ORIENTAÇÕES PARA O MINISTÉRIO DA EUCARISTIA 2012

Introdução: as orientações que ora apresentamos “são rumos que indicam o caminho a seguir, abordando aspectos prioritários da ação evangelizadora” (DGAE 2011/2015) para o Ministério Extraordinário da Sagrada Comunhão Eucarística, cuja missão, definida pelo Código de Direito Canônico, através do cânon 230, afirma que onde a necessidade da Igreja o aconselhar, na falta de ministros, podem também os leigos exercer o ministério da palavra, presidir as orações litúrgicas, administrar o batismo e distribuir a sagrada Comunhão”.

 

Muitas vezes somos levados a deixar o termo “extraordinário” subir à cabeça e nos cremos imprescindíveis ou insubstituíveis. O termo “extraordinário” deve ser por nós entendido como “necessário”, o que nos leva a estarmos sempre prontos para o serviço na comunidade. Se essa extraordinariedade for aceita e cumprida, com o coração e não somente com ato de servir, o “necessário” se torna excepcional ou notável.

 

Levar Cristo vivo aos necessitados, doentes ou moribundos, nos torna notáveis já que temos o propósito de alimentar os que clamam pelo alimento que só o Senhor ressuscitado dá. Este propósito deve alimentar a espiritualidade do Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão.

 

A partir da formação que tivemos, a Paróquia Nossa Senhora da Salete, oferece as orientações que seguem não para cercear, nem inibir o trabalho do Ministro da Comunhão, e sim ajudá-lo a buscar, aprofundar o conhecimento das normas do Magistério da Igreja, da Diocese e da Paróquia. Estas orientações visam oferecer aprofundamento, colaborando desta forma, para que esse Ministério que foi confiado pela Igreja, seja desempenhado com mais conhecimento de causa. Seguem as orientações:

 

1.  “As ações litúrgicas não são ações privadas, mas celebrações da Igreja, que atinge a cada um dos seus membros de modo diferente, conforme a diversidade de ordens, ofícios e da participação atual” (Sacrosanctum Concilium, 26). Esse Ministério do anúncio da Palavra é de grande responsabilidade para quem o faz.

 

2.  Toda a presidência litúrgica deve ser a expressão do “Cristo cabeça da Igreja”. Assim todos os que são chamados a desempenhar funções dentro da celebração: coroinhas, Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão Eucarística, animador, leitores, salmista, ministério do canto (cantores), equipe de acolhida (recepcionista) “desempenhem um verdadeiro ministério litúrgico. Cumpram sua função com a piedade e ordem que convém a tão grande ministério. Sejam imbuídos do espírito litúrgico e preparados para executar as suas partes, perfeita e ordenadamente” (Sacrosanctum Concilium, 29).

 

3.  Cada um dos gestos e palavras de quem preside ou que proclama a Palavra de Deus, deve revelar o Espírito, de quem recebeu o dom para atuar na assembleia de irmãos. Assim, a concentração e a capacidade de elevação espiritual se refletem por inteiro na comunidade celebrante. “Na liturgia, Deus fala a seu povo. E o povo responde a Deus, ora com cânticos, ora com orações” (Sacrosanctum Concilium, 33).

 

4.  A participação alheia ou desinteressada dos Ministros nas celebrações em nada contribui para com as pessoas que participam do ato litúrgico. Quem preside, quem prega e toda a equipe de celebração não é simplesmente uma prestadora de serviço. Quando se percebe na equipe de celebração ausência de concentração, de interiorização, que se manifestam por conversas paralelas, pelas saídas e entradas no espaço litúrgico, ruídos nos microfones, aparelhos de som, com certeza isso em nada vai contribuir com a espiritualidade do ato litúrgico.

 

5.  Preparação para o exercício do ministério;    


a) Higiene pessoal;         
b) Vestes dignas; 
c) Respeito pelos objetos litúrgicos;    
d) Momento de oração;   
e) Humildade e simplicidade;   
f) Sintonia com as orientações do bispo e do pároco;         
g) Viver em comunhão com a Igreja;  
h) Em tudo muito amor; 


 

6.  Preparação para a missa:
a)
Chegar no mínimo 30 minutos antes da Missa ou Celebração Dominica da Palavra: fazer um momento de oração, preparar-se para a celebração; Preparar o altar, missal, lecionário, credencia, âmbula, cálice, galheta, jarro e bacia para lavar as mãos, chave do sacrário, vinho, hóstia, cuidar da limpeza dos objetos litúrgicos, opa sempre limpa e passada, caldeirinha de água benta, quando necessário, purificatório junto ao Sacrário, velas para o altar.                  
b) Preparar as hóstias na âmbula ou cibório;           
c) Quando não houver coroinhas o ministro ajuda na apresentação das oferendas e preparação do altar;
d) Chave do sacrário e corporal;          
e) Não deixar as hóstias consagradas ficarem velha no sacrário;                       
f) Cuidar do sacrário e deixar a âmbula bem fechada.       
g) Evitar ficar transitando no espaço litúrgico durante a missa;   
h)  Fazer da sacristia um lugar de silêncio e não de conversas ou até acertos de contas;    
i)  Igreja é lugar de silêncio, o ministro ajuda neste sentido. 

