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"A desmotivação..."

 

A Desmotivação dos Alunos da Escola Municipal Vice Governador Benedito Figueiredo da Cidade de Itabaiana-SE em Estudar Matemática

Iris Danúbia Santos Andrade – UFS- irisdanubia.ufs2008@hotmail.com

Juliana Menezes de Oliveira –UFS- Juliana_100menezes@hotmail.com

Luciana Andrade de Lima –UFS- luciana.mat@hotmail.com

 

Resumo

O tema desta pesquisa esta diretamente ligada a nossa experiência em sala de aula, onde durante o desenvolvimento das nossas oficinas semanais no programa PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação a Docência) percebemos o grande desinteresse por parte da maioria dos alunos da Escola Municipal Vice Governador Benedito Figueiredo em estudar matemática. Neste sentido, o objetivo deste trabalho foi de analisar as causas que levam os discentes a se sentirem desmotivados em relação aos estudos, principalmente em relação à matemática. Diante dos dados obtidos, percebe-se que os entrevistados não apresentam desmotivação em relação aos estudos e a Matemática; (61%) pretendem ingressar na universidade, (40%) afirmam que os estudos é necessário. Em relação à matemática, (49%) afirmam que ela ajuda a ter uma boa profissão e (39%) afirma que é importante para o nosso dia-a-dia. É difícil chegar a uma conclusão exata desse trabalho já que a resposta dada pelos alunos se contradisse com a realidade. Espera-se dar continuidade com a pesquisa para verificar o que realmente leva os alunos a se sentirem desmotivados.

 

Palavras Chave: Desmotivação, Matemática e Aprendizagem

 

 

Summary

 

The theme of this research this directly linked our experience in class room,  where during the development of our weekly workshops in the program PIBID( Initiation Purse institutional program Docência) realize the great indifference by the students' majority of the Municipal School Vice Governor Bandito Fgueiredo in study mathematical. In this sense, the goal of this work was to analyze the causes that carry discentes to if they feel unfounded regarding the studies, mostly for mathematics. In front of the data obitidos it realizes that the interviewees do not present desmotivação regarding the studies and the mathematics; (61%) intend to enter in an university, (40%) say that the study is necessary. Regarding Mathematics, (49%) say that she helps to have a good career and (39%) says that it is important for our day by day. And dificil arrive to an exact conclusion of this work ja that the answer given by the students contradicted with the reality. It waits to give continuity with the research to verify what it really carries the students to if they feel unfounded.

 

Key words: Desmotivação, Mathematics and Learning.

 

 

Introdução

O tema desta pesquisa, este diretamente ligado a nossa experiência em sala de aula, onde durante o desenvolvimento das nossas oficinas semanais no programa PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação a Docência) percebemos o grande desinteresse por parte da maioria dos alunos da Escola Municipal Vice Governador Benedito Figueiredo em estudar matemática.

Diante da vida estudantil, pudemos perceber que a disciplina Matemática é considerada pelos alunos a mais difícil de compreender e isso traz uma falta de interesse por parte dos mesmos. Portanto, por perceber a desmotivação dos discentes na sala de aula com o desenvolvimento das atividades do PIBID, vimos à necessidade de pesquisar os motivos que levam os discentes a se sentirem desmotivados na aprendizagem matemática, para que, compreendendo esse fenômeno possamos desenvolver atividades que melhor se adapte as necessidades do aluno.

Os motivos pela falta de interesse dos alunos podem estar ligados a forma com que as aulas são transmitidas e também por problemas familiares, escolar, carências sociais, enfim fatores estes que muitas vezes passam despercebidos diante dos professores e que estes julgam os alunos como preguiçosos e sem futuro. No entanto existem outras causas que resultam de disfunções entre os alunos e a escola.

[..] “Para quê serve isso?”. Este questionamento também é muito comum nas aulas de matemática, pois diante de cálculos complicados e, aparentemente, sem aplicação nenhuma, não é de se estranhar que os alunos não se sintam estimulados a aprender. Cabe ressaltar que a importância da motivação não se restringe apenas à sala de aula, pois qualquer atividade a ser aprendida poderá ser afetada pela motivação. O “estar motivado” é importante tanto para os alunos quanto para os professores, porém cabe a estes o desafio maior: encontrar as mais variadas condições que motivem o aluno a apresentar desejo pelo aprendizado. (RIPPLINGER E BRANCHER, 2006).

