PESCA DESPORTIVA


TRUTA ARCO-ÍRIS

TRUTA FARIO

TRUTA MARISCO

BARBO

ESCALO

BOGA

ACHIGÃ

LÚCIO

LUCIOPERCA

PERCA-SOL

CARPA

TENCA

PIMPÃO

Truta arco-íris


Classificação científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Actinopterygii
Ordem: Salmoniformes
Família: Salmonidae
Género: Oncorhynchus
Espécie: O. mykiss
Espécie
Oncorhynchus mykiss
Walbaum, 1792

A truta arco-íris (Oncorhynchus mykiss)

é uma espécie de truta originária dos rios da América do Norte que drenam para o Oceano Pacífico mas que se encontra distribuida actualmente por todo o mundo. A espécie foi introduzida em pelo menos 45 países, como peixe de aquacultura.

As trutas arco-íris são peixes de água doce. Têm o corpo acastanhado ou amarelado, com pintas pretas na zona do dorso, também presentes nas barbatanas dorsal e caudal. Como característica distintiva têm uma risca rosada que se prolonga das guelras à barbatana caudal. A truta arco-íris tem um comprimento entre 30 e 45 cm.

A espécie é cultivada em aquacultura e uma das mais consumidas nos mercados ocidentais.

 

Características: semelhantes às da truta vulgar, distinguindo-se pela sua coloração verde-azeitona com reflexos irisados no dorso e com pequenas manchas pretas em todo o corpo incluindo as barbatanas. Nos flancos apresenta uma lista rosada desde a cabeça à cauda. Desova uma vez por ano entre Outubro e Março em zonas de água corrente, verificando-se a eclosão dos ovos.

Na cultura intensiva pode ser feita a indução da desova até três vezes por ano, sendo uma espécie mais usada em cultura intensiva existindo em Portugal em varias explorações.

TRUTA FARIO

Características: Coloração variada, dependendo da estação do ano, idade, águas e fundos, geralmente verde-escuro no dorso e prateada no ventre e flancos, ponteada com pequenas manchas pretas e cor-de-laranja. Possui tamanhos máximos variáveis dependendo do habitat; assim em pequeos rios ou ribeiros pode atingir 20 a 22cm com peso máximo de 200gr, em rios de planície 70cm com pesos de 4 a 5Kg, enquanto que nos lagos se verificam máximos de 1m com peso superior a 10Kg.

Prefere águas bem oxigenadas onde a temperatura não ultrapassa os 20 ºC. Desova entre Setembro e Outubro em zonas de fundos pedregosos nas partes altas dos rios.

A eclosão dá-se ao fim de 150 dias aproximadamente, vivendo cerca de um ano no localantes de descer para um lago ou para a foz do rio, como é o caso da truta marinha migratória. A maturidade sexual é atingida ao fim de 3 a 5 anos. Alimenta-se de insectos, vermes, crustáceos, moluscos e pequenos peixes, estando a cor da carne relacionada com o tipo de alimentação.

É produzida sobretudo para repovoamento de rios sendo a espécie mais importante em pesca desportiva na Europa. Em cativeiro apresenta taxa de crescimento comparada com a truta arco-íris. Oncorhynchus mykiss (salmo gairdneri)

TRUTA-DE-RIO, TRUTA-FÁRIO (Salmo trutta fario)

Origem e distribuição: Espécie indígena da Europa. Em Portugal encontra-se nos rios do Norte e Centro e, mais a Sul, no troço superior do rio Zêzere e no rio Sever. Possui uma forma migradora anádroma – a truta marisca (Salmo trutta trutta) (bacias hidrográficas a Norte do rio Douro).

Características: Cabeça e olhos grandes. Mandíbulas com dentes agudos e fortes. Coloração muito variável com a idade e o habitat. Geralmente dorso castanho e cinzento esverdeado, flancos esverdeados ou amarelos e ventre esbranquiçado ou amarelado. Corpo salpicado de manchas negras e vermelhas. Barbatana adiposa alaranjada na extremidade. Adultos podem atingir 40 cm. Maturidade sexual 2-3 anos. Longevidade máxima 6-7 anos.