 

7.  Após a Missa ou Celebração Dominica da Palavra:

-> Guardar na sacristia os objetos litúrgicos;

-> Colocar tudo nos seus devidos lugares;
-> Agradecer sempre a Deus por ter servido, não esquecendo que
o termo “extraordinário” deve ser por nós entendido como “necessário”, o que nos leva a estarmos sempre prontos para o serviço na comunidade;

8.  Visita aos doentes:        
- Antes de levar comunhão pela primeira vez ao doente é preciso fazer uma visita; ver se ele quer se confessar, se deseja ou tem necessidade de receber a Unção dos Enfermos e a sagrada comunhão;         
- A família sempre deve ser Avisada a família quando o padre ou o Ministro da Comunhão vai atendê-los;
  

 

9.  Comunhão para os doentes: 
Orientar a família como preparar o ambiente para a comunhão, seguindo as normas e orientações da Diocese, da Paróquia;

 

10.  Seguir o manual de ministro:          
a)- Cuidar da teça, sanguíneo, corporal e bolsa onde se leva a corpo do Senhor; 
b)- Ir sempre com muito respeito e carinho com Jesus. Não há nenhuma proibição quanto ao uso da opa na ocasião da visita ao doente;    
c)- Não ficar conversando com as pessoas pelo caminho enquanto leva a Sagrada Eucaristia;
d)- Quando por ventura não forem consumidas as hóstias consagradas por ocasião da visita ao doente, não  deixar guardado na sua casa. O pão consagrado deve ser consumido na casa do último doente a ser visitado;      
e)- Cuidar bem da teca, sanguíneo, corporal e bolsa utilizado para a comunhão aos doentes;       
f)- Idosos e doentes estão dispensado do jejum eucarístico;

 

11.  As vestes litúrgicas:

a)  As vestes litúrgicas significam, sobretudo, o revestir-se da graça divina, o estado de espírito e tornam visível a função e o ministério exercido, a dignidade e a função daquele que está vestido; elas criam um clima de alegria, de elevação, ajudando a assemblia perceber os ministérios existentes;

b)  O Ministro ao revestir-se das vestes litúrgicas, se reveste de Cristo Jesus para servir a comunidade. Por isso as vestes exigem respeito e cuidado. Devem ser bem guardadas e limpas. E usadas sempre que se estiver a serviço do ministério. Não se exerce o ministério sem as vestes litúrgicas apropriadas;

c)  A veste escolhida em nossa Paróquia é a “opa” que nos lembra do avental do serviço que Jesus utilizou na Ceia Pascal quando lavou os pés dos discípulos e de tantos homens e mulheres presentes na comunidade orante e que trabalham para o seu sustento. O ministro da Eucaristia também é um operário de Deus. Evitar túnicas para não se parecer com os ministérios ordenados.

d)  A “opa” será branca e a distinção dos diversos ministérios será feito, através de um sinal ou bordado no bolso da opa e que distinga qual ministério exerce.

e)  A veste será abençoada e entregue no dia da instituição no ministério. Esta poderá ser adquirida pelo Ministro ou pela comunidade;

f)   Seria importante que ao deixar o ministério às vestes fossem doadas para a comunidade ou entregue ao novo ministro indicado ou ainda que  permanecessem à disposição da Igreja;

g)  Seja proibido ao ministro instituído o uso de trajes indecorosos, decotados, maquiagens inapropriadas e comportamentos desajustados. Haja sempre muito asseio, capricho e cuidados com a higiene pessoal.Para Deus e para a comunidade devemos oferecer o que temos de melhor.

12-  A função do Ministério Extraordinário da Eucaristia não seja para aquele que o assume apenas uma tarefa a cumprir, mas um estímulo para crescer na fé e na comunhão fraterna; por outro lado, segundo a tradição antiga, o Ministério nunca pode ser recebido como honraria pessoal, mas sempre e somente em função de um serviço prestado para a comunidade;

13-    Mesmo que esteja desenvolvendo com eficiência e testemunho a sua função ministerial, a cada três anos, conforme determina o Plano Diocesano de Pastoral, renove ou renuncie espontaneamente seu ministério.

 

14-  “A liturgia atualiza a obra de nossa redenção, contribui de modo mais excelente para que os fiéis exprimam em suas vidas e manifestem ao mundo o mistério de Cristo” (SC,2). As orientações que apresentamos não quer ser um rigorismo ou rubricismo, mas tivemos a intenção de nos ajudar a nós e a comunidade a quem servimos a mergulhar no mistério redentor de Cristo, tornando-o transparente e presente junto da Assembléia celebrante.

