ParsaGeeks - Desbravando Filmes e Séries

Versão light e ou pouquinho bagunçado rs das postagens do blog http://www.parsageeks.com.br/. Aqui você tem praticamente tudo lançado até hoje no Blog de forma mais fácil de achar.*

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ParsaGeeks - Desbravando Filmes e Séries

*como aqui é um arquivo, pode haver algumas divergências de texto que foram arrumados no blog e aqui posteriormente não, por isso sempre dê prioridade para o Blog em postagens novas.

Cinema 550: Encantado

postado em 9 de dez de 2018 21:46 por Alan David

Postado originalmente no blog ParsaGeeks em 09/12/2018

(Ideia boa, execução ruim)


Sinopse: Quando bebê o príncipe Felipe Encantado (Dublado originalmente por Wilmer Valderrama (Série NCIS) e no Brasil por Leonardo Cidade) foi amaldiçoado por uma bruxa malvada a encantar todas as mulheres só com o seu olhar, isso sempre trouxe transtornos para o rapaz, mesmo assim não evitou dele ficar noivo ao mesmo tempo da Cinderela, Bela Adormecida e da Branca de Neve. Essa maldição pode levá-lo a morte em breve se ele não passar por algumas provas para descobrir qual das suas noivas é seu verdadeiro amor e quebrar esse feitiço. Nesse caminho surge Leonora (Dublado originalmente pela Demi Lovato (Camp Rock) e no Brasil pela Larissa Manoela (Carrossel)), uma ladra que é imune ao charme de Encantado e irá se juntar ao príncipe na jornada dele em busca de acabar com essa maldição. Elenco de dubladores originais conta ainda com Avril Lavigne, Ashley Tisdale, entre outros. Animação dirigida e escrita por Ross Venokur. Produção Vanguard Animation e distribuição brasileira pela Imagem Filmes.

 Cinema 550: Encantado 


O conceito não é ruim, desmistificar o porque sempre as donzelas dos contos de fadas são salvas pelo príncipe encantado, tirar o final feliz do conceito e entregar um algo depois, além disso, colocar esse personagem que sempre salva a mocinha no final como alguém que tem seus próprios problemas e para finalizar como produtor tem o mesmo de Shrek. Como isso se espera algo que consiga desenrolar uma trama no mínimo satisfatória... Pode esquecer, pois essa animação só tem o plot interessante e mais nada. Toda execução é falha, isso tudo que eu falei é logo de inicio, depois cai em uma jornada boba, com umas musiquinhas chatas e segue com a trama toda previsível, sem graça e mesmo voltada ao público mais infantil não tem carisma e subestima a inteligência delas em entender uma história, chegando ao ponto da protagonista se passar por homem e a única coisa que ela muda no visual é por um bigodinho falso.


Essa animação não parecer ter grandes objetivos do que uma simples história infantil, porque toda a narrativa usa caminhos óbvios e situações pragmáticas. Tem como ideia que não são filmes feitos para mim... é para um outro tipo de público, mas quando se tem estrada suficiente você sabe quando algo não é para adulto, mas fica ciente que funciona para criançada. Aqui pelo simples motivo de tudo ser muito previsível, chato e sem graça na maioria do tempo, mesmo com a ideia boa. Para não ser um desastre total, uma hora as três princesas conhecidas são analisadas pelo Encantado em uma conversa com a Leonora, são poucos segundos para cada uma e fica bom, mostra o quanto a história de cada uma (Branca de Neve, Cinderela e Bela Adormecido) afetou elas pós serem salvas pelo príncipe encantado, se fosse mais por aí daria uma encorpada boa e teria humor no tempo certo, só que infelizmente segue tudo muito genérico e mal contado até o fim sem a menor emoção.


Já não bastasse o problema de desenvolvimento de roteiro, personagens mal utilizados e sem carisma... Na parte visual deixa a desejar também. Como pintura de fotografia até funciona, mas a movimentação é muito superficial, se tudo tem cores bonitas e vibrantes, as expressões faciais são duras e até o desenho de alguns personagens secundários é bem ruim, a única coisa que chama atenção é quando os protagonistas são sequestrados por uma tribo de mulheres gigantes, ali ficou bom, de resto... Tipo de animação que fica bonito parado para print ou pôster, não deve ter sido feito com um bom orçamento. Sobre a dublagem do casal Larissa Manoela e Leonardo Cidade... Não melhora e nem piora as coisas. Encantado chega com uma proposta bem diferente e interessante, mas executa tudo de um jeito bem desastrado. Filme fraquinho.


