Artigos para Imprensa:

Artigos sobre o Lixão da Camélia:

Histórico do Lixão da Camélia de 1983 até 2005

Descoberto Butiazal em Tapes??... em Outubro 2005

Lixão continua sendo problema em 2006

E o Lixão não Fechou... em Junho 2006

Lixão é mantido pelo MP em Tapes... em Julho 2006

Ameaça dos Eucaliptos assombram Floresta de Butiazais... em Agosto 2006

Promessas Políticas não resolvem problema do Lixo em Tapes... em Agosto 2006

Crianças no Lixão Nunca Mais... em Novembro 2006

Scanner de Jornais sobre Lixão

Fotos de 1998 a 2001 do Lixão da Camélia

Mais um Natal com o Lixão Aberto... em Dezembro 2006

 

Outros Artigos:

Desrespeito ao Meio Ambiente em Artigo de Rodrigo Ventura

+ Fotos das Aventuras de Bike dos Verdes Ciclistas

Natureza - Do latim: "natura" em Artigo de Fátima Alfonsin

 

Página de Fotos:

Denúncias de Crimes Ambientais:

Desmatamento Pontal da Lagoa

Sangas Poluídas em Tapes

Roubo de Areia Arroio Araçá

Banhado agredido em zona urbana de Tapes

Lixos perigosos nas ruas da cidade

Sanga das Charqueadas pede socorro

Fábrica de Sapatos Marins deixou lixo no chão após falir

Praia do Jacarézinho aguarda uma solução

Os Verdes de Campo Bom cobram no MP atitudes pelo crime no Rio dos Sinos

Sanga das Charqueadas com águas negras pela poluição

Documento para MP de Tapes em 26 de outubro de 2006

 

Outras matérias:

 

Seminário Bioma Pampa e Poa 31 out/1º e 2 de Novembro

Debate Deserto verde X Imprensa marrom em 09 de Novembro

Crime ambiental no Rio dos Sinos

Moção de Repúdio do XXVI Encontro Ecologistas RS

 

Notícias:

ONGs teme mudanças na política ambiental do Brasil

Campanha da CNBB é alvo de críticas por receber apoio da Vale do Rio Doce

Impacto da mudança climática é maior do que se imaginava

O Brasil teme critérios ecológicos internacionais

 

Manifestos:

 

Manifesto contra a exploração do Butiazal

Manifesto em defesa do Rio dos Sinos

Manifesto contra os Eucaliptos no Butiazal

 

 

Outros artigos publicados:

 

"Cogito, Ergum sum" - Setembro 2006

A Extinção de uma Espécie - Outubro 2006

"Verba volant, Scripta manet" - Outubro 2006

A Utopia do Capitalismo-Socialista - Outubro 2006

Deus ou Bush - Novembro 2006

Aquecimento global e  seus efeitos - Dezembro 2006

Água: Um Bem Precioso? - Janeiro 2007

Os Perigos do "Esquecimento" global - Março 2007

Sem Senso, nem Penso - Outubro 2007

Plantar ou não Plantar Eucaliptos? Será esta a questão? - Novembro 2007

"Algo não cheira bem no reino" - Dezembro - 2007

 Salto no Escuro

 "Um país pode por abaixo suas florestas, erodir seu solo, levar sua fauna silvestre à extinção. Mas os índices de sua performance econômica não serão afetados se esses bens desaparecerem. O empobrecimento será tomado por progresso".

 

Robert Reppeto

"Accouting for envirommental assets", Revista Scientific American – Junho 1992

São inúmeros os exemplos de como a sociedade futura irá ter mais respeito pelo que é "bem público". Será o tempo em que o indivíduo urbano e rural terá respeitado, pelos governos, os direitos que estão constituídos nas Cartas Magnas, oficiadas para o "bem" do "público" de um país, de um estado ou de um simples município.

