Apostila curso anjos

IGREJA BETEL GEISEL

Curso: Anjos, Seres espirituais a serviço de Deus e dos fiéis.

Uma Introdução a doutrina dos Anjos

 

PROFESSOR: PR JOSIAS MOURA DE MENEZES

 

 

 

Neste estudo você terá a oportunidade de aprender sobre  a natureza dos anjos, sua missão e tarefa junto a Igreja. Na segunda parte, estudaremos acerca dos anjos maus e sua atuação no mundo espiritual contra a Igreja.  Caso queira realizar algum curso em sua Igreja entre em contato conosco.  Pr Josias Moura. Telefone: (83) 8780-9208    Email: josiasmoura@gmail.com

 


 

Anjos: Seres espirituais

a serviço de Deus

Parte I – Os anjos Bons

Introdução

·        Os homens não são os únicos seres inteligentes do universo. Há uma outra classe de seres superiores aos homens. Esses seres são os anjos, os exércitos celestiais, os habitantes dos céus.

·        Existem também aqueles pertencentes a esta mesma classe de seres, que anteriormente foram servos de Deus, mas agora se encontram em atitude de rebelião contra seu governo.  Eles são chamados de demônios, ou anjos decaídos. Iremos estudá-los também.

·        É importante observar que os anjos não devem ser adorados. Eles existem para servir a Deus e a Igreja.

Quando João tentou adorar um anjo foi repreendido: “ 9  Então o anjo me disse: —Escreva isto: “Felizes os que foram convidados para a festa de casamento do Cordeiro!” E o anjo disse ainda: —São essas as verdadeiras palavras de Deus.  10  Aí eu me ajoelhei aos pés do anjo para adorá-lo, mas ele me disse: —Não faça isso! Pois eu sou servo de Deus, assim como são você e os seus irmãos que continuam fiéis à verdade revelada por Jesus. Adore a Deus! Pois a verdade revelada por Jesus é a mensagem que o Espírito entrega aos profetas. ” (Apocalipse 19:9-10 NTLH).

O significado da palavra anjo

·        No hebraico: “malak “.  Significa: mensageiro, representante ,

·        No grego: aggelos.  Significa: um mensageiro, embaixador, alguém que é enviado, um anjo, um mensageiro de Deus

·        Outras palavras usadas para os anjos:

Espíritos – Hebreus 1:14  Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação?

Observamos duas coisas neste verso. Por serem espíritos, anjos não tem corpos materiais, e são invisíveis. Podem porém, aparecer em ocasiões especiais e serem vistos quando Deus permite. Ex. Mateus 28:1-3.

Em segundo lugar. Anjos são enviados para nos servir. “...enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação”. Portanto, os anjos são enviados por Deus para nos servir. Ex. 1reis 19:5

A quantidade de anjos

·        Veja o que diz Jesus em Mateus 26:53: “Acaso, pensas que não posso rogar a meu Pai, e ele me mandaria neste momento mais de doze legiões de anjos?”

o   1 legião romana tinha aproximadamente 6000 soldados. 12 legiões= 72000 mil anjos

o   Veja Marcos 5:9: “E perguntou-lhe: Qual é o teu nome? Respondeu ele: Legião é o meu nome, porque somos muitos”. No mínimo, esse homem tinha pelo menos 6000 demônios dentro de si.

·        Apocalipse 5:11  Vi e ouvi uma voz de muitos anjos ao redor do trono, dos seres viventes e dos anciãos, cujo número era de milhões de milhões e milhares de milhares,...”.  Concluímos que existe uma grande quantidade de anjos.

Anjos se casam?

Jesus diz em Mateus 22:30: “Porque, na ressurreição, nem casam, nem se dão em casamento; são, porém, como os anjos no céu.”

Esta é a única passagem que trata deste assunto. Aprendemos aqui que,  anjos não tem parentes, filhos, esposas, laços familiares. E neste aspecto, nós seremos na eternidade como os anjos, não teremos mais necessidades reprodutivas. Portanto, os anjos parecem não ter a necessidade de se casar

Quando os anjos foram criados?

·        Em primeiro lugar, devemos saber que os anjos não são eternos. Só Deus é eterno. Eles fazem parte do universo que Deus criou.

·        Numa passagem que se refere aos anjos como as “hostes” dos céus (ou o “exército dos céus”), diz Esdras: “Só tu és SENHOR, tu fizeste o céu, o céu dos céus e todo o seu exército [...] e o exército dos céus te adora” (Ne 9.6; cf. Sl 148.2, 5).

·        Paulo nos diz que Deus criou todas as coisas, “as visíveis e as invisíveis”, por meio de Cristo e para ele, e depois inclui especificamente o mundo dos anjos com a expressão “sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades” (Cl 1.16).

o   Demônios eram antes anjos, e foram criados por Deus. Até mesmo Lúcifer foi criado por Deus.

·        João 1:3 diz: “Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez.”

·        Então, quando os anjos foram criados? Todos os anjos devem ter sido criados antes do sétimo dia da criação, pois lemos: “Assim, pois, foram acabados os céus e a terra e todo o seu exército” (Gn 2.1, interpretando “exército” como as criaturas celestes que habitam o universo de Deus).

