A Causa Secreta


Análise Literária do Conto de Machado de Assis

  

Conheça, antes, a história de um “Fortunato” da vida real:

 

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I n t r o d u ç ã o

 

“A Causa Secreta” é um dos mais brilhantes contos de Machado de Assis, uma observação profunda sobre o lado obscuro dos sentimentos humanos. Na perfeita normalidade social de Fortunato - um senhor rico, casado e de meia-idade, que demonstra interesse pelo sofrimento, socorrendo feridos e velando doentes - reside, na verdade, um sádico, que transformou a mulher e o amigo num par amoroso inibido pelo escrúpulo. Possui um impulso atemorizante de sadismo, escondidos sob os signos de generosidade e vingança.

 

Um jovem médico é ajudado durante anos por um amigo rico, a quem considerava extremamente gentil e caridoso. O homem lhe ajudou, financeiramente, a montar um hospital e, além de oferecer o apoio econômico, também dedicava tempo e energia no cuidado direto aos doentes. Estava sempre presente no tratamento de feridas, traumas ósseos, infecções e uma série de dramas físicos. Com tal atitude, ganhava cada vez mais a confiança do jovem médico.

 

A narrativa torna-se mais crítica quando Fortunato é flagrado vingando-se de um rato, que supostamente teria roído documentos importantes: de forma paciente, vai cortando, meticulosamente, as patas e rabo do bicho, aproximando-o do fogo com cuidado para que o animal não morresse de imediato, possibilitando, assim, o prosseguimento do castigo. Estupefato perante o gesto frio de Fortunato, Garcia não faz sequer um gesto. Apenas contempla o sócio torturar lentamente o rato, num lento ritual que lhe prolongava o prazer.

 

No que se refere ao relacionamento de Fortunato com a mulher, “havia alguma dissonância de caracteres, pouca ou nenhuma afinidade moral, e da parte da mulher para com o marido uns modos que transcendiam o respeito e confinavam na resignação e no temor”. Passados os anos, a esposa do médico contrai tuberculose, doença então incurável. Em poucos meses, ela morre e Fortunato presencia o médico chorando, em silêncio, à beira do leito da esposa. Nesse momento, um pequeno sorriso lhe escapa, um regozijo íntimo como nenhum outro. De todas as dores que Fortunato havia assistido em todos os anos no hospital, nenhuma era mais prazerosa do que a dor da alma. Portanto, a causa de tanta caridade não seria a mera disposição de ajudar, mas, sim, a satisfação de um prazer perverso em assistir os outros sofrerem.

 

 

D a   F o r m a

 

A estrutura narrativa de “A Causa Secreta” é composta de três diferentes partes: a) a abertura (os dois parágrafos iniciais), apresentando uma cena curta, com desconforto das personagens em face de um acontecimento terrível; b) um flash-back (como se fosse um tipo de “adágio”), contendo um sumário dos primeiros encontros entre Fortunato e Garcia, até o “clímax”, respeitando a ordem cronológica dos fatos; e c) uma conclusão (ou encerramento), quando é retomada a abertura, estendendo-se até o fim do conto.

 

Em terceira pessoa, o narrador onisciente causa impacto sobre o leitor, através do horror da cena de tortura do rato, sendo o conto escrito num texto curto e riquíssimo. Evidencia, assim, os principais aspectos presentes na teoria machadiana do conto: a estrutura do enredo; a finalidade do conto; e a forma como o conto deve ser lido. A narração ulterior é utilizada para contar a história de como Garcia e Fortunato se conheceram. Ao dirigir-se ao narratário, indica que se trata de um fato que já aconteceu e que será relatado, criando um suspense: “Como os três personagens aqui presentes estão agora mortos e enterrados, tempo é de contar a história sem rebuço (...) em verdade, o que se passou foi de tal natureza, que para fazê-lo entender, é preciso remontar a origem da situação”.

 

O narrador utiliza-se de uma narrativa não-focalizada para descrever os acontecimentos, mas, simultaneamente, lança mão da narrativa de focalização interna, permitindo a alternância de ponto de vista de diferentes personagens. Desta forma, o foco varia ao longo do conto, começando por Garcia e finalizando em Fortunato. E é por meio do olhar de Garcia que o comportamento de Fortunato começa a ser desvendado.

