PALEORROTA





Introdução


Localização do Geoparque no Brasil
O geoparque Paleorrota está situado no centro do estado do Rio Grande do Sul no Brasil, cuja área contém diversos fósseis do tempo em que havia apenas o continente Pangeia. É a principal área de geoturismo do estado. A BR-287 é a principal rodovia da região e é apelidada de Rodovia dos Dinossauros por cruzar muitos dos municípios da região com fósseis. Paleorrota é um termo simples e único. Foi adotado, pois o termo Ruta Paleontológica, já era usado em países como Espanha, Bolívia, Colômbia e México, o que gerava confusão nos turistas.

A rota está situada dentro de uma grande área que pertence ao período denominado de Triássico e Permiano e que possuem idades que variam entre 210 e 290 milhões de anos atrás. O geoparque possui vários sítios paleontológicos, que pertence às camadas litoestratigráficas Formação Santa Maria, Caturrita, Sanga do Cabral, Rio do Rasto e Irati. Nestes sítios são encontrados os fósseis de antigos animais vertebrados, com uma fauna muito variada. Ao sudoeste do geoparque são encontrados fósseis do Permiano que data a 280 milhões de anos.

O Estauricossauro é o primeiro dinossauro brasileiro e foi coletado em Santa Maria no Sítio Paleontológico Jazigo Cinco, pelo paleontólogo Llewellyn Ivor Price.

Ao oeste da rota está a cidade de Mata, que juntamente com as cidades de São Pedro do Sul e Santa Maria, formam um grande depósito de paleobotânica. Em uma extensão de mais de 70 quilômetros, existem vários depósitos de fósseis de madeira petrificada.

No final do Permiano, 95% da vida na Terra desapareceu no evento conhecido como Extinção Permiana, logo após no Triássico, a vida começou a se modificar, moldando todas as novas espécies que viriam a seguir. A região já deu grandes contribuições para a compreensão destas transformações:
  • Estauricossauro, que é um dos mais antigos saurischia.
  • Sacissauro, que é o mais antigo Ornitísquios.
  • Os pelicossauros deram origem aos cinodontes, que originaram os mamíferos.

Mascote
O Dinotchê é o mascote oficial da região. É um dinossauro que vive na Paleorrota, se veste como gaúcho, adora tomar chimarrão e gosta de churrasco de Rincossauro e Dicinodonte.


Bandeira

A bandeira do Geoparque Paleorrota é a bandeira do Rio Grande do Sul com o Estauricossauro branco no centro. É uma homenagem ao primeiro dinossauro brasileiro encontrado por Llewellyn Ivor Price, na cidade de Santa Maria.
Grupo Paleorrota

Devido ao grande número de municípios e instituições envolvidos com a Paleorrota, foi criado em 2010 o Grupo Paleorrota onde as pessoas interessadas em Turismo, Pesquisa e Educação na Paleorrota, se encontram na Internet na lista de discussão denominada Grupo Paleorrota. No grupo são discutidos projetos e idéias. Há a troca de informação sobre o que está ocorrendo na região.

Participe do grupo paleorrota: http://groups.google.com.br/group/paleorrota/




História da Paleorrota

Formações Geológicas do Geoparque Paleorrota

 1) Formação Serra Geral, Cretáceo. 2) Formação Botucatu, Cretáceo. 3) Formação Guará, Jurássico. 4) Formação Santa Maria e Formação Caturrita, Triássico. 5) Formação Sanga do Cabral, Triássico. 6) Formação Piramboia, Permiano. 7) Grupo Itararé, Permiano.
Fontes: Romeu Beltrão.

As pesquisas com fósseis começaram na cidade de Santa Maria, Rio Grande do Sul, Brasil com o geógrafo e Professor Antero de Almeida, em 1901, quando encontrou os primeiros fósseis no Sítio Paleontológico Sanga da Alemoa. Antero de Almeida, também descobriu o Sítio Paleontológico Chiniquá, que posteriormente seria visitado pelo paleontólogo alemão Friedrich Von Huene.