Habitat: Peixe sedentário com habitat bem definido (territorial), prefere as correntes rápidas de montanha, águas bem oxigenadas (>9 mg O2/l), límpidas e frescas ( < 20 ºC ). Espécie muito sensível á poluição e elevação da temperatura.

Alimentação:Espécie muito voraz, alimenta-se principalmente de invertebrados, larvas de insectos aquáticos, pequenos peixes e insectos de origem terrestre que caem à água.

Reprodução: Desova entre Novembro e Fevereiro, fundos pedregosos, em águas pouco profundas, frias e bem Oxigenadas. Migra para montante em busca de zonas de postura. Deposita os ovos em cavidades feitas pela fêmea no leito dos rios. Depois de fertilizados, a fêmea cobre os ovos com areia e cascalho.

Defeso para a truta: 1 de Agosto ao último dia de Fevereiro.

Em certos rios e albufeiras o período de defeso é diferente (pode começar em 1 de Setembro).

Comprimento Mínimo: Para a truta - fário e truta arco-íris o comprimento mínimo é de 19 cm. Para a truta - marisca o comprimento mínimo é de 30 cm.

 

BARBO (Barbus bocagei)

Nome vulgar:  Barbo Comum
Nome científico: Barbus bocagei
Família: Cyprinidae
Ordem: Cypriniformes
Meio ambiente: Bento pelágico;
pH: Profundidade: 0 - 10m
Clima: Temperado.
Temperatura: 10- 24°C

 

Barbo de 8 Kilos

Origem e Distribuição: Espécie autóctone da Península Ibérica. Em Portugal é muito comum, encontrando-se em todas as bacias hidrográficas, à excepção do Mira, Guadiana e ribeiras do Algarve. Existem quatro espécies de barbo: o cumba, o barbo – de – cabeça - pequena, o barbo do sul e o Barbo de Steindachner, endémicas da Península Ibérica e que se distribuem pelas bacias Hidrográficas do Tejo, Mira, Guadiana e Ribeiras do Algarve.

Características: Corpo alongado, comprimido lateralmente, focinho pontiagudo. Boca inferior com lábios grossos, com dois pares de barbilhos. O último raio simples da barbatana dorsal é ossificado e denticulado. Dorso castanho-oliváceo; flancos e ventre claro. Os juvenis com manchas escuras no corpo. Podem medir mais de 0,5 metros (1,2 e 12 kg)

Longevidade de 11 anos nas fêmeas e 7 anos nos machos.

Habitat: Espécie de fundo, vive no sector médio dos rios, correntes moderadas e de águas não muito frias, a chamada " zona do barbo". Refugia-se junto às margens, nas pedras e na vegetação.

Alimentação: Espécie omnívora, alimenta-se de detritos, restos de plantas, moluscos, crustáceos e insectos. Ocasionalmente, alimenta-se de pequenos peixes.

Reprodução: Desova na Primavera, em zonas de fundos pedregosos e arenosos de águas pouco profundas e bem oxigenadas. Fazem pequenas migrações para a desova ( águas límpidas e oxigenadas). Na época de reprodução, os machos apresentam umas pontuações brancas à volta do focinho tubérculos nupciais. Fêmeas reproduzem-se pela primeira vez aos 6-7 anos (18 cm). Machos reproduzem-se pela primeira vez aos 2-3 anos ( 7 cm).

Período de pesca:  16 Maio a 14 Março

Comprimento Mínimo: 20 cm

ESCALO (Leuciscus sp.)

Nome vulgar: ESCALO
Nome científico: Leuciscus (agora Squalius) sp. e Rutilus sp.
Família: Cyprinidae
Ordem: Cypriniformes

 

 

Origem e distribuição: Em Portugal estão referenciadas duas espécies: o escalo do Norte (Leuciscus carolitertii), que se encontra nas bacias hidrográficas a norte da bacia do Mondego, e o escalo do Sul, nas bacias do Tejo, Sado, Mira, Guadiana e ribeiras do Algarve.

