A GUERRA DO PETRÓLEO E DO GÁS



GRÉCIA, TURQUIA, CHIPRE, SÍRIA, EGITO, ISRAEL, LÍBANO, LÍBIA, IRÃ, IRAQUE, RÚSSIA, ESTADOS UNIDOS E MUITAS OUTRAS NAÇÕES ESTÃO ENVOLVIDAS NO CENTRO DA DISPUTA QUE VAI PODERÁ LEVAR O MUNDO A UMA TERCEIRA TERRA MUNDIAL!







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NEWS!


FROM MIDDLE EAST AND ASIA MINOR


(NOTÍCIAS: DIRETO DO ORIENTE MÉDIO E ÁSIA MENOR)


Irã insiste que haverá represálias pelo ataque de Israel à Síria

03 de Fevereiro de 2013

Comandantes militares do Irã insistiram neste domingo que haverá represálias no momento adequado pelo recente ataque aéreo de Israel à Síria, em declarações divulgadas pela imprensa iraniana.

O comandante do Corpo de Guardiães da Revolução do Irã, general Mohamad Ali Jaafari, considerou que a "resistência e as represálias são o único caminho" para enfrentar Israel após o ataque à Síria, segundo a agência oficial "Irna".

ATUALIZAÇÃO, GUERRAS

Presidente do Irã ameaça “varrer Israel da face da terra” – Irã recusa negociar com EUA
by Fim dos Tempos.Net • 8 fevereiro, 2013

O povo iraniano está pronto a “varrer Israel da face da terra” caso este se aventure a atacar a república islâmica, declarou o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad.

“Nossas forças armadas são capazes de derrotar qualquer agressor e o fazer se arrepender do feito”, frisou o chefe do estado iraniano durante a reunião de cúpula da Organização da Cooperação Islâmica no Cairo, adiantando igualmente que os israelenses “sonham com uma agressão ao Irã, mas temem as consequências”.

Em uma anterior entrevista concedida à mídia egípcia, Ahmadinejad afirmou que o Irã é doravante “uma potência industrial, nuclear e espacial”.


Irã recusa negociar com EUA

O aiatolá iraniano Ali Khamenei rejeitou categoricamente uma proposta de início de negociações diretas entre seu país e os EUA, alegando que as mesmas não podem resolver os problemas pendentes.

O líder supremo do Irã adiantou que “os EUA ameaçam o Irã, mas Teerã não teme essas ameaças”.

Anteriormente, o vice-presidente estadunidense, Joseph Biden propôs o início de negociações diretas entre os dois países sobre o programa nuclear iraniano.

Das negociações multilaterais com o Irã participam, além dos EUA, a ONU, a União Europeia e a Rússia.



EUA poderão atacar Coréia do Norte

by Fim dos Tempos.Net • 8 fevereiro, 2013

Os EUA e a Coreia do Sul poderão desferir um ataque preventivo contra a Coreia do Norte, ressaltou em um briefing a porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Victoria Nuland.

Ao mesmo tempo, os Estados Unidos prestam uma maior atenção às medidas de pressão econômica sobre a Coreia do Norte, previstas pela resolução 2087 do Conselho de Segurança da ONU, se a Coreia do Norte não mudar de intenções, afirmou Nuland.

Mais cedo, a liderança da Coreia do Norte anunciou que realizaria um terceiro teste nuclear em resposta à resolução aprovada pelo Conselho da Segurança da ONU em janeiro passado, em que condenara o lançamento do satélite por Pyongyang em dezembro de 2012.


EUA enviam destróier ao Mediterrâneo

by Fim dos Tempos.Net • 8 fevereiro, 2013


O destróier norte-americano Barry, equipado com o sistema multifuncional de combate Aegis e capaz de rastrear e abater mísseis balísticos, partiu da base naval de Norfolk (Virgínia) em direção ao mar Mediterrâneo, à área de responsabilidade da 6ª frota operacional, informa o Serviço de Informação da Marinha estadunidense.

O navio permanecerá no Mediterrâneo cerca de 6 meses.

No âmbito do programa  de construção do sistema faseado e adaptativo de defesa antimíssil, de 2014 a 2015, no Mediterrâneo, permanecerão quatro destróieres da Marinha dos EUA, equipados com o sistema Aegis.

Jaafari, em declarações a jornalistas locais, qualificou hoje como "brutal" o recente ataque israelense ao território sírio e afirmou que "o espírito agressivo é uma das principais características do regime de Tel Aviv".

O chefe dos Guardiães, o corpo militar especial de defesa do regime islâmico, fez suas declarações na inauguração de um túnel de vento de ultra-sons, que alcança oito vezes a velocidade do som, sobre o qual disse que será de grande utilidade em testes de mísseis e de equipamentos aeroespaciais.

Por sua vez, o subchefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã para Assuntos Culturais e Propaganda, general Massoud Jazayeri, afirmou que as represálias sírias ao recente ataque aéreo israelense "serão esmagadoras" e deixarão "em coma o regime sionista (Israel)".

Segundo manifestações divulgadas hoje pela agência local "Fars", Jazayeri disse que "os criminosos israelenses devem saber que, após cada golpe, haverá uma represália em massa, cujo momento e amplitude serão decididos pelas nações livres e anti-hegemônicas".

Na sessão de hoje do Parlamento de Teerã, o presidente da câmara, Ali Larijani, condenou o ataque aéreo israelense à Síria e pediu aos países muçulmanos da região a se distanciar do "inimigo sionista", segundo a rede de televisão oficial iraniana com transmissão em inglês, "PressTV".

Desde ontem, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Saeed Jalili, se encontra em Damasco para debater com o governo sírio o recente ataque aéreo de Israel a esse país, segundo a agência oficial iraniana "Irna".

Jalili, próximo ao líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e uma das personalidades mais influentes da política de Teerã, discutirá o recente ataque aéreo e a situação na Síria, onde há quase dois anos começou o levante contra o regime liderado por Bashar Al Assad.
O regime do partido Baath na Síria e a República Islâmica do Irã mantêm há mais de 30 anos uma associação estratégica, tanto em temas técnicos, econômicos e comerciais como militares, com previsão de ajuda mútua em caso de agressão externa.



Israel 'lamentará agressão' contra a Síria, afirma Irã 

04/02/2013

Secretário iraniano disse que entidade sionista se arrependerá.

O Irã é o principal aliado regional do regime do presidente Bashar al-Assad.

Da France Presse

Um alto funcionário do governo iraniano afirmou nesta segunda-feira (4) durante uma visita a Damasco que Israel "lamentará a agressão" contra a Síria.

"A entidade sionista lamentará sua agressão contra a Síria, como lamentou suas guerras dos 33 dias, dos 22 dias e dos oito dias", disse o secretário do Conselho Supremo da Segurança Nacional do Irã, Said Jalili.

Ataque israelense na Síria atingiu centro de pesquisa, diz jornal

Presidente sírio acusa Israel de querer 'desestabilizar' e 'debilitar' país

Ele fez referência à ofensiva contra o Hezbollah em 2006 e aos dois ataques contra a Faixa de Gaza em 2008 e em 2012.

O Irã é o principal aliado regional do regime do presidente Bashar al-Assad.

"A Síria está na vanguarda, enfrentando a entidade sionista, e o Irã, que preside atualmente o grupo dos Não Alinhados, utilizará todas as suas relações para respaldar a Síria contra o inimigo sionista", afirmou Jalili.

"O mundo islâmico está unido na defesa da resistência contra Israel", completou.

Israel atacou na quarta-feira um complexo militar perto de Damasco, com o objetivo, segundo uma fonte americana, de evitar transferências de armas ao Hezbollah xiita libanês.

Segundo as autoridades sírias, o ataque israelense teve como alvo um centro de pesquisa militar perto de Damasco.
Israel tenta desestabilizar a Síria, diz Assad

03/02/2013

Internacional

Da BBC Brasil

Brasília - O presidente da Síria, Bashar Al Assad, afirmou que Israel está tentando desestabilizar seu país. Os comentários de Assad foram uma referência aos ataques aéreos israelenses realizados na quarta-feira passada contra um centro de pesquisas militares na cidade síria de Jamraya.

Segundo Assad, os ataques expuseram ''o papel que Israel está exercendo, em colaboração com forças estrangeiras inimigas e seus agentes em território sírio, para desestabilizar e enfraquecer a Síria''.

De acordo com autoridades dos Estados Unidos, os ataques tinham por alvo um comboio que levaria armas para o Líbano.

''Quando dizemos uma coisa, nós falamos para valer'', disse o ministro da Defesa israelense, Ehud Barak. ''Não achamos que a Síria deva ser autorizada a trazer armamentos avançados para dentro do Líbano'', acrescentou Barak.


Inspetores militares russos sobrevoarão Grécia

Notícias, Grécia, Tratado de Céus Abertos, tratado Rússia
 
3.02.2013 - Moscou
© ru.wikipedia.org

Nos marcos da implementação do Tratado internacional de Céus Abertos, inspetores militares russos realizarão um voo de observação a bordo do avião An-30 sobre o território da Grécia.
Voos de inspeção deste gênero realizam-se para encorajar uma maior transparência das atividades militares dos membros do Tratado e para reforçar a segurança mediante a intensificação das medidas de confiança.

O serviço de imprensa do Ministério da Defesa informou que este será o primeiro voo de inspeção efetuado pela FR em 2013 sobre os membros do Tratado.

http://portuguese.ruvr.ru/2013_02_03/Inspetores-militares-russos-sobrevoar-o-Grecia/


OPINIÃO

Ana Gomes António Capucho António Filipe Augusto Santos Silva Constança Cunha e Sá Fernando Rosas Francisco Assis João Semedo Marcelo Rebelo de Sousa Marques Mendes Medeiros Ferreira Medina Carreira Nuno Melo Perez Metelo Santana Lopes
«A ideia, afinal, é transformarmo-nos na Grécia?»

Comentário de Constança Cunha e Sá na TVI24

Por: Redacção    |   2013-01-31 22:51

Constança Cunha e Sá comenta as declarações desta quinta-feira de Fernando Ulrich afirmando que «se a ideia era emendar foi pior a emenda do que o soneto». «No fundo, é uma declaração provocatória», considera, na TVI24, deixando uma pergunta com a respetiva resposta: «Qual é o modelo de vida para Fernando Ulrich?, É os sem-abrigo.»

«Uma pessoa que não seja um sem-abrigo é um privilegiado» conclui Constança Cunha e Sá sobre as palavras do presidente do BPI apontando que «nos mercados financeiros não temos nada a ver com a Grécia, estamos com os irlandeses, mas já no que toca aos portugueses, os portugueses estão com os gregos».

«O ponto aqui é que isto não são declarações exclusivas de Fernando Ulrich; fazem parte de um ponto de vista em que este Governo assenta», diz a comentadora da TVI lembrando que «as declarações de Passos Coelho do custe o que custar querem dizer isto».

Constança Cunha e Sá pergunta se «a ideia é empobrecer à bruta, ao ponto de dizer que até aguenta sem abrigo?» «No fundo, o que ele está a dizer é quem é que eles julgam que são? Então os gregos não aguentaram? «A ideia, afinal, é transformarmo-nos na Grécia?», questiona.

«Pode estar em causa uma rutura social», pois, diz Constança Cunha e Sá que «as pessoas que têm responsabilidade não têm um mínimo de sensibilidade social» e isto é um incentivo à revolta, que não deve haver, que não deve ser feito».

No que respeita à atual situação do PS, Constança Cunha e Sá refere que «é uma palhaçada». «Temos António Costa a dizer-nos que temos um António José Seguro que não vai ser o António José Seguro que ganhou o congresso. É outro, que ele fabricar coma ajuda de António José, Seguro», analisa, concluindo que «é o partido socialista que sai altamente enfraquecido».

No comentário desta quinta-feira - que pode ver integralmente no vídeo - , Constança Cunha e Sá também comenta a remodelação entre secretários de Estado referindo que «não reforça o Governo» e «como disse Passos Coelho é um acerto». «O ponto é que o Governo estar amarrado por uma orgânica a que se obrigou e por ministros que não consegue remover».

http://www.tvi24.iol.pt/opiniao/constanca-cunha-e-sa-comentario-tvi24-ccsa-tvi/1415397-5339.html



Mísseis Patriot colocados em estado de alerta na Turquia

6.02.2013 - Moscou
EPA

A primeira das duas baterias de mísseis americanos Patriot foi colocada em estado de alerta na Turquia, informou a porta-voz da OTAN, Oana Lungescu.

Os sistemas estão sob o comando e controle da aliança, acrescentou ela.

No total, as seis baterias dos EUA, Alemanha e Holanda foram mobilizadas nas províncias de Gaziantep, Kahramanmaras, Adana, duas em cada uma. As baterias alemã e holandesa já tinham sido declaradas operacionais.



Shimon Peres afirma que Irã é uma ameaça para o mundo
 
O presidente israelense, Shimon Peres, falou nesta terça-feira sobre o perigo que o Irã representa para a estabilidade mundial em seu discurso inaugural da 19ª legislatura do Parlamento (Knesset).

"A ameaça do Irã cresce. É uma ameaça a nossa existência, a independência dos países árabes, a paz no mundo todo", afirmou o presidente diante dos 120 membros do Parlamento, 48 deles completamente novos.

Em uma sessão cerimonial por ocasião da nova legislatura após as eleições de 22 de janeiro, o chefe do Estado israelense fez uma revisão da situação de seu país e, em uma projeção regional, desejou "sorte" a "jovem geração que se levantou no mundo árabe cansada da pobreza e opressão", ao mesmo tempo em que destacou os perigos do programa nuclear do Irã.

"Estão construindo armas nucleares e dizem que a religião os proíbe. Não dizem a verdade", disse.

Peres também falou sobre a situação na Síria, em estado de guerra civil há mais de um ano. Ele a classificou como uma "tragédia", e pediu à ONU que "encomendasse à Liga Árabe a criação imediata de um governo de transição que salve o país de sua autodestruição".

O Parlamento de Israel ficou dividido na atual legislatura entre 12 partidos, o maior, Likud Beiteinu, com 31 cadeiras, e o menor, Kadima, com duas. A coligação de direita, incluídos os ultraortodoxos, tem uma ligeira maioria sobre o bloco de centro-esquerda (61-59), que inclui três partidos árabes que não fizeram parte de nenhum governo no país e cujos deputados abandonaram hoje a sala durante a execução do hino nacional israelense.

 EFE - Agencia EFE - Todos os direitos reservados. Está proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agencia EFE S/A.




Turquia ajudou Israel em ataque à Síria, diz líder político

5 DE FEVEREIRO DE 2013

O vice-presidente do Partido do Trabalho da Turquia, Lassen Bulent Davutoglu, afirmou que o governo do premiê Recep Yayyip Erdogan colaborou com Israel no recente bombardeio contra um centro científico próximo da capital síria.

Ele agregou que, além disso, o chanceler turco Ahmet Davutoglu procura distorcer a verdade e confundir a opinião pública desse país euro-asiático, para desviar a atenção das acusações de Tel Aviv.

Em um artigo publicado pela página digital turca Olossal Bakic, reproduzida pela agência de notícias Sana, Davutoglu explicou que a visita de senadores estadunidenses ao presidente turco, Abdullah Gul, antes da agressão israelense e sua viagem a Israel, demonstram que Ancara sabia que a Síria seria atacada.

O político destacou que o Partido da Justiça e Desenvolvimento, liderado pelo premiê Erdogan, aproveita sua suposta inimizade com Israel para ganhar apoio popular e continuar no governo, já que as bases populares prestam muita atenção às posições anti-israelenses.

No entanto, as autoridades muçulmanas na região que chegaram ao poder com a ajuda dos Estados Unidos e de Israel, se dedicam a garantir e proteger a segurança de Tel Aviv, citou a fonte.

Por sua vez, Argélia e Sudão se somaram ao conjunto de governos e organizações políticas e sociais contra a agressão israelense do dia 30 de janeiro. O bombardeio ao centro de pesquisa em Jamrayya, 20 quilômetros ao noroeste de Damasco, custou a vida de duas pessoas e deixou outras cinco feridas.

O Ministério de Assuntos Exteriores da Argélia condenou de maneira enérgica os ataques aéreos e os considerou uma violação do Direito Internacional e da soberania e integridade territorial dos Estados, indicou um comunicado distribuído pela embaixada em Damasco.

De igual forma, o Sudão explicou que o bombardeio aconteceu depois de frequentes ameaças israelenses contra a Síria, o que constata que os procedimentos de Tel Aviv se baseiam na Lei da Selva e não no Direito Internacional, sublinhou uma nota da Chancelaria argelina.

Fonte: Prensa Latina


“O mundo está caminhando para uma 3ª Guerra Mundial!” 

Gerald Celente:

by Fim dos Tempos.Net • 5 fevereiro, 2013

Gerald Celente não faz rodeios quando ele prevê, “O mundo está indo para a guerra”.
Celente diz o que está acontecendo hoje, aconteceu antes da Segunda Guerra Mundial.
Ele também diz que o padrão é o mesmo que o que começou em 1929, “Crash. . . . . depressão, guerras monetárias, guerras comerciais e guerra mundial”. Celente diz, “Quando você segue as linhas de tempo, agora estamos no final dos anos 1930.” 

Mas, ao contrário dos anos 30, o dinheiro hoje não é apoiada pelo ouro ou qualquer outra coisa para essa matéria.Então, Celente diz, “Os bancos estão forçando. . . . . governos para manter o seu financiamento pela inundação de dinheiro no sistema. 

Celente prediz: “O que vai acontecer quando essa coisa começar a desmoronar?, As pessoas estão começando a correr por ouro.”


http://fimdostempos.net/gerald-celent-avisa-o-mundo-esta-caminhando-para-uma-guerra-mundial.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+fimdostempos+%28FimdosTempos.net%29


Irã: Israel vai se arrepender de ataque aéreo na Síria

by Fim dos Tempos.Net • 5 fevereiro, 2013

Teerã reitera ameaça contra Israel sobre suposta ação contra centro de pesquisa de armas. O ministro da Defesa al-Freij diz que a IAF está fazendo rebeldes licitação ‘; acrescenta Damasco’ resolver ‘não pode ser quebrado.“

Roi Kais Roi Kais

Irã advertiu Israel na segunda-feira que o país “lamentará” o seu ataque aéreo contra a Síria na semana passada, não especificando se o Irã ou seu aliado planejam qualquer resposta militar.

“Eles vão se arrepender da recente agressão”, disse Said Jalili, secretário do Conselho de Segurança Nacional Supremo do Irã, em entrevista coletiva em Damasco, um dia após a realização de conversações lá com o presidente Bashar al Assad .

Jalili comparou suposto ataque de Israel em um complexo militar a noroeste de Damasco na quarta-feira a conflitos anteriores, incluindo a Segunda Guerra do Líbano , em 2006.

Hoje, também, tanto o povo e o governo da Síria compartilham da seriedade sobre o assunto. E também a comunidade islâmica está apoiando a Síria “, disse ele.

Área de ação, de acordo com comunicado do Exército sírio

Jalili disse que o Irã, em seu papel atual como chefe do Movimento dos Não-Alinhados, que trabalha em nome da Síria no cenário internacional, em resposta ao ataque. A ação da IAF alegada na Síria é a prova de que “Israel está dando apoio aos rebeldes”, disse o ministro da Defesa sírio general Fahd al-Jassem Freij na segunda-feira. “Quando o inimigo israelense percebeu que seus fantoches estavam falhando, ele interferiu em seu nome”, disse ele.

O Regime de Assad tem vindo a negar que uma guerra civil está rasgando o país. Assad declarou recentemente que a revolta é ” fictícia “, e reiterou alegações de que Damasco está lutando grupos terroristas sírios auxiliados pelo Ocidente.

Os rebeldes, que al-Freij chama de “grupos terroristas”, tiveram como alvo as dezenas de Centro de Pesquisa no passado, disse ele. ” “Confrontados com o seu fracasso, Israel assumiu a liderança.”

Questionado sobre a possibilidade de que a Síria vai lançar um contra-ataque, ele disse que “O Exército sírio já provou que não pode ser quebrado.”

Complexa equação regional

O ex-chefe da MI Amos Yadlim comentou as reportagens estrangeiras que ligam Israel ao suposto ataque a um comboio de armas na área, rumores de que seria a transferência de mísseis antiaéreos SA-17 , dizendo que Israel “saberia como lidar com eles.”

Mísseis SA-17 são projéteis altamente sofisticados descritos como “mudanças do jogo” – caso venham a cair nas mãos do Hezbollah.

“A IDF vai saber como lidar com esta arma e qualquer outra arma”, disse Yadlin.

“Ter essas armas no Líbano será uma violação da vontade da Resolução 1701. Isso não é à toa que eles insistem que era um centro de investigação que foi bombardeado. Se o (sírios) admitem que eles estavam transferindo tais armas para alguém que estaria em violação de seu contrato com os russos, também.


Internacional

TENSÃO

Irã ameaça Israel por ataque à Síria

05.02.2013
 
As autoridades sírias dizem que um centro de pesquisa militar foi atacado na cidade de Jamraya

Teerã Um alto funcionário do governo do Irã disse ontem que Israel vai se arrepender de ter feito um suposto ataque à Síria na última quarta (30). A ação foi informada pelo regime sírio e diplomatas americanos, mas não foi confirmada oficialmente pelos israelenses.

Em visita a Damasco, o secretário do Conselho Superior Nacional do Irã, Saeed Jalili, disse que o mundo islâmico não permitirá uma agressão contra os sírios. "O regime sionista vai se arrepender do ataque", afirmou FOTO: REUTERS

As autoridades sírias dizem que um centro de pesquisa militar foi atacado na cidade de Jamraya, próxima à capital Damasco e à região das colinas de Golã. Diplomatas americanos também afirmam que houve um bombardeio, mas que este atingiu um comboio de transporte de mísseis ao grupo radical libanês Hizbollah.

Em visita a Damasco, o secretário do Conselho Superior Nacional do Irã, Saeed Jalili, disse que o mundo islâmico não permitirá uma agressão contra os sírios. Para ele, os países muçulmanos devem prever a agressão contra o mundo islâmico e ter uma resposta adequada para provar sua união.

"O regime sionista vai se arrepender do ataque. Hoje tanto o povo quanto o governo sírio tratam a questão com seriedade e a comunidade islâmica está apoiando a Síria". Jalili afirma que Israel e seus aliados (em referência aos países ocidentais) querem debilitar o regime do ditador Bashar al Assad para diminuir a resistência ao Estado judaico e pediu uma solução negociada para o fim do conflito sírio, que dura 22 meses.

O Irã é o principal aliado do regime sírio na região, assim como Damasco é o maior apoiador da República Islâmica. Os dois países possuem cooperação militar há 30 anos, o que levou a acusações dos rebeldes de que combatentes de Teerã entraram no conflito sírio. O Irã nega a participação.

Implícito

Israel reconheceu implicitamente ter realizado bombardeios aéreos na semana passada em território sírio, mas ainda não ficaram claras suas intenções, num momento em que o regime de Damasco está se desintegrando, com o consequente risco de que armas acabem sendo disseminadas pela região.

O ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, confirmou implicitamente no domingo, em Munique, o ataque de quarta-feira por parte de aviões da força aérea de Israel contra instalações militares próximas a Damasco.

"Isso aconteceu há alguns dias mostra que, quando dizemos uma coisa, nós mantemos nossa palavra. Dissemos que não achamos que se deva permitir que sistemas aperfeiçoado de armas sejam transferidos no Líbano", afirmou Barak.

Até então, Israel não havia comentado as informações confirmadas pelo secretário americano de Defesa, Leon Panetta, sobre os bombardeios. Dois dias depois do ataque, o secretario disse que havia preocupação sobre a possibilidade de que o "caos" na Síria permita ao poderoso grupo libanês Hezbollah obter armamento sofisticado.

Líder da oposição defende diálogo

Damasco O líder da oposição síria, Ahmed Moaz al-Khatib, pediu ontem que o regime de Bashar al Assad aceite seu convite ao diálogo para solucionar um conflito que já deixou mais de 60 mil mortos em quase dois anos.

Em entrevista concedida à rede de televisão do Qatar "Al Jazeera", o chefe da coalizão opositora disse que está disposto a "estender a mão" ao regime caso aceite negociar o acordo de uma transição política no país.

Pouco depois, Khatib declarou abertamente que está disposto a dialogar com o vice-presidente sírio Faruq al-Shareh.

"Desde o começo da crise, Shareh vê que as coisas não vão bem. O fato de que faz parte do regime não significa que não possamos falar com ele. Se o regime aceitar a ideia (de diálogo), peço que deleguem Faruk Shareh para que falemos com ele", afirmou Khatib.
Para a entrevista com a "Al Jazeera", Khatib adotou um tom mais suave do que o da oposição, e convidou Assad a parar o sofrimento do país. "Digo a Assad: ´olhe nos olhos de seus filhos e tente encontrar uma solução´. Então nos ajudaremos mutuamente", disse Khatib.


Ahmadinejad: povo do Irã marchará para destruir Israel em caso de ataque

O presidente do Irã faz sinal da vitória ao comparecer à conferência islâmica no Cairo

 
O "povo iraniano está pronto para marchar em direção a Israel para destruí-lo se ele se lançar em uma aventura contra o Irã", declarou nesta quarta-feira no Cairo o presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, em uma conversa com jornalistas.

"Nossas forças de defesa estão em condições de dissuadir qualquer agressor", acrescentou o presidente iraniano, que participa na reunião de cúpula da Organização Islâmica de Cooperação (OCI), que começou nesta quarta-feira no Cairo.

Na terça-feira, no novo Parlamento israelense, o presidente de Israel havia advertido contra o perigo de um Irã nuclear que "ameaça a existência" de Israel e a paz mundial.

AFP



Por onde começar a III Guerra Mundial

15 outubro de 2011

Por Corleone

Há duas opções, uma previsível e outra estranha:

I) EUA dá luz verde para Israel atacar o Irã

Conforme relatado por Paul Joseph Watson, fontes militares confidenciais que falaram com Alex Jones diz o enredo iraniano terrorista criado pela administração Obama dá luz verde para um ataque israelense ao Irã. A operação será realizada, provavelmente, nas próximas duas semanas.

Ele estabeleceu um prazo de dois meses em que Israel tem uma mão livre para lançar um ataque militar. Espere até que o inverno, quando o ataque seria mais difícil de conseguir, seria uma boa escolha.

A última visita m 03 de outubro à Tel Aviv do Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta, foi usada pelos israelenses para convencer os Estados Unidos, que deve dar o sinal verde para o ataque. Menos de 10 dias depois, um enredo "fantasioso" terrorista envolvendo o Irã, para criar um pretexto para uma agressão militar.

"Nas últimas semanas, as discussões intensas ocorreram na militar israelense e círculos de inteligência sobre se deve ou não lançar um ataque militar contra as instalações nucleares iranianas. Aparentemente, a questão-chave no debate foi a forma de garantir que os Estados Unidos participar do ataque ou pelo menos intervir do lado de Israel se o ataque inicial desencadeia uma guerra mais ampla ", escreve Patrick Seale em Gulf News.

De acordo com o tempo, os funcionários de inteligência dos EUA preparar-se para lançar afirmações sobre uma "cadeia de quadros" que a administração Obama está se preparando para atuar como acusações além táticas de isolamento meros contra o Irã.
"Se o governo não consegue ganhar o apoio de uma significativa escalada de sanções ou outras formas de castigo que o regime de Teerã ... a bola vai cair de volta para o lado de Obama", escreve Tony Karon.
Obama está sendo chantageado para apoiar um ataque no Irã como a única maneira de salvar sua presidência. Também é especulado que uma tentativa de assassinato seria usado como pretexto para implicar o Irã.
Especialistas geopolíticas têm sido consistentes em suas advertências de que Israel estava se preparando para atacar o Irã neste outono.
Em julho, veterano da CIA Robert Baer disse que o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu estava planejando um ataque ao Irã, em setembro, para coincidir com a proposta palestina para ser membro da ONU.
Falando ao The Alex Jones Show, ex-funcionário do Departamento de Estado Steve Pieczenik, que tem numerosos dentro fontes de inteligência de ter trabalhado em vários cargos de confiança no decorrer de sua carreira, também indicou que o plano terrorista foi fabricado completamente e que seria usado como pretexto para justificar um ataque militar contra o Irã, também disse que Israel tinha recebido recentemente a entrega de uma grande quantidade de bunker busters.

Fonte: Prison Planet


II) A tensão no Mediterrâneo: Turquia contra a Grécia

A Turquia está virando o líder da região e enviou navios de guerra para Chipre.

O ponto de inflamação transcende mera disputa econômica. O governo cipriota grego, o único reconhecido pela comunidade internacional pretende realizar uma nova exploração de gás em águas que a Turquia considera a soberania não. Estados Unidos é muito atento para a questão (Grécia e Turquia são membros da OTAN para o que poderia ser a primeira guerra civil da organização).

Não é a dor de cabeça apenas para turco-americano diplomacia. O governo de Erdogan insiste a sua intenção de proteger os navios de guerra próximos "flotilhas de paz" para partir em direção a águas de Gaza . Washington acredita que está perto de chegar a um acordo com a Turquia e Israel, mas admite que a tensão entre os dois governos aumentou inteiros muitos.

Síria completa o quadro do novo cenário regional, que está projetando o governo de Erdogan. 

Seguintes declarações do ministro das Relações Exteriores turco afirmou que, de acordo com alguns meios de comunicação locais que "a Turquia está pronta para a guerra com a Síria" - as antigas relações boas entre Ancara e Damasco está em chamas. Conforme registrado pela agência de notícias iraniana Mehr, o conselheiro militar do presidente Ahmadinejad, advertiu a Turquia que "ou mudar sua atitude em relação à Síria e da Primavera Árabe ou terá muitos problemas com seu próprio povo e vizinhos."

A Grécia está falida, mas comprar 400 tanques para os EUA por mais de 1.000 milhões de euros.

O governo grego vai comprar 400 M1A1 Abrams para venda nos próximos meses. Conforme relatado pela DefenceGreece web ecoando uma revista especializada em questões de defesa, a operação teria sido fechada nos últimos dias e o pedido seria acompanhado por até 20 AAV7A1 veículos anfíbios.

Fonte: ABC


A Profecia de um monge ortodoxo grego prevê a Segunda Guerra Mundial três entre a Turquia ea Grécia.

A tensa situação provocou uma profecia que parecia adormecido e poderia abordar a realidade, se o conflito entre a Turquia e Israel intensifica. De acordo com esta profecia, emitido por um monge católico ortodoxo grego, Elder José de Vatopedi , o terceiro mundo desencadear Gurra após um conflito agora precisamente onde as relações permanecem tensas.

José de Vatopedi na Grécia foi reconhecido por seus contatos com "o outro mundo", suas conversas com anjos e santos e suas profecias. Mesmo no momento de sua morte, o velho surpreendeu a todos ao sair de um cadáver com um sorriso no rosto.
Suas previsões: 

-. A terceira guerra mundial vai começar com o conflito entre a Turquia e Grécia 
- Grupos de poder oculto, que são aqueles que dominam sobre EUA e da UE, irá forçar os turcos para ir à guerra contra a Grécia. 
- Apesar da coragem grega e resistência tremenda, ataque turco será devastador. Muitos gregos e muitos de seus irmãos em Cristo, russos e sérvios que voluntariamente ajudar os gregos estarão mortos. 
- Turquia penetrar profundamente no interior da Grécia, invadindo a maioria de seu território. 
- Em primeiro lugar, a NATO e os EUA não irá interferir no conflito diretamente, mas secretamente apoiar os turcos. 

- Chegará um momento em que o mundo vai pensar que o povo grego irá desaparecer. 
- Pouco antes deste fato acontecer, a Rússia vai mostrar suas cartas e proteger os cristãos ortodoxos gregos. Isso vai levar todo mundo de surpresa. Armas nucleares russas são lançados contra a Turquia. 

- A escuridão cobrirá a península dos Balcãs e do Oriente Próximo. O mundo como nós o conhecemos deixará de existir. 

- Neste ponto EUA e UE junção Turquia (ou o que sobrou dele) e declarar a guerra global contra Rússia e Grécia. 

- O Vaticano eo Papa anunciou uma guerra santa contra ortodoxa. 

- A guerra é horrível. As pessoas vão cair do céu em chamas. 

- EUA vai sofrer uma perda terrível e poder voar como um balão. 

- A Igreja Católica Romana nunca será capaz de retornar para a posição que tem hoje. Sua influência é nula. 

- Os russos entrarão Constantinopla, estabelecer um governador, mas os novos territórios fornecer os gregos na bandeja. 

- Estes hesita em aceitar esses novos territórios no início, mas acabou aceitando regra sobre a capital turca. Os gregos retornar a Constantinopla 600 anos após seu último início. 

- Um terço dos turcos perdem a vida na guerra, outro terço vai aceitar o cristianismo ortodoxo eo resto vai passar a viver nos desertos turcos. 

- Os armênios vai voltar a sua terra e os curdos irá criar seu próprio país.

O velho monge não disse nada sobre o futuro dos EUA, exceto que as forças americanas retirar de suas bases espalhadas ao redor do mundo. Isso fará com que o aparecimento de conflitos em todo o mundo eo movimento de muitas fronteiras.

Fonte: urgente24.com


Eu aposto que ele segura e que está claro que o Irã tem petróleo, e seria uma base estratégica para os EUA controlaram toda a região do Golfo Pérsico, mas soa estranho que a Grécia gasta dinheiro que não têm tanques, eu coloquei a profecia porque Parece estranho que alguém pensou que a Turquia há um mês poderia atacar a Grécia e se o fez antes de 2009, que é quando o monge morreu ao dar pelo menos para pensar.
O que você acha?

Assinado. Merrick

http://www.anotherhistory.com/donde-empezara-la-iii-guerra-mundial

Hispantv

Publicado em 2013/10/01
 
Eles atacam carro do cônsul turco na Grécia

Quase 30 nacionalistas gregos que pertencem ao partido de Ouro Dawn (Golden Dawn), se reuniram em frente à prefeitura de Kavala, gritavam palavras de ordem contra a Turquia e invadiram o cônsul geral do carro turco Osman? Lhan? Ener quando o diplomata estava se reunindo com o prefeito Kostas Simichis.

? Ener, juntamente com sua delegação, teve que permanecer no prédio municipal por uma hora e meia antes de abandonar as instalações sob o abrigo de uma escolta policial.

A exploração de petróleo realizada Grécia, no Mar Egeu e as recentes declarações oficiais turcos, incluindo o primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores, Recep Tayyip Erdogan e Davutoglu Ahmet, respectivamente, aumentaram a tensão entre os dois países.

Eleições gregas em maio de 2012, Golden Dawn entrou pela primeira vez no Parlamento grego (Conselho de helenos), com 7% dos votos que permitiram que 21 assentos. Na eleição do próximo mês, tem quase o mesmo resultado, 6, 9% dos votos e 18 lugares.

Mss / nl / msf

http://globedia.com/atacan-coche-consul-turquia-grecia


Comentários:

Grécia-Turquia conflito

Turquia Vs Grécia 

Quem ganharia?

Contraste o único fato relevante porque seus exércitos são bastante semelhantes em número e capacidade. , 90% do exército turco está no lado errado do Estreito de Bósforo, qualquer ação militar seria travada a terra no lado europeu, e, portanto, teria que vantagem numérica grego ... Quanto? ? 7-1, 10-1? Essa é a realidade, as chances de ganhar são Turco pobres.
Eu não sei se Lutz longo acreditava em Deus, mas se ele acreditava em Deus Lutz Long.

O quê? Turquia também pode transportar o seu exército próximo Europeu. 

Cuidado subestimar os turcos ou algo similar pode acontecer de Gallipoli, que está localizado no "lado ruim". 

Claro que pode, mas é uma manobra muito complicada, ainda mais quando sob ataque aéreo e naval do inimigo poder, e durante o transporte do exército não alcançar a realidade é que as forças do lado europeu estaria em inferioridade sério.

Eu não sei se Lutz longo acreditava em Deus, mas se ele acreditava em Deus Lutz Long.

Na verdade, é uma operação muito complicada, mas a Turquia não se comprometeria a fazer o insesatez ainda em guerra. 

Para começar, sabemos Bósforo Turquia importância no lado europeu e, portanto, a segurança da área é muito alta (embora dificilmente vá para lado europeu por afastamento), grande parte da cidade de Istambul está no lado europeu e, embora não o capital, Istambul é o coração da nação turca e as defesas são elevados. 

Turquia teria o cuidado de deslocar muito do seu exército para o lado europeu antes da eclosão do conflito (como fez em 1914, apesar de que há muito tempo), por outro lado, os gregos por força seria obrigado a enviar o exército para a terra asiática e que os gregos tem a perder porque os turcos pela guerrilha pose (não incluindo a mim, porque eu nunca tinha feito os guerrilheiros) uma ameaça mais poderosa e até mesmo em uma península tão íngreme e montanhosa, com transporte deficiente, estradas ruins, conhecimento do terreno, as distâncias tempo (Turquia é muito maior do que a Grécia), invernos muito duros, uma população muito grande e muito dispostos a colocar-se com os gregos, os gregos poderiam aproveitar partes da Turquia e nunca ter paz. O exército turco é muito mais experiente. 

Não, eu acredito que a Grécia não iria tentar entrar em território turco, e defender, para que a Turquia não poderia fazer nada no mar Egeu .. existem milhares de ilhas, em que cada um pode ser frações do exército grego bem arraigada, contando que tem bom ar Grecia.Turquía exército provavelmente não .. mas espere para os gregos atacaram a Turquia e não duvido que masacrarlos.Pero, Saudações.

Na guerra é ganhar ou perder, viver ou morrer. 

É claro que é uma tentativa de suicídio um ataque à Grécia. 

é melhor conviver com os gregos é que nunca me canso de dizer a um amigo que eu tenho em Izmir. 

Os dois países são muito próximos, devemos também levar em conta população e potencial econômico dos dois países, e que a Turquia ganha por um deslizamento de terra no primeiro caso e no segundo ele puxa uma tajadilla para a Grécia. Se o conflito foi muito prolongado, a Turquia tem a mão superior.

http://www.elmundo.es/elmundo/2011/08/04/internacional/1312454610.htm
Acho que apesar de tudo, 90% dos gregos vivem melhor do que 60% dos turcos. O problema turco é e continuará a ser, que não pode traduzir essa superioridade para o chão simples tendo a maior parte de suas forças através do Bósforo.

Queridos todos: Apesar de um possível conflito com a Grécia é bastante remota, o Ponto Turquia está aumentando sua força militar. Provavelmente será um dos poucos países do mundo a aumentar no próximo ano seus gastos militares para 5.000 milhões dinheiro para o novo programa de mísseis de longo alcance, onde a Otan já avisou que, como as equipes russas e chinesas escolher a Turquia deve operar sem o guarda-chuva do Oeste aviso de alerta contra mísseis. Não é muito agradável, a OTAN diz que a China ou a Rússia pode acessar defesa informações cruciais. http://www.defensenews.com/story.php?i=7276123 também gastam dinheiro na JSF e sua LPD para missões estrangeiras, capazes de projetar mais de 1.000 soldados fora de suas fronteiras. Com alguma sorte escolher fornecimento Navantia apenas oferecer 

Eu não sei se isso está diretamente relacionado com o segmento em que estamos, mas eu gostaria que alguém explicar o que a actual situação geopolítica no Chipre. É um país totalmente independente? Você está mais ou menos levou a Grécia? O lado turco é independente? Não, eu tenho coisas muito claro na questão de Chipre. Obrigado.


http://www.militar.org.ua/foro/conflicto-grecia-turquia-t19136-15.html


A ofensiva geopolítica da Turquia adverte todo o Oriente

Armando Perez

© RIA Novosti. Sergei Kirkach

2011/09/19

Coluna semanal por Armando Perez

A ofensiva geopolítica lançado pela Turquia ára reforçar a sua influência no Oriente Médio, advertiu países influentes como Israel e Irã pode ser enfraquecida, uma situação que também se preocupa com o Iraque, Síria e Grécia, e levantar algumas suspeitas na Rússia.

O mais notório da ofensiva turca está crescendo confronto entre Ancara e Tel Aviv, que, aparentemente, tem a intenção de acabar com a aliança israelo-turco, por muitos anos, um fator de equilíbrio em uma área de interesse vital para os países Europa, Ásia, Estados Unidos, o mundo árabe.

O governo turco ataca diretamente o governo israelense para expressar um apoio alargamento para os palestinos, fazendo ameaças que irá apelar às instituições internacionais para investigar o programa nuclear israelense, e alertam que as empresas israelenses impedem o acesso a exploração de jazidas de hidrocarbonetos no Mar Mediterrâneo.

Outro destaque deste confronto foi marcado em 07 de setembro, quando a Turquia anunciou planos para assinar um importante tratado militar com o Egito, quase simultaneamente com a visão do Cairo, de O premiê turco, Recep Tayyip Erdogan.

Dado o clima anti-israelense que actualmente prevalece na Turquia e no Egito, e da evolução dos processos revolucionários em alguns países do Norte Africano, Israel tem todos os motivos para se preocupar com a aproximação turco-egípcia.

De acordo com especialistas, as relações entre os três países com "Primavera Árabe" como pano de fundo, pode prever a situação no Oriente Médio evoluir desfavoravelmente à estabilidade, com muitas oportunidades para conflitos irrompem.

A conversa mais pessimista de um retorno à situação que existia no início dos anos 1960 e 1970, quando Israel foi praticamente cercado por vizinhos hostis.

Na véspera da Guerra dos Seis Dias em 1967, Israel foi confrontado contra todo o mundo árabe, exceto o Irã ea Turquia.

E, paradoxalmente, agora a situação é pior, porque além do mundo árabe, Israel vai enfrentar contra o Irã agora é seu inimigo jurado, e contra a Turquia, outro adversário mais do que provável.

Peritos militares russos alertam que pode ter implicações para as intenções de Ancara de enviar outra "flotilha da liberdade" para Gaza neste momento guardado por navios de guerra da Marinha turca para evitar o que aconteceu com outras frotas quando o exército israelense interveio.

Ancara anunciou planos para alocar das flotilhas de navios de guerra que patrulham missões turcas para o Mar Vermelho eo esquadrão outros enviados para patrulhar perto da costa de Israel no Mediterrâneo a impressão de que os turcos preparada para estabelecer as condições no momento, um bloqueio marítimo total contra Israel.

Vale a pena notar que o turco-israelenses relações começaram a deteriorar-se gradualmente a partir de 2008, em paralelo com o fortalecimento da política externa empreendida pelo governo islâmico no poder na Turquia com Erdogan no leme.

Embora alguns especialistas em Moscou dizem que a retórica anti-israelense atingiu pelo governo turco vai além do simples desejo de desafiar Israel e tem outros escondidos ambições geopolíticas.

Segundo esses especialistas, o surgimento do exército turco no Mar Vermelho é antes de tudo a resposta de Ancara aos planos de Teerã para implantar esquadrões de navios de guerra do Irã.
Assim, como o Irã, a Turquia procuram estabelecer seu potencial militar em uma região estrategicamente importante para as rotas Oeste, através do qual o transporte de crude no Golfo Pérsico.

Planos geopolíticos da Turquia passar pelo enfraquecimento da influência iraniana na área. Isso também explica os aliados políticos de Ancara contra o Irã ea Síria.  
O componente militar turco é complementada pela política lançada por Ancara com outros países árabes.

Turquia ameaça a Síria abertamente, traz tropas na fronteira com o Iraque, participa da operação da NATO contra a Líbia e muda o vetor de suas relações com o Egito durante o governo do presidente deposto Hosni Mubarak era considerado um concorrente incômodo prevenção expansão de influência turca no Oriente Médio e no mundo árabe em geral.
Até recentemente, o Egito teve o apoio incondicional do Ocidente, e agora a situação é diferente.

Mudanças no país após a derrubada de Mubarak penas começam em setores da sociedade egípcia são fortalecidos islamitas temperamentos e Turquia leva esta situação para expandir sua influência desenvolver as relações económicas e de cooperação militar.
A derrubada de governos autoritários, como resultado da "Primavera Árabe" também favoreceu expansão turca na área.

A este respeito, vale a pena notar o apoio de Erdogan aos partidos "Irmandade Muçulmana" na Síria e Egito condicionado menos por afinidade ideológica, mas planos da Turquia no Grande Jogo que começa no Oriente Médio.

Enquanto o Ocidente com a França e Inglaterra na cabeça de apoio as forças políticas liberais saiu vitorioso em países onde há situações ou revolução, Turquia apoia as forças políticas islamistas radicais mesmo, e do ponto de vista da representação, a estratégia turca pode ser mais produtivo.  

O objetivo de Ancara está aumentando sua influência nas populações do governo e aumento da simpatia como muitos países árabes.

Neste sentido, para o confronto com Israel Turquia é também um importante componente que permite que outros objectivos mais ambiciosos como restaurar influência no Mediterrâneo oriental região e sul da Europa.

Para atingir esse objetivo, Ancara anunciou recentemente o lançamento da "Operação Barbarossa", para reforçar a presença de navios de guerra turcos entre Israel e Chipre.

Esse "fator de turco" será necessariamente impacto devem ter em conta os governos de Israel, Chipre e Grécia, afetando jogadores políticas passo mais influentes, como a Itália ea União Europeia como um representante dos pequenos países dos Balcãs.

Ultimamente, a política de Ancara em direção a Chipre é quase agressivo como todas as formas de tentativas de impedir a participação de empresas gregas na exploração de jazidas de hidrocarbonetos na ilha.

A Turquia também anunciou planos para reforçar a sua presença militar no Mar Adriático, onde os submarinos deve instalar pelo menos 14 turcos, em simultâneo com uma ofensiva diplomática para fortalecer a sua influência junto das autoridades na Bósnia, Kosovo e de outros países dos Balcãs.

Enquanto isso, Moscou parece cautelosamente acordos recentemente assinados entre a Turquia e os Estados Unidos para implantar em território turco elementos do sistema global de defesa antimíssil, um assunto delicado para a Rússia, porque de alguma forma afetar a segurança de seu arsenal nuclear estratégico.

15/01/2013

NECESARIAMENRE do autor MISMATCH, opinião daqueles de RIA Novosti

http://sp.rian.ru/opinion_analysis/20110919/150699403.html




Turquia está se preparando para um conflito armado com Israel

Notícias , Defesa , Mediterrâneo , manobra , Turquia , da Força Aérea , manobras militares , o ataque , Israel , submarino
 
2012/04/03

Forças aéreas e navais da Turquia começaram as manobras de codinome Anatolian Eagle .

Canais de televisão turcos relataram que este tempo a Turquia está preparada para qualquer cenário possível no Oriente Médio.

Estas manobras são uma resposta a exercícios militares conjuntos na escala mediterrânica de Israel, os EUA e Grécia sob o nome de Dina Nobre . Os três países são treinados para eliminar a ameaça representada pelo inimigo convencional nas proximidades da costa da Turquia.

Além disso, as forças aéreas e navais estão preparados para proteger os campos de gás no Mar Mediterrâneo ataques de submarinos. Este cenário simula um confronto na zona de conflito potencial associado com o desenvolvimento dos campos de gás ao largo da costa de Chipre, que são reivindicados pela Turquia.