 

Ainda mais explícito que isso é a declaração: “Em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou” (Êx 20.11). Logo, todos os anjos foram criados no máximo até o sexto dia da criação.

·        A queda de Lúcifer aconteceu depois do sexo dia da criação. Antes de Satanás ter tentado Eva no Jardim em Gênesis 3:1, certo numero de anjos pecou e se rebelou contra Deus (Ver 2Pedro 2:4 e Judas 6). Este evento, aconteceu depois do sexto dia da criação, pois no sexto dia “viu Deus tudo que fizera, e eis que era muito bom” (Gn 1:31)

As pessoas tem “anjos da guarda”?

·        Nós não temos um anjo da guarda, temos anjos que nos guardam, isto é, que guardam a todos os fiéis. As Escrituras claramente nos dizem que Deus envia anjos para nos proteger: “Aos seus anjos dará ordens a teu respeito, para que te guardem em todos os teus caminhos. Eles te sustentarão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra” (Sl 91.11-12).

·        Mas, os esotéricos criaram o conceito de anjo da guarda. Dizem eles que cada um de nós tem o seu próprio anjo.  A luz da palavra, não há base para crermos na existência de anjos da guarda pessoais.

A organização e hierarquia dos anjos bons

·        Arcanjo - Miguel cujo nome significa "Quem é como Deus" (Judas 1:9). Miguel é mencionado também em apocalipse 12:7-8 e Daniel 10:13, 21, onde é chamado de “Miguel, um dos primeiros príncipes”.  V.13 Miguel é uma espécie de anjo que exerce chefia. Ele também aparece lutando contra o dragão em Apocalipse 12.

·        Gabriel. Ele é mencionado como mensageiro de Deus que vem para falar ao profeta.  Fala também com Zacarias e Maria em Lucas 1, nos versos 19 onde diz: “eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus”. E também nos versos 26,27.

·        Querubim, ou "criaturas viventes", que receberam a tarefa de guardar a entrada do Jardim do Edem (Gn. 3:24) Sobre a arca da aliança estavam duas imagens de ouro de querubins, com suas asas estendidas sobre a arca. E era ali que Deus prometia habitar no meio de seu povo.

Simbolicamente  protegiam os objetos guardados na arca, e proviam,  com  suas asas  estendidas, um pedestal visível para o trono  invisível  de Yahweh (veja Sl 80:1 e 99:1, para entender essa figura).

No livro de  Ezequiel (Ez 10), o trono-carruagem de Deus,  que  continuava sustentado por Querubins, tornava-se móvel. Também foram bordados Querubins nas cortinas e véus do Tabernáculo, bem como estampados nas paredes do Templo (Êx 26:31; 2Cr 3:7).

·        Serafim (Isa 6:2-7) - sempre adorando Deus.

A única menção a esses seres celestiais nas páginas das Escrituras  Sagradas fica no livro de Isaías (Is 6).

Os seres vistos por Isaías tinham forma humana, embora  possuíssem  seis asas (Is 6:2). Estavam postos  acima  do trono  de Deus (Is 6:2a), o que parece indicar que sejam  líderes na adoração ao Senhor. Uma dessas criaturas entoava um refrão que Isaías registra nas palavras: "Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos;  a terra inteira está cheia da Sua glória"  (Is  6:3). Tão vigorosa era esta adoração, que é dito que o limiar do Templo divino se abalava e o santo lugar ficava cheio de fumaça.

Pelo que observamos no texto, parece que para Isaías os Serafins  constituíam uma ordem de seres  angélicos  responsáveis por certas funções de vigilância e adoração.

 

·        O anjo de Jeová [O Anjo do SENHOR] -- são usualmente aparições de Cristo no Velho Testamento.

Outro ensino veterotestamentário de grande importância, que  por sua vez está estritamente relacionado com as  Teofanias, são as aparições do Anjo do Senhor. Uma vez que as aparições do Anjo do Senhor se constituem em  Teofanias,  mas especificamente Teofanias onde as aparições de  Deus  se davam de forma humana.

     A  expressão "Anjo do Senhor" ou sua variante "Anjo  de Deus",  se encontram mais de cinqüenta vezes no AT. 

     A primeira aparição bíblica do "Anjo do Senhor", foi no episódio  de  Agar, no deserto (Gn 16:7).  Outros  acontecimentos incluíram pessoas como Abraão (Gn 22:11,15), Jacó (Gn  31:11-13), Moisés (Êx 3:2), todos os israelitas durante o Êxodo (Êx 14:19) e posteriormente em Boquim (Jz 2:1,4), Balaão (Nm 22:22-36), Gideão (Jz 6:11), Davi (1Cr 21:16), entre outros.

     A Bíblia nos informa que o Anjo do Senhor realizou  várias  tarefas semelhantes às dos anjos, em geral. Às vezes,  Suas aparições eram simplesmente para trazer mensagens do Senhor Deus, como  por exemplo em Gn 22:15-18; 31:11-13. Em outras  aparições, Ele  fora enviado para suprir necessidades (1Rs 19:5-7)  ou  para proteger o povo de Deus de perigos (Êx 14:19; Dn 6:22).