Cinema 549: Rasga Coração

postado em 7 de dez de 2018 21:34 por Alan David

Postado originalmente no blog ParsaGeeks em 07/12/2018

(Contrapontos e choque de gerações contadas de forma inteligente)


Sinopse: Um casal suburbano formado por Manguari Pistolão (Marco Ricca, Sueño Florianópolis) e Nena (Drica Moraes, Getúlio) tem uma vida decente, mas financeiramente apertada. Eles depositam suas esperanças e economias no filho Luca (Chay Suede) que ele entre na faculdade e se forme um grande médico. No passado Pistolão foi um militante atuante contra a ditadura do qual protestava junto com seus amigo, entre eles, o excêntrico Bundinha (George Sauma). Ao vê que a namorada do seu filho (Luisa Arraes) sofreu preconceito no colégio particular onde estudam, Manguari incentiva seu filho a protestar contra o acontecido, o que trás lembranças tristes para ele, mas o pior será perceber que Luca pode não está muito certo sobre o que ele quer lutar. Elenco ainda contra com João Pedro Zappa, Duda Meneghetti, entre outros. Direção e Roteiro (esse junto à Ana Luiza Azevedo e Vicente Moreno) de Jorge Furtado. Produção Globo Filmes e Distribuição brasileira pela Sony Pictures.

 Cinema 549: Rasga Coração 


Um filme baseado em uma peça homônima, mostrando comportamentos e contrapontos entre uma geração que militou em causas mais sérias e uma nova que realmente não se sabe direito o quer, tudo isso dentro dessa história de pessoas comuns. A forma de construção dos personagens é bem interessante, pois no começo temos uma longa cena de cotidiana entre os personagens de Marco Ricca e Drica Moraes para que passe ao público que são pessoais normais do qual não sairá um grande ápice, mais também que mostra bem o que é cada um dentro do contexto desse longa-metragem. O tempo certo ao entrar o filho deles é bem feito e toda aquela interação e comportamento para se justificar um choque de gerações. Além disso, temos flashbacks do passado do Manguari, toda sua militância, problemas com o pai e a vida louca do seu melhor amigo o Bundinha, esse um personagem bem interessante, sabe aqueles tipo que você já simpatiza de cara e fica esperando ele aparecer a todo tempo porque passa uma empatia... E ainda dá o alivio cômico para a história que é tensa, comportamental e tem uns pontos lentos.


Não é apenas ideias que são construídas aqui, temos muito do que é o protagonista Manguari Pistolão. As dores do passado e atuais, a forma que seu casamento se encontra, o marasmo no trabalho (essa parte tem uma subtrama que não é muito satisfatória). A história demora um pouco para dar seu rumo, quando chega ela atingi o ápice com a forma que Manguari incentiva seu filho a protestar, mas depois o roteiro dá algumas voltas e temos uns vinte minutos fracos que poderiam ser cortados e mais resumidos, até entrar nos eixos de volta e entregar um final bem coerente. Na parte atual dos jovens, temos diálogos interessantes, inclusive das causas que alguns lutam que nem sabe o porque, tem uma cena que justifica bem isso, quando se tenta incluir um assunto mais sério no protesto, mas a cegueira e necessidade de achar que o seu problema é o maior do que todos, mesmo não sendo a mais séria... E ainda dosagens pontuais de racismo e socialismo. Então temos um inicio distribuindo os personagens como vão se comportar, os flashbacks são bem executados, até porque ali é muito importante para o contraponto final e o desfecho da história, como dito anteriormente, tem um gordura que poderia ser tirada, pois prejudica no sentido de ritmo da história que já não é dinâmico, mas tem sustância.


Direção de arte é boa, maioria gravada em pequenos espaços, mas nos flashbacks tem uma boa fotografia do final dos anos 80. Trilha sonora casa bem com a proposta do filme, já o restante da parte técnica é bem lúcida, está bem gravado. Marco Ricca está muito bem, assim como Drica Moraes no qual sua personagem é alguém que se acomodou e se pega em valores medianos. A parte jovem do presente deixa um pouco a desejar na personagem de Luisa Arraes, não passa a lucidez que justificasse todo o plot central. Nos flashbacks, como dito antes, George Sauma com seu personagem Bundinha rouba a cena, mas todos estão bem, até porque são cenas de militância, protestos e tal, que exige mais uma personalidade marrenta e de ideais aos personagens, até por isso que Sauma se destaca, pois ele é que tem as características que fogem do usual. Rasga Coração é o cotidiano, contraponto e choque de gerações, aonde temos narrativa que se sustenta e que se tivessem uns 15 minutos a menos entregaria algo mais fluente, mesmo assim é a prova que se souber construir de forma correta um roteiro... Você consegue entregar uma trama interessante dentro de uma narrativa de ritmo cadenciado. Ficou bom mesmo.

