CURA INTERIOR - PARTE I

AULA 01

Cura Interior para os temperamentos controlados pelo Espírito Santo

Salmo 139

"1Senhor, tu me sondas, e me conheces.

2 Tu conheces o meu sentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento.

3 Esquadrinhas o meu andar, e o meu deitar, e conheces todos os meus caminhos.

4 Sem que haja uma palavra na minha língua, eis que, ó Senhor, tudo conheces.

5 Tu me cercaste em volta, e puseste sobre mim a tua mão.

6 Tal conhecimento é maravilhoso demais para mim; elevado é, não o posso atingir.

7 Para onde me irei do teu Espírito, ou para onde fugirei da tua presença?

8 Se subir ao céu, tu aí estás; se fizer no Seol a minha cama, eis que tu ali estás também.

9 Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar,

10 ainda ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá.

11 Se eu disser: Ocultem-me as trevas; torne-se em noite a luz que me circunda;

12 nem ainda as trevas são escuras para ti, mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para ti a mesma coisa.

13 Pois tu formaste os meus rins; entreteceste-me no ventre de minha mãe.

14 Eu te louvarei, porque de um modo tão admirável e maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem.

15 Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado, e esmeradamente tecido nas profundezas da terra.

16 Os teus olhos viram a minha substância ainda informe, e no teu livro foram escritos os dias, sim, todos os dias que foram ordenados para mim, quando ainda não havia nem um deles.

17 E quão preciosos me são, ó Deus, os teus pensamentos! Quão grande é a soma deles!

18 Se eu os contasse, seriam mais numerosos do que a areia; quando acordo ainda estou contigo.

19 Oxalá que matasses o perverso, ó Deus, e que os homens sanguinários se apartassem de mim,

20 homens que se rebelam contra ti, e contra ti se levantam para o mal.

21 Não odeio eu, ó Senhor, aqueles que te odeiam? e não me aflijo por causa dos que se levantam contra ti?

22 Odeio-os com ódio completo; tenho-os por inimigos.

23 Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos;

24 vê se há em mim algum caminho perverso, e guia-me pelo caminho eterno."

 

1.  Introdução

Neste curso pretendemos estudar a nossa vida interior. Temperamento, sentimentos, emoções, lembradas passadas, mágoas, etc..., são elementos que fazem parte da nossa vida interior.

O que torna cada um de nós fascinante é o temperamento, pois nos provê com qualidades marcantes que nos distinguem de qualquer outro semelhante. Somos únicos! E neste estudo veremos que Deus tem interesse em nos tratar individualmente.

O temperamento, entretanto, não dá ao homem apenas forças, características positivas, mas também fraquezas, isto é, características negativas.

Felizmente, Deus concedeu a todo que Nele crê o Espírito Santo, para melhorar suas forças e vencer suas fraquezas.

Em nossos estudos trataremos de 03 assuntos centrais:

·        Dos tipos de temperamentos, e como eles podem ser controlados pelo Espírito Santo.

·        Trataremos da cura interior para lembranças amargas e feridas emocionais, nas vidas daquelas pessoas que tem seus temperamentos controlados por Deus.

·        Em último lugar, trataremos de relações humanas na Igreja e na vida profissional.

2.  Vamos começar pelos temperamentos. E a primeira coisa a saber é que nascemos com o nosso temperamento.

Nós aprendemos muito cedo o que é certo ou errado fazer, mas, ao agirmos, somos muitas vezes incapazes de nos controlarmos, e acabamos fazendo aquilo que não desejamos. 

 

O apóstolo Paulo certamente sentia o mesmo que nós, quando escreveu Romanos 7:18-20:  

“Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço. Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim.”

Paulo faz a clara distinção entre si mesmo e a força incontrolável que nele habita, o pecado, que é a fraqueza natural que herdara de seus pais, como todo ser humano. 

Herdamos o temperamento básico dos nossos pais, que é chamado na Bíblia de várias formas: "a carne", "a carne corruptível", "o homem carnal" e outros.  O temperamento é o impulso básico de nosso ser, e esta sempre tentando satisfazer as suas necessidades, e muitos momentos fazemos coisas que não queremos por causa de sua forte influencia em nós.

