IMAHP

PALESTRA (homossexualidade) segunda semana de agosto em Ibipitanga - Boquira a defini

TRABALHOS SOBRE PSICANÁLISE DIDÁTICA

COMO MARCAR UMA CONSULTA?

O QUE É HISTERIA?

"Os sintomas de afecções orgânicas, como se sabe, refletem a anatomia do órgão central e são as fontes mais fidedignas de nosso conhecimento a respeito dele. Por essa razão, temos de descartar a idéia que na origem da histeria esteja situada alguma possível doença orgânica..." (Freud S., Histeria, 1888 - Std. Ed. página 85)

 

Laplanche assim define a histeria em seu Vocabulário da Psicanálise:

A histeria faz parte de uma classe de neuroses que apresentam quadros clínicos muito variados. As duas formas mais bem identificadas são a histeria de conversão (em que o conflito psíquico vem simbolizar-se nos sintomas corporais mais diversos - exemplo: crise emocional com teatralidade ou outros mais duradouros como anestesias, paralisias histéricas, sensação de "bola" faríngica, etc.), e a histeria de angústia (em que a angústia é fixada de modo mais ou menos estável neste ou naquele objeto exterior - fobias).
Pretende-se encontrar a especificidade da histeria na predominância de um certo tipo de identificação e de certos mecanismos (particularmente o recalque, muitas vezes manifesto), e no aflorar do conflito edipiano.
A noção de uma doença histérica é muito antiga, visto que remonta a Hipócrates (Grécia Antiga). Sua delimitação acompanhou as metamorfoses da história da medicina.
No fim do século XIX, particularmente sob a influência de Charcot, o problema colocado pela histeria ao pensamento médico e ao método anatômico-clínico reinante estava na ordem do dia. Muito esquematicamente, podemos dizer que a solução era procurada em duas direções: ou, na ausência de qualquer lesão orgânica, referir os sintomas histéricos à sugestão, à auto-sugestão e mesmo à simulação (linha de pensamento que será retomada e sistematizada por Babinski), ou dar à histeria a dignidade de uma doença como as outras, com sintomas tão definidos e precisos quanto, por exemplo, uma afecção neurológica (trabalhos de Charcot). O caminho seguido por Breuer e Freud (e, em outra perspectiva, por Janet) levou-os a ultrapassar essa oposição. Freud, como Charcot — cujo ensinamento, como sabemos, tanto o marcou — considera a histeria como uma doença psíquica bem definida, que exige uma etiologia específica. Por outro lado, procurando estabelecer o "mecanismo psíquico", ligou-se a toda uma corrente que considera a histeria uma "doença por representação". Como sabemos, o esclarecimento da etiologia psíquica da histeria é paralelo às descobertas principais da psicanálise (inconsciente, fantasia, conflito defensivo e recalque, identificação, transferência, etc.).
Na esteira de Freud, os psicanalistas não cessaram de considerar a neurose histérica e a neurose obsessiva como as duas vertentes principais do campo das neuroses, o que não implica que, como estruturas, elas não possam combinar-se neste ou naquele quadro clínico.
Freud relacionou com a estrutura histérica, dando-lhe o nome de histeria de angústia, um tipo de neurose cujos sintomas mais marcantes são as fobias.

Freud e Breuer falam sobre a Histeria em sua Comunicação Preliminar (1893) e, posteriormente, em seus Estudos Sobre a Histeria (1895)

"De maneira análoga, nossas pesquisas revelam para muitos, se não para a maioria dos sintomas histéricos, causas desencadeadoras que só podem ser descritas como traumas psíquicos. Qualquer experiência que possa evocar afetos aflitivos tais como os de susto, angustia, vergonha ou dor física — pode atuar como um trauma dessa natureza; e o fato de isso acontecer de verdade depende, naturalmente, da suscetibilidade da pessoa afetada (bem como de outra condição que será mencionada adiante). No caso da histeria comum não é rara a ocorrência, em vez de um trauma principal isolado, de vários traumas parciais que formam um grupo de causas desencadeadoras. Essas causas só puderam exercer um efeito traumático por adição e constituem um conjunto por serem, em parte, componentes de uma mesma história de sofrimento. Existem outros casos em que uma circunstância aparentemente trivial se combina com o fato realmente atuante ou ocorre numa ocasião de peculiar suscetibilidade ao estímulo e, dessa forma, atinge a categoria de um trauma, que de outra forma não teria tido, mas que dai por diante persiste". (Std. Ed. VolII pág.41)

O tratamento por eles desenvolvido, o método catártico, é assim explicado:
"É que verificamos, a principio com grande surpresa, que cada sintoma histérico individual desaparecia, deforma imediata e permanente, quando conseguiam os trazer à luz com clareza a lembrança do fato que o havia provocado e despertar o afeto que o acompanhara, e quando o paciente havia descrito esse fato com o maior número de detalhes possível e traduzido o afeto em palavras. A lembrança sem afeto quase invariavelmente não produz nenhum resultado. O processo psíquico originalmente ocorrido deve ser repetido o mais nitidamente possível; deve ser levado de volta a seu status nascendi e então receber expressão verbal. Quando aquilo com que estamos lidando são fenômenos que envolvem estímulos (espasmos, nevralgias e alucinações), estes reaparecem mais uma vez com intensidade máxima e a seguir desaparecem para sempre. As deficiências funcionais, tais como paralisias e anestesias, desaparecem da mesma maneira, embora, é claro, sem que a intensificação temporária seja discernível".(Std. Ed. VolII pág.42)

  

 
Psicanalista
 
LIGUE E MARQUE A SUA CONSULTA: (71) 8719-9256 (77)9968-6393 

   

Comments