A Enid Sifre ·  Top Commenter: Patillas, Puerto Rico

TURQUIA = PARTE TORGAMA NO FIM DAS GUERRAS! Os inimigos de Israel, os ismaelitas = conspiração árabe em que eles realmente querem é que o nome não existe mais, ou a nação de Israel, assim, claramente nos adverte a Palavra de Deus (Salmo 83). Ver vídeo para mais detalhes (aqui) da Igreja de Cristo desperta, Jesus está voltando para nos levar para nossa morada celestial e isso pode acontecer a qualquer momento e aleluia, se vem Senhor Jesus! Zacarias 12:1-6, Salmo 83, Ezequiel 38, 39, Mateus 24:6, João 14:1-3, Apocalipse 6:2-4. 9:13-19 e 16:12-16.

http://spanish.ruvr.ru/2012_04_03/turquia-grecia-estados-unidos-mar-mediterraneo-submarino-ataque/





BALCÃS, o quebra-cabeças explosivo

Guillermo Almeyra

Resumir a história desta região, marcada por planícies regadas pelo Danúbio e sua colocação no Mediterrâneo oriental, exigiria um espaço muito maior. Por isso, procuramos aqui para explicar algumas fundamentais somente particularmente os relativos à atual guerra do Norte Organização do Tratado do Atlântico, manus lunga EUA contra pequena chamada Iugoslávia (República Federal formada por Sérvia e Montenegro) - e tentar deduzir a história de algumas das possíveis consequências desta agressão sem precedentes desde o ataque de Hitler à Sérvia.

Quando a mídia manipulada pelos atacantes tentando reduzir tudo à personalidade agressiva e nacionalista líder sérvio Slobodan Milosevic (que não pode ser ignorado ou rejeitado, mas não
se explica um conflito desta magnitude) é necessária para torná-los olhos passado, distante ou próximo, e até mesmo estudar brevemente a base material (político e econômico) desta guerra sangrenta.

O Mosaico dos Balcãs

Vamos começar com os Balcãs: 

Nesta península conturbado Europeia dificilmente coexistem hoje a ex-Jugoslávia fragmentada e que deu origem à pequena Iugoslávia, consistindo de Sérvia e Montenegro, Eslovênia, Croácia, Bósnia-Herzegovina (dividido entre regiões ou repúblicas muçulmanas , croatas e sérvios ), Albânia. A Grécia continental, a parte europeia da Turquia, Bulgária e Roménia sudeste.

A história desta região é marcada pela penetração nele para quatro mil anos de indo-europeus que se instalaram às margens do Adriático, na Ilíria e Épiro, e do Mar Egeu na Macedônia e Trácia. Helenizados, tiveram grande influência no mundo antigo, com Felipe e Alexandre, o Grande, da Macedônia ou Pirro, rei de Epiro, que lutou contra Roma.

Este ocupou toda a península após apreensão se formou na Grécia e em quatro províncias (Dacia, Trácia e Illyria Mécia), mas sua influência foi superficial, como o Império Romano foi dividido em Império do Ocidente, com Roma como sua capital, e um do Oriente, com sede em Constantinopla, que estavam sujeitos a essas províncias, e ta que continuou a invasão de outros povos germânicos ou paisagem (sármatas) alterou asiático permanentemente étnica e cultural.

Em V de séculos VII de eslavos nossa época se estabeleceram lá, da Ucrânia, e do VII assim como os búlgaros, um povo fino-mongóis que tomaram a língua eslava e cultura. Sérvios e croatas, portanto, de mais de 1500 anos nas regiões agora estão vivendo e, como os búlgaros, tem nos momentos passados ??gloriosos de independência (com reinos grandes e poderosos, já no século IX, no caso do último, e no) décimo segundo e décimo quarto no caso do primeiro, e outros, longo, secular, para apresentação aos turcos, que ocuparam a península.

Croácia e Eslovênia, as regiões ocidentais da terra do caminho, foram cristianizados pelo império ocidental, e, portanto, são em sua maioria católica e tem um alfabeto latino, Sérvia, Macedónia e Bulgária, no entanto, foram para o Império do Oriente , são cristãos ortodoxos na Rússia, e assim, ter o alfabeto cirílico (nomeado após o monge búlgaro que cristianizou as tribos e para fazer isso, ele inventou um alfabeto diferente do grego e latim). As regiões ocidentais eram na Idade Média, a conquista de Veneza e do século X (ocupando a costa da Dalmácia da Croácia para a Grécia agora), que semeou porto militar, cone-Dubrovnik Ragusa, Zara, Durazzo, Corfu, Cephalonia) , ou o reino da Hungria, que no século XI anexo Croácia e Bósnia. As regiões orientais, entretanto, viveu no combate bizantinos emeradores, até que, em um processo que durou de meados de século XIV até meados do século XV, os turcos conquiestaron Constantinopla e da região em que permaneceu por quase cinco séculos.

A formação dos actuais países.

Com a ajuda da Rússia e os venezianos, que a Turquia tinha tomado o domínio político e comercial do Mediterrâneo Oriental e de acesso Ásia Menor, Montenegro foi libertada dos turcos em 1700. Sérvia, por sua vez surgiu em 1804 e formou um principado em 1817, a Grécia xingar e ganhou a independência em 1829 e os principados romenos da Moldávia e Valáquia conseguiu sua independência em 1856.

Mas o declínio da Turquia abriu o caminho para a Rússia, que havia derrotado o Porte na guerra de 1877-1878. Então Inglaterra e Áustria, temendo que a Rússia controlava a passagem dos Dardanelos e tiveram livre acesso ao Mediterrâneo, e de lá para o aquecimento dos mares da Ásia (ou seja a Índia, que era uma colônia britânica), criou uma barreira anti-russo da independência concessão Bulgária, Sérvia, Montenegro e Romênia, Bósnia e Herzegovina colocando sob o domínio da Áustria e da Hungria, que anexou as duas regiões em 1908 e forçou os turcos a aceitar a independência da Albânia.

Sérvia e Bulgária foram rasgados na guerra de 1885 pelos arrrancados disputados territórios turcos e Grécia lutou contra a Turquia em 1897. O declínio dos otomanos, por outro lado, encontrou a Primeira Guerra Balcânica entre búlgaros, sérvios e gregos - aliados - e os turcos em 1912-1913 (um ano antes da Primeira Guerra Mundial), o que praticamente expulso para a Turquia continente europeu e libertou Macedónia dos turcos, mas disputas sobre a divisão da última região levou a Bulgária para atacar a Sérvia e Grécia, que aliada com a Roménia e derrotado. Sérvios e gregos foram então divididos maioria da Macedónia.

Assim, criou novas tensões. Sérvia esperava livre Bósnia-Herzegovina jugo Austro-Húngaro e reunir todos os eslavos do Sul (ou seja, incorporando os Croatas e Eslovenos dominadas Viena), na Áustria, por sua vez, esperando a chance de esmagar Sérvia, Bulgária e Turquia derrotou aguardada revanche tudo aposta em uma aliança com as Potências Centrais (Alemanha e Áustria-Hungria), Roménia e Grécia, no entanto, procurou apoio na França. Tudo isso levou a uma participação subordinada dos países dos Balcãs na disputa entre as grandes potências, que culminaram logo após a Primeira Guerra Mundial, no final dos quais, a Turquia ea Bulgária foram esmagados pelos vencedores, na Áustria, por sua vez, perdeu Istria e Fiume e parte da costa da Dalmácia, que foi assumida pela Itália, que durante a guerra ocuparam sul da Albânia, e não pôde evitar a unificação dos Eslavos do Sul inthe reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos, chamado após a Jugoslávia, Belgrado dirigido, e também se juntou ao reino anteriormente independente de Montenegro.

Na véspera da Segunda Guerra Mundial e os Balcãs foram para o nacionalismo dos croatas, católicos que se ressentiam centralismo mal da monarquia sérvia, com uma forte influência russa e velho, apoiado em eslavismo e Ortodoxia construir pontes políticas na região, com a ameaça alemã (e italiana, em menor grau) para o fato de que muitos eslavos (Albânia, Boasnia-Herzegovina) tinha sido usado por séculos e Turquia islamizada como tropas de choque e da opressão contra os gregos e sérvios. E atrás dele, também tinha um histórico de anti-turcos guerras (e guerras entre reinos e regiões vizinhas).

Além disso, após a Revolução Russa de 1917, nasceu na Hungria - derrotado na Primeira Guerra Mundial e forçada a ceder a Transilvânia para a Roménia, Eslováquia e República Checa Herzegovian os sérvios da Bósnia - uma República Socialista dos Conselhos breve (março-agosto de 1919), que foi derrotado pelo romeno intervenção que resultou na ditadura fascista de católicos almirante Horthy. Na Grécia, enquanto ditadura Mataxas foi odiado pelos trabalhadores, e na Roménia, Bulgária e Iugoslávia também foram desenvolvidos pró-fascistas movimentos e governos, enquanto que neste último país tornou-se forte clandestino Partido Comunista forte (seu secretário-geral foi liquidada por Stalin na expurgos dos anos 30) com as pessoas fogueadas para a sua participação nas Brigadas Internacionais que lutaram na Guerra Civil Espanhola.

No período que preparou o abate segunda grande. Os governos dos países dos Balcãs e é caracterizada pela sua ruptura com suas respectivas nações e pela instabilidade e crise, e da região apareceu novamente, enquanto o perigo de impor um jugo novo germânica (Hitler anexou a Áustria e impôs seu protectorado na Checoslováquia e apoiavam abertamente movimentos fascistas nos Balcãs.

A Segunda Guerra Mundial e suas consequências

Quando Sexta-feira Santa de 1939, Mussolini invadiu a Albânia e dentro de uma semana eu Zoj deposto rei e nomeado no lugar de Victor Emmanuel III, e depois foi para a guerra contra a Grécia, atingiu pico de primeira para a destruição das estruturas as políticas dos Balcãs laboriosamente construído após a Segunda Guerra Mundial. Derrotado em 1940 pela resistência fascistas italianos grega, os nazistas envolvidos em 1941 e ocupar toda a região. 

A Iugoslávia é dividida e ocupada pelos fascistas-nazistas. Bulgária anexa Macedônia, enquanto a Itália faz o mesmo com a Eslovénia e parte da Dalmácia e coloca um rei fantoche na Croácia italiana Independente, tratado pelo criminoso de guerra Ante Pavelic católico- fascista (que acabam fugindo para a Argentina, disfarçado de padre e passaporte do Vaticano).

Na Grécia, ocupada pelos alemães e italianos, nascia tão forte resistência antifascista armada, liderado pelos comunistas. Na Iugoslávia, os nazistas governado por um fantoche, Geral Néditch, enquanto na Bósnia o Ustashe croata Pavelic e centenas de milhares de massacrados sérvios. Iugoslávia também veio através de uma poderosa resistência popular que levaria um exército de guerrilha, onde todas as nacionalidades participar e foi capaz de derrotar as tropas de ocupação alemãs, e foi dirigido pelo croata Josif Broz Tito, o Kardelj esloveno, por Moshe Pijade judaica e Milovan Djilas sérvio Vladimir Didijer E, entre outros.

A resistência monarquista, liderado pelo coronel Mihailovic e formado por nacionalistas sérvios Chetniks anticomunista em vez colaborou com os alemães contra Tito e seus partidários. Sob estas condições, e embora o Inglês eo próprio Stalin favoreceu a unificação entre comunistas e monarquistas e construção de um governo comum liderada por D. Pedro II Karageogevich, a luta entre comunistas e nacionalistas conservadores que tornou impossível solução. Então Iugoslávia ocupante foi lançado antes da entrada das tropas soviéticas (Outubro de 1944), abrindo o caminho para a independência de Stalin e da construção de uma experiência única de colaboração entre diferentes nacionalidades, culturas e religiões em um tipo federal-república socialista. Nos Balcãs causou a derrota do nazi-fascismo mudanças enormes.

Na Grécia, que Stalin tinha dado para a Inglaterra nos acordos de Yalta-Potsdam, as tropas inglesas afogada em sangue um levante democrático dos trabalhadores que durou três anos e foi levado pelo EAM-ELAS e condenado por Moscou, que sabotado embora tinha dominado todo o país, com exceção de Atenas e Salónica. A repressão dos monárquicos e dos britânicos (apoiado pelos Estados Unidos, que começou a ter uma política europeia) foi terrível.

Mas no resto da península (Bulgária, Roménia, Albânia, Jugoslávia) chegou ao poder dos partidos comunistas. Nos primeiros dois países concordaram estes eram minoria e política de Stalin de estabelecer governos de unidade nacional ou as monarquias conservadoras para construir democracias , mantendo o capitalismo, mas com uma política externa pró-soviético. Na Albânia, no entanto, os guerrilheiros comunistas tinham sido ajudados pela Iugoslávia iugoslavo e do Partido Comunista tinha uma asa ligada a Moscou, mas ganhou sua luta pela independência no Kremlin. Portanto, tanto a Albânia e Iugoslávia iria tornar-se independente da União Soviética, ao contrário de outros países onde os comunistas chegaram ao poder através da influência das tropas soviéticas, mas quase não se sustentar. É quando Stalin decidiu, em 1946, em resposta à Guerra Fria os Estados Unidos vazamento de governos de coalizão com os socialistas, social-democratas e burgueses que estavam aliados com os comunistas.

Com a morte de Giorgy Dimitrov búlgaro, Tito queria criar uma Federação dos Balcãs unificar seus esforços, onde todos os partidos comunistas no poder na região, o CPY estava sozinha. Fundador do Cominform (comissão de unificação dos partidos comunistas de todo o mundo), mas rompeu com Stalin em 28 de Junho de 1948 e, devido a Iugoslávia e também a remoção do cargo, os stalinistas locais, enquanto olhando como Stalin assassinado por resistir titoísta líderes nacionalistas e comunistas lo0s todos mais ou menos independentes, que liderou a resistência anti-nazista e lutou na Espanha, portanto, eram perigosos. Tito, então, apoiar a liberalização marcado pela auto-gestão, a fim de a nacionalização da terra ou da obrigação de participar de cooperativas agrícolas no federalismo de maneira nenhuma o neutralismo aliniamiento e enquanto a combater o chetnicks nacionalismo racista do croata Ustasha sérvios, apoiados por extanjero.

Esforços do governo federal para a igualdade das repúblicas e regiões autônomas poderia levar, por exemplo, a concessão de ajuda ao Kosovo muito maior do que outras regiões para compensar seu atraso relativo. Além disso, cada república que seus órgãos parlamentares, autonomia e participar com as duas regiões autónomas (Voivodina sérvia povoada por uma maioria de origem húngara e habitado por outras minorias e do Kosovo, em que albanófonos e tendiam a ser mais) no Casa de Nacionalidades, membro da Assembleia Federal. Além disso (exceto Tito!) Todas as taxas e só admitir a reeleição rotativo tempo depois de Tito, que foi presidente para a vida, a Federação seria presidido em rotação, em um período não renovável de um ano, um representante de cada uma das repúblicas e regiões autónomas, entre os quais, naturalmente, era o Kosovo.

Apesar de Tito (que morreu em 1980), em 1971, lançou uma campanha amarga contra o nacionalismo, especialmente o croata (porque cada burocratas república usado binário nacionalismo ligitimarse e ganhar o apoio popular), e tentou revigorar a Liga dos comunistas, a crise econômica dos 80-90 anos e os custos enormes de óleo importa inúteis esses esforços. Com efeito, o rendimento de um esloveno foram seis vezes as de um montenegrino, de modo que a Eslovénia era relutante para subsidiar regiões mais pobres, assim como a Croácia, que forneceu um terço das receitas da Federação, mas recebeu de presente três vezes menos e preferenciais, portanto, para estabelecer relações com a Europa Ocidental privilégios em vez de confiar em Belgrado.

As mesmas razões que levariam anos depois regionalismo racista e separatista do distrito, no norte da Itália e, claramente, agiu prematuramente na Iugoslávia porque a globalização postitista desenvolveu simultaneamente regionalismos que eles não consideram as fronteiras estaduais, e reduziu força e funções dos Estados.

Kosovo ampla autonomia foi garantida pela Constituição jugoslava. Mas Slobodan Milosevic, líder da República da Sérvia, cancelado em 1989 essa autonomia da região dentro da Sérvia, os protestos sangrenta reprimidos e dissolveu a Assembléia e do governo da região autónoma. Ao enviar o exército contra a Eslovênia e em dar esse passo inconstitucional, Milosevic procurou uma aliança com o extremista liderada por nacionalistas sérvios Seselij, apoiou o nacionalismo sérvio e a idéia de construir uma Grande Sérvia. Por sua vez, o extremo nacionalista Ustasha croatas e presidente croata Franjo Tudjman recebeu apoio imediato da Alemanha e do Vaticano (o papa posteriormente vingado a figura do Cardeal Stepinac, que colaborou com os nazistas e com Pavelic e cobriu as atrocidades anti-sérvios durante a ocupação e, portanto, foi condenado a 16 anos de prisão para a nova Jugoslávia).

A repartição da Eslovénia e da Croácia com a Federação, e subsequente guerra na Bósnia-Herzegovina entre croatas, sérvios e muçulmanos 8 sérvios realmente islamizada pelos turcos), em que todos lutaram contra todos os extremistas e os três lados (não apenas os sérvios) crimes hediondos cometidos em nome da limpeza étnica foram encorajados tanto por processos de Milosevic, para manter o poder em nome do nacionalismo, como a Alemanha, os EUA ea Turquia, com a participação do regime de gangster albanês Berisha então deposto por uma revolta popular.

Ao permitir que na Europa vai desaparecer, e redesenhar as fronteiras pela força decorrente da guerra nazista na Alemanha, os EUA e seus aliados abriu uma caixa de Pandora de desastres e guerras sem fim. Milosevic, para a cegueira, perda de consciência arrogância, ou loucura, trabalhei com eles, mas não foi o principal protagonista do drama, que destaca Helmuth Kohl eo social-democratas alemães, o polonês Karol Wojtyla, cego pela sua procroata fundamentalismo católico, a Ustasha Tujman, o fascista islâmico Izbegovic, apoiado pela Turquia, a máfia albanesa, a Arábia Saudita, o fundamentalismo islâmico, o Taleban e, claro, o democrata Bill Clinton, nomeado pelo próprio Deus fazedor desfazedor de injustiças e guerras.

Albânia, Kosovo e os Balcãs

Na Iugoslávia de Tito, Kosovo beneficiou muito o apoio que desde a Federação e todas as liberdades gostava cultural, econômica, linguística, religiosa. Na região autónoma foi o berço histórico da Sérvia, onde lutou e perdeu a batalha decisiva contra os turcos em 20 de junho, 1389, seus habitantes são sérvios albanófonos islamizada pelos ocupantes e fala um dialeto diferente dos clãs de norte da Albânia, que por sua vez são diferentes dos clãs albaneses da costa do Adriático.

Sérvios do Kosovo nunca sonhei que para se juntar a Albânia pobre e atrasado, como seu padrão de cultura viva e liberdades é muito superior ao dela, ele começou a fazer, no entanto, quando a ditadura caiu Albânia o pró-chinês stalinista Enver Hodjha e então regime corrompido e máfia de Sali Berisha, um aliado da máfia calabresa e grande traficante de armas e drogas turco durante a guerra da Bósnia.

E, acima de tudo, quando Milosevic, para tirar a autonomia para a sua região e para suprimir os protestos civis, assumiu o chão sob os pés para a ala de língua albanesa liderado pelo presidente Ibrahim Rugova, que procurou recuperar a autonomia (não independência) através da resistência civil organizada, criando estruturas legais e educacionais paralelas ao jugoslava e através de caráter político e negociada com Belgrado, respeitando o multiétnica e multicultural da região autónoma.

Para piorar a situação, o afluxo de refugiados sérvios da Bósnia, onde eles foram vítimas de massacres terríveis, reforçada por um lado o espírito daqueles que negam proserbio toda autonomia mais albamófona no Kosovo e, segundo, o grupo racista terrorista separatista Exército de Libertação do Kosovo, matando sérvios e verificar suas aldeias, queimando, e crescendo financiado com a venda de drogas da Turquia, conforme relatado pelo The Times esta semana, e para o dinheiro da NATO e Washington, que reconhece-los como representantes de um povo que em sua maioria não os suportam.

O ex-presidente albanês Berisha, para manter o poder em seu clã e do poder de seu clã no norte da Albânia, acenou a bandeira da Albânia e do grande apoio do Kosovo a independência e anexá-la à Albânia. Guerra e permitiu-lhe manter o apoio dos EUA legalizar sua empresa de venda de armas e drogas, os seus laços com a Turquia eo fundamentalismo islâmico, a sua aliança com a máfia que os lucros do contrabando de refugiados albaneses para a Itália ea força política fu contra o fraco governo de Tirana. Mas a anexação do Kosovo significaria guerra entre a Albânia ea Sérvia, que se estenderia à Bósnia, Macedônia e Grécia e Bulgária possivelmente.

De fato, na vida Bósnia ditador Izbegovich de apoio dos EUA, e do fundamentalismo especialmente turca e islâmica (Arábia Saudita, Afeganistão, incluindo o Irã e Argélia). Turquia, por sua vez, está interessada em reforçar a sua posição na república muçulmana que permite reforçar a sua presença na Europa, parar a oposição islâmica na Anatólia, para mostrar a sua islamismo no exterior, minar a Grécia ea Sérvia, adversários tradicionais fazer um grande negócio no tráfico ilegal, e chantagear a União Europeia, que não a aceita por causa do genocídio cometidos pelos curdos eo grande repressão contra adversários Democratas e de todos os tipos, e que exige um fim à ocupação turca metade do Chipre, que já dura 25 anos.

Ao mesmo tempo, um terço da população albanesa da Macedônia e, embora o Governo da República está longe de ser simpático a Milosevic, não pode tolerar a Grande Albânia que aleijado, enquanto a Bulgária diz que os macedônios são realmente búlgaros e norte da Grécia, perto da fronteira albanesa, perto do mesmo limite, há uma forte minoria grega).

Tudo isso prepara o terreno para uma terceira guerra dos Balcãs, em que a Rússia certamente intervir, se apenas vendendo armas avançadas de todos os tipos para suas eslavos protegidas e criando tensões com a Turquia, que ameaça a seus interesses na Ásia Central e no Oriente Médio e é peão estratégico de Washington no Conselho de Europeu e Mediterrâneo Oriental.





Europa, América e os Balcãs

Turquia, em vez de Israel (com a qual Ancara está unida por um pacto militar), é a peça central da estratégia dos EUA na área. De Chipre e da Anatólia, Turquia ameaça Grécia e, portanto, diminui os caprichos bases gregos americanos fora de seu território. A re-entrada da Turquia na Europa agora reforçaria dos EUA na região. A liquidação da Sérvia pela independência do Kosovo e da separação entre Belgrado e Montenegro, enfraquecer a diplomacia russa, ortodoxos e Pan-eslavista mesmo correndo o risco de irritar o nacionalismo dos impotentes militar russa. Além disso, iria colocar uma cunha entre o carolíngios (França e Alemanha), ea segunda tem laços fortes com a Turquia historicamente domínio e aspirações toda a Europa Central e nos Balcãs, como sempre foi o fiador da Grécia e Sérvia.

Estados Unidos tem todo o interesse do mundo para jogar com as diferenças entre os países europeus, para atrasar a unidade político europeu que conduzirá inevitavelmente a uma segurança militar e política e único sinal, para suportar o peso econômico e político dessa principal (atualmente só) concorrente de Washington. Que os Estados Unidos decide sobre a Organização das Nações Unidas (para evitar um veto russo ou chinês, mas também uma abstenção francês no Conselho de Segurança) e leva a NATO antes de a Europa se torna independente dele, como é discutido por tempo.

Estados Unidos aparece assim, pela primeira vez na história, como protagonista nos Balcãs, como a Inglaterra não pode voltar para a região, mas prendeu a cauda de sua jaqueta militar. 

Militarmente, impõe a sua política e os soldados alemães assaltados Jugoslávia (e, provavelmente, muitos deles vão morrer lá, como há 50 anos atrás), porque os EUA não podem enviar a infantaria (o custo em vidas e dinheiro seria alto eo povo americano não aceito) e deve confiar em seus subordinados (como os britânicos fizeram antes com os sipaios ou eles fazem hoje com os Gurkhas).

Mas a presença destes soldados europeus não pode disfarçar o fato de que a guerra contra a Sérvia é na verdade uma guerra contra a unidade europeia e, em particular, contra a democracia e para a esquerda na Europa, que não pode tolerar que os problemas são resolvidos métodos de guerra.

De fato, o ministro do Interior francês, Jean Pierre Chevenement, protestou violentamente, como os comunistas, trotskistas, verdes, nomeadamente, contra o fato de que a decisão de bombardear a Sérvia não foi discutido por nenhum povo ou por qualquer parlamento, tendo sido adoptado apenas por chefes de Estado, em total violação das constituições, assim como Washington violou a Carta das Nações Unidas para passar sobre ele.

A Itália, a mesma centrista D'Alema governo protesto pelo mesmo motivo, e alguns de seu partido, e parte da maioria, os recém-adquiridos comunistas italianos , liderados por Cossuta fazer demonstrações contra a guerra com prc, o verde , pacifistas loas, e até mesmo a Liga do Norte e os bispos, neste Papa ecumênico ainda temendo uma nova guerra de religião entre católicos, ortodoxos e muçulmanos. É Espanha, os socialistas si, cujas linhas pertencem O secretário Fernando Solana, um desertor do antiatlantismo, junte-se a Esquerda Unida e do verde e nacionalistas.

Se a Guerra do Vietnã, porque o morto deixou vir para os Estados Unidos eram muitos e causou muitos protestos, como muitos alemães e franceses deveria morrer na Iugoslávia para a França ou a Alemanha a retirar-se da aventura de Washington? Se o funicular incidente nos Alpes italianos, em Cermis, e piloto pluriasesino absolvição, na Itália causou grande pressão para o país a retirar-se da NATO, que se o território italiano, de onde a aeronave, Iugoslávia é ameaçado, você pode conseguir isso? Empresas italianas já na Iugoslávia e da Albânia condenam a guerra ...

E o que vai acontecer se os foguetes russos e aviões dar mais recente modelo branco na NATO?, E se a Rússia pressionando os países da Europa Oriental e dos Balcãs para impedir a derrota da Sérvia? Alguém acredita que a guerra contra um país enfraquece o presidente, em vez de reforçar o sentimento de defesa nacional e enfraquecer a oposição em vez disso, o pacifista ou derrotista? Onde estão os protestos contra Milosevic em um país que reage com força e dignidade e está preparando uma longa guerra? Não é hora de, talvez, a voz de protesto fortemente europeu e mundial contra uma agressão unilateral e determinado a costas do povo, que quer destruir e desmembrar uma nação soberana? Onde está a preocupação com as vidas daqueles que bombardeado civis, e, aliás, levar ao aumento da repressão em Kosovo e uma possível guerra na região?

Qual é a autoridade moral de quem bombardeou Panamá ou Granada ou genocídio contra os curdos de apoio ou a opressão dos palestinos?


Iugoslávia para o ataque

Na guerra, você sabe, uma das primeiras vítimas é a democracia eo direito de discordar do governo. Milosevic não só ser reforçada em detrimento dos direitos daqueles que se opõem a ele e à guerra, como Saddam Hussein reforçadas, mas também fortalecer seus laços com os partidários da Grande Sérvia, e ultranacionalistas racistas liderado por Seselij, VP da República, e cujo partido obscurantista cresce a sensação de que muitos sérvios foram vítimas de agressão e conspiração colonialista e de ser discriminado em qualquer negociação. Você aceitaria ser bombardeada pelos países norte-americanos consideraram o racismo intolerável e a situação dos negros e exigente, com bombas e foguetes, a instalação de suas tropas, por exemplo, em Arkansas e Texas, para garantir os direitos humanos? Por que a Sérvia aceitar? Se há problemas graves atualmente entre Milosevic e os governantes do Montenegro (para não dizer nada da Macedónia), é provável que essas lacunas são fechados temporariamente, pelo menos antes do ataque ea reação compreensível da solidariedade eslava irmãos sérvios.

NATO pode ter sucesso em uma guerra prolongada, eles usam Jugoslávia e, acima de tudo, o seno da fome através de um bloqueio e ataque. Mas você pode fazer isso sem aumentar a reação popular em cada país e sem aumento de custos terrivelmente operação que EUA não querem pagar, pelo menos, inteiramente?

Em 5 de junho serão as eleições para o Parlamento Europeu. Pode chegar a eles o Partido dos Socialistas Europeus em guerra, sem dividir, quando Tony protesto Blenn na Inglaterra e militantes Roma PDI mergulhar seus protestos e faxes? O nacionalismo é forte na Europa.

Pode aceitar transformar as forças armadas em askaris sipaios em janízaros em tropas estrangeiras de um poderoso governante, assim como a crise ea imposição de organizações não controladas como a NATO, o FMI ea OCDE são cada vez mais intolerável? É a Rússia pode aceitar a intervenção militar amanhã pode ser feita contra ela, Chechênia, Ossétia, ou qualquer outra região ou razão? Não é nada que você pode poupar para vender armas ou até mesmo dar a única indústria lucrativa (estado) da Rússia, além do petróleo, isto é, para os braços? Se os Estados Unidos está experimentando in corpore vil sobre os iugoslavos, o novo bombardeiro invisível B2, por que os russos iriam testar suas novas armas, dando-lhes para os iugoslavos?

A operação da NATO é aventureiro, porque não há relação entre os métodos e objetivos, e não há maneira de controlar as conseqüências. É porque você pode colocar em ação todo o potencial explosivo que existe em uma região tão complicada como a Península Balcânica. É porque, enquanto bombardeando da ONU e da tentativa de unidade europeia, e não apenas Milosevic, por desprezível e aventureiro transformá-lo.

Cada centímetro de terra na região dos Balcãs, ao longo de milênios foi regada com o sangue dos camponeses, vítimas caídas de invasões. Cruzadas, as guerras religiosas e de luta, dinástica sangrenta pela independência e unidade nacional. A luta antifascista custou os iugoslavos quase um décimo de sua população ter tomado nota desta resistência a esse horror e tenacidade que, como gangsters, acreditam que mostra suficiente arma e soltar um tiro para todo mundo se render ?

A guerra contra a Iugoslávia começou, mas não se sabe quanto tempo ou pessoas incluir ou como isso vai acabar. Não é talvez o tempo para terminar e encontrar uma forma de financiar uma reconstrução da Jugoslávia e uma verdadeira auto-determinação e autonomia de Kosovo, em uma federação livre e democrático?
http://rcci.net/globalizacion/fg074.htm



Guerra (Turquia x Grécia)

Day 238 by Pedro Henrique 

Fui informado que a Turquia acaba de enviar um projeto ao congresso :

http://www.erepublik.com/politics_proposals-181-war.html

Uma proposta de guerra contra a Grécia...

http://www.erepublik.com/en/article/guerra-turquia-x-gr-cia--411822/1/20



Turquia ataca Síria

POR BAJURTOV

Turquia diz que bombardeou na Síria depois de um ataque em seu território
Momento após a queda do projétil na aldeia turca de Akçakale. 

Reuters

As forças armadas turcas bombardearam  alvos dentro da Síria  , em retaliação por um foguete lançado do país árabe que matou cinco pessoas em um vilarejo perto da fronteira turca.

"Nossas forças armadas,  seguindo as regras de conflito , bombardearam alvos na Síria, após a identificação por radar a partir de onde eles atiraram ", disse um comunicado do gabinete do primeiro-ministro da Turquia.


Os  embaixadores permanentes da NATO reuniram-se em Bruxelas  , após o ataque militar turca contra alvos na Síria, disseram diplomatas. A reunião é baseado no quarto artigo do Tratado da OTAN, que prevê  consulta quando um membro vê violada a sua integridade.

Antes de fazer esta informação pública, o vice-primeiro-ministro turco, Bulent Arinc  , disse em uma declaração registrada pelo jornal turco "Hürriyet", que a ação em solo turco "chamadas de retaliação sob a lei internacional.  "é a palha que quebra o camelo e aplicar represálias ".

"As disposições da NATO são muito claras e determinou que todos os membros têm a responsabilidade de responder quando um é atacado" , lembrou Arinc.

"Quando os nossos cidadãos são mortos e nosso território é atacado, é claro proteger os nossos direitos" , vice-primeiro-ministro prometeu, segundo a agência semi-pública Anadolu.

Artigo 5 º da Organização do Tratado do Atlântico Norte Tratado prevê defesa colectiva contra um ataque a um de seus membros .

NATO, que no ano passado interveio por meses em  Líbia , tentou ficar longe fora o conflito sírio.

Um  projétil disparado durante os combates entre rebeldes e tropas regulares sírias em torno da fronteira de Tel Abyad hoje causou cinco mortes e 13 feridos, dois deles gravemente, na aldeia turca de Akçakale. Na sexta-feira eo primeiro escudo caiu na cidade e destruiu uma casa, mas sem causar mortes.

O primeiro-ministro turco  , Recep Tayyip Erdogan , cancelou seu programa planejado para hoje e convocou uma reunião de crise em seu escritório, com o ministro das Relações Exteriores  , Ahmet Davutoglu , e do Chefe de Gabinete.

Davutoglu, por sua vez, falou por telefone com  Anders Fogh Rasmussen , o secretário-geral da OTAN, e  Brahimi Lakhdar , o representante sírio para as Nações Unidas e da Liga Árabe, relata o CNNTürk estação.

Última junho Turquia e ameaçou usar a força contra a Síria depois que o país árabe anti-aéreos forças  abateu um de seus jatos de combate  perto de sua costa.

Turquia hospeda em 13 campos de 93.576 refugiados sírios  que fugiram de seu país para o conflito, de acordo com a Organização das Nações Unidas, incluindo desertores altos funcionários que se juntaram ao Exército Livre da Síria.

http://www.elmundo.es/elmundo/2012/10/03/internacional/1349286188.html

Postado em 4 de outubro de 2012 na INTERESSE GERAL

Um Comentário para "Turquia ataca Síria"

04 de outubro de 2012

Você já leu o vazamento de supostos documentos sírios que diziam que os dois pilotos sobreviveram à demolição, foram interrogados, torturados e mortos e que os russos estavam envolvidos na operação?

http://bajurtov.wordpress.com/2012/10/04/turquia-ataca-a-siria/



Obama deu luz verde e exortou a Turquia a atacar a Síria

28 de junho de 2012 por Administrador

Primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, pediu permissão para presidente dos EUA, Barack Obama, para começar a UNAR ofensiva ocidental-árabe contra a Síria, em "perfeita desculpa o" plano abatido por forças turcas em Damasco na semana passada.

O argumento das conversas telefônicas entre os dois políticos vazou para o jornal on-line israelense 'Debka', citando um militar e fontes de inteligência não revelada.

Como indicado, Erdogan repetidamente argumentou energicamente que o incidente com o tiro de avião abre o caminho para parceiros ocidentais pode começar a funcionar imediatamente contra a Síria. Como parte do telefone do primeiro-ministro turco, de acordo com o digital israelense ressaltou que o fato seria criou zonas de exclusão aérea, abertamente atacar alvos militares em território sírio e estabelecer zonas de segurança para os rebeldes e refugiados.

Ao mesmo tempo, Erdogan disse que o exército turco está absolutamente preparado para a ofensiva, apesar de EUA Quem deve tomar a iniciativa militar. 

Obama: O tempo ainda não chegou

De acordo com o site em hebraico, por enquanto, o presidente dos EUA não autorizou a operação militar e no momento certo, de acordo com ele, ainda não chegou. No entanto, de acordo com o site, Obama enfatizou que as operações secretas de forças especiais americanas, britânicas, turca e francesa deve continuar no país.

Erdogan, por sua vez, argumentou que as táticas clandestinas não permitiria acabar com a violência sangrenta na Síria e derrubar o regime de Bashar al Assad, já que apenas o livre exercício de militar dos EUA e capacidade logística poderia trabalhar para esse objetivo . Além disso, o fato de que a Turquia estaria impedido de ser forçado, a partir de agora, para continuar a operar por conta própria.

Na terça-feira o mesmo jornal digital revelou que as forças de operações especiais britânicas e cruzou a fronteira entre a Turquia ea Síria do norte estão operando no território do país.

(Extraído de A Voz da Rússia)

http://micubitas.wordpress.com/2012/06/28/turquia-pidio-a-obama-luz-verde-para-atacar-a-siria/



Mísseis na Turquia podem causar "guerra mundial"

17 DE DEZEMBRO DE 2012

A planejada instalação de mísseis Patriot da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na fronteira da Turquia com a Síria poderia levar a uma "guerra mundial", que ameaçaria a Europa, disse um comandante militar do Irã neste sábado, segundo agência de notícias do país.

A Turquia pediu à Otan o sistema Patriot, desenhado para interceptar mísseis, em novembro. O objetivo é fortalecer a segurança na fronteira, depois que artilharia proveniente do conflito civil sírio chegou a território turco.

O general Hassan Firouzabadi, chefe das Forças Armadas iranianas, afirmou que o país deseja que a sua vizinha Turquia se sinta segura, mas fez um chamado para a Otan não instalar Patriots no país que também faz fronteira com o Irã.

"Cada um desses Patriots é uma marca negra no mapa mundial, e é destinado a causar uma guerra mundial", afirmou Firouzabadi, segundo agência de notícias iraniana. "Eles estão planejando uma guerra mundial, e isso é muito perigoso para o futuro da humanidade e para o futuro da própria Europa."

O Irã é aliado do presidente sírio, Bashar al-Assad, que enfrenta 21 meses de rebelião interna contra o seu governo. Potências ocidentais já reconheceram formalmente a coalizão de oposição da Síria.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta, assinou na sexta-feira uma ordem para enviar duas baterias de mísseis Patriot para a Turquia, junto com técnicos para operá-las, seguindo passos tomados pela Alemanha e a Holanda.

Autoridades do Irã, como o porta-voz do Parlamento, Ali Larijani, já disseram que a instalação dos mísseis aumentaria a instabilidade do Oriente Médio. O porta-voz do Ministério do Exterior já havia afirmado que os Patriot só piorariam o conflito na Síria.
Fonte - Terra

http://diariodaprofecia.blogspot.com.br/2012/12/misseis-na-turquia-podem-causar-guerra.html








Ataque na Turquia e os rumores de uma guerra massiva nova

POR POK

Quase nada de importante acontece no mundo é deixado ao acaso. Eventos importantes que afectam a humanidade, em sua maioria, são planejadas por aqueles que governam o mundo "nas sombras" (coloquei entre aspas porque eles não estão nas sombras), o governo verdadeiro mundo é as grandes corporações e os seus proprietários, algumas famílias que tomaram sobre os governos da maioria dos países, o controle dos grandes bancos (bancos israelo-anglo-que é inigualável no mundo), as crises provocam que lhes dão benefícios, fazer guerras e finanças ambos os lados, de modo que eles nunca perder, que, entre muitos outros mais e, com os donos da mídia que hipnotizados a maioria da humanidade, são apresentados ao mundo como pessoas decentes, pessoas boas, amigáveis?, E até mesmo benfeitores e filantropos e ... as pessoas acreditam e também acreditava que os seus opostos, os governantes que não alinham seus interesses e são pessoas nacionalistas estão evitando esses bilionários tomar sobre os recursos naturais de suas nações, são ruins.



Bombardeio mata 3 na Turquia e deixa pelo menos 15 feridos:

Um carro-bomba explodiu terça-feira perto de uma escola na capital turca, matando três pessoas em um prédio próximo e colocando fogo em vários carros, disseram as autoridades. Os promotores disseram que a explosão foi um ato terrorista e também deixou 34 feridos. Nós já começaram a indicar que os autores são rebeldes curdos que querem a independência da Turquia ", a polícia prendeu uma mulher na cena que gritou" Viva a nossa luta! "Pelo menos cinco dos feridos estão em estado grave.


Vários eventos, alguns recentes e outros não tanto, foram confrontados com Israel para a Turquia:

Genocídio em Gaza há três anos (na verdade é permanente).

O ataque israelense ao navio turco Mavi Marmara transportava ajuda humanitária para os palestinos na maior prisão do mundo chamado Gaza, morreu no ataque nove activistas da paz, cidadãos turcos.

O pacto assinado por Israel e Grécia para explorar um gás que também está em águas territoriais turcas, palestinos e egípcios, e que não estavam envolvidos na exploração dessa área também pertence.

A intenção da Palestina para ser reconhecida como Estado soberano pela ONU e os países muçulmanos que têm o maior número de votos em seu favor.
Muito um coquetel para provocar uma guerra que poderia levar a envolver a Rússia, os EUA, a Grã-Bretanha, França e países do mundo muçulmano. Desde que outros incidentes têm ocorrido; expulsão dos embaixadores israelenses à Turquia, Síria e Egito ataque à embaixada israelense no Cairo, mobilizar navios de guerra turcos na costa oriental do Mediterrâneo para tentar que Israel suspender seus ataques desde que país ter navios de guerra na área há algum tempo e suas ações aumentou desde o genocídio em Gaza não permitir que qualquer outra nação para ajudar os palestinos.

Há alguns dias, notícia veio como uma profecia mundial suposto de um religioso grego antecipou uma guerra, mas, entre a Grécia ea Turquia! A Grécia tem tantos problemas que eu não acho que, se houvesse um confronto entre Turquia e algum outro governo seria mais provável que seja Israel.

Quando leio coisas como eu as vejo como operações de inteligência que são parte de fazer que os eventos precipitar ou para desviar a atenção de outras questões. E quem pode garantir que o monge disse que eles dizem que ele disse? Por que não falar na sua profecia a Israel? (Para não mencionar o Irã) Será que vai causar uma guerra para reanimar a economia global?

Além de Israel e ignorar o papel desta no conflito e da situação em que seria estranho não iria participar.

Não há menção de que iria acontecer com o Irã e não parece ser um mundo de poder da China.

Tudo isso seria mais complexo do que você poderia dizer uma "profecia". Espero sinceramente que não vai ser muito, mas parece que não haverá mais violência do que já está no mundo e no fundo desta, novamente, é que os poderosos estão mantendo muitas das riquezas que ainda pertenciam ao nações soberanas que estão sendo desmontadas.

Eu não acredito em profecias, eu acho que você faz planos para trazer ainda mais para a humanidade. Eu acho que um passo a mais para estabelecer a conspiração da Nova Ordem Mundial, como mencionado como ouvir as pessoas falam que crêem são apenas histórias, embora muito do que é dito sobre o que é exatamente para confundir as pessoas e desacreditar que a humanidade pretende impor um novo sistema que provavelmente só desta forma é possível implementar, ou seja, como fazer partilha poderoso do mundo do bolo em sua própria maneira: aproveitar todos os recursos do planeta não pode permitir que os governos nacionalistas que não se alinham seus interesses conseguir poder.

http://pocamadrenews.wordpress.com/2011/09/20/atentado-en-turquia-y-los-rumores-de-una-nueva-y-enorme-guerra/




"A guerra do gás" de Israel contra seus vizinhos: Egito, Gaza, Líbano, Síria e Turquia

POR POK

Sob vigilância

Por Alfredo Jalife-Rahme

Um grupo de israelenses agitando bandeiras de seu país e do Egito, os sinais de paz e exibe, na sexta-feira, contra a embaixada egípcia em Tel Aviv, uma semana depois que os manifestantes invadiram a sede de Israel no Cairo e vandalizado.
Três das vulnerabilidades gritantes de Israel cada vez mais isolados no mundo ( um Estado pária , o ex-ministro das Relações Exteriores, Tzipi Livni, dixit ) e praticamente lutou contra o mundo e com ele mesmo (ver sob escrutínio, 14.09.11) - são a petróleo, grãos e água que tira descaradamente sírio Golan Heights (que alimenta lago de Tiberíades / Galiléia / Kineret, as reservas de água notáveis) e os aqüíferos Banco palestinos Oeste, sem contar o roubo sub-reptícia dos afluentes do libanesa Litani River.

Dependência do petróleo, a entidade sionista é dramática (matéria 319 000 barris por dia de acordo com a CIA), mantendo a paridade entre a produção eo consumo de gás está aumentando.

Um dosfornecedores de gás para a entidade sionista era o tirano Hosni Mubarak, que praticamente lhe deu, o que enfureceu os revolucionários da histórica Al-Tahrir Square, que forçou a fuga do embaixador de Israel no Cairo, em imitação a expulsão do embaixador israelense de Ancara outro (devido à pirataria sobre o assassinato do alto mar pelo exército israelense de nove turcos paz navio Mavi Marmara ), com outro embaixador sionista fuga prematura na Jordânia (como planejado).

Quando eu me tornei o único membro do continente americano em uma notícia Missão e de averiguação da ONU para o Oriente Médio em 1997, depois de uma conversa com o Hachemita da Jordânia Príncipe Hassan (que me impressionou com sua simpatia e manipulação de figuras) Eu elucidar a solução aqüífero criativa entre Israel e Jordânia para a divisão do Jordão sob a mentalidade de benefício mútuo ( win-win ), que infelizmente deixou na região devido a paleobíblico unilateralismo de ultrafundamentalista Netanyahu-Lieberman dupla Khazar sionismo (de origem mongol, por respeito, e converte à religião judaica, em contraste com o genuíno semita sefardita, a invenção do povo judeu , Verso, 2009, o historiador israelense Areia Shlomo) e por seu desejo de impor seus mitos insustentáveis cosmogonia relações internacionais.

Vale ressaltar que as duas listras azuis da bandeira de Israel representam a sua imaginativa limites paleobíblicos Eufrates e do Nilo, que sempre queria confiscar.

Dependência da Turquia, superpotência hidráulico, com hidrocarbonetos também é dramática porque a sua importância vital da Rússia, Irã e Iraque (supersic!), que foi compensado por sua posição como uma encruzilhada para a passagem de energia do Cáspio e da Ásia Central para a Europa.

Saques tinham avançado gás Líbano (um dos países mais fracos do mundo, do ponto de vista militar) por Israel ( Nova guerra? israelense no Líbano pelo gás? , Radar geopolítica Contralínea , 8/8 / 10).

A entidade sionista tem a melhor força aérea na região, equipados contrabandeado até 400 bombas nucleares, e querem impor seus vizinhos belicosos visão de mundo árabes e não-árabes periferia (Turquia e Irã) graças à proteção dos Estados Unidos.

Um ano atrás, eu formulei que "Israel deu um passo adiante por causa de sua maior avanço tecnológico e da conivência do petróleo e gás Anglo desenvolver tanto Tamar e Dalit campos, cujo abundante descobertas provocou a bolsa de valores de Tel Aviv, coincidentemente o dia o governo extremista de Netanyahu-Lieberman dupla sofreu total repúdio por seu assassino pirataria em águas internacionais contra o navio turco de ajuda humanitária para Gaza (a maior prisão do mundo vivo). A descoberta de Tamar e Dalit é enorme: 160 bilhões de metros cúbicos que podem satisfazer as necessidades de duas décadas israelenses. O petróleo do Texas e Energia gás planta Noble, parte de um consórcio responsável pela exploração de depósitos supostamente petroleiros no mar Mediterrâneo de Israel, previu que, devido à descoberta de um terço adicional campo semântico chamado de Leviathan curiosamente em forma (com 450 bilhões de metros cúbicos, quase três vezes o Tamar e Dalit campos) - Israel poderia se tornar exportador suculenta para a Europa e Ásia (sic) ".

O problema não é a descoberta milagrosa de gás em Israel, mas seu irredentismo às águas territoriais do Líbano (por falta de capacidade tecnológica e militar de dissuasão), Strip (convenientemente cercada) e Egito, que tem sido complicado devido à sua aliança estratégica com a parte grega da ilha de Chipre, como os cacarejos portal no Debka israelense pacto secreto (sic) militar 04 de setembro entre Atenas e Nicósia Tel Aviv-estendido para a exploração conjunta de gás nos limites controversos sobreposição mares soberanos no Mediterrâneo oriental.

Chipre turco componente se comporta no norte que tem sido excluídos das verificações sob a batuta de Israel, de acordo com a Turquia, que também ainda não reconhece a ilha onde Afrodite forjou seu amor lendário e já membro de pleno direito da União Europeia, agora à beira de balcanização financeira.