Cinema 548: A Vida em Si

postado em 5 de dez de 2018 08:34 por Alan David

Postado originalmente no blog ParsaGeeks em 05/12/2018

(Bonito e objetivo, mas previsível e dramalhão)


Sinopse: A história de amor do casal formado por Will Dempsey (Oscar Isaac, Ex-Machina) e Abby Dempsey (Olivia Wilde, House) que supera as tragédias, o tempo e até  continentes, pois dos EUA vai afetar pessoas na Espanha. Elenco ainda conta com Annette  Benning, Mandy Patinkin, Antonio Banderas (A Máscara do Zorro), Olivia Cooke (Ouija - O Jogo dos Espíritos), entre outros. Direção e Roteiro de Dan Fogelman (This is US). Produção FilmNation Entertainment e Distribuição Brasileira pela Paris Filmes.

 Cinema 548: A Vida em Si (Life Itself) 


Uma história escrita pelo diretor de This is Us, uma série de uma qualidade visual e dramática muito boa, isso já chama atenção no que poderia sair do romance do casal Dempsey. A história tem como intuito mostrar como os destinos estão conectados e pequenas atitudes podem mudar não só a sua vida, como a de outras pessoas... Até aí tudo bem, pois a mensagem é bem clara e objetiva durante todo o filme, o problema é que a narrativa entrega tudo muito cedo, isso deixa alguns pontos sonolentos e parece que as coisas são relatadas fora de ordem. De inicio temos um plot interessante e bem sacado, uma mudança de rumos que na verdade não foi mudado (assistindo você vai entender), a partir daí entra em uma jornada de  flashbacks e transições de tempo e países que dá uma carga que tem pontos interessantes, mas outros clichês e cansativos, chegando a um encerramento de um tom melodramático demais, ainda com uma cena final fora do tempo para entregar mais drama dentro de uma trilha bonita e frases prontas para terminar como uma forma de autoajuda.


Algumas coisas chamam a atenção... A forma que são os diálogos entre o casal protagonista, as tragédias e tudo mais que serve como impulso para a história andar. No decorrer do filme são cinco atos, quanto entra no terceiro e pula rapidamente para o quarto (Espanha) é a parte mais concisa e interessante, pois tira a trama de um drama romântico para uma construção mais encorpada dos personagens, parece virar outro filme, só que logo você percebe aonde ele quer chegar, pois é tudo muito na cara, mas até chegar é bem elaborado. Apenas quando temos uma conclusão disso tudo que ao trazer um personagem espanhol para dar o momento “vamos refletir sobre a vida”... Que fica forçado, pois o mesmo já teve seu momento, outros personagens poderiam ficar com esse ato final, mesmo considerando desnecessário. 


Visualmente muito agradável de assistir, tem tomadas bonitas, quando vai para a Espanha é bem ambientado e com uma fotografia interessante. Direção de arte é funcional, assim como a parte sonora, claro que clichê na parte final.  Elenco dentro dos seus papéis foi muito bem... Oscar Isaac é um grande ator, mas como dito antes, o núcleo espanhol é o mais agradável, liderados por Antonio Banderas que cumpre bem o rico solitário, mas de convicções honestas e solidárias bem interessantes. A Vida em Si é um romance dramático bem articulado que tem uma proposta clara e objetiva de onde quer chegar, o problema que entrega tudo muito rápido e depois fica rodando e tropeçando dentro de um dramalhão e previsibilidade, apenas regular.

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 Dúvidas, sugestões, parcerias e indicações: blogparsageeks@gmail.com

Cinema 547: Refém do Jogo

postado em 4 de dez de 2018 22:10 por Alan David

Postado originalmente no blog ParsaGeeks em 04/12/2018

(Filme de Ação clichê que entretêm)


Sinopse: Michael Knox (Dave Bautista, Guardiões da Galáxia) é um ex-militar que de tempos em tempos vai a Londres visitar a esposa e filha (que o considera como tio) de um grande amigo que morreu lutando a seu lado na guerra do Afeganistão. Ele a leva para um jogo de futebol do West Ham, mas as coisas ficam complicadas. Um grupo de terroristas russos invade o estádio e ameaçam explodir o lugar se as autoridades não entregarem o ex-líder deles (Pierce Brosnan, 007 Contra Goldeneye) que está sobre anistia inglesa. Michael terá que defender sua sobrinha e ao mesmo tempo em que tentar impedir esses criminosos de matarem milhares de inocentes. Elenco ainda tem Lara Peaker, Ray Stevenson, Amit Shah, entre outros. Direção de Scott Mann e Roteiro de David T. Lynch e Keith Lynch. Produção da Signarutre Enterteinment e Distribuição Brasileira pela Imagem Filmes. 