3.  Há uma distinção importante a ser feita entre temperamento, caráter e personalidade

No livro, “Temperamentos Controlados pelo Espírito Santo”, encontramos as definições de temperamento, caráter e personalidade:

v Temperamento- Combinação de características congênitas herdadas de nossos pais e avós e coordenadas com base na nacionalidade, raça, sexo e outros fatores hereditários.

 

v Caráter -  É o verdadeiro eu.  A Bíblia o chama de "a essência secreta do coração". É o fruto do temperamento burilado pela disciplina e educação recebidos na infância e pelos comportamentos básicos, crenças, princípios e motivações, denominado, às vezes, alma - é composta, esta, por cérebro, emoções e vontade. O caráter faz parte do temperamento, mas ele é a parte em nós que foi construída pela educação e disciplina que recebemos em nossa criação.

 

v Personalidade- É o Semblante externo de nós mesmos. É a parte visível de nós. Nós percebemos quando alguém é alegre, brincalhão, sério, chato, antipático, simpático. Esses padrões visíveis de nós que são percebidos pelas pessoas compõem a nossa personalidade.

As vezes alguém pode simular uma fachada ou personalidade agradável para esconder um caráter medíocre ou mesmo desprezível, principalmente hoje em dia.

 

A Bíblia diz: "O homem olha a aparência externa, e Deus olha o coração" e "As fontes da vida têm origem no coração".

 

v Em resumo então:

Temperamento: Composto das características com as quais nascemos.

Caráter: Temperamento "civilizado". Resulta da nossa educação e ambientes que nos influenciaram.

Personalidade: o “rosto” que mostramos ao próximo.

 

A hereditariedade do temperamento pode levar à enganosa conclusão de que ele não pode ser mudado. Contudo, isso é possível.

4.  O temperamento pode ser modificado!

Todo homem que, sinceramente, lamenta sua fraqueza de temperamento, entende as palavras do apóstolo Paulo em Romanos 7:24: "Homem infeliz que sou!" e ele responde à pergunta: "quem me libertará?" Sua libertação, como a nossa, dá-se em "Jesus Cristo, Graças a Deus."

Pedro, que experimentou grande e dolorosa mudança de temperamento ao longo de sua conversão, escreve em sua segunda carta 1.4: "vos torneis co-participantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo."

Há indivíduos autocontrolados, mas que não curaram boa parte de suas fraquezas, por não estarem em Cristo Jesus, pois Satanás conhece nossas fraquezas de temperamento e se aproveita delas para nos derrotar.

Mesmo um psicólogo teve de admitir que só Jesus transforma um temperamento fraco e depravado em um espírito poderoso em Jesus Cristo.

Infelizmente, muitos cristãos não alcançaram a completa transformação porque não se mantiveram em uma relação permanente com Jesus Cristo (Jo 15:1-14).

A plenitude do Espírito Santo não é apenas ordenada a todo cristão: "E não vos embriagueis com vinho, em que há devassidão, mas enchei-vos do Espírito" (Ef 5:18), mas se evidencia no controle da natureza humana pelo Santo Espírito de maneira tal que o cristão viva a vida de Cristo.

5.  Conheça quatro temperamentos básicos

Hipócrates, médico e filósofo grego, 400 anos a.C, expôs essa teoria dos quatro temperamentos básicos, originados de quatro fluidos orgânicos:

v Sangue - temperamento sangüíneo;

v Bílis colérica - temperamento colérico

v Bílis melancólica - temperamento melancólico;

v Fleuma - temperamento fleumático.

Nenhuma outra classificação da moderna psicologia, quanto aos tipos de temperamentos,  encontrou maior aceitação que a de Hipócrates.

O importante é que os quatro temperamentos sejam considerados básicos.  

Importante!  Cada um de nós é, na verdade, uma combinação de dois ou mais temperamentos com suas forças e fraquezas que podem ser vencidas com o poder de Deus.

Este estudo de temperamentos — é bom que se lembre — destina-se à auto-análise, e não se deixe tentar a analisar o outro com ele.

6.  Características básicas de cada temperamento

6.1       O sangüíneo exuberante

É cordial, eufórico, vigoroso, folgazão. Os sentimentos e não os pensamentos ponderados têm ação sobre suas decisões.

Num ambiente repleto de pessoas, a presença do sangüíneo estimula o ânimo dos presentes por sua conversa exuberante e apaixonada. Sempre tem amigos porque faz com que se vejam como pessoas importantes para ele. E realmente o são. Gosta do convívio social e não suporta a solidão.