Também não se deve excluir a dimensão teológica do assunto espinhoso quando há uma aliança profana dos cristãos ortodoxos da Rússia, Grécia e Chipre (mão grego) que iria parar o triunfante sunita islâmica Turquia, cujo primeiro-ministro Erdogan Racip completou uma bem sucedida turnê de três países árabes do norte da África, onde seus líderes foram expulsos.

Para ser dialética, leia a antítese de Khazar sionista ultrafundamentalismo a voz de seu site Debka (16/9/11), prenúncio presumida do Mossad, que afirma que o primeiro-ministro Erdogan no dia antes de sua histórica visita ao Egito, informou que Turco Marinha foi a de enviar três fragatas ao Mediterrâneo Oriental para assegurar a liberdade de navegação e confrontar embarcações israelenses se necessário. Na sua opinião, Erdogan estima que suas manobras para uma luta com Israel e Chipre vai levar a expulsar dois campos de petróleo marítimos sendo desenvolvido (sic) , que esclarecer a captura (sic) da Turquia, que certamente será apoiado pela Síria ( sic), o Hezbollah (sic), Líbano (sic), a Autoridade Palestina eo Hamas . Ele esqueceu de acrescentar o Egito, cuja fronteira do reservatório de gás Faixa de portadores, desumanamente sitiada por Israel ( Atrás da guerra de Israel em Gaza, gás , sob escrutínio)

28/01/09

Os israelenses reivindicações site que Erdogan necessidades de controle dos recursos energéticos para promover neo-otomanos ambições e exercer sua superioridade no rico em petróleo do Oriente Médio .

Não são estas as mesmas necessidades de energia da entidade sionista em guerra com seus vizinhos árabes e não-árabes de 63 anos e que foram privadas áreas e recursos hídricos com a impunidade?

Enquanto a Turquia, a marca de proteção do sunismo no Mediterrâneo, intensamente negociado superior, Israel sucumbe à sua paleobíblicas fantasmagoria.

http://pocamadrenews.wordpress.com/2011/09/18/la-guerra-del-gas-de-israel-vs-sus-vecinos-egipto-gaza-libano-siria-y-turquia/


De acordo com a Bíblia, a Terceira Guerra Mundial começará na Síria, Iraque e Turquia

Vendo o que está acontecendo na Síria, agora eles estão tentando fazer uma resolução para intervir militarmente no país, e que se opuseram apenas dois países, quase o mais poderosas do mundo, Rússia e China, lembrei-me da profecia do rio Eufrates, no a Bíblia, é possível que o fim não é um ataque ao Irã que desencadeou o início da Terceira Guerra Mundial, que poderia ser um ataque à Síria ...

Nuclear III Guerra Mundial começará no Oriente Médio e exterminar o  terceiro de armas humanidade DE DESTRUIÇÃO EM MASSA , esta profecia impressionante é encontrado em Apocalipse. 

Vamos ler esta profecia apocalíptica escrito alguns 1900 anos atrás: "Dizer ao sexto anjo, que tinha a trombeta: Solta os quatro anjos que estão presos junto ao grande rio Eufrates. os quatro anjos foram soltos, que foram preparados para a hora, dia, mês e ano, a fim de matarem a terça parte dos homens . E o número de os exércitos dos cavaleiros era de duzentos milhões . Eu ouvi o seu número. Então eu vi na visão que os cavalos e os seus cavaleiros tinham couraças de fogo, e de safira e de enxofre. E as cabeças dos cavalos eram como cabeças de leões, e suas bocas saía fogo, fumaça e enxofre. Por estas três pragas foi morta a terça parte dos homens, pela fumaça, fogo e enxofre, que saiu de sua boca . "(AP.9 :14-18).

Vamos estudar esta profecia do Apocalipse:

1 - Que a profecia nunca foi cumprida na história passada . nada escrito nessa passagem é cumprida mesmo . Nunca matou um terço da humanidade pelo fogo, fumaça e enxofre produzido por exércitos de 200 milhões de soldados . Portanto, essa profecia deve ter um cumprimento FUTURO.

2 - O Apocalipse diz que quatro anjos estão vinculados ao grande rio Eufrates . Estes quatro anjos são os anjos da WAR , ou seja, são quatro os maus espíritos que agora estão presos junto ao rio Eufrates, como eles são desencadeados vai fazer 200 milhões de soldados de diferentes países do mundo para exterminar fogo, fumaça e enxofre para terço da população do mundo. Agora, o que as nações que medem o rio Eufrates, o rio Eufrates percorre três países: Iraque, Síria e Turquia, portanto, é nos três países onde o surto da grande guerra que vai matar um terço da população mundial!

? 3 - Agora, como uma guerra pode matar um terço da humanidade, é muito simples: ARMAS apenas se utilizado de destruição maciça, que são mencionadas na mesma passagem, como veremos a seguir.

4 - Estes quatro anjos de guerra vai fazer exércitos (plural) de 200 milhões de soldados para matar aquele terço da humanidade com fogo, fumaça e enxofre . Observe que o texto diz "exércitos", e não "exército", indicando que este será um exército de um só país, mas em muitos países, com seus exércitos. Os soldados totais internacionais participam nesta grande guerra mundial será 200 milhões impensável figura em qualquer momento da história passada, mas completamente possível neste século 21!. NUNCA se mobilizaram 200 milhões de soldados na história passada, mas hoje é possível, em um mundo povoado por mais de 6.000 milhões de pessoas!

5 - João disse que ele teve uma visão do "cavalo" da guerra e seus "pilotos", mas os "cavalos" cavalos de guerra não foram literais, mas METÁFORAS, comparações, como explicado abaixo, para comparar as cabeças daqueles cavalos " "com" cabeças de leão ". Então, o que João viu foi os veículos de guerra que usam esses exércitos de 200 milhões de soldados. João, vendo estes veículos completamente desconhecidas para ele, obviamente, em comparação com o que ele sabia, na época, assim como os cavalos e os leões.

6 - João disse que da boca desses "cavalos" para fora fogo, fumaça e enxofre , que foi morto um terço da humanidade. ESTES SÃO E ARMAS DE DESTRUIÇÃO EM MASSA: o fogo é fogo! de Armas Nucleares, fumaça e enxofre e são armas químicas que, quando explodem, eles produzem vapores ou gases venenosos que matam todos os seres vivos , e isso foi escrito há 1900 anos!

7 - Portanto, de acordo com esta profecia impressionante do Apocalipse, no Iraque, Síria e Turquia vai começar uma guerra mundial importante eo extermínio da terceira parte DA HUMANIDADE COM ARMAS DE DESTRUIÇÃO EM MASSA.

Portanto, a guerra que os Estados Unidos ainda têm no Iraque será estendido para a Síria e Turquia, e depois a muitos outros países,  em uma guerra terrível mundo, em que eles vão usar armas de destruição em massa: fumo, fogo e enxofre.

http://www.las21tesisdetito.com/guerramundial.htm




E diga-me, o Irã, onde estaria?, Como os planos mudarão, ou não?

05 de fevereiro de 2012

Talvez esses quatro anjos sejam: Síria, Iraque, Turquia e Irã.

05 de fevereiro de 2012

Devemos estar cientes de que uma guerra é a de Gog e Magog, a outra será contra o ditador mundial (O Anticristo) na Grande Batalha final do Armagedom.

O que não se sabe exatamente, é se você sabe que em uma dessas guerras morrem um terço dos habitantes da Terra, estamos perto disso.

A cronologia sobre o próximo conflito, provavelmente contará com a Síria e o Irã, então estaremos adicionando outros países, parece que não haverá espaço para a neutralidade.

Se temos a certeza de que estamos em tempos apocalípticos, mas não se referindo religiões ou os meios de comunicação, mas a Bíblia.

Não é de admirar que a elite tem um plano para a realização de cada grupo para pensar de maneira diferente de seus planos, como os cristãos é notável uma história em quadrinhos que relata ataques nucleares e grupos islâmicos fortemente com "cristãos apocalíptico", esta banda desenhada foi publicado em um dos mais importantes orgãos difusores: O Daily Telegraph.

O vídeo tem recursos avançados quanto aos seus planos:

A nota original no Daily Telegraph:

http://www.telegraph.co.uk/culture/culturepicturegalleries/4220575/Blackjack.html

A próxima guerra mundial começaria com um ataque de Israel ao Irã (mas a desestabilização principal começar pela Síria), o seguinte é uma nota que não é baseada na Bíblia, mas é consistente com ele traz fatos a considerar:

http://apocalipsisyactualidad.blogspot.com/2010/07/la-mision-anglosajona-la-tercera-guerra.html



Esta é retirada do Livro de William Cooper:

Os Illuminati acreditam que Lúcifer, o anjo de luz, quie foi expulso do céu por Deus, obterá triunfo e subirá ao trono no norte.

O colapso econômico vai cumprir a meta de Marx e Engels e do Manifesto Comunista: A eliminação da classe existente religiões desaparecerán.La media.Todas só a religião é a religião do Iluminismo ou mais money. O Humanismo. No Comércio terá realizada por um sistema de computador para acesso a crédito através de implantes cartões chips.  Esses implantes também servirão como identificação pessoal, carteira de motorista, etc, e quando este estiver concluído, a raça humana vai ser acorrentada a um computador. 

Nenhum movimento ou ação de um indivíduo nunca vai ser o plano de liberdade. O programa  para a criação de um governo mundial está protegido pela invasão alienígena falsa e artificialmente criada. Criaram todo o fenômeno OVNI para promover a proteção e ativação de qualquer plano. O ceticismo natural das pessoas garante que todo aquele que crê em si vai ser ridicularizado e desacreditado. O plano, mas a ameaça é ameaça artificial. O verdadeiro fenômeno extraterrestre é apresentado através do uso de tecnologia secreta desenvolvida originalmente pelos alemães em seus programas de armas secretas durante a Segunda Guerra Mundial por gênios como Nikola Tesla e muitos outros.

Alguém disse que a melhor maneira de unir todas as nações do mundo seria um ataque por outro planeta. (John, New York, 1917).

Talvez precisemos de uma ameaça do espaço para realizar esta ligação común. De ocasionalmente penso quão rapidamente nossas diferenças desapareceriam se eles terão de enfrentar uma ameaça alienígena de fora deste mundo ". O presidente Ronald Reagan

foi para o Capitólio, em Washington DC e olhou para cima dentro da cúpula à vista de todos, para a pintura "A Apoteose de George Washington". A enorme pintura retrata George Washington transformado como Satanás e prometeu no novo " deus sol "(Apollo) em carruagem de Apolo puxada por quatro cavalos na pintura cielo.La está cercado por todos os antigos pagãos" deuses "do Império Romano.

O objetivo, claro, será a destruição de todos os países, o estabelecimento de um governo mundial nas Nações Unidas, o desarmamento de todas as nações, eo estabelecimento de uma força policial e militar mundial.

Pânico é promulgada pelos Illuminati e agentes socialistas e será o maior problema que temos de pânico causa enfrentaremos.Si com sucesso total, a lei marcial será declarada e ver soldados em cada pânico potencial esquina.El problema.Provocarán é o colapso total da economia, a agitação, o fechamento de transporte, falta de tudo, inclusive comida e a possibilidade de suspender a Constituição e implementar a Nova Ordem Mundial por palavras de força militar.En outros o problema técnico que pode e vai ser corrigido , não peligro.El o maior perigo é a ignorância e estupidez do vulgar.

Aqueles que acreditam no Livro do Apocalipse no povo da Bíblia e de outros religiosos estão sendo intencionalmente dirigida para a "febre do milênio", por isso não oferecem oposição à nova ordem mundial, enquanto aguardam calmamente o funcionamento do que eles acredito que é a mão de Dios.Después de tudo, quem pode resistir a revelação profética inspirada por Deus?. Aparentemente, essas pessoas não pode sequer ler ou compreender os ensinamentos da Bíblia que pretendem seguir. Porque você que há um plano para um líder carismático de ser apresentado ao mundo como o Messias?.

["Behold a Pale Horse". , P. 177-8]

Paul Krugman colunista do New York Times revela planos para uma invasão alienígena falso falso, a fim de aliviar a crise ...


http://libertadparalahumanidad.wordpress.com/2012/02/05/segun-la-biblia-la-tercera-guerra-mundial-comenzara-en-siria-irak-o-turquia/




MOVIMENTOS DE GUERRA, PROFECIAS, APOCALIPSE...

COMUNIDADE WEB NA LUZ

14 Mar 2012 - 9:14

Maioria dos americanos apoiaria ataque ao Irã, segundo pesquisa

13/03/2012 - UOL Notícias 

WASHINGTON, 13 Mar (Reuters) - A maioria dos norte-americanos apoiaria uma ação militar contra o Irã se houver provas de que o país está desenvolvendo armas nucleares, e mesmo que tal ação cause um aumento no preço da gasolina, segundo uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na terça-feira.

A pesquisa mostrou que 62 por cento dos norte-americanos apoiaria Israel numa ação militar contra o Irã pelas mesmas razões.

O presidente dos EUA, Barack Obama, diz que prioriza uma solução diplomática na crise com o Irã, mas afirma que nenhuma opção está descartada. O Irã nega ter a intenção de desenvolver armas atômicas.

A pesquisa Reuters/Ipsos revelou que 56 por cento dos norte-americanos apoiariam a ação militar dos EUA contra o Irã se houver evidências do desenvolvimento de armas; 39 por cento seriam contra.

Levando em conta o eventual aumento nos preços da gasolina, 53 por cento dos entrevistados disseram que mesmo assim aprovariam o ataque, e 42 por cento seriam contra.
(Reportagem de Jeff Mason)


NAVIOS DE GUERRA DO IRÃ E DA RÚSSIA PRÓXIMOS DE ISRAEL

19 Mar 2012

http://www.youtube.com/watch?v=cvKoIULF4lA

Artigo: Navios do Irã e Rússia ao longo do litoral da Síria é uma mensagem clara aos EUA, disse clérigo iraniano 

Soldados russos guardam navio de guerra da mesma nacionalidade no porto sírio de Tartus
Por M K Bhadrakumar*, no Asia Times Online

Uma flotilha de navios de guerra iranianos atravessou o Canal de Suez e atracou no porto sírio de Tartus, no sábado. O ministro da Defesa do Irã, Ahmad Vahidi, disse que a missão é mostra da “potência” do Irã, apesar de 30 anos de incansáveis sanções.

Toda a 18ª Frota da Marinha do Irã, já atracada em Tartus, participará de exercícios e dará treinamento “às forças navais sírias, nos termos de um acordo assinado há um ano entre Teerã e Damasco”.

Hossein Ebrahimi, clérigo influente e vice-presidente da Comissão de Segurança Nacional e Política Exterior do Majlis (parlamento) do Irã, declarou:

“A presença de flotilhas do Irã e da Rússia ao longo do litoral da Líbia é mensagem clara contra qualquer possível aventureirismo dos EUA. No caso de os EUA cometerem qualquer erro estratégico na Síria, há real possibilidade de que o Irã, a Rússia e vários outros países imponham resposta esmagadora aos EUA”.

As atividades dos navios de guerra iranianos em Tartus (porto também usado pela Marinha russa) serão observadas de perto pelos países da região – Turquia, Jordânia, Qatar e Arábia Saudita, em especial. Notícias não confirmadas surgidas recentemente dizem que veteranos da Força Qods do Irã (uma unidade especial do Corpo dos Guardas Islâmicos Revolucionários) pode ser enviada à Síria, para auxiliar o governo.

Em termos simples, a mensagem do Irã à Turquia e seus aliados árabes (que estão armando e apoiando a oposição síria) será: “Irmãos, se continuarem a armar os seus, armaremos os nossos”. Há muito assunto aí sobre o qual todos esses países devem refletir, sobretudo as monarquias do petróleo – que se reunirão no próximo domingo, para o primeiro encontro dos “Amigos da Síria”.

Para a Turquia, os navios de guerra iranianos chegaram à Síria em má hora. O jornal israelense Ha’aretz noticiou que o exército sírio capturou 40 agentes da inteligência turca envolvidos em atividades subversivas; e que, ao longo da semana passada, Ankara trabalhou “em intensas negociações” com Damasco, tentando libertá-los. Mas Damasco insiste que, em troca, a Turquia ponha fim à transferência de armas e infiltrações, e, além disso, quer que o Irã seja o mediador. Ha’aretz registrou:

“Oficiais ocidentais temem que a presença militar iraniana, além da ajuda russa, converta a Síria em centro internacional de atrito ainda mais grave que a luta interna na Síria. Temem que uma “parceria” russo-iraniana venha a assumir o controle sobre ações na Síria, o que excluiria a União Europeia e a Turquia (…)” 

Tempos de testes

Mas Teerã também está testando as águas. Sob a lei internacional, o Irã tem direito de passagem para seus navios, pelo Mar Vermelho e o Canal de Suez. Mas as equações do Egito para o Irã continuam ambivalentes.

O Egito jamais antes permitiu que navios iranianos cruzassem o Canal de Suez, até fevereiro do ano passado, depois da queda do regime de Hosni Mubarak, quando, indiferente à pressão diplomática dos EUA e aos gritos de ameaça de Israel, o Cairo permitiu a passagem de um destróier. Para Israel, foi “provocação”.

Mas desde então o Egito está em torvelinho, e o entusiasmo inicial para a normalização de relações com Teerã diminuiu muito, com o Egito tornando-se dependente da ajuda financeira da Arábia Saudita e de outras monarquias árabes sunitas do Golfo Persa.

Assim sendo, a permissão para que uma flotilha iraniana inteira passasse por Suez no final de semana significa não só que o Egito começa a movimentar-se na direção de apoiar o Irã, mas também que novas complexidades e imprevisibilidades surgem no caminho das relações entre EUA e Egito.

São tempos de testes para as relações EUA-Egito. Questão potencialmente séria já surgiu com o ataque, pelas autoridades egípcias, a várias dúzias de trabalhadores de organizações não governamentais (ONGs), entre os quais 19 cidadãos norte-americanos. Número ainda não revelado de cidadãos norte-americanos procuraram abrigo na Embaixada dos EUA no Cairo.

O Cairo anunciou no sábado, que 43 dos presos acusados de atividades suspeitas, entre os quais há estrangeiros (norte-americanos, sérvios, alemães, noruegueses, jordanianos e palestinos) e egípcios serão julgados no próximo domingo, 26/2, acusados de “estabelecer filiais não autorizadas de organizações internacionais e de aceitar financiamento estrangeiro para fazer funcionar essas filiais, comportamento que agride a soberania do estado egípcio”.

Washington alertou o Cairo de que o ataque às ONGs poderia ferir laços bilaterais e ameaçou cortar a ajuda militar anual que chega a US$1,3 trilhão. Washington sabe que qualquer julgamento público pode expor a escala da interferência dos EUA nos em assuntos internos do Egito. Dez importantes organizações civis norte-americanas que operam no Egito foram invadidas, dentre elas o National Democratic Institute, o International Republican Institute e a Freedom House, que recebem financiamento do governo dos EUA.

O Conselho Supremo das Forças Armadas no Cairo culpa “mãos estrangeiras” pela agitação que não arrefece no Egito. A colorida ministra de Cooperação Internacional do Egito, Fayza Abul-Naga (um dos poucos nomes do regime de Mubarak que não perdeu o lugar que tinha no Gabinete) está chefiando a campanha contra o financiamento estrangeiro para ONGs no Egito.
A Fraternidade Muçulmana ameaçou revisar o tratado de paz entre Egito e Israel, de 1979, caso os EUA cortem a ajuda ao Egito.

Desafio estratégico

Isso dito, Teerã avaliou corretamente o melhor momento para testar as ideias egípcias. A decisão egípcia de permitir a passagem da flotilha iraniana por Suez ajuda a sublinhar a ideia de que o Egito preserva sua autonomia estratégica e que, se assim desejar, poderá reatar relações como Irã. (O ministro das Relações Exteriores do Irã Ali Akbar Salehi elogiou publicamente a decisão do Egito.) Aí há mais que simples “sinal” dirigido a Washington.

Ambas as capitais, Cairo e Teerã, têm chamado a atenção para as extraordinárias mudanças pelas quais o Oriente Médio está passando; e têm dito que as coisas nunca mais voltarão a ser como antes. A evidência mais espantosa dessas mudanças é que Egito e Irã não têm posições sequer próximas entre si, sobre a crise na Síria; mas, mesmo assim, o Cairo abriu passagem para os navios iranianos, na viagem para Tartus.

Por sua vez, a mensagem mais importante que o Irã está encaminhando hoje é que nem o persistente impasse com os EUA, nem a avalanche de ameaças israelenses conseguiram fazer curvar a espinha dorsal dos iranianos; e não abalaram nem o desejo nem a capacidade do Irã para ajudar seu aliado sírio.

O perigo de confrontação real com os EUA, por causa da Síria, é muito, muito reduzido, de fato; e Teerã não crê que o governo Barack Obama esteja sendo arrastado para uma intervenção à moda líbia, na Síria. Teerã mantém-se bem informada sobre a situação em campo na Síria; e não acredita que o presidente Bashar al-Assad corra qualquer grave perigo.

Contudo, a demonstração de “força” no Mediterrâneo oriental lançará sua sombra sobre a política regional. No sábado, o Hezbollah e o Movimento Amal, em declaração conjunta, reiteraram a aliança com o Irã. Declararam que os eventos na Síria são parte dos “desesperados esforços dos inimigos” para desestabilizar o país, destruir sua unidade nacional e minar o firme apoio que a Síria dá à resistência palestina.

(Seyed Hassan Nasrallah, secretário-geral do Hezbollah, disse esse mês que “O Hezbollah recebe do Irã apoio moral, político e financeiro, de todas as formas, desde 1982. Esse apoio honra a República Islâmica”. Disse que “a mais importante vitória árabe” contra Israel, vitória do Hezbollah, não teria sido possível sem o apoio dos iranianos e que também “a Síria teve papel importante naquela vitória”.)

Seja como for, a demonstração de “força” no Mediterrâneo – historicamente “um lago ocidental” – terá ressonâncias também dentro do Irã. Esses gestos apelam ao senso de honra nacional dos iranianos e contribuem para consolidar a opinião pública, o que é especialmente importante para o regime, em momento em que o país aproxima-se de eleições parlamentares crucialmente importantes, em março, nas quais se estima que mude a equação do poder e que a alquimia do Majlis (parlamento) altere-se decisivamente.

Notas dos tradutores:

[1] 15/2/2012, Haaretz, em: “Report: U.S. drones flying over Syria to monitor crackdown” (em inglês)
[2] 23/2/2012, Al-Arabiya, em: “Egypt to go ahead with trial of NGO activists on February 26” (em inglês)
[3] 8/2/2012, “Sayyed Nasrallah: ‘O verdadeiro alvo é a Resistência, o apoio do Irã é um orgulho para nós’”, Al-Manar TV, Beirute (em português).
*MK Bhadrakumar foi diplomata de carreira do Serviço Exterior da Índia. Prestou serviços na União Soviética, Coreia do Sul, Sri Lanka, Alemanha, Afeganistão, Paquistão, Uzbequistão e Turquia. É especialista em questões do Afeganistão e Paquistão e escreve sobre temas de energia e segurança para várias publicações, dentre as quais The Hindu, Asia Online e Indian Punchline. É o filho mais velho de MK Kumaran (1915–1994), famoso escritor, jornalista, tradutor e militante de Kerala.

Fontes: Redecastorphoto. Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu e Iranews.com.br



Tensão no Oriente: Ministro diz que Japão pode abater míssil com satélite norte-coreano 


MOSCOU, 17 de março (RIA Novosti) 

As Forças Armadas japonesas podem abater o satélite da Coréia do Norte, previsto para ser lançado no próximo mês, quando a necessidade surge, disse ao jornal japonês Sankei neste sábado o ministro da Defesa Naoki Tanaka. 

A Coreia do Nortea agência de notícias estatal KCNA anunciou na sexta-feira que lançará um satélite de observação da Terra no próximo mês para marcar o 100 º aniversário de sua fundação tarde líder Kim Il-sung. O lançamento previsto será em violação das obrigações internacionais da Coréia do Norte e uma resolução da ONU que proíbe Pyongyang de realizar lançamentos de mísseis balísticos. 

Um lançamento similar em 2009 atraiu críticas internacionais e levou a sanções do Conselho de Segurança da ONU.Sankei disse que o país do ex-ministro da Defesa Yasukazu Hamada ordenou, em seguida, implantar sistema de defesa antimísseis para proteger o Japão de mísseis norte-coreanos se eles caíram para o território japonês. 

O foguete Unha-3 carregando o satélite Kwangmyongsong-3 está programado para decolar de uma plataforma de lançamento em Cholsan, uma cidade costeira no noroeste do país, entre abril de 12 e 16. 
A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton disse em um comunicado que os planos de Pyongyang para lançar o satélite em abril viola as obrigações internacionais e serão altamente provocativas. Ela também lembrou que a Resolução 1874 proibiu a Coreia do Norte de realizar lançamentos que utilizam tecnologia de mísseis balísticos.


Pyongyang: Referência ao programa nuclear em cimeira no Sul será uma «declaração de guerra» 

A Coreia do Norte alertou hoje a Coreia do Sul que qualquer referência ao seu programa nuclear durante a cimeira sobre energia e armamento nuclear em Seul será interpretada como uma «declaração de guerra».

«Qualquer ato provocatório como a publicação de um comunicado a propósito da 'questão do nuclear no Norte' durante a conferência de Seul será um insulto extremamente grave», refere um despacho da agência oficial norte-coreana KCNA hoje divulgado.

Tal situação «será interpretada como uma declaração de guerra e as consequências interferirão com as discussões sobre a desnuclearização da península coreana», refere a agência.

Diário Digital / Lusa


Irã pode atacar para se defender, diz aiatolá Khamenei 

Legenda: Supremo líder do Irã, aiatolá Ali Khamenei, fala com televisão estatal após registrar seu voto nas eleições parlamentares, em Teerã (reuters_tickers)

(Reuters) - Diante de uma agressão por parte dos Estados Unidos ou de Israel, o Irã vai atacar para se defender, afirmou nesta terça-feira o líder supremo da República Islâmica, aiatolá Ali Khamenei.

"Não temos armas nucleares e não vamos construí-las, mas diante da agressão dos inimigos, seja dos Estados Unidos ou do regime sionista, vamos atacar para nos defender no mesmo nível em que os inimigos nos atacarem", disse Khamenei em discurso sobre o ano-novo transmitido pela televisão.

"Os norte-americanos estão cometendo um grave erro se pensam que vão destruir a nação iraniana com ameaças", disse ele a milhares de pessoas no santuário Imam Reza, em Mashhad.

(Reportagem de Marcus George)

Reuters





Rumores de Guerra: Japão mobiliza sistema antimíssil contra foguete norte-coreano

23.03.2012 - O ministro de Defesa do Japão ordenou nesta sexta-feira (horário local) a mobilização de um sistema antimíssil que permite ao exército derrubar eventuais foguetes norte-coreanos de longo alcance que ameacem o Japão.

"Ordenei funcionários a preparar a mobilização do PAC-3 e navios de guerra Aegis", disse o ministro da Defesa, Naoki Tanaka, a jornalistas, citando os sistemas antimísseis e destroyers. "Estamos conversando com governos locais sobre a mobilização", acrescentou.

Os sistemas antimísseis deverão ser mobilizados na ilha de Okinawa, sudeste do Japão, mas qualquer ordem para derrubar um eventual foguete norte-coreano precisará da aprovação do primeiro-ministro Yoshihiko Noda.

A Coreia do Norte anunciou que lançará um foguete no mês que vem para colocar um satélite em órbita, uma ação que os Estados Unidos e seus aliados vêem como um pretexto para testes com foguetes de longo alcance. Autoridades japonesas afirmaram que o projétil passaria por Okinawa.

As preparações do Japão, frequentemente apontado como alvo norte-coreano, ocorre enquanto líderes mundiais incluindo o presidente americano, Barack Obama, preparam-se para uma cúpula nuclear em Seul na semana que vem, oficialmente focada na questão do terrorismo. Mas o programa nuclear norte-coreano também deve entrar no debate.

Em 2009, o Japão ordenou preparações de defesa antimíssil semelhantes antes do lançamento do último foguete de longo alcance de Pyongyang, que levou a condenações por parte do Conselho de Segurança da ONU e sanções contra o Estado comunista.

O foguete, que na ocasião a Coreia do Norte também afirmou que serviria para colocar um satélite em órbita, passou pelo território japonês sem causar incidentes ou tentativas de derrubá-lo.
SEUL, Coreia do Sul (AP) - Seul está advertindo que poderia abater um míssil norte-coreano se ele se desvia em território sul-coreano.

Os comentários feitos nessa segunda-feira pelo vice-porta-voz do Ministério da Defesa Yoon Won-Shik vêm com cerca de 60 líderes mundiais se reúnem em Seul para uma conferência sobre segurança nuclear que está sendo ofuscada pelo anúncio da Coreia do Norte que vai lançar um satélite em um foguete de longo alcance no mês que vem.

Washington diz que o lançamento se destina a testar sistemas de entrega de mísseis de longo alcance que poderiam ser montados com armas nucleares.

Coreia do Norte diz que o caminho do foguete de vôo sul tem como objetivo evitar outros países.

Mas Yoon disse aos jornalistas que Seul está considerando medidas para rastrear e derrubar partes do foguete se violar território sul-coreano.

Esta é uma atualização notícias. Volte em breve para mais informações. História anterior da AP está abaixo.
SEUL, Coreia do Sul (AP) - A Coreia do Norte tem um foguete movido a um site noroeste, em preparação para um lançamento no próximo mês, as autoridades sul-coreanas, disse neste domingo, como Pyongyang prosseguir com um plano que Washington chama de uma cobertura para testar mísseis de longo alcance .

Presidente Barack Obama e presidente sul-coreano Lee Myung-bak, pediu a Coréia do Norte a suspender imediatamente seus planos de lançamento, advertindo em Seul que eles iriam lidar com firmeza com qualquer provocação. Obama disse que a medida colocaria em risco um negócio em que os EUA iriam enviar ajuda alimentar ao Norte em troca de um congelamento nuclear.

"O mau comportamento não será recompensado", disse Obama em uma entrevista coletiva conjunta com Lee. "Houve um padrão, acho que, por décadas em que a Coreia do Norte pensou se eles tivessem agido provocativa, então de alguma forma eles seriam subornados para cessar e desistir agindo de forma provocativa."

No domingo, Obama fez uma visita simbólica ao tempo, a fronteira fortemente armada dividindo as duas Coreias, seis décadas após a Guerra da Coréia terminou com um cessar-fogo que deixa a península tecnicamente em guerra.

Preparativos de lançamento da Coreia do Norte são esperados para dominar as discussões de alto nível de segunda linha em uma cúpula internacional de segurança nuclear em Seul conjunto para segunda-feira e terça-feira que Obama e outros líderes mundiais estão presentes. Os preparativos para o lançamento vir como os norte-coreanos e novo líder Kim Jong Un marca 100 dias desde a morte do pai de Kim, Kim Jong Il.

No noroeste da Coreia do Norte, o corpo principal de um foguete de longo alcance foi transportado para um edifício na vila de Tongchang-ri no Norte Phyongan província, sul-coreano do Ministério da Defesa e Estado-Maior Conjunto dos funcionários, agentes, disse neste domingo, falando sob condição de anonimato consonância com as regras de departamento. Os funcionários não forneceu mais detalhes e citou o sul-coreano e militares dos Estados Unidos para a informação.

O local de lançamento Tongchang-ri é cerca de 35 milhas (50 quilômetros) da cidade fronteiriça chinesa de Dandong, através do rio Yalu da Coréia do Norte. Analistas descrevê-lo é um site novo e mais sofisticado que permitiria que o Norte de disparar o foguete a partir da costa oeste para evitar enviá-lo sobre outros países.

Coreia do Norte diz que está planejando lançar um satélite em um esforço científico. O lançamento está programado para, por volta de celebrações do 100 º aniversário do 15 de Abril de nascimento do falecido Presidente da Coreia do Norte Kim Il Sung, que era o pai de Kim Jong Il e seu avô o líder atual.

No entanto, Lee disse que o lançamento viola "um acordo EUA-Coréia do Norte e é um ato de provocação que representa uma ameaça para a paz ea segurança internacionais."

Segundo o acordo estabelecido no mês passado entre Washington e Pyongyang, considerada um avanço na época, os Estados Unidos iriam enviar ajuda alimentar para o empobrecido Norte em troca de uma moratória sobre mísseis e testes nucleares.

Washington diz que lançamentos de foguetes da Coreia do Norte são destinadas a testar os sistemas de entrega de mísseis de longo alcance que espera montar com armas nucleares que poderiam direcionar o Alasca e além.

"O presidente Obama e eu concordei em continuar a reforçar a Coréia-EUA postura de defesa combinada e severamente lidar com qualquer provocação e ameaça pela Coreia do Norte", Lee disse.

Japão se prepara para instalar mísseis interceptores terrestres e marítimas e está planejando emitir uma ordem às tropas para derrubar o foguete se for considerado uma ameaça ou viola o espaço aéreo japonês.

Os norte-coreanos, por sua vez, pagou seus respeitos a Kim Jong Il, com dezenas de milhares de coleta na praça central de Pyongyang.

Kim Jong Un presidiu uma cerimônia fúnebre e salva de em Pyongyang, os norte-coreanos em todo o país observou um minuto de silêncio ao meio-dia em memória de Kim Jong Il. Cidadãos e soldados se alinharam em fileiras, abaixar a cabeça diante de um grande retrato de Kim Jong Il ladeado por coroas de flores brancas.

O Conselho de Segurança condenou o lançamento norte-coreano de longo alcance último foguete em 2009. Pyongyang respondeu, abandonando negociações de seis nações de desarmamento nuclear e, semanas mais tarde, a realização de um teste nuclear, o seu segundo.

Também neste domingo, o presidente sul-coreano e Nova Zelândia o primeiro-ministro John Key exortou a Coréia do Norte para cancelar seu lançamento planejado, chamando-o de uma séria ameaça à paz regional, segundo o gabinete de Lee.

A cúpula nuclear acompanha um realizado há dois anos em Washington, e destina-se a encontrar formas de manter armas e materiais nucleares de ficar nas mãos de terroristas.

Associated Press escritor Pak Won Il em Pyongyang, Coréia do Norte, e Mari Yamaguchi em Tokyo contribuiu a este relatório.

Direitos Autorais 2012 Associated Press. Todos os direitos reservados. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído.

Fonte: http://www.msnbc.msn.com/ - Tradução Google


Bagdá fortemente protegida para possível ataque da Síria ou da Al Qeda durante cúpula árabe 

100.000 soldados destacados para garantir a Zona Verde de Bagdá

A cúpula árabe de três dias , a primeira a ser realizada em Bagdá, em mais de duas décadas, abrirá terça-feira 27 de março depois de Arábia Saudita e os Emirados do Golfo terem obtido uma promessa do premiê xiita do Iraque Nouri al-Maliki não convidar o Irã e receber apenas um funcionário de baixo escalão sírio. Embora o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, foi convidado para cúpulas anteriores, Maliki se curvou a essas condições porque ele precisava muito a aumentar a credibilidade do Iraque no mundo árabe e demonstrar a sua recuperação a partir de anos de violência.

E assim, o Irã estará ausente e Síria representado por sua política externa pelo Ministro Walid Moallem - não por é o presidente, Bashar Assad.

Governantes do Golfo também insistiram em uma delegação de baixo perfil palestino. Os líderes palestinos estão em situação de baixa na maioria das capitais árabes do Golfo nos dias de hoje.

O Egito está a enviar uma delegação de baixa patente, porque seu governante em exercício, o poderoso Marechal de Campo Mohammed Tantawi, é incapaz de sair do Cairo nas próximas semanas tensas que antecedem a eleição pós-Mubarak na primeira presidencial em junho, e devido ao estado geral de inquietação interna.

Dois dias antes da abertura cúpula, Bagdá e seus arredores estão sob forte bloqueio e sob um esquema de segurança para afastar as ameaças terroristas: Cerca de 100.000 militares de seguranças extras foram destacados para postos e centenas de homens, juntamente com equipes da SWAT. Guerra de que cidadãos de Bagdá cansados reclamam dos engarrafamentos enormes e outras interrupções.

Grande segurança e equipes militares armadas com equipamentos anti-terrorista eletrônicos avançados também voou na frente dos governantes árabes.

Ao mesmo tempo, fontes ocidentais familiarizadas com as condições no Iraque são céticos sobre estas medidas de segurança como cobertor estando a prova 100 % contra as diversas organizações terroristas ativas no Iraque, especialmente a filial local da al Qaeda. Suas tocas nunca estiveram tão perto de tal reunião importante de rodas proeminentes árabes em um só lugar.

Mesmo um pequeno ataque em sua vizinhança geral dará a qualquer grupo terrorista exposição de propaganda sem precedentes e é, portanto, uma oportunidade a não se perder. Pode ajudar que a Al Qaeda receba a maior parte de seu financiamento de facções iraquianas sunitas apoiadas pela Arábia Saudita e outros países emirados do Golfo. Eles poderiam muito bem ter bifurcado para fora dos bônus extras como incentivos para a Al Qaeda para manter a paz para os três dias da cimeira, embora o labirinto de grupos violentos em Bagdá é tal que ninguém pode ter certeza de controlá-los.

A Realização do evento na fortificada Zona Verde de Bagdá, sede do governo e embaixadas estrangeiras, não é garantia de segurança. Mesmo este enclave fechado é freqüentemente vítima de disparos de morteiro e foguetes.

Especialistas em segurança ocidentais também apontam que o presidente sírio, Bashar al Assad tem uma cartada com a maioria dos governantes árabes, que denunciam a sua brutalidade, especialmente aqueles a apoiar os rebeldes anti-regime com armas e dinheiro.

Apenas três meses atrás, o primeiro-ministro al-Maliki acusou Assad de enviar terroristas para Bagdá para explodir explosivos embalados em carros e edifícios do governo iraquiano a shell e as embaixadas estrangeiras.

Especialistas em inteligência iraquianos estão convencidos de que o ataque pesado de foguete na embaixada turca em Bagdá, 18 de janeiro, foi realizada como mensagem de aviso de Damasco para Ancara para parar de se intrometer na crise síria.



Israel em alerta máximo! Irã envia milhares de ativistas pró palestina via Síria para marcha a Jerusalém 

Unidade de fronteira da IDF em alerta no Golan

Tradução: Bússola escolar e adaptação Daniel-UND

Israel aumentou suas unidades militares na fronteira síria e libanesa com vôos especiais que transportam milhares de ativistas pró-palestinos de Teerã pousando em Damasco nesta terca-feira, 27 de março para a Marcha Global internacional de março à Jerusalém nesta sexta-feira 30 março. Antes de decolar, eles foram divididos em pequenos grupos e tutelados por iranianos das Brigadas Al Qods por oficiais em táticas para violar as barreiras fronteiriças israelenses, rompendo e desafiando as forças militares israelitas que defendem a fronteira.

Na chegada em Damasco, um grupo de ativistas já foi enviado por ônibus especial para o Líbano, onde os agentes do Hezbollah estavam para levá-los para as aldeias próximas da fronteira israelense, a segunda é atribuída a enfrentar linhas israelenses no Golã.

Esses ativistas anti-Israel de vários países estão sendo plantados em pontos estratégicos para levar a cabo o plano elaborado juntos por Irã, Síria e Hezbollah para cruzar duas fronteiras de Israel no norte, em solidariedade com o Dia da Terra anual árabe-israelense na próxima sexta-feira.

Relatórios anteriores de Damasco dizem que os manifestantes iriam manter o setor de Quneitra do Golan e o Beaufort do Líbano que foram feitos para colocar o comando israelense fora de seu foco, disfarçando o alcance real de seus planos e seus objetivos: um ataque em massa sobre as fronteiras israelenses. Elas são programadas para coincidir com os focos da Autoridade Palestina que está se preparando para distúrbios em Jerusalém e na Cisjordânia e de árabe-israelenses dentro de Israel - tudo no mesmo dia, como relatado anteriormente por DEBKAfile terça-feira.

Os extremistas palestinos da Faixa de Gaza certamente não vai ficar indiferentes.



Tensão no Extremo Oriente: Coreia do Norte se recusa a cancelar lançamento de mísseis 

3 de abril, 2012 

O enviado nuclear da Coreia do Norte diz que Pyongyang vai ainda proceder com o lançamento programado do foguete neste mês, apesar de longas reuniões com autoridades norte-americanas na Alemanha nesta semana. 

Ri chegou à capital chinesa, vindo terça-feira da Alemanha, quando as tensões internacionais aumentam perante o lançamento planejado. 

Pyongyang diz que o lançamento tem como objetivo colocar um satélite meteorológico em órbita, mas os EUA, Coreia do Sul e outras nações acreditam que o Norte vai sim testar um míssil de longo alcance. Ri Gun diz que os dois lados tinham uma "natural, em profundidade" discussão, mas diz que o Norte ainda tem o direito de realizar o lançamento. 

"Vamos exercer nossos direitos universais.'' Eu lhes disse para não olhar para o lançamento do satélite para o desenvolvimento do espaço a partir de um espectro de confronto e aconselhou outros países a tomarem uma posição objetiva e justa para compreender o objetivo pacífico do nosso satélite artificial.'' 

Pyongyang diz que vai lançar o satélite para marcar o próximo aniversário de 100 anos do fundador norte-coreano Kim Il Sung.

Fonte: VOA-Voz da América 


3 Abr 2012 

Rússia mobiliza navio de guerra frente aos exercícios militares conjuntos dos EUA-Israel e Grécia no Mediterrâneo 

Na Síria

Nem 24 horas após o ministro russo do Exterior Sergey Lavrov advertir que um ataque preventivo (pelos EUA e / ou Israel) violaria o direito internacional, Moscou pôs seu músculo em sua advertência: Terça, 3 de abril, o navio de guerra russo de mísseis guiados destruidor Smetliviy chegou ao porto sírio de Tartus saído de sua base do Mar Negro para um exercício naval. O grupo de suporte do navio está em forma.

Fontes militares DEBKAfile informam que a frota russa carregava uma tríplice mensagem para Washington:

1. A estratégia russo-iraniana de sustentar o regime de Assad que leva o governante sírio para perto da vitória sobre seus inimigos, continuará: Diplomacia será impulsionada pelo ímpeto militar.

2. Rússia está fornecendo ao regime de Assad sistemas de defesa capazes de repelir a intervenção militar estrangeira.

3. Fincando o navio de guerra Smetliviy à Síria ilustra a nova política de Moscou de reação rápida: a Rússia está a lançar um exercício naval no Mediterrâneo oriental para coincidir com o "Noble Dina" manobras aéreas e navais d os EUA, Israel e Grécia que estão a realizar através de uma vasta extensão de mar entre Creta e as bases israelenses em Haifa e Ashdod.

Navios de guerra israelenses e jatos da força aérea podem, portanto, encontrar-se não apenas ao lado operacional naval dos EUA e suas aeronaves, mas de repente confrontado por um dos maiores destruidores da frota russa (OTAN-codificado ASW-submarino), cujos pavimentos são a base de lançamento anti-ar, anti-navio e mísseis anti-submarino.

O grupo Smetliviy de suporte, que se acredita ser um navio de abastecimento e um submarino, atravessou o Bósforo no sábado, 31 de março em seu caminho para Tartus.

Segunda-feira, 2 de abril, DEBKAfile relatou: Rússia e Irã se preparando para enfrentar ação dos EUA / Israel contra o Irã. Manobra naval liderada pelos EUA no Mediterrâneo.

4 Abr 2012

Rumores de Guerra: Israel se prepara para a guerra e distribui máscaras de gás

03.04.2012 - Com os crescentes rumores de guerra, Israel prevê a necessidade de suprir todos os seus moradores com máscaras de gás. O Comando da Retaguarda do Exército está oferecendo os chamados “kits de proteção atômico-biológico-químico”, que poderão salvar vidas em meio ao conflito.

Uma convocação foi enviada pelo correio para mais de 7,5 milhões de israelenses, pedindo que os habitantes dirijam-se a um centro de distribuição, onde poderão retirar o equipamento gratuitamente.

O governo diz que mais de 4 milhões já retiraram o kit. Na verdade, trata-se da terceira vez que Israel distribui essas máscaras. A primeira vez foi em 1990, na véspera da Guerra do Golfo. A segunda ocasião foi em 2003, antes da invasão do Iraque pelos Estados Unidos.

Nos últimos meses foram gastos milhões de dólares enquanto cresce o temor que haja uma guerra declara contra o Irã ou os palestinos do Hamas, que controlam a Faixa de Gaza.

Mesmo com intervenção internacional, o desejo de Israel em destruir as “instalações nucleares iranianas” geraria um contra-ataque imediato. No final do mês passado, foram instaladas baterias antimísseis nos arredores da capital Tel-Aviv. As duas fábricas de Israel que fabricam os kits de proteção dizem estar operando na capacidade máxima para suprir a demanda.

O presidente da Subcomissão para a Prontidão Doméstica, Zeev Bielski, afirmou que o “Ministério da Fazenda deve liberar mais recursos, pois aproximadamente 40% da população ainda não têm máscaras de gás”.

O que chamou atenção da comunidade mundial foi o fato de os diplomatas estrangeiros que vivem em Israel terem recebido do Ministério das Relações Exteriores o kit para os funcionários das embaixadas e seus familiares. Além disso, receberam uma lista com os endereços de abrigos antiaéreos públicos espalhados pelo país.

Os funcionários diplomáticos dizem estar particularmente preocupados com a possibilidade de uma ofensiva de mísseis sobre o Estado judeu. Isso levaria milhares de cidadãos israelenses com passaportes estrangeiros a procurarem a evacuação do país.

Um diplomata europeu disse que a União Europeia não tem os meios para realizar uma operação de evacuação em massa dentro de um curto espaço de tempo.

Traduzido e adaptado de Israel Hayom e Ynet News e Gospel Prime

4 Abr 2012 


Turquia prepara-se para um conflito armado com Israel, afirma a mídia
 
4.04.2012 

As Forças Aérea e Naval da Turquia iniciaram manobras de envergadura sob o nome de código “Águia da Anatólia”. Telecanais turcos informam que desta vez a Turquia se prepara para todos os enredos eventuais da situação no Oriente Próximo.

Estas manobras são uma reação às grandes manobras conjuntas “Noble Dina”, de Israel, EUA e Grécia, no Mediterrâneo. No decurso das manobras, seus participantes aperfeiçoam ações conjuntas, para liquidar as ameaças do inimigo convencional, nas vizinhanças do litoral turco.

Além disto, a Força Aérea e Naval adestram as operações de proteção às jazidas de gás no Mediterrâneo, contra ataques submarinos. Desta forma, está sendo modelada a rivalidade na zona do eventual conflito relacionado com a exploração duma jazida de gás junto da costa cipriota, jazida essa cobiçada também pela Turquia.

Fonte: Voz da Russia



COMUNIDADE WEB NA LUZ

4 Abr 2012

Irã quer mais tempo para iniciar negociações.

Moscow: Oriente Médio já está em ponto de ebulição

Mohsen Rezaie, a voz de seu mestre

Porta-vozes iranianos já estão manobrando para um adiamento das negociações nucleares com as potências mundiais que acontecerá entre 13-14 abril em Istambul, relatam fontes iranianas ao DEBKAfile . Teme-se em Washington e Jerusalém, que Teerã está trabalhando para dois objetivos: Para que o local seja removido a partir de Istambul e de comprar mais um par de meses antes de a crise diplomática, considerando que os EUA e Israel estão tratando as negociações de Abril como a última chance para diplomacia para reverter a busca do Irã por uma arma nuclear. A prorrogação de prazo, portanto, atrasaria qualquer opção militar que Israel ou possivelmente a América iria optar por exercer.