 Cinema 547: Refém do Jogo (Final Score) 


Aquele filme de ação básica... Temos um ex-militar com habilidades para atirar, bater e apanhar, além dos terroristas, alguém ligado ao protagonista para que ele se preocupar, vidas inocentes em jogo, nada demais. Durante toda a história que é bem básica aonde temos um estádio de futebol que acontece um jogo e todos lá dentro estão sem saber o que acontece na parte interna do estádio, pois estão sem sinal de internet (Isso foi legal)... Então os criminosos ameaçam explodir tudo e escolheram bem o dia que o personagem de Dave Bautista resolve levar sua sobrinha de consideração lá. A partir disso é ação ininterrupta, corre para cá, corre para lá, protagonista matando geral, tiro para tudo que é lado e vilões morrendo. O carisma de Bautista em Guardiões não é levado a esse filme, pois o Michael Knox é bem sério, sem tempo de humor e seu visual grandalhão porradeiro não passa simpatia ou empatia, apesar de ter sido interessante vê-lo lutar e ter dificuldades com alguém maior do que ele. A história segue nessa premissa até se concluir da forma mais previsível possível, mas foi dando opções para quem gosta de ação descomprometida.


Poucas coisas chamam a atenção... Como o personagem Michael que estava pouco se lixando para o que iria acontecer com as pessoas no estádio praticamente o filme todo. Só preocupa-se com sua sobrinha, mesmo vendo que tantas pessoas poderiam morrer devido aquele monte de bombas instaladas no estádio, chega a ser engraçado. Também colocam um alívio cômico que é o personagem Faisal, dentro do clichê do árabe, inclusive ele usa esse próprio rótulo no ato final. A história tenta emplacar algumas subtramas... Como o remorso do protagonista pela morte do pai da sua sobrinha sobre seu comando na guerra, a mesma sendo rebelde (bem fraquinha). Além disso, o vilão também tem algumas historinhas para dar corpo, mas nada que valha a pena. Apenas a ação corresponde ao que veio, têm umas porradarias boas, cenas com moto, tiroteiro no telhado, entre outras coisas do gênero. 


Por se passar nas partes internas e externas de um estádio de futebol, a direção de arte não foi tão exigida. Nos locais apertados, a câmera consegue acompanhar bem as cenas, as partes em campo aberto são boas, apesar que nas partes no teto do lugar ele dá uma distanciada e não passa muita sensação de realidade. Parte sonora nada que chame atenção, assim como os efeitos visuais, exceção a algumas explosões. Dave Bautista não tem talento para segurar um filme sozinho, já Pierce Brosnan sim, só que apesar de ser o motivo de todo o plot... Ele é praticamente figura decorativa, já o restante do elenco está sofrível. Finalizando, o roteiro entrega seus três atos de forma simples, foi no automático. Refém do Jogo nada mais é que um longa-metragem de ação básica e barata, não oferece mais que uma hora e quarenta de ação sem muita criatividade, mas dentro da sua proposta... Por incrível que pareça foi bem, não é cansativo.

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Cinema 546# Robin Hood - A Origem

postado em 28 de nov de 2018 19:49 por Alan David

Postado originalmente no blog ParsaGeeks em 28/11/2018

Robin Hood - A Origem (Robin Hood)


Um jovem nobre (interpretado por Taron Egerton, Kingsman) sob o treinamento e orientação de John (Jamie Foxx, vencedor de Oscar) que antes foi seu inimigo na guerra das Cruzadas, torna o rapaz muito habilidoso e ágil com arco e flecha. Os dois têm um plano para acabar com a tirania do Sheriff (Ben Mendelsohn, Star wars Rogue One) na cidade, para isso, sobre a alcunha de Robin Hood, ele vai dar muito trabalho aos nobres, ao mesmo tempo em que o jovem sofre pela distância da sua amada Marian (Eve Hewson). A origem do ladrão que rouba dos ricos para dar aos pobres na cidade de Nottingham. Elenco ainda conta com James Dornan (Cinquenta Tons), F. Murray Abraham, entre outros. Direção de Otto Bathurst, com Roteiro de Ben Chandler e David James Kelly. Produção Lionsgate e distribuição brasileira pela Paris Filmes.