Freqüentemente fala antes de pensar, mas sua ingênua sinceridade muitas vezes desarma seus interlocutores.

Seus modos tumultuosos e amistosos o fazem parecer mais autoconfiante do que realmente é.

Os sangüíneos são bons vendedores, funcionários de hospitais, professores, conferencistas, atores e oradores.

Em suma o sangüíneo é:

v Apreciador da vida em qualquer detalhe.

v Otimista em relação ao presente e ao futuro.

v Amistoso e afetuoso com as pessoas.

v Compassivo e temo para com o próximo e suas necessidades.

v É o tipo que mais facilmente obedece ao preceito bíblico: Regozijai-vos com aqueles que se regozijam, e chorai com aqueles que choram.

AS FRAQUEZAS DO SANGÜÍNEO:

v Turbulento - freqüentemente é pouco prático e desorganizado. Tende a agir belicosamente e em direção errada, por sua falta de análise. Tem dificuldade em concentrar-se na leitura da Palavra de Deus. Sua incessante atividade, que o leva a correr de uma linha de conduta a outra na vida, impedem sua produtividade.

v Pusilânime e indisciplinado - não é uma pessoa resoluta e real. Se lhe oferecem um cargo na igreja, sua resposta imediata é sim, mas acha difícil o trabalho preparatório e não analisa questões como tempo disponível, habilidades e responsabilidades envolvidas.

v Egoísta - tende a ocupar a atenção dos outros para si e toma-se antipático ao dominar a maior parte da conversa com assuntos de seu próprio interesse.

v Emocionalmente instável - a despeito de ser um temperamento alegre, desanima facilmente e tende a desculpar-se por sentir pena de si mesmo.

v Por sua natureza ardente, pode explodir repentinamente, mas esquecerá em seguida.

v No campo espiritual, se arrepende pelas mesmas coisas inúmeras vezes, além de ser o temperamento que mais problemas tem com a lascívia.

v Deve procurar a orientação do Espírito Santo para adquirir autocontrole, praticar a abstinência e "fugir da prostituição" (1 Co 6.18), além de paciência, fé e bondade.

 

6.2       O colérico intransigente

É vivaz, ardente, ativo, prático e voluntarioso. Quase sempre é auto-suficiente e independente. Tem facilidade em tomar decisões por si e por outras pessoas.

Não precisa ser estimulado. Ao contrário, ele é que estimula seu ambiente com idéias, planos ambiciosos e atividades.

É capaz de criar projetos lucrativos de longo alcance. Toma a atitude definitiva diante de problemas, e freqüentemente se vê envolvido em campanhas contra injustiças sociais e outras do gênero.

As adversidades servem-lhe de estímulo e não de obstáculo.

Possui firmeza inabalável e vence suas lutas por insistência enquanto outros já desanimaram.

É o chefe nato. Não se compadece facilmente dos outros.

É hábil em reconhecer oportunidades, mas não é dado a análises. Prefere uma avaliação rápida, quase intuitiva. Possui a tendência a ser tirânico e, muitas vezes, é considerado um oportunista.

Quando adulto, é difícil para o colérico aceitar a Cristo, devido à sua auto-sufíciência e, mesmo que o aceite, tem dificuldade em confiar plenamente no Senhor e em aceitar a afirmação de Jesus: "Sem mim, nada podeis fazer".

Muitos grandes generais e líderes mundiais foram coléricos. Pode ser um bom gerente, planejador, produtor, ditador ou até mesmo criminoso.

Em suma colérico é:

v Determinado em seus projetos, que são plenos de significado.

v Prático e eficiente na hora de tomar decisões rápidas.

v Líder rápido e ousado.

v Otimista, visualizando apenas o objetivo e não as dificuldades.

AS FRAQUEZAS DO COLÉRICO É:

v Violento - A ira é uma de suas fraquezas que o tornam insensível à compaixão cristã. Diferente do sangüíneo, ele explode violentamente e continua a guardar rancor. É vingativo, o que o torna uma pessoa indesejável ao convívio.

v Cruel - tende a cultivar uma úlcera antes dos 40 anos de idade. Espiritualmente, contrista o Espírito Santo pela amargura, ira e rancor que lhe dão vestígios de crueldade. Característica que, se não controlada por padrões morais, pode tomá-lo um ditador ou criminoso.

v Impetuoso - seu temperamento determinado pode levá-lo a iniciativas das quais se arrependerá posteriormente. É-lhe difícil demonstrar aprovação, o que lhe cria problemas no casamento, quando se acresce a essa dificuldade a crítica mordaz e declarações cruéis.

v Auto-suficiente - sua autoconfiança excessiva pode tomá-lo arrogante e prepotente por se achar auto-suficiente.

v No campo espiritual, esta fraqueza de temperamento o impede de aceitar o senhorio do Espírito Santo em sua vida.

v De todos os temperamentos, é o que mais necessidades espirituais tem: amor, paz, bondade, paciência, humildade, benevolência.