Os iranianos querem que o local se mude para Moscou, Viena ou Genebra, uma mudança e oposição de Washington porque estaria a consumir vários meses antes de as negociações começarem. Teerã também está a sinalizar através de Moscou que não está preparado para o diálogo diplomático para tomar lugar sob a ameaça militar ou sanções econômicas.

Enquanto isso o primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu evitou mencionar as opções militares na apresentação de registro de seu governo de três anos na terça-feira 3 de abril - ignorando os três movimentos militares em larga escala em andamento pelos EUA, Rússia, Turquia, Síria, Grécia - e do próprio Israel, Moscou está falando de uma conflagração militar iminente, como resultado dos EUA e a contínua escalada militar de Israel no Golfo Pérsico.

O Vice- ministro russo dos Negócios Estrangeiros Sergey Ryabkov disse nesta terça-feira, 3 de abril: ". O impasse no Oriente Médio poderá transbordar para uma ação militar a qualquer momento" Referindo-se à aglomeração de forças militares e navais no Golfo Pérsico e Mediterrâneo, ele disse: A panela pode explodir se a válvula diplomática não for aberta. "

Ele não fez menção das programadas negociações nucleares em 13-14 de Abril de . Uma das figuras mais influentes de hoje em Teerã Mohsen Rezaie foi mais explícito: "Dado o fato de que os nossos amigos na Turquia não cumpriram alguns dos nossos acordos, as negociações ... melhor que seja realizada em outro país amigo".

Ele não especificou quais os acordos que Ancara não cumpriu, mas sua rejeição à Istambul como sede para as negociações não fora qualificado.

Fortes críticas do governo Erdogan também vieram de um membro sênior da Comissão de política externa parlamentar e de Segurança nacional do Irã Esmaeel Kosari. Ele disse durante uma visita ao Azerbaijão: "A Turquia serve como mensageiro dos Estados Unidos e de Israel e como mediador. O governo turco vai ser odiado por seus cidadãos, se continuar nesse papel. "

Na cultura política do Irã, nenhum destes homens teria falado sem uma luz verde a partir do escritório do todo-poderoso líder supremo aiatolá Ali Khamenei.

A missçao de Kosari em Baku foi investigar relatos recentes de que o Azerbaijão havia dado permissão de Israel para as suas bases a serem usadas pela Força Aérea israelense em um ataque ao Irã.

Nesta quarta-feira, 4 de abril, as autoridades iraquianas de Bagdá, de repente ofereceram como sede para as próximas negociações mundiais de energia com o Irã.

Os EUA e Israel estão determinados a rejeitar estas ofertas porque dará a Teerã a importante vantagem de um evento chave diplomático ocorrendo em solo pró iraniano .

9 Abr 2012 - 8:25


A Coreia do Norte entenderá como "uma declaração de guerra" a intercepção do satélite que pretende pôr em órbita em meados deste mês, informou nesta sexta-feira a agência sul-coreana Yonhap. Desta forma, o regime comunista responde às intenções de Seul e Tóquio de derrubá-lo se representar uma ameaça a seus territórios.

Em comunicado emitido pela agência estatal norte-coreana KCNA, um porta-voz do Comitê de Reunificação Pacífica da Coreia em Pyongyang afirmou também que a intercepção do satélite implicaria "uma tremenda catástrofe". O regime comunista voltou a ressaltar que "o mundo já conhece" a natureza científica e pacífica do lançamento do satélite, ao tempo que reiterou que a "transparência" do evento está assegurada.
Para rebater as críticas internacionais, que consideram o lançamento um teste balístico encoberto, Pyongyang convidou jornalistas e analistas estrangeiros a assistirem ao evento, que planeja realizar entre os dias 12 e 16 de abril.

A ameaça de Pyongyang acontece depois de Coreia do Sul e Japão terem anunciado seus planos de interceptar o satélite norte-coreano se este desviar-se de sua trajetória prevista. Neste sentido, o Japão determinou na quinta-feira o desdobramento de um sistema de mísseis terra-ar em quatro pontos da província de Okinawa (ilhas ao sul), uma área que deverá ser sobrevoada pelo foguete.

A Coreia do Sul planeja, por sua vez, desdobrar dois destróieres no litoral oeste do país com capacidade para derrubar o satélite e avisou que acompanhará sua trajetória, já que pode supor um grave risco para sua segurança.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/ 

10 Abr 2012 


Obama prepara os EUA para uma nova guerra 

Obs-UND: Um ótimo post que li no blog da grande amiga e leitora Fada do Bosque ( visitem o blog:http://marecinza.blogspot.com.br ) de onde trago esta importante matéria, qual estamos tratando não só no UND, mas em outros sites e blogues, sobre estas estranhas ordens executivas do Obamabacanão.

Leiam este texto, pois sem dúvidas, apesar da mídia nada dizer uma vírgula sobre o assunto, soa muito estranho este acercamento de leis para se prevenir de algo. E não importa-nos a mídia controlada não dizer, nós dizemos e encaramos esta movimentação não só nos EUA, mas em outras partes como algo muito sério ao se prepararem para uma miríade de cenários.

Comentamos a seguir uma notícia muito preocupante que recebeu escassa, para não dizer nula, atenção da imprensa mundial. Segundo revelou Kenneth Schortgen Jr., do jornal digital Examiner.com, o presidente Barack Obama assinou em 16 de Março de 2012 uma nova Ordem Executiva que amplia consideravelmente os poderes presidenciais conferidos pela Ordem Executiva para a Preparação diante de Desastres, emitida por Harry Truman em 1950. Graças a este novo instrumento legal, o presidente Obama está habilitado a assumir o controle absoluto de todos os recursos dos Estados Unidos em tempo de guerra ou emergência nacional. Dependerá dele escolher o momento em que decida fazer uso de tão enormes prerrogativas bem como os alcances específicos da mesma. 

Segundo consta na documentação oficial, a nova ordem para a "Preparação de recursos para a defesa nacional" concede poderes imensos à Casa Branca. Através dele concede-se-lhe a faculdade de controlar e distribuir por decreto a energia, a produção, o transporte, a alimentação e inclusive a água caso a defesa e segurança nacionais estejam em perigo. Cabe notar que esta ordem não limita a sua aplicação a tempos de guerra, pois estende-se também a tempos de paz. Ficam também abrangidos pela mesma o controle sobre empreiteiros e fornecedores, os materiais, os trabalhadores qualificados e o pessoal profissional e técnico. Cada um dos secretários (ministros) do Poder Executivo (Defesa, Energia, Agricultura, Comércio, Trabalho, etc) encarregar-se-ia da execução da ordem. 
Ordens Executivas deste tipo, criadas para preparar ao país perante catástrofes iminentes ou para assegurar a defesa nacional, não são novas na história dos Estados Unidos. Mas em dois casos muito significativos desencadearam uma crise constitucional, pelo facto de que mediante estes dispositivos jurídicos o Executivo passa a dispor de faculdades ditatoriais sobre os cidadãos, cuja implementação fica entregue à discricionariedade do ocupante da Casa Branca. Durante a Guerra Civil, o presidente Abraham Lincoln suspendeu as liberdades de palavra e de imprensa, revogou o habeas corpus e o direito a um julgamento justo sob a Sexta Emenda. Por ocasião da Primeira Guerra Mundial, o Congresso recusou conceder ao presidente Woodrow Wilson poderes novos e mais extensos sobre recursos de diverso tipo para colaborar no esforço da guerra. Wilson, como resposta, emitiu uma Ordem Executiva que lhe permitiu aceder a um controle completo sobre os negócios, a indústria, o transporte, os alimentos, assim como faculdades discricionárias para conceber e implementar políticas económicas. Segundo Schortgen Jr., foi só a seguir à morte destes dois presidentes que os poderes constitucionais foram devolvidos ao povo dos Estados Unidos. 

Na mudança verificada no clima ideológico norte-americano, o avanço do belicismo e a subtil e persistente manipulação da opinião pública em favor da guerra descartam, salvo eventualidades inesperadas, a irrupção de um debate sobre a constitucionalidade, ou oportunidade, da nova Ordem Executiva. 

Contudo, a decisão de surpresa do presidente Obama abre interrogações muito sérias, pois confirma o vigor da escalada belicista instalada em Washington. Segundo se informa no referido artigo do Examiner.com, aquela teria sido precipitada pela certeza de que os planos israelitas para atacar o Irão já teriam entrado numa contagem regressiva que Washington demonstrou ser incapaz de deter. O killer de Jerusalém já não obedece às ordens dos seus patrões e financiadores. Assim, Washington prepara-se, paradoxalmente arrastado por um dos seus peões, para participar de uma guerra que incendiará o Médio Oriente. Por isso Obama decidiu reforçar extraordinariamente os poderes presidenciais e adoptar as medidas para que, quando a conjuntura exigir, toda a maquinaria económica dos Estados Unidos seja posta ao serviço da nova, e mais grave, aventura militar. Não é um dado menor recordar que nem sequer durante a guerra do Vietname as sucessivas administrações norte-americanas apelaram a uma concentração de poderes tão fenomenal. 

Já há bastante tempo que Fidel vem advertindo acerca dos perigos que se aprofundam sobre a paz mundial. Numa "reflexão" escrita poucos dias depois de Obama emitir a nova ordem, "Os caminhos que conduzem ao desastre", o Comandante concluía a sua nota dizendo que "não tenho a menor dúvida de que os Estados Unidos estão a ponto de cometer e conduzir o mundo ao maior erro da sua história". Lamentavelmente, os factos parecem dar-lhe razão, mais uma vez. 


A Nova Ordem Executiva pode ser vista em: 

www.whitehouse.gov/thepressoffice/2012/03/16/executiveordernationaldefenseresourcespreparedness 

10 Abr 2012

Gigante exercício militar aéreo e naval entre EUA e países do Golfo. Uma clara mensagem para o Irã parar de vez. 
Obs-UND:

Negociações chegando tímidas, exercícios militares intensos no Mediterrâneo e no Golfo, simulando uma guerra contra o Irã. Negociações sob os tambores de guerra? 



Tensão aumenta: Exercício conjunto

Aviões da Força Aérea da Arábia Saudita 

Pelo menos 200 caças bombardeiros americanos e árabes do Golfo trovejaram em sobrecarga no domingo, 8 de abril dando início ao maior exercício da força aérea já realizado na região do Golfo. Eles estão simulando uma guerra com o Irã e uma operação de reabertura do estratégico Estreito de Ormuz se ele for fechado por Teerã. Fontes militares informam ao DEBKAfile que 100 dos aviões decolaram do USS Enterprise e USS Abraham Lincoln, que estão cruzando com seus grupos de ataque opostos as costas iranianas. A Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Bahrein com suas forças aéreas contribuiram a outros 100.

Em uma demonstração sem precedentes de solidariedade militar com os EUA, Bahrain, que hospeda o Comando da Quinta Frota e , também foi escolhido pelos membros do Conselho de Cooperação do Golfo - GCC - para a sua sede de exercício unificado a ser localizado na Base Aérea de Shaikh Isa.

A Teerã estava sendo dito que nem o governo Obama nem os governos árabes do Golfo serão intimidados por suas ameaças de retaliação contra bases nos emirados colocadas à disposição de forças estrangeiras para um ataque ao Irã.

No entanto, logo após o exercício começar, o embaixador iraniano no Kuwait Rouhullah Qahremani fez um chamado urgentemente ao Tenente- General-Marechal em Chefe do Estado Maior do Kuwait, Khalid Al-Sabah, com um aviso de que as Forças Aérea e da Marinha iranianas vão atacar as nações do Golfo por participarem nos exercícios, a menos que se retirem disso de uma só vez.

O chefe do exército do Kuwait, em seguida, também avisou o Secretário Geral do GCC para Assuntos Militares o major-general Khalifa Al-Humaid Kaabi, na companhia de vários oficiais de alta patente do Kuwait a estarem atentos . Kuwait e a Arábia Saudita também informam que os americanos os avisaram.

O exercício deve terminar em 15 de abril, um dia após as seis potências mundiais lançar a retomada das negociações nucleares com o Irã em Istambul. No entanto, algumas fontes iranianas já vem insinuando nesta segunda-feira que não viriam para as conversações sob ameaça militar.

Embora os participantes estão mantendo o cenário do exercício sob sigilo, as fontes militares e de inteligência ao DEBKAfile dizem serem capazes de delinear os seus cinco segmentos:

1. Uma operação de prática para forçar a abertura do Estreito de Ormuz caso o Irã tente bloquear o canal através do qual um quinto do petróleo mundial é exportado - seja pela implantação de navios de guerra, escoltando navios velhos, espalhando minas marítimas ou a ação de navios costeiros com mísseis a partir das ilhas iranianas controladas de Abu Musa, Tunb Grande, Tunb Menor e Ilha Sirri. 

A combinação de forças norte-Golfistas está praticando assaltos por ar e navais contra as bases das ilhas iranianas e instalações continentais do Corpo de Guardas Revolucionários "que enfrentariam a partir de Bandar-e-Abbas, Bandar-e-Lengeh e ilha Qeshm. Eles planejam cortar reforços iranianos na rota para Ormuz.2. Eles também visam a evitar uma ação aérea iraniana ou assaltos pelo mar sobre as instalações de petróelo dos Emirados do Golfo Pérsico além de terminais de exportação, com foco principalmente nos campos e instalações petrolíferos da Arábia Saudita, Bahrein e Kuwait .3. Em um exercício simulado onde os ataques aéreos são realizados contra navios de guerra iranianos, incluindo lanchas, para rechaçá-los antes que eles ataquem porta-aviões americanos e navios de guerra ou navios da frota do Golfo.4.

Testando o grau de coordenação aérea e de forças navais entre EUA e forças dos seus homólogos do Golfo Pérsico.

5. O exercício do Golfo é, de fato, o desdobramento do Dina Nobre 12, o jogo de guerra americano-israelense-grego realizado no início deste mês, no Mediterrâneo e Mar Egeu. Esse jogo de guerra praticado por Israel com corridas de caças-bombardeiros de suas bases para a grande instalação americana na ilha de Creta, alimentado em vôo por aviões-tanque americanos e israelenses. A distância entre os dois pontos é aproximadamente equivalente aos 1.200 quilômetros entre Israel e Irã.Em uma resposta furiosa a essa manobra Dina Nobre, o Chefe do Estado-Maior General iraniano Seyed Hassan Firouzabadi, declarou : ". O Irã vai arrasar e destruir o ninho sionista ilegal".

10 Abr 2012 



Tensão aumenta na Síria 

Tensão militar põe em causa acordo de cessar-fogo,a Síria 

Mantém-se a tensão militar, na fronteira entre a Síria e a Turquia, com o registo de trocas de fogo de que resultaram dois mortos sírios e um número indeterminado de feridos.

Uma troca de tiros que ocorreu na manhã desta segunda-feira.

Tudo isto põe em causa a entrada em vigor do acordo de cessar-fogo, prevista para terça-feira.
Segundo as autoridades turcas, foram recolhidos 17 feridos, todos de nacionalidade síria. Dois deles acabaram por morrer.

A mesma fonte admite que, do outro lado da fronteira, também hajam feridos.

O cessar-fogo tinha sido acordado, no início do mês, depois de um encontro entre o enviado das Nações Unidas, Kofi Annam, e o presidente Bashar al-Assad.

Mas o regime recusa a retirada das tropas das cidades, sem garantias do fim da atividade dos grupos rebeldes.

Pelo seu lado, os rebeldes recusam dar garantias a Damasco. Dizem que o seu compromisso é com a comunidade internacional.

Assad quer ainda uma certeza: os governos do Qatar, Arábia Saudita e Turquia devem parar o apoio logístico e financeiro que têm dado aos rebeldes.

A tensão diplomática também está a sofrer uma escalada no plano bilateral, depois de fogo sírio ter abatido dois sírios e um intérprete turco, num campo de refugiados, situado em território da Turquia.

O conflito desta manhã começou com um ataque do exército sírio, aos rebeldes, na aldeia de Sucu. Mas há também notícia de combates nas cidades de Idlib, Homes, onde morreram 51 pessoas, e nos arredores de Damasco.

As próximas horas podem ser decisivas.

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MOVIMENTOS DE GUERRA, PROFECIAS, APOCALIPSE...

10 Abr 2012 - 12:56

Fonte: Voz da Rússia


Israel responderá com um golpe a quem o atacar, declarou hoje o premier israelense Benjamin Netanyahu.


“Devemos combater permanentemente o terrorismo mediante operações militares”, disse Netanyahu. Vemos hoje, no exemplo de Eilat, que a Península de Sinai se transformou em território do terror. Estamos tomando medidas, estamos construíndo uma barreira de segurança que, no entanto, é incapaz de proteger-nos contra os mísseis, por isto encontraremos outra solução. Desfecharemos um golpe aos que nos atacam”.


Dois mísseis não-guiados explodiram na noite passada nas proximidades desta estância balnear israelense, à beira do Mar Vermelho. Segundo uma das versões, eles teriam sido lançados do território da Península de Sinai.

11 Abr 2012 - 8:54






Tensão na fronteira turco-síria:EUA já estudam ação militar limitada contra Assad e Turquia pode se juntar 

Helicópteros e aeronaves turcas reforçam fronteira com a Síria

Em 10 de abril, depois de Damasco ignorar a trégua árabe prevista no plano do enviado da ONU Kofi Annan e há escalada de seus ataques contra a população síria, uma mudança de tom foi detectada na administração Obama.

Washington DEBKAfile relatam fontes que, embora o presidente Barack Obama ainda é vago contra a intervenção militar ampla dos EUA na Síria, os círculos de administração sentem que a América não poderá mais ficar distante do que está acontecendo por lá. Eles estão pensando em termos em uma ação militar limitada para mostrar a Bashar Assad e a os chefes políticos e militares de seu regime que os primeiros americanos vão passar as linhas vermelhas contra sua repressão brutal. Um plano em discussão é por um ataque aéreo dos EUA contra alvos militares e ou do regime de Assad o que seria suficiente para quebrar o moral em Damasco e demonstrar a suas tropas leais e a oposição síria que o governante sírio está longe de ser infalível.

Esta lição pode encurralar Assad em conformidade com o plano de paz de Annan de seis pontos, especialmente o cessar-fogo e retirada das tropas blindadas de cidades sírias, que foi recusada terça-feira.

O pretexto do ministro das Relações Exteriores da Síria Walid Moallem oferecer ao ministro russo do Exterior Sergey Lavrov para desdenhar o prazo, relatam nossas fontes de Moscou, era que quando os soldados são puxados para fora das cidades, as forças rebeldes se movem nas áreas evacuadas; a revolta anti-Assad estaria a se incendiar novamente com força total em toda a Síria.

Moallem apelou para o sua posição para convencer os americanos a continuar a abster-se de uma ação militar na Síria e defender a necessidade de unidades sírias a permanecer nas principais cidades, até mesmo contra uma queixa apresentada por Annan ao Conselho de Segurança da ONU acusando Damasco de violar um plano acordado.

Em consideração a esta folga lateral, em Moscou, Annan foi cauteloso em seus comentários a repórteres sobre sua visita a um campo de refugiados da Síria, no sul da Turquia, dizendo que era muito cedo para declarar que o seu plano falhou. Ele explicou que se o regime sírio não tivesse problema com uma única de suas seis propostas que a situação poderia melhorar quando observadores da ONU estejam in loco. Annan ofereceu a Assad mais dois dias até quinta-feira, 12 de abril para implementar o cessar-fogo acordado.

Falando a repórteres em Moscou ao lado Moallem, Lavrov propõe que os observadores da ONU movam para a Síria sem demora. A equipe poderia ser inscrita, principalmente, da UNDOF ( Forças de Observadores da Organização das Nações Unidas ) que servem na fronteira com o Golan sírio-israelense. O ministro sírio não está a favor deste plano.

Terça-feira, o Conselho de Segurança apelou a Bashar Assad para cumprir o prazo de quinta-feira para uma trégua.A secretária de Estado Hillary Clinton dos EUA anunciou que o conselho se reunirá quinta-feira para ouvir o relatório de Annan.

Ela falou após consulta com Lavrov.

A proposta de Lavrov seria reimplantar o órgão principal da ONU de força no Golan que mantém um escritório de ligação em Damasco, em posições para fazer cumprir a trégua entre as forças sírias e rebeldes nas principais cidades da Síria em apuros, de preferência já em 12 de abril. A força da ONU de 1.000 soldados tem dois batalhões, um austríaco e um filipino e uma unidade croata pequena.

Nossas fontes de inteligência afirmam que a objeção de Assad para o plano, é porque equivaleria a internacionalização da guerra civil que grassa na Síria e pavimenta o caminho para os rebeldes e os manifestantes contra o seu regime para ganhar a proteção da ONU.

Convencidos de que o governante sírio nunca se permitiria ser forçado para aceitar a intervenção da ONU, os americanos continuam a manter a intervenção militar limitada na mesa.
Eles vão deixar ferver a situação até as conversações entre as seis potencias nucleares com o Irã e a partir de sábado, 14 de abril em Istambul estão no bom caminho, para não dar pretextos a Teerã para endurecer a sua posição de barganha ou retirar-se das negociações.

Turquia também está se movendo mais perto do que nunca para uma ação militar real, não apenas vai ficar nas palavras vazias. Aviões turcos voae m helicópteros de assalto estiveram esta terça-feira sobre a fronteira com a Síria. Eles estavam lá para avisar Damasco que se os soldados sírios novamente dispararem através da fronteira em campos de refugiados da Síria na Turquia como fizeram na segunda-feira 9 de abril, eles seriam hostilizados pelos helicópteros turcos.

Fontes de Ancara lembraram a mídia local e árabe da existência do pacto de defesa mútua de cooperação conhecido como o "acordo de Adana" que a Turquia e a Síria concluíram em 1998.

O artigo 1 º diz que "a Síria, com base no princípio da reciprocidade, não permitirá qualquer atividade que emana de seu território destinado a pôr em risco a segurança e a estabilidade da Turquia".

Nos termos deste artigo, Ankara sente que uma intervenção militar turca na Síria é legítima. Este lembrete foi oferecido a mídia, e as nossas fontes militares confirmam, fornecer a fundamentação legal para um movimento militar turco em potencial em toda a sua fronteira com a Síria.

18 Abr 2012 - 8:48



Força Aérea de Israel pronta para atacar o Irã: "Momento da verdade está próximo" 
Israel demonstrou mais uma vez a sua disponibilidade para lançar um ataque maciço contra instalações nucleares iranianas. A Força Aérea de Israel está preparada e pronta para atacar assim que a ordem for dada, informou uma emissora de TV israelense.

Um repórter da emissora de TV de Israel Canal 10 passou várias semanas entrevistando pilotos e outros militares em uma base aérea israelense. Milhares de pilotos acreditam numa campanha aérea de Israel em grande escala. A maioria dos entrevistados falou abertamente sobre "as preparações:"

"Dezenas de aviões" estão sendo preparados para realizar um ataque contra instalações nucleares iranianas, disse o jornalista Alon Ben-David. Isso inclui os jatos F-15 de combate, aviões de escolta e navios-tanque para reabastecer o esquadrão rumo ao seu alvo.


Aviões não tripulados também devem desempenhar um papel na futura operação.

Quando a ordem for dada, o ataque será "curto e profissional", dizem os pilotos.

O ex-chefe do Mossad, Meir Dagan, advertiu anteriormente que, apesar de IAF ter a capacidade de desferir um golpe esmagador sobre as instalações nucleares iranianas e acabar com anos de pesquisa, um ataque deste tipo teria repercussões graves. Ele disse que uma tal operação provocaria uma guerra em Gaza - e que, em retaliação, o Irã poderia lançar centenas de mísseis contra Israel.

Um grande problema da IAF terão de enfrentar são os sistemas anti-aéreos avançados de fabricação russa implantados em muitos países da região, incluindo Irã e Síria. 

Israel acredita que um Irã nuclear equipada representaria uma ameaça existencial para ele. 

Como resultado, Israel tem repetidamente reiterado as suas ameaças para lidar com a questão militar.

O ministro da Defesa Ehud Barak chegou a falar de um prazo de três meses para o Irã desistir de suas ambições nucleares, que termina em meados do verão.

O Irã insiste que seu programa nuclear é totalmente civil, e qualquer urânio enriquecido que produz é para fins médicos e de pesquisa. A República Islâmica declara que está pronto a fazer concessões sobre seu programa nuclear se o Ocidente tomar "medidas de confiança". 

"Estamos prontos para resolver todas as questões rapidamente e simplesmente," disse o ministro das Relações Exteriores iraniano Ali Akbar Salehi disse em uma entrevista com a agência de notícias ISNA iraniano.

"Isso pode acelerar o processo de negociações, chegando a resultados", Salehi disse, "se houver boa vontade." O Irã está em quatro conjuntos de sanções da ONU sobre seu programa nuclear. 

As negociações nucleares entre Irã e seis potências mundiais foram retomadas em 14 de abril. A última reunião na Turquia foi descrito como geralmente bem sucedida pela maioria dos participantes, e a próxima rodada está prevista para 23 de maio em Bagdá. Muitos consideram essas negociações como a última chance para uma solução pacífica.

18 Abr 2012

Fonte: Russia Today - Tradução : A notícia 


Claro que estamos vendo muitas ameaças de todas as partes, e em todos os lugares, mas até hoje (ainda bem) param por ai.

19 Abr 2012

A Coreia do Norte disse que está pronta para retaliar a condenação internacional sobre o seu lançamento de um foguete que falhou, aumentando a probabilidade do país avançar com um terceiro teste nuclear. Pyongyang também abandonou um acordo que permitia a entrada de inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica no país. Isso depois de uma decisão dos EUA de quebrar um acordo no início deste ano para fornecer ao estado pobre ajuda alimentar. Washington diz que o lançamento na semana passada foi um teste de míssil disfarçado. 

Muitos analistas esperam que, com seu terceiro teste nuclear, a Coreia do Norte pela primeira vez vai experimentar um dispositivo explosivo usando o urânio altamente enriquecido. 

"Se o país realizar um teste nuclear, será de urânio em vez de plutônio, porque a Coréia do Norte tem interesse em usar o teste como um grande anúncio global para mostrar seus novos e maiores capacidades nucleares", disse Baek Seung-joo do Instituto para Análise de Defesa. 

Especialistas em Defesa dizem que com sucesso do enriquecimento de urânio para fabricar bombas do tipo lançado em Hiroshima há quase 70 anos atrás, a Coréia do Norte será capaz de construir um significativo estoque de armas nucleares. Também permitiria mais facilmente o país fabricar uma ogiva nuclear para ser colocado em um míssil de longo alcance. 


Fonte: ianoticia



Israel volta a dizer que operação militar contra Irã está entre as opções 

20 Abr 2012

Yigal Palmor

O porta-voz do governo israelense disse que operação militar contra o Irã estava entre as opções de Israel, falando com AA correspondente em Jerusalém.

Quando lembro de uma declaração ministro da Defesa israelense Ehud Barak, que disse que seu país nunca prometeu aos Estados Unidos que não iria realizar um atacar o Irã, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita, Yigal Palmor, disse que a operação militar contra o Irã está entre as opções de Israel, mas não havia nenhuma decisão sobre o assunto agora, e não havia qualquer plano de atacar o Irã. ""No entanto é tudo o que está entre as nossas opções. Isso é o que Barak disse," ele disse.

Quanto as negociações nucleares entre o P5 +1 países e Irã, realizada em Istambul, Palmor disse que Israel não estava muito esperançoso sobre as negociações, mas nós vamos acompanhar a evolução.

Na Turquia, Palmor disse que o Irã era uma ameaça, afirmando que eles eram a favor de uma atitude dura contra o Irã pela Turquia.

Em relação à carta do presidente palestino, Mahmoud Abbas que exige que Israel congele a construção de assentamentos judaicos na Cisjordânia para a retomada das negociações de paz, Palmor disse que uma resposta oficial seria feita para Abbas. Israel não aceita qualquer pré-condição para as negociações de paz, disse ele.

Respondendo a uma pergunta sobre a greve de fome por 1.200 palestinos em prisões em Israel, Palmor disse que era muito difícil entendê-los, afirmando que todos os prisioneiros tinham o direito de ver seus parentes .

20 Abr 2012 


Coreia do Norte exige de Seul, perdão por insultos 

A Coreia do Norte exigiu hoje que a Coreia do Sul peça desculpas pelo que chamou de "insultos" durante as festividades de aniversário do país ou enfrente uma "guerra santa". No domingo, o Norte realizou celebrações em massa para marcar o 100º aniversário do "Dia do Sol", o dia do nascimento do falecido presidente e fundador do país, Kim Il Sung.

O polêmico lançamento de um foguete, na última sexta-feira, era para ter sido o ápice das festividades, mas o projétil - suspeito de ser um teste nuclear disfarçado - explodiu cerca de dois minutos após ser lançado.

"O regime fantoche de traidores deve pedir desculpas imediatamente pelo seu grave crime de manchar as nossas festividades do Dia do Sol", disseram, em uma declaração conjunta, o governo, o partido e vários grupos sociais norte-coreanos, no site da agência oficial de notícias.
Caso contrário, segue a nota, o povo e os militares norte-coreanos "irão liberar sua raiva vulcânica e organizar uma guerra santa de retaliação para acabar com os traidores nesta Terra".

A declaração rebateu os comentários do presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, e da mídia conservadora. Lee disse que o lançamento do malogrado foguete custou cerca de US$ 850 milhões, que poderiam ter sido utilizados pela faminta Coreia do Norte para comprar 2,5 milhões de toneladas de milho.

"O traidor Lee Myung-bak assumiu a liderança dos vitupérios durante as festividades", continuou o comunicado norte-coreano. 

DOW JONES - Agência Estado








Chefe do Pentágono: Estamos a uma polegada de uma guerra todos os dias 

20 Abr 2012

Os Secretários norte americanos- Hillary Clinton do Dep.Estado e Leon Panetta da Defesa

O secretário de Defesa Leon Panetta fez uma avaliação contundente das ameaças enfrentadas pelos Estados Unidos nesta quarta-feira, dizendo que o potencial para uma outra guerra surgir permanece alta em lugares como a Coréia do Norte. 

"Estamos dentro de uma polegada de guerra quase todos os dias em qualquer parte do mundo", Panetta disse em uma entrevista a Wolf Blitzer, da CNN, em resposta a uma pergunta sobre as ameaças na Península Coreana. "E nós apenas temos que ter muito cuidado com o que dizemos e o que fazemos." 

Blitzer, então, pediu a Panetta, que se juntou com Hillary Clinton a secretária de Estado para uma entrevista durante a reunião dos secretários da OTAN em Bruxelas, se a ameaça norte-coreana mantem-se em curso."Infelizmente, hoje em dia há muitos temores que me mantém acordado", respondeu Panetta, listando Irã, Síria, no Oriente Médio, ciber-guerra e as armas de destruição em massa e outros indutores que causam insônia.

Panetta respondeu às acusações do candidato presidencial republicano Mitt Romney, que a "incompetência" da administração Obama levou a Coréia do Norte a lançar seu míssil de longo alcance que falhou na semana passada. 

"Eu acho que está bem claro que esta administração tomou uma posição firme em relação ao comportamento provocador da Coreia do Norte ," disse Panetta."Nós fizemos claro que não deve-se fazê-lo, e condenamos a ação, mesmo que não foi bem sucedida." 

Panetta não diria que ação o governo Obama iria assumir se a Coréia do Norte realizar seu terceiro teste nuclear, como é suspeito.Seria "outra provocação", disse o secretário de Defesa e disse, vai "piorar" o relacionamento norte-americano e a Coréia do Norte .
Síria 

” Sobre a violência na Síria, Clinton disse que o regime do presidente Bashar al-Assad está "correndo contra o tempo." 

"Eu não acho que estamos no meio desta história ainda", disse ela. "Nós vamos ver um monte de coisas acontecer ao longo das próximas semanas, e ele realmente nos leva até o regime de Assad. Eles são os únicos que mantêm o poder para acabar com a violência. " 

Clinton disse que a administração Obama estava esperando para ver se Assad estava ou não implementando o plano de paz da ONU e Liga Árabe do enviado da ONU Kofi Annan e defender um cessar-fogo, que parece ser vacilante. 

Panetta disse que a administração Obama não está a se envolver militarmente na Síria, a menos que a comunidade internacional apoia o envolvimento, que é o que aconteceu na Líbia.

Na Síria, no entanto, a Rússia e a China continuam contra o Conselho de Segurança das Nações Unidas a tomar medidas mais fortes do que o plano de paz.
A Rússia empreendeu o mundo com intensos preparativos durante os últimos meses para um possível ataque militar por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irã. 

2 Maio 2012

De acordo com relatórios recentes, o Estado-Maior General russo espera uma guerra contra o Irã neste verão, com enormes repercussões não só para o Oriente Médio, mas também o Cáucaso.

As tropas russas no Cáucaso foram tecnicamente atualizados, e uma divisão de mísseis situado no Mar Cáspio foi colocado em prontidão. Os cruzadores de mísseis da frota do Cáspio são agora ancorado na costa do Daguestão.

A única base militar russa no Cáucaso do Sul, localizado na Armênia, também está em alerta para uma intervenção militar. No Outono passado, a Rússia enviou seu porta-aviões Kuznetsov a Tartous porto sírio após a escalada do conflito na Síria.Especialistas acreditam que a Rússia apoiaria Teerã, em caso de guerra, pelo menos em um nível técnico-militar.

Em um comentário em abril, o general Leonid Ivashov, presidente da Academia de Ciências geopolítica, escreveu que "uma guerra contra o Irã seria uma guerra contra a Rússia", e ele pediu uma "aliança político-diplomático" com a China e a Índia. Operações estavam sendo realizadas em todo o Oriente Médio, a fim de desestabilizar a região e proceder contra a China, Rússia e Europa. 

A guerra contra o Irã, Ivashov escreveu, irá "acabar em nossas fronteiras, desestabilizar a situação no Cáucaso do Norte e enfraquecer nossa posição na região do Mar Cáspio."

Uma preocupação central para Moscou são as conseqüências para o Sul do Cáucaso em caso de uma guerra contra o Irã. A Armênia é o único aliado do Kremlin na região e tem relações econômicas estreitas com o Irã, enquanto a vizinha Geórgia e o Azerbaijão manter laços militares e econômicos com os Estados Unidos e Israel.

Os temores do Kremlin, acima de tudo que o Azerbaijão poderia participar de uma aliança militar ao lado de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã. Azerbaijão faz fronteira com o Irã, Rússia, Arménia e do Mar Cáspio e, desde meados de 1990 tem sido um importante aliado militar e econômica dos EUA no Cáucaso do Sul, que albergam várias bases militares americanas.

As relações entre Irã e Azerbaijão são já muito tensa. Teerã acusou repetidamente Baku de participar de ataques terroristas e atos de sabotagem, mais provavelmente, em colaboração com as agências de inteligência israelenses e americanos. Nos últimos anos, o Azerbaijão dobrou seus gastos militares e em fevereiro concluiu o negócio de armas com Israel no valor de EUA $ 1,6 bilhão, envolvendo o fornecimento de aviões e sistemas de mísseis de defesa.

Citando fontes de alto nível na administração Obama, Mark Perry disse à revista American Foreign Policy no final de março que havia permitido que Israel Baku acesso a várias bases aéreas na fronteira ao norte do Irã, que poderia ser usado para um ataque aéreo em Teerã. ” 

A revista cita um alto funcionário do governo dizendo: "Os israelenses têm comprado um aeroporto e este aeroporto é o Azerbaijão." Perry advertiu: "Os estrategistas militares precisam agora levar em conta um cenário de guerra, que inclui não só o Golfo Pérsico, mas também o Cáucaso . "

O governo Baku imediatamente negou a reportagem , mas o editor do jornal do Azerbaijão Neue Zeit, Shakir Gablikogly, advertiu que o Azerbaijão poderia ser arrastado para uma guerra contra o Irã.

Mesmo que o Azerbaijão não deve provar ser o ponto de partida para um ataque israelense ao Irã, há o perigo de que a guerra vai levar a uma escalada militar de outros conflitos territoriais, como a disputa entre a Armênia eo Azerbaijão sobre o Nagorno-Karabakh. A região tem sido independente desde o fim da guerra civil em 1994, mas o governo em Baku, os EUA e o Conselho Europeu insistem que seja considerado como parte do Azerbaijão. Não têm sido repetidos conflitos de fronteira entre a Armênia eo Azerbaijão, nos últimos dois anos, e os comentaristas advertiram que a disputa poderia se transformar em uma guerra envolvendo Rússia, Estados Unidos e Irã.

Em uma recente entrevista com Komsomolskaya Pravda da Rússia, Mikhail Barabanov especialista em assuntos militares dissera que os conflitos na região pós-soviética poderiam levar a uma intervenção militar na Rússia. Qualquer intervenção na região, os EUA ou o poder da OTAN ou outro traria consigo "o risco inevitável do uso de armas nucleares." A Rússia tem o maior arsenal nuclear segundo no mundo após os EUA.

Devido à sua importância geo-estratégica, a Eurásia se tornou o epicentro de rivalidades econômicas e políticas e conflitos militares entre os EUA ea Rússia após o colapso da União Soviética. Azerbaijão, Geórgia e Armênia formam uma ponte rica em recursos da Ásia Central e do Mar Cáspio por um lado, ea Europa eo Mar Negro, do outro.

Os EUA tentou ganhar influência na região por meio de alianças econômicas desde os anos 1990. ” Em 1998, o futuro vice presidente dos EUA Richard Cheney, então CEO da gigante de serviços de óleo Halliburton, declarou: "Eu não consigo lembrar um momento em que uma região tão de repente ganhou enorme importância estratégica, tais como o Mar Cáspio".

Em seu livro The Grand Chessboard (1998), Zbigniew Brzezinski, ex-conselheiro de segurança nacional para presidente dos EUA Jimmy Carter, escreveu: "Um poder que domina a Eurásia estaria controlar dois terços das regiões mais avançadas e economicamente produtiva do mundo. ” Na Eurásia, há cerca de três quartos dos recursos energéticos conhecidos no mundo. "
A importância central da região é o seu papel como zona de trânsito para o abastecimento de energia para a Europa da Ásia, que contorna a Rússia. Ao apoiar projetos de gasodutos alternativos, Washington tem procurado enfraquecer laços russos para a Europa, que depende fortemente do petróleo e gás russos.

Até agora, a Geórgia é o país-chave para o trânsito de gás e petróleo e tem estado no centro dos conflitos na região. Da Geórgia "Revolução Rosa" em 2003 foi instigada por Washington para empurrar Mikhail Saakashvili ao poder, como presidente, a fim de salvaguardar os interesses econômicos dos EUA e estratégica na região. 

Ela levou a uma intensificação das tensões com Moscou pela supremacia geoestratégica. A guerra entre a Geórgia e a Rússia no verão de 2008 representou um adicional de elevar a nota da rivalidade entre os dois países com potencial para expandir-se para uma guerra russo-americano. As relações entre a Rússia e a Geórgia continuam a ser muito tensa.

A influência dos EUA no Cáucaso e na Ásia Central tem diminuído significativamente nos últimos anos. Além da Rússia, a China emergiu como uma grande força na área, estabelecendo laços econômicos significativos e militar com países da Ásia Central como o Cazaquistão. Embora a Rússia e China permanecem rivais, eles atingiram uma aliança estratégica em sua concorrência com os Estados Unidos. Para os EUA, a guerra contra o Irã representa uma nova etapa em seu confronto crescente com a China e a Rússia pelo controle dos recursos energéticos da Ásia Central e Oriente Médio.

Fonte: http://webnaluz.forumbom.com/t68p285-movimentos-de-guerra-profecias-apocalipse







Grecia falida?

Praticamente falida, Grécia compra mais de 400 tanques de guerra. Preparação para uma lei marcial européia?

http://4.bp.blogspot.com/-_qn595I0Z0E/To...ergrec.jpg

Porque é tão importante para a Grécia, a compra de mais de 400 tanques de guerra? Os gregos não estão praticamente falidos?

Estaria a Grécia se preparando para uma lei marcial? (exército nas ruas)... Não só na Grécia, mas na Europa?

Ou seria uma guerra por causa da desintegração da União Européia?

Os Estados Unidos aprovaram a venda de 400 tanques M1A1 Abrams (ficha do produto wiki: um tanque custa 6,21 milhões de dólares) à Grécia, assim como 20 AAV7A1 (wiki, foto acima), os primeiros de 75 – 100.

Fonte: defencegreece.com, 3/10/2011

A razão da compra desses tanques é que neste momento existe um deslocamento de navios turcos em direção às ilhas gregas, a princípio o que se sabe é apenas uma distribuição de tropas navais no teatro.

No sentido regular vagando entre as ilhas gregas a Marinha turca voltou hoje. A fragata Kemal Reis foi cista pela manhã de sábado passou ao sul de Rhodes movendo a oeste e repentinamente ela muda seu curso para o norte. 

Passou ao sul de Milos basicamente movendo-se em águas internacionais e em seguida, cruzaram o estreito entre o Kea e Kythnos e finalmente, passou cerca de 15 quilômetros a leste de Cape Sounion. 

Todo o tempo durante o qual a fragata turca passava entre as ilhas gregas, estranhos foguetes navais foram visualizados. As 17:30 a fragata turca rumou para Cabo Doro.

Nos últimos dias haverão homens fazendo-se passar por Jesus para nos enganar,“Se, alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! ou Ei-lo aí"! Não acrediteis, porque hão de surgir falsos cristos e falsos profetas e farão grandes sinais e prodígios; de modo que se possível fora enganariam até os escolhidos.” Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do Homem
   
É!, então, parece preparação para uma guerra mesmo!

Em breve veremos o começar de uma Grécia x Turquia.

"Conhecimento é poder." (Francis Bacon).

"Cada pessoa tem que escolher quanta verdade consegue suportar" (Friedrich Nietzsche).

Alemanha e França vendem armas á Grécia em troca do resgate

19 NOV 2011 - Xavier Horcajo 

Na última década, o eixo franco-alemão colocou 10.660 milhões de euros em Atenas. Fontes gregas apontam que é a “condição não escrita” para conceder o plano de resgate.

O paradoxo é que enquanto os gregos sofriam pela concessão dos planos de ajuda internacional para superar seu colapso financeiro, seu Governo ratificava custosos pedidos armamentistas a Alemanha, França e Estados Unidos, apesar dos cortes em gastos sociais, pensões, assistência sanitária e de perímetro do setor público.

Assim ocorria com o plano de urgência de outubro de 2011 a cargo de Bruxelas e do FMI que coincidiu no tempo com o contrato de aquisição de material norteamericano. 400 tanques M1 Abrams, assim como 20 veículos anfíbios AA7VA1. No total, 1.280 bilhões de euros comprometidos com o Governo de Obama.

Nos últimos dez anos, Alemanha vendeu a Grécia pelo valor de 6.500 bilhões de euros (3.500 bilhões correspondem a 350 carros de combate MBT Leopard 2 e outros 3.000 bilhões a seis submarinos do tipo U214). França, por sua parte, vendeu em dez anos 4.160 bilhões de euros a Grécia (660 bilhões correspondem a 17 helicópteros NH90 e 3.500 bilhões a 46 aviões de combate Mirage 2000).

Fonte: http://www.intereconomia.com/noticias-ga...e-20111118

Essas vendas de armas, assim como as vendas da Rússia para a ìndia indicam que a 3ª Guerra Mundial está sendo armada, é tudo combinado para acontecer. Se a Índia é aliada dos EUA a Rússia jamais venderia armas para a Índia, pois sabidamente, será atacada com suas próprias armas.

A Grécia é mais um peão nesse tabuleiro de guerra, será usada como bucha de canhão pela OTAN. Enquanto isso, a humanidade vai sendo enganada e massacrada.

http://twitter.com/eguevara2012

http://caminhoalternativo.wordpress.com
  


Realmente um futuro sombrio se concretiza dias após dia

A crise na Grécia só foi útil para fragilizar a população e criar outras crises em outros países afim de desestabilizar todo o sistema econômico gerando grande caos. Que será resolvido com a Nova Ordem...

E nesse meio, lá vem a guerra.

Onde nos refugiaríamos?

Se é que isso pudesse ser uma escolha.
Grécia economiza para comprar armamento da Alemanha e da França

O Parlamento grego ratificou hoje por maioria o orçamento para 2012, que corta severamente o gasto público e consolida a política de AUSTERIDADE EXIGIDA pela União Europeia e o FMI para seguir ajudando o país a reduzir sua enorme dívida.

Porém, o resgate da Grécia tinha uma condição não escrita: a compra de ARMAMENTO DA FRANÇA E ALEMANHA. Assim, 11 submarinos chegaram a suas costas e mais 30 caça bombardeios apesar de que o orçamento aprovado hoje são dramáticos para os funcionários públicos.

O objetivo principal do orçamento de 2012 é conseguir um superávit de 1,1% que, após o pagamento da dívida e juros, levará a um déficit de 5,5% do PIB, frente a 9% que se espera para 2011.

Para isto, o gasto público será cortado em 5 bilhões de euros reduzindo os salários públicos, as pensões e o orçamento da Educação, que será um 60% mais baixo, entre outras áreas que serão cortadas.

Em troca, crescem os gastos para armamento militar e para o Interior.

Original em: http://cazasyhelicopteros.blogspot.com/2...mento.html

Fonte: http://maestroviejo.wordpress.com/2011/1...y-frances/


http://forum.antinovaordemmundial.com/Topico-grecia-falida-conta-outra



Tensão no Mediterrâneo: Jatos de combate da Turquia tentaram interceptar avião israelense que sobrevoou norte de Chipre

18 de maio de 2012

Ilha de Chipre

ISTAMBUL - Turquia disse ontem que seus jatos de combate perseguiram um avião israelense sobre o norte do Chipre nesta semana, em que um analista chamou de "jogo da galinha", em uma área no centro de uma polêmica sobre o gás e os direitos de exploração de petróleo.

Um diplomata turco, falando sob condição de anonimato, disse ontem que o governo turco e autoridades na parte turca de Chipre enviou notas de protesto separadas para as autoridades israelenses, porque uma violação do espaço aéreo relatado por Israel tinha provocado o incidente. 

"Um avião israelense, o tipo de que não pôde ser determinado, violou o [norte de Chipre] espaço aéreo e cinco vezes para um total de oito minutos," o pessoal em geral, em Ancara, disse em seu site em um comunicado descrevendo o incidente que ocorreu entre as 11:05 e 12:49 hora local sobre o mar ao largo do norte de Chipre na segunda-feira.
Em resposta, turcos jatos de caça F-16 da base aérea Incirlik próximo a Adana, cerca de 120 quilômetros ao nordeste de Chipre, se esforçavam para perseguir o jato israelense de distância, disse o comunicado. Os jatos turcos "impediram a continuação da violação do espaço aéreo", acrescentou. Não houve comentário de Israel.

A declaração pessoal em geral não especificou se o jato israelense tinha sido um avião de guerra, mas deixou clara a Turquia que levou o incidente a sério.Ele disse que os jatos em Incirlik foram ativados sob uma "Genuine Alarm" cenário, acrescentando que o Inglês termo "Scramble". 

"A diligência foi feita por nós e pelos cipriotas turcos separadamente", disse o diplomata turco disse sobre o protesto contra Israel. 

Segundo a imprensa turca, Ancara suspeita que o avião israelita foi enviado para reunir informações sobre petróleo turco e exploração de gás em torno de do Norte de Chipre.



Turquia pede a Israel para explicar a "violação" do seu espaço aéreo

* Militar turco diz que avião israelense entrou no espaço aéreo de Chipre 

* * As Tensões estão altas em Chipre sobre movimentos de rivais sobre a exploração de energia 

ANKARA: Turquia tem procurado uma explicação de Israel, em protesto contra uma "violação" do espaço aéreo por Israel da parte turca do norte do Chipre, informou a agência de notícias Anatolia. 