Uma história já contada várias e várias vezes, aqui temos Robin Hood mais adaptado para o público atual, uma linguagem e figurino mais jovem, além de uma dinâmica de narrativa (pelo menos é o que deveria ter) que traga uma nova geração para conhecer um conto que já foi produzido muitas outras vezes. Durante todo o filme você tem as motivações do protagonista (Robin Hood) na maior parte do tempo baseadas no amor, mesmo quando tenta lá pelo final dar um censo de justiça ao personagem, fica claro que toda sua jornada não condiz com seus pensamentos, isso acaba tirando a força de um longa-metragem mais aventureiro. Não temos muita ação, as poucas que tem são até bem feitas, a trama não empolga, nenhum momento temos uma situação que fuja do marasmo do que está sendo contado, deveria ser mais intenso. Tudo parece rodar no automático, corre aqui, corre ali, nem temos um grande vilão (Mendelsohn), ele é mais de bastidores, apesar de que no final tem uma grande revelação que é mais que óbvio de quem já conhece um pouco da mitologia do personagem, até nisso falha, deveria ter melhor explorado o ladrão que rouba dos ricos para dar aos pobres, ao invés de ficar em traminhas chatas.


Como dito o figurino está bem moderno para a época, a linguagem é mais para um público jovem, com relação à direção de arte, fotografia, trilha sonora e outros termos técnicos, nenhum atrapalha o filme. Efeitos visuais de luta e algumas explosões são contidas dentro de pouco tempo, muitos cortes, sem um grande plano sequência que chamasse atenção, a montagem não está boa, não flui bem de um núcleo para o outro como deveria. O roteiro tenta emplacar que é um ladrão de ricos, só que emplaca mais que tudo gira em torno de romance. Sobre o elenco... Taron tem um ar jovial e sarcástico que funciona na maioria das vezes, principalmente nas cenas de ação e dele fingindo está do lado dos ricos. Jamie Foxx faz um personagem bem acelerado tanto em falas como em atitudes. Ben Mendelsohn sendo um vilão com alguém acima dele como em outros papéis já feitos pelo ator. O Restante do elenco só completa o marasmo. Robin Hood – A Origem é a mesma história sendo contada de novo, só que no modo automático, sem empolgar, com uma abordagem que não emplaca, proporcionando quase duas horas de algo que parece que está bom, mas que na verdade falta intensidade e objetividade do que é ser Robin Hood. Apenas regular.

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Cinema 545# Exterminadores do Além Contra a Loira do Banheiro

postado em 27 de nov de 2018 17:39 por Alan David

Postado originalmente no blog ParsaGeeks em 27/11/2018

Exterminadores do Além Contra a Loira do Banheiro


Uma escola tem um dos seus alunos misteriosamente ferido e acaba sendo rotulada como o local da loira do banheiro. Para se livrar dessa “fama”, o diretor Nogueira (Sikêra Júnior) contrata um grupo de Youtubers formados por Jack (Danilo Gentilli), Fred (Léo Lins), Túlio (Murilo Couto) e Caroline (Dani Calabresa) que são especializados em caçar fantasmas e se auto intitulam os Exterminadores do Além. O grupo é farsante, só que para o diretor é importante que eles avaliem o lugar como seguro, mas precisam passar a noite lá. O que ninguém esperava era que a lenda da Loira do Banheiro é muito real e uma série de mortes acontecerão, agora Jack e seu grupo precisam fugir ou enfrentar essa entidade maligna, na dúvida eles fogem. Comédia brasileira que ainda conta com nomes conhecidos de Ratinho, Matheus Ueta, Jean Paulo Campos, Digão Ribeiro, Antônio Tabet, Bárbara Bruno, entre outros. Direção de Fabrício Bittar (também roteirista ao lado de Gentille) e distribuição pela Galeria Distribuidora.