 

Julio Cortázar teoriza que o conto deve ser “como uma máquina infalível destinada a cumprir a sua missão narrativa com a máxima economia de meios” (CORTÁZAR, Julio. Do Conto Breve e Seus Arredores. In Valise de Cronópio. Tradução de Davi Arrigucci Jr. e João Alexandre Barbosa. 2ª ed. São Paulo: Perspectiva, 1993. p. 227-237). A pequena dimensão do conto determina, portanto, a diferença com o romance, guardando similaridades com a oposição estética existente entre a arte cinematográfica e a da fotografia.

 

O conto moderno inicia-se com Edgard Allan Poe, escritor, poeta, romancista, crítico literário e editor norte-americano, de quem Machado de Assis era admirador, tendo sido, inclusive, o tradutor de O Corvo para o português. O nome da personagem Fortunato também está presente em “O Barril de Amontillado” e a temática de A Causa Secreta lembra o “Tales of the Grotesque and Arabesque” (ou “Histórias Extraordinárias”), onde o aspecto “grotesco” transforma as personagens em caricaturas e sátiras, como em “The Man That Was Used Up”, enquanto que, na dimensão do “arabesco”, as estórias são focadas num único aspecto da personagem (geralmente psicológico), como em “The Fall of the House of Usher”.

 

A hermenêutica da narrativa de A Causa Secreta traz à tona dois enigmas: o primeiro, nos conduz a uma pergunta genérica (“O que aconteceu?”), enquanto que o segundo nos leva a questionar sobre a personagem principal (“Quem é Fortunato?”), sendo que a cena da tortura do rato soluciona os dois enigmas. Ainda com relação ao segundo enigma, é evidenciado um aspecto relevante da narrativa machadiana: a verdadeira arte de “desentranhar” as personagens, através de um desvendamento progressivo da psicologia das mesmas.

 

 

D o   C o n t e ú d o

 

Segundo Antonio Candido, A Causa Secreta trata do tema da “transformação do homem em objeto do homem, que é uma das maldições ligadas à falta de liberdade verdadeira, econômica e espiritual. Este tema é um dos demônios familiares da sua obra, desde as formas atenuadas do simples egoísmo até os extremos do sadismo e da pilhagem monetária”. (CANDIDO, Antonio. Esquema de Machado de Assis. In Vários Escritos. São Paulo: Duas Cidades, 1970. p.28).

 

Por meio do olhar de Garcia, Machado desvenda a alma de Fortunato, um sádico que se reveste de máscaras: um homem que vive da aparência e que é capaz de realizar “boas ações”, desde que permitam o exercício de seu prazer. Todas as personagens chegam a parecer ratos de laboratório, numa analogia com a cena mais forte do texto.

 

A narrativa começa detalhando as características pessoais das três personagens principais: uma calma (Fortunato), outra intrigada (Garcia) e uma tensa (Maria Luísa). Garcia viu Fortunato pela primeira vez durante a apresentação de uma peça de teatro, um “dramalhão cosido a facadas”. O capitalista dava uma atenção especial às cenas violentas, quase como que se deliciasse com elas. Vai embora justo quando a obra entra em sua segunda parte, mais leve e alegre. O interesse de Fortunato pela peça – especialmente a atenção redobrada nos lances dolorosos – chama a atenção de Garcia: “os olhos iam avidamente de um personagem a outro, a tal ponto que o estudante suspeitou haver na peça reminiscências pessoais do vizinho”.

 

A partir daí, nota-se o comportamento sádico de Fortunato que, na sua volta para casa, sai dando bengaladas nos cachorros que estavam dormindo. As tendências sádicas são reforçadas no terceiro encontro, depois de algumas semanas, através da cena do acidente com Gouveia, ferido por capoeiristas. A atitude solícita de Fortunato com o ferido faz com que Garcia tenha a sensação de repulsa e, ao mesmo tempo, de curiosidade.