Diplomatas da Turquia telefonaram para o encarregado de negócios da embaixada de Israel em Ancara, Yosef Levi-Sfari, e exigiu explicações disse a , Anatolia, citando fontes diplomáticas. 

Contactado pela AFP, funcionários turcos do Ministério das Relações Exteriores disseram que Ancara "tomou a iniciativa necessária sobre a questão", sem elaborar mais. 

A aviação israelense violou o espaço aéreo da República Turca de Chipre do Norte cinco vezes em incidente de segunda-feira que viram caças turcos perseguir o avião israelense, o comando do exército turco em um comunicado.Ele não deu outros detalhes sobre o incidente, nem o tipo de avião israelense envolvido na incursão sobre o pequeno estado de Chipre separatista turca, que é reconhecida apenas por Ancara. 

Israel e a República de Chipre reconhecida internacionalmente, liderada por cipriotas gregos, tem duas descobertas enormes jazidas de gás natural off-shore no Mar Mediterrâneo e provisoriamente discutiram a cooperação no fornecimento de gás aos mercados europeus e asiáticos. A perfuração de gás e petróleo no fundo do mar de Chipre, que começou no ano passado enfureceu a Turquia, que diz que abusos de direitos humanos pelos cipriotas do norte Turk 'para os mesmos recursos. 

Em abril, a Turquia lançou a sua própria perfuração exploratória no fundo do mar a RTCN, no norte, desenhando uma resposta afiada do governo de Chipre, que o classificou a ação como ilegal. Relações da Turquia com Israel azedou desde que soldados israelenses em 2010 invadiram um navio turco levando ativistas que tentam romper bloqueio israelense a Gaza, matando nove turcos. 

Turquia expulsou o embaixador israelense e reduziu as relações diplomáticas com o Estado judeu a um nível de segundo secretário. Chipre está dividida desde 1974, quando tropas turcas ocuparam o terço norte em resposta a um golpe de inspiração grega em Nicósia voltado à união com a Grécia. 

Turquia disse nesta sexta-feira que movimentou jatos militares para interceptar um avião israelita que violou espaço aéreo do norte de Chipre nesta semana, e exigiu uma explicação para a incursão. Um porta-voz militar israelense não quis comentar a acusação. Mas o incidente marcou uma nova fonte de tensão entre os antigos aliados. Relações entre a Turquia e Israel se desfizeram depois de comandos israelenses invadiram o navio Mavi Marmara de ajuda em maio 2010 para impor um bloqueio naval à Faixa de Gaza e matou nove turcos em confrontos com ativistas pró-palestinos.

A Incursão de ar de segunda-feira relatada coincidiu com as tensões na ilha mediterrânea de Chipre sobre exploração de petróleo e gás planejado por lá, o que poderia dificultar esforços para reunir a ilha. "Um avião pertencente a Israel, cujo modelo não pôde ser identificado, violou KKTC (República Turca de Chipre do Norte) do espaço aéreo (acima de suas águas territoriais) cinco vezes," o exército turco em um comunicado publicado em seu site. "Em resposta a esta situação, o nosso avião 2XF-16 com base em Incirlik foi mexidos e os nossos planos realizados vôos de patrulha em KKTC seu espaço aéreo, impedindo que o referido plano de continuar a violar espaço aéreo da KKTC", disse o comunicado. 

O Ministério das Relações Exteriores da Turquia disse que tinha contactado a missão de Israel em Ancara, em busca de uma explicação para a incursão. Em Jerusalém, um porta-voz militar israelense disse que estava checando a notícia. 

UND

6 de março de 2012

http://noticia-final.blogspot.com.br/2012/05/tensao-no-mediterraneo-jatos-de-combate.html



Tensões são crescentes no mar Egeu por energia e envolvem Turquia, Grécia, Israel, Chipre e Síria

William Engdahl 

Boiling Sibel Edmonds 

05 de marco de 2012 

A descoberta no final de 2010 da bonança  enorme  de reserva em gás natural as margens do Mediterrâneo de Israel desencadeou  em outros países vizinhos um  olhar mais de perto em  suas próprias águas. Os resultados revelaram que todo o leste do Mediterrâneo está nadando em petróleo inexplorado e  em enormes   reservas de gás. Essa descoberta está a ter enormes consequências políticas, geopolíticas, bem como económicas. Ela bem pode ter  potenciais consequências  militares também.

Exploração preliminar confirmou igualmente impressionantes reservas de gás e petróleo nas águas ao largo da Grécia, Turquia, Chipre e, potencialmente, na Síria.

"Energia Sirtaki" grega

Não é de surpreender, em meio a sua crise financeira desastrosa que o governo grego começou a exploração séria de petróleo e gás. Desde então, o país tem sido um tipo curioso de uma dança com o FMI e os governos da UE, uma espécie de "energia Sirtaki" sobre quem irá controlar e, finalmente, beneficiar das descobertas de recursos enormes  por lá.

Em dezembro de 2010, ao que parece a crise grega ainda pode ser resolvida sem os resgates por-agora  das  enormes ou as privatizações, pois o Ministério de  Energia da Grécia formou um grupo especial de peritos para pesquisar as perspectivas de petróleo e gás em águas gregas.A empresa  da Grécia Energean & Gas começou um maior investimento em perfuração em águas marítimas depois de uma descoberta de petróleo de sucesso menor em 2009. 

As principais pesquisas geológicas foram feitas. As estimativas preliminares são de que agora total de petróleo offshore em águas gregas ultrapassa 22 bilhões de barris no mar Jónico na Grécia ocidental e cerca de 4 bilhões de barris no norte do Mar Egeu.

O sul do Mar Egeu e Mar de Creta estão ainda a serem explorados, de modo que os números poderiam ser significativamente maiores.Uma anterior política do Conselho Nacional de Política Energética  afirmou que "a Grécia é um dos países menos explorados na Europa a respeito de hidrocarbonetos (petróleo e gás-nós) potenciais". De acordo com um analista grego, Aristóteles Vassilakis, "Pesquisas já feitas que mediram a quantidade de gás natural estimam que para chegar a cerca de nove trilhões de dólares.

Mesmo que apenas uma fração do que está disponível, poderia transformar as finanças da Grécia e de toda a região.

A Oil Tulane University o  especialista David Hynes disse a uma audiência em Atenas recentemente que a Grécia poderia resolver a crise da dívida pública inteira através do desenvolvimento de sua recém-descoberta de gás e petróleo. Ele estima, conservadoramente, que a exploração das reservas já descobertas poderia trazer ao país mais de 302.000.000.000 € mais de 25 anos. 

O governo grego em vez acaba de ser forçado a concordar com demissões do governo enormes, redução de salários e cortes de pensões para obter acesso a um segundo e empréstimo da  UE e FMI que só irá conduzir o país mais profundamente  em um declínio econômico. Notavelmente, os governos do FMI e da UE, entre eles Alemanha, a procura  de   vez que a Grécia venda  suas portas valiosas e empresas públicas, entre eles, claro, as companhias de petróleo do estado grego, para reduzir a dívida do estado. Na melhor das condições dos ativos selloffs traria o país talvez 50 bilhões de euros. 

Os planos para o grego empresa estatal de gás natural, DEPA, privatizar 65% de suas ações para reduzir a dívida. Os compradores provavelmente vêm de fora do país, como poucas empresas gregas estão em uma posição na crise para levá-lo.

.Um problema significativo, além do fato de o FMI exige selloff Grécia de  seus interesses petrolíferos públicos, é o fato de que a Grécia não tenha declarado uma zona mais profunda económica exclusiva como maioria dos outros países que prospecção de petróleo. Não foi visto pouca necessidade até agora.  Uma Zona Económica Exclusiva (ZEE) dá a um  estado os  direitos minerais especiais em suas águas declarados nos termos da Terceira Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), que entrou em vigor em Novembro de 1994.
 
Sob UNCLOS III, uma nação pode reivindicar uma ZEE de 200 milhas náuticas da sua costa.

A Turquia já declarou anteriormente que iria considerá-la um ato de guerra, se a Grécia perfurar  ainda mais  o Mar Egeu. Até agora, que não parecem ter graves consequências econômicas, como não há reservas de petróleo ou gás eram conhecidos.  Agora é uma história completamente diferente.

”Evangelos Kouloumbis, ex-Ministro da Indústria grego declarou recentemente que a Grécia poderia cobrir "50% das suas necessidades com o óleo a ser encontrados em campos marítimos no Mar Egeu, e o único obstáculo para isso é a forte  oposição turca para uma eventual exploração grega".

Hillary também  dança a Sirtaki  ...

A Secretária de Estado, Hillary Clinton voou para Atenas com a energia em sua mente. Isso ficou claro pelo fato de que ela trouxe com ela o seu Enviado Especial para a Eurásia Energia, Richard Morningstar.  Morningstar foi Assessor Especial marido Bill Clinton, o presidente sobre a  Caspian Diplomacy Energe Basin, e um dos agentes de Washington estratégicos nas batalhas geopolíticas para desmembrar a União Soviética e cercar a Rússia em caos  com países hostis pró-OTAN dos  antigos estados da URSS.  Morningstar, juntamente com seu assessor controverso, Matthew Bryza, têm sido os principais arquitetos  de Washington de óleo e geopoliticamente-motivados em projetos de gasodutos que  visam isolar a Rússia e os seus recursos de gás  da Gazprom a UE.  Bryza é um adversário aberto do gasoduto sul-russa da Gazprom  para fluxo de gás que teria trânsito pelos estados do leste do Mediterrâneo. 

É evidente que a Administração Obama não é nada neutra sobre o novo petróleo grego e descobertas de gás. Três dias depois de Hillary  esteve em   Atenas, o governo grego propôs a criação de uma nova agência governamental para executar propostas de petróleo e gás e levantamentos de perfuração lances finais.

Morningstar é o especialista dos EUA em guerra econômica contra a diplomacia energética russa.  Ele foi fundamental no apoio do oleoduto BTC controversa de Baku através de Tbilisi, na Geórgia transversalmente ao porto turco mediterrâneo de Ceyhan, um empreendimento caro projetado exclusivamente para contornar o trânsito russo de conduzir petróleo.  Ele abertamente propôs que a Grécia ea Turquia cessem todas as diferenças históricas sobre Chipre, mais de muitas outras questões históricas e concorda em conjunto que  reúnem todo o seu óleo e gás no Mar Egeu. Ele também disse que o governo grego deve esquecer a cooperação com Moscow sobre o South Stream e Bourgas-Alexandroupolis projetos de gasodutos.
De acordo com um relatório do grego Aristóteles analista político Vassilakis publicado em julho de 2011, motivo de Washington para pressionar a Grécia a unir forças com a Turquia sobre petróleo e gás é forçar uma fórmula para dividir óleo resultante e as receitas do gás. De acordo com seu relatório, Washington propõe que a Grécia obtém 20% das receitas, Turquia outro 20% e apoiado pelos EUA em suas  Empresa Noble Energy de Houston Texas, a empresa com sucesso na perfuração em águas israelenses e grega sno mar, ficaria  com a parte dos 60 %. 

Marido secretária de Estado Hillary Clinton, Bill, é um lobista em Washington para a Noble Energy.

E algumas complicações  a Chipre ...

Como se estas complicações geopolíticas não foram o suficiente  para a Noble,  que também descobriu grandes volumes de gás ao largo das águas da República de Chipre.   Em dezembro de 2011a  Noble anunciou com sucesso em Chipre de um campo estimado para segurar pelo menos 7 trilhões de pés cúbicos de gás natural. ” CEO Noble, Charles Davidson comentou à imprensa, "Esta última descoberta no Chipre destaca ainda mais a qualidade  ea importância desta bacia de classe mundial".

Chipre é uma parte complicada de imóveis. Na década de 1970 como desclassificados documentos do governo dos EUA recentemente revelados, o então secretário de Estado Henry Kissinger ativamente incentivada e facilitada de armas para o regime turco  Kissinger  ao anterior e então primeiro-Ecevit ministro Bulent, para encenar uma invasão militar de Chipre em 1974 , com efeito de particionamento da ilha entre o norte etnicamente turca e uma república etnicamente grega de Chipre, no sul, uma divisão que permanece. A estratégia de Kissinger, apoiada pelos britânicos se acreditava destinado a criar um pretexto para uma permanente  influência dos EUA e posto militar britânico no Mediterrâneo Oriental durante a Guerra Fria.

Hoje, a sul etnicamente grego, onda e Noble descobriu grandes depósitos de gás, é membro da UE. Seu presidente, Demetris Christofias, é o único líder nacional na União Europeia, que é um comunista.Ele é também um amigo próximo de Israel, e da Rússia. Além disso, ele é o maior crítico da política externa americana, bem como da Turquia.

Agora Israel está planejando construir um gasoduto submarino dos campos israelenses levantinos em toda água de  Chipre para o continente grego onde seria vendido no mercado da UE. Os governos de Chipre e Israel têm de comum acordo sobre delimitação das respectivas zonas económicas, deixando a Turquia no frio. Turquia ameaçou abertamente Chipre para assinar o contrato com a Noble Energy. Isso levou a uma declaração russa que não iria tolerar ameaças  militares turcas contra Chipre, complicando ainda mais as relações russo-turcas.

As Turco-israelenses  relações, uma vez bastante amigáveis , tornaram-se cada vez mais tensas nos últimos anos no âmbito das políticas  externas de Erdogan .Ankara tem manifestado preocupação com os laços recentes de Israel com seus antagonistas históricos, Grécia e do lado grego do Chipre. [18] Aliado da Turquia a República Turca de Chipre no Norte da ilha ,  tem temores de que poderia perder seu quinhão do gás depois de Israel e Nicósia assinaram um acordo para dividir os 250 quilômetros de mar que os separam.Torna-se evidente, principalmente quando olhar para um mapa do Mediterrâneo oriental, que o petróleo e gás  em bonança prospectiva há uma zona de conflito rapidamente desdobrando   de magnitude tectônica envolvendo a  estratégia dos EUA, Rússia, União Européia, Israel e os interesses turcos, sírios e libaneses.
F. William Engdahl é autor de A Century of War: Política petrolíferos anglo-americanos na Nova Ordem Mundial . Ele pode ser contatado através do seu site no www.engdahl.oilgeopolitics.net onde este artigo foi originalmente publicado.

Notas:

  [1] Ioannis Michaletos, empresas gregas Step Up Offshore Oil Exploration-grandes reservas possíveis, 8 de dezembro de 2010, acessado
[2] Ibid.
  [3] Hellas Frappe, Hillary chegou à Grécia para selar negócios de exploração de petróleo!, Julho 21, 2011, acessado em http://hellasfrappe.blogspot.com/2011/07/special-report-hillary-came-to-greece. html .
  [4] Chris Blake, de perfuração de petróleo no mar Egeu ou melhor ajudar a aliviar a crise da dívida da Grécia, 07 de julho de 2011, acessado
[5] Ibid.
  [6] John Daly, Grécia Considerando Plugging Aegean Islands em Rede Energia turco, 22 de novembro de 2011, accessed acessada
[7] das Nações Unidas, Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar de 10 de Dezembro de 1982: PARTE VI: plataforma continental, Article76, Definição da plataforma continental, acessado em:

http://www.un.org/depts/los/convention_agreements/texts/unclos/part6.htm 

[8] Chris Blake, op. cit. cit.
[9] Ioannis Michaletos, op. cit. cit.
[10] Hellas Frappe, op. cit. cit.
[11] Ibid.
[12] Ibid.
[13] Hugh Naylor, vastos campos de gás encontrados fora margens de Israel causar problemas em casa e no exterior, 24 de janeiro de 2011, acessado
[14] Press Release Noble Energia, Gás Natural significativa descoberta Offshore República de Chipre, 28 de dezembro de 2011, acessado
[15] Larisa Alexandrovna e Muriel Kane, documentos ligação Nova Kissinger a dois golpes de Estado 1970, 26 de junho de 2007, acessado em http://rawstory.com/news/2007/Intelligence_officers_confirm_Kissinger_role_in_0626.html .
[16] Yilan, o conflito de Chipre desafia solução pronta, 30 de maio de 2011, acessado em http://turkeymacedonia.wordpress.com/2011/05/30/cyprus-conflict-defies-ready-solution/ .
[17] Stephen Blank, Turquia e Chipre Gás: Problemas mais adiante em 2012 Analista Turquia, vol. 5 no. 5 n. 1, 9 January 2011, accessed in:

http://www.silkroadstudies.org/new/inside/turkey/2012/120109B.html . 1, 09 de janeiro de 2011, acessado em http://www.silkroadstudies.org/new/inside/turkey/2012/120109B.html .

[18] Hugh Naylor, op. cit. cit.

Tradução: Bússola escolar e adaptação-Daniel-UND 

Fonte:http://2012umnovodespertar.blogspot.com.br/2012/03/tensoes-sao-crescentes-no-mar-egeu-por.html

TURQUIA X ISRAEL

A Turquia tem-se distanciado de Israel desde a ofensiva em Gaza, e por cima dos exercícios de treinamento cancelados, começou a exibir uma série de TV pintando os soldados Israelenses como assassinos de crianças. 

Fontes internas indicam que o Primeiro Ministro Turco Erdogan tem se convencido de que a Turquia está destinada a desempenhar um papel mais pivotal na política do Oriente Médio, revivendo o Império Otomano. 

Nesse sentido, a Turquia tem estado mais envolvida na diplomacia do Oriente Médio, atuando como mediadora entre a Síria e Israel, e formou um pacto com a Síria e o Irã, que apresenta um ampliado envolvimento militar e comercial entre os três países muçulmanos. 

Alguns vêem nisto o renascimento de um força militar do fim dos tempos conhecida como o Rei do Norte em Daniel 11. 

Vamos dar uma olhada mais de perto nessa profecia de Daniel capítulo 11.



O Rei do Norte e o Rei do Sul

“E, no fim do tempo, o rei do sul (Egito) lutará com ele (Com Israel), e o rei do norte (Turquia) se levantará contra ele com carros, e com cavaleiros, e com muitos navios; e entrará nas suas terras e as inundará, e passará.” (Daniel 11:40).

Três reis diferentes estão em vista neste verso e suas identidades precisam ser descobertas para entender completamente o que acontecerá nos dias que levarão ao fim. 

Eles são o Rei do Norte (A Turquia), o Rei do Sul (O Egito) e aquele que foi identificado em Daniel 11:36 como o rei que exalta a si mesmo e que 
nós simplesmente chamamos de O Anticristo. 

Toda a passagem de Daniel 11:4-35, trata de uma discussão de várias gerações do Rei do Norte e do Rei do Sul. Mas esse Rei que exalta a si mesmo não é nenhum deles, ou seja, não é nem a Turquia nem O Egito, porque ele é na verdade um homem e não um país. Esse Rei que exaltará a si mesmo como sendo Deus, é ele O ANTICRISTO, que subjugará a ambos os reis do Norte e do Sul e a todas as nações do mundo.



O Rei do Norte:

A visão de Daniel 11 foi dada em 536 A.C. e  começa com um anjo dizendo a ele o que aconteceria com o Reino Persa, então ainda no poder naquela época:

A Profecia de Daniel 11, diz que, depois de mais 3 Reis Persas, um quarto apareceria, que seria um rei especialmente rico e poderoso. Esse Rei Persa foi Xerxes I, que tomou para sua rainha uma mulher Judia chamada Hadassa (Ester na língua Persa), conforme Ester 2:16-17. 

Xerxes I reuniu um poderoso exército e montou uma mau-sucedida tentativa de conquistar a Grécia em 480 A.C. 

Cerca de 150 anos mais tarde, a mesa seria virada e um Rei da Grécia conquistaria o então Império Persa de Xerxes I. Isto se cumpriu com Alexandre, O Grande.

Então, foi dito a Daniel, que o Reino de Alexandre, O Grande, seria dividido em quatro partes, conforme os quatro ventos dos céus, não passando esse reino para os seus descendentes. Depois da morte de Alexandre seus quatro generais dividiram o Reino entre si.

Os próximos 30 versos são devotados às famílias de dois dos quatro generais de Alexandre:

 O primeiro foi Seleuco, conhecido em Daniel 11 como o Rei do Norte e o segundo foi Ptolomeu, o primeiro Rei do Sul. 

135 profecias históricamente confirmadas, estão contidas nos primeiros 35 versos de Daniel 11 e a maior parte delas tem haver com os descendentes desses dois homens. 

Os outros dois generais, Cassandro (do Oeste) e Lisímaco (do Leste) não são mencionados na profecia de Daniel, mas, de fato, Cassandro voltou para sua terra natal e reinou sobre a Macedônia e Lisímaco eventualmente perdeu sua porção para Seleuco, o Rei do Norte.

Sendo assim, os primeiros Reis do Norte e do Sul, mencionados na profecia de Daniel 11, foram Seleuco e Ptolomeu, respectivamnte. 



SELEUCO - O REI DO NORTE

Por território, Seleuco eventualmente tomou o controle do que é conhecido hoje como o território da Síria, do Líbano, do Iraque, do Irã, do Afeganistão, do Paquistão e partes da Turquia. 

Seleuco reinou por um tempo na  antiga Babilônia (no território do atual Iraque). 
Para capital do seu reino, Seleuco  construiu uma nova capital, 30 quilômetros a sudoeste, no rio Tigre, e a chamou de Selêucia. 

A Selêucia de Seleuco, pode referir-se a Silifke (ou Selefke; em grego: que significa Seleucia ou Seleukeia) e que atualmente é uma cidade e um distrito na região centro-sul da provincia de Mersin, na Turquia, 80 km a oeste da cidade de Mersin, no extremo oeste de Cukurova.

Silifke esta próxima da costa mediterrânica, na encosta do Rio Goksu, que corre dos vizinhos Montes Tauro, exatamente a sudoeste do rio Tigre.


PTOLOMEU - O REI DO SUL

Ptolomeu, o general macedônio de Alexandre, O Grande, tomou para si, o que atualmente são os territórios da do Egito, da Líbia, do Sudão, de Israel e da Jordânia, e escolheu a cidade de Alexandria, no Egito, para sua capital.
 



VEJAMOS AGORA O QUE EXATAMENTE NOS DIZ A PROFECIA DO CAPÍTULO 11 DO LIVRO DE  DANIEL 

Guerra entreTurquia e Egito contra Israel

O Rei do Sul

O que Daniel diz ser o Rei do Sul, pode significar uma coalizão de nações lideradas pelo Egito, que podem ser: A Líbia, o Sudão, a Somália e a Etiópia, territórios dominados por Ptolomeu (O Rei do Sul), localizados ao sul de Israel.


O Rei do Norte

O que Daniel diz ser o Rei do Norte, pode ser uma coalizão de nações lideradas pela Turquia, que podem ser: O Líbano, o Iraque, o Irã, o Afeganistão e o Paquistão, territórios  dominados por Selêuco (O Rei do Norte), localizados ao norte de Israel.


29  No tempo determinado (O REI DO NORTE - A Turquia) tornará a vir em direção do sul (ISRAEL); mas não será na última vez como foi na primeira.

30  Porque virão contra ele navios de Quitim (De CHIPRE, onde há uma poderosa Base da Aliança do Atlântico Norte - A Otan), que lhe causarão tristeza; e voltará, e se indignará contra a santa aliança , e fará o que lhe aprouver; voltará e atenderá aos que tiverem abandonado a santa aliança.

31  E braços serão colocados sobre ele, que profanarão o santuário e a fortaleza, e tirarão o sacrifício contínuo, estabelecendo a abominação desoladora (EM JERUSALÉM, NA TERRA DE ISRAEL, QUANDO OS EXÉRCITOS DAS NAÇÕE PISAREM OU MARCHAREM SOBRE A CIDADE DE JERUSALÉM E A OCUPAREM POR 42 MESES).

32  E aos violadores da aliança ele com lisonjas perverterá, mas o povo que conhece ao seu Deus se tornará forte e fará proezas.

33  E os entendidos entre o povo ensinarão a muitos; todavia cairão pela espada, e pelo fogo, e pelo cativeiro, e pelo roubo, por muitos dias.

34  E, caindo eles, serão ajudados com pequeno socorro; mas muitos se ajuntarão a eles com lisonjas.

35  E alguns dos entendidos cairão, para serem provados, purificados, e embranquecidos, até ao fim do tempo, porque será ainda para o tempo determinado.

36  E este rei (Turco)fará conforme a sua vontade, e levantar-se-á, e engrandecer-se-á sobre todo deus; e contra o Deus dos deuses falará coisas espantosas, e será próspero, até que a ira se complete; porque aquilo que está determinado será feito.

37  E não terá respeito ao Deus de seus pais (Allá), nem terá respeito ao amor das mulheres, nem a deus algum, porque sobre tudo se engrandecerá.

38  Mas em seu lugar honrará a um deus das forças; e a um deus a quem seus pais não conheceram honrará com ouro, e com prata, e com pedras preciosas, e com coisas agradáveis.

39  Com o auxílio de um deus estranho agirá contra as poderosas fortalezas; aos que o reconhecerem multiplicará a honra, e os fará reinar sobre muitos, e repartirá a terra por preço.

40  E, no fim do tempo, o rei do sul (O EGITO), lutará com ele (CONTRA A TURQUIA, o Rei do Sul) e se levantará contra ele (contra o Egito) com carros, e com caval
eiros, e com muitos navios; e entrará nas suas terras e as inundará, e passará.

41  E (então, A Turquia, o Rei do Norte) entrará na terra gloriosa (NA TERRA DE ISRAEL), e muitos países cairão, mas da sua mão escaparão estes: Edom (região ao sul da Judéia em Israel e ao norte do Mar Morto) e Moabe (Jordânia), e os chefes dos filhos de Amom (também na Jordânia).

42  E estenderá a sua mão contra os países, e a terra do Egito não escapará.

43  E apoderar-se-á dos tesouros de ouro e de prata e de todas as coisas preciosas do Egito; e os líbios (A Líbia) e os etíopes (A Etiópia) o seguirão.

44  Mas os rumores do oriente (DA CHINA) e do norte (DA RÚSSIA) o espantarão; e sairá com grande furor, para destruir e extirpar a muitos.

45  E armará as tendas do seu palácio entre o mar grande (O Mar Mediterrâneo) e o monte santo e glorioso (O MONTE MORIÁ, MONTE DO TEMPLO OU MONTE DA ROCA (ROCHA) EM JERUSALÉM); mas chegará ao seu fim, e não haverá quem o socorra.



Capitulo 12

Os últimos tempos

1  E NAQUELE tempo se levantará (Subirá ou emergirá do Abismo da terra (CONFORME APOCALIPSE CAPS. 13 E 17) Miguel (O Arcanjo, que é o mesmo Jeová ou o Deus dos Judeus - O ANTICRISTO), o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo (O Povo de Israel), e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro.

2  E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno.

3  Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos ensinam a justiça, como as estrelas sempre e eternamente.

4  E tu, Daniel, encerra estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e o conhecimento se multiplicará.

5  Então eu, Daniel, olhei, e eis que estavam em pé outros dois, um deste lado, à beira do rio, e o outro do outro lado, à beira do rio.

6  E ele disse ao homem vestido de linho, que estava sobre as águas do rio: Quando será o fim destas maravilhas?

7  E ouvi o homem vestido de linho, que estava sobre as águas do rio, o qual levantou ao céu a sua mão direita e a sua mão esquerda, e jurou por aquele que vive eternamente que isso seria para um tempo, tempos e metade do tempo (42 meses, 1260 dias ou 3 anos e meio, CONFORME APOCALIPSE CAPS. 11 E 13), e quando tiverem acabado de espalhar o poder do povo santo, todas estas coisas serão cumpridas.

8  Eu, pois, ouvi, mas não entendi; por isso eu disse: Senhor meu, qual será o fim destas coisas?

9  E ele disse: Vai, Daniel, porque estas palavras estão fechadas e seladas até ao tempo do fim.

10  Muitos serão purificados, e embranquecidos, e provados; mas os ímpios procederão impiamente, e nenhum dos ímpios entenderá, mas os sábios entenderão.

11  E desde o tempo em que o sacrifício contínuo for tirado, e posta a abominação desoladora (SOBRE JERUSALÉM NA TERRA DE ISRAEL, CONFORME MATEUS CAP.24, LUCAS CAPÍTULO 21 E MARCOS CAPÍTULO 13), haverá mil duzentos e noventa dias.

12  Bem-aventurado o que espera e chega até mil trezentos e trinta e cinco dias.

13  Tu, porém, vai até ao fim; porque descansarás, e te levantarás na tua herança, no fim dos dias.






Rumores de Guerra: 

Turquia em vias de confronto com Israel no Mediterrâneo Oriental

06.10.2011 

Navios de guerra turcos assediam cargueiros israelitas. Israel move barcos com mísseis próximo a Chipre.

Lembrando que a Turquia faz parte da OTAN, se ela for atacada por Israel, pode haver um socorro aos turcos e retalhação de outros países da organização, como os EUA.

A Turquia está preparando o cenário para os confrontos no leste do Mediterrâneo. Desde quinta-feira, 29 de setembro, navios de guerra turcos foram assediados por navios mercantes israelenses em águas ao largo de Chipre, cita o relatório das fontes militares DEBKA. Eles se aproximam o suficiente para estabelecer a comunicação sem fio e a cautela de ambos, pois para os turcos os israelenses cometem uma violação do direito internacional e ordenam-lhes para mudar de rumo. As tripulações de Israel em sua maioria ignoram estas "ordens", tratando-nas como a mais recente oferta de Ancara para afirmar o domínio naval turca do Mediterrâneo Oriental. Mas a situação está ficando explosiva o suficiente para provocar um incidente mais grave. No fim de semana, aviões da Força Aérea Israelense circularam perto dos locais dos incidentes, mas não diretamente sobre os barcos turcos. Ao mesmo tempo, navios equipados com míssil israelense navegou perto de Chipre em águas da zona económica exclusiva, onde a empresa energética sediada em Houston Noble, começou a perfuração de gás natural em 19 de setembro em face das ameaças militares turcas. O equipamento está situado a 160 quilômetros ao sul de Chipre adjacentes ao campo de gás de Israel.

Fontes ocidentais navais acompanhando as novas implantações turcas e israelenses informar no sábado, 1 de outubro: "A Turquia e Israel estão em uma perigosa competição muscular de flexão constante no Mediterrâneo oriental, eles estão, metaforicamente, agitando os punhos um no outro face a face e aumentando o risco de um confronto que pode rapidamente sair fora de controle. "

Na semana passada, Ankara retaliou Chipre e Israel devido as explorações de gás em alto mar, enviando um navio de exploração da seu próprio campo de exploração e escoltado por uma fragata e um submarino para Chipre. Fontes de Ankara também revelaram que caças F-16 turcos haviam sido implantado na parte norte da ilha de Chipre de população turca. 

Expressando preocupação com a agressividade da Turquia, a OTAN através do secretário-geral, Anders Fogh Rasmussen, sexta-feira, 30 setembro, disse: "Obviamente, as tensões entre a Turquia e Israel são um assunto de preocupação crescente . É uma questão bilateral - a OTAN não vai interferir nisso. Mas é o interesse da aliança para ver essas tensões diminuírem, porque a Turquia é um aliado-chave e Israel é um valioso parceiro para a aliança. "

O secretário da OTAN contradiz afirmação de Ancara que Israel não teria permissão para abrir um escritório na sede da aliança em Bruxelas. "Ministros de defesa da OTAN acordaram durante a reunião da OTAN em abril que os parceiros podem ter escritórios ... Isto inclui todos os parceiros", disse ele.
Referindo-se a preocupação com as tensões sobre exploração de gás natural "entre a Turquia e Chipre, bem como Israel", disse Rasmussen: "Peço a todas as partes para encontrar soluções pacíficas para os conflitos através do diálogo construtivo." Ele disse que não espera que os confrontos armados surjam na região. No entanto, ele sugeriu que a Turquia tem que gerir a situação com cuidado, pois afirma um papel crescente no cenário global.

Também no sábado,o presidente de Chipre, Dimitris Christofias, tinha uma mensagem para Ancara: "Gostaria de sublinhar a todos aqueles que tentam questionar este direito da República de Chipre:. Nossos direitos soberanos não são negociáveis" Cinco dias atrás, os primeiros-ministros da Grécia e da Turquia, George Papandreou e T. Erdogan conversaram por telefone. 

E quatro dias atrás, o almirante James Stavridis, Comandante das forças da OTAN na Europa, viajou para Ancara diretamente de Israel para conversas com os dirigentes turcos afim de tentar aliviar as tensões.

O Assédio turco de navios de carga israelenses começou após as trocas de acusações sobre o direito de exploração e compromissos acertados por nações da região a respeito dessas explorações de gás natural. Indicando que o governo de Erdogan não tem intenção de se esforçar em reuniões exasperadas com EUA e a NATO para esfriar as tensões crescentes no Mediterrâneo oriental.

Fonte: Debka.com

Enviado por Wagner Dias



AS RELACOES ENTRE ISRAEL E A TURQUIA 

By Mordechai Cano

setembro 11, 2011 

Por mordechaihayehudi

Barak Hussein Obama tirou de forma voluntaria a America da lideranca do mundo e a posicionou como sendo  “ mais um” do grupo que toma desicoes colegiadas.

A Turquia foi o primeiro pais de maioria muculmana a reconhecer o Estado de Israel em marco de 1949, um ano antes do  Iran do entao Sha Pahlavi e desde entao as nossas relacoes com a Turquia tem sido das melhores, ou mehor, foram as melhores ate que um presidenet que quer transformar a Turquia secular num pais religioso assumiu o poder.

Dezenas de empresas de Israel instalaram-se na Turquia e eu mesmo fiz bons negocios com empresas turcas a partir da filial que tinha em Ramat Gan. A Turquia era uma das destinacoes favoritas dos Israelenses para passar  as ferias, dentre eles, eu, passei tres semanas conhecendo esse pais lindissimo. Acredito que a imensa maoiria dos Israelenses tenham ido pelo menos uma vez a Turquia.

Quano o erdogan assumiu o poder as coisas comecaram a mudar. Ele eh um fundamentalista Islamico sem barba nem toalha na cabeca, mas ele  tem a intencao de transformar a secular turquia num pais reguidos pelas leis do corao e como nao poderia ser diferente, comecou a questionar um a um todos os tratados que nos tinhamos com o pais desde 1949. Para nao fujir a regra dos fundamentalistas islamicos, na falta de assuntos para acusar Israel a causa palestina transformou-se no primeiro item na agenda dele e passou a defender os palestinos com uma agressividade nao vista nem, sequer nos inimigos declarados de Israel, como a Siria e o Sudao, por exemplo.

Sem ser chamado a opinar passou a entrar de sola  em Israel cada vez que uma disputa com os palestinos ficava mais acirrada. Em 2006 O Erdogan recebeu em Ankara  Kalhed Mashal, o chefe da quadrilha terrorista que controla gaza e os lacos de amizade comecaram a se esfriar , as empresas de Israel comecaram a ter dificuldades para fazer negocios na Turquia e lentamente retornaram ao pais. Depois da invasao de gaza ninguem se indignou mais do que o erdogan e comecou a planejar a flotilla que tentaria furar o bloqueio maritimo que Israel impoe a gaza desde que o bando terrorista tomou o poder na faixa. O resto eh do conhecimento do todos e foi tema de uma das minhas materias anteriores.

Diz a fabula do sabio Chaidemor Onac  que o lobo tentou comer uma ovelha, mas a ovelinha que era esperta saiu correndo pelas pedras de um rio e o lobo na perseguicao caiu e quebrou todos os dentes. Indignado com a ousadia  da ovelha exigiu que esta pagasse todas as despesas de hospital e de dentistas e tambem exigiu um pedido publica de desculpas. A ovelinha nao pediu desculpas nem pagou as depesas de hospital . O lobo furioso sabedor que nao podera comer a ovelha esta a fazer aliancas com outros lobos de menor tamanho para que juntos papem a coitada.

Na semana passada o lobo erdogan disse novamente que visitaria gaza, mas antes disso , sabedor que as proximas eleicoes do egito serao ganhas pela irmandade Islamica, esta tentando costurar um acordo de defesa mutua com esse pais que assim protegido por uma eventual alianca com a Turquia poderia sem medo ( acham eles) desconhecer os acordos feitos com Israel , ajudar a entrada de armas em gaza e permitir que a peninsula do Sinai seja transformada em campo de treinamento para terroristas sem temor de uma represalia por parte de Israel. Mas isso levara ainda bastante tempo e o primeiro ministro da turquia parece que esta apressado para assustar Israel e, na quinta feira ele disse que a proxima que fosse organizada pela turquia seria protegida pela forca naval Turca.

Isso seria uma declaracao de Guerra visto que  todas as nacoes do mundo reconhecem ser legitimo o bloqueio maritimo que Israel esta a exercer ao largo de gaza. Alem disso ele insinuou que se meteria na disputa das aguas territoriais que o Libano esta querendo fazer com Israel ao dizer que “ a turquia nao permitira que Israel controle as aguas do sul do mediterraneo”.

A analise da situacao requer algumas perguntas. Primeira. O que ganha edrogan criando focos de tensao que sao totalmente ficticios  e fabricados . Segunda: Sera ele capaz de levar adiante as ameacas proferidas ou esta apenas fazendo jogo de cena. Uma Terceira pergunta seria como eh possivel que um pais “ out off the blue” decide deixar toda uma regiao em polvorosa sem que a comunidade internacional faca absolutamente nada.

A resposta a primeira questao eh a seguinte: erdogan ganha notoriedade no mundo muculmano por ser o unico pais que tem a coragem de ameacar diretamente Israel e com os problemas internos da Turquia uma guerrinha com o estado Judeu nao so tiraria as atencoes das coisas internas mas criaria uma onda de apoio e admiracao da parte dos 600 milhoes de arabes que odeiam Israel e, se saisse vencedor do confronto diplomatic ou militar ele teria mais possiblidade de impor a ditadura religiosa no pais dele.

A resposta a segunda questao eh a seguinte: Acho dificil que passe das palavras as acoes. As possiblidades da Turquia sair claramente vencedora de um conflito armado com Israel sao minimas. Por enquanto esta jogando para  a plateia muculmana mas em se tratando do erdogan nao poria minha mao ao fogo dizendo que nunca tentaria ver se pode ou nao pode com Israel provocando um conflito maritimo-militar de tamanho reduzido. Eh claro que uma coisa dessas acenderia todo o fervor patriotico dos tucos e o fervor religioso do mundo muculmano de mais de 1 bilhao de pessoas.

A resposta a Terceira questao eh a seguinte: Nao existe nenhuma lideranca mundial. O Obama abriu mao  ( sem que ninguem pedisse) do papel de lider do mundooccidental que os EUA vinham exercendo desde o inicio da Guerra fria e neste  momento literalmente cada pais faz o que quer. Certamente o senhor erdogan nao poria as manguinhas de fora se o presidente dos EUA fosse hoje o George Bush ou o pai dele acho que nem o Clinton permitiria que a situacao chegasse ao ponto que hoje esta.

Na minha opiniao, toda e qualquer analise finaliza na ultima das respostas. O mundo sera um caos sem a lideranca dos Estados Unidos. Esta eh uma realidade que eh reconhecida por todos, incluindo aqueles que detestam este pais e o chamam de “ imperio”. Mesmo os europeus que fazem de tudo para desmoralizar os americanos tem na America o fiador das democracias do continente se um dia o Putim, proximo presidente da Russia, for possuido pelo espirito expancionista de Stalin, por exemplo.

Barak Hussein Obama tirou de forma voluntaria a America da lideranca do mundo e a posicionou como sendo  “ mais um” do grupo que toma desicoes colegiadas. A visao dele eh tao curta que a America hoje nao manda  nem assusta ninguem, mas continua a pagar pelos custos financeiros das desicoes que sao tomadas pelo colegiado de nacoes . Ate hoje as nacoes estao caladas perante o aumento do tom na retorica do erdogan. Se o Obama se releger, tal vez venhamos a ter uma mini Guerra regional ou no pior des cenarios uma Guerra total no oriente medio.

 
setembro 11, 2011

Mordechai… 

O caso de um conflito maior, generalizado e aberto entre os dois países me parece imponderável. Aparecerão os apaziguadores americanos e europeus como moscas por sobre o mel… Isso jamais acontecerá (esta guerra). O governo turco está só latindo !!

Geopoliticamente falando, a Turquia (para o bem ou para o mal) faz parte da OTAN e Israel não. Ambos são aliados importantes dos USA, mas para que lado a america penderá??.

Se houver um conflito generalizado, a Turquia pode fechar o estreito de Bósforo e bloquear os oleodutos que passam pelo seu território e certamente encontrará apoio dos países muçulmanos e árabes também. Tudo o que não se quer neste momento de crise financeira é outra crise do petróleo e maiores gastos em esforços militares. A Turquia não é a Líbia…… e Israel perde muito sem o apoio militar e poliítico de Washigton, caso a casa branca lave as mãos.

Os estados vizinhos passam por tranformações políticas importântes: Síria, Egito, Iraque e Jordânia…para não citar o Irã e Arábia Saudita, cujos cidadãos não vão ficar em silêncio mais uma vez em caso de conflito entre países islamitas e os “malditos sionismo”. As coisas mudaram.

Já pensaram se os Sauditas, até para apaziguar o publico interno resolva em parceria com o Irã, fecharem o estreito de Ormuz???

A pior (ou melhor) das hipótese que acho, é acontecer algumas escaramuças entre as duas marinhas e as duas forças aéreas, e não passar disto, pois por terra os dois países são separados por Líbano e Síria. Então, nada de infantaria ou blindados… apesar de tambem achar que isto não seria impecilho, bastaria Libano ou Siria permitir a passagem dos blindados e das tropas Turcas!!

Agora, me desculpem, aqui não vai nenhum menosprezo a IDF…. marinha por marinha, Israel leva duas surras e nem vai ver de onde levou o primeiro tapa. A grande vantagem de Israel esta na sua força aerea… por terra, apesar da vantagem em equipamento de israel, esta vantagem seria anulada belas baixas advindas deste confronto, pois a Turquia faz parte da OTAN… e não é nenhum cachorro morto!!

http://orientemedio1.wordpress.com/2011/09/11/como-estao-as-relacoes-entre-israel-e-a-turquia-by-mordechai-cano/


NOTA: A CAUSA DE UMA FUTURA GUERRA ENTRE TURQUIA E ISRAEL SERÁ O PETRÓLEO E O GÁS DE CHIPRE E DO MEDITERRÂNEO, POIS, O BÓSFORO E OS OLEODUTOS QUE PASSAM POR LÁ, SÃO CONTROLADOS PELA TURQUIA.


22 junho 2012

Autor de livro prevê a invasão da Turquia em Israel e não da Rússia conforme diz a profecia bíblica de Ezequiel
 
Por gerações os cristãos que investigam as profecias bíblicas sobre o fim dos tempos têm olhos Rússia com desconfiança, imaginando como e quando o ataque esperado a partir do norte de Israel seria lançado, o ataque marcando o início do fim.

Mas o autor do novo livro, "Oriente Médio Besta: o caso bíblico de um anticristo islâmico", diz que os crentes devem esquecer a Rússia e, em vez se preocupar com a Turquia.

Na verdade, poucos dias atrás, primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdogan pediu Fethullah Gulen, o imã de recluso, sem dúvida o mais poderoso movimento islâmico do mundo, a voltar para casa para a Turquia. 

Isto é, afinal, onde uma estrutura de poder islâmico governado como recentemente cerca de um século atrás, e enquanto o Irã, Egito e Síria as manchetes nos dias de hoje para as suas actividades muçulmanas, a influência islâmica na Turquia só continua aumentando.

"Queremos que este anseio chegue a um fim", disse Erodgan. "Queremos ver aqueles que estão no exterior e desejando a terra natal para estar entre nós ... Nós estamos dizendo que essa ausência de casa [de Gulen] deveria acabar."

Joel Richardson, o autor do novo"Beast Oriente Médio", diz a suposição sobre a Batalha de Magog e Gog, revelado na profecia bíblica em Ezequiel 38 e 39, devem ser corrigidos para que as pessoas entendem.

Em um comentário no WND hoje, Richardson explica que a suposição de que a referência bíblica para Magog indicaria a Rússia foi desenvolvido cerca de 100 anos atrás, e tem sido ensinada e discutida desde então.

Na realidade, porém, mais provável é a Turquia, disse ele.

"Para aqueles preocupados com a verdade, por unanimidade ciência moderna afirma que é hora de descartar a noção de que o profeta Ezequiel previu uma invasão russa a Israel", escreve ele. "O que então ele prevê? Que atualmente crescente nação do Oriente Médio que Ezequiel nos apontam como o líder de uma coalizão últimos dias, que virá contra Israel?
"Em meu novo livro, 'Besta Oriente Médio: O caso bíblico para um anticristo islâmico,' Eu proporcionar ao aluno médio das Escrituras com todas as ferramentas necessárias para compreender muitos dos mais importantes do fim dos tempos profecias da Bíblia. Como as dificuldades do fim desta era agora rastejar sempre tão perto, é absolutamente imperativo que os estudantes das Escrituras diligentemente estudar o significado dos textos de uma forma cuidadosa e responsável. A urgência da hora exige nada menos ", disse ele.

Veja seus comentários:

Ele disse que, o aumento do pressuposto de que o exército que marcharia para atacar Israel seria russo, surgiu na época do lançamento da Bíblia de Referência Scofield em 1900, e que influenciou muitas outras obras de referência.

Vários dos recursos bíblicos incluem mapas, mostrando Magog ser na Rússia.

Ele diz que em 1971, o então ainda Governador Ronald Reagan, continuou o foco, dizendo: 

"Ezequiel nos diz que Gog, a nação que irá liderar todos os outros poderes contra Israel, virá do norte. Os estudiosos da Bíblia têm dito para as gerações que Gog deve ser a Rússia. Que outra nação poderosa dá para o norte de Israel?, Nenhuma. outra, senão a Rússia "

Mas a pesquisa que Richardson consideraria mais precisa retrata Magogue como estando na Turquia:

Richardson explica que há uma maneira diferente de interpretar os resultados da Bíblia nas conclusões diferentes. Mas ele disse que, "no século atrasado, no sétimo século e no início 
do sexto, quando Ezequiel profetizou, Magog, Mescheck e Tubal foram conhecidos por terem  habitado na Ásia Menor, na Turquia moderna."
O livro de Richardson segue o seu anterior sucesso, "O Anticristo islâmico", um livro que mudou a visão escatológica de muitos cristãos evangélicos desde o seu lançamento há dois anos.

O novo livro começa onde o anterior parou - com evidência ainda mais bíblica de que o Anticristo há muito aguardado será uma figura do Oriente Médio, um muçulmano.

Enquanto a maioria dos estudantes da Bíblia, há muito tempo decidiram que alguma forma de religião ou humanismo universalista iria catapultar o Anticristo ao poder mundial, "A Besta do Oriente Médio" sistematicamente faz o caso, de que o Anticristo está mesmo de agora em diante batendo à nossa porta.

Fonte: http://www.wnd.com/


Read more: http://www.revelacaofinal.com/2012/06/autor-de-livro-preve-invasao-da-turquia.html#ixzz2I5F3mSWE

http://www.revelacaofinal.com/2012/06/autor-de-livro-preve-invasao-da-turquia.html



A guerra ao Líbano e a batalha pelo petróleo

Por Michel Chossudovsky

Haverá uma relação entre o bombardeamento do Líbano e inauguração do mais estratégico oleoduto do mundo, o qual transportará mais de um milhão de barris de petróleo por dia para mercados ocidentais? 