Uma comédia trash de terror, essa é a ideia principal desse longa-metragem, você já deve ter vistos alguns assim, tem uma situação de horror, várias mortes, piadas para todos os lados em cenas estranhas, aqui em Exterminadores do Além não é diferente. Toda narrativa segue dentro de uma escola aonde existe uma assombração no caso a Loira do Banheiro e tudo é conduzido para as mortes mais gore e esquisitas possíveis, nisso a trama entrega bem, nenhuma morte é comum, além do sangue para todos os lados, não lembro de uma produção assim recente com tanto vermelho. O foco é irem criando condições de humor dentro de um terror, algumas coisas no roteiro funcionam e outras não... A criatividade nas mortes, a parte tecnica (falarei mais abaixo) e a proposta de algo de começo, meio e fim são boas, em compensação, a falta de química entre os três protagonistas, por mais que trabalhem juntos no Talking Show do Danilo Gentili, não parece um à vontade com o outro, não da liga aquela equipe, além disso, o excesso de não se levar a sério cria situações escatológicas, embaraçosas e diálogos prontos com piadas pesadas que trazem um humor genérico. Por fim, durante todo o desenvolvimento, eles poderiam ir mais a fundo na Loira do Banheiro, na mitologia dela, não deixar para explicar tudo no final. Mas de todos os pecados, o pior foi a entrada do personagem Daniel no meio da história assim do nada, tem pequenas doses que ele existia no inicio do filme, mas dentro de tanta correria, piadas e situações estranhas... Acabaram ficando esquecidas e o menino ao entrar não acrescenta praticamente nada na trama.


Visualmente é bem trabalhado, a direção de arte é muito boa, consegue gravar em pequenos espaços e passar uma lucidez de imagem mesmo com cenas no escuro. Assim como estão boas à fotografia, trilha sonora, som e tudo que envolve tecnicamente o longa. Os efeitos especiais estão muito bons, tem uma quantidade absurda de sangue, absurda mesmo, além dos efeitos e figurino da Loira do Banheiro que não ficam atrás de filmes americanos. Por mais que force várias situações, o roteiro é bem conciso, pois passa corretamente pelos seus três atos, o problema maior é algumas cenas que parecem esquetes e o garoto (Daniel), não se adiciona alguém importante na trama assim do nada no meio da história. Sobre as atuações... Gentilli estava melhor em Como se Tornar o Pior Aluno da Escola, aonde ele era mais da zoeira, do restante, gostei do Sikêra Junior e do Murilo Couto, são os que mais chamam atenção. Os Exterminadores do Além contra a Loira do Banheiro é uma sátira de filmes de terror que não se leva a sério até demais, pois ao mesmo tempo em que proporcionam uma qualidade visual bem interessante, em contraponto, força situações pontuais de humor para justificar risos que acabam não vindo, regular.

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Cinema 544# O Chamado do Mal

postado em 27 de nov de 2018 12:40 por Alan David

Postado originalmente no blog ParsaGeeks em 27/11/2018

O Chamado do Mal (Malicious)


Um casal que está prestes a ter o primeiro bebê liberta algo maligno sem querer, agora eles precisaram dar um jeito de parar essa entidade do mal. Elenco com Josh Stewart, Delroy Lindo, Bojana Novakovic e outros. Direção e Roteiro de Michael Winnick. Distribuição brasileira da Imagem Filmes. Filme estreia na próximo 06 de dezembro nos cinemas.


É a história de um casal que muda para uma casa no campus da universidade que o marido leciona. A esposa está grávida. Tudo vai bem até que ela abre uma caixa, presente da sua irmã. Ela começa a ver e ouvir coisas. Infelizmente ela perde o bebê e não pode mais ter filhos. As visões vão ficando mais assustadoras. Com a ajuda de um parapsicólogo, eles tentam entender o que está acontecendo e descobrem que o mal foi solto. Agora tem que descobrir como prendê-lo de novo. Dos produtores de “O colecionador de ossos", O Chamado do Mal é um suspense/ terror acima da média dos atuais. O clima sombrio e a música tensa ajudam a entrar no clima. A história faz sentido e tem uns sustos bons.


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Cinema 543# Um Homem Comum

postado em 26 de nov de 2018 08:54 por Alan David

Postado originalmente no blog ParsaGeeks em 26/11/2018

Um Homem Comum (An Ordinary Man)


Um General (Ben Kingsley) veterano e procurado por seus crimes de guerra, vive sendo escondido por antigos aliados para que não seja encontrado pelas autoridades do governo ou inimigos. No último esconderijo ele recebe os serviços da jovem empregada Tanja (Hera Hilmar) do qual o General acaba tendo um apego, o que o faz refletir tudo que ele fez na vida e ao mesmo tempo descobrir que de simples ajudante a moça não tem nada. Elenco ainda conta com Peter Serafinowicz. Filme dirigido por Brad Silberling e distribuição nacional pela A2 Filmes/Mares Filmes.


