Saias e cangas

Com 2 lenços iguais, pode-se fazer esta linda saia
 
A canga já foi febre, já saiu de moda, voltou. A cada estação novas estampas e jeitos de amarrar surgem para dar uma cara diferente ao pedaço de tecido que é uma ótima opção para ser usado como saída de praia. Um deles é o modo que Dora, personagem de Cláudia Abreu, usa na novela Três Irmãs, da TV Globo. Aprenda com as estilistas Amanda Gontijo e Marina Capra, da grife de moda de praia Loér, a fazer uma amarração semelhante à usada pela atriz. Dê preferência para uma canga grande, com cerca de 1,60 m x 1,60 m, assim ficará mais fácil utilizá-la de várias maneiras. O tecido pode ser viscose ou jérsey, mas é importante ter elasticidade.

Mil e um modos de amarrar
Para sair do convencional, opte por um vestido em estilo romano. Envolva seu corpo com a canga, passando o tecido por baixo de um dos braços e amarre as pontas por cima do outro ombro. Se quiser mostrar as pernas, deixe a peça curtinha. Dobre ao meio e faça um nó duplo na lateral. Um jeito moderno de usar é colocar a canga como se fosse uma saia longa e de cintura alta. Arremate com um cinto fininho para prender o pano.

Estilistas
As estilistas Amanda e Marina, da Loér, ensinam como cuidar de sua canga para ela durar todo o verão. ''Geralmente, as cangas são feitas em tecidos finos, que dão leveza à peça. Por isso, é necessário um cuidado especial na hora de lavá-la. Nunca use máquina de lavar e deixe secar à sombra. Também jamais guarde a peça úmida, o tecido pode manchar'', ensina Amanda.
    
 
 
 
 
 Vestido de frente única

Com as duas tiras da canga dispostas nas laterais, de forma que a largura da canga seja maior que o comprimento, passe a canga por trás do corpo, cruzando as duas pontas de cima na frente. Amarre as duas alças de cima em volta do pescoço e se quiser, as alças de baixo na altura da cintura.

Com as duas tiras da canga dispostas nas laterais, de forma que a largura da canga seja maior que o comprimento, passe a canga por trás do corpo, trazendo juntas as duas alças que estão do mesmo lado do tecido, de forma que uma passe por cima do ombro e a outra por baixo do braço. Amarre fazendo a alça do vestido. Repita a mesma amarração do outro lado.

Com as duas tiras da canga dispostas nas laterais, de forma que a largura da canga seja maior que o comprimento, passe a canga por trás do corpo e basta amarrar as alças de cima na linha acima do peito, fazendo com que o tecido dê uma volta ao redor do corpo.

Faça o mesmo procedimento para amarrar como Vestido de Alcinha, porém amarrando de um lado só.

Com as duas tiras da canga dispostas nas laterais, de forma que a largura da canga seja maior que o comprimento, passe a canga por trás do corpo. Amarre as alças de cima por trás do pescoço, deixando a canga aberta na frente. Cruze as duas alças de baixo na frente, amarrando-as atrás.

 
 
                    
 
                                                                      

CAPULANAS

Esse modo de se vestir com Capulanas, como chamam os moçambicanos, surgiu no século XIX, quando as mulheres começaram a comprar lenços de tecido de algodão estampado e colorido, trazido pelos mercadores portugueses do Oriente para Mombaça.

Ao invés de comprar um a um, mandavam cortar seis quadrados de uma vez, dividiam este pano ao meio e costuravam o lado mais comprido fazendo o que chamaram de  CAPULANA de 3X2 lenços.

Depois era só envolver o corpo, amarrar com mais ou menos estilo e a moda impunha-se à medida que cada vez mais mulheres faziam o mesmo.

As capulanas podem ser o símbolo da riqueza que uma mulher possui. Foram presentes de homens que as cortejaram, o marido que as amou, o genro que está interessado na filha, enfim. Estas capulanas a dona não usa, as guarda como tesouro. Só uma ocasião muito especial as fará sair à luz do dia.

É tradicional em Moçambique que se dê de presente capulanas às filhas quando vão se casar, à futura nora, etc.

As capulanas também são muito presentes nos rituais. A viúva usa uma para cobrir a cabeça e o rosto no enterro do marido, como se fosse uma forma de "cobrir o choro".

 

 

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