 

Dois dias depois, ao ver Fortunato sacrificando um rato num espetáculo repugnante, Garcia consegue desvendar a alma desse homem: observa, no rosto do seu sócio, “um sorriso único, reflexo de alma satisfeita, alguma cousa que traduzia a delícia íntima das sensações supremas”, enquanto cortava pata por pata, vagarosamente, levando o animal ao fogo.

 

Garcia é compelido a impedir que o suplício continuasse, mas não chegou a fazê-lo, pois “o diabo do homem impunha medo, com toda aquela serenidade radiosa da fisionomia”. Ao fixar, novamente, a sua atenção no rosto de Fortunato, não vê raiva nem ódio, “tão-somente um vasto prazer, quieto e profundo, como daria a outro a audição de uma bela sonata ou a vista de uma estátua divina, alguma cousa parecida com a pura sensação estética”. Conclui, então, que o segredo do sócio é castigar sem raiva, “pela necessidade de achar uma sensação de prazer, que só a dor alheia lhe pode dar”.

 

Para Candido, “o homem, transformado em instrumento do homem, cai praticamente no nível do animal violentado” (CANDIDO, 1970, p.31). Fortunato observa, ainda, Garcia sofrer de amor, uma paixão calada que foi crescendo aos poucos e que começou quando o médico passou a jantar quase todos os dias na sua casa, notando a solidão moral de Maria Luísa. E, no velório da mulher, Fortunato sentiu prazer em ver a dor de Garcia chorando em borbotões, irremediavelmente desesperado com a morte da amada: “à porta, onde ficara, saboreou tranqüilo essa explosão de dor moral que foi longa, muito longa, deliciosamente longa”.

 

Segundo Bosi, “Fortunato possui, como a Fortuna que traz no nome, um caráter maligno. (...) Fortunato, que se diverte com as convulsões da agonia, é um caso particular da perversão universal”. (BOSI, Alfredo et alli. A Máscara e a Fenda. In Machado de Assis. São Paulo: Ática, 1982, p.455).

 

Fortunato é um homem anormal, mas revela a perfeita normalidade social de um proprietário abastado e sóbrio, que vive de rendas e do respeito da sociedade. Aliás, o ganho, o lucro, o prestígio, a soberania do interesse são elementos constituintes das personagens de Machado. Os “mais desagradáveis, os mais terríveis dos seus personagens, são homens de corte burguês impecável, perfeitamente entrosados nos mores da sua classe”. (CANDIDO, 1970, p.31).

 

 

D a s   D i v a g a ç õ e s

 

As recriações das paixões de Machado trazem questões envolvendo a identidade, a alteridade e os laços sociais, muitas vezes perversos. Especificamente em “A Causa Secreta”, há agressividade, amor e tensões boas e ruins, egoístas ou não. O foco da narrativa está sobre Fortunato, portador da pulsão de morte que, segundo Freud, é o principal motivo que leva o homem ao impulso sádico.

 

Na sua conceituação a cerca do sadismo e do masoquismo, Freud afirma que há duas pulsões no humano: a pulsão de morte, representada pelo deus grego Thánatos, e a pulsão de vida, representada por Eros. O amor ou pulsão de vida é responsável por toda a energia da civilização em prol da construção mutua, conservando as instituições e pensando no outro de modo gregário. A destrutividade, por sua vez, tem por função ceifar o outro rival, direcionando o prazer para o eu agressor, sendo esta noção da agressividade – manifestada por meio do egoísmo – algo semelhante às causas da guerra e da disputa.

 

Assim, bem além das recorrentes análises críticas de cunho puramente sociológico, passamos a nos dar conta dos mecanismos que constituem o laço social perverso, especificamente se considerarmos o desconforto inerente à aproximação entre perversão e cultura, conceitos que se ligam intimamente ao de sintoma social, termo forjado por Lacan, no seu “diálogo” com Marx.

 

Ao revelar a estrutura do capitalismo, Karl Marx identificou o motor que colocava em funcionamento a máquina social, para além das vontades e dos desejos dos sujeitos envolvidos: a “mais-valia”, que Lacan renomeara, em psicanálise, como o “mais de gozar”. E, no âmbito social, ocorreria um processo homólogo àquele que a psicanálise observara na clínica individual: o dito sintoma se produziria, então, onde um gozo deixara de existir, a partir da perda do seu respectivo objeto de satisfação. Portanto, os indivíduos ficariam, dentro da lógica capitalista, à mercê do gozo de outrem, permanecendo sempre em prejuízo, pois, afinal, quem goza é sempre o outro.