Uma história de ambientação triste e com uma narrativa que entrega ao personagem de Ben Kingsley um comportamento de alguém que visivelmente foi uma pessoa impiedosa no cumprimento do seu dever As camadas de personalidade dele são trabalhadas a partir de um ponto do qual ele próprio já se sente incomodado com a situação de esconder-se o tempo todo, isso é mostrado em pequenas cenas do qual ele se expõem sem mais nada a perder se for encontrado. A entrada da personagem Tanja (Hera Hilmar) tem o mesmo plot de filmes aonde temos algum veterano durão que passar a ter seu coração amolecido por alguém mais jovem. Isso toma boa parte do longa-metragem, os dois em longos diálogos do qual sempre feito em tons ásperos pelo personagem de Kingsley, ele impondo suas vontades ao mesmo tempo em que vai descobrindo a verdadeira função de Tanja. Como já é alguém cansado de tudo, o general à medida que ele vai descobrindo a verdade sobre a moça, isso serve como companhia para sua solidão, aprendizado e reflexão também, o que vai gerar o ato final e com um desfecho bem interessante, pode não ser o ideal, mas convicto do que foi toda sua jornada.


Fotografia da Sérvia está bem feita, a direção de arte consegue transpor bem o que acontece em cada cena, inclusive no apartamento velho do General aonde temos os melhores diálogos entre ele e a Tanja. Parte de edição não compromete, até porque é um filme curto, assim como a trilha sonora que não é chamativa. O roteiro se prende muito naquela situação atual, não se aprofunda muito no quanto foi terrível esse General e as pessoas que o querem vivo e também o querem morto, a ideia é só a construção daquela amizade por assim dizer para dar o start da atitude do protagonista no ato final, num apanhado geral é bem simples. As atuações se limitam a Ben Kingsley e Hera Hilmar, ambos muito bem, notório que os personagens não combinam, mas funcionam dentro de um contexto que a narrativa pede. Um Homem Comum é uma jornada simples de um homem duro que tem muitos esqueletos no armário, mas que a história é sobre que de forma progressiva sua atitude mude ao conhecer uma jovem que trás uma carga emocional que muda as perspectivas do protagonista. Ficou bom mesmo.

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Cinema 542# De Repente uma Família

postado em 24 de nov de 2018 21:55 por Alan David   [ 24 de nov de 2018 22:36 atualizado‎(s)‎ ]

Postado originalmente no blog ParsaGeeks em 24/11/2018

De Repente uma Família (Instant Family)


Baseado em uma história real. O casal Pete (Mark Wahlberg) e Ellie (Rose Byrne) quer adotar uma criança. Após irem a uma feira de encontro entre adultos e jovens sem lar, eles se encantam pela esperta adolescente Lizzie (Isabela Moner) e decidem adotá-la, mas para a surpresa deles a menina tem dois irmãos menores. Apesar de inesperado, as três crianças são acolhidas pelo casal. Muitas dificuldades aconteceram devido à personalidade desses novos filhos, além de todos os problemas que envolvem uma adoção. Elenco conta ainda com Octavia Spencer, Tig Notaro, entre outros. Direção e Roteiro de Sean Anders (Pai em Dose Dupla 1 e 2) com Produção e Distribuição pela Paramount Pictures.


O trailer da uma enganada, pois mostra uma comédia bonitinha de humor simples e com narrativa linear. Mas o que temos aqui é uma comédia com doses dramáticas intensas, pois trata de vários processos e dificuldades de uma adoção, abordando vários lados como quem adota, os adotados, a instituição de adoção, a justiça e até os pais biológicos. De inicio já temos o relato real do casal que foi inspirado o filme, o que tira o impacto de qualquer coisa que vá ser construída que dê a impressão que algo dará errado no final, resta ao roteiro trabalhar esse processo para que traga um plus a mais de um simples longa-metragem do gênero... e consegue isso... A forma de mostrar em bons diálogos e reuniões entre o casal protagonista e outros casais e até solteiros que pretendem adotar são bem explicativos, claro que tem seu tom de humor, piadinhas prontas e situações básicas para dar risada, só que vem no pacote o drama de adolescente esperando ser adotado, a relação e dificuldades de estar com três crianças adotivas em casa, passar pela rejeição, rebeldia, acidentes e até um lance com a Lizzie (Moner) que dá um tom mais forte na trama, aliás, dela saem as cenas mais tensas e dramáticas, aonde o roteiro segue com a parte séria. Com as crianças menores é sim o básico, até porque não pode se pedir muito, de onde sai quase todo humor do filme.