6.3       O melancólico

Considerado, comumente, um temperamento hostil e sombrio, na verdade, é o mais rico dos temperamentos, pois é um tipo analítico, abnegado, bem dotado e perfeccionista. Ninguém desfruta maior prazer com as belas artes do que ele.

É, por natureza, introvertido, mas chega a ter estados momentâneos de êxtase.

É um amigo muito fiel, mas, ao contrário do sangüíneo, não faz amigos facilmente. Não tomará a atitude de procurá-los e esperará que o procurem.

É o tipo mais confiável, pois seu temperamento perfeccionista não permitirá que ele desaponte alguém que conte com ele. Mas tem propensão a ser desconfiado quando o procuram ou o acumulam de atenções.

Seu lado analítico faz com que apure com cuidado os obstáculos de um projeto. Isto, normalmente, o afasta de novos projetos e gera conflitos com os que tentam iniciá-lo.

Pode se animar muito com algo e produzir grandes coisas, mas, em seguida, sobrevêm-lhe uma fase depressiva.

Geralmente encontra maior significado para sua vida no sacrifício pessoal, e tende a escolher na vida uma vocação difícil, que envolva grande esforço pessoal, e a desempenha com persistência, procurando realizá-la bem.

O melancólico é o temperamento com maior potencialidade inata a ser aplicada pelo Espírito Santo. E muitos personagens bíblicos possuíam o temperamento melancólico, como Moisés, Elias, Salomão, o apóstolo João e outros.

O melancólico é:

v Sensível, meditando com ponderação sobre suas emoções.

v Perfeccionista na imposição a si e aos outros de um elevado padrão de qualidade.

v Analítico - caçador de detalhes e de problemas latentes num projeto.

v Amigo fiel - "daria sua vida" pelos poucos amigos.

v Abnegado na execução de qualquer trabalho.

AS FRAQUEZAS DO MELANCOLICO:

v Egocêntrico - é inclinado à autocontemplação benévola, que lhe paralisa a energia e a vontade. Está sempre a dissecar as próprias emoções numa eterna auto-análise que lhe tira a naturalidade e o levam a condições mentais mórbidas.

v Interessa-se excessivamente por sua condição física também, o que pode originar uma hipocondria. Este egocentrismo, aliado à sua natureza sensível, faz com que seus sentimentos estejam sempre à flor da pele, e com que seja desconfiado. Em casos agudos, com que tenha mania de perseguição.

v Pessimista - por sua natureza analítica e perfeccionista, tende a procurar os problemas de um projeto, que. normalmente lhe pesam bem mais que o esforço conjunto para vencê-los.

v Esta concepção pessimista o torna inseguro para tomar decisões porque não deseja cometer erros.

v Crítico - tem a tendência de ser inflexível com relação ao que espera dos outros e não consegue aceitar menos que o melhor por parte deles. Muitos casamentos de perfeccionistas fracassaram porque suas esposas atingiam apenas 90% do que esperavam delas. A pequena parcela de erros, ele tende a amplificar.

v É tão crítico para consigo mesmo como o é para com os outros.

v Caprichoso - é o temperamento que manifesta maior alteração de ânimo. Tem fases raras de euforia exuberante, às quais se segue uma fase sombria.

v Hipócrates chegou a qualificar o fluido melancólico como "negro". Este estado de ânimo cria um círculo vicioso, pois suas fases de desapontamento acabam enervando seus amigos, que passam a evitá-lo. Isto o conduzirá a uma tristeza ainda maior.

v Essas sombrias disposições de ânimo levam o melancólico à nostalgia e à fuga do presente por meio de devaneios em relação ao futuro. Uma pessoa melancólica deve procurar o auxílio do Espírito Santo para desviar seus olhos de si mesmo e localizá-los no "puro campo de colheita" das pessoas necessitadas à sua volta.

v Vingativo - esta é outra característica do melancólico que, por seu perfeccionismo, tem dificuldade de perdoar.