 

O gozo de Fortunato traz em si a força destrutiva contra o outro rival, estando sempre malignamente presente: manifesta-se tanto no tratamento dispensado aos feridos quanto no seu relacionamento com a submissa Maria Luisa, além da incontida satisfação final pela dor de Garcia. Isto sem falar na cena emblemática da tortura do rato, transformado o animal numa espécie de objeto de fetiche a ser sacrificado, simplesmente em nome do prazer. A exclusão dos sujeitos envolvidos (os enfermos, Maria Luisa, Garcia e até mesmo o rato) é, portanto, habilmente transformada em ganho por Fortunato.

 

O poder de Fortunato neste jogo é tamanho, que podemos até identificar, nas suas relações, traços que evidenciam resquícios do pai assassinado da horda primitiva, mito freudiano que dá conta da fundação da cultura: Fortunato, possuidor do capital, tem uma relação assemelhada à paternal com Garcia, funcionando como um tipo de “pai provedor”. Por sua vez, a dedicação aos feridos desperta, simultaneamente, a repulsa e a admiração do jovem médico, culminando com a cena da tortura, quando Garcia a tudo assiste, imobilizado por um misto de fascínio e perplexidade.

 

Fortunato não é assassinado, mas durante o velório de Maria Luisa, dorme. Acorda com os soluços de Garcia que, ao invés da culpa, traz consigo o escrúpulo, um tipo de lei moral internalizada que sempre o afastou de sua amada. Assim, enquanto que no mito o arrependimento do filho recalcado ressuscita o pai morto, no nosso conto é o choro de Garcia que desperta o capitalista provedor adormecido. E o jovem médico chora, copiosamente, pois se dá conta da impossibilidade eterna da consumação do ato amoroso, restando-lhe a única opção de se colocar ao lado do objeto de gozo (sexual e social) paterno perdido (Maria Luiza), aparentemente numa mera manifestação de pesar, mas que é, na verdade, muito mais do que isto.

 

Por fim, é bem verdade que Garcia nunca ousou comer as carnes de Fortunato (que, diga-se de passagem, regojiza-se com a cena, ao despertar do sono), mas valeu-se de seu capital para montar a clínica em sociedade com este, ao mesmo tempo em que nunca se atreveu – e nem se atreveria em vida, conforme revela o narrador no início do texto – a sublimar o seu “temor” (respeito) pela figura “paterna” (provedora) de Fortunato, por puro escrúpulo (lei) moral.

 

Evidentemente, a relação entre o mito fundador e o texto de Machado não é direta, nem foi assim pensada pelo contista, mesmo porque “Totem e Tabu” foi publicado somente em 1911. Mas é, no mínimo, intrigante fazer tais co-relações, pois ao lermos “A Causa Secreta”, até parece que estamos diante da paráfrase às avessas do mito freudiano, não fosse o texto machadiano bem anterior ao do célebre fundador da psicanálise!

 

C o n c l u s ã o

 

O conto A Causa Secreta, publicado no livro “Várias Histórias” (1896), é um ponto alto da trajetória do Machado contista. Demonstra o seu grande domínio sobre as técnicas formais, seja através da economia de meios, seja na escolha de temas significativos ou, ainda, na manipulação do tempo da narrativa e na alternância do foco narrativo. É relevante o fato de o texto ter sido construído com vistas ao final surpreendente, sendo o leitor desestabilizado no meio da história com a cena impactante da tortura. O narrador não economiza indícios sobre como ler o conto, como que numa espécie de bula ou, como diz Roger Chartier, através de protocolos de leitura.

 

Ao observar a fragmentação temporal do texto, percebe-se o uso da narração intercalada: os dois primeiros parágrafos estão no tempo presente e, do terceiro parágrafo até quase no final, há todo um retrocesso, logo após o incidente com o rato. A narração simultânea ocorre quando o narrador, após relatar o episódio do rato, remete ao início do conto, fazendo o leitor entender o que se passara.