Características: São peixes de dimensões médias, de corpo alongado e comprimido nos flancos. Cabeça grande, focinho cónico, boca relativamente pequena. O maxilar superior cobre ligeiramente o maxilar inferior. Os opérculos apresentam estrias muito finas. A coloração do dorso é acizenta–acastanhada ou acastanhada–esverdeada, com reflexos azulados ou prateados. Os flancos apresentam frequentemente uma banda preta. Cada escama tem uma mancha preta. Podem atingir cerca de 20 cm.

Habitat: Podem viver em locais muito variados, desde rios de montanha até aos rios de planície.

Alimentação: Alimentam-se de larvas aquáticas de insectos, crustáceos, moluscos, insectos de origem terrestre e pequenos peixes.

Reprodução: Reproduz-se na Primavera, desovando em locais de corrente fraca, entre as pedras e a vegetação submersa.

Defeso: Não tem.

Comprimento mínimo: 10 cm.

BOGA ( Chondrostoma polylepsis)

Origem e Distribuição: Espécie endémica da Península Ibérica, ocorre principalmente nas bacias hidrográficas do norte e centro do país. Distribuição limitada a sul pela bacia hidrográfica do Sado. Estão referenciadas em Portugal mais três espécies: a boga-portuguesa, a boga-de-boca-arqueada e a boga-do-Guadiana, sendo a primeira endémica e as outras duas da Península Ibérica.

Características: Corpo fusiforme e alongado, com focinho proeminente. Boca inferior e sem barbilhos. Lábio inferior com uma placa de bordo cortante. Barbatanas avermelhadas. Longevidade máxima fêmeas 10 anos, machos 8 anos.

Habitat: Vive preferencialmente em locais de água corrente. Muito sensível à poluição.

Alimentação: Alimenta-se principalmente de matéria vegetal. Também invertebrados, sobretudo moluscos e larvas de insectos.

Reprodução: No início da Primavera efectua migrações para desovar a montante, em locais de água corrente, oxigenadas, com pouca profundidade e de fundos de areia e cascalho. Primeira reprodução entre 3 e 4 anos.

Período de pesca:  16 de Maio a 14 de Março

Comprimento Mínimo: 10 cm.

ACHIGÃ (Micropterus salmoides)

Nome vulgar:  Achigã

Nome científico: Micropterus Salmoides

Família: Centrarchidae
Ordem: Perciformes

Meio ambiente: Bento pelágico; não migratória;
pH: 7.0 - 7.5;
Profundidade: - 7 Metros
Clima: Temperado.
Temperatura: 10 - 35°C

Origem: O achigã é originário do sul do Canadá e norte dos Estados Unidos da América e foi introduzido na Europa no final do século XIX. 

Distribuíção Geográfica: O achigã foi introduzido pela primeira vez em Portugal em 1898, na Lagoa das Sete Cidades, S. Miguel, nos Açores.
No continente, no entanto, apenas em 16 de Fevereiro de 1952, através de um pequeno número de alevins (150), provenientes de uma piscicultura francesa, a Piscicultura de Clouzioux. O Achigã teve uma excelente adaptação e espalhou-se rapidamente por todas as bacias hidrográficas, particularmente a sul do Rio Tejo, sendo hoje  considerado um dos predadores que mais tem contribuído para uma clara diminuição de outras pequenas espécies, nomeadamente nas albufeiras.

Caracteristícas: Possui um corpo altivo e alongado, uma cabeça grande e de boca larga e com numerosos e minúsculos dentes, justificadamente agressiva, possui um dorso e cabeça de coloração verde escuro ou oliváceo, com flancos dourados, ventre branco, a linha lateral tem uma fiada de manchas castanhas ou negras, bem visível nos adultos e o opérculo tem duas barras escuras e uma mancha preta.  Tem uma barbatana dorsal dividida em duas partes, tendo a primeira raios espinhosos, tendo ainda na boca uma maxila inferior proeminente e mais saliente do que a superior.

