Curso de Pedagogia da ULBRA de Guaíba

 

Cadeira de ARTE / EDUCAÇÃO

 

Patrimônio Cultural da Cidade

Uma Aula Inusitada

Além da aula, algo mais foi inusitado na noite do dia 13 de janeiro, quando a proposta de realização de um evento voltado a exposição dos trabalhos da turma de Tapes, estudantes de Pedagogia da ULBRA de Guaíba, transformou-se em espaço para o debate público, que em Tapes carece de maior empenho, o caso da Cultura: o acesso, a promoção e o incentivo.

Com visões diferentes, mas que convergiam para a proposta de discutir o papel da cultura em meio a sociedade.

Visando compreender detalhes dos paradigmas da arte/educação, o evento inicial teve a participação de nomes expressivos da cultura local.

Professora Alice Bemvenuti

Uma Obra de Arte em 24 horas - Trabalhos das alunas do curso de Pedagogia da ULBRA de Guaíba/RS, em exposição na Câmara de Vereadores. Durante evento ocorreu debate aberto ao público, em que o tema "culturas diversas" foi exposto por diversos segmentos do "entender ao fazer" cultura em Tapes.

Público presente acompanhou evento com amplo interesse, sendo que na primeira noite, os trabalhos tiveram três horas de duração.

As pequenas palestras e apresentações feitas pelos convidados estimularam o debate sobre a questão cultural de nossa cidade.

Valdir Garcia, um dos grandes expoentes do cotidiano da Cultura de Tapes, explica a jornada de criação cultural e musical da cidade, nos tempos do famoso grupo Os Tapes e Duo em Preto e Branco, outra performance do músico tapense em parceria com Vado Barcelos, grande instrumentista, atualmente morando na Alemanha.

 

Léo Licks e Colmar Hoffestater, ambos moradores de Tapes e velejadores falaram da vida dos pescadores e do amor que sentem pela lagoa dos Patos e pelo contato com os aspectos culturais do homem do mar. Com imagens da região em épocas passadas, Colmar mostra a evolução da paisagem de Tapes.

Na segunda noite do Seminário de Arte Educação, duas culturas diferentes, mas ligadas pelos laços do trabalho e da diversão.

O plantador de arroz, Silvio Rafaeli, eleito Vereador na última eleição fala sobre o trabalho na agricultura e sobre as políticas que tratam deste tema, umbilicalmente ligada a cultura arrozeira da cidade nos idos do começo do século passado, quando Tapes passa a ser cidade em 1929.

Juarez Petry, um dos líderes arrozeiros do Estado, fala das dificuldades por qual passa a categoria, e sobre avanços na área da tecnologia agrícola.

Dona Irma, uma das maiores autoridades sobre o Carnaval tapense, em sua explanação aborda a cultura carnavalesca em Tapes e diz que durante todas as décadas em que a Festa de Momo se concretiza, o hábito e o envolvimento financeiro acabam desviando o sentido da festa popular, mas que felizmente as condições para que os desfiles ocorram ainda existem, com a abnegação dos carnavalescos  e das entidades de nossa comunidade, "que fazem o show", onde muitos lucram, mas quem "trabalha" acaba pagando a "fantasia"em contas parceladas até o próximo Carnaval.