 

Portanto, vimos à necessidade de pesquisar e identificar as causas nas quais contribuem para tal desmotivação diante dos estudos e também da matemática; diante dos dados que esperamos obter, procuraremos juntamente com a professora meios para que possamos solucionar ou amenizar essa problemática. Nossa metodologia se baseará no modelo de pesquisa histórico dialético, pois essa abordagem busca explicar o motivo que estar implícito na situação abordada, ou seja, as causas que contribuem para o surgimento e desenvolvimento dessa desmotivação. Diante do conceito do que vem a ser esse modelo observamos que estar relacionado na situação observada na escola.

Neste sentido, o objetivo deste trabalho foi de analisar as causas que levam os discentes a se sentirem desmotivados em relação aos estudos, principalmente em relação à matemática.

 

    Fundamentação Teórica

Despertar nos alunos o interesse em aprender, é uma das funções da escola. Ter alunos motivados e criativos é ideal para o rendimento das aulas. Assim, o professor se questiona: “o que posso fazer para tornar minhas aulas mais atrativas e tornar meus alunos mais motivados?” (MOSER, 2008)

Estamos cientes de que os alunos trazem experiências ocorridas em anos anteriores para a sala de aula e essas influenciam suas ações e afetam sua motivação. A falta de motivação é causada, muitas vezes, por experiências de fracassos que marcaram o indivíduo, gerando um sentimento de incompetência e influenciando na aprendizagem. (MOSER, 2008)

É importante ressaltar, que uma das maiores dificuldades encontradas pelos professores é envolver os alunos em atividades de aprendizagem, levá-los a persistir nas tarefas propostas e a valorizarem a educação, induzindo os discentes a se conscientizarem de que a educação é importante e é um grande desafio.

[...] Vale ressaltar que, para fugir do método tradicional de ensino, não precisamos grandes inovações e recursos financeiros, basta apenas preparar a aula de uma maneira diferente, seqüenciando os conteúdos, procurando relacioná-los com o conhecimento cognitivo prévio do aluno e com situações contextualizadas, etc. (RIPPLINGER E BRANCHER, 2006)

 

Para a motivação dos alunos dentro da sala de aula, o papel do professor é de extrema importância. O docente deve refletir sobre a seriedade da matemática na vida acadêmica do aluno, este deve criar estratégia de ensino para que o aluno se sinta motivado a aprender.

A motivação é um processo que se dá no interior do sujeito, estando entre tanto, intimamente ligado as relações de troca que o mesmo estabelece com o meio, principalmente, seus professores e colegas. Nas situações escolares, o interesse é indispensável para que o aluno tenha motivos de ação no sentido de apropriar-se do conhecimento. (FILHO, 2009).  

A motivação deve, assim, ser um estudo dos desejos e das necessidades do ser humano. Acredito que a satisfação em atingir algo gera novas motivações para continuar tentando alcançar. O desejo e a satisfação que se tem ao alcançar um objetivo dependem do estado de motivação. Observo que, quando um aluno está tentando resolver problemas de Matemática, por exemplo, pode demonstrar diferentes reações e formas de agir no decorrer da atividade. Muitas vezes, experiências desagradáveis do passado prejudicam a execução da tarefa, ocorrendo à desmotivação. Outras vezes, o aluno questiona e tira dúvidas, aumentando sua capacidade de compreensão, o que contribui para a sua motivação. (MOSER, 2008).

A falta de motivação é causada por características pessoais do aluno e contexto da escola. O medo do fracasso e a forma de encará-lo; a falta de clareza sobre os objetivos da aprendizagem; e a não satisfação das expectativas são alguns dos motivos de ordem pessoal. Além deles, existem as influências de pais, colegas e grupos sociais, mais as experiências anteriores de cada um. Junte-se a isso o ambiente da escola e da sala de aula para o desenvolvimento das atividades, como a organização, a interação com o professor e a avaliação. É aí que o educador pode intervir. (LUNA, 2008).

 

    Metodologia

Para a coleta e análise dos dados utilizamos a Pesquisa-ação, esta visa estudar um determinado local ou tema e através da observação tentar compreender a problemática e ao final da pesquisa intervir no ambiente escolar para tentar solucionar os problemas apresentados pelos alunos juntamente com o professor.