 

15-  Adoração ao Santíssimo       
Preparar: Corporal, velas, chave do sacrário, capa de asperge, véu de ombro e campainha; O ministro deve ser um verdadeiro adorador, por isso faz bem participar com freqüência em adorações eucarísticas organizadas pela Paróquia ou comunidade.

 

16-  DA COORDENAÇÃO PAROQUIAL

 

1. Coordenar as atividades dos MESC da paróquia.

2. Promover e acompanhar a formação permanente dos MESC da Paróquia.

3. Elaborar a escala dos trabalhos dos MESC na Paróquia.

4. Orientar e acompanhar os MESC na equipe paroquial de liturgia.

5. Participar as reuniões da Coordenação de Decanato.

6. Realizar a reunião mensal dos MESC na Paróquia.

 

17- DAS ATRIBUIÇÕES DOS MEMBROS DAS COORDENAÇÕES:

 

DO COORDENADOR: Representar os MESC de sua jurisdição; Presidir as reuniões na ausência do Pároco ou Vigário Paroquial; Coordenar todos os trabalhos e responder pela equipe; Articular os MESC com Pastorais, Movimentos e com a equipe de Coordenação da Liturgia;

 2 DO VICE-COORDENADOR: Substituir e representar o coordenador em todos os seus impedimentos; Acompanhar os trabalhos da Coordenação.

3 DO SECRETÁRIO: Registrar as decisões tomadas nas reuniões em livro de Atas; Elaborar as atas; Manter atualizado o fichário dos MESC; Responder pela correspondência e comunicação da Coordenação Geral.

 4 DO TESOUREIRO: Responsabilizar-se pelas coletas e despesas dos MESC de sua jurisdição, registrando-as em livro próprio.

18-      DAS ATRIBUIÇÕES DOS MESC.

1. Ser um Agente de Pastoral, sinal da presença viva de Cristo na Paróquia;

2. Exercer o Ministério da Visitação aos doentes e levando-lhes a Sagrada Comunhão;

3. Auxiliar os Ministros Ordenados nos atos litúrgicos, servindo o altar e distribuindo a Sagrada Comunhão;

4. Presidir a Celebração Dominical da Palavra na ausência ou falta do presbítero ou do diácono;

5. Estar a serviço da equipe de liturgia, conforme escala elaborada pela Coordenação Paroquial;

6. Exercer, outras atividades pastorais e litúrgicas, a critério do pároco.

7. Participar dos grupos de reflexão ou setores.

 

19-  DO MANDATO

1. O mandato será concedido por um período de três anos, com possibilidade de renovação segundo determinação do Plano Diocesano de Pastoral. Uma vez terminado o mandato, poderá continuar o exercício de novo mandato, se, de sua vontade e disponibilidade, desde que solicitado pelo Pároco e não havendo restrições da comunidade.

2. O mandato será exercido de forma gratuito, sem quaisquer proventos para a missão e sob a orientação do Pároco.

3. No caso de que um Ministro se candidatar a cargos eletivos públicos, ele deverá solicitar afastamento do ministério, enquanto ele estiver em tal condição.

20-  DA CERIMÔNIA DO MANDATO

1. Os MESC deverão ser investidos do mandato, para o exercício de suas funções na Paróquia, através de uma cerimônia que será presidida pelo Bispo ou o Pároco ou por alguém delegado pelo Bispo para tal função.

2. A Cerimônia de Investidura acontecerá na Paróquia dos MESC onde receberão o mandato, com apresentação da habilitação assinada pelo Bispo.

21-     DO TRAJE DO MINISTRO

1. Os MESC deverão apresentar-se com dignidade e decoro no exercício de suas funções, evitando apresentação extravagantes ou que causem escândalo à comunidade.

2. A opa é necessária para a sua função dentro da Igreja e nas procissões de Corpus Christi e Cerimônias Festivas.

3. O traje padrão na Paróquia Nossa Senhora da Salete é o modelo “OPA” de cor branca com emblema eucarístico.

22-  DAS SANÇÕES E PENALIDADES - Poderá haver suspensão ou revogação do mandato em casos de:

a) Alcoolismo;

b) Infidelidade matrimonial pública que provoque um escândalo aos fiéis;

c) Improbidade no exercício de alguma função pública ou na Paróquia;

d) Corrupção ativa e/ou passiva;

e) Negação das verdades de fé da Igreja;

f) Desobediência ao Pároco e/ou decisões da Coordenação Geral;

g) Utilização das funções para promoções político-partidárias;

h) Ser membro de associações secretas que venham a conspirar contra a Igreja;

i) Faltar reuniões consecutivas, sem justificativa, será afastado da sua função;

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