O anjo do Senhor era adorado?

Temos duas passagens bíblicas que sugerem isso.

·     Em juízes 13:15-22

Texto:

"15 Então Manoá disse ao anjo do SENHOR: Ora deixa que te detenhamos, e te preparemos um cabrito. (16) Porém o anjo do SENHOR disse a Manoá: Ainda que me detenhas, não comerei de teu pão; e se fizeres holocausto o oferecerás ao SENHOR. Porque não sabia Manoá que era o anjo do SENHOR. (17) E disse Manoá ao anjo do SENHOR: Qual é o teu nome, para que, quando se cumprir a tua palavra, te honremos? (18) E o anjo do SENHOR lhe disse: Por que perguntas assim pelo meu nome, visto que é maravilhoso? (19) Então Manoá tomou um cabrito e uma oferta de alimentos, e os ofereceu sobre uma penha ao SENHOR: e houve-se o anjo maravilhosamente, observando-o Manoá e sua mulher. (20) E sucedeu que, subindo a chama do altar para o céu, o anjo do SENHOR subiu na chama do altar; o que vendo Manoá e sua mulher, caíram em terra sobre seus rostos. (21) E nunca mais apareceu o anjo do SENHOR a Manoá, nem a sua mulher; então compreendeu Manoá que era o anjo do SENHOR. (22) E disse Manoá à sua mulher: Certamente morreremos, porquanto temos visto a Deus".

o   Manoá conclui em sua experiência ter visto o próprio Deus. Ele oferece um sacrifício, sem ter a consciência que o Anjo do Senhor era o próprio representante de Deus, e só ao fim do ritual percebe este fato.

·          Em Josué 5:13-6:3 temos uma passagem onde Josué adora o anjo do Senhor.

Texto:

Josué 5:13: “Josué estava perto da cidade de Jericó. De repente, viu um homem com uma espada na mão parado na sua frente. Josué chegou perto dele e perguntou: Você é do nosso exército ou é inimigo?

14– Não sou nem uma coisa nem outra – respondeu ele. – Estou aqui como comandante do exército de Deus, o Senhor.

Josué ajoelhou-se, encostou o rosto no chão e o adorou. E disse:

– Estou às suas ordens, meu senhor. O que quer que eu faça?

15 O comandante do exército do Senhor respondeu: – Tire as sandálias porque a terra que você está pisando é santa. E Josué obedeceu.

6:1: Os portões da cidade de Jericó estavam muito bem fechados, para não deixar que os israelitas entrassem. Ninguém podia entrar, nem sair da cidade. 2 O Senhor Deus disse a Josué: – Olhe! Eu estou entregando a você a cidade de Jericó, o seu rei e os seus corajosos soldados. 3 Agora você e os soldados israelitas marcharão em volta da cidade uma vez por dia, durante seis dias.”

 

As atividades dos Anjos

·        Os anjos louvam e glorificam continuamente a Deus (Jó 38.7; SI 103.20; 148.2; Ap 5.11,12; 7.11; 8.1-4). Embora essa atividade em geral se dê na presença de Deus, em pelo menos uma ocasião aconteceu na terra —no nascimento de Jesus, os anjos cantaram: "Glória a Deus nas maiores alturas" (Lc 2.13,14).

·        Os anjos revelam e comunicam a mensagem de Deus para os homens. Essa atividade está mais de acordo com o significado da palavra anjo. Os anjos estavam particularmente envolvidos na mediação das leis (At 7.53; Gl 3.19; Hb 2.2).

Apesar de não serem mencionados em Êxodo 19, Deuteronômio 33.2 afirma: "O SENHOR veio do Sinai [...] veio das miríades de santos". Essa passagem obscura pode ser uma alusão à mediação dos anjos. Embora não se diga que tenham desempenhado função semelhante em relação à nova aliança, o Novo Testamento os apresenta com freqüência como portadores das mensagens de Deus. Gabriel aparece para Zacarias (Lc 1.13-20) e Maria (Lc 1.26-38). Os anjos também falam com Filipe (At 8.26), Cornélio (At 10.3-7), Pedro (At 11.13; 12.7-11) e Paulo (At 27.23).

·        Os anjos fortalecem o povo de Deus física e mentalmente. Foi um anjo que fortaleceu Jesus em seu corpo terreno quando estava em agonia no jardim do Getsêmani (Lc 22.43). Foi um anjo que fortaleceu Daniel em sua fraqueza extrema (Dn 10.16-18). Foi um anjo que preparou comida para Elias de modo incomum e o fortaleceu durante 40 dias enquanto ele fugia de Jezabel (1 Rs 19.5-8).

·        Os anjos orientam os crentes, especialmente na evangelização. Em Atos 8.26, um anjo disse a Filipe para ir até a estrada para Gaza, onde ele encontrou o funcionário etíope que veio a crer em resultado da pregação de Filipe. Em Atos 10.3-7, um anjo disse a Cornélio para mandar buscar Pedro em Jope, para que este pudesse vir lhe pregar o evangelho. As vezes os anjos impedem pessoas sem juízo de continuar no caminho errado, como na história de Balaão e sua jumenta (Nm 22.21-28).

·        Os anjos ministram aos crentes. Isso inclui sua proteção contra danos. Na igreja primitiva, foi um anjo que livrou da prisão os apóstolos (At 5.19) e, mais tarde, Pedro (At 12.6-11). O salmista experimentou o cuidado dos anjos (SI 34.7; 91.11). Entretanto, o maior ministério é no suprimento de necessidades espirituais.

·        Os anjos têm grande interesse na batalha espiritual dos crentes, regozijando-se em sua conversão (Lc 15.10) e servindo-os em suas necessidades (Hb 1.14). Os anjos são espectadores de nossa vida (ICo 4.9; ITm 5.21) e estão presentes na igreja (ICo 11.10). Na morte, os crentes são transportados pelos anjos para um lugar de bênçãos (Lc 16.22).

·        Os anjos executam julgamento sobre os inimigos de Deus. O anjo do Senhor levou morte a 185 000 assírios (2Rs 19.35), e aos filhos de Israel até que o Senhor lhe disse para retirar a mão que estava sobre Jerusalém (2Sm 24.26). Foi um anjo do Senhor que matou Herodes (At 12.23). O livro de Apocalipse está cheio de profecias a respeito do julgamento que será efetuado pelos anjos (8.6—9.21; 16.1-17; 19.11-14).

Os anjos executam os castigos de Deus. Dois anjos jogaram fogo e enxofre do céu sobre as cidades de Sodoma e Gomorra e as reduziram a cinzas (Gn 19.13).

·        Os anjos muitas vezes são os agentes por meio de quem Deus responde orações. Temos de lembrar que a oração faz muita diferença na liberdade que os anjos de Deus têm para agir. Um anjo veio até Daniel em resposta direta à sua oração (Dn 10.12). Jesus foi fortalecido por um anjo em resposta à sua oração agonizante no jardim do Getsêmani (Lc 22.42-43). Um anjo veio em socorro de Pedro em resultado direto das orações conjuntas da primeira igreja (At 12.5,7). Se deixamos de orar, é bem possível que limitamos a ajuda que Deus poderia nos ter dado por meio dos seus anjos.

 

A falta de oração pode explicar por que certos eventos trágicos ocor­rem. A Bíblia diz: "O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar; resisti-lhe firmes na fé" (1 Pe 5.8-9). Uma maneira de resistir aos ataques do diabo é pela oração. Se deixamos de orar, podemos deixar a nós mesmos desprotegidos pelos anjos de Deus. Por isso a Bíblia nos diz para orarmos "sem cessar" (1Ts 5.17) e para orarmos "no Espírito em todas as ocasiões, com toda oração e súplica" (Ef 6.18, NVI).

·        Os anjos estarão envolvidos na segunda vinda. Eles acompanharão o Senhor em sua volta (Mt 25.31), assim como estavam presentes em outros acontecimentos significativos da vida de Jesus , incluindo seu nascimento, tentação e ressurreição.

Eles separarão o trigo do joio (Mt 13.39-42). Cristo enviará seus anjos com um grande som de trombetas para reunir, dos quatro ventos, os eleitos (Mt 24.31; veja tb. lTs 4.16,17).

 

 

Parte II – Os Anjos maus

A queda de Lúcifer

·        A Bíblia deixa entrever uma história chocante de uma rebelião con­tra Deus, que ocorreu muito antes de a raça humana existir na terra. Essa história pode explicar a origem do mal no universo e por que o mundo é tão atormentado pelo mal hoje em dia.

O texto de Ezequiel 28:11-18

·        Ezequiel 28.11-18 traz uma palavra que, à primeira vista, é dirigida ao rei de Tiro. No entanto, uma leitura atenta do texto revela que o perso­nagem central da história não pode ser o rei de Tiro. Por exemplo, em Ezequiel 28.1 3 diz que a pessoa de quem se fala "estava no Éden, jardim de Deus", e era um ser criado. A Bíblia diz que apenas Deus, Adão, Eva e Satanás estiveram no jardim do Éden. Em Ezequiel 18.14 e 16 diz que a pessoa em questão era um querubim, que é um tipo de anjo. Dessas indica­ções podemos deduzir que a pessoa verdadeira descrita em Ezequiel 28.11 -18 é um anjo, caracterizado como um rei terreno. O foco da semelhança entre o rei terreno de Tiro e o anjo é o problema do orgulho.

·        De acordo com a história, um dos anjos que Deus criou aparente­mente era um guarda perto do trono de Deus (Ez 28.14). Esse anjo foi cria­do muito belo e sábio, mas corrompeu-se em resultado do orgulho (Ez 28.1 7).

·        No Novo Testamento, o Espírito Santo revelou pelo apóstolo Paulo em 1 Ti­móteo 3.6 que a queda e condenação de Satanás foram resultado da sua presunção (soberba, arrogância). Reunindo esses dados, é muito plausível que a verdadeira pessoa descrita em Ezequiel 28.11-18 é Satanás, apesar de ele não ser identificado pelo nome na passagem.

