A Demanda de D. Fuas Bragatela   


 

 

Temas e Debates

Colecção Lusografias Nº 7

ISBN_972-759-490-5

Setembro de 2002

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Círculo de Leitores

ISBN_972-42-3225-5

Setembro de 2004

"Nascido em Trancoso, no dia em que D. Dinis dava os seus últimos suspiros, D. Fuas Bragatela estava destinado a seguir o mester de seu pai, o de alfaiate, mas nele outros sonhos fervilhavam; tinha por crença e na tineta que as altas cavalarias lhe estavam na massa do sangue e, ignorando a modéstia das suas origens, demandava outras aventuras e fortunas. Ainda novo saiu de casa e serviu a vários amos, com quem não aprendeu, contudo, muito mais do que os rigores da vida; e, depois de algumas curiosas peripécias, deu consigo a combater na batalha do Salado, mas dela não trouxe nem honra nem glória, apenas larica.

Andou perdido pelo reino de Portugal e arribou a Salamanca, de onde se escamugiu dado e achado como licenciado em Medicina. Regressou a penates com o cheiro da peste colado às narinas e descobriu finalmente o seu destino, a demanda da sua vida: um dos maiores tesouros da Cristandade...

Num romance pícaro, com um recurso à linguagem da época, tão irrepreensível como o retrato do Portugal medieval que ela ilustra — e onde não faltam alcoviteiras que fabricam hímenes falsos, clérigos que vendem pedaços de céu, judeus dos sete ofícios, meirinhos corruptos, taberneiros e estalajadeiros manhosos, jovens efeminados, donzelas a transbordar de carnes e, sobretudo, rapagões esfomeados —, Paulo Moreiras oferece-nos as irresistíveis aventuras de uma personagem quixotesca, na qual existe um pouco de todos nós, portuguesinhos à beira-mar plantados. Parta, pois, o leitor em sua demanda e não se arrependerá em momento algum."

 

 

Riso, sátira e história

«A Demanda de D. Fuas Bragatela»

Filho de alfaiate, herói fugido da Batalha do Salado, Dom Fuas não se aquieta. Impacienta-se, isso sim. Num fabuloso e criativo quadro de Portugal medieval, das suas muitas figuras e personagens, Paulo Moreiras escreve uma delícia de romance. Aliando pesquisa histórica e sátira, o riso resulta contagiante e inteligente.

Alcoviteiras, padres, taberneiros, almocreves, vendilhões, e um herói. Um Robin dos Bosques beirão, de seu nome: Dom Fuas Bragatela. Fugido da guerra, insatisfeito com a vida de alfaiate que lhe estava destinada, parte para Salamanca de onde regressa doutor. Feito médico logo parte em demanda dos tesouros da cristandade. Onde parará tão peculiar aventureiro?

Dando peculiar colorida ao século XIV português, Paulo Moreiras, propõe-nos uma irresistível viagem à Idade Média. No mesmo ano em que D. Dinis morre, nasce o protagonista deste picaresco romance. Depois da poesia e da banda desenhada, o autor decidiu experimentar o romance no âmbito de uma Bolsa de Criação Literária. O fascínio pela época levou-a a uma pesquisa mais cuidado, e do trabalho de investigação surgiu um vivo e animado retrato do português de então. Na esteira de autores como Gil Vicente, Eça e Ortigão, aqui se reconhece a "arte de ser português". Um engenhoso quadro histórico que o autor soube condimentar a riso e sátira.

Depois de «Hermínio, Regresso a Portucale» e «Elogio da Ginja», «A Demanda de D. Fuas Bragatela» é o seu primeiro romance. Uma estreia a não perder.

 

 

 

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