Amostra- Foi constituída por 99 alunos, do sexto, sétimo e oitavo anos da Escola Municipal Vice - Governador Benedito Figueiredo da Cidade de Itabaiana- SE.

Instrumento- Foi aplicado um questionário contendo 13 questões sendo estas abertas e fechadas com o objetivo de averiguar a desmotivação apresentada pelos alunos no ambiente escolar.

Procedimento- Inicialmente as bolsistas procuraram a escola da cidade de Itabaiana-SE para serem aplicados os questionários, foram explicados os objetivos da pesquisa e foi pedida colaboração por parte dos alunos para participarem do estudo, o qual grande parte não se negou a responder. O tempo médio que os alunos levavam para responder cada questionário era de 15 a 20 minutos.

 

Resultados e Discussões

Diante dos dados obtidos, percebe-se que os entrevistados não apresentam desmotivação em relação aos estudos e a Matemática. A análise foi feita a partir de questões relacionadas à visão que os estudantes tinham em relação a: Escola, o professor de Matemática, seu futuro, os estudos, apoio dos pais, enfim, questões que tentassem descobrir as causas da desmotivação apresentada pelos estudantes.  Com essa analise, pudemos observar que a idade média dos alunos entrevistados era de 12 a 18 anos, sendo que 55% eram do sexo feminino e 44% do sexo masculino. Onde 16% afirmam trabalhar, 77% não trabalham e 6% não responderam. Pelo fato da maioria não trabalhar espera-se que eles dediquem boa parte do tempo aos estudos. Em relação ao âmbito familiar, 6% dos alunos já são casados, com faixa etária de 12 aos 18 e estes estudam nas 5ª, 6ª e 7ª séries. 48% moram com os pais e as mães e 31% moram somente com a mãe. A renda mensal dos responsáveis é de R$ 135.00 a R$1000.000 em média, sendo que 36% não contestaram. A moradia dos alunos foram lançados nas opções como: cedida com a porcentagem de 3%, alugada com 13% e Própria com 82%. Em relação à profissão dos pais, 15% são agricultores, 7& segurança, 5% comerciante, 8% pedreiro, 4% moto-taxi e 7% desempregados. Já em relação às mães, 12% são diaristas e 73% são donas de casa.

A escolaridade dos pais é disseminada em: 6% não possuem 2º grau completo, 38% são analfabetos, 31% possuem o 1º grau completo, 14% não marcaram e 4% não souberam responder. Já as mães, 6% possuem 2º grau completo, 7% possuem 2º grau incompleto, 40% têm o 1º grau incompleto, 32% são analfabetos e 8% não marcaram. A participação dos pais na educação dos filhos foi um dos pontos cruciais, sendo que: que 63% deles participam da educação dos discentes, 49% são carinhosos e presentes e 39% preocupam-se com seu futuro profissional. Percebe-se que apesar da pouca estrutura escolar dos pais eles mostram interesse na vida escolar dos filhos. A postura dos pais em relação a eles é expressiva, pois os mesmos acompanham a vida escolar dos seus filhos e os apóiam a seguir em frente com os estudos. Mesmo não tendo uma formação continuada os pais esperam e desejam que os seus filhos tenham. Apesar de muitos não ter uma boa renda familiar eles não fazem disso um obstáculo.

As questões que referem-se aos objetivos que eles tem para o futuro, o que eles acham dos estudos, da escola e suas profissões, pode ser observado na tabela a seguir:

 


Tabela I

Questões

(%)

A escola é o caminho para um futuro melhor.

79

A escola é um local de extrema importância.

62

A escola é necessária para a formação e escolha da sua profissão.

56

Pretende terminar o 2º grau.

38

Sonha em ingressar numa Universidade.

 

A Matemática é necessária para se ter uma boa profissão.

49

A Matemática é importante para seu dia a dia.

39

Gosta de estudar.

50

Gosta de ir para a escola.

45

Pretende ser Médico.

43

Comerciante.

37

Recepcionista.

18

Pretende ser pai ou mãe.