Virtualmente desapercebida, a inauguração do oleoduto Baku-Tblisi-Ceyhan (BTC), que liga o Mar Cáspio ao Mediterrâneo Oriental, verificou-se a 13 de Julho, exactamente no princípio dos bombardeamentos do Líbano realizados por Israel. 

Um dia antes dos ataques israelenses, os principais parceiros e accionistas do projecto do oleoduto BTC, incluindo vários chefes de Estado e executivos de companhias petrolíferas, compareciam ao porto de Ceyhan. Eles foram então despachados para uma cerimónia de inauguração em Istambul, convidados pelo presidente da Turquia, Ahmet Necdet Sezer, nas elegantes vizinhanças do Palácio Çýraðan. 

Também presentes estavam o presidente da British Petroleum (BP), Lord Browne, juntamente com altos responsáveis governamentais da Grã-Bretanha, EUA e Israel. A BP dirigiu o consórcio do oleoduto BTC. Outros grandes accionistas ocidentais incluem a Chevron, Conoco-Philips, Total da França e ENI da Itália (ver anexo ). 

O ministro da Energia e Infraestrutura de Israel, Binyamin Ben-Eliezer, estava ali presente, juntamente com uma delegação de altos responsáveis petrolíferos israelenses. 

O oleoduto BTC contorna totalmente o território da Federação Russa. Ele transita através das antigas repúblicas soviéticas do Azerbaijão e Geórgia, ambas as quais tornaram-se "protectorados" americanos, firmemente integradas dentro de uma aliança militar com os EUA e a NATO. Além disso, tanto o Azerbaijão como a Geórgia têm acordos de cooperação militar a longo prazo com Israel. Em 2005, companhias georgianas receberam US$ 24 milhões em contratos militares financiados pela assistência militar americana a Israel sob o chamado "Foreign Military Financing (FMF) program".   

Ver: http://www.jewishvirtuallibrary.org/jsource/states/GA.html 

Israel tem interesse nos campos petrolíferos azeris, dos quais importa uns vinte por cento do seu petróleo. A abertura do oleoduto reforçará substancialmente as importações petrolíferas israelenses da bacia do Mar Cáspio. Mas há uma outra dimensão que se relaciona directamente com a guerra ao Líbano. Em paralelo ao enfraquecimento da Rússia, Israel candidata-se ao desempenho de um importante papel estratégico na "protecção" do transporte no Mediterrâneo Oriental e nos corredores do oleoduto até Ceyhan. 

Militarização do Mediterrâneo Oriental 

O bombardeamento do Líbano é parte de um roteiro cuidadosamente planeada e militarmente coordenado. A extensão da guerra à Síria e ao Irão já foi contemplada pelos planeadores militares americanos e israelenses. Esta agenda militar mais vasta está intimamente relacionada com o petróleo e os oleodutos estratégicos. É apoiada pelos gigantes petrolíferos ocidentais que controlam os corredores do oleoduto. Em última análise procura controle territorial sobre a linha costeira do Leste do Mediterrâneo. 

Neste contexto, o oleoduto BTC dominado pela British Petroleum, mudou dramaticamente a geopolítica do Mediterrâneo Oriental, a qual agora está ligada, através de um corredor de energia, à bacia do Mar Cáspio:

"[O oleoduto BTC] altera consideravelmente o status dos países da região e cimenta uma nova aliança pro-ocidental. Tendo levado o oleoduto até o Mediterrâneo, Washington praticamente estabeleceu um novo bloco com o Azerbaijão, a Geórgia, a Turquia e Israel". (Komerzant, Moscovo 14/Julho/2006).

Israel agora é parte do eixo militar anglo-americano, o qual serve os interesses dos gigantes petrolíferos ocidentais no Médio Oriente e na Ásia Central. 

Enquanto os relatórios oficiais declaram que o oleoduto BTC "transportará petróleo para mercados ocidentais", o que é raramente reconhecido é que parte do petróleo do Mar Cáspio será directamente dirigido para Israel. Em relação a isto, foi encarado um projecto de oleoduto submarino israelense-turco que ligaria Ceyhan ao porto israelense de Ashkelon e, a partir dali, através do sistema principal de oleodutos de Israel, ao Mar Vermelho. 

O objectivo de Israel é não só adquirir o petróleo do Cáspio para as suas próprias necessidades de consumo como desempenhar um papel chave na reexportação do mesmo em retorno para os mercados asiáticos através do porto de Eilat, no Mar Vermelho. As implicações estratégicas desta re-orientação do petróleo do Mar Cáspio são de grande alcance. 

Em Abril de 2006, Israel e Turquia anunciaram planos para quatro oleodutos submarinos, os quais passariam ao largo do territórios sírio e libanês.

"A Turquia e Israel estão a negociar a construção de um projecto de energia e água de muitos milhões de dólares que transportará água, electricidade, gás natural e petróleo por pipelines para Israel, com o petróleo a ser enviado para diante de Israel para o Extremo Oriente. 

A nova proposta turco-israelense em discussão encararia a transferência de água, electricidade, gás natural e petróleo para Israel através de quatro pipelines submarinos. 
www.jpost.com/ 

"O petróleo de Baku pode ser transportado para Ashkelon através deste novo oleoduto e para a Índia e o Extremo Oriente [através do Mar Vermelho]". 

"Ceyhan e o porto mediterrâneo de Ashkelon estão situados a apenas 400 km de distância. O petróleo pode ser transportado para a cidade em petroleiros ou através de pipelines submarinos construídos para isso. A partir de Ashkelon o petróleo pode ser bombeado através do oleoduto já existente para o porte de Eilat no Mar Vermelho e dali pode ser transportado para a Índia e outros países asiáticos em petroleiros. (REGNUM).

Água para Israel 

Também está envolvido neste projecto uma conduta para trazer água a Israel, bombeando água dos recursos a montante dos rios Tigre e Eufrates na bacia da Anatolia. Isto tem sido um objectivo estratégico a longo prazo de Israel em detrimento da Síria e do Iraque. A agenda de Israel em relação à água é apoiada pelo acordo de cooperação militar entre Tel Aviv e Ancara. 

O re-direccionamento do petróleo da Ásia Central 

Divergir petróleo e gás da Ásia Central para o Mediterrâneo Oriental (sob protecção militar israelense), para reexportá-lo para a Ásia, serve para minar o mercado de energia inter-asiático, o qual está baseado no desenvolvimento de corredores de oleodutos directos ligando a Ásia Central e a Rússia à Ásia do Sul, a China e o Extremo Oriente. 

Em última análise, este desenho é destinado a enfraquecer o papel da Rússia na Ásia Central e desligar a China dos recursos petrolíferos da Ásia Central. Pretende também isolar o Irão. 

Nesse ínterim, Israel emergiu como um novo jogador poderoso no mercado global de energia. 

Guerra e oleodutos 

Antes do bombardeamento do Líbano, Israel e Turquia haviam anunciado as rotas do oleoduto submarino, que passam ao largo da Síria e do Líbano. Estas rotas submarinas não transgridem abertamente a soberania territorial do Líbano e da Síria. 

Por outro lado, o desenvolvimento de corredores alternativos por terra (para petróleo e água) através do Líbano e da Síria exigiria o controle territorial israelense-turco sobre a linha costeira mediterrâneo oriental através do Líbano e da Síria. 

A implementação deste projecto exige a militarização da linha costeira do Leste do Mediterrâneo, caminhos marítimos e rotas por terra, estendendo-se desde o porto de Ceyhan através da Síria e do Líbano até a fronteira libanesa-israelense. 

Não será isto um dos objectivos ocultos da guerra ao Líbano? Tornar acessível um espaço que permite a Israel controlar um vasto território que se estende desde a fronteira libanesa através da Síria até a Turquia. 

"A longa guerra" 

O primeiro ministro israelense Ehud Olmert declarou que a ofensiva israelense contra o Líbano "perduraria por muito longo tempo". Enquanto isso, os EUA aceleraram embarques de armas para Israel. 

Há objectivos estratégicos subjacentes à "Longa guerra", os quais estão ligados ao petróleo e aos oleodutos. 

A campanha aérea contra o Líbano está inextricavelmente relacionada com os objectivos estratégicos americano-israelenses no conjunto do Médio Oriente, incluindo a Síria e o Irão. Em recentes desenvolvimentos, a secretária de Estado Condoleeza Rice declarou que a principal finalidade da sua missão ao Médio Oriente não era pressionar por um cessar fogo no Líbano, mas ao invés disso isolar a Síria e o Irão. (Daily Telegraph, 22/Julho/2006).

Neste momento crítico, o reabastecimento dos stocks israelenses com armas de destruição em massa produzidas nos EUA aponta para uma escalada da guerra tanto dentro como para além das fronteiras do Líbano.

Anexo:

Os accionistas do BTC Co. são: BP (30.1%); AzBTC (25.00%); Chevron (8.90%); Statoil (8.71%); TPAO (6.53%); Eni (5.00%); Total (5.00%), Itochu (3.40%); INPEX (2.50%), ConocoPhillips (2.50%) e Amerada Hess (2.36%). (fonte: BP) 

 Artigo relacionado: The Militarisation of the Eastern Mediterranean: Israel's Stake in the Baku-Tbilisi-Ceyhan pipeline , 23/Maio/2006 

Para pormenores sobre a campanha contra o oleoduto ver:
 
http://www.bakuceyhan.org.uk/more_info/bp_pipeline.htm 

O original encontra-se em: www.globalresearch.ca/ 

Este artigo encontra-se em: http://resistir.info/ 

http://resistir.info/chossudovsky/pipeline_btc.html

O Grande Jogo do petróleo grego

Ruben Eiras, 25 de outubro de 2012

A epopéia do recém-descoberto petróleo grego continua a redesenhar os equilíbrios geopolíticos do Mediterrâneo, com o surgimento em força dos EUA. E também da Rússia.

Com efeito, de acordo com a insuspeita United States Geological Survey , a Grécia é o país da UE e do Euro com o maior potencial prospetivo de exploração de petróleo, com cerca de 22 mil milhões de barris no Mar Jónico e 4 mil milhões de barris no Mar Egeu.Por comparação, o poço Lula no Brasil (uma das maiores descobertas da última década) tem cerca de 8 mil milhões de barris.

Segundo a Reuters, deram entrada recentemente na Grécia cerca de 8 pedidos de licença de exploração. 

Mas os hidrocarbonetos gregos também existem em outras geografias geopoliticamente complexas. Em Maio último, a empresa petrolífera americana Noble Energy anunciou a descoberta de uma vasta reserva de gás natural ao largo da costa do Chipre grego . Só que este reservatório situa-se numa Zona Económica Exclusiva de proclamação unilateral por parte da Grécia.

A nova importância geoestratégica da Grécia

Porque haveria uma empresa americana expor-se a um risco geopolítico desta natureza? 

Porque para além do óbvio prémio do ouro negro, os EUA querem afirmar-se como os árbitros da repartição da vasta riqueza petrolífera entre a Grécia e a Turquia, e de permeio, mitigar os intentos russos de influência no Mediterrâneo (através da aquisição de portos gregos), o qual se está a tornar num elo vital do corredor energético eurasiático a sul.

Neste contexto, não podemos esquecer as descobertas de enormes reservas de gás natural no off-shore de Israel e do Líbano , com outro imbróglio de disputas territoriais do solo marinho pelo meio.

A Grécia encaixa-se neste "puzzle" geopolítico com uma dupla importância estratégica: não só como detentora de vastas reservas de petróleo e gás, mas também como a principal porta de entrada de recursos energéticos, a sul, para o mercado europeu.

Face à atitude da UE e da Alemanha (mais preocupados em destruir a economia grega), os EUA estão a preencher o vazio político, tentando "costurar" um acordo entre a Grécia e a Turquia sobre as fronteiras da plataforma continental submarina.

Uma vez conseguido esse objetivo, não só as empresas americanas de petróleo e gás acedem a uma porta de entrada privilegiada nos dois países, como ainda os EUA se assumem como o fiel da balança na questão cipriota. Não será por acaso que Richard Morningstar , o responsável pela Política Energética Eurasiática dos EUA, foi tão enfático sobre os direitos de exploração do Chipre numa recente conferência em Atenas promovida pela revista The Economist:

"Quanto ao Chipre, como já disse várias vezes, os Estados Unidos reconhece o direito de Chipre para perfurar em sua zona de offshore. Acreditamos também que as empresas americanas trarão a experiência de classe mundial sem paralelo na exploração offshore, e apoiamos suas propostas para fazer o trabalho nesta região, como fazemos em outras regiões.

Como já disse também, acreditamos que qualquer receita potencial futura de petróleo e gás em Chipre devem ser equitativamente partilhados entre as duas comunidades. Nossa mensagem chave tanto para a República de Chipre, quanto para a Turquia, reflete nossa política de longa data, que é o de apoiar os esforços liderados pelos cipriota sob os auspícios da ONU para reunificar a ilha em uma federação, bizonal-bicomunal e encorajando os dois lados para chegar a uma solução pacífica . Esta questão poderia nos ajudar a chegar lá, o que permitiria tudo de Chipre e outros países para compartilhar os benefícios do Mediterrâneo Oriental ". (The Economist).


Rússia vai ao jogo no gás 

E não podemos esquecer que EUA, Grécia e Turquia são membros da NATO. Os EUA com esta aproximação económica também poderão estar a procurar uma vantagem militar, por exemplo, com a criação de uma base em território grego. Ficam perto de Israel, mitigando simultaneamente a influência russa na região: a Gazprom já manifestou intento em controlar alguns portos helénicos, bem como está prestes a apresentar uma proposta para a aquisição de uma das maiores empresas de gás gregas .

É o Grande Jogo em curso na geopolítica da energia no Mediterrâneo.

 
P.S. - Este caso do petróleo e gás grego/israelita/turco, traz a seguinte lição para Portugal:

O país tem de conseguir investir muito mais no conhecimento da sua geologia para saber com precisão que recursos realmente existem, sobre no solo marinho. Atualmente, o avanço tecnológico eleva o potencial de resultados positivos. A extensão da Plataforma Continental submarina e o desenvolvimento de capacidades tecnológicas endógenas para a sua exploração não são questões menores: são de suprema importância estratégica para o futuro de Portugal, pois desbravam potenciais novas fontes de recursos geradoras de riqueza sustentável. Grande parte da prosperidade económica futura joga-se na exploração dos recursos localizados em solo marinho.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/o-grande-jogo-do-petroleo-grego=f762174#ixzz2I5FoMdaF

http://expresso.sapo.pt/o-grande-jogo-do-petroleo-grego=f762174



Síria: Uma saída para o gás e o petróleo do Curdistão

Publicado em 30 de julho de 2012

Por Luiz Carlos Azenha
Um aspecto frequentemente desprezado na crise da Síria tem relação com os planos da nação curda, cujo futuro parece promissor diante da decisão dos Estados Unidos de bancarem a virtual partilha do Iraque, por causa do petróleo.

Trecho de artigo de M K Bhadrakumar, no Asia Times Online, joga luz na questão:

Os Estados Unidos esperam que a Turquia “jogue seu papel como aliado numa vasta faixa de terra que vai do Mar Negro ao Cáucaso, do Mar Cáspio até a Ásia Central. Em última análise, os Estados Unidos tem várias cartas do jogo nas mãos — um jogo que se sofisticou durante a Guerra Fria — para manipular as políticas turcas. Isso é evidente na centralidade conferida por Washington ao líder curdo iraquiano, Massoud Barzani, na estratégia mais ampla dos Estados Unidos.

Obama recebeu Barzani na Casa Branca recentemente. Barzani se tornou peça importante das políticas turco-estadunidenses na Síria. Isso aconteceu meses depois da ExxonMobil ter assinado, em outubro passado, contrato para desenvolver campos de petróleo localizados na região do Curdistão controlada por Barzani, ignorando os protestos de Bagdá, que alegava que tal contrato com uma autoridade provincial, desconhecendo o governo central, seria uma violação da soberania do Iraque.

Na semana passada, a gigante norte-americana Chevron anunciou que também comprou uma fatia controladora de 80% de uma empresa que opera numa área combinada de 1.124 quilômetros quadrados que está sob controle de Barzani.

A entrada da ExxonMobile e da Chevron muda o panorama da política regional sobre a Síria. A questão é que a melhor rota para o mercado mundial dos massivos depósitos de petróleo e gás do Curdistão será pela cidade portuária síria de Latakia, no Leste do Mediterrâneo. Na verdade, uma nova dimensão do plano de jogo dos Estados Unidos-Turquia fica evidente.

A Siyah Kalem, uma empresa de engenharia e construção turca, tem proposta para transportar o gás natural do Curdistão. Evidentemente, em algum lugar do subsolo, os interesses corporativos de Anatolia (que tem ligações com o partido islamista que governa a Turquia) e a política externa do país em relação à Síria estão convergindo. Os interesses dos Estados Unidos e da Turquia são comuns quanto à geopolítica das reservas de energia do norte do Iraque.

Mas Barzani não é apenas um parceiro de negócios para Washington e Ancara mas também um agente chave para tratar da questão curda na Turquia. Com apoio de Washington, ele lançou um projeto para reunir todas as facções curdas — turcas, iraquianas e sírias — sob uma nova proposta política.

Barzani promoveu uma reunião com as facções curdas em Arbil [capital do Curdistão iraquino] no mês passado. Barzani, claramente, tentou subornar os líderes de várias facções curdas com fundos providenciados por Ancara. Ele afirma que foi bem sucedido na reconciliação de diferentes grupos curdos na Síria (a insurgência curda na Turquia é liderada por curdos sírios). Ele também alega que persuadiu os curdos sírios a romper suas ligações com Bashar [Assad, o presidente da Síria] e se alinhar com a oposição.

Essas ações de Arbil tem um papel vital no futuro curso do [primeiro-ministro turco Recep] Erdogan na Síria. Como um importante analista do Washington Institute para o Oriente Médio,
Soner Cagaptay, indicou recentemente, ‘a inquieta e bem organizada minoria curda na Síria, em sua maior parte, não confia na Turquia’”.

http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/siria-uma-saida-para-o-gas-e-petroleo-do-curdistao.html



Síria, centro da guerra pelo gás

16 DE JULHO DE 2012

Da geopolítica do petróleo para a do gás

Por Imad Fawzi Shueibi

Imad Fawzi Shueibi:  Geopolítico e filósofo. Presidente do centro de documentação e estudos estratégicos de Damasco - Síria. 

A  agressão midiática e militar contra  Síria está diretamente relacionada com a concorrência global pelos recursos energéticos, explica o Professor Imad Shuebi no magistral  artigo que apresentamos hoje.

Nesse exato momento em que assistindo ao colapso da zona do euro, e que uma grave crise econômica levou os Estados Unidos a acumular uma dívida superior a 14.940 bilhões de dólares; no  momento em que a influência americana declina em contraste com os países emergentes que conformam o Brics, se faz evidente que a  chave para o exito econômico e o predomínio político reside principalmente no controle da energia do século XXI:  o gás. 

A Síria tornou-se alvo  justamente por estar no meio do mais importante reservatório de gás do planeta. O petróleo foi a causa das guerras do século XX. Hoje estamos vivendo  o surgimento de uma nova era: a da guerras do gás.

Após a queda  da União Soviética, ficou claro para os russos que a corrida  armamentista  havia lhes prejudicado em demasia  , sobretudo no campo energético, onde  faltou a energia  necessária ao processo de modernização industrial do país. Os  Estados Unidos, por outro lado, tinham conseguido se desenvolver e impor, sem muitas dificuldades,  sua política internacional nesta área graças a sua presença por décadas nas áreas de petróleo. Os russos decidiram, em seguida,  posicionar-se nas  fontes de energia, tanto nas que produzem petróleo,  como nas empresas de produção de gás. 

Considerando que, devido à sua distribuição internacional, o setor de petróleo não oferecia boas perspectivas, Moscou apostou  pelo gás , por sua produção, seu transporte e sua comercialização em larga escala. Tudo começou em 1995, quando Vladimir Putin traçou a estratégia da Gazprom: partindo desde as áreas de produção de gás da Rússia até Azerbaidjão, Turcomenistão, Irã (para comercialização), até o Oriente Médio. A verdade é que os projetos North Stream e South Stream  demonstraram os esforços de Vladimir Putin e seu governo de situar  a Rússia na arena internacional  na área energética,  que já desempenha um papel importante na economia européia, que, durante as próximas décadas,  dependerá do gás como alternativa ao petróleo ou como complemento deste, quando deu prioridade ao gás, em detrimento do petróleo.

A partir desse contexto, era urgente para Washington implementar  seu próprio projeto: 

Nabbuco , uma estratégia que concorria com a dos  russos e que jogava para desempenhar um papel decisivo na determinação da estratégia e política energética para os próximos 100 anos.

Fato é que o gás será a principal fonte de energia do século XXI, uma alternativa diante da redução das reservas mundiais de petróleo e, ao mesmo tempo, uma fonte de energia limpa.O controle das zonas gasíferos no mundo disputado entre as antigas potências e as emergentes é o elemento que dá origem a um conflito internacional com manifestações de caráter regional.

É evidente que a Rússia  aprendeu com as  lições do passado, pelo menos no que se refere aquilo que,  do ponto de vista da economia,   contribuiu para o  colapso da União Soviética , que foi, precisamente,  a falta de controle dos recursos de energia  indispensáveis para   o desenvolvimento da estrutura industrial.  A Rússia compreendeu  que o gás está destinado a ser a fonte de energia do próximo século.

A historia da “partida de xadrez” do gás

Vladimir Putin y Alexei Miller, presidente de Gazprom encontraram-se.

Um primeiro olhar para o mapa do gás revela que este recurso está localizado nas seguintes regiões, o mapa diz respeito tanto à situação dos depósitos como ao acesso as áreas de consumo:

1.  Rússia: Vyborg e Beregvya 
2.  Anexo  a  Rússia: Turcomenistão 
3.  Nos arredores mais ou menos imediatos da Rússia: Azerbaidjão e Irã 
4.  Ex-influência da Rússia: Geórgia 
5.  Mediterrâneo Oriental: Síria e Líbano 
6.  Catar e Egito.

Moscou trabalhou rapidamente sobre dois eixos: O primeiro foi a criação de um projeto sino-russo  de longo prazo, com bases no  crescimento econômico do Bloco de Shangai; o segundo foi garantir o controle das reservas de gás. Com este desenho,  foram  assentadas as bases dos projetos North Stream e South Stream que se confronta com o projeto americano Nabucco, projeto apoiado pela União Europeia, com vistas ao gás do mar Negro e do Azerbaidjão. Uma corrida estratégica para o controle  das reservas de gás se  estabeleceu  entre os dois projetos distintos.





Os Projetos da Rússia:

O projeto North Stream conecta diretamente a Rússia com a Alemanha através do mar Báltico, até Weinberg e Sassnitz, sem passar pela Bielorússia. O projeto South Stream começa na Rússia, atravessa o mar Negro até a Bulgária e se divide passando pela  Grécia e pelo Sul da Itália, por um lado, e pela Hungria e a Áustria, por outro lado.


O projeto dos Estados Unidos:

O projeto Nabucco  parte da Ásia Central e dos arredores do mar Negro, passando através da Turquia - onde situa-se a infra-estrutura de armazenamento - , e corta a Bulgária, passa pela Roménia, Hungria e chega até a Áustria, de onde é direcionado para a República Checa, Croácia, Eslovênia e Itália. Originalmente, deveria passar pela Grécia, idéia que foi abandonada devido à pressão da Turquia.

Por suposição, "Nabucco" deveria ser o concorrente para os projetos dos russos. Nabucco estava previsto para 2014, mas diversos problemas técnicos provocaram seu adiamento até 2017. A partir desse adiamento, o projeto Russo começou a ganhar  a batalha pelo gás, mas cada  parte trata  sempre de estender seu próprio projeto para novas áreas.

Isso tem haver, por um lado com o gás iraniano, que os Estados Unidos pretendia incorporar ao projeto Nabucco conectando-o ao ponto de armazenamento de Erzurum, na Turquia. E, também, com o gás vindo do Mediterrâneo Oriental, ou seja, Síria, Líbano e Israel.

Em julho de 2011, Iran firmou vários acordos para o transporte do seu gás através do Iraque e da Síria. Por conseguinte, Síria tornou-se o principal centro de armazenagem e de produção, vinculado, também,  com as reservas do Líbano. Se abre assim um espaço geográfico, estratégico e  energético completamente novo, que abarca Iran, Iraque, Síria e o Líbano. 

Os obstáculos que  esse novo  projeto (Nabucco) enfrenta,  há mais de um ano, dão uma idéia do grau de intensidade na luta que o império está travando  pelo controle da Síria e do Líbano. Ao mesmo tempo, esclarece o papel da França, que considera o Mediterrâneo Oriental  sua própria zona de influência histórica, por conseguinte,  destinada a satisfazer os interesses franceses, logo, isso justifica precisamente, recuperar o terreno perdido desde II Guerra Mundial. Em outras palavras, a França pretende desempenhar um papel importante no mundo do gás, para isto já adquiriu um tipo de “seguro saúde”, com a  Líbia, agora,  pretende obter um «seguros de vida» que somente as riquezas da Síria e do Líbano podem proporcionar. Turquia, por seu lado, se sente excluída desta guerra do gás devido ao atraso do projeto Nabucco e porque não tem nada a ver com os projetos South e North Stream. O gás do Mediterrâneo Oriental parece lhe escapar inexoravelmente a medida que se afasta do projecto Nabucco.


O Eixo Moscou-Berlim

Gerhard Schroeder e Alexei Miller. Em 30 de março de 2006, ex-chanceler alemão foi nomeado chefe da construção do North Stream.

Para realizar os dois projetos, Moscou criou a empresa Gazprom, em 1990. Alemanha, ansiosa por se livrar de uma vez por todas das consequências da Segunda Guerra Mundial , se preparou para se juntar aos dois projetos, tanto em termos de instalações e de revisão do gasoduto norte e as instalações de armazenamento do duto de South Stream em sua área de influência, principalmente na Áustria. 

A empresa Gazprom foi fundada com a colaboração de Hans-Joachim Gornig, um alemão conhecido em Moscou, ex-vice presidente da Companhia alemã de Petróleo e gás industrial que supervisionou a construção da rede de gasodutos RDA . Até outubro de 2011, o diretor da Gazprom foi Vladimir Kotenev, ex-embaixador da Rússia na Alemanha. 

Gazprom assinou diversas transações com empresas alemãs, em primeiro lugar com aquelas que cooperam com o projeto North Stream, como as gigantes  E.ON, do setor de energia, e  BASF, do setor da indústria química. No caso da E.ON, existem cláusulas que garantem tarifas preferenciais quando há alta dos preços. Isso significa uma espécie de subsídio “político” da Rússia às empresas de energia alemãs. 

Moscou aproveitou a liberalização dos mercados europeus do gás para forçá-los a desconectar as rede de distribuição das instalações de produção. Superados os confrontos antigos entre a Rússia e Berlim , abriu-se uma fase de cooperação econômica baseada em facilitar a enorme dívida que pesava sobre os ombros da Alemanha, de uma Europa excessivamente  endividada pelo domínio  americano. Se trata de uma Alemanha que considera que o espaço germânico (Alemanha, Áustria, República Checa e Suíça) está destinado a converter-se no centro da Europa, sem ter de suportar as conseqüências do envelhecimento de todo o continente, ou da queda de outra superpotência. 

As  iniciativas alemãs de Gazprom empresa conjunta (joint venture) da Wingas com Wintershall, uma subsidiária da BASF,  é a maior produtora de petróleo e gás da Alemanha e controla 18% do mercado de gás. Gazprom outorgou aos seus principais parceiros alemãs participação em seus ativos russos, nunca visto anteriormente. Assim, BASF e E.ON controlam cada uma  cerca de um quarto dos campos de gás de  Lujno-Rousskoie  que alimentarão em grande parte o circuito North Stream.  Não será coincidência se a equivalente alemã da Gazprom, chamado de "Gazprom a germânica" chegar a ser proprietária de 40% da empresa austríaca Austrian Centrex Co, especializada em armazenamento de gás e se destina a ampliar-se até Chipre. 

Esta expansão não é certamente do agrado da Turquia, país ansioso por sua  participação no projeto Nabucco . Participação que consistiria em  armazenar, comercializar e transportar um volume de gás que chegaria a 31.000 milhões de metros cúbicos de gás por ano, cifra que poderia crescer para 40.000 milhões ao ano, um projeto que faz com que  Ancara seja cada vez mais dependente das decisões Washington e da OTAN , sobretudo tendo em conta as várias recusas aos seus pedidos de adesão à União Européia. 

Os vínculos estratégicos determinados pelo  gás são cada vez mais decisivos na arena política : o lobby de Moscou junto ao Partido Social Democrata alemão, na  Renânia do Norte-Westfália, onde há uma  importante base industrial , centro do conglomerado alemão RWE,  fornecedor de eletricidade e onde se situa uma subsidiária da E.ON, Hans-Joseph Fell, responsável pela política de energia dos Verdes, reconheceu a existência dessa influência. 

Segundo ele, as 4 empresas alemãs vinculadas à Rússia têm um papel importante na definição da política energética alemã. Estas empresas contam com a Comissão de Relações Econômicas da Europa Oriental, - isto é, com  empresas que mantêm contatos econômicos muito próximo com a Rússia e com os países do antigo bloco soviético -  Comisão que dispõe, por sua vez, de uma rede muito complexa  de influências sobre os ministros e a opinião pública.

Na Alemanha,  a discrição é a regra no que diz respeito à crescente influência da Rússia, com base no princípio de que é altamente necessário melhorar a "segurança energética" na Europa.

É interessante notar que a Alemanha considera que a política da União Européia destinada a resolver a crise do euro pode prejudicar os investimentos Germano-Russos . Esta razão, entre outras, explica a relutância da Alemanha para o resgate do euro, moeda  muito sobrecarregada pelas dívidas da Europa, apesar do bloco germânico poder suportar essas dívidas. Além disso, sempre que os demais países  europeus se opõem à sua política com a Rússia, a Alemanha declara que os planos utópicos da Europa não são viáveis ??e que , inclusive,  poderiam  levar a Rússia a vender  seu gás na Ásia, o que colocaria em risco a segurança energética da Europa. 

Este casamento por interesses entre os Germânicos e os russos  está enraizado no legado da Guerra Fria:  3 milhões de russos vivem atualmente na Alemanha, representando a maior comunidade estrangeira desse país,  depois da comunidade turca. Putin também era favorável  a utilização da rede de  responsáveis da RDA,  que favoreceu os interesses das empresas russas na Alemanha, sem mencionar o recrutamento de ex-agentes da Stassi, como diretores de pessoal e finanças  da Gazprom Germania, assim como o diretor financeiro do Consórcio North Stream, Warnig Matthias , quem, segundo o Wall Street Journal , ajudou  Putin recrutar espiões em Dresde, na época em que o próprio Putin era agente da KGB. É certo, no entanto, que o uso que a Rússia tem dado as suas  antigas relações não tem sido prejudicial para a Alemanha, uma vez que os interesses de ambas as partes têm sido beneficiados sem favoritismo para qualquer lado.

O projeto North Stream , a principal ligação entre a Rússia e a Alemanha, foi inaugurado recentemente com um condutor que custou 4,700 milhões de euros. Apesar deste condutor ligar a Rússia com a Alemanha, dado o reconhecimento dos europeus  do fato de este projeto garantir a segurança energética da Europa, França e Holanda foram forçados a declarar que era de fato um "projeto europeu" . É importante mencionar, nesse sentido que o Sr.. Lindner, diretor-executivo do Comitê Alemão das Relações Econômicas com os Países da Europa Oriental declarou, com toda a seriedade do mundo que se tratava  realmente  de "um projeto europeu e não de um projeto alemão e que [o projeto] não encerraria  a Alemanha em maior dependência da Rússia”. Esta declaração ressalta a inquietação provocada  pelo aumento da influência russa na Alemanha. A verdade é que o projeto North Stream é, pela sua estrutura, moscovita e não europeu. 

Os russos podem paralisar a sua vontade a distribuição de energia na Polônia e em vários países , isso sem falar que terão todas as condições  de vender o gás para a melhor oferta. No entanto, a Alemanha é de muita importância para a  estratégia da Rússia, como plataforma que necessita para  desenvolver sua estratégia continental, especialmente considerando que a Gazprom Germania participa de 25 projetos cruzados, em países como a Grã-Bretanha, Itália , Turquia, Hungria, entre outros. Isto nos leva a crer que a Gazprom está prestes a se tornar, em pouco tempo,  uma das maiores empresas do mundo, se não se tornar a mais importante.




Um novo mapa da Europa e, em seguida, um novo mapa do mundo

Os gasodutos North Stream, South Stream e Nabucco

Os dirigentes da Gazprom  não só desenvolveram seu projeto, como  também conseguiram conter o projeto Nabucco. Gazprom detém 30% do projeto envolvendo a construção de uma segunda linha condutora de gás para o leste, seguindo aproximadamente a mesma rota prevista do projeto Nabucco. Os próprios partidários dessa  segunda condutora confessam que se trata de  um projeto "político" destinado a proporcionar uma demonstração de força ao travar e até mesmo bloquear o projecto Nabucco. Moscou se esforçou , também, por comprar gás da Ásia central e no mar Cáspio para enterrar este projeto e ridicularizar Washington politicamente, economicamente e estrategicamente.

Gazprom está explorando instalações vinculadas ao gás na Áustria, ou seja, no entorno estratégico da Alemanha, além de alugar instalações na Grã-Bretanha e na França. São, no entanto, as importantes estruturas de armazenamento na Áustria, que serão usadas para redesenhar o mapa  energético de Europa, já que irão prover a Eslovênia, a Eslováquia, a Croácia, a Hungria, a Itália e a Alemanha. A essas instalações deve ser adicionado o centro de armazenamento que Gazprom está construindo em Katrina, com a cooperação da Alemanha,  capacitando desta forma a exportação de gás para os principais centros de consumo na Europa Ocidental.

A Gazprom criou  uma instalação comum de armazenamento com Sérvia para fornecer gás à Bósnia-Herzegovina e a própria Sérvia. Também em curso, a realização de estudos de viabilidade sobre métodos de armazenamento semelhantes na República Checa, Roménia, Bélgica, Grã-Bretanha, Eslováquia, Turquia, Grécia e, inclusive, na  França. 

A Gazprom reforça a posição de Moscou, provedor de 41% do gás consumido na Europa. Isto representa uma mudança substancial nas relações entre o Oriente e o Ocidente, a curto, médio e longo prazo. Também indica um declínio da influência estadunidense, representada pelos escudos antimísseis, e se verifica o  estabelecimento de uma nova organização internacional cujo pilar fundamental será a gás. Tudo isso explica a intensificação da luta pelo gás, desde a costa oriental do Mediterrâneo até o Oriente Médio.

Nabucco e Turquia em  dificuldades 

Carente de fontes de abastecimento e sem clientes identificados, Nabuccos segue em atraso

Era de supor que Nabucco transportaria gás até a  Áustria  através de 3 900 km do território turco e que estava projetado para fornecer anualmente, para os mercados europeus, 31 000 milhões de m3 de gás natural provenientes do Oriente Médio e da bacia do mar Cáspio. A difícil  situação da coalizão OTAN/EUA/França para eliminar os obstáculos aos seus interesses em matéria de abastecimento de gás no Oriente Médio, principalmente na Síria e no Líbano, reside na necessidade de assegurar a estabilidade e o consentimento do entorno quando se fala de infra-estruturas e investimentos que requerem a indústria do gás. A resposta Síria foi firmar contrato que autoriza a passagem do gás iraniano em seu território, passando através do Iraque. A batalha é, portanto, centrada em torno do gás sírio e libanês. Ele irá alimentar a Nabucco ou South Stream ??

O consórcio Nabucco é composto por várias empresas: a alemã REW, a austríaca OML, a turca  Botas, a búlgara Energy Holding Company e a romena Transgaz. Há 5 Anos,  os custos iniciais foram estimados em 11.200 milhões de dólares, mas até o ano 2017 poderia chegar a 21.400 milhões. Isso levanta inúmeras questões à sua viabilidade econômica já que Gazprom tem contratos com vários países que deveriam alimentar a Nabucco, que já não pode contar com os excedentes do Turcomenistão, sobretudo após as tentativas sem sucesso para capturar o gás iraniano. Esse último fator é um dos segredos que são desconhecidos sobre a batalha por Irã, país que ultrapassou  a linha vermelha em seu desafio aos Estados Unidos e Europa ao escolher o Iraque e a Síria como rotas para o trajeto de uma parte de seu gás.

Assim, a maior esperança de Nabucco é o abastecimento com o gás do Azerbaijão e o reserva de Shah Deniz, convertido em quase a única fonte de aprovisionamento de um projeto que parece ter fracassado sem ter começado. Isso é o que se segue, por um lado, da aceleração da assinatura de contratos que Moscou concluiu para a compra de fontes inicialmente destinadas a Nabucco e das dificuldades surgidas, por outro lado, ao  tratar de impor mudanças geopolíticas no Irã, Síria e Líbano. 

E tudo isto ocorre num momento em que a Turquia reclama sua participação no projeto Nabucco, quer seja mediante um contrato com o Azerbaijão para a compra de 6.000 milhões de m³ de gás em 2017 ou através da anexação da Síria e do Líbano, com a esperança de impedir o trânsito do petróleo iraniano ou receber uma parte da riqueza gasífera do Líbano e da Síria. Parece que a possibilidade de  ter um lugar na nova ordem mundial exige prestar certa quantidade de serviços, que vão do apoio militar até servir de base ao dispositivo estratégico do escudo antimisseis.

Talvez a principal ameaça para o Nabucco seja a tentativa russa de faze-lo fracassar através da negociação de contratos mais vantajosos a favor da Gazprom para North Stream e South Stream, que invalidaria os esforços dos Estados Unidos e da Europa, diminuiria a influência de ambos e perturbaria a política energética dessas concorrentes no Irã e/ou no Mediterrâneo. Além disso, Gazprom poderia tornar-se um dos investidores ou operadores mais importantes das novas reservasde gás na Síria e no Líbano. Não por acaso, em 16 de agosto de 2011, o Ministro de Petróleo da Síria anunciou a descoberta de um poço de gás em Qara perto de Homs, cuja capacidade seria de 400 000 m ³ por dia (146 milhões de m ³ por ano), para não mencionar a importância do gás Mediterrâneo existente.

Os projetos North Stream e South Stream , por conseguinte, reduziu a influência política dos Estados Unidos, que agora parece ter ficado para trás. Os sintomas de hostilidade entre os Estados europeus e a Rússia foram atenuados, mas a Polônia e os Estados Unidos não parecem dispostos a renunciar. No final de outubro de 2011, estes dois países anunciaram a alteração de sua política de energia como conseqüência da descoberta de reservas européias de carvão que deveriam diminuir a dependência à Rússia e ao Médio Oriente. Parece  ser uma meta ambiciosa, mas só possível a longo prazo devido a inúmeras etapas previas  exigidas  para a comercialização já que se trata de um  tipo de carvão encontrados em rochas  sedimentares a milhares de metros abaixo da terra, que requer o uso de técnicas hidráulicas de fratura e alta pressão para liberar o gás e sem falar ou  considerar os riscos para o ambiente.


A participação da China

A  Organização de Cooperação de Shangai, conformada por Russia, China, Kazajstán, Kirguistán, Tayikistán y Uzbekistán

A cooperação sino-russo no campo energético  é o motor da parceria estratégica entre os dois gigantes. De acordo com especialistas, constitue, inclusive,  "base" do duplo veto em defesa da  Síria no Conselho de Segurança.Esta operação não  tem que ver unicamente com o abastecimento da China em condições preferenciais. China participa  diretamente com a distribuição de gás, através da aquisição de ativos  e de instalações, bem como em um projeto de controle conjunto das redes de distribuição. Paralelamente, Moscou mostra sua flexibilidade nos preços do gás, desde que tenha acesso ao ambicionado mercado interno chinês.Se tem garantido, portanto, que os peritos russos e chineses trabalhem juntos nos seguintes  campos:

«Coordenação de estratégias energéticas, Previsão e prospecção, Desenvolvimento dos  mercados, Eficiência energética e Fontes alternativas de energia».

Outros interesses estratégicos comuns estão relacionados com os riscos que representa o projeto americano de 'escudo antimísseis'. Washington tem envolvido não apenas o Japão e Coréia do Sul, mas no início de setembro de 2011, convidou, também,  a Índia a aderir ao projeto. Isto traz como conseqüência que as preocupações de ambos os países se cruzam no momento que Washington trata de reativar sua estratégia na Ásia central ou em seja na Rota da Seda

Essa estratégia é a mesma que George Bush havia empreendido (o projeto da Grande Ásia Central) com vistas a contrariar, com a colaboração da Turquia,  a influência da Rússia e da China, resolver a situação no Afeganistão até 2014 e impor  a força militar da OTAN em toda região. O Uzbequistão já sinalizou que  poderia acomodar a OTAN, e Vladimir Putin tem avaliado  que o que poderia fazer fracassar as investidas do ocidente e impedir que os Estados Unidos prejudique a Rússia seria a expansão do espaço Russia-Kazajstán - Bielorrússia, em cooperação com Pequim.

O panorama dos mecanismos da atual luta internacional  dá  idéia do processo existente de formação de uma nova ordem internacional, com base na luta pela supremacia militar e cujo elemento central é a energia,  com o gás em primeiro lugar.


O gás de Síria

A «revolução siria» é uma encenação midiática que esconde a intervenção  militar ocidental para a conquista do gás.

Quando Israel empreendeu  a extração de petróleo e gás, a partir de 2009, ficou claro que a bacia do Mediterrânea  se havia somado ao jogo e que haveria duas possibilidades: Síria seria  alvo de um ataque ou toda a região viveria em paz, pois se supõe que o século XXI seja o século da energia limpa.

De acordo com o Washington Institute for Near East Policy (WINEP, Think-Tank do AIPAC), a bacia do Mediterrânea contém as maiores reservas de gás e é, precisamente,  na Síria onde se localizam as mais importantes. Este mesmo Instituto também emitiu a hipótese de que a batalha entre a Turquia e Chipre se  intensificará porque a Turquia não pode aceitar a perda do projecto Nabucco (apesar do contrato assinado com Moscou em Dezembro de 2011 para o transporte de grande parte do gás  de South Stream através da Turquia).

A revelação do segredo do gás sírio dá uma idéia da importância do que está realmente em jogo. Quem tenha o controle da Síria poderá controlar o Médio Oriente. E a partir da Síria, portão da Ásia, terá  em suas mãos a chave da Rússia e, também, da China, através da “Rota da Seda”, assim você poderá dominar o mundo neste século, já que é o século do gás.É esta  a razão pela qual os signatários do acordo de Damasco, que permite que o gás iraniano passe pelo Iraque e chegue ao Mediterrâneo, criando um novo espaço geopolítico e cortando a linha vital do Projeto Nabucco, declararam na época que "A Síria é a chave da nova era".


Artigos que tratam do mesmo tema na Red Voltaire:

«Suspende Estados Unidos sus planes de guerra convencional contra Damasco y Teherán», Red Voltaire, enero 2012. 

«Nueva guerra de Israel contra Líbano por el gas?», Alfredo Jalife-Rahme, Red Voltaire, 09 de agosto de 2010. 

 «La nueva importancia geopolítica de Lubmin», F. William Engdhal, Red Voltaire, 19 d
e septiembre de 2010. 

«Cambio crucial en la geopolítica de oleoductos», M. K. Bhadrakumar, Red Voltaire, 08 de febrero de 2010 

Fontes originais:

La Syrie, centre de la guerre du gaz au Proche-Orient

Imad Fawzi Shueibi. Réseau Voltaire | Damas (Syrie)

8 mai 2012

http://www.voltairenet.org/La-Syrie-centre-de-la-guerre-du
En Español: 

Siria, centro de la guerra del gas en el Medio Oriente. 

Por Imad Fawzi Shueibi

Red Voltaire - Damasco (Siria)

13 de mayo de 2012

http://www.voltairenet.org/Siria-centro-de-la-guerra-del-gas

Postado do sítio:http://ciaramc.org/ciar/boletines/cr_bol433.htm

http://somostodospalestinos.blogspot.com.br/2012/07/siria-centro-da-guerra-pelo-gas.html



Petróleo grego em alta tensão

05/07/2012

Por: Ruben Eiras

A Grécia é o país da UE e do Euro com o maior potencial prospetivo de exploração de petróleo, com cerca de 22 mil milhões de barris no Mar Jónico e 4 mil milhões de barris no Mar Egeu. Por comparação, o poço Lula no Brasil (uma das maiores descobertas da última década) tem cerca de 8 mil milhões de barris.
Este facto é conhecido pela Troika do FMI, UE e BCE desde 2010. Em vez de promover a produção petrolífera para reequilibrar as contas gregas e aumentar a autonomia energética europeia, a ordem é privatizar a única via que o Estado grego dispõe para pagar aos credores.
Eis a razão pela qual russos e chineses digladiam-se para controlar os portos gregos: passam a controlar terminais de distribuição de petróleo e gás para os Balcãs e centro da Europa, e conquistam uma inédita presença estratégica no mediterrâneo.

Ciente desta ameaça, os EUA não dormem e Hillary Clinton deslocou-se recentemente à Grécia para tentar acertar condições de E&P com a Turquia, com o envolvimento da empresa americana Noble Energy. O problema reside em que a Grécia não dispõe de uma ZEE e por isso não tem garantido o direito soberano sobre os recursos no solo marinho. Por isso, Clinton foi tentar um acordo de repartição entre Grécia, Turquia e a Noble Energy. Na semana seguinte, os russos foram bater à porta dos gregos com proposta semelhante.

Se considerarmos que Israel será um exportador líquido de gás ainda nesta década e que Chipre também uma bacia rica em petróleo, concluem-se dois factos:
 
O Mediterrâneo será um foco de tensão geopolítica em torno dos recursos petrolíferos.

A UE sofre de uma cegueira estratégica extrema ou a Alemanha já desistiu da Europa.

A importância estratégica de capacidades de exploração submarina para a sustentabilidade dos países.

Para saber mais: http://www.infowars.com/rising-energy-tensions-in-the-aegean%E2%80%94greece-turkey-cyprus-syria/

http://inteligenciaeconomica.com.pt/?p=13565



A guerra do oleogasodutostão na Síria

Por Pepe Escobar

12 DE AGOSTO DE 2012

Muito abaixo do “vulcão de Damasco” e da “batalha de Aleppo”, as placas tectônicas do tabuleiro de xadrez da energia global continuam a mover-se. Além da tragédia e do luto da guerra civil, a Síria é também disputa pelo poder no oleogasodutostão. 

Por Pepe Escobar, na Al-Jazira

Há mais de um ano, foi fechado um negócio de US$10 bilhões no Oleogasodutostão,entre o Irã, o Iraque e a Síria, para construir, até 2016, um gasoduto que unirá os campos de petróleo gigantes de South Pars no Irã – atravessando o Iraque e a Síria, com uma possível extensão até o Líbano – e os mercados alvos de exportação (a Europa). 

Ao longo dos últimos 12 meses, com a Síria naufragada em guerra civil, não se falou do oleogasoduto. Até que a conversa recomeçou. A paranóia suprema da União Europeia é não se deixar prender, como refém, pela Gazprom russa. O oleogasoduto Irã-Iraque-Síria é item essencial para diversificar os suprimentos de energia e pôr fim ao “monopólio” russo. 

Mas é mais complicado que isso. Acontece que a Turquia é o segundo maior cliente da Gazprom. Toda a arquitetura da segurança energética turca depende do gás que vem da Rússia – e do Irã. A Turquia sonha com tornar-se a nova China, configurando a Anatólia como o entroncamento-encruzilhada estratégico para a exportação do óleo e gás da Rússia e dos campos de gás e petróleo russos, Cáspio-Central-asiático, iraquiano e iraniano, para a Europa. 