Em 1902, o Dr. Jango Fischer, nascido em Santa Maria, coletou fósseis no Sítio Paleontológico Sanga da Alemoa e os enviou ao Prof. Dr. Hermann von Ihering, então diretor do Museu Paulista, em São Paulo. Eram três corpos vertebrais quase completos, um fragmento de vértebra, um dedo e quatro falanges e uma falange ungueal isolada. O material foi remetido para Arthur Smith Woodward, eminente paleontólogo do Museu Britânico, em Londres, para estudo, que resultou na determinação do primeiro réptil terrestre fóssil da América do Sul, o Rincossauro batizado por Woodward com o nome de Scaphonyx fischeri, em homenagem a Jango Fischer.

Então a atenção científica internacional concentrou-se em Santa Maria, levando a uma série de expedições científicas.

Entre 1915 a 1917, o Dr. Guilherme Rau, um alemão que passou a residir em Santa Maria em 1900, auxiliou o cientista alemão Dr. H. Lotz, do serviço geológico de Berlim, na coleta de 200 peças no Sítio Paleontológico Sanga da Alemoa. Este material foi enviado para Von Huene, na Alemanha em 1924. Neste período um menino de 14 anos, Atílio Munari, que vivia próximo ao sitio da Alemoa, passou a conviver com o cientista H. Lotz, que lhe ensinou a coletar e preparar os fósseis. Muitos de seus trabalhos estão hoje no Rio de Janeiro, Porto Alegre e Santa Maria.

Llewellyn Ivor Price, nasceu em Santa Maria, e terminou seus estudos na Universidade de Harvard, Estados Unidos. Retornou a Santa Maria, em 1936, trazendo junto seu colega Theodore E. White. Ambos entraram em contato com Munari que os ajudou em suas escavações.

Em 1925, Santa Maria e São Pedro do Sul foram visitados pelo paleontólogo alemão Dr. Bruno von Freyberg, da Universidade de Halle-Wittenberg. Neste mesmo ano Drs. G. Florence e Pacheco da Comissão geológica e geográfica de São Paulo estiveram no local. Tudo que ocorria nesta época influenciou Vicentino Prestes de Almeida, nascido em Chiniquá (1900), a se tornar um paleontólogo autodidata. Uma mandíbula descoberta por ele e enviada para Alemanha, influenciou a vinda de Von Huene ao Brasil. Prestosuchus é um nome em homenagem a Vicentino.

Em 1927, vêm a Santa Maria os geólogos Paulino Franco de Carvalho e Nero Passos. Também neste ano chega o Geólogo Alex Löfgren, que ficou por aqui um ano e meio auxiliado por Munari.

Em 1928 chega o alemão Friedrich Von Huene, acompanhado pelo Dr. Rudolf Stahlecker. Ficaram seis meses coletando na Sanga da Alemoa e depois ficaram dois meses em Chiniquá. No período de dez meses fizeram várias observações estratigráficas de muitos municípios da região. Retornaram para a Alemanha com muitas toneladas de fósseis. Muitos fósseis coletados por Von Huene estão na Universidade de Tubinga, na Alemanha.

Neste período, Tupi Caldas descreve o Dinodontosaurus pedroanum e Hyperodapedon mariensis.

Foi coletado o Cerritosaurus em 1941 pelo jesuíta Antonio Binsfeld, no Sítio Paleontológico Sanga da Alemoa em Santa Maria.

Nas décadas de 40 e 50 várias expedições organizadas por Llewellyn Ivor Price, do Setor de Paleontologia do Departamento Nacional de Produção Mineral do Rio de Janeiro, chegam a região. Price trabalhou na área junto com Edwin Harris Colbert, Carlos de Paula Couto, Mackenzie Gondon, Fausto Luís de Souza Cunha e Theodore E. White. Em Santa Maria, Price se hospedava no Colégio Centenário.

Em 1947 Ney Vidal e Carlos de Paula Couto, do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, estiveram coletando na região. No ano de 1955 o prof. Irajá Damiani Pinto (UFRGS), efetuou coletas na Paleorrota.

Dr. Romeu Beltrão, em 1951 coletou material que foi enviado ao Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Posteriormente o material foi estudado por Carlos de Paula Couto.

A partir de 1956 o Padre Daniel Cargnin, que enriqueceu diversos museus, como o Museu Vicente Pallotti, Museu Padre Daniel Cargnin, UFSM, UFRGS e PUCRS. Trabalhou com Mário Costa Barberena (UFRGS). Ele coletou mais de 50 crânios. Era um paleontólogo autodidata, que coletou aproximadamente 80% nos fósseis que estão nos museus da região.