Habitat: Caracteriza-se como um peixe de águas temperadas ou pouco frias, habitando em locais com vegetação aquática nas albufeiras e lagoas, aparecendo também em alguns troços médios e inferiores dos rios, e habitualmente vive solitário ou em pequenos grupos. É uma espécie de superfície não excedendo normalmente os 7 metros de profundidade e que suporta bem as águas salobras.
 Pode medir até 80 cms. e possuir um peso máximo de cerca de 10 kgs., sendo estas medidas mais reduzidas nos exemplares europeus.

Alimentação: O Achigã adulto é um predador muito voraz, alimentando-se preferencialmente de outros peixes e crustáceos e também de insectos aquáticos.
 Os mais novos têm a sua alimentação baseada em insectos, crustáceos e moluscos enquanto que os alevins se alimentam de plancton.

Reprodução: Durante o período de reprodução, de Abril a Junho, o macho tem um comportamento territorial, protegendo o ninho até os novos terem 3 a 4 semanas de idade. Após este período, permanece em cardumes pouco numerosos durante mais 2 ou 3 meses.
 A desova ocorre quando a temperatura da água atinge os 16 a 18ºC, cada fêmea deposita entre 4.000 e 10.000 ovos em locais de fraca corrente e pouca profundidade, em ninhos feitos pelos machos sobre camadas de pedras, cascalho, areia ou entre raízes aquáticas, ficando os ovos aderentes ao substracto do ninho, o qual é bem guardado e onde procura agitar-se constantemente para melhor oxigenação dos ovos. Após a postura, a companheira é expulsa do ninho, chegando mesmo a ser caçada, podendo ainda o macho atrair outra fêmea.

Tamanho mínimo de captura - 20 cm
Período de pesca - 16 de Maio a 14 Março 

LÚCIO

Nome vulgar:  Lúcio
Nome científico: Esox Lucius
Família: Esocidae
Ordem: Esociformes
Meio ambiente: Bento pelágico

Origem: Foi introduzido na Península Ibérica, em Espanha, no Rio Tejo, do qual se expandiu para alguns dos outros rios portugueses, como o Guadiana ocorrendo em menor quantidade em alguns dos principais rios situados a norte do país.

Distribuíção Geográfica: Encontra-se nos Açores, no rio Cávado, Douro, Guadiana e Tejo e também nas barragens de Azibo, Bemposta, Caia e Lamas de Olo.

Caracteristícas: Quando adulto o Lúcio é um peixe solitário, bastante voraz no seu ambiente natural e muito vigoroso na luta pela sobrevivência. Possui um corpo bem alongado, tendo uma cabeça e boca grandes, esta provida de várias fiadas de dentes pontiagudos e cortantes, cerca 700 dentes. Os olhos situam-se no alto da cabeça em posição que que lhe dão um amplo campo de acção visual. Normalmente apresenta-se com uma tonalidade verde-acastanhada com manchas amarelas douradas nos flancos, possuindo a grande capacidade de mimetismo, podendo assim adoptar a coloração do meio onde vive. As barbatanas são poderosas no seu trabalho propulsor, tendo a dorsal e a anal muito próximas da barabatana caudal. A maxila inferior ultrapassa a superior, sendo as suas faces ventrais perfuradas por 5 poros cefálicos de cada lado.

Habitat: O lúcio vive em zonas remansas com correntes baixas e vegetação abundante. Ocorre nas zonas litorais das barragens e em zonas muito profundas dos rios.

Alimentação: O lúcio é uma espécie carnivora predadora que muda progressivamente de invertebrados para vertebrados de acordo com o seu tamanho. Os indivíduos menores que 20cm ingerem principalmente efemerópteros, gambusias, larvas de dipteros, odonatas, isópodes, anfipodes, cladóceros, coleópteros, plecópteros e verdemãs. Os peixes maiores que 20cm comem sobretudo peixes, nomeadamente gambusias, bogas, achigã, escalos, barbos e carpas, ocasionalmente também se alimentam de lagostim-se-água-doce e anfibios. As presas são preferentemente atacadas em movimento e por emboscada

Reprodução: A desova, de 10.000 a 20.000 ovos/kg. por fêmea, realiza-se entre Fevereiro e Abril, quando as temperaturas da água atingem valores entre os 7 e os 10ºC., em áreas pouco profundas e com muita vegetação. A eclosão das novas crias dá-se ao fim de mais ou menos 15 dias.
O Lúcio é uma espécie com crescimento muito rápido.