Tente passar a perna em Ancara nesse jogo, e você terá problemas. Até praticamente ontem, Ancara aconselhava Damasco a fazer reformas – e depressa. A Turquia não queria o caos na Síria. Hoje, a Turquia está alimentando o caos na Síria. Examinemos uma das possíveis razões 

A Síria não é grande produtor de petróleo; suas reservas estão sumindo. Mesmo assim, até o início da guerra civil, Damasco vendia nada desprezíveis $4 bilhões anuais em petróleo – um terço do orçamento do governo. 

A Síria é muitíssimo mais importante como uma encruzilhada de energia, mais ou menos como a Turquia, mas em menor escala. O ponto chave é que a Turquia precisa da Síria para atender sua estratégia de energia.

A parte síria no Oleogasodutostão inclui o gasoduto AGP (Arab Gas Pipeline), do Egito a Trípoli e o IPC, de Kirkuk, no Iraque, a Banyas – ocioso desde a invasão, pelos EUA, em 2003. 

A peça central da estratégia de energia da Síria é a “Política dos Quatro Mares” [orig. Four Seas Policy – conceito introduzido por Bashar al-Assad no início de 2011, dois meses antes do início do levante. É mais ou menos como uma mini usina turca – uma rede de energia que liga o Mediterrâneo, o Cáspio, o Mar Negro e o Golfo. 

Damasco e Ancara imediatamente puseram mãos à obra – integrando as grades, unindo-as ao gasoduto AGP e, o que é crucial, planejando a extensão do gasoduto AGP de Aleppo a Kilis na Turquia; o que permitiria uni-lo adiante à ópera perene do Oleogasodutostão [6] Nabucco, supondo que essa dama gorda consiga algum dia cantar (o que absolutamente ainda não é garantido). 

Damasco também já se preparava para aproximar-se do IPC; no final de 2010, assinou um memorando de entendimento com Bagdá para construir um gasoduto e dois oleodutos. Mercado-alvo, mais uma vez: a Europa. 

Foi quando começou o inferno. Mas mesmo quando os levantes já estavam em andamento, o negócio de $10 bilhões do Oleogasodutostão Irã-Iraque-Síria foi clinchado. Se concluído, transportaria 30% a mais, de gás, que o quase definitivamente condenado projeto Nabucco. 

Aí está o xis da questão: o que alguns chamam de Gasoduto Islâmico, contorna (e deixa para trás) a Turquia. 

O veredito permanece aberto sobre se esse complexo gambito no Oleogasodutostão pode ser considerado, ou não, um casus belli que explique que Turquia e OTAN ponham-se enlouquecidamente à caça de Assad. Mas não se deve esquecer que a estratégia de Washington no sul da Ásia, desde o governo de Clinton (o marido) sempre foi contornar, deixar para trás, isolar e ferir o Irã por todos os meios necessários. 

Ligações perigosas 

Damasco com certeza perseguia uma muito complexa estratégia de dois braços – ligando-se simultaneamente com a Turquia (e o Curdistão iraquiano), mas também contornando e deixando para trás a Turquia e incorporando o Irã. 
Com a Síria presa numa guerra civil, nenhum investidor global sequer sonharia em brincar de Oleogasodutostão. Mas, num cenário pós-Assad, todas as opções estão abertas. Tudo dependerá do futuro relacionamento entre Damasco e Ancara, e Damasco e Bagdá. 

O petróleo e o gás terão de vir do Iraque, de qualquer modo (além de mais gás, do Irã); mas o destino final do Oleogasodutostão sírio pode ser a Turquia, o Líbano ou a própria Síria – exportando diretamente a partir do leste do Mediterrâneo. 

Ancara está definitivamente apostando num governo pós-Assad liderado pelos sunitas, não muito diferente do partido AKP. A Turquia já suspendeu a exploração de petróleo que fazia em parceria com a Síria e está às vésperas de suspender todas as relações comerciais. 

As relações entre Síria e Iraque dão-se por dois eixos entre os quais parece haver um mundo a separá-los: com Bagdá e com o Curdistão iraquiano. 

Imaginem um governo formado pelo Conselho Nacional Sírio e pelo Exército Sírio Livre: seria definitivamente oposto a Bagdá, sobretudo em termos sectários; sobretudo, o governo de maioria xiita de al-Maliki vive em bons termos estratégicos com Teerã; nos últimos tempos, também com Assad. 

As montanhas alawitas comandam as estradas do Oleogasodutostão sírio na direção dos portos de Banyas, Latakia e Tartus no Mediterrâneo leste. Há também muito gás ainda por ser descoberto – notícia surgida de recentes explorações em Chipre e Israel. Assumindo que o regime de Assad seja derrubado e empreenda alguma retirada estratégica para as montanhas, multiplicam-se as possibilidades de alguma espécie de guerrilha que sabote os dutos. 

No pé em que as coisas estão hoje, ninguém sabe como uma Damasco pós-Assad reconfigurará suas relações com Ancara, Bagdá e o Curdistão iraquiano – para nem falar de Teerã. Mas não há dúvidas de que a Síria continuará a jogar o jogo do Oleogasodutostão. 

O enigma curdo 

Quase todas as reservas de petróleo sírias estão no nordeste curdo – geograficamente, entre Iraque e Turquia; o resto está ao longo do Eufrates, rumo ao sul. 

Os curdos sírios são 9% da população – cerca de 1,6 milhão de pessoas. Embora não sejam sequer minoria considerável, os sírios curdos já perceberam que, aconteça o que acontecer num ambiente pós-Assad, eles estão muito bem posicionados no Oleogasodutostão, oferecendo via direta para exportações de petróleo do Curdistão iraquiano, em teoria contornando e deixando para trás ambas, Bagdá e Ancara. 

É como se toda a região estivesse jogando um Bingo de Quem Contorna (e deixa para trás) Quem. Na medida em que se possa dizer que o Gasoduto Islâmico contorna (e deixa para trás) a Turquia, um negócio direto entre Ancara e o Curdistão iraquiano para construir dois oleogasodutos estratégicos de Kirkuk a Ceyhan pode também ser interpretado como contornar (e deixar para trás) Bagdá. 

Bagdá, é claro, resistirá – destacando que os dutos são nada, vazios e inoperantes, a menos que o governo receba a parte que lhe cabe: afinal, pagam 95% do orçamento do Curdistão iraquiano. 

Os curdos, tanto na Síria como no Iraque, têm jogado com grande esperteza. Na Síria, não confiam nem em Assad nem no Conselho Nacional Sírio. O Partido PYD – ligado ao PKK – diz, do CNS, para desqualificá-lo, que não passa de fantoche da Turquia. E o Conselho Nacional Curdo [ing. Kurdish National Council (KNC)] teme a Fraternidade Muçulmana Síria. 

Assim, a maioria absoluta dos cursos sírios têm-se mantido neutros: não apoiam os fantoches turcos (ou sauditas); todo o poder à causa pan-curda. Salih Muslim Muhammad, líder do PYD, resumiu tudo: “O que interessa aos curdos é afirmar nossa existência”. 

Isso significa, essencialmente, mais autonomia. Exatamente o que obtiveram do acordo assinado dia 11 de julho em Irbil, sob os auspícios do presidente do Curdistão iraquiano Masoud Barzani: o Curdistão sírio coadministrado pelo PYD e pelo Conselho Nacional Curdo. Foi consequência direta de o regime Assad ter optado por uma esperta retirada estratégica. 

Não surpreende que Ancara esteja em surto de pânico.– Ancara vê não só o PKK encontrando paraíso seguro na Síria, hospedado pelos primos do PYD, mas vê, também dois semiestados curdos, de facto, que emitem poderosos sinais na direção dos curdos na Anatólia. 

Para minimizar esse pesadelo, Ancara poderia ajudar economicamente os cursos sírios, muito discretamente – de ajuda humanitária a investimentos em infraestrutura – usando para isso suas boas relações com o Curdistão iraquiano. 

Na visão de mundo de Ancara, nada se pode interpor no caminho de seu sonho de tornar-se a ponte essencial de energia entre Ocidente e Oriente. Implica relações extremamente complexas com nada menos que nove países: Rússia, Azerbaijão, Geórgia, Armênia, Irã, Iraque, Síria, Líbano e Egito. 

Quanto ao mundo árabe em geral, já desde antes da Primavera Árabe discutia-se seriamente um Oleogasodutostão árabe para unir ligasse Cairo, Amã, Damasco, Beirute e Bagdá. Pode fazer mais para unificar e desenvolver um novo Oriente Médio que qualquer “processo de paz”, “mudança de regime” ou levante pacífico ou super militarizado. 

Nessa delicada equação, o sonho de um Grande Curdistão volta à cena. E os curdos podem ter boas razões para otimismo: muito em silêncio, Washington parece apoiá-los, numa aliança estratégica absolutamente sem alarde. 

Claro que os motivos de Washington não são exatamente altruístas. O Curdistão iraquiano comandado por Barzani é ferramenta valiosa para que os EUA mantenham um pé militar no Iraque. O Pentágono jamais admitirá, mas já há planos avançados para a instalação de uma nova base militar dos EUA no Curdistão iraquiano – ou para transferir para o Curdistão iraquiano a base da OTAN atualmente em Incirlik. 

Essa é um dos mais fascinantes subtramas da Primavera Árabe: os curdos encaixam-se perfeitamente no jogo de Washington em todo o arco do Cáucaso ao Golfo. 

Mais de um executivo da Chevron e da British Petroleum já devem estar babando, ante as possibilidades que se abrem, das triangulações entre Iraque, Síria e Turquia, com vistas a um Oleogasodutostão. E, claro, muitos curdos também salivam abundantemente, só de pensar quantas portas o mesmo Oleogasodutostão abre, para um Curdistão Expandido. 

Notas de rodapé:

[1] 28/3/2012, OpenOil, em: “Syria’s transit future: all pipelines lead to Damascus?”
[2] Orig. I went down to the crossroads. É verso de “Cross Road Blues”, Robert Johnson [1911-1938], pode ser lido em tradução ruim e ouvido cantado pelos The Doors 
[3] 8/3/2012, OilPrice, em: “Don’t Factor Syrian Oil into Market Jitters”
[4] 6/8/2012, EKEM – European Energy Policy Observatory, em: “Syria's Energy Future After the Upheaval”
[5] 6/1/2011, UPI, em: “Syria’s Assad pushes 'Four Seas Strategy” 
[6] 1/10/2009, Pepe Escobar, Truthout, em: “Jumpin’Jack Verdi, Its a Gas, Gas, Gas”
[7] 12/10/2011, Al Jazeera, Nir Rosen, em: “Assad's Alawites: An entrenched community”
[8] 11/6/2010, Haaretz, Gal Luft em: “A geopolitical game changer”
[9] 2/8/2012, OilPrice, Daniel j. Graeber, em: “Kurds Hold the Aces in Iraqi Oil Sector”
[10] 11/7/2012, Iraq Oil Report, Ben Lando & Staff, em: “Kurdistan begins independent crude exports”
[11] 2/8/2012, Today’s Zaman, Servet Yanatma, em: “Drills aimed at PYD under way, US cautions against intervention”

Fonte Redecastorphoto. Traduzido pelo Coletivo de Tradutores da Vila Vudu

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=9&id_noticia=190767

6 de março de 2012



Tensões são crescentes no mar Egeu por energia e envolvem Turquia, Grécia, Israel, Chipre e Síria

William Engdahl 

Sapos Boiling Sibel Edmonds 

05 de marco de 2012 

A descoberta no final de 2010 da bonança  enorme  de reserva em gás natural as margens do Mediterrâneo de Israel desencadeou  em outros países vizinhos um  olhar mais de perto em  suas próprias águas. Os resultados revelaram que todo o leste do Mediterrâneo está nadando em petróleo inexplorado e  em enormes   reservas de gás. Essa descoberta está a ter enormes consequências políticas, geopolíticas, bem como económicas. Ela bem pode ter  potenciais consequências  militares também.

Exploração preliminar confirmou igualmente impressionantes reservas de gás e petróleo nas águas ao largo da Grécia, Turquia, Chipre e, potencialmente, na Síria.
"Energia Sirtaki" grego.

Não é de surpreender, em meio a sua crise financeira desastrosa que o governo grego começou a exploração séria de petróleo e gás. Desde então, o país tem sido um tipo curioso de uma dança com o FMI e os governos da UE, uma espécie de "energia Sirtaki" sobre quem irá controlar e, finalmente, beneficiar das descobertas de recursos enormes  por lá.

Em dezembro de 2010, ao que parece a crise grega ainda pode ser resolvida sem os resgates por-agora  das  enormes ou as privatizações, pois o Ministério de  Energia da Grécia formou um grupo especial de peritos para pesquisar as perspectivas de petróleo e gás em águas gregas.A empresa  da Grécia Energean & Gas começou um maior investimento em perfuração em águas marítimas depois de uma descoberta de petróleo de sucesso menor em 2009. As principais pesquisas geológicas foram feitas. As estimativas preliminares são de que agora total de petróleo offshore em águas gregas ultrapassa 22 bilhões de barris no mar Jónico na Grécia ocidental e cerca de 4 bilhões de barris no norte do Mar Egeu.

O sul do Mar Egeu e Mar de Creta estão ainda a serem explorados, de modo que os números poderiam ser significativamente maiores.Uma anterior política do Conselho Nacional de Política Energética  afirmou que "a Grécia é um dos países menos explorados na Europa a respeito de hidrocarbonetos (petróleo e gás-nós) potenciais". De acordo com um analista grego, Aristóteles Vassilakis, "Pesquisas já feitas que mediram a quantidade de gás natural estimam que para chegar a cerca de nove trilhões de dólares.

Mesmo que apenas uma fração do que está disponível, poderia transformar as finanças da Grécia e de toda a região.

A Oil Tulane University o  especialista David Hynes disse a uma audiência em Atenas recentemente que a Grécia poderia resolver a crise da dívida pública inteira através do desenvolvimento de sua recém-descoberta de gás e petróleo.  Ele estima, conservadoramente, que a exploração das reservas já descobertas poderia trazer ao país mais de 302.000.000.000 € mais de 25 anos. 

O governo grego em vez acaba de ser forçado a concordar com demissões do governo enormes, redução de salários e cortes de pensões para obter acesso a um segundo e empréstimo da  UE e FMI que só irá conduzir o país mais profundamente  em um declínio econômico. Notavelmente, os governos do FMI e da UE, entre eles Alemanha, a procura  de   vez que a Grécia venda  suas portas valiosas e empresas públicas, entre eles, claro, as companhias de petróleo do estado grego, para reduzir a dívida do estado. Na melhor das condições dos ativos selloffs traria o país talvez 50 bilhões de euros. Os planos para o grego empresa estatal de gás natural, DEPA, privatizar 65% de suas ações para reduzir a dívida. Os compradores provavelmente vêm de fora do país, como poucas empresas gregas estão em uma posição na crise para levá-lo.

.Um problema significativo, além do fato de o FMI exige selloff Grécia de  seus interesses petrolíferos públicos, é o fato de que a Grécia não tenha declarado uma zona mais profunda económica exclusiva como maioria dos outros países que prospecção de petróleo. Não foi visto pouca necessidade até agora.  Uma Zona Económica Exclusiva (ZEE) dá a um  estado os  direitos minerais especiais em suas águas declarados nos termos da Terceira Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), que entrou em vigor em Novembro de 1994. Sob UNCLOS III, uma nação pode reivindicar uma ZEE de 200 milhas náuticas da sua costa.

A Turquia já declarou anteriormente que iria considerá-la um ato de guerra, se a Grécia perfurar  ainda mais  o Mar Egeu. Até agora, que não parecem ter graves consequências económicas, como não há reservas de petróleo ou gás eram conhecidos.  Agora é uma história completamente diferente.

”Evangelos Kouloumbis, ex-Ministro da Indústria grego declarou recentemente que a Grécia poderia cobrir "50% das suas necessidades com o óleo a ser encontrados em campos marítimos no Mar Egeu, e o único obstáculo para isso é a forte  oposição turca para uma eventual exploração grega".
Hillary também  dança a Sirtaki ...

A Secretária de Estado, Hillary Clinton voou para Atenas com a energia em sua mente. Isso ficou claro pelo fato de que ela trouxe com ela o seu Enviado Especial para a Eurásia Energia, Richard Morningstar.  Morningstar foi Assessor Especial marido Bill Clinton, o presidente sobre a  Caspian Diplomacy Energe Basin, e um dos agentes de Washington estratégicos nas batalhas geopolíticas para desmembrar a União Soviética e cercar a Rússia em caos  com países hostis pró-OTAN dos  antigos estados da URSS.  Morningstar, juntamente com seu assessor controverso, Matthew Bryza, têm sido os principais arquitetos  de Washington de óleo e geopoliticamente-motivados em projetos de gasodutos que  visam isolar a Rússia e os seus recursos de gás  da Gazprom a UE.  Bryza é um adversário aberto do gasoduto sul-russa da Gazprom  para fluxo de gás que teria trânsito pelos estados do leste do Mediterrâneo. É evidente que a Administração Obama não é nada neutra sobre o novo petróleo grego e descobertas de gás. Três dias depois de Hillary  esteve em   Atenas, o governo grego propôs a criação de uma nova agência governamental para executar propostas de petróleo e gás e levantamentos de perfuração lances finais.

Morningstar é o especialista dos EUA em guerra econômica contra a diplomacia energética russa.  Ele foi fundamental no apoio do oleoduto BTC controversa de Baku através de Tbilisi, na Geórgia transversalmente ao porto turco mediterrâneo de Ceyhan, um empreendimento caro projetado exclusivamente para contornar o trânsito russo de conduzir petróleo. Ele abertamente propôs que a Grécia ea Turquia cessem todas as diferenças históricas sobre Chipre, mais de muitas outras questões históricas e concorda em conjunto que  reúnem todo o seu óleo e gás no Mar Egeu. Ele também disse que o governo grego deve esquecer a cooperação com Moscow sobre o South Stream e Bourgas-Alexandroupolis projetos de gasodutos.

De acordo com um relatório do grego Aristóteles analista político Vassilakis publicado em julho de 2011, motivo de Washington para pressionar a Grécia a unir forças com a Turquia sobre petróleo e gás é forçar uma fórmula para dividir óleo resultante e as receitas do gás. De acordo com seu relatório, Washington propõe que a Grécia obtém 20% das receitas, Turquia outro 20% e apoiado pelos EUA em suas  Empresa Noble Energy de Houston Texas, a empresa com sucesso na perfuração em águas israelenses e grega sno mar, ficaria  com a parte dos 60 %. 

Marido secretária de Estado Hillary Clinton, Bill, é um lobista em Washington para a Noble Energy. 

E algumas complicações  a Chipre ...

Como se estas complicações geopolíticas não foram o suficiente  para a Noble,  que também descobriu grandes volumes de gás ao largo das águas da República de Chipre.   Em dezembro de 2011a  Noble anunciou com sucesso em Chipre de um campo estimado para segurar pelo menos 7 trilhões de pés cúbicos de gás natural. ”

CEO Noble, Charles Davidson comentou à imprensa, "Esta última descoberta no Chipre destaca ainda mais a qualidade  ea importância desta bacia de classe mundial".

Chipre é uma parte complicada de imóveis. Na década de 1970 como desclassificados documentos do governo dos EUA recentemente revelados, o então secretário de Estado Henry Kissinger ativamente incentivada e facilitada de armas para o regime turco  Kissinger  ao anterior e então primeiro-Ecevit ministro Bulent, para encenar uma invasão militar de Chipre em 1974 , com efeito de particionamento da ilha entre o norte etnicamente turca e uma república etnicamente grega de Chipre, no sul, uma divisão que permanece. 

A estratégia de Kissinger, apoiada pelos britânicos se acreditava destinado a criar um pretexto para uma permanente  influência dos EUA e posto militar britânico no Mediterrâneo Oriental durante a Guerra Fria.

  Hoje, a sul etnicamente grego, onda e Noble descobriu grandes depósitos de gás, é membro da UE. Seu presidente, Demetris Christofias, é o único líder nacional na União Europeia, que é um comunista.Ele é também um amigo próximo de Israel, e da Rússia. Além disso, ele é o maior crítico da política externa americana, bem como da Turquia.

Agora Israel está planejando construir um gasoduto submarino dos campos israelenses levantinos em toda água de  Chipre para o continente grego onde seria vendido no mercado da UE. Os governos de Chipre e Israel têm de comum acordo sobre delimitação das respectivas zonas económicas, deixando a Turquia no frio. Turquia ameaçou abertamente Chipre para assinar o contrato com a Noble Energy. Isso levou a uma declaração russa que não iria tolerar ameaças  militares turcas contra Chipre, complicando ainda mais as relações russo-turcas.

As Turco-israelenses  relações, uma vez bastante amigáveis , tornaram-se cada vez mais tensas nos últimos anos no âmbito das políticas  externas de Erdogan .Ankara tem manifestado preocupação com os laços recentes de Israel com seus antagonistas históricos, Grécia e do lado grego do Chipre. [18] Aliado da Turquia a República Turca de Chipre no Norte da ilha ,  tem temores de que poderia perder seu quinhão do gás depois de Israel e Nicósia assinaram um acordo para dividir os 250 quilômetros de mar que os separam.Torna-se evidente, principalmente quando olhar para um mapa do Mediterrâneo oriental, que o petróleo e gás  em bonança prospectiva há uma zona de conflito rapidamente desdobrando   de magnitude tectônica envolvendo a  estratégia dos EUA, Rússia, União Européia, Israel e os interesses turcos, sírios e libaneses.

F. William Engdahl é autor de A Century of War: Política petrolíferos anglo-americanos na Nova Ordem Mundial . Ele pode ser contatado através do seu site no www.engdahl.oilgeopolitics.net onde este artigo foi originalmente publicado.

Notas:

[1] Ioannis Michaletos, empresas gregas Step Up Offshore Oil Exploration-grandes reservas possíveis, 8 de dezembro de 2010, acessado
[2] Ibid.
[3] Hellas Frappe, Hillary chegou à Grécia para selar negócios de exploração de petróleo!, Julho 21, 2011, acessado em http://hellasfrappe.blogspot.com/2011/07/special-report-hillary-came-to-greece. html .
[4] Chris Blake, de perfuração de petróleo no mar Egeu ou melhor ajudar a aliviar a crise da dívida da Grécia, 07 de julho de 2011, acessado
[[5] Ibid.
[6] John Daly, Grécia Considerando Plugging Aegean Islands em Rede Energia turco, 22 de novembro de 2011, accessed acessada
[7] das Nações Unidas, Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar de 10 de Dezembro de 1982: PARTE VI: plataforma continental, Article76, Definição da plataforma continental, acessado em http://www.un.org/depts/los/ convention_agreements/texts/unclos/part6.htm .
[8] Chris Blake, op. cit. cit.
[9] Ioannis Michaletos, op. cit. cit.
[10] Hellas Frappe, op. cit. cit.
[11] Ibid.
[12] Ibid.
[13] Hugh Naylor, vastos campos de gás encontrados fora margens de Israel causar problemas em casa e no exterior, 24 de janeiro de 2011, acessado
[14] Press Release Noble Energia, Gás Natural significativa descoberta Offshore República de Chipre, 28 de dezembro de 2011, acessado
[15] Larisa Alexandrovna e Muriel Kane, documentos ligação Nova Kissinger a dois golpes de Estado 1970, 26 de junho de 2007, acessado em http://rawstory.com/news/2007/Intelligence_officers_confirm_Kissinger_role_in_0626.html .
[16] Yilan, o conflito de Chipre desafia solução pronta, 30 de maio de 2011, acessado em http://turkeymacedonia.wordpress.com/2011/05/30/cyprus-conflict-defies-ready-solution/ .
[17] Stephen Blank, Turquia e Chipre Gás: Problemas mais adiante em 2012 Analista Turquia, vol. 5 no. 5 n. 1, 9 January 2011, accessed in http://www.silkroadstudies.org/new/inside/turkey/2012/120109B.html . 1, 09 de janeiro de 2011, acessado em http://www.silkroadstudies.org/new/inside/turkey/2012/120109B.html .
[18] Hugh Naylor, op. cit. cit.

Tradução: Bússola escolar e adaptação-Daniel-UND 

Fonte: http://2012umnovodespertar.blogspot.com.br/2012/03/tensoes-sao-crescentes-no-mar-egeu-por.html



O que (ainda) não te contaram sobre a Síria – A mesma tática usada na Líbia
 
 A Geoestratégia do petróleo na região
 
Na luta para se apropriar da merda do diabo (nome Africano do nosso "ouro negro"), há dois fatores que afetam diretamente o Líbano e a Síria.
 
As reservas de hidrocarbonetos recém-descobertas: 

Em 16 de Agosto de 2011, o Ministério sírio do Petróleo anunciou a descoberta de um poço de gás em Qara perto de Homs. Sua capacidade de produção seria de 400.000 metros cúbicos por dia 146 milhões de metros cúbicos por ano. E isso, independentemente do gás na costa síria do Mediterrâneo.

As reservas de gás recém-descobertas no Mediterrâneo Oriental: a Síria e o Líbano. 
Um assessor de companhia de petróleo francesa disse que as companhias internacionais de petróleo começaram a desenvolver planos de perfuração no Triângulo Líbano-Chipre-Palestina, após o conhecimento da grande reserva. Várias empresas estão presentes na corrida de perfuração na região do Mediterrâneo, incluindo as estadunidenses Chevron e Exxon , as francesas GDF Suez e Total, a Gazprom da Rússia e outros.

Mas de acordo com Washington Institute for Near East Policy (WINEP, el think-tank del grupo sionista en Estados Unidos AIPAC), a bacia do Mediterrâneo encerra uma das maiores reservas de gás ao largo da costa do Líbano e da Síria e é precisamente na Síria onde se localiza as mais importantes. 

O mapa mostra que o gás está nas seguintes regiões (localização dos sítios e o acesso as zonas de consumo):

1. Rússia: Vyborg e Beregvya 
2. Anexo à Rússia: Turquemenistão 
3. Nos arredores mais ou menos imediata da Rússia, Azerbaijão e Irã. 
4. Arrancado à Rússia: Geórgia 
5. Mediterrâneo Oriental: a Síria e o Líbano
6. Qatar e Egito.

Devido a isso os conflitos já existentes das águas territoriais entre Israel e Líbano provavelmente se intensificarão. 

 
 
Esses dois fatos dão uma outra perspectiva para o conflito sírio  e torna mais compreensível as mentiras proferidas pelo Ocidente para roubar os recursos da Síria e do Oriente Médio. No entanto, há mais fatores que geralmente não são levados em conta.

Estradas de escoamento da energia

Além de novas reservas de gás descobertas, Síria e Líbano têm uma importância chave no escoamento da produção petroleira da região  por vários motivos.

Os recentes acordos com o Irã e o Iraque. "O Irã tem acordos assinados em julho de 2011 para o transporte de gás através do Iraque e da Síria, acordos que fazem a Síria um ponto de encontro e de produção em associação com as reservas do Líbano".

Este acordo com Damasco, permite que o gás iraniano  passe através do Iraque e chegue ao Mediterrâneo, circundando o projeto Nabucco, que é promovido pelos Estados Unidos. 

Nabucco foi projetado para prejudicar e interromper o circuito do sul para a  Rússia. Um projeto que não faz mais que atrasar, como explicado pelo especialista Imad Fawzi Shueibi.


a) O acordo sobre o trajeto para levar o petróleo do Iraque ao Mediterrâneo passando pela Síria e Líbano,  que permite evitar o conflitivo Estreito de Ormuz.

b) A prorrogação do BTC para Israel. O trajeto  BTC . Baku (Azerbaijão), Tbilisi (Geórgia) Ceyhan (Turquia) considerado um dos mais importantes do mundo,  foi colocado em operação, curiosamente, durante a agressão ao Líbano no verão de 2006.


Como temos documentado durante anos esta estrada de escoamento da energia teria um projeto de extensão com o intuito de conectá-la a travessia de norte ao sul dos territórios ocupados, ou seja Israel: A Trans-Israel, já em operação, até o Mar Vermelho 

Há apenas dois problemas:  primeiro passar pela Síria , em seguida,  o Líbano. Algo que se resolveria pela aplicação do famoso mapa do coronel Peters que  elimina  a costa da Síria (e, de passagem, a única base russa em Tartus, no Mediterrâneo)

A costa da Síria seria incluída em um "grande Líbano" naturalmente domesticado por Israel. armas contra a Guerra do Boletim n º 134.

Este plano, obviamente, não será possível sem a eliminação do Hezbollah no Líbano e os atuais regimes da Síria e do Irã, que apóiam uns aos outros.


Essa remodelação teria, também, uma grande vantagem para   Israel, que se apropriaria das cobiçadas águas  do rio Litani, no Líbano como já o fez com  o aqüífero das  Colinas de Golan, tomado da Síria. Como explicamos a guerra da água é também uma das razões para o ataque à Síria Boletim N º412.

Há um outro cenário onde todas as dificuldades  se solucionariam: o projeto da ‘Grande Israel”. Um projeto cada vez mais improvável à medida que cresce o descrédito  internacional ao Estado sionista e avança o inevitável questionamento a sua existência.

De qualquer modo, devemos considerar os conflitos nos 3 países como parte de um todo. Síria, Líbano e Iran estão no mesmo pacote da agenda ocidental e da agenda sionista para remodelar o Oriente Médio. Por sua vez, nesta  remodelação está incluído a obstinação  de manter a hegemonia contra países concorrentes: por exemplo: BRICS, OCS. Neste caso, especialmente a Rússia e a China, que logicamente, deram mostras que não vão tolerar  que o imperialismo estadunidense freie seu desenvolvimento. Por isso, o conflito já está transbordando as fronteiras da Síria , já se encontra no Líbano .Isso torna urgente denunciar as mentiras que encobrem as verdadeiras causas deste “conflito”. É responsabilidade de todos faze-lo, porque a situação pode se  complicar até limites  imagináveis.

 
Referências:
 
35] Pt citado: gás fileiras primeiro nas lutas do Médio Oriente. Imad Fawzi Shueibi.
http://dissidentvoice.org/2012/04/Gas-Ranks-First-in-Middle-East-Struggles/
[36] Como Safir (15 de Maio de 2012) Mohammad Ballout, corresponsal en Paris
http://www.voltairenet.org/la-Strategie-pour-soustraire-Le
[37] http://www.voltairenet.org/+-American-Israel-Public-Affairs-+?lang=es
[38] Centro da Síria do gás na Guerra do Oriente Médio
Imad Fawzi Shueibi. Rede de Voltaire. Damasco (Síria). 8 De Maio de 2012.http://www.voltairenet.org/la-Syrie-Centre-de-la-Guerre-du
[39] Líbano: Linha azul serviço marítimo israelense ambição! Guerra do gás não é apenas a Síria. Dr. Amin Hoteit. No tayyar.org de 14 de Maio de 2012 
código & www.Mondialisation.ca/index.php?context=viewArticle = HOT20120514 & articleId = 30841
[40] A parte de baixo da disputa nova fronteira entre o Líbano e Israel (por Sibylle Rizk). http://www.lecommercedulevant.com/node/19336
[41] Fileiras de gás pela primeira vez no Médio Oriente lutas. Imad Fawzi Shueibi.
http://dissidentvoice.org/2012/04/Gas-Ranks-First-in-Middle-East-Struggles/
[42] Syrie, au centro de la guerre du gaz Proche-Orient. Imad Fawzi Shueibi.Réseau Voltaire | Damas (Syrie) | 8 de Maio de 2012.http://www.voltairenet.org/la-Syrie-Centre-de-la-Guerre-du
[43]Boletim 134 remodelação do médio de acordo com Estados Unidos.Adiantamento de implantação militar para a guerra contra o Irão e a Síria.Alfredo Embid. http://www.ciaramc.org/CIAR/Boletines/cr_bol134.htm
[44] Boletim n. º 412. O que você não contam sobre a Síria. Repetição do mesmo script do que na Líbia. parte 7. 

Aqueles direcionando as associações de direitos humanos sírio? O lugar da Síria durante a guerra da água. Os financiadores da Federação Internacional dos direitos humanos, a coalizão para o Tribunal Penal Internacional e a Human Rights Watch são os mesmos. Organizações de direitos humanos e a assistir, promover outra guerra. 

Alfredo Embid

http://ciaramc.org/CIAR/Boletines/cr_bol412.htm

http://ciaramc.org/ciar/boletines/cr_bol433.htm#_ftnref41

http://navalbrasil.com/o-que-nao-te-contam-sobre-a-siria-repeticao-do-mesmo-script-para-a-libia/



Os jogos do petróleo no Médio Oriente

3 DE DEZEMBRO DE 2012

Porque é que países não produtores de petróleo, Israel, Síria ou Líbano, e aparentemente sem qualquer "interesse" se encontram no meio de guerras sem fim? Este mapa pode ajudar a descifrar algumas dúvidas.

O petróleo e gás natural do Qatar, do Koweit e até da Arábia Saudita, passa muito pela exportação através de países como Israel, Síria e Líbano.

Israel:

Para além da chamada terra prometida bíblica, em que esse povo teria direito a um Estado, criado à custa de um povo ancestral existente nesse mesmo território, e para além da intenção sionista de criar um posto avançado no Médio Oriente patrocinado pelos Estados Unidos, Israel é um posto de passagem para o petróleo e o gás proveniente do Qatar e Koweit.

Líbano:

Nação fustigado por numerosas guerras, a única, em que devido à sua população metade cristã e metada musulmana, tem um parlamento em que a maioria tem um primeiro ministro de ideologia oposta à do parlamento para promover um certo equilíbrio, esse país é percorrido por um oleoduto e gasoduto proveniente do Iraque/Koweit.

Síria:

Tão badalada nas notícias actuais, com um sanguinário presidente, que fez desse país um dos mais desenvolvidos do Médio Oriente, com uma democracia em que considera a mulher igual ao homem, esse país tão cobiçado, encontra-se numa linha de exportação do petróleo e gás proveniente do Iraque/Koweit.

Esses países estão na mira dos países ocidentais por serem um obstáculo à exportação de petróleo, que ficaria muito mais caro através do Canal de Suez ou contornando o continente africano.

Daí o Hamas ser um obstáculo a eliminar, daí o presidente Sírio ser um obstáculo a eliminar, daí Israel ser fundamental, apesar das sucessivas lesões e opressão ao povo palestiniano, ser um amigo.

A Realpolitik torna-se assim fundamental para os países ocidentais que vêm no Líbano um estado demasiado permissivo, na Síria um alvo a abater e em Israel um um parceiro "democrata" que luta contra o fundamentalismo árabe.

O Koweit reconquistado pelos Estados Unidos na Guerra do Golfo, quando sempre fez parte do Iraque, está controlado, foi "libertado". 

A Arábia Saudita sob domínio de uma casta apoiada pelos Estados Unidos, um dos países árabes mais ortodoxo, em que as mulheres são tratadas como objectos,  está sob controlo.

O petróleo de Baku (Azerbaijão) e a sua passagem para ocidente foi controlado pelas guerras da Geórgia que queriam supostamente a independência.

Sobra o Irão, que obstinadamente tem mantido a sua posição estratégica em termos de petróleo, não necessita forçosamente da passagem para o mediterrâneo para exportar o seu petróleo, pode fazê-lo pelo Golfo Pérsico ou através dos antigos estados da ex-União Soviética. Por isso é que é tão cobiçada, esqueçam as supostas armas nucleares.

http://octopedia.blogspot.com.br/2012/12/os-jogos-do-petroleo-no-medio-oriente.html


EUA e Israel preparam guerra contra o Irã

21 de fevereiro de 2012

Numa clara tentativa de minimizar os efeitos da sua grave crise econômica, o imperialismo norte-americano, em aliança com o Estado sionista de Israel, prepara uma nova ofensiva militar. O alvo é o Irã, país que possui um imenso reservatório de petróleo, está em franca expansão da sua produção e exporta para vários países do mundo. Nos últimos anos, como forma de romper o cerco imposto pelos norte-americanos e israelenses, o governo do Irã alargou relações diplomáticas, realizou diversos acordos bilaterais, investiu maciçamente em tecnologia e possui um programa de energia voltado para sua autossuficiência mediante o enriquecimento de urânio.

As sanções econômicas contra o Irã

Os indícios de mais essa covarde e injusta agressão saltam aos olhos.

Foram várias as rodadas de sanções aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU. Embora a máquina de propaganda do imperialismo afirme que tais medidas são destinadas a conter o enriquecimento de urânio do país, impedindo a criação da bomba atômica, na verdade, diferentemente do que afirmam os meios de comunicação, as ações visam enfraquecer a economia iraniana. Com elas se impede a entrada de divisas no país e a impossibilidade de acumulação de estoques militares ou suprimentos, ou seja, enfraquece o adversário para que, em caso de um ataque, tenha dificuldade de recompor suas forças. Outro objetivo: dividir a população. Na medida em que as importações privam de produtos boa parte das pessoas, essas acabam duvidando naturalmente da capacidade do governo de resolver seus problemas. As sanções econômicas não objetivam resolver os conflitos, mas antes preparam as ações militares.

No dia 20 de dezembro passado, o Congresso dos EUA aprovou, praticamente por unanimidade nas duas câmaras, um pacote de sanções contra o governo do Irã. A partir do próximo mês de julho, toda empresa que mantiver relações com o Banco Central do Irã, que centraliza as transações financeiras relacionadas ao petróleo, será impedida de manter negócios nos EUA ou com empresas norte-americanas.

Até mesmo os debates entre os candidatos do Partido Republicano à Presidência da República têm se tornado máquinas contra o Irã. Em vez de debater como os EUA reduzirão seu enorme desemprego, o pré-candidato Mitt Romney (favorito na disputa do PR) acusou o presidente americano, Barack Obama, de ser ingênuo perante o Irã e prometeu que, se for eleito presidente, “preparará a guerra” contra a república islâmica. Em artigo publicado no The Wall Street Journal, Romney diz que apoiaria a diplomacia americana “com uma opção militar muito real e confiável”, mobilizando tropas militares no Golfo e potencializando a ajuda militar a Israel.
Diferentemente das últimas intervenções dos imperialistas, a agressão militar contra o Irã tem tido diversas resistências e contradições. A verdade é que isso ocorre em virtude dos negócios do petróleo e, por esse motivo, há uma divisão entre as multinacionais.

Os norte-americanos veem crescer o comércio por fora do dólar e por isso estão bastante ameaçados. As vendas do petróleo iraniano são feitas em moedas locais e no mercado spot, à vista, fora dos mercados futuros especulativos, apesar de as multinacionais imperialistas incluírem as reservas iranianas na ciranda especulativa por meio de mecanismos indiretos. Da mesma maneira, as transações comerciais entre outros países asiáticos, inclusive entre a China e o Japão, estão sendo realizadas em moedas locais.

Sem falar de que pelo Estreito de Ormuz, controlado pelo Irã, circula 40% do petróleo consumido no mundo produzido pelos países do Oriente Médio. Logo, o controle militar dessa região é fundamental. Como boa parte dos países do Oriente Médio tem se rebelado contra Washington, logo as grandes empresas norte-americanos estão de cabelo em pé.  Somente com essa ameaça, criada pelos próprios norte-americanos, de o Irã fechar o estreito, na medida em que os iranianos não o fariam, pois a maior parte de sua produção passa por lá, o preço do barril de petróleo disparou, levando preocupações às multinacionais petrolíferas e enriquecendo meia dúzia de especuladores que apostam na guerra.

As divisões se acentuaram. Os governos do Japão e da Coreia do Sul pediram exceções para as sanções do governo dos EUA em relação às importações do petróleo iraniano. A Coreia do Sul anunciou que comprará ao Irã 10% das suas necessidades de petróleo em 2012. O Japão, que depende em 10% das suas necessidades de petróleo iraniano, declarou que reduzirá esse volume “assim que seja possível”. As importações da China, Índia, Japão e Coreia do Sul somadas respondem por 62% do total das exportações iranianas.

A China, que importa do Irã em torno de 20% da produção de petróleo total, tem se declarado contrária às sanções imperialistas. O país depende do Irã em 15% das suas necessidades de petróleo e gás. As construtoras chinesas detêm enormes contratos no maior campo petrolífero iraniano, Yadavaran, e na construção do oleoduto do Mar Cáspio até a China Ocidental, através de Cazaquistão. Adicionalmente, empresas chinesas estão expandindo a construção do metrô de Teerã, instalando redes de fibra óptica e produzindo automóveis no país. O comércio entre os dois países alcança US$ 30 bilhões e a expectativa é que chegue a US$ 50 bilhões em 2015. A Índia é o segundo maior importador de petróleo iraniano, com 400 mil barris diários, que representam 11% das suas necessidades diárias.

Entretanto, os negócios mais atingidos com essa guerra estão na Rússia. Há pouco, em parceria com a China, Rússia e Irã, os russos  construíram um gasoduto para trazer gás do Turcomenistão e que bombeará 8 bilhões de metros cúbicos de gás turcomano. Mas tem capacidade para bombear anualmente 20 bilhões de metros cúbicos. Sem falar das gigantes russas de petróleo e gás Gazprom, Lukoil e GazpromNeft, que já assinaram contratos de bilhões de dólares para ajudar o Irã a explorar seus campos de hidrocarbonetos.

Fica mais do que claro que os norte-americanos estão de olho nesse rico ouro negro e no gás, e não nas possíveis bombas atômicas ou de “destruição em massa” de que acusaram ter Saddam Hussein – e nunca as encontraram.


As provocações

Como toda guerra precisa ter um motivo, o Mossad, serviço secreto de Israel, e a CIA, inteligência dos EUA, prepararam diversas investidas para gerar uma resposta do Irã, que tem resistido bravamente. Os israelenses executaram o plano que resultou na morte de Mostafa Ahmadi Roshan, de 32 anos, engenheiro nuclear iraniano. Ele morreu em um atentado a bomba. A ação provocou em Teerã uma onda de revolta contra Israel. Os principais jornais iranianos pediram represálias imediatas do governo contra ambos os países.

O assassinato domina o noticiário naquele país e muitos criticaram o que chamaram de silêncio do Ocidente sobre as mortes. Os jornais mais radicais pedem, inclusive, uma ação secreta contra Israel. A mídia internacional boicotou as informações e as provocações ameaçam dividir o governo. O ataque foi similar a outros quatro que aconteceram em Teerã nos últimos dois anos. Três cientistas, incluindo dois que também trabalhavam no programa nuclear iraniano, morreram, enquanto outro – que agora dirige a Agência de Energia Atômica do Irã – escapou por pouco tempo de um atentado.

Os preparativos militares, ao mesmo tempo, andam a todo vapor. O porta-aviões USS Nimitz posiciona-se ao largo, na costa do Irã. Os EUA trasladaram um grupo de militares especializados em desembarque e um batalhão inteiro de marines. A tropa segue embarcada nos navios anfíbios Makin Island, New Orleans e Pearl Harbor. Soma-se à força naval uma esquadrilha reforçada de helicópteros e um batalhão de retaguarda.

Além do USS Nimitz,  o Estreito de Ormuz contará com a presença de um grupo de combate da V Frota Marítima, encabeçado pelo porta-aviões Carl Vinson, com aeronaves a bordo. Estes equipamentos se somam a um outro grupo de navios de guerra estacionado na região desde dezembro último.

Por outro lado, o principal país contrariado pelo confronto, a Rússia, elevou o “alerta vermelho” na sua frota que patrulha a região. Segundo fonte do Ministério da Defesa russo, falando à agência espanhola de notícias Rictv, o governo daquele país determinou o reforço na segurança da Rodovia Transcaucasiana e nos mares Cáspio, Mediterrâneo e Negro, diante do iminente ataque de Israel às instalações nucleares iranianas, considerado “inevitável e a ser realizado em prazo muito curto”.

A preparação da Rússia, na esfera militar, a fim de minimizar as perdas humanas e materiais por conta das possíveis operações bélicas do Ocidente contra o vizinho Irã, começou há mais de um ano “e estão praticamente concluídas”, acrescenta a fonte. As tropas na Transcaucasiana e no Mar Cáspio “estão prontas para eventuais combates e os navios de guerra estão posicionados até o Mediterrâneo”, revela.

A qualquer momento, poderemos ter uma nova guerra em virtude da decadência do imperialismo capitalista, resultado da sede de lucro das grandes multinacionais petrolíferas e armamentistas. 

Serley Leal, Fortaleza

http://averdade.org.br/2012/02/eua-e-israel-preparam-guerra-contra-o-ira/



“APOCALIPSE NOW”! – V

14 de Agosto de 2012

Martinho Júnior, Luanda

“Cessem os egoísmos, cessem as hegemonias, cessem a insensibilidade, a irresponsabilidade e o engano. Amanhã será tarde demais para fazer aquilo que devíamos ter feito há muito tempo”… - Discurso de Fidel Castro na Conferência da ONU para Meio Ambiente – ECO-92, há 20 anos!

11 – O meridiano que passa sobre a costa oeste do golfo de Sirtre, na Líbia, em direcção à Itália, define sensivelmente o meio do Mediterrâneo, pelo que o Mediterrâneo Oriental fica automaticamente definido.

É nessa imensa região que, concomitantemente ao Médio Oriente, se estão a travar as batalhas “totais” mais importantes do início do século XXI, no sudoeste da Europa, no nordeste de África e no “Levante”, que se estende desde o leste da Líbia até ao Mar Egeu, entre a Grécia e a Turquia, abrangendo a saída do Mar Negro por via do estreito dos Dardanelos que separa a Turquia europeia da asiática.

Praticamente nada está desconexo do contexto pela posse pelo petróleo e pelo gás no Mediterrâneo Oriental, desde a asfixia financeira “controlada pela zona Euro” da Grécia, até ao derrube de Kadafi, passando pelos actuais contenciosos do Egipto, do Líbano e da Síria, estimulados não só pelos ocidentais, mas também sobretudo pela “peça” regional que constitui Israel, face à “peça” deliberadamente tornada inimiga, que constitui o Irão.

A presente situação é fruto sucessivamente de fenómenos em cadeia desde a desagregação do bloco socialista e da URSS, à “balcanização” da Jugoslávia e aos fenómenos manipulados das “primaveras árabes”.

12 ) O Mediterrâneo Central não é grande obstáculo para a marcação de fronteiras nos termos das 200 milhas, conforme ao que se convencionou chamar de “Zona Económica Exclusiva” (ZEE), apesar da proximidade entre a Tunísia e a Itália (a ilha de Lampedusa, pertencente à Itália, está a leste da costa da Tunísia) e da ilha de Malta, ou as regiões insulares da Itália, da França e da Espanha.

O Mediterrâneo Oriental contudo está semeado de escolhos no que diz respeito às possibilidades de definição das Zonas Económicas Exclusivas, quer no triângulo formado pela Grécia – Turquia – Chipre, quer particularmente no arco do “Levante”, entre o Egipto e a Turquia, pois os países mediterrânicos têm costas pequenas, que ainda por cima estrangulam nos seus limites a 200 milhas, por efeito do próprio arco e da posição geográfica de Chipre.

Desse modo há dois contenciosos principais:

- Um entre a Grécia, a Turquia e Chipre, que é de primeira grandeza no Mar Egeu, onde há indicações duma riqueza superior à anunciada pelo Brasil em relação ao seu pré-sal. (“Hillary chegou à Grécia para selar acordos de exploração de petróleo!” – http://translate.google.com/translate?hl=pt-BR&prev=/search%3Fq%3Dinfowars%26hl%3Dpt-BR%26biw%3D1276%26bih%3D624%26prmd%3Dimvns&rurl=translate.google.com.br&sl=en&twu=1&u=http://hellasfrappe.blogspot.com/2011/07/special-report-hillary-came-to-greece.html).