·        Como esse anjo foi assim consumido pelo orgulho? De acordo com a história, ele começou a pensar sobre a grande beleza e sabedoria que Deus lhe dera quando o criou (Ez 28.13,17). Talvez ele começou a pensar mais em si mesmo do que em Deus, e ficou presunçoso. A medida que sua vaidade aumentava, ele começou a adorar a si mesmo, em vez de adorar a Deus. Sabemos pelo encontro de Jesus com Satanás no deserto (Mt 4.1) que o grande desejo de Satanás é ser adorado por Deus (Cristo, Mt 4.9)! Parece que Satanás literalmente tinha enlouquecido em conseqüência do orgulho. Ele queria que Deus adorasse a ele, a criatura, em vez de ele ado­rar a Deus, o criador!

O texto de Isaías 14:12-14

·        Em Isaías 14.12-14 há uma passagem muito semelhante à de Ezequiel 28.11 -18. Esta é dirigida ao rei de Babilônia, porém igualmente parece apli­car-se a alguém maior que o rei de Babilônia, com vaidade ambiciosa simi­lar. Em Isaías 14.12, revela-se que uma pessoa identificada como Lúcifer, "estrela da manhã, filho da alva", tem a ambição de dominar sobre todos os anjos e tornar-se como Deus (Is 14.13-14). Parece haver uma forte possibi­lidade de que Ezequiel 28.11 -18 e Isaías 14.12-14 estejam falando do mes­mo anjo, que é Satanás.

·        Talvez Satanás pensou sobre a criatura magnífica e sábia que ele era, tão digno de adoração e de exercer liderança como Deus. Talvez ele se perguntasse por que os anjos de Deus não devessem adorar e seguir a ele em vez de a Deus. Se esse é o caso, Isaías revelou os pensamentos íntimos de Satanás quando escreveu que o anjo disse a si mesmo: "Acima das estre­las [anjos] de Deus colocarei o meu trono. [...] Tornar-me-ei semelhante ao Altíssimo" (Is 14.13-14, BJ). Por causa do seu orgulho, este anjo planejou um golpe contra Deus!

O texto de Apocalipse 12:3,4,7-9

·        Em apocalipse há mais uma referencia a queda de Satanás. O texto declara que Miguel, líder dos anjos guerreou contra Lúcifer, e o Diabo foi atirado na terra. Este texto sugere que Lúcifer foi lançado na terra com a terça parte dos anjos.

Como os outros anjos se envolveram na rebelião de Satanás?

·        Vale a pena pensar por um momento em como a rebelião de outros anjos provavelmente aconteceu. A Bíblia não nos diz diretamente, mas traz algumas indicações. Como com Satanás, o orgulho pode ter sido a causa. Tal¬vez por sugestão de Satanás, eles quiseram obter uma posição maior do que Deus lhes atribuíra.

·        A queda de anjos é mencionada em 2Pedro 2.4, Judas 6 e Apocalipse 12.4. Ali diz que o dragão (Satanás, cf. Ap 12.9) arrastou um terço das estrelas (anjos) consigo. Ao que parece, um terço dos anjos no céu foi seduzido à rebe¬lião contra Deus pela estratégia de Satanás. Os rabinos judeus antigos identifi¬caram a rebelião angélica mencionada em Judas 6 e 2Pedro 2.4 com os even¬tos descritos em Gênesis 6.1-4. Ali os "filhos de Deus" casaram com as "filhas dos homens". Os "filhos de Deus" pode ser uma referência a anjos, de acordo com Jó 1.6; 2.1; 38.7. Se esse é o caso, então esses "casamentos" foram relacionamentos ilegítimos entre anjos caídos e seres humanos, resultando em uma geração de seres humanos monstruosos e muito maus. Essa idéia pode estar sendo sugerida em Gênesis 6.4-5. Isso explicaria por que Deus decidiu destruir toda a raça humana pelo dilúvio, com exceção da família de Noé.

·        Alguém pode perguntar como Satanás pôde pensar que poderia ter sucesso ao opor-se a Deus. A resposta não é dada na Bíblia, mas talvez haja uma indicação na história de Absalão, o filho do rei Davi. Absalão tentou derrubar seu próprio pai. Seu método foi seduzir os corações dos israelitas com promessas atraentes (2Sm 15.3-6). Em Ezequiel 28.16 há uma indica¬ção de que Satanás pode ter feito algo assim. Absalão também lançou dúvi¬das na mente dos israelitas sobre o caráter de Davi (2Sm 15.4). Será que Satanás pensou em um plano semelhante, de lançar dúvidas na mente dos anjos sobre o caráter de Deus? Ele certamente fez isso com Eva no jardim do Éden (Gn 3.3-5). Talvez Satanás pensou que, se conseguisse seduzir anjos suficientes, poderia fazê-los se voltarem contra Deus.

·        Parece bem possível que Satanás usou a mesma estratégia com os anjos que se rebelaram que usara no jardim do Éden com o ser humano. Ali ele atraiu Adão e Eva da obediência a Deis para o engano e mentiras sobre Deus (Gn 3.4-6).