Embora pareça calmo e sossegado, pode carregar dentro de si um ódio turbulento. Pode ser que jamais o ponha em prática, como o colérico, mas pode alimentar esse ódio vingativo por muitos anos.

v O melancólico parece ter o maior número de forças e também de fraquezas, o que torna difícil encontrar um melancólico de nível médio, porém suas fraquezas acentuadas podem levá-lo à esquizofrenia ou hipocondria.

v A fé em Jesus Cristo pode ajudá-lo muito com dons espirituais como o amor, a alegria, a paz, a bondade, a fé e o autocontrole.

 

6.4       O fleumático

É o tipo calmo, frio e bem equilibrado. A vida para ele é algo severo e agradável com o qual não quer muito envolvimento.

Jamais parece perturbar-se sob qualquer circunstância. Não explode em raiva ou riso porque tem as emoções sob controle.

Ao fleumático não faltam amigos, porque ele gosta do convívio social e tem um humor mordaz, capaz de provocar gargalhadas sem dar um sorriso se quer.

É organizado e tem ótima memória. Sente-se irritado com o temperamento inquieto do sangüíneo e sempre lhe aponta a futilidade. Fica aborrecido com os momentos depressivos do melancólico e está sempre disposto a ridicularizá-lo. Lança, com prazer, jatos d'água fria nos planos efervescentes do colérico. Porém não passa de espectador em sua relação com eles, sem se envolver em suas atividades.

É geralmente simpático e de bom coração, mas raramente deixa transparecer seus sentimentos.

Não aceitará um cargo de liderança espontaneamente, mas se mostra capaz, caso tenha de ocupá-lo. É um conciliador e pacificador inato.

O fleumático é:

v Espirituoso - com imperturbável bom humor.

v Digno de confiança, mesmo sem se envolver em demasia com o outro.

v Prático - trabalha bem sob tensão.

v Tem hábitos metódicos.

v Eficiente - com padrões elevados de zelo e precisão.

AS FRAQUEZAS DO FLEUMÁTICO:

v Moroso e indolente - freqüentemente parece estar arrastando os pés, pois ressente-se de ser forçado à ação.

v Tem falta de motivação, o que o toma um espectador da vida e reforça a tendência a fazer o mínimo necessário. Deixa de realizar muitos projetos sobre os quais pensa, mas que lhe parecem sempre trabalhosos.

v O desassossego do sangüíneo e a atividade do colérico quase sempre o aborrecem, pois teme que eles o forcem a trabalhar.

v Provocador - devido ao seu agudo senso de humor e capacidade de ser observador desinteressado, tem facilidade em provocar o próximo que procura motivá-lo.

v Se um sangüíneo entra animado, o fleumático toma-se distante e frio. Se o melancólico se mostra otimista, ele o provoca com um otimismo exagerado. Se um colérico se aproxima repleto de planos, é um prazer requintado para o fleumático derramar água fria em seu entusiasmo.

v Egoísta e obstinado - Com o passar dos anos, seu extremo egoísmo se acentua, porque torna-se uma defesa. Opõe-se obstinadamente a qualquer espécie de mudança. Deseja manter-se conservador para conservar suas próprias energias.

v Indeciso - torna-se cada dia mais indeciso por seu temor de comprometer-se. Seu discernimento prático, sua calma e capacidade analítica podem, eventualmente, encontrar um método melhor para um projeto, mas, quando ele toma a decisão de executá-lo, alguém dos temperamentos determinados já está atuando no projeto.

v As necessidades espirituais primordiais do fleumático são o amor, a bondade, a docilidade, a temperança e a fé.

 

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A grande diferença entre os quatro tipos de temperamento nos mostra porque as pessoas são indivíduos, sem contar as várias combinações dos quatro temperamentos básicos.

Não se pode dizer que um deles é melhor, mas todos possuem forças e riquezas, assim como fraquezas e perigos.

RESUMO:

As forças de cada temperamento os tornam atraentes, e graças a Deus que nos deu um pouco da força de cada um.

Mas chegou o momento de encarar as fraquezas, que Deus pode nos ajudar a transformar.

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JOSIAS MOURA DE MENEZES,
12 de fev de 2009 06:07
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