Visualmente é bem trabalhado, como é tudo muito urbano não tem nada chamativo e que seja abaixo da média. Trilha sonora nas partes leves encaixa bem, na hora dramática faltou um pouquinho enfatizar mais a cena com uma sonora mais aquém, nada que seja ruim, e por fim, edição deu uns cortes bruscos no primeiro ato, depois segue fluindo normal. A linha do roteiro é leve ao mesmo tempo conscientiza dos problemas que podem surgir em uma adoção, na maioria das vezes funciona usar humor, mas em certa subtrama com a personagem da Moner não foi a melhor escolha, de resto segue bem aonde quer chegar e termina de forma imaginada e com o astral lá para cima. Elenco na parte comédia com Mark Wahlberg e Rose Byrne vão muito bem, no drama já não são lá essas coisas, pois são muito da comédia urbana, no mais, Isabela Moner tem um talento bom para ser dramática e marrenta, e por fim, Octavia Spencer sendo Octavia Spencer, bem humorada e sábia, basicamente os principais atores sendo o que são em outros trabalhos. De Repente Uma Família é uma opção de humor simples e que vai mesclando algumas situações dramáticas mostrando que uma família pode surgir de todas as formas. Ficou bom mesmo.

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Cinema 541# Parque do Inferno

postado em 24 de nov de 2018 16:40 por Alan David

Postado originalmente no blog ParsaGeeks em 24/11/2018

Parque do Inferno (Hell Fest)


Em noite de Halloween,  Natalie (Amy Forsyth) e seus amigos vão se divertir no Parque do Inferno, um local temático de muito sucesso na cidade. As coisas seguiam bem para o grupo e as pessoas do lugar, mas a entrada de um psicopata disfarçado coloca em risco a vida de todos, principalmente para Natalie e seu grupo que se torna alvo principal do serial killer. O problema é que um lugar aonde todos estão mascarados, os jovens podem perceber tarde demais que esse matador não faz parte do show. Direção de Gregory Plotkin e distribuição nacional pela Paris Filmes.


Aquele plot básico, um monte de adolescentes com os hormônios a flor da pele, o roteiro “trabalha” eles algum tempo para que o público se importe quando começarem a morrer um atrás do outro. Praticamente não tem nada diferente, até porque o casting é fraco, nenhum personagem você liga se morrer, pois os dilemas criados para dar uma sustância na trama são descartáveis, nada é interessante na construção desses jovens, que aliás, demora-se a ter a primeira morte, estava parecendo que íamos para algo mais de suspense e superação do grupo, mas nada disso, só mais do mesmo. Sobre a história em si, tem um prólogo cheio de tensão, após isso demora muito para acontecer algo. Tudo gira em torno do que seria aqui no Brasil o que foi A Noite do Terror do Playcenter (parque mega famoso que existiu até pouco tempo) você no meio de um monte de gente fantasiada de monstros para lhe assustar e só, então adiciona-se nisso um psicopata sem nenhum desenvolvimento antes, durante e depois da história... Além dele facilmente conseguir qualquer coisa para sair matando geral, aonde nada faz sentido que não seja desculpa para assustar e trazer mortes gore, mas ai tem outro problema... Praticamente não tem algo do tipo, o longa enrola querendo puxar para o suspense, depois quando muda a ficha para o terror não entrega mortes que deveriam ter, já que essa era a proposta inicial.


Visualmente é meio confuso, pois se passa em um parque à noite e com um monte de gente fantasiada, cenas no escuro e cortes bruscos de edição, não têm uma boa direção de arte e nem fotografia, o que salva nesse quesito é a maquiagem, pois tem muitas fantasias e pessoas vestidas de monstros. Durante o filme tem uma trilha sonora enjoativa, fica batendo no mesmo ritmo em todo momento, fechando essa parte técnica... Os efeitos visuais quando se é necessário são bons, além disso, como roteiro rodou no básico no gênero, só que demora a engrenar, pois fica ali enrolando para dar uma subtrama do assassino com a protagonista, que aliás atua de forma fraca... Assim como todo o elenco, nada que chame atenção ou valha mencionar. Parque do Inferno nada mais é que mais um filme de terror com todos os elementos que você já viu em qualquer outro longa-metragem, não tem nada que chame atenção ou diferente que o tire de ser fraco.

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