·        Tendo estado próximo ao trono de Deus, Satanás deve ter entendi¬do melhor do que nós o grande coração cheio de amor que Deus tem por todas as suas criaturas. Ele certamente sabia que o amor de Deus é imutá¬vel. Ele provavelmente contou com a possibilidade de que, por causa do seu amor por suas criaturas, Deus não usaria a violência para forçar a ele e a outros anjos à submissão, se se rebelassem.

·        É verdade que Deus não usa a força bruta e a violência para conseguir a obediência das suas criaturas. Ele nos fez, e ele quer que o amemos por livre e expontânea vontade (Dt 6.5). Deus sabe que é bom para nós que lhe obe-deçamos (Dt 6.24). Ele quer que nosso amor e comunhão venham de um coração cheio de admiração por ele como nosso criador. Ele quer que o amemos pelo que ele é, não por sermos forçados a amá-lo. Nesse sentido, os pais humanos refletem o coração de Deus Pai, quando querem que seus filhos tomem a mesma decisão livre de obedecer-lhes. Eles sabem que será bom para seus filhos escolher amar e obedecer-lhes como seus pais.

O QUE SÃO OS DEMÔNIOS?

·        Os demônios (espíritos maus) são mencionados muitas vezes na Bí­blia. Quem são esses espíritos? No ensino de algumas religiões tradicionais, pensa-se que os espíritos maus são os espíritos de ancestrais de caráter mau falecidos há muito tempo. O que a Bíblia tem a dizer?

·        Vimos no cap. 6 que Deus separa o espírito dos que morrem dos vivos. Depois da morte, as almas humanas ficam restritas a um lugar que Deus lhes designou (Lc 16.19-31). Assim, a idéia de que os espíritos de ancestrais mortos há muito tempo ainda podem estar por aí como espíritos maus e influenciar ou atormentar pessoas não encontra apoio na Escritura. E importante compreender isso, porque apenas Deus e não o ensino da religião tradicional pode nos revelar verdadeiramente os mistérios que cer­cam a morte física. E Deus revelou esses mistérios na Bíblia.

·        Existem diversas teorias sobre quem são os demônios e de onde eles vêm. Vimos no cap. 10 que os anjos são uma ordem criada de espíritos de vários tipos (Cl 1.16). Também vimos que houve uma rebelião de um grande número de anjos (Ap 12.4). Entre as várias teorias de quem são os demônios e de onde eles vêm, a mais plausível é que os demônios vêm dos anjos caídos que se rebelaram contra Deus, junto com Satanás. Em Mateus 12.24, os fariseus acusaram Cristo de expulsar demônios pelo poder de Belzebu, o príncipe dos demônios. No v. 26, Jesus replicou: "Se Satanás expele Satanás, dividido está contra si mesmo." Aqui Jesus identificou Sata­nás como o príncipe dos demônios. Uma comparação semelhante está em Lucas 10.1 7-18, onde Cristo disse que viu Satanás caindo do céu quando os discípulos estavam expulsando demônios. Por último, em Apocalipse 12.7 vemos Satanás e seus anjos lutando contra Miguel e os seus anjos. Não podemos ter certeza absoluta, mas esses versículos dão a entender que os demônios vêm das fileiras dos anjos caídos.

·        A Bíblia ensina claramente que o caráter dos demônios e do que fazem é maligno. Como acabamos de ver, Satanás é o chefe deles (Mt 12.24-26). Por isso, não há diferença importante entre se falamos da obra de Sata­nás ou da obra dos demônios. Assim como Deus usa os anjos santos para executar sua vontade, Satanás usa os demônios.

O QUE FAZEM OS DEMÔNIOS, SEGUNDO A BÍBLIA?

·        A Bíblia tem muito a dizer sobre a atividade dos demônios. Um livro inteiro poderia ser escrito sobre esse assunto. Aqui apenas iremos resumir os tipos de atividades dos demônios. No cap. 13 olharemos mais de perto várias maneiras como os demônios enganam milhões de pessoas que se­guem outras religiões, e até alguns cristãos.

Tipos de atividade demoníaca

·        Engano. Provavelmente a atividade dos demônios mais difundida no mundo seja a de mentir e enganar pessoas. As atividades dos demônios são iguais às do seu líder, Satanás. Jesus disse que Satanás era o pai da mentira (Jo 8.44). Por isso os demônios também mentem e persuadem as pessoas a acre­ditar nas mentiras. Eles podem fazer isso do mesmo modo que as pessoas dão aos outros impressões verdadeiras ou falsas. Quando os demônios fazem vir idéias falsas ou mentiras à nossa mente, provavelmente pensamos que a idéia veio de nós mesmos. Quase nunca percebemos que a sugestão veio de fora da nossa mente. Por causa disso a Bíblia nos adverte a "levar cativo todo pensamento à obediência de Cristo" (2Co 10.5). A maneira de fazer isso é avaliando toda idéia ou pensamento que temos à luz da verdade divina. Ele combina ou destoa do que Deus diz na Bíblia? Se ele concorda com a palavra de Deus, podemos aceitar o pensamento. Se não, devemos rejeitá-lo.

As mentiras dos demônios com freqüência são dirigidas para a mente das pessoas que são emocionalmente fracas. Você lembra da mentira que vem à sua mente muitas vezes quando você está tendo um problema sério — Deus não me ama; Deus não liga para o meu problema?! Esses pensamentos não podem vir de Deus, porque Deus ama os seres humanos infinitamente mais do que qualquer pessoa jamais amou outra. Portanto, esses pensamentos devem vir ou da nossa natureza pecaminosa ou dos demônios. Nos dois casos deve­mos rejeitá-los e substituí-los pela verdade de Deus. Qual é esta verdade? A Bíblia diz: "Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3.16). No Antigo Testamento, Deus disse: "Com amor eterno eu te amei" Cf 31.3). A idéia de que Deus não nos ama é uma mentira, seja qual for a sua origem.

Algumas mentiras demoníacas são dirigidas para um grupo grande de pessoas, como os ensinos das religiões falsas. A Bíblia diz que os demônios promovem ensinos falsos (1Tm 4.1). Muitas pessoas na África têm sido en­ganadas pelas idéias falsas da religião tradicional e por falsos profetas que afirmam falar da parte de Deus. De acordo com 1 Reis 22.22, o engano transmitido por falsos profetas pode vir de espíritos mentirosos. Um aspecto específico das religiões falsas em muitos lugares do mundo é a crença nos espíritos dos ancestrais. Falaremos mais disto no cap. 13.

Os demônios também podem mentir pela boca (palavras) de uma pessoa endemoninhada, para enganar as pessoas. Eles mentem para difundir crenças falsas que mantenham as pessoas afastadas da verdade de Deus. Por exemplo, algumas pessoas têm certeza da preexistência das almas humanas porque ouviram um espírito falando por meio de uma pessoa, confirmando/ que era a alma de uma pessoa falecida. O espírito pode ter dado detalhes exatos da vida daquela pessoa, mas como sabemos que ele não estava men­tindo? O fato é que esses espíritos mentem para enganar as pessoas, porque Satanás, seu líder, é o pai da mentira (Jo 8.44). Por causa disso, não se pode acreditar nas palavras que um espírito fala por uma pessoa endemoninhada. Portanto, não há nenhum proveito em falar com espíritos de posse de pessoas e que falam pela boca delas. O poder da mentira pode ser realmente grande.

·        Assassinato. Jesus disse que Satanás é assassino (Jo 8.44). Por isso devemos esperar que os demônios causem violência, dano físico e morte, quando podem executar seus desejos. É de se perguntar quantos crimes de assassinato e guerras tribais, religiosas e nacionais já foram perpetrados na história por sugestão dos demônios na mente das pessoas. Nos evangelhos vemos o endemoninhado geraseno cortando-se com pedras (Mc 5.5). Ve­mos também um demônio tentando matar um menino possesso, jogando-o no fogo ou na água (Mc 9.22). Em Jó, Satanás ou alguns dos seus demônios causaram uma violenta tempestade, matando os dez filhos de Jó (Jó 1.12,19).

Na África conhece-se muitos casos de pragas rogadas contra pessoas que daí sofreram violência, tragédia ou morte, como na história do início deste capítulo. Os demônios certamente estão envolvidos nessas maldições e tragédias. Esta é uma das razões mais importantes por que Jesus ensinou seus seguidores a orar: "Livra-nos do maligno" (Mt 6.13). As pessoas têm medo dos espíritos. Elas têm boas razões para isto se não estão ligadas espiritual­mente a Jesus Cristo, que é o senhor de todos os espíritos. Esta é uma impor­tante razão por que os cristãos precisam pregar que Cristo é tanto Senhor como Salvador. Somente quando as pessoas conhecem a verdade e o poder salvador de Cristo como seu Senhor e seu Salvador, podem ser libertas do medo de Satanás e dos espíritos maus.

·        Tortura. Além da morte, os demônios podem torturar as pessoas com deficiências como cegueira, surdez (Mt 12.22), deformidades (Lc 13.11-17) e doenças físicas (Jó 2.7; At 10.38) e mentais (Lc 8.27-29). Quantas pessoas nos hospitais psiquiátricos hoje em dia sofrem de loucura demoní­aca? Quantas sofrem de amargura, ressentimento, depressão, raiva de Deus e outras formas de tortura mental, porque crêem e obedecem as mentiras dos demônios, em vez de crer e obedecer a verdade de Deus?

·        Impureza e violência sexual. Os espíritos maus na Bíblia muitas vezes são chamados de espíritos impuros. A palavra grega usada para impuro, akathartos, indica a impureza cerimonial (ritual) ou no sentido moral, de ser maligno, sexual­mente impuro ou depravado. No Novo Testamento, a palavra é usada principal­mente para descrever demônios (Mt 10.1; Mc 1.23; 7.25; Ef 5.5). Em Apocalipse 17.4, uma palavra grega da mesma raiz, akathartees, é usada especificamente para impureza sexual com referência a adultério. Sexo imoral e violência de­pravada geralmente ocorrem juntos, como no crime de estupro. Violência e sexo imoral muitas vezes são vistos juntos nos filmes da indústria cinemato­gráfica. Esses fatos indicam a presença de demônios impuros.