Tamanho mínimo de captura - 0
Período de pesca - Todo o ano.

LUCIOPERCA

A lucioperca, com o nome científico Stizostedion lucioperca, é uma espécie relativamente recente nas nossas águas. Fisicamente é bastante esguia e acastanha escura na zona lombar, e esbranquiçada na ventral. Possuir uma boca grande, dois grandes dentes caninos em cada maxilar e uma cauda proporcionalmente grande, bem como as barbatanas dorsais, o que indicia grande facilidade em desferir ataques às suas potencias presas.
É originária da Europa de Leste: regiões dos mares Negro, Báltico e Aral, zona dos Urais e rio Volga. Prefere zonas de águas frias, limpas e oxigenadas, embora se mostre uma verdadeira adaptada a todas as que não reúnem estas exigentes condições, como são a generalidade as albufeiras portuguesas onde tem surgido.
Desova na Primavera, ou logo que a temperatura atinja valores entre os 7 e os 12 ºC. Os ovos com cerca de 1,5mm são colocados na vegetação ou directamente no substrato do fundo.
O crescimento da lucioperca é bastante rápido, segundo estudos efectuados no rio Volga. No primeiro ano de vida podem atingir mais de 500 gramas para um tamanho de 34 centímetros e após os sete de idade, ultrapassar 4,800 Kg para o tamanho de 68 centímetros. Noutras regiões da Europa onde foi introduzida, são frequentemente capturados exemplares que ultrapassam os 10 quilos de peso, dependendo das condições de disponibilidade de alimento.
Em Portugal existe já nos rios Douro, Tejo e Guadiana e em algumas albufeiras dos seus afluentes, mas encontra-se em franca expansão por outras mais afastadas destes rios internacionais.
Não sendo um peixe com particular interesse desportivo é um predador voraz para as nossas espécies autóctones – maioritariamente peixes de pequeno porte: bogas, barbos, e escalos, - pelo que seria desejável sempre tentar conter a todo o custo, toda e qualquer introdução desta espécie, em toda e qualquer massa de água.
Infelizmente, quando se pescam os primeiros exemplares, já toda a massa de água está repovoada. Isto porque apenas procuram alimento nas camadas mais superficiais onde vulgarmente circulam as nossas amostras, quando de todo não se consegue alimentar em profundidade ou quando sobe para zonas mais baixas para a reprodução. Desportivamente, pesca-se com todo o tipo iscos que trabalhem em camadas mais profundas e imitem as suas presas habituais.

PERCA-SOL

Perca-sol

Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Actinopterygii
Ordem: Perciformes
Subordem: Percoidei
Família: Centrarchidae
Género: Lepomis
Espécie: L. gibbosus
Nome binomial
Lepomis gibbosus
L. 1758

A perca-sol (Lepomis gibbosus) é um peixe existente em grande escala no Alentejo e outras regiões de Portugal. Seus habitats predilectos são os açudes, algumas barragens e até lagos ou outro meio aquático que lhes reúna as condições necessárias para a sobrevivência. Contudo é nos açudes que atinge o seu auge (ponto máximo; altura em que a sua população tem o maior numero de indivíduos que o habitat em causa permite). São peixes ovíparos (põem os ovos em ninhos feitos no substrato do dito habitat), comem insectos que possam eventualmente cair na água, peixes mais pequenos, larvas de mosquitos, insectos aquáticos entre outras possíveis refeições que possam encontrar na água. Eles são terrivelmente territoriais, competem com qualquer outro animal que tente "ocupar" o seu lugar (habitat). Foram levados da América do Sul para a Europa para a pesca desportiva, sendo assim considerada uma espécie invasora.