38

 

Diante dos resultados foi possível observar que eles acreditam que com os estudos possam alcançar uma boa profissão. Eles veem na escola algo que os motivam a ter um futuro profissional e brilhante e busca nela uma fonte de inspiração. Pode-se perceber que os alunos veem a escola como um local que propiciará um futuro melhor. Para eles os professores de Matemática são atuantes no ensino e aprendizagem. 58% afirmam que: Alem de professor é amigo; Alguém que preocupa-se com o seu futuro 62%,  e alguém que se preocupa com o aprendizado do aluno 72%. Para eles o professor é de extrema importância na sua formação e por isso a sua ausência é indispensável. A disponibilidade e dedicação dos mesmos para estudarem em casa são de 1h e 4h por dia. Já as disciplinas que eles mais gostam na escola são: Geografia com 34%, Matemática com 30% e ciências com 20%.

Em relação aos resultados obtidos, os alunos se mostram compromissados e interessados com aos estudos, porém, de acordo com as observações feitas na sala de aula não é assim que eles se comportam, pois durante as aulas, muitos fazem da escola um parque de diversões, ou seja, conversam o tempo todo, não prestam atenção no que é dito, saem com freqüência da sala, jogam papel e cadernos nos colegas, atrapalhando assim aqueles que querem aproveitar as aulas.

Mesmo levando metodologias de ensino e fazendo aulas diferenciadas é difícil de atrair a atenção deles, por que muitos só se interessam na confecção dos materiais; quando partimos para explicação do porque do material e a sua utilização, grande parte não demonstram interesse. A atitude desses alunos prejudica os poucos que querem adquirir o conhecimento, deixando-nos sem atitudes, pois as turmas são enormes e controlar a euforia deles é um desafio.

Talvez nossa presença influenciou os dados. Antes de marcar as alternativas eles davam uma resposta e marcavam outra. Acredita-se que tiveram medo de expressar suas opiniões por acharem que os resultados os prejudicariam, pois a professora afirmou que as oficinas do PIBID valeriam pontos.

 

Conclusão

Após analises dos dados, foi possível averiguar nesta pesquisa que os alunos não se mostram desmotivados em relação aos estudos e a matemática, ou seja, eles apresentam um grande interesse pela disciplina assim como pelos estudos, porém, não se comportam dessa maneira na sala de aula.

Às vezes por sentirem envergonhados em mostrar a realidade, faltou fidelidade por parte dos mesmos em responder com veracidade as questões. Pode ter sido também por medo da reação dos professores por acharem que os dados seriam divulgados e assim os colocariam numa situação de conflito diante deles.

Foi difícil chegar a uma conclusão exata desse trabalho já que a resposta dada pelos alunos se contradisse com a realidade por tanto se espera dar continuidade com a pesquisa para verificar o que realmente leva os alunos a se sentirem desmotivados

Referências Bibliográficas

ARAÚJO, Irene Coelho. A disciplina de Matemática e o fracasso escolar na 5ª série do          ensino fundamental de uma Escola da Rede Municipal de ensino de Campo Grande/MS. Mato Grosso do Sul, 2005. Acessado em: 27/10/2010. Site: www.sbem.com.br/files/ix_enem/.../CC63707578100R

CHARLOT, Bernard. Relação com saber e com a Escola entre Estudantes da Periferia. 1ª ed. São Paulo,1996.

FILHO, Jose Ribamar Oliveira. Motivação do Aluno: Um grande desafio. Cariri 2009. Acessado em: 27/10/2010. Site: http://www.webartigos.com

LUNA, Ilda. Como lidar com alunos desmotivados. 2008. Acessado em: 07/11/2020. Site: http://aldoluna.webnode.com/news/como-lidar-com-alunos-desmotivados/

MOSER, Fernanda. O uso de Desafios: Motivação e Criatividade nas aulas de Matemática. Porto Alegre 2008. Acessado em: 26/10/2010. Site: biblioteca.universia.net/ficha.do?id.

 

RIPPLINGER, Tiéle e BRANCHER Vantoir Roberto. A Aprendizagem                       Significativa e o Ensino da Matemática: Algumas Reflexões. Rio Grande do Sul, 2006. Acessado em: 27/10/2010. Site: www.unifra.br/.../matemática/A%20APRENDIZAGEM%20SIGNIFICATIVA%20E%20O%20E

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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