A partir da década de 60, com a criação da Escola de Geologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e posteriormente de seu Curso de Pós-Graduação, o mapeamento geológico do Estado recebeu grande incremento, bem como o conhecimento paleontológico das rochas sedimentares aí encontradas.

Nas décadas de 70 e 80, na cidade de São Pedro do Sul, Walter Ilha, um paleontólogo autodidata, coletou fósseis da região. Colecionou bibliografias, livros e revistas sobre o assunto. Lutou para a construção de um museu em sua cidade. Em 1987 veio a morrer, e o museu assumiu o nome de Museu Paleontológico e Arqueológico Walter Ilha.

Na Paleorrota, a paleontologia começou com paleontólogos amadores e autodidatas. Posteriormente tivemos a chegada de vários paleontólogos estrangeiros, que contribuíram com suas pesquisas e impulsionaram o ensino da paleontologia em nossas Universidades e escolas. Durante todo este período as pesquisas dos autodidatas, geralmente foram feitas com recursos financeiros próprios.

Formações Geológicas e Biozonas da Paleorrota

Formações Geológicas e Biozonas

A região é compostas pelas Formações Santa Maria, Caturrita, Sanga do Cabral, Rio do Rasto, Irati e Rio Bonito. Estas são as principais formações com os principiais tipos de animais nelas encontrados:
  • Árvore: Esta biozona caracteriza-se pela presença de muita Madeira petrificada.
  • Mamalia: Nesta Cenozona é onde começam a aparecer os mamíferos modernos (Procolofonóides, Temnospondylis, Dicinodontes, Cinodontes e Arcossauros).
  • Rincossauria: Cenozona com predomínio de Rincossauros (Rincossauros, Arcossauros e Cinodontes).
  • Traversodontes: Biozona de cinodontes travesodontídeos (Cinodontes e Arcossauros).
  • Terapsideos: Predomínio de Dinodontosaurus e Massetognathus. (Procolofonóides, Dicinodontes, Cinodontes, Rincossauros e Arcossauros)
  • Procolophon: Predomínio de Procolophon. Muito material fragmentado e muitas vezes de difícil classificação. (Temnospondylis, Procolofonóides, Cinodontes não-mamalianos indeterminados e Prolacertiformes indeterminados).
  • Pareiasaurus: Biozona dos Pareiassauros.
  • Mesosaurus: Biozona dos Mesossauros.
  • Plantas: Predomínio de plantas Glossopteris, Cordaites, Gangamopteris e Brasilodendron.

FÓSSEIS DA FAUNA

Bageherpeton longignathus, Barberenachampsa nodosa, Barberenasuchus brasiliensis, Belesodon magnificus, Brasilitherium, Brasilodon, Candelaria barbouri, Candelariodon barberenai, Cargninia enigmatica, Cerritosaurus, Chanaresuchus bonapartei, Charruodon Tetracuspidatus, Chiniquodon, Clevosaurus brasiliensis, Decuriasuchus, Dinocephalia, Dinodontosaurus pedroanum, Dinodontosaurus turpior, Exaeretodon riograndensis, Faxinalipterus minima, Phytosauria, Guaibasaurus, Gomphodontosuchus Brasiliensis, Irajatherium hernadezi, Hyperodapedon huenei, Hyperodapedon mariensis, Hyperodapedon sanjuanensis, Jachaleria candelariensis, Karamuru Vorax, Luangwa, Massetognathus, Menadon, Mesosaurus, Minicynodon, Pampadromaeus, Pampaphoneus biccai, Prestosuchus chiniquensis, Procerosuchus, Procolophon brasiliensis, Procolophon pricei, Procolophon trigoniceps, Proterochampsa nodosa, Protheriodon estudianti, Protorosaurus speneri, Protuberum cabralensis, Provelosaurus brasiliensis, Prozostrodon brasiliensis, Rauisuchus tiradentes, Rhadinosuchus gracilis, Riograndia, Sacisaurus agudoensis, Sangaia lavinai, Santacruzodon hopsoni, Saturnalia tupiniquim, Spondylosoma, Soturnia caliodon, Stahleckeria, Stagonolepis, Staurikosaurus, Stereospondyli, Teyumbaita sulcognathus, Teyuwasu, Therioherpeton cargnini, Tiarajudens eccentricus, Traversodon Stahleckeri, Trucidocynodon riograndensis, Unaysaurus.