Quanto à possível impureza sexual demoníaca na Bíblia, recorde que Jesus expulsou sete demônios de Maria Madalena (Lc 8.2), que era prostituta. O rei Salomão com suas 1.000 esposas e concubinas era claramente domina­do pelo sexo (Ec 2.8). Isto pode estar ligado ao fato de que Salomão pecou contra o Senhor participando da adoração paga a Astarote, a deusa sidônia da fertilidade, a ponto de construir um santuário para ela (2Rs 23.13).

A impureza sexual é uma área da vida em que a sugestão e tentação demoníaca encontra uma cooperação disposta do coração pecaminoso do ser humano. Com certeza a fixação da atual cultura norte-americana e eu­ropéia com o sexo está sob uma sombra demoníaca.

·        Influência sobre governos. Pelos títulos dados aos anjos caídos em Daniel 10.12-21 fica claro que os demônios tentam influenciar e até contro­lar os governos humanos com propósitos malignos (Ap 16.14). A Bíblia diz: "O deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos" (2Co 4.4). Esta provavelmente é uma razão importante da ordem específica de orarmos pe­los líderes dos governos (1Tm 2.2). As orações do povo de Deus ajudam a libertar a mente desses líderes da influência forte de Satanás e dos demônios. Com a mente livre dos maus pensamentos de Satanás, esses líderes poderão ouvir a voz tranqüila do Espírito Santo, que pode lhes dar sabedoria para governar adequadamente. Só trazemos dano para nós mesmos quando dei­xamos de orar pelos líderes políticos, sejam cristãos ou não.

·        Impedimentos à expansão do evangelho. Em Tessalonicenses 2.18 Paulo revelou que Satanás efetivamente o impediu de ir em uma viagem que pretendia fazer pela causa de Cristo. Não é preciso estar muito tempo ativo no trabalho do evangelho para constatar que se enfrenta oposição séria de espíritos maus (Ef 6.12). Por essa razão, a oração constante, persistente e fiel é absolutamente necessária, para que o ministério do evangelho prospere.

·        Empecilhos à oração. Uma das maneiras mais importantes em que os demônios atrapalham os servos de Deus é impedindo ou atrasando res­postas às suas orações. Os demônios se opõe fortemente à oração, pois esta causará a sua queda. Lembre de como o anjo mau atrasou a resposta à oração de Daniel em Daniel 10.12-13, e como os apóstolos continuaram adormecendo depois que Jesus lhes pediu que orassem com ele no jardim do Getsêmani (Mt 26.38-43).

·        Perseguição geral do povo de Deus. Os demônios se concentram em perseguir, atormentar, perturbar, frustrar e desanimar o povo de Deus onde podem. Paulo revelou que um mensageiro de Satanás era a causa do seu desânimo em 2Coríntios 12.7. Jesus disse que Satanás exigiu peneirar Pedro como o trigo (Lc 22.31).

·        Promoção de idolatria, feitiçaria e as diversas práticas pagas e ocultas. De acordo com a Escritura, a idolatria está diretamente ligada à influência demoníaca (SI 106.35-37). A Bíblia indica que os demônios in­centivam as pessoas a participar das várias práticas não cristãs, como os sacrifícios tradicionais, comunicação com os mortos, adivinhação, feitiçaria e muitas outras coisas (Dt 18.9-12; 32.16-17; 1 Sm 15.23; Ap 18.2). O po­der sobrenatural maligno exercido pelas bruxas e feiticeiros têm de vir dos demônios, já que não vem de Deus.

·        Produção de acontecimentos estranhos e milagres ilusórios. A história da humanidade está cheia de histórias estranhas de eventos sobre­naturais, sem explicação científica. Objetos têm sido vistos movendo-se pelo aposento por si mesmos. Espíritos e fantasmas têm sido vistos e até fotografados. Objetos e até pessoas de repente irromperam em chamas, sem que houvesse fogo por perto. Pessoas possuídas por espíritos têm reali­zado feitos impossíveis de força sem dano para si, como dobrar barras de ferro ou andar sobre brasas sem se queimar. Como essas coisas podem acon­tecer? A Bíblia revela que Satanás e seus demônios têm poder para realizar milagres enganosos (2Ts 2.9; Ap 16.13-14). Assim como Jesus fez milagres para que as pessoas cressem nele e fossem salvas (Jo 5.36; 10.38), Satanás e seus demônios também fazem milagres para enganar as pessoas e impedi-las de crer na verdade sobre Deus.

·        Acusação e difamação dos cristãos diante de Deus. Satanás está empenhado em acusar e difamar os cristãos diante de Deus (Ap 12.10), e é bem provável que os demônios o ajudem nisto, talvez reunindo infor­mações para fundamentar as acusações contra os eleitos de Deus (Rm 8.33,38-39).

 

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