 

Diz a Bíblia: “Amarás ao próximo como a ti mesmo”. Este é um preceito universal a ser seguido, inquestionavelmente, pelas almas cristãs. Mas, se analisarmos detidamente este mandamento moral, veremos que há, implícito nele, um conflito direto entre uma das pulsões humanas e a sua expressão nos laços sociais. O preceito, tal como é apresentado, expressa o dever de querer bem ao estranho, que é, afinal de contas, o depositário principal de nossas pulsões agressivas, o inimigo, o rival. Aliás, a obediência a tal preceito moral consegue até mesmo constranger, simultaneamente, as duas tendências pulsionais de Eros e Thánatos.

 

Conforme disse Freud (repetindo Hobbes), trata-se, aqui, da questão do Homo homini lupus. Não estamos falando, necessariamente, de uma história sobre anjos e demônios: portanto, longe de qualquer estabelecimento moral maniqueísta, estamos tratando do que é genuinamente humano na sua essência, não existindo, por parte de Machado, nenhuma fabulação ou lição moral a ser apreendida com o conto, contrariando muitas das análises recorrentes de “A Causa Secreta”.

 

A análise da alteridade ganha dimensões peculiares no universo das relações sociais: muito mais do que um possível colaborador ou objeto sexual, existe uma real tentação para a satisfação da agressividade do eu, seja através da exploração da capacidade de trabalho do outro, seja apoderando-se de seus bens, humilhando-o, causando-lhe sofrimentos, martirizando-o ou, até mesmo, matando-o.

  

Walter Benjamin já identificara, no sadismo presente na Recherche de Marcel Proust, traços radicais da crítica social baseados na pulsão de morte, organizadora das relações sociais na sociedade capitalista. Mas não devemos ir tão longe para nos dar conta de que estamos falando de algo inerente ao homem: nunca se assistiu a tanta violência na televisão como nos dias atuais, com a banalização diária de atos violentos, dos desenhos animados aos programas de "mundo-cão".

 

Finalizando a presente análise, cabe ressaltar que o filme “A Causa Secreta”, de Sérgio Bianchi (lançado em 1994) foi livremente baseado em Machado de Assis, resultando numa obra totalmente diferente do conto original, apesar de retomar a idéia geral do conto, acrescentando-lhe algumas reflexões como, por exemplo, sobre onde estaria a raiz de todo o mal brasileiro.

 

 

B i b l i o g r a f i a

 

 

·     ASSIS, Machado. A Causa Secreta. In Várias Estórias. São Paulo: Martin Claret, 2005.

 

·     BENJAMIN, Walter. A Imagem de Proust. In Obras Escolhidas I. Magia e Técnica, Arte e Política. São Paulo, Brasiliense, 1996.

 

·     BOSI, Alfredo. Et alli. A Máscara e a Fenda. In Machado de Assis. São Paulo: Ática, 1982.

 

·     CANDIDO, Antonio. Esquema de Machado de Assis. In Vários Escritos. São Paulo: Duas Cidades, 1970.

 

·     CORTÁZAR, Julio. Do Conto Breve e Seus Arredores. In Valise de Cronópio. Tradução de Davi Arrigucci Jr. e João Alexandre Barbosa. 2ª ed. São Paulo: Perspectiva, 1993.

 

·     CUNHA, Patrícia Lessa Flores da. Em Busca de uma Tipologia. In Machado de Assis – Um Escritor na Capital dos Trópicos. Porto Alegre: IEL: Editora Unisinos, 1998.

 

·     FREUD, Sigmund. A Psicologia das Massas e a Análise do Ego (1923 ). In... Obras Completas, vol. XVIII, Rio de Janeiro, Imago, 1969.

 

·     FREUD, Sigmund. O Ego e o Id (1923) In Obras Completas, vol. XIX, Rio de Janeiro, Imago, 1969.

 

·     LACAN, Jacques. O Seminário, Livro 22, RSI. Rio de Janeiro, Campo Matêmico, s/d.

 

·     POE, Edgard Allan. Tales of the Grotesque and Arabesque.Volume I. Philadelphia: Lea & Blanchard, 1840.