzere) -, falta-nos visitar a Casa-Memória do Poeta, erguida sobre os escombros quinhentistas do que terá sido a sua casa. Uma enorme escada divide o seu interior e leva-nos a dois janelões, um para o Tejo, outro para o Zêzere, num beijo final, belo e heróico, o da sua luta.

 

in  http://canais.sol.pt/paginainicial/vida/interior.aspx?content_id=174950

 

 Jardim-Horto Camoniano

 

 

Jardim-Horto Camoniano

Todas as plantas referidas por Camões na sua obra, num total de 52 espécies, estão representadas neste belíssimo Jardim-Horto, "o mais vivo  e singular monumento erguido no mundo a um Poeta".

 

 

Estátua de Homenagem a Camões, da autoria do mestre Lagoa Henriques, ao lado do Jardim-Horto Camoniano.

 


 

 
 
                                                   Casa onde segundo a tradição morreu Camões. (Lisboa)
 
                                       Esta casa localiza-se na Calçada de Sant'Ana, na freguesia de Pena, em Lisboa
 

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                                                                                                           Pátio do Tronco às Portas de Santo Antão, em Lisboa

 
                                                              
Edição de Os Lusíadas do Morgado de Mateus

A edição do Morgado de Mateus, feita no século XIX,  merece um lugar distinto e deve ser considerada um monumento bibliográfico, literário e artístico erigido em honra do grande poeta. Esta edição foi custeada pelo Morgado de Mateus, distribuída entre os seus amigos e oferecida a personagens e a corporações literárias e religiosas.

D. José Maria do Carmo de Sousa Botelho Mourão e Vasconcelos, conhecido como Morgado de Mateus, nasceu no Porto a 9 de Março de 1758 e faleceu em Paris, a 1 de Junho de 1825.

Viveu no estrangeiro a maior parte da sua vida, tendo ocupado diversos cargos diplomáticos em vários países, entre os quais Suécia, Dinamarca, França, Rússia.

Para além de ter prosseguido com a sua actividade diplomática, o Morgado de Mateus, também dedicou os últimos anos da sua vida à publicação da célebre edição ilustrada de Os Lusíadas. Esta obra monumental envolveu um grande trabalho literário, onde se destacam as espectaculares gravuras da autoria de Gérard, de Fragonard e Desenne, gravuras que devido ao seu primor artístico só foram terminadas em 1816. Todo este trabalho de preparação da edição de Os Lusíadas levou quatro anos, mais dezassete meses para a impressão da edição.

Trata-se de uma impressão luxuosa. Esta edição tem dez estampas, uma em frente de cada canto, sendo a composição alusiva a passos dos mesmos cantos. Estas estampas são verdadeiras obras de arte. A tiragem desta edição monumental foi de 210 exemplares e importou em mais de 9.000$000 réis.

Para conheceres mais de perto esta preciosa edição de Os Lusíadas, visita a Casa de Mateus, em Vila Real. Até lá podes dar uma "espreitedela", clica em: Casa de Mateus visita virual

 
  Capa de Os Lusíadas
 
 
 Aparição do Gigante Adamastor (Canto V, 49)
Gravura de Fragonard para a edição de Os Lusíadas do Morgado de Mateus.
 

 
 
 
 
 
                                        Avenue Camoëns perto do Trocadéro, em Paris.
 
 
 

 

                           Lenda da Gruta de Camões


 

O poeta Luís de Camões vivia em Macau numa espécie de desterro, provocado por invejas e inimizades em Portugal. As intrigas obrigaram-no também a deixar aquela terra, tendo embarcado como prisioneiro na famosa Nau de Prata, nos finais de 1557. Luís de Camões despediu-se da famosa gruta de Patane, em Macau, que tinha escutado o eco dos seus sonhos e do seu desespero, e apresentou-se ao capitão da Nau de Prata. Interrogado sobre o papel enrolado que levava na mão, Camões respondeu que era toda a sua fortuna e que talvez fosse aquela a sua herança para todos os Portugueses. Tratava-se da epopeia Os Lusíadas que contava a história do seu povo e que, segundo a lenda, terá sido escrita naquela gruta. Escritos com toda a alma e toda a saudade de português, injustamente privado da pátria, aqueles versos eram o maior de todos os seus tesouros e os únicos companheiros do seu infortúnio.
Da amurada da nau, estava Camões a despedir-se da gruta, quando ouviu uma voz de mulher que o interrogava sobre a sua tristeza. Era uma nativa de Patane, que o conhecia, e em quem ele nunca tinha reparado, apesar da sua extrema beleza. Tin-Nam-Men era o nome da nativa que, na sua língua, significava Porta da Terra do Sul - a Porta do Paraíso. Tin-Nam-Men tinha observado Camões, durante muito tempo, sem nunca se atrever a falar-lhe até àquele dia. Perdidamente apaixonada por Camões, tinha-o seguido até ao barco. Partindo com o poeta, conta a lenda que, na Nau de Prata, nasceu mais uma relação amorosa na vida já tão romanesca de Luís de Camões, até ao trágico dia em que uma tempestade irrompeu nos mares do Sul. Como a Nau de Prata estava condenada a afundar-se, embarcaram as mulheres num batel e os homens salvaram-se a nado. Camões, de braço no ar, segurando Os Lusíadas, nadou até terra, mas o barco onde seguia a linda Tin-Nam-Men foi engolido pelas ondas. Foi à bela Dinamene, como o poeta lhe chamou, que Camões terá dedicado os seus belos sonetos "Alma minha gentil, que te partiste..." e também "Ah! Minha Dinamene! Assim deixaste".




