Lixão da Camélia

 

registros realizados em 23 de abril de 2007 - 17hs

Lixão da Camélia continua recebendo lixos e catadores em situação de riscos de saúde expostos a falta de ação por parte dos órgãos ambientais locais e do estado, que mantém uma realidade de agressão ambiental e degradação social.

 

Esta situação é permanente, sem uma solução que faça com que os resíduos sejam aproveitados quase que na totalidade.

As condições precárias para o serviço de seleção dos lixos é algo que assusta, pois a reciclagem e a utilização de técnicas de segregação e triagem de resíduos é algo inexistente, mesmo hoje sendo forma recorrente de resgate social, estes resíduos da forma como são recolhidos, é algo que degrada o cidadão.

A retirada de terras de um local para o outro obedece a um critério do projeto, mas o despejo de lixos sem a proteção devida do solo pode acarretar a produção de chorume. 

O chorume é um líquido que é produzido a partir da decomposição da matéria orgânica que é lançada aos lixos, muitos deles recicláveis. Tais líquidos acabam percolando por dentro dos solos e poluindo os lençois freáticos.

Neste local uma parte dos lixos esta sendo aterrada. O cheiro é forte e a presença de moscas assusta pela quantidade e pelo zumbido. Tal procedimento é para exatamente conter esta presença de insetos, alguns de outras espécies que infestam o ambiente.

Todas estas pessoas, de uma maneira ou de outra acabam sendo afetados pelo ambiente insalubre em que trabalham, com a possibilidade de contrairem doenças devido a presença destes vetores que prejudicam a saúde humana.

Sem proteção alguma, mulher revira o lixo em busca do sustento. Poderia estar dignamente em frente de uma esteira na Usina de Resíduos Sólidos Urbanos Recicláveis, que mesmo com nome pomposo ainda não abriu e parece que os lixos continuarão misturados.

Click aqui e veja Fotos Usina

Os resíduos produzidos na cidade acabam virando ouro nas mãos destes cidadãos que retiram toneladas diariamente das ruas em seus carrinhos e nos monturos de lixões espalhados em 88% da nação que recicla 96% do alumínio das latinhas, mas que ainda tem preconceito com estes trabalhadores. 

Estas cenas na região que abriga um santuário ambiental continuarão, devido a inoperância dos órgãos estatais que não tem idéia da real situação e do perigo para a natureza da região.

Floresta de Butiazais convive por mais de duas décadas com os efeitos deste lixão, tendo este lago durante muito tempo recebido as cargas de resíduos líquidos que escorriam pela região.

Mais fotos sobre a história do Lixão da Camélia, click aqui

Próxima Página