Bibliografia
Livros que tratam da paleontologia no Rio Grande do Sul:
  • MUSEUS & FOSSEIS DA REGIÃO SUL DO BRASIL. Autores : Paulo César Manzig e Luiz Carlos Weinschütz. Comentários : Livro escrito em Português e Inglês. Com fotos em 3D e ótima qualidade gráfica.
  • Do Mar ao Deserto. Autor : Michael Holz. Comentários : Para todas as idades, profissionais e amadores. Conta toda a História do que viria a ser o estado do Rio Grande do Sul, através das várias eras geológicas.
  • Elementos Fundamentais de Tafonomia. Autores : Michael Holz e Marcello G. Simões. Comentários : Para quem quer se aprofundar em Paleontologia.
  •  Paleobotânica. Autores : Roberto Iannuzzi e Carlos E. L. Vieira. Comentários : Para quem quer se aprofundar em Paleobotânica.
  • Os Répteis do Rio Grande do Sul. Autor : Thales de Lema. Comentários : Possui aproximadamente 18 página sobre os fósseis do Geoparque, com fotos e gravuras, e um texto muito bom sobre o assunto.
  • Vertebrados Fósseis de Santa Maria e Região. (ISBN 978-85-7782-107-5) Organizador : Átila Augusto Stock da Rosa. Comentários : Este livro somente foi distribuído para escolas e instituições de cidade de Santa Maria.
  • Répteis e Dinossauros do Triássico Gaúcho. (ISBN 978-85-7528-207-8) Autores : Valter Lisboa, Ronaldo Barboni e Joni M. F. Silva. Comentários : Colorido, mostra a Paleontologia e Geologia, além de mostrar os fósseis do Rio Grande do Sul. Editora ULBRA.
  • Os Fascinantes Caminhos da Paleontologia. Autor : Antônio Isaia. Comentários : Fascinante livro que conta as historia dos paleontólogos de Santa Maria e região. Tudo com uma riqueza de detalhes impressionantes. 60 páginas excelentes. Editora Pallotti.
  • Paleontologia Paleovertebrados e Paleobotânica. Autor : Ismar de Souza Carvalho. Comentários : Fala da paleontologia em Geral, mas focando na paleontologia brasileira e apresentando muito material do Rio Grande do Sul. 425 páginas excelentes. Editora Interciência.
  • Cronologia Histórica de Santa Maria e do extinto município de São Martinho. 1787-1933. Vol I. Autor: Romeu Beltrão, Editora Pallotti, 1958.


Turismo

Fauna e Biozona


1)Messosaurus 2)Pareaiasaurus 3)Procolophon 4)Theapsida 5)Traversodon 6)Rhynchosaur 7) Mammal 8)wood 9)Indeterminate
As grandes descobertas realizadas não foram suficientes para mobilizar as autoridades no uso da região para o Turismo Paleontológico. Mais de 25% da área do Estado do Rio Grande do Sul esta no geoparque, com mais de 40 municípios envolvidos e 8% da população do Estado.

Atualmente, menos de 10 mil turistas visitam o geoparque por ano, devido a falta de investimento em infraestrutura. Se cada gaúcho visitasse a região uma vez na vida, teríamos 150 mil turistas anuais. Isso mostra que o turismo está sendo subaproveitado e, se compararmos com os 3 milhões que visitam anualmente Gramado e Canela, os números ficam medíocres. Se compararmos o que cada turista gasta durante uma viagem, percebemos um gigantesco prejuízo de centenas de milhões com a perca de receita em impostos e geração de empregos na região.

Falta as autoridades se envolverem para ativar o Turismo Paleontológico. É necessário o investimento de dinheiro público em projetos. O projeto Rodovia dos Dinossauros garantiria a circulação de turistas e o retorno deste investimento seria através dos impostos.


Como visitar os locais

Museus da Paleorrota

  • Museu de Paleontologia Irajá Damiani Pinto.
  • Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul.
  • Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS.
  • Museu de Ciências Naturais da Ulbra.
  • Museu de História Geológica do Rio Grande do Sul.
  • Museu Educativo Gama D'Eça.
  • Museu Vicente Pallotti.
  • Museu Aristides Carlos Rodrigues.
  • Museu Paleontológico e Arqueológico Walter Ilha.
  • Museu Padre Daniel Cargnin.