Atravessando o oceano que nos separa do Velho continente europeu, em 2002 os franceses modificaram sua constituição para nela introduzir o conceito de "proteção ambiental". Durante meses as discussões e as deliberações foram intensas. A proposta capitaneada pelo governo foi aprovada sem grandes modificações e a noção de direito a um ambiente saudável entrou já no preâmbulo da Carta, logo depois das referências à Declaração Universal dos Direitos do Homem, de 1789, e aos Direitos Econômicos e Sociais, do texto de 1946.

Pela proposta, afirma-se o direito a um ambiente - "patrimônio comum de seres humanos" - equilibrado, saudável e protegido. Mais do que isso, o texto sugerido torna a proteção ambiental "norma que se impõe a todos, poderes públicos, jurisdições e sujeitos de direitos".

O projeto também consagra o chamado Princípio da Precaução, isto é, a noção de que, quando houver dúvida, ainda que pequena, sobre os efeitos de uma determinada medida, deve-se optar pela solução que resguarde o meio ambiente.

Saindo do continente europeu e atravessando o oceano atlântico de volta ao Brasil, onde nossa Constituição, no artigo 225 parágrafo 1º inciso 4º promulgou em 1988 (16 anos antes dos franceses) a necessidade de EIA/RIMA (Estudo de Impacto Ambiental / Relatório de Impacto ao Meio Ambiente) e rumando para o sul do País, em uma pequena cidade ao sul do Estado (considerado o "nordeste pobre" do RS), o governo de Tapes propôs e teve aprovada a mudança em nossa Carta Magna, para alterar um artigo visando a utilização de área de preservação permanente para a instalação de uma indústria e outras obras.

Os efeitos de tal medida, tanto relacionadas às obras e modificações em meio a orla protegida por Lei Federal, quanto pela alteração de dispositivo de segurança de Lei Orgânica Municipal, promulgada em 1990, para evitar-se a utilização da orla com fins de loteamento e ocupação humana e industrial, expôs precedentes perigosos para o futuro da cidade e de sua biodiversidade, relacionadas com o recurso mineral, a flora, a fauna terrestre e aquática, além do abundante recurso hídrico, invejado por todos os povos nos cinco continentes.

É de se ressaltar que o EIA é um instituto do direito ambiental, o qual tem grande importância não para "influenciar as decisões administrativas sistematicamente a favor das considerações ambientais, em detrimento das vantagens econômicas e sociais suscetíveis de advirem de um projeto" mas sim para dar "às administrações públicas uma base séria de informações, de modo a poder pesar os interesses em jogo quando da tomada de decisão". Por esse motivo, a precaução quanto às obras e alteração na Lei Orgânica deveria ter sido avaliada pelo Princípio da Precaução, visto que havendo uma análise prévia, por meio do EIA, dos impactos que determinado empreendimento pode causar ao meio ambiente, é possível, por meio da não autorização, ou da adoção de medidas compensatórias e mitigadoras, assegurar a realização da obra sem causar dano ao meio ambiente. Por esta razão que o EIA é visto como instrumento e elemento basilar do Princípio da Prevenção.

O fato mais grave é termos ciência de prioridades prementes, que são esquecidas, como as famílias que residem em cima de esgotos que correm à céu aberto, com crianças e adultos, seus animais domésticos convivendo em uma situação de risco ambiental e de saúde pública, expostos a doenças e seus vetores, além de servirem como motivo para as pretensões mais inclinadas ao aspecto econômico da proposta, não levando em consideração a cultura, a realidade vivenciada por aqueles sujeitos atores, seu meio de vida e o ambiente em que vivem e, principalmente, esquecendo que a natureza e suas características ambientais permanecerão como estão, mesmo com obras sólidas, grandes e monumentais, que no amanhã poderão deixar de existir, bastando a Mãe Gaia revoltar-se contra a pequenez de nossa existência e de nossas atitudes, e cobrar a conta de todos nós.

É como bem disse a ecologista Leatrice Borges Piovesan em seu artigo "O atraso da humanidade" publicado em 2004, "Enquanto nós, seres tidos como humanos, não nos conscientizarmos do fato de que só conseguiremos viver em paz com nossos semelhantes no dia em que aprendermos a respeitar a natureza – porque é no contato com ela que saberemos nos relacionar com o Universo e com Deus - nosso planeta não terá futuro. E, enquanto essa nova Terra não acontecer, o único caminho para coibir toda a agressão e malvadeza humana é o Ministério Público".
 

