Coelho de Sousa


O poeta, o orador, o homem da rádio, o dramaturgo, o jornalista


 

 

 

 

 

 

 

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O homem da rádio e o poeta dos temas religiosos (IV)

 
O dramaturgo

 

 

O outro rosto de Coelho de Sousa na internet:Alamo Esguio



Azulíneo,
Imponderável,
Esguia sombra
de ser.

 

Certo de mim, sem ter
nada.

 

E os sonhos também são
ilhas.

 

O  amor minha
alma lavra.

 

Já dedilhei o meu fado

 

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Coelho de Sousa-o poeta do silêncio 














 

 

 

 









 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 







O objectivo deste sítio é ir proporcionando aos admiradores e leitores de Coelho de Sousa uma perspectiva de conjunto da sua obra inédita ou nunca editada, em cada uma das facetas da sua múltipla e rica  personalidade do poeta -  trazendo à luz a sua numerosa obra poética nunca publicada em vida - do orador - compilando alguns dos seus muitos sermões e conferências - do homem da rádio - editando neste sítio alguns dos programas que concretizaram a sua participação durante mais de uma dezena de anos no Rádio Clube de Angra - do dramaturgo - publicando alguns dos textos com que animou os palcos e terreiros da Ilha Terceira - do jornalista - seleccionando algumas das milhares de páginas de actualidade e literatura que dispersou pela imprensa açoriana, em especial no diário angrense "União".

Este conjunto de facetas não esgota, de forma nenhuma, todas as dimensões do talento de Coelho de Sousa. Fora e para além delas, ficam muitas outras.

Tais como, a de homem do palco, e não apenas dramaturgo, que ele manifestou como actor, ensaiador, cenarista, aderecista e de, genericamente, "factotum" e perito nas artes teatrais.

De animador cultural, colaborando das formas mais variadas em todo o tipo de iniciativas das festividades tradicionais da ilha Terceira ou de outras de que ele tomava a iniciativa e se responsabilizava desde a escrita até aos mais ínfimos pormenores da sua concretização.

De professor, nos seminários e escolas secundárias de Terceira, em que marcou e cativou gerações de estudantes pela sua originalidade e entusiasmo.

De pintor, dedicando à pintura as poucas horas livres e criadoras da sua movimentada vida  de  jornalista e sacerdote.

De simples desenhista de adereços caseiros ou de vestuário, como colchas,tapetes,almofadas, lençois ou de desenhos ou de ideias de desenhos para  praças e largos da ilha.
 

Da sua actividade como Sacerdote, que além da missão de paroquiar as almas da sua terra natal, durante 3 dezenas de anos, distribuía a sua generosidade e talento por todo o tipo de encontros e reuniões de que existem numerosos exemplos no seu espólio.

Mas, Coelho de Sousa foi, acima de tudo, um poeta e cultor da palavra.

Da palavra escrita, no texto de jornal, na crónica de actualidade, ou no poema.
Da palavra oral, na sua actividade de professor, pregador e conferencista.

É por isto que as suas facetas de poeta, orador, homem da rádio, dramaturgo e jornalista, que constam do subtítulo desta página, resumem bem, mas apenas resumem, o essencial da personalidade e obra de Coelho de Sousa.


 

 

Álamo

 

Álamo esguio

Transido nas alturas como quem tem frio,

Tremulam tuas folhas de inconstante esperança...

 

Assim,

Tu és igual a mim.

 

Tu tens de herança

O gosto de subir.

Pareces duas mãos em gesto de pedir

Numa oração nervosa.

E a tua solidão

Silenciosa,

É como a folha branca dum missal

Onde ninguém tivesse escrito nada...

E mais,

Tu tens um coração

 

Feito de nuvens outonais

Sem vendaval

De qualquer paixão...

 

Mas mesmo assim,

Serás igual a mim?

 

Não.

Não pode ser que trago a alma rabiscada

Em letras mil de mil poemas confundidos.

 

É tua e minha a solidão.

 

Mas é só teu aquele silêncio esguio

Transido nas alturas como quem tem frio...

 

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Coelho de Sousa-o poeta do silêncio