O turista que chega a Porto Alegre tem várias opções de visitas a museus, na cidade. Uma visita ao Jardim Botânico, também permite visitar o Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, que fica no seu interior e tem uma exposição de fósseis. A dois quilômetros dali fica o Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS, que tem vários exemplares de fósseis, além de uma exposição de ciência e tecnologia. A sete quilômetros da PUCRS, chegamos ao campus da UFRGS, onde está localizado o Museu de Paleontologia Irajá Damiani Pinto junto ao prédio da Geociências e que tem um Laboratório de Paleontologia.

O Museu de História Geológica do Rio Grande do Sul esta localizado na cidade de São Leopoldo, dentro da UNISINOS e fica a trinta quilômetros de Porto Alegre. A UNISINOS tem se destacado nas pesquisas com Paleobotânica.

Para conhecer a Paleorrota, iniciando a viagem em Porto Alegre, devesse percorrer a BR-287 em direção a Santa Maria, que esta a 300 Kms de distância. Seguindo o caminho, passamos pela cidade de Venâncio Aires, que é o inicio da área com fósseis. Na cidade Candelária, podemos visitar o Museu Aristides Carlos Rodrigues.

Chegando a Santa Maria, podemos visitar o campus da UFSM, o Museu Vicente Pallotti e o Museu Educativo Gama D'Eça. Na cidade de Santa Maria, foi onde toda a história da Paleontologia da Paleorrota começou. A própria cidade esta sob um grande depósito de fósseis. A cidade tem muitos hotéis, shoppings centers e restaurantes.
Turismo Paleontológico.

Mais 40 km de viagem, e chegamos até São Pedro do Sul, onde esta o Museu Paleontológico e Arqueológico Walter Ilha. Mais 40 km e chegamos até a cidade de Mata, onde está o Museu Padre Daniel Cargnin. Aqui há muita madeira petrificada que são encontradas por toda a cidade. Em Mata termina nossa viagem.

De Porto Alegre até Mata, são aproximadamente 400 Kms. É melhor percorrer a Paleorrota de automóvel. Se preferir vá de ônibus até Santa Maria.

Turismo Internacional

No turismo internacional, o país que mais envia turistas para o Brasil é a Argentina, com mais de um milhão por ano. Estes turistas geralmente percorrem a Rodovia dos Dinossauros de automóvel, passando pelo Rio Grande do Sul em direção as praias de Santa Catarina. A falta de investimentos no turismo na Paleorrota, faz com que o Estado deixe de gerar empregos e arrecadar milhões em impostos.



Municípios Envolvidos

Aceguá, Agudo, Alegrete, Arroio dos Ratos, Bagé, Caçapava do Sul, Cachoeira do Sul, Candelária, Cerro Branco, Dilermando de Aguiar, Dom Pedrito, Dona Francisca, Encruzilhada do Sul, Faxinal do Soturno, Formigueiro, Jaguari, Lavras do Sul, Mariana Pimentel, Mata, Novo Cabrais, Pantano Grande, Paraíso do Sul, Passo do Sobrado, Restinga Seca, Rio Pardo, Rosário do Sul, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, Santana da Boa Vista, São Gabriel, São Jerônimo, São João do Polêsine, São Martinho da Serra, São Pedro do Sul, São Sepé, São Vicente do Sul, Taquari, Vale do Sol, Vale Verde, Venâncio Aires e Vera Cruz.


INSTITUIÇÕES DE PESQUISA.


Os fosseis da Paleorrota são encontrados na terra vermelha ou Lamito vermelho, que vemos nas beira das estradas, açudes, sangas e riachos. Geralmente, os fósseis tem a cor vermelho ferrugem ou são brancos da cor de ossos. Caso você saia para visitar a região e encontre algum, procure alguma instituição de pesquisa ou museu de sua região. Relate o que você encontrou e o local onde foi encontrado. Procure deixar o processo de retirada do fóssil para pessoas que entendam do assunto. O local onde foi encontrado o fóssil, ajuda no processo de datação do solo da área. Isso é muito importante para futuras pesquisas na região. A forma e a posição dos ossos do fóssil, são importantes para o estudo dos fosseis. Por esses e vários outros motivos é melhor procurar um paleontólogo.

Se você tiver uma câmera fotografica digital tire uma foto do fóssil e da área onde esta o fóssil. Se tiver um GPS, pegue as coordenadas do local. Envie a foto e as coordenadas para o Grupo Paleorrota. Na próxima saída de campo alguém da paleorrota irá visitar o local.

Veja algumas instituições que você pode entrar em contato:

Cidade

Instituição

Endereço

Fone

E-mail

Porto Alegre

Instituto de Geociências da UFRGS.

Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Campus do Vale

Av. Bento Gonçalves, 9500.

Porto Alegre – RS.

CEP: 91501-970

Caixa Postal: 15001

(051) 3308-6337

igeo@ufrgs.br

Porto Alegre

Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul.

Rua Dr. Salvador França, 1427.

Bairro Jardim Botânico

Porto Alegre, RS.

CEP: 90.690-000

(051) 3320-2033

mcn@fzb.rs.gov.br

Porto Alegre

Pontifícia Universidade Católica do RS.

Av. Ipiranga,6681.

Bairro Partenon

Porto Alegre - RS.

CEP: 90.619-900

(051) 3320-3521

mct@pucrs.br

São Leopoldo

Universidade do Vale do Rio dos Sinos. UNISINOS.

Av. Unisinos, 950.

São Leopoldo, RS.

CEP: 90.690-000

(051) 3591-1122

mhgeo@unisinos.br,

nitgeo@unisinos.br

Santa Maria

Universidade Federal de Santa Maria. UFSM.

Rua Floriano Peixoto, 1184, Antiga Reitoria.

Santa Maria, RS.

(055) 3220-9241

atila@smail.ufsm.br

Cachoeira do Sul

Universidade Luterana do Brasil. ULBRA.

Rua Martinho Lutero, 301.

Bairro Universitário

Cachoeira do Sul, RS.

CEP 96501-595

(051) 3722-0400


São Gabriel

Universidade Federal dos Pampas. UNIPAMPA.

Av. Antônio Trilha, 1847.

Bairro Centro

São Gabriel, RS.

CEP: 97300-000

(055) 3232-6075


São João do Polêsine

Centro de Apoio a Pesquisa Paleontológica. CAPPA

Rua Maximiliano Vizzotto, 598.

São João do Polêsine, RS.





LOCAIS PARA VISITAR


Museu de Paleontologia Irajá Damiani Pinto. (UFRGS)
Cidade Endereço Fone E-mail Página

Porto Alegre

Campus do Vale
Av. Bento Gonçalves, 9500.
Porto Alegre – RS.
Brasil
CEP: 91501-970
Caixa Postal: 15001
(51) 3308-6337 igeo@ufrgs.br http://www.ufrgs.br


Funcionamento:

De segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 17h. Escolas podem agendar visitas pelo telefone (51) 3308-6377. A entrada é franca.


Informações:

A UFRGS também tem seu acervo de fósseis. Localizado no Instituto de Geociências, no Câmpus do Vale. O Museu de Paleontologia Irajá Damiani Pinto possui mais de 45 mil itens catalogados. As cerca de 100 peças em exposição encantam os visitantes, que recebem folhetos explicativos. Monitores recepcionam a comunidade. Entre os materiais expostos, répteis do período Triássico do Rio Grande do Sul, como o Exaeretodon Riograndensis, encontrado na região de Agudo, e invertebrados de quase todo o tempo geológico, de várias partes do mundo. Idealizado em 1945 por Irajá Damiani Pinto, fundador do curso de Geologia da Universidade, o museu conta, desde dezembro de 2008, com uma sala permanente de exposições.


Museu de Ciências e Tecnologia - PUCRS.
Cidade Endereço Fone E-mail Página

Porto Alegre

Av. Ipiranga,6681
Bairro Partenon
Porto Alegre - RS.
Brasil
CEP: 90.619-900
(051) 3320-3521 mct@pucrs.br http://www.pucrs.br/mct/


Funcionamento:

De terças-feiras a domingos, das 9h às 17h. O museu cobra ingresso.


Informações:

O Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS (MCT-PUCRS) tem como principais objetivos disseminar conhecimentos sobre ciência e tecnologia, participar ativamente no processo de educação em todos os níveis e atuar na pesquisa científica sobre biodiversidade, paleontologia, arqueologia e conservação.


        O MCT-PUCRS possui uma grande área de exposição pública permanente, com mais de 10 mil metros quadrados, onde cerca de 750 equipamentos interativos estão expostos para visitação diária. Nesse mesmo espaço são integradas exposições temporárias sobre temas atuais e do cotidiano da sociedade. Possui uma área com fosseis do Estado do Rio Grande do Sul.

.

Museu de Ciências Naturais (Jardim Botânico).
Cidade Endereço Fone E-mail Página

Porto Alegre

Rua Dr. Salvador França, 1427.
Bairro Jardim Botânico
Porto Alegre, RS.
Brasil
CEP: 90.690-000
(051) 3320-2033 mcn@fzb.rs.gov.br http://www.fzb.rs.gov.br/museu/


Funcionamento:

O Jardim Botânico é aberto à visitação de terça a domingo, das 8h às 17h. Paga-se um pequeno ingresso no local.


Informações:

Órgão de pesquisa que desenvolve estudos de fauna e flora, atual e fóssil e ecossistemas terrestres e aquáticos.
Com cerca de 3.000m², inclui laboratório, gabinetes, salas de exposições e de coleções científicas, com um acervo constituído por mais de 432 mil exemplares de animais e plantas.


O Museu de Ciências Naturais promove a divulgação científica por meio da publicação de periódicos, guias e manuais de flora e fauna, mostra permanente da biodiversidade do Estado e exposições de curta e longa duração, temporárias e itinerantes, além de oficinas, cursos e projetos educativos voltados à comunidade escolar e ao público em geral.



Museu de História Geológica do Rio Grande do Sul.

Cidade Endereço Fone E-mail Página

São Leopoldo

Av. Unisinos, 950.
São Leopoldo, RS.
Brasil
CEP: 90.690-000
(051) 3591-1122 mhgeo@unisinos.br
ou
nitgeo@unisinos.br
http://www.unisinos.br/nit/


Funcionamento:

As visitas devem ser previamente agendadas. Podem ser agendadas visitas nos turnos da manhã, tarde ou noite.


Informações:

O Museu foi inaugurado no dia 31 de julho de 2006, e esta localizado no Prédio 6 da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).


Tem por finalidade, remontar uma parte da história do estado, contada através de materiais encontrados e coletados no Geoparque Paleorrota por diversos profissionais das áreas de geologia e biologia, que compõem um acervo de mais de oito mil peças. E tem como principal objetivo dar oportunidade para o conhecimento prático, tanto para o curso de Geologia, como para o curso de biologia da Universidade. Sendo que o material encontrado no museu é estudado também por outras universidades. O Museu contém amostras exclusivas de minerais, rochas e fósseis que contam os primórdios da história do Rio Grande do Sul.


As visitas são voltadas para profissionais, empresários, alunos do Ensino Médio, Acadêmicos e amadores interessados.


.
Museu Educativo Gama D'Eça.
Cidade Endereço Fone E-mail Página

Santa Maria

Rua do Acampamento, 81.
Bairro Centro
Santa Maria, RS.
Brasil
(055) 3220-9306
http://www.ufsm.br/museuedu/introducao.htm


Funcionamento:

De segunda a sexta-feira das 8 às 12 e das 13 às 17h, escolas deverão marcar as visitas com no mínimo 48 horas de antecedência. Aos sábados poderão ser marcadas visitas com no mínimo 72 horas de antecedência.


Informações:

Foi escolhido como símbolo do Museu o Scaphonyx Fischeri, porque através desse réptil, encontrado pela primeira vez em Santa Maria, em 1902, pelo santa mariense Dr. Jango Fischer, o ilustre paleontólogo inglês Smith Woodward determinou a idade de Formação de Santa Maria datada da Era Mesozóica, período Triássico Superior. A denominação Scaphonyx Fischeri foi dada em homenagem ao seu descobridor.


Todas as visitas guiadas, como grupos de estudantes, turistas e outros que solicitam, passam pelo setor educacional para uma preparação sobre o que é o Museu Educativo, seu objetivo, sua importância e sobre as diversas áreas que abrange. Essa explanação é feita por uma funcionária treinada, através de slides e outros recursos audiovisuais.