Julio Wandam

Ambientalista

 

 

 Vivendo o Trigésimo Dia

 

A situação atual de degradação e poluição do planeta, afetando ecossistemas cada vez mais fragéis devido a ação humana de conversão da natureza em escravo diário das necessidades da indústria crescente com o consumo descompassado, aliado a explosão populacional de bilhõe de habitantes, que estão exaurindo e destruindo as fontes de recursos vindas do meio ambiente, que nos dá US$ 33 trilhões de doláres anuais em benefícios diretos com água potável, ar puro e solos fertéis, ofertando suas dádivas para serem devolvidas através do lixo e o
chorume poluente, da poluição atmosférica de carros e industrias e a poluição da água, fonte da vida sendo contaminada pelo esgoto, agrotóxicos e outros químicos poluentes.
Para quem milita na causa inglória de defesa do futuro, tais fatos, sinais dados pela terra com tanta destruição em seguidos eventos, nos remete ao pensamento do monge Budista Daisaku Ikeda, autor de Dialógos para a Paz, escrito conjuntamente com Mikhail Gorbachov, fundador e
Presidente de Honra da Cruz Verde Internacional.
Segundo a Sábia palavra oriental, contada pelo monge, o Planeta poderia ser comparado à um lago, onde lírios-d´água se desenvolvessem a cada dia duas vezes a área em que ocupam.
Prevendo-se que levariam 30 dias para ocupar toda a superfície do
lago. No 29º dia, somente metade da superfície estará coberta. Aqueles que olharem o espelho d´água naquele dia vêem que metade do lago ainda está normal e pensam que a situação não é catastrófica.
Mas, na realidade, até a invasão total resta somente um dia!
Daisaku Ikeda conclui comparando o mundo atual, com seus problemas de crescimento demográfico e superconsumismo, que provocam a escasses de recursos minerais e das fontes de energias fósseis.
O que observamos, é que estamos vivendo o Trigésimo dia.
O que ocorre na Amazônia e em outras partes do planeta é a clara evidência de que estamos vivendo este momento e ele foi desencadeado simultâneamente.

Furacões e tufões no hemisfério norte. Ciclones no atlântico sul.
Degelo no ártico, degelo na antártida. Rios, lagos e lagoas desaparecendo. Chuvas torrenciais e secas inesperadas para a população e as economias de muitas cidades, do sul ao norte do Brasil.
Há 34 anos atrás, outro Sábio monge, este chamado Ambientalista José Antônio Lutzemberger, nos alertava sobre as probabilidades de que as queimadas e desmatamentos afetariam e iriam modificar o clima planetário, principalmente na região amazonica, a qual afirmava ser a região o ar condicionado da Terra. Não era profecia, era avaliaçao impírica, mas carregada de saber. Nos deixou em 2002, e alertava-nos sobre a ardilosa orquestração de uma segunda Revolução Verde na agricultura, com a introdução dos transgênicos na alimentação, na produção e consumo da população e na dependência dos produtores aos grandes conglomerados industriais, principalmente americanos. Pior que os transgênicos está por vir e com uma velocidade assustadora e similar a tecnologia que propôe maior rapidez e eficiência, tanto na produção, quanto no uso e consumo de produtos com esta versão mais acurada, feita em laboratórios.
Daremos um salto quântico para o futuro com a nanotecnologia, que promete um mundo melhor, só que não sabem o quanto e nem como, ou para quem serão as melhorias neste Admirável Mundo Novo que os cientistas estão preparando para a humanidade.
A ciência não tem resposta para tudo, segundo cientistas mais otimistas, que não assumem a necessidade da sociedade participar junto nas decisões sobre se tais pesquisas serão úteis para a população mais pobre do planeta.

Julio Wandam
Ambientalista