Lenda da Gruta de Camões. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011.
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$lenda-da-gruta-de-camoes>.

 
 
 
 

                                                                                                                   Jardim de Camões, em Macau
 
 
 
 
 
Jardim Luís de Camões, em Macau
 
 
Museu Luís de Camões, em Macau
 
 

 
 

 

Estátua de Camões, em Goa


 

                                                                  Estátua em bronze em homenagem a Luís Vaz de Camões, na Ilha de Moçambique


 

Dia do Livro

Camões lê "Os Lusíadas" a bordo de um avião

por MARIA JOÃO CAETANO, 23 Abril 2009

 

Iniciativa da EasyJet apanhou de surpresa os passageiros de uma viagem para Madrid. No regresso, o mesmo actor interpretou Cervantes. Hoje, várias actividades em todo o País promovem os livros e a leitura.

Os passageiros do voo U27982 com destino a Madrid perceberam que algo de estranho se estava a passar quando viram as máquinas fotográficas e a câmara de televisão apontadas às hospedeiras, às bagagens, ao colete salva-vidas, à máscara de oxigénio. Foi então que, quando menos se esperava, a porta da casa de banho se abriu e apareceu Camões. A gola de folhos, as calças em balão, a coroa de louros na cabeça, a barba e a pala sobre o olhos não deixavam dúvidas. Os passageiros lá de trás esticaram o pescoço, das malas dos turistas saíram mais máquinas fotográficas. E Camões começou a recitar: "As armas e os barões assinalados/ que da ocidental praia lusitana/ por mares nunca dantes navegados/ passaram ainda além da Taprobana."

Aconteceu ontem no voo da EasyJet que saiu de Lisboa pouco depois do meio-dia. A companhia aérea queria assinalar o Dia do Livro mas, para garantir a cobertura mediática, decidiu fazê-lo com alguma antecedência. Afinal, qualquer dia é bom para promover os grandes escritores.

Pedro Silva, de 27 anos, estudante de Jornalismo e actor amador, aceitou o desafio de representar a bordo do avião: para lá foi Camões, no regresso, com a roupa mais ou menos idêntica, mas agora só com bigode, interpretou Cervantes. "Não sabia como o público ia reagir nem sequer como me iria conseguir movimentar, estava um bocadinho nervoso", confessou no final da aventura. Levava já os collants pretos vestidos, no entanto sentiu enormes dificuldades em completar a caracterização dentro da minúscula casa de banho do avião. Mas assim que enfrentou o público e se pôs a declarar Os Lusíadas transformou-se logo em Camões, como se estivesse num teatro a sério.

Pedro Silva esforçou-se para que a sua voz se ouvisse, apesar do barulho dos motores. Nem toda a gente percebeu o que ele dizia, mas, ainda assim, teve direito a aplausos no final.

"Quem é este?", perguntava a espanhola Cátia. "Camões? Nunca ouvi falar. É de que século?" Num avião praticamente lotado, só os portugueses sabiam quem era "aquele zarolho". "Não conheço Camões, sou música, não sou de letras", desculpou-se Ana, de 21 anos. "Cervantes, conheço, claro. Tive que ler na escola."

Antes de explicar, aos microfones, para todos os passageiros, o que tinha acabado de acontecer, a chefe de cabina Ireide disse várias vezes em voz baixa a palavra Camões. Até acertar com a pronúncia. E só o facto de pôr tanta a gente a dizer este nome já faz da iniciativa um sucesso.