Museu Vicente Pallotti.

Cidade Endereço Fone E-mail Página

Santa Maria

Av. Presidente Vargas, 115.
Bairro Patronato.
Santa Maria, RS.
Brasil
CEP: 97020-001
(055)3220-4565
http://www.pallotti.com.br/museu/


Funcionamento:

A visitação no Museu Vicente Pallotti é gratuita. Visitas de terça a sexta-feira podem ser agendadas, pelo telefone (55) 3220-4565, das 9:00 às 11:30 h e das 14:00 às 17:00 h.

A duração média da visita é de uma hora. As legendas e painéis tornam a exposição auto-explicativa.


Informações:

O  Museu Vicente Pallotti, fundado em 1935 é considerado um dos maiores e mais completos do Estado do Rio Grande do Sul, por seu diversificado acervo. Com sete décadas  de existência vem estruturando-se sempre mais no campo da museologia  para  melhor atender seu público.


É importante cumprir o horário marcado, pois o Museu atende com horários específicos para cada grupo de visitação. O Museu atenderá, no máximo, um grupo de 50 alunos. Grupos maiores serão subdivididos.

O Museu dispõe de um guarda-volumes na recepção, no entanto, o material escolar dos alunos deve ser deixado no transporte. Para a visita, o aluno precisará apenas de um caderno e um lápis ou caneta, para suas anotações.


Salas do museu: Mineralogia, Mamíferos, Biologia animal, Aves, Exemplares de animais, Paleontologia, Armas, Pré-história e História missioneira do Rio Grande do Sul.

.
Museu Aristides Carlos Rodrigues.
Cidade Endereço Fone E-mail Página

Candelária

Av. Pereira Rego, 1000.
Centro
Candelária, RS.
Brasil
(51) 3743-1201



Funcionamento:

Segunda a sexta das 8h às 11h30 e das 13h30 às 17h, sábado das 8h às 11h30, domingo e feriado deve ser agendado.


Informações:

Acervo de objetos de uso pessoal, maquinaria, utensílios domésticos e de trabalho dos colonizadores alemães, paleontologia, arqueologia. Atividades de exposição permanente e visitação. O museu tem no acervo 403 peças.






Museu Paleontológico Arqueológico Walter Ilha.
Cidade Endereço Fone E-mail Página
São Pedro do Sul Rua Dep. Fernando Ferrari, 164.
Bairro Centro.
São Pedro do Sul, RS.
CEP:97400-000.
(55) 3276-2955,
(55) 3276-1085
turismo@saopedrodosul.rs.municipio.org.br




Funcionamento:

Segunda à Sexta-Feira das 7:30 às 11:30 e das 13:30 às 17:30, domingos e feriados Agendar.


Informações:

Fundado em 1980 por Walter Ilha, recebeu a atual denominação, após a morte do ilustre fundador.


Acervo e Atividades: O Museu apresenta de forma elucidativa e cronológica uma exposição permanente sobre os fósseis animais e vegetais, destacando-se a importância da Era Mesozóica - Período Triássico, coletados na região de São Pedro do Sul.


O Museu oferece atividades de Sensibilização para escolares e visitas guiadas a Universidades mediante adiantamento prévio pelo telefone.


.
Museu Padre Daniel Cargnin.
Cidade Endereço Fone E-mail Página

Mata

Rua do Comércio, 582.
Mata, RS.
(55) 3259-1272




Funcionamento:

Segunda a Sexta das 8h as11h30 e 13h as 17h30, sábados e domingos das 9h as 11h30 e 14h as 17h.


Informações:

Fósseis vegetais (sobretudo madeira petrificada) com cerca de 200 milhões de anos, jardim paleobotânico. Uma atração única do Sul do país: as árvores petrificadas, fósseis vegetais de grande importância para mostrar como eram as florestas do Rio Grande do Sul no período triássico, 205 a 215 milhões de anos atrás.

Recebeu este nome em homenagem ao Paleontólogo Daniel Cargnin, que coletou mais de 80 por cento dos fósseis da região de Mata.


Com um acervo de 2.500 peças fósseis vegetais e animais. Próximo há o Jardim Paleobotânico, Situado na Rua do Sertão, 67, com área de 36.000m², com fósseis de madeira petrificada, serve de campo de estudos e turismo.