 

CARPA

Nome vulgar:  CARPA
Nome científico: Cyprinus Carpio
Família: Cyprinidae
Ordem: Cypriniformes

Meio ambiente: Bento pelágico; não migratória;
pH: 7.0 - 7.5;
Profundidade: -
Clima: Temperado.
Temperatura: 3 - 35°C

Origem: A Carpa é originária da Europa Oriental e Ásia Ocidental e foi introduzida na Europa Ocidental no Séc XII e nos EUA por volta de 1870. Durante a idade média conheceu uma grande expansão na Península Ibérica.

Distribuíção Geográfica: Em Portugal existem actualmente numerosas populações em praticamente todas as bacias hidrográficas à excepção das situadas a norte do Rio Douro, onde são em menor número. Nos Açores, na barragem de Aguieira, Alto Lindoso, Alto Rabagão, Alvito, Arade, Azibo, Barrocal, Belver, Bemposta, Cabril, Caia, Castelo de Bode, Crestuma Lever, Ermal, Facho, Idanha-a-nova, Maranhão, Miranda do Douro, Montargil, Monte Novo, Mourão, Odivelas, Pêgo do Altar, Régua, Rôxo, Santa Clara, Torrão. Também nos rios Douro, Guadiana, Leça, Lis, Minho, Mira, Mondego, Nabão, Sado, Sorraia, Tejo e Vouga e ribeiras desde Mira ao Algarve.

Espécies: A Carpa tem catalogadas quatro variedades, diferenciam entre si pela altura do corpo, coloração, tamanho e disposição das escamas e lábios:

  • Carpa comum ou selvagem: coberta de escamas uniformes.
  • Carpa espelho: com escamas maiores e irregulares.
  • Carpa dourada ou vermelha
  • Carpa couro: Praticamente desprovida de escamas.

 Caracteristícas:  É uma espécie muito corajosa e combativa, com um pujante corpo alongado, coberto de escamas grandes, tem a cabeça massiva e de forma triangular com uma boca terminal proeminente e com dois barbilhos, um de cada lado da boca, a barbatana dorsal é longa e com raios, sendo o primeiro mais forte e dentilhado. Apresenta um dorso castanho esverdeado, com flancos dourados e o seu ventre tem uma coloração amarelada.

Habitat:  A Carpa tornou-se uma espécie tipicamente de albufeiras e cursos de água com corrente fraca e muita vegetação. Tem o hábito de nas águas pouco profundas se fossar no fundo a fim de provocar turvação e costuma vir à superfície para aspirar o ar. Gosta especialmente de zonas pouco profundas (1m a 5m) e de preferência com vegetação, árvores, ou qualquer outro tipo de estruturas, refugiando-se nos fundões nas alturas de frio ou calor mais intenso.Possui ainda uma enorme capacidade para águas salobras assim como uma impressionante resistência fora de água, conhecem-se casos de exemplares que sobreviveram após mais de 1 hora sem água.
 Em alguns locais e beneficiando de determinadas situações naturais a Carpa consegue atingir cerca de 1 metro de comprimento e com um peso que poderá oscilar entre os 30 e os 35 kgs., existindo já diversos registos próximos dos 40 kgs.

Alimentação:  É uma espécie omnívora de regime alimentar muito variado (come de tudo), alimentando-se de insectos, invertebrados, plantas e algas, ovos de batráquios e outros peixes, tem uma preferência especial por larvas de insectos, crustáceos e moluscos, moluscos, ervas, plantas  aquáticas, algas, chegando mesmo, ocasionalmente, a comer outros alevins e pequenos peixes. Costuma ter rotas definidas de procura de comida, patrulhando-as continuadamente.  Ingere os alimentos por sucção.

Reprodução: A Carpa atinge o estado de adulto por volta dos 4 anos e tem o hábito de se reproduzir com grande frenesim em locais de pouca profundidade e com abundante vegetação aquática ou submersa, quando a temperatura da água chega aos 18º/19ºC., de Abril a Junho, por vezes até finais de Julho. Desovam na primavera e verão, largando os ovos pegajosos  na vegetação. As fêmeas executam várias posturas durante a época de reprodução, a qual pode libertar a extraordinária média de 250.000 ovos/kg., 5 a 8 dias mais tarde nascem os primeiros alevins que se alimentam de plancton.
 A Carpa possui uma longevidade que pode superar os 20 anos, havendo quem considere poder ir muito mais além mas por enquanto sem sustentação científica.

Técnicas de Pesca para a Carpa: Para a pesca à carpa podem utilizar as pesca à Inglesa, Francesa, Bolonhesa Existem vários tipos de empates salientam-se os empates tipo "cabelo" .

Isco: Milho, Trigo, Fava, Asticot, Feijão Frade, Queijo, Fiambre, Peixe, Frango, Pão, Avelã, Batata, Grão, Cânhamo, Lagostim, Lesma, Ervilha, Feijão Manteiga, Feijoca, Feijão Branco, Feijão Encarnado, Minhoca, Broa de Milho, Salsicha, Lentilha, Chouriço, Amendoa, Paio, Azeitona, Amendoim.

Mais utilizados Milho Doce e os Boilies.

Tamanho mínimo de captura - 20 cm
Período de pesca -  16 Maio a 14 de Março

TENCA

Nome vulgar: Tenca
Nome científico: Tinca tinca
Família: Cyprinidae
Ordem: Cypriniformes

Por enquanto desconhece-se a sua origem e como foi introduzida em Portugal, cuja existência ocorre em número muito pouco significativo e restrita às grandes bacias hidrográficas do Douro, Mondego, Tejo e Guadiana.

Características: a Tenca possui um corpo alongado e alto, pele viscosa coberta de pequenas escamas fortemente incrustadas. Tem uma boca pequena, terminal e com um par de barbilhos. As barbatanas são arredondadas, tendo os machos as barbatanas pélvicas muito mais desenvolvidas do que as fêmeas. É uma espécie com uma coloração geral esverdeada escura a negro no dorso, com reflexos dourados nos flancos e apresentando um ventre em tons amarelos. A barbatana caudal quase não apresenta bifurcação. Tem dimorfismo sexual, distinguindo-se os dois sexos pela forma das barbatanas pélvicas, nos machos são largas, muito desenvolvidas e atingem o orifício anal, nas fêmeas são mais compridas e estreitas e de forma irregular.

Habitat: é um peixe de fundo, habitando em albufeiras e nos troços inferiores dos rios de fraca corrente mas com muita vegetação. Tem uma admirável resistência às águas ligeiramente salobras e quase totalmente desprovidas de oxigénio, suportando ainda elevadas temperaturas. Pelo facto de ter uma pele muito viscosa torna-a resistente à poluição das águas.

Pode chegar aos 30 cm de comprimento e a um peso de 2 kg.

Alimentação: sustenta-se em invertebrados do fundo, moluscos, vegetais e detritos, comendo igualmente ovos de peixe. Quando se alimenta tem a particularidade de libertar pequenas bolhas que sobem à superfície da água, facto que denuncia a sua presença.

Reprodução: no início do Verão, quando as temperaturas chegam aos 18/20ºC, depositando os ovos na vegetação submersa e sempre em águas pouco profundas.

 Cada fêmea efectua mais do que uma postura, a qual ocorre de Abril/Maio a Outubro.

Tamanho mínimo de captura:15cm

Período de pesca: 16 de Maio a 14 de Março

PIMPÃO

Nome vulgar: Pimpão e Peixe vermelho

Nome científico: Carassius carassius e Carassius aurata

Este peixe apresenta duas formas dominantes, a selvagem (castanha) e a vermelha que podem cruzar-se facilmente, dominando a cor selvagem, pelo que os peixes vermelhos introduzidos nos rios acabam por gerar peixes de cor castanha.

Introduzido em quase todo o País, mas é mais comum em rios de corrente lenta e barragens, principalmente do Centro e Sul.

Tamanho mínimo de captura: 10 cm

Período de pesca: Todo o ano