 

 
 

Bloqueio de Leninegrado impediu primeira edição em verso de "Os Lusíadas" em língua russa

(José Milhazes, Agência Lusa)

 

Moscovo, 21 mar (Lusa) - O bloqueio imposto pelas tropas alemãs à cidade soviética de Leninegrado, que começou em 1941 e se prolongou por 872 dias, impediu a publicação da primeira edição em verso de "Os Lusíadas", obra épica de Luís de Camões, em russo.

A tradução, realizada pelo filólogo russo Mikhail Travtchetov, estava praticamente acabada e pronta a ser editada pela "Lenizdat", mas o cerco nazi não só impediu a sua publicação, como roubou a vida ao seu tradutor.

Mikhail Travtchetov nasceu em São Petersburgo, em 1889, dedicando grande parte da sua vida ao ensino de Literatura nas escolas soviéticas e à tradução para russo de autores estrangeiros como Pierre Jean de Béranger, Lope de Vega, Calderon de la Barca, Lord Byron e Camões.

Em 1940, Travtchetov terminou a principal obra da sua vida: a tradução de português para russo de "Os Lusíadas" de Camões. O redator dessa edição, professor Alexandre Smirnov, considerou-a "um acontecimento na literatura traduzida para russo".

O texto da tradução foi entregue na tipografia na Primavera de 1941, mas a invasão da União Soviética pelas hordas hitlerianas adiou a sua publicação.

Andrei Rodosski, professor de língua e literatura portuguesas da Universidade de São Petersburgo (antiga Leninegrado), citando as palavras da irmã do tradutor, escreve que "o manuscrito que fora entregue à Editora Lenizdat desapareceu durante o bloqueio".

Porém, conservaram-se os cadernos com os rascunhos da tradução, que atualmente fazem parte do espólio da Biblioteca Nacional da Rússia, em São Petersburgo. Alguns dos fragmentos da tradução foram publicados na obra "Literatura Estrangeira. Época do Renascimento", com edições em 1959 e 1976.

Não obstante ter sido publicada em russo uma tradução integral do poema épico camoniano em 1988, o professor Rodosski defende que a versão poética de Travtchetov não deve ser esquecida e merece ser impressa, pois possui grandes qualidades.

Depois de analisar as virtudes e defeitos da tradução de Travtchetov, Rodosski conclui: "as qualidades da tradução são bastante grandes e resta apenas lamentar que ela não tenha sido publicada até agora".

É também de salientar que a Travtchetov traduziu outras obras do poeta português, nomeadamente os seus sonetos.

O destino do próprio tradutor russo foi tão dramático como o da sua obra. Tendo-se recusado a abandonar Leninegrado, tal como fizeram o grande compositor soviético Dmitri Chostakovitch e numerosos outros intelectuais, ficou livre do serviço militar por questões de saúde, mas inscreveu-se como bombeiro no Serviço de Defesa Anti-Aérea e Anti-Química da União Soviética.

Entre outras tarefas, os membros desse serviço deviam, nos telhados da cidade, vigiar a queda de bombas incendiárias lançadas pela aviação alemã, a fim de as recolher rapidamente e impedir incêndios de edifícios.

Em 1942, a revista norte-americana publica, na capa de um dos seus números, o retrato de Chostakovitch com o capacete de bombeiro.

Mikhail Travtchetov faleceu em Dezembro de 1941, quando regressava de um turno de vigilância noturna.

JM.

Lusa               

 

(Texto escrito de acordo com a nova norma ortográfica da Língua Portuguesa)

 
 
 
 
 
 
Luís de Camões num dos cantos do Real Gabinete Português de Leitura
 

O Real Gabinete Português de Leitura, tradicional biblioteca e instituição cultural lusófona, localiza-se na rua Luís de Camões, número 30, no centro da cidade do Rio de Janeiro, Brasil.

A fachada, inspirada no Mosteiro dos Jerónimos de Lisboa, foi trabalhada por Germano José Salle em pedra de lioz em Lisboa e trazida de navio para o Rio. As quatro estátuas que a adornam, retratam na seguinte ordem: Pedro Álvares Cabral, Luís de Camões, Infante D. Henrique e Vasco da Gama, e os medalhões, os escritores Fernão Lopes, Gil Vicente, Alexandre Herculano e Almeida Garrett.

Aberta ao público desde 1900, a biblioteca do Real Gabinete possui a maior colecção de obras portuguesas fora de Portugal. Entre os cerca de 350.000 volumes, nacionais e estrangeiros, encontram-se obras raras como um exemplar da edição "princeps" de Os Lusíadas de Camões (1572).

 
Capa de um manual escolar do 3º e 4º anos de 1937-1938 
 
 
 
 
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