- O outro, em relação ao “cadinho” formado pela Palestina (Gaza), Israel, Líbano, Síria e Chipre, intimamente associado aos acontecimentos geo políticos que têm afectado desde a Tunísia à Turquia, passando sobretudo pela Líbia (fim do regime de Kadafi) e a Síria, contencioso em curso contra Al Aassad (“Leviathan Gás Field” – http://www.offshore-technology.com/projects/leviathan-gas-field-levantine-israel/).

13 – Quer as potências ocidentais e seus aliados concentrados na e à volta da NATO (Israel e as monarquias sunitas arábicas), quer a Rússia, a China, o Irão e os outros aliados regionais, xiitas ou não (particularmente a Síria e alguns sectores do Líbano), têm interesses nessa região, o que justifica a agudização de suas posições no tabuleiro geo estratégico conjugado do Mediterrâneo Oriental e Médio Oriente.

É em função do petróleo e do gás que da concorrência estão a passar à contradição, a caminho dum antagonismo feroz que pode desembocar numa guerra de proporções incalculáveis.

Instalar os interesses relativos ao petróleo e ao gás no século XXI, tem sido meio caminho andado para se darem início a contradições, a caminho dos antagonismos, das tensões, dos conflitos e das guerras!

Os russos e chineses estão a posicionar-se com interesses que se alicerçam quer por via das suas multinacionais do petróleo e do gás, quer tirando partido da sua emergência económica e financeira em toda a região, por exemplo, em relação à sua “disponibilidade” quanto especificamente aos portos da Grécia, ou ainda em relação aos oleadutos e gasodutos que se estendem de leste para o oeste (do Mar Cáspio à Turquia, por exemplo).

Em “Petróleo grego em alta tensão” (http://inteligenciaeconomica.com.pt/?p=13565), Ruben Eiras sintetiza:

“A Grécia é o país da UE e do Euro com o maior potencial prospectivo de exploração de petróleo, com cerca de 22 mil milhões de barris no Mar Jónico e 4 mil milhões de barris no Mar Egeu. Por comparação, o poço Lula no Brasil (uma das maiores descobertas da última década) tem cerca de 8 mil milhões de barris.

Este facto é conhecido pela Troika do FMI, UE e BCE desde 2010. Em vez de promover a produção petrolífera para reequilibrar as contas gregas e aumentar a autonomia energética europeia, a ordem é privatizar a única via que o Estado grego dispõe para pagar aos credores.

Eis a razão pela qual russos e chineses digladiam-se para controlar os portos gregos: passam a controlar terminais de distribuição de petróleo e gás para os Balcãs e centro da Europa, e conquistam uma inédita presença estratégica no mediterrâneo.

Ciente desta ameaça, os EUA não dormem e Hillary Clinton deslocou-se recentemente à Grécia para tentar acertar condições de E&P com a Turquia, com o envolvimento da empresa americana Noble Energy. O problema reside em que a Grécia não dispõe de uma ZEE e por isso não tem garantido o direito soberano sobre os recursos no solo marinho. Por isso, Clinton foi tentar um acordo de repartição entre Grécia, Turquia e a Noble Energy. Na semana seguinte, os russos foram bater à porta dos gregos com proposta semelhante”…

Os ocidentais têm na Noble Energy a multinacional que não só indicia estar por detrás da orientação de acabar com as tensões “secundárias” entre a Grécia, a Turquia e Chipre com os olhos no Mar Egeu, como também para se dedicar aos contenciosos do “Levante”, que são dos mais “explosivos” no “cadinho” formado pela Palestina (Gaza), Israel, Líbano, Síria e Chipre.

A Noble Energy impulsiona os projectos de Israel em relação ao gás, desde a sua costa até aos limites com a ZEE de Chipre, tendo por ainda resolver contenciosos com Gaza (Palestina) e com o Líbano, uma vez que aí há resistências claras contra Israel que não estão neutralizadas pelos falcões.

A Guerra de 2006 no sul do Líbano, teve também como referência as disputas sobre o petróleo e essa é uma das razões das pressões norte americanas e de Israel sobre o Hezbollah e os interesses coligados (“Jiyeh Power Station oil split” – Wikipedia – http://en.wikipedia.org/wiki/Jiyeh_Power_Station_oil_spill).

Não é pois de estranhar que a Noble Energy:

- Esteja praticamente por dentro de todos os projectos petrolíferos desde os mares Jónico e Egeu, até ao Egipto que procuram atenuar os conflitos (neste caso muito em especial entre gregos e turcos), de forma a ocupar privilegiadamente o espaço disponível (“The new mediterranean oil and gás bonnanza – Part I – Israel’s Levante Basin a new geopolitical curse?” – F. William Engdahl – http://alexandravaliente.wordpress.com/2012/03/06/the-new-mediterranean-oil-and-gas-bonanza/).

- Tenha no par Clinton (e por tabela no Partido democrata dos Estados Unidos) seu núcleo duro, em termos de “lobby”, o que é muito sensível para os posicionamentos dos Estados Unidos, de Israel e das monarquias arábicas e “catapulta” a tomada de posição expressa nos conceitos do Exercício “Cougar 12” interligando-o à evolução da situação na Síria (“A visita do amigo americano” – Jorge Nascimento Rodrigues – Expresso – http://expresso.sapo.pt/grecia-a-visita-do-amigo-americano=f741578).

Segundo esta última referência confirma-se que “no plano geoeconómico, soube-se, recentemente, que a Grécia é o país da União Europeia com o maior potencial prospectivo de exploração de petróleo no Mar Jónico e no Mar Egeu. O que motivara uma deslocação há um ano da secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton a Atenas. Também, interesses russos e chineses (a COSCO chinesa vai gerir os terminais de contentores do porto do Pireu, o mais importante, nos próximos 35 anos e os bancos chineses vão entrar no financiamento da atividade de shipping grega abandonada pelo banco alemão Commerzbank) se movem neste campo.

Um especialista em energia, David Hynes, da Universidade de Tulane, disse, recentemente, em Atenas que a Grécia poderia resolver o problema da sua dívida com base no desenvolvimento da exploração de petróleo e gás, para além do seu importante posicionamento na logística do Mar Negro e do Mediterrâneo.

A Grécia, pela sua posição periférica estratégica nas rotas logísticas e no xadrez geopolítico do Mediterrânio Oriental (onde há riscos elevados de turbulência) atrai cada vez mais a atenção de grandes potências externas à União Europeia”.

14 – A experiência da Nobles Energy em explorações “offshore” a grande profundidade em “mares fechados”, neste caso concreto do Mediterrâneo Oriental com contenciosos tão “ardentes”, tem sido também consolidada no Golfo da Guiné (Guiné Equatorial e Camarões) e ainda no Golfo do México (do Texas à Venezuela, passando por Cuba).

No que diz respeito ao Golfo da Guiné o “lobby” é poderoso: conduzindo desde logo à presença naval de navios da NATO, até às políticas que se têm vindo a intensificar a favor da Guiné Equatorial (inclusive do “lobby” para adesão à CPLP, neste caso via Angola).

A preocupação de Angola em relação ao Golfo da Guiné espelha em parte essa influência.

Inscrevem-se nesse “lobby” as visitas de importantes unidades navais de superfície francesas e britânicas a Luanda, conforme tive oportunidade de assinalar em tempo oportuno (“Na esteira dum navio pirata” – http://paginaglobal.blogspot.com/2012/07/na-esteira-dum-navio-pirata.html).

A Nobre Energy tem presença na Guiné Equatorial, nos Camarões, em Angola e em São Tomé e Príncipe, uma presença que tende a aumentar nos dois países lusófonos acima referidos (“Noble Energy Gets Ahead Of Schedule In 2012” – http://www.investopedia.com/stock-analysis/2012/Noble-Energy-Gets-Ahead-Of-Schedule-In-2012-NBL-TOT-XOM-BP0329.aspx#axzz22a6qVTwE).

A Noble Energy poderá influenciar em contenciosos tanto em direcção a conflitos, como em direcção a delicados processos onde podem haver confluência de interesses, sendo apontada como uma das multinacionais que poderá alterar a tendência para acabar com o bloqueio em relação a Cuba, tendo em conta os campos petrolíferos em águas profundas situados a norte da ilha e os interesses que se vão conjugando no Golfo do México (“Cuba’s deepwater oil exploration could be a game changer” – Bruce Kennedy – Daily Finance – http://www.dailyfinance.com/2011/03/05/cuba-deepwater-oil-exploration-game-changer/).

O que está a acontecer no Mediterrâneo Oriental, entrosado com a evolução da situação no Médio Oriente e no continente Euro-Asiático, interessa a toda a humanidade e são um mostruário do enorme adensar de riscos que o capitalismo promove, numa altura em que há cada vez mais motivos para o mundo estar a ser gerido com sentido de vida, como nossa única e insubstituível casa comum!

Gravura: Mundo Acopalíptico – criado por Vladimir Manyhuin.

*Pode ler todas as anteriores partes de “APOCALIPSE NOW!” em Martinho Júnior

http://paginaglobal.blogspot.com.br/2012/08/apocalipse-now-v.html






19 JUL 2012 

A agressão midiática e militar contra Síria está diretamente relacionada com a concorrência global pelos recursos energéticos, explica o Professor Imad Shuebi no magistral artigo que apresentamos hoje:

Da geopolítica do petróleo para a do gás

A agressão midiática e militar contra Síria está diretamente relacionada com a concorrência global pelos recursos energéticos, explica o Professor Imad Shuebi no magistral artigo que apresentamos hoje.

Nesse exato momento em que assistindo ao colapso da zona do euro, e que uma grave crise econômica levou os Estados Unidos a acumular uma dívida superior a 14.940 bilhões de dólares; no momento em que a influência americana declina em contraste com os países emergentes que conformam o Brics, se faz evidente que a chave para o exito econômico e o predomínio político reside principalmente no controle da energia do século XXI: o gás. 
A Síria tornou-se alvo justamente por estar no meio do mais importante reservatório de gás do planeta. O petróleo foi a causa das guerras do século XX. Hoje estamos vivendo o surgimento de uma nova era: a da guerras do gás.

Após a queda da União Soviética, ficou claro para os russos que a corrida armamentista havia lhes prejudicado em demasia , sobretudo no campo energético, onde faltou a energia necessária ao processo de modernização industrial do país. Os Estados Unidos, por outro lado, tinham conseguido se desenvolver e impor, sem muitas dificuldades, sua política internacional nesta área graças a sua presença por décadas nas áreas de petróleo. Os russos decidiram, em seguida, posicionar-se nas fontes de energia, tanto nas que produzem petróleo, como nas empresas de produção de gás. Considerando que, devido à sua distribuição internacional, o setor de petróleo não oferecia boas perspectivas, Moscou apostou pelo gás , por sua produção, seu transporte e sua comercialização em larga escala. 

Tudo começou em 1995, quando Vladimir Putin traçou a estratégia da Gazprom: partindo desde as áreas de produção de gás da Rússia até Azerbaidjão, Turcomenistão, Irã (para comercialização), até o Oriente Médio. A verdade é que os projetos North Stream e South Stream demonstraram os esforços de Vladimir Putin e seu governo de situar a Rússia na arena internacional na área energética, que já desempenha um papel importante na economia européia, que, durante as próximas décadas, dependerá do gás como alternativa ao petróleo ou como complemento deste, quando deu prioridade ao gás, em detrimento do petróleo.

A partir desse contexto, era urgente para Washington implementar seu próprio projeto: Nabbuco , uma estratégia que concorria com a dos russos e que jogava para desempenhar um papel decisivo na determinação da estratégia e política energética para os próximos 100 anos.

Fato é que o gás será a principal fonte de energia do século XXI, uma alternativa diante da redução das reservas mundiais de petróleo e, ao mesmo tempo, uma fonte de energia limpa.O controle das zonas gasíferos no mundo disputado entre as antigas potências e as emergentes é o elemento que dá origem a um conflito internacional com manifestações de caráter regional.

É evidente que a Rússia aprendeu com as lições do passado, pelo menos no que se refere aquilo que, do ponto de vista da economia, contribuiu para o colapso da União Soviética , que foi, precisamente, a falta de controle dos recursos de energia indispensáveis para o desenvolvimento da estrutura industrial. A Rússia compreendeu que o gás está destinado a ser a fonte de energia do próximo século.

A historia da “partida de xadrez” do gás

Um primeiro olhar para o mapa do gás revela que este recurso está localizado nas seguintes regiões, o mapa diz respeito tanto à situação dos depósitos como ao acesso as áreas de consumo:

1. Rússia: Vyborg e Beregvya 
2. Anexo a Rússia: Turcomenistão 
3. Nos arredores mais ou menos imediatos da Rússia: Azerbaidjão e Irã 
4. Ex influência da Rússia: Geórgia 
5. Mediterrâneo Oriental: Síria e Líbano 
6. Catar e Egito.

Moscou trabalhou rapidamente sobre dois eixos: o primeiro foi a criação de um projeto sino-russo de longo prazo, com bases no crescimento econômico do Bloco de Shangai; o segundo foi garantir o controle das reservas de gás. Com este desenho, foram assentadas as bases dos projetos

North Stream e South Stream que se confronta com o projeto americano Nabucco, projeto apoiado pela União Europeia, com vistas ao gás do mar Negro e do Azerbaidjão. Uma corrida estratégica para o controle das reservas de gás se estabeleceu entre os dois projetos distintos.

Os Projetos da Rússia:
 
O projeto North Stream conecta diretamente a Rússia com a Alemanha através do mar Báltico, até Weinberg e Sassnitz, sem passar pela Bielorússia. O projeto South Stream começa na Rússia, atravessa o mar Negro até a Bulgária e se divide passando pela Grécia e pelo Sul da Itália, por um lado, e pela Hungria e a Áustria, por outro lado.

O projeto dos Estados Unidos:

O projeto Nabucco parte da Ásia Central e dos arredores do mar Negro, passando através da Turquia - onde situa-se a infra-estrutura de armazenamento - , e corta a Bulgária, passa pela Roménia, Hungria e chega até a Áustria, de onde é direcionado para a República Checa, Croácia, Eslovênia e Itália. Originalmente, deveria passar pela Grécia, idéia que foi abandonada devido à pressão da Turquia.

Por suposição, "Nabucco" deveria ser o concorrente para os projetos dos russos. Nabucco estava previsto para 2014, mas diversos problemas técnicos provocaram seu adiamento até 2017. A partir desse adiamento, o projeto Russo começou a ganhar a batalha pelo gás, mas cada parte trata sempre de estender seu próprio projeto para novas áreas.

Isso tem haver, por um lado com o gás iraniano, que os Estados Unidos pretendia incorporar ao projeto Nabucco conectando-o ao ponto de armazenamento de Erzurum, na Turquia. E, também, com o gás vindo do Mediterrâneo Oriental, ou seja, Síria, Líbano e Israel.

Em julho de 2011, Iran firmou vários acordos para o transporte do seu gás através do Iraque e da Síria. Por conseguinte, Síria tornou-se o principal centro de armazenagem e de produção, vinculado, também, com as reservas do Líbano. Se abre assim um espaço geográfico, estratégico e energético completamente novo, que abarca Iran, Iraque, Síria e o Líbano.

Os obstáculos que esse novo projeto (Nabucco) enfrenta, há mais de um ano, dão uma idéia do grau de intensidade na luta que o império está travando pelo controle da Síria e do Líbano. Ao mesmo tempo, esclarece o papel da França, que considera o Mediterrâneo Oriental sua própria zona de influência histórica, por conseguinte, destinada a satisfazer os interesses franceses, logo, isso justifica precisamente, recuperar o terreno perdido desde II Guerra Mundial. Em outras palavras, a França pretende desempenhar um papel importante no mundo do gás, para isto já adquiriu um tipo de “seguro saúde”, com a Líbia, agora, pretende obter um «seguros de vida» que somente as riquezas da Síria e do Líbano podem proporcionar. Turquia, por seu lado, se sente excluída desta guerra do gás devido ao atraso do projeto Nabucco e porque não tem nada a ver com os projetos South e North Stream. O gás do Mediterrâneo Oriental parece lhe escapar inexoravelmente a medida que se afasta do projecto Nabucco.

O Eixo Moscou-Berlim

Para realizar os dois projetos, Moscou criou a empresa Gazprom, em 1990. Alemanha, ansiosa por se livrar de uma vez por todas das consequências da Segunda Guerra Mundial , se preparou para se juntar aos dois projetos, tanto em termos de instalações e de revisão do gasoduto norte e as instalações de armazenamento do duto de South Stream em sua área de influência, principalmente na Áustria.

A empresa Gazprom foi fundada com a colaboração de Hans-Joachim Gornig, um alemão conhecido em Moscou, ex-vice presidente da Companhia alemã de Petróleo e gás industrial que supervisionou a construção da rede de gasodutos RDA . Até outubro de 2011, o diretor da Gazprom foi Vladimir Kotenev, ex-embaixador da Rússia na Alemanha. 

A Gazprom assinou diversas transações com empresas alemãs, em primeiro lugar com aquelas que cooperam com o projeto North Stream, como as gigantes E.ON, do setor de energia, e BASF, do setor da indústria química. No caso da E.ON, existem cláusulas que garantem tarifas preferenciais quando há alta dos preços. Isso significa uma espécie de subsídio “político” da Rússia às empresas de energia alemãs.

Moscou aproveitou a liberalização dos mercados europeus do gás para forçá-los a desconectar as rede de distribuição das instalações de produção. Superados os confrontos antigos entre a Rússia e Berlim , abriu-se uma fase de cooperação econômica baseada em facilitar a enorme dívida que pesava sobre os ombros da Alemanha, de uma Europa excessivamente endividada pelo domínio americano. Se trata de uma Alemanha que considera que o espaço germânico (Alemanha, Áustria, República Checa e Suíça) está destinado a converter-se no centro da Europa, sem ter de suportar as conseqüências do envelhecimento de todo o continente, ou da queda de outra superpotência.
As iniciativas alemãs de Gazprom empresa conjunta (joint venture) da Wingas com Wintershall, uma subsidiária da BASF, é a maior produtora de petróleo e gás da Alemanha e controla 18% do mercado de gás. Gazprom outorgou aos seus principais parceiros alemãs participação em seus ativos russos, nunca visto anteriormente. Assim, BASF e E.ON controlam cada uma cerca de um quarto dos campos de gás de Lujno-Rousskoie que alimentarão em grande parte o circuito North Stream. Não será coincidência se a equivalente alemã da Gazprom, chamado de "Gazprom a germânica" chegar a ser proprietária de 40% da empresa austríaca Austrian Centrex Co, especializada em armazenamento de gás e se destina a ampliar-se até Chipre.

Esta expansão não é certamente do agrado da Turquia, país ansioso por sua participação no projeto Nabucco . Participação que consistiria em armazenar, comercializar e transportar um volume de gás que chegaria a 31.000 milhões de metros cúbicos de gás por ano, cifra que poderia crescer para 40.000 milhões ao ano, um projeto que faz com que Ancara seja cada vez mais dependente das decisões Washington e da OTAN , sobretudo tendo em conta as várias recusas aos seus pedidos de adesão à União Européia.

Os vínculos estratégicos determinados pelo gás são cada vez mais decisivos na arena política : o lobby de Moscou junto ao Partido Social Democrata alemão, na Renânia do Norte-Westfália, onde há uma importante base industrial , centro do conglomerado alemão RWE, fornecedor de eletricidade e onde se situa uma subsidiária da E.ON

Hans-Joseph Fell, responsável pela política de energia dos Verdes, reconheceu a existência dessa influência. Segundo ele, as 4 empresas alemãs vinculadas à Rússia têm um papel importante na definição da política energética alemã. Estas empresas contam com a Comissão de Relações Econômicas da Europa Oriental, - isto é, com empresas que mantêm contatos econômicos muito próximo com a Rússia e com os países do antigo bloco soviético - Comisão que dispõe , por sua vez, de uma rede muito complexa de influências sobre os ministros e a opinião pública. Na Alemanha, a discrição é a regra no que diz respeito à crescente influência da Rússia, com base no princípio de que é altamente necessário melhorar a "segurança energética" na Europa.

É interessante notar que a Alemanha considera que a política da União Européia destinada a resolver a crise do euro pode prejudicar os investimentos Germano-Russos . Esta razão, entre outras, explica a relutância da Alemanha para o resgate do euro, moeda muito sobrecarregada pelas dívidas da Europa, apesar do bloco germânico poder suportar essas dívidas. Além disso, sempre que os demais países europeus se opõem à sua política com a Rússia, a Alemanha declara que os planos utópicos da Europa não são viáveis e que , inclusive, poderiam levar a Rússia a vender seu gás na Ásia, o que colocaria em risco a segurança energética da Europa.

Este casamento por interesses entre os Germânicos e os russos está enraizado no legado da Guerra Fria: 3 milhões de russos vivem atualmente na Alemanha, representando a maior comunidade estrangeira desse país, depois da comunidade turca. Putin também era favorável a utilização da rede de responsáveis da RDA, que favoreceu os interesses das empresas russas na Alemanha, sem mencionar o recrutamento de ex-agentes da Stassi, como diretores de pessoal e finanças da Gazprom Germania, assim como o diretor financeiro do Consórcio North Stream, Warnig Matthias , quem, segundo o Wall Street Journal , ajudou Putin recrutar espiões em Dresde, na época em que o próprio Putin era agente da KGB. É certo, no entanto, que o uso que a Rússia tem dado as suas antigas relações não tem sido prejudicial para a Alemanha, uma vez que os interesses de ambas as partes têm sido beneficiados sem favoritismo para qualquer lado.

O projeto North Stream , a principal ligação entre a Rússia e a Alemanha, foi inaugurado recentemente com um condutor que custou 4,700 milhões de euros. Apesar deste condutor ligar a Rússia com a Alemanha, dado o reconhecimento dos europeus do fato de este projeto garantir a segurança energética da Europa, França e Holanda foram forçados a declarar que era de fato um "projeto europeu" . É importante mencionar, nesse sentido que o Sr.. Lindner, diretor-executivo do Comitê Alemão das Relações Econômicas com os Países da Europa Oriental declarou, com toda a seriedade do mundo que se tratava realmente de "um projeto europeu e não de um projeto alemão e que [o projeto] não encerraria a Alemanha em maior dependência da Rússia”. Esta declaração ressalta a inquietação provocada pelo aumento da influência russa na Alemanha. A verdade é que o projeto North Stream é, pela sua estrutura, moscovita e não europeu. 

Os russos podem paralisar a sua vontade a distribuição de energia na Polônia e em vários países , isso sem falar que terão todas as condições de vender o gás para a melhor oferta. No entanto, a Alemanha é de muita importância para a estratégia da Rússia, como plataforma que necessita para desenvolver sua estratégia continental, especialmente considerando que a Gazprom Germania participa de 25 projetos cruzados, em países como a Grã-Bretanha, Itália , Turquia, Hungria, entre outros. Isto nos leva a crer que a Gazprom está prestes a se tornar, em pouco tempo, uma das maiores empresas do mundo, se não se tornar a mais importante.

Um novo mapa da Europa e, em seguida, um novo mapa do mundo

Os dirigentes da Gazprom não só desenvolveram seu projeto, como também conseguiram conter o projeto Nabucco. Gazprom detém 30% do projeto envolvendo a construção de uma segunda linha condutora de gás para o leste, seguindo aproximadamente a mesma rota prevista do projeto Nabucco. Os próprios partidários dessa segunda condutora confessam que se trata de um projeto "político" destinado a proporcionar uma demonstração de força ao travar e até mesmo bloquear o projecto Nabucco. Moscou se esforçou , também, por comprar gás da Ásia central e no mar Cáspio para enterrar este projeto e ridicularizar Washington politicamente, economicamente e estrategicamente.

Gazprom está explorando instalações vinculadas ao gás na Áustria, ou seja, no entorno estratégico da Alemanha, além de alugar instalações na Grã-Bretanha e na França. São, no entanto, as importantes estruturas de armazenamento na Áustria, que serão usadas para redesenhar o mapa energético de Europa, já que irão prover a Eslovênia, a Eslováquia, a Croácia, a Hungria, a Itália e a Alemanha. A essas instalações deve ser adicionado o centro de armazenamento que Gazprom está construindo em Katrina, com a cooperação da Alemanha, capacitando desta forma a exportação de gás para os principais centros de consumo na Europa Ocidental.

A Gazprom criou uma instalação comum de armazenamento com Sérvia para fornecer gás à Bósnia-Herzegovina e a própria Sérvia. Também em curso, a realização de estudos de viabilidade sobre métodos de armazenamento semelhantes na República Checa, Roménia, Bélgica, Grã-Bretanha, Eslováquia, Turquia, Grécia e, inclusive, na França. 

A Gazprom reforça a posição de Moscou, provedor de 41% do gás consumido na Europa. Isto representa uma mudança substancial nas relações entre o Oriente e o Ocidente, a curto, médio e longo prazo. Também indica um declínio da influência estadunidense, representada pelos escudos antimísseis, e se verifica o estabelecimento de uma nova organização internacional cujo pilar fundamental será a gás. Tudo isso explica a intensificação da luta pelo gás, desde a costa oriental do Mediterrâneo até o Oriente Médio.

Nabucco e Turquia em dificuldades

Era de supor que Nabucco transportaria gás até a Áustria através de 3 900 km do território turco e que estava projetado para fornecer anualmente, para os mercados europeus, 31 000 milhões de m3 de gás natural provenientes do Oriente Médio e da bacia do mar Cáspio. A difícil situação da coalizão OTAN/EUA/França para eliminar os obstáculos aos seus interesses em matéria de abastecimento de gás no Oriente Médio, principalmente na Síria e no Líbano, reside na necessidade de assegurar a estabilidade e o consentimento do entorno quando se fala de infra-estruturas e investimentos que requerem a indústria do gás. A resposta Síria foi firmar contrato que autoriza a passagem do gás iraniano em seu território, passando através do Iraque. A batalha é, portanto, centrada em torno do gás sírio e libanês. Ele irá alimentar a Nabucco ou South Stream ?

O consórcio Nabucco é composto por várias empresas: a alemã REW, a austríaca OML, a turca Botas, a búlgara Energy Holding Company e a romena Transgaz. Há 5 Anos, os custos iniciais foram estimados em 11.200 milhões de dólares, mas até o ano 2017 poderia chegar a 21.400 milhões. Isso levanta inúmeras questões à sua viabilidade econômica já que Gazprom tem contratos com vários países que deveriam alimentar a Nabucco, que já não pode contar com os excedentes do Turcomenistão, sobretudo após as tentativas sem sucesso para capturar o gás iraniano. Esse último fator é um dos segredos que são desconhecidos sobre a batalha por Irã, país que ultrapassou a linha vermelha em seu desafio aos Estados Unidos e Europa ao escolher o Iraque e a Síria como rotas para o trajeto de uma parte de seu gás.

Assim, a maior esperança de Nabucco é o abastecimento com o gás do Azerbaijão e o reserva de Shah Deniz, convertido em quase a única fonte de aprovisionamento de um projeto que parece ter fracassado sem ter começado. Isso é o que se segue, por um lado, da aceleração da assinatura de contratos que Moscou concluiu para a compra de fontes inicialmente destinadas a Nabucco e das dificuldades surgidas, por outro lado, ao tratar de impor mudanças geopolíticas no Irã, Síria e Líbano. E tudo isto ocorre num momento em que a Turquia reclama sua participação no projeto Nabucco, quer seja mediante um contrato com o Azerbaijão para a compra de 6.000 milhões de m ³ de gás em 2017 ou através da anexação da Síria e do Líbano, com a esperança de impedir o trânsito do petróleo iraniano ou receber uma parte da riqueza gasífera do Líbano e da Síria. Parece que a possibilidade de ter um lugar na nova ordem mundial exige prestar certa quantidade de serviços, que vão do apoio militar até servir de base ao dispositivo estratégico do escudo antimisseis.

Talvez a principal ameaça para o Nabucco seja a tentativa russa de faze-lo fracassar através da negociação de contratos mais vantajosos a favor da Gazprom para North Stream e South Stream, que invalidaria os esforços dos Estados Unidos e da Europa, diminuiria a influência de ambos e perturbaria a política energética dessas concorrentes no Irã e/ou no Mediterrâneo. Além disso, Gazprom poderia tornar-se um dos investidores ou operadores mais importantes das novas reservasde gás na Síria e no Líbano. Não por acaso, em 16 de agosto de 2011, o Ministro de Petróleo da Síria anunciou a descoberta de um poço de gás em Qara perto de Homs, cuja capacidade seria de 400 000 m ³ por dia (146 milhões de m ³ por ano), para não mencionar a importância do gás Mediterrâneo existente.

Os projetos North Stream e South Stream , por conseguinte, reduziu a influência política dos Estados Unidos, que agora parece ter ficado para trás. Os sintomas de hostilidade entre os Estados europeus e a Rússia foram atenuados, mas a Polônia e os Estados Unidos não parecem dispostos a renunciar. No final de outubro de 2011, estes dois países anunciaram a alteração de sua política de energia como conseqüência da descoberta de reservas européias de carvão que deveriam diminuir a dependência à Rússia e ao Médio Oriente. Parece ser uma meta ambiciosa, mas só possível a longo prazo devido a inúmeras etapas previas exigidas para a comercialização já que se trata de um tipo de carvão encontrados em rochas sedimentares a milhares de metros abaixo da terra, que requer o uso de técnicas hidráulicas de fratura e alta pressão para liberar o gás e sem falar ou considerar os riscos para o ambiente.

A participação da China

A cooperação sino-russo no campo energético é o motor da parceria estratégica entre os dois gigantes. De acordo com especialistas, constitue, inclusive, "base" do duplo veto em defesa da Síria no Conselho de Segurança.

Esta operação não tem que ver unicamente com o abastecimento da China em condições preferenciais. China participa diretamente com a distribuição de gás, através da aquisição de ativos e de instalações, bem como em um projeto de controle conjunto das redes de distribuição. Paralelamente, Moscou mostra sua flexibilidade nos preços do gás, desde que tenha acesso ao ambicionado mercado interno chinês.Se tem garantido, portanto, que os peritos russos e chineses trabalhem juntos nos seguintes campos: « Coordenação de estratégias energéticas, Previsão e prospecção, Desenvolvimento dos mercados, Eficiência energética e Fontes alternativas de energia».

Outros interesses estratégicos comuns estão relacionados com os riscos que representa o projeto americano de 'escudo antimísseis'. Washington tem envolvido não apenas o Japão e Coréia do Sul, mas no início de setembro de 2011, convidou, também, a Índia a aderir ao projeto. Isto traz como conseqüência que as preocupações de ambos os países se cruzam no momento que Washington trata de reativar sua estratégia na Ásia central ou em seja na Rota da Seda

Essa estratégia é a mesma que George Bush havia empreendido (o projeto da Grande Ásia Central) com vistas a contrariar, com a colaboração da Turquia, a influência da Rússia e da China, resolver a situação no Afeganistão até 2014 e impor a força militar da OTAN em toda região. O Uzbequistão já sinalizou que poderia acomodar a OTAN, e Vladimir Putin tem avaliado que o que poderia fazer fracassar as investidas do ocidente e impedir que os Estados Unidos prejudique a Rússia seria a expansão do espaço Russia-Kazajstán - Bielorrússia, em cooperação com Pequim.

O panorama dos mecanismos da atual luta internacional dá idéia do processo existente de formação de uma nova ordem internacional, com base na luta pela supremacia militar e cujo elemento central é a energia, com o gás em primeiro lugar.


 O gás de Síria

A «revolução siria» é uma encenação midiática que esconde a intervenção militar ocidental para a conquista do gás.

Quando Israel empreendeu a extração de petróleo e gás, a partir de 2009, ficou claro que a bacia do Mediterrânea se havia somado ao jogo e que haveria duas possibilidades: Síria seria alvo de um ataque ou toda a região viveria em paz, pois se supõe que o século XXI seja o século da energia limpa.

De acordo com o Washington Institute for Near East Policy (WINEP, Think-Tank do AIPAC), a bacia do Mediterrânea contém as maiores reservas de gás e é, precisamente, na Síria onde se localizam as mais importantes. Este mesmo Instituto também emitiu a hipótese de que a batalha entre a Turquia e Chipre se intensificará porque a Turquia não pode aceitar a perda do projecto Nabucco (apesar do contrato assinado com Moscou em Dezembro de 2011 para o transporte de grande parte do gás de South Stream através da Turquia).

A revelação do segredo do gás sírio dá uma idéia da importância do que está realmente em jogo. Quem tenha o controle da Síria poderá controlar o Médio Oriente. E a partir da Síria, portão da Ásia, terá em suas mãos a chave da Rússia e, também, da China, através da “Rota da Seda”, assim você poderá dominar o mundo neste século, já que é o século do gás.

É esta a razão pela qual os signatários do acordo de Damasco, que permite que o gás iraniano passe pelo Iraque e chegue ao Mediterrâneo, criando um novo espaço geopolítico e cortando a linha vital do Projeto Nabucco, declararam na época que "A Síria é a chave da nova era".


Artigos que tratam do mesmo tema na Red Voltaire:

«Suspende Estados Unidos sus planes de guerra convencional contra Damasco y Teherán», Red Voltaire, enero 2012. 

«Nueva guerra de Israel contra Líbano por el gas?», Alfredo Jalife-Rahme, Red Voltaire, 09 de agosto de 2010. 

«La nueva importancia geopolítica de Lubmin», F. William Engdhal, Red Voltaire, 19 de septiembre de 2010. 

«Cambio crucial en la geopolítica de oleoductos», M. K. Bhadrakumar, Red Voltaire, 08 de febrero de 2010

Fontes:

Postado no sítio:http://ciaramc.org/ciar/boletines/cr_bol433.htm

http://www.kaosenlared.net/secciones/s2/relaciones-internacionalesgeopolitica/item/25224-s%C3%ADria-o-centro-da-guerra-pelo-g%C3%A1s.html

O petróleo grego e a dívida externa deste país da União Europeia

Publicado em 2012/08/24 por Clavis Prophetarum

http://inteligenciaeconomica.com.pt

Estimativas recentes dão como certa a existência de reservas petrolíferas em águas territoriais gregas que devem ascender a dez mil milhões de barris (1 de janeiro de 2012). Esta estimativa baseia-se em dados geológicos e possuem um elevado grau de certeza. Este montante torna a Grécia no país europeu com maior potencial petrolífero, mas não confirma uma mensagem que tem vindo a circular na Internet lusa e que proclama:

“A Grécia é o país da UE e do Euro com o maior potencial prospetivo de exploração de petróleo, com cerca de 22 mil milhões de barris no Mar Jónico e 4 mil milhões de barris no Mar Egeu. Por comparação, o poço Lula no Brasil (uma das maiores descobertas da última década) tem cerca de 8 mil milhões de barris.

Este facto é conhecido pela Troika do FMI, UE e BCE desde 2010. Em vez de promover a produção petrolífera para reequilibrar as contas gregas e aumentar a autonomia energética europeia, a ordem é privatizar a única via que o Estado grego dispõe para pagar aos credores.
Eis a razão pela qual russos e chineses digladiam-se para controlar os portos gregos: passam a controlar terminais de distribuição de petróleo e gás para os Balcãs e centro da Europa, e conquistam uma inédita presença estratégica no mediterrâneo.

Ciente desta ameaça, os EUA não dormem e Hillary Clinton deslocou-se recentemente à Grécia para tentar acertar condições de E&P com a Turquia, com o envolvimento da empresa americana Noble Energy. O problema reside em que a Grécia não dispõe de uma ZEE e por isso não tem garantido o direito soberano sobre os recursos no solo marinho. Por isso, Clinton foi tentar um acordo de repartição entre Grécia, Turquia e a Noble Energy. Na semana seguinte, os russos foram bater à porta dos gregos com proposta semelhante.

Se considerarmos que Israel será um exportador líquido de gás ainda nesta década e que Chipre também uma bacia rica em petróleo, concluem-se dois factos:

O Mediterrâneo será um foco de tensão geopolítica em torno dos recursos petrolíferos
A UE sofre de uma cegueira estratégica extrema ou a Alemanha já desistiu da Europa”
Desde logo, a Grécia não tem “22 mil milhões em reservas” mas menos de metade desse valor (sendo verdade, que os dez mil milhões podem ser pessimistas). Por outro lado, o Brasil (ainda que se fale apenas do “Poço Lula”) tem não metade desses alegados 22 mil milhões de barris, mas 123… De facto, a Grécia tem grandes reservas de petróleo, por exemplo, a Noruega tem 5,67, ou seja, pouco mais de metade das reservas gregas, o que mostra o quanto estas são impressionantes, apesar destes exageros. 

A questão é: se estes recursos são conhecidos (pelo menos desde janeiro deste ano) porque não estão já a ser explorados, abatendo assim a dívida externa helénica? Desde logo, porque com o país em Bancarrota é difícil cativar investimentos externos, por outro lado, não é propriamente fácil montar uma exploração de petróleo no Mar em larga escala… são processos tecnológicos complexos e que demoram anos até estarem em plena produção e, de facto, em julho, os gregos conseguiram colocar em curso oito bancos na sua região ocidental aos quais responderam as multinacionais Edison International, Melrose Resources, Petra Petroleum, Schlumberger, Arctic Hunter Energy e Chariot Oil and Gas. Em tese, e aos preços atuais, estas reservas podem ascender a mais de 300 mil milhões de euros, numa exploração que deve prolongar-se durante 25 anos, mas a dívida externa total grega era em junho de 2011 de mais de 500 mil milhões de euros, ou seja, mesmo depois destes 25 anos de exploração, a Grécia conseguirá pagar apenas metade deste montante, sem juros!

Em suma, não será pelo petróleo que os gregos vão pagar a sua dívida externa…

Fontes:

http://www.infowars.com/rising-energy-tensions-in-the-aegean%E2%80%94greece-turkey-cyprus-syria/

http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=29609

http://www.indexmundi.com/greece/oil_proved_reserves.html

http://en.wikipedia.org/wiki/Aegean_dispute

http://www.bloomberg.com/news/2011-01-19/brazil-oil-fields-may-hold-more-than-twice-estimated-reserves.html

http://greece.greekreporter.com/2012/07/04/%CE%B5ight-bids-for-oil-and-gas-exploration-in-western-greece/

http://www.boilingfrogspost.com/2012/03/04/the-new-mediterranean-oil-gas-bonanza-part-ii/

http://movv.org/2012/08/24/o-petroleo-grego-e-a-divida-externa-deste-pais-da-uniao-europeia/



Descobertas de gás natural em Israel mudam a região

Por Agostinho Pereira de Miranda, publicado em 23 Abr 2012 

Desde a sua independência, em 1948, o Estado de Israel tem procurado incansavelmente a auto-suficiência energética

Há 3 semanas, exercícios navais conjuntos de Israel, Estados Unidos da América e Grécia, no Mediterrâneo Oriental, vieram chamar a atenção para um facto que tem passado despercebido a boa parte da opinião pública internacional: Israel descobriu nos últimos três anos quantidades de gás natural de tal modo vastas que o seu ministro dos Negócios Estrangeiros já fala (aparentemente sem ironia) da utilização desse recurso como “instrumento de paz nas relações com os nossos vizinhos árabes”.

Desde a sua independência, em 1948, o Estado de Israel tem procurado incansavelmente a auto-suficiência energética. Até há 3 anos, sem qualquer sucesso. Mas em 2009 a empresa norte- -americana Noble Energy descobriu no Mediterrâneo o campo de Tamar, localizado a cerca de 50 milhas do porto de Haifa. Com reservas provadas de 9 biliões (“trillion”) de pés cúbicos (Tcf) de gás natural, foi a maior descoberta mundial nesse ano. Seguiu- -se, em 2010 e na mesma bacia geológica, o Campo Leviathan, cuja empresa operadora (ainda a Noble Energy) estima conter o dobro das reservas do primeiro campo. Segundo os especialistas, esta terá sido a maior descoberta de gás natural da primeira década do século XXI.

Mas não é tudo. Em Fevereiro deste ano, os meios de comunicação israelitas anunciaram a descoberta de um terceiro campo offshore Tanin I (“Crocodilo I”, em hebreu), situado a norte do jazigo Tamar e que, segundo fontes da indústria petrolífera, poderá ter reservas de gás superiores a qualquer dos anteriores campos. À boca pequena, diz-se que este campo poderá produzir também quantidades apreciáveis de petróleo.

Seja como for, as três novas descobertas farão de Israel um importante produtor mundial de gás já a partir de 2013. As reservas comprovadas de 30 Tcf valem, a preços actuais, mais de 100 mil milhões de dólares US e são suficientes para mais de um século de consumo interno, deixando ainda ampla margem para a exportação. De tal modo que o governo israelita já iniciou negociações com o Chipre e a Grécia visando o desenvolvimento conjunto de projectos de exportação de gás natural liquefeito e de electricidade produzida a partir do mesmo. Em Fevereiro, Benjamin Netanyahu, acompanhado do seu ministro da Energia Uzi Landau, visitou Chipre naquela que constituiu a primeira visita de um primeiro-ministro israelita à ilha. Na agenda terá estado a discussão do projecto de interconexão EuroAsia que prevê a construção do maior cabo submarino do mundo para transporte de electricidade, ligando a distância de 540 milhas náuticas entre Israel, Chipre e Grécia.

No offshore de Chipre a mesma petrolífera Noble Energy fez uma descoberta de gás no Outono de 2011 cuja dimensão (7 Tcf?) estará ainda a ser avaliada. Quem parece preocupada com a nova diplomacia do gás é a Turquia, que assiste impotente à nova entente entre Israel e a Grécia e vê os cipriotas leiloarem 11 novos blocos próximos da sua Zona Económica Exclusiva. O Líbano, por seu turno, reclama soberania sobre parte dos campos de Leviathan e Tanin I, tendo já pedido a intervenção da ONU na delimitação da sua disputada fronteira marítima com Israel. O Hezbollah libanês afirma mesmo que todo o campo de Tamar, cujo início de produção se espera para breve, pertence ao Líbano.

Pondo as coisas em perspectiva, o US Geological Survey (USGS) divulgou há alguns meses as suas estimativas das reservas possíveis de gás e petróleo no Mediterrâneo Oriental: 345 Tcf de gás e 3,4 mil milhões de barris de petróleo para o conjunto das bacias offshore do Egipto, Grécia, Turquia, Chipre, Líbano, Israel e Síria. Em face destes números, as reservas provadas de Israel podem não impressionar. Mas, como dizem os homens do petróleo, as reservas possíveis são apenas números. As reservas provadas de Israel são, porém, uma realidade. Uma realidade que pode mudar o equilíbrio político da região.

Advogado / Sócio Presidente

Miranda Correia Amendoeira & Associados

http://www.ionline.pt/opiniao/descobertas-gas-natural-israel-mudam-regiao



Uma ‘guerra humanitária’ à Síria? Escalada militar. Rumo a uma guerra mais vasta no Médio Oriente-Ásia Central? .

By Prof Michel Chossudovsky

Global Research, August 19, 2011

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http://www.globalresearch.ca/uma-guerra-humanit-ria-s-ria-escalada-militar-rumo-a-uma-guerra-mais-vasta-no-m-dio-oriente-sia-central/26070

“Quando retornei ao Pentágono em Novembro de 2001, um dos oficiais militares superiores teve tempo para uma conversa. Sim, ainda estamos em vias de ir contra o Iraque, disse ele. Mas havia mais. Isto estava a ser discutido como parte de um plano de campanha de cinco anos, disse ele, e havia um total de sete países, a principiar pelo Iraque e então a Síria, Líbano, Líbia, Irão, Somália e Sudão”. General Wesley Clark

Uma prolongada guerra no Médio Oriente e Ásia Central tem estado nos planos do Pentágono desde meados da década de 1980.

Como parte deste cenário de guerra prolongada, a aliança EUA-NATO planeia travar uma campanha militar contra a Síria sob um “mandato humanitário” patrocinado pela ONU.

A escalada é uma parte integral da agenda militar. A desestabilização de estados soberanos através da “mudança de regime” está estreitamente coordenada com o planeamento militar.

Há um roteiro militar caracterizado por uma sequência de teatros de guerra EUA-NATO.

Os preparativos de guerra para atacar a Síria e o Irão têm estado num “estado avançado de prontidão” durante vários anos. O “Syria Accountability and Lebanese Sovereignty Restoration Act” , de 2003, classifica a Síria como um “estado vilão”, como um país que apoia o terrorismo.

Uma guerra à Síria é encarada pelo Pentágono como parte da guerra mais vasta dirigida contra o Irão. O presidente George W. Bush confirmou nas suas Memórias que havia “ordenado ao Pentágono planear um ataque a instalações nucleares do Irão e [havia] considerado um ataque encoberto à Síria” ( George Bush’s memoirs reveal how he considered attacks on Iran and Syria , The Guardian, November 8, 2010)

Esta agenda militar mais vasta está intimamente relacionada com reservas estratégicas de petróleo e rotas de pipelines. Ela é apoiada pelos gigantes petrolíferos anglo-americanos.

O bombardeamento do Líbano em Julho de 2006 fez parte de um “roteiro militar” cuidadosamente planeado. A extensão da “Guerra de Julho” ao Líbano também à Síria foi contemplada pelos planeados militares estado-unidenses e israelenses. Ela foi abandonada após a derrota das forças terrestres israelenses pelo Hezbollah.

A guerra de Julho de 2006 de Israel contra o Líbano também pretendia estabelecer controle israelense sobre a linha costeira a Nordeste do Mediterrâneo incluindo reservas offshore de petróleo e gás em águas territoriais libanesas e palestinas.

Os planos para invadir tanto o Líbano como a Síria têm permanecido nas mesas de planeamento do Pentágono apesar da derrota de Israel na guerra de Julho de 2006. “Em Novembro de 2008, cerca de um mês antes de Tel Aviv ter começado o seu massacre na Faixa de Gaza, os militares israelenses efectuaram exercícios para uma guerra em duas frentes contra o Líbano e a Síria chamada Shiluv Zro’ot III (Crossing Arms III). O exercício militar incluiu uma maciça invasão simulada tanto da Síria como do Líbano” (Ver Mahdi Darius Nazemoraya, Israel’s Next War: Today the Gaza Strip, Tomorrow Lebanon? , Global Research, January 17, 2009)

A estrada para Teerão passa por Damasco. Uma guerra promovida pelos EUA-NATO contra o Irão envolveria, como primeiro passo, uma campanha de desestabilização (“mudança de regime”) incluindo operações de inteligência encoberta em apoio de forças rebeldes dirigida contra o governo sírio.

Uma “guerra humanitária” sob o lema de “Responsabilidade para proteger” (“Responsibility to Protect”, R2P) dirigida contra a Síria também contribuiria para a desestabilização em curso do Líbano.

Se se desenvolvesse uma campanha militar contra a Síria, Israel seria directa ou indirectamente envolvido nas operações militares e de inteligência.
Uma guerra à Síria levaria à escalada militar.

Há actualmente quatro diferentes teatros de guerra: Afeganistão-Paquistão, Iraque, Palestina e Líbia.

Um ataque à Síria levaria à integração destes teatros de guerra separados, conduzindo eventualmente a uma guerra mais vasta no Médio Oriente e Ásia Central, abarcando toda a região desde o Norte de África e o Mediterrâneo até o Afeganistão e o Paquistão.

O movimento de protesto agora em curso destina-se a servir de pretexto e justificação para uma intervenção militar contra a Síria. A existência de uma insurreição armada é negada. Os media ocidentais em coro descreveram os acontecimentos recentes na Síria como um “movimento de protesto pacífico” dirigido contra o governo de Bashar Al Assad, quando a evidência confirma a existência de uma insurgência armada integrada por grupos paramilitares islâmicos.

Desde o início do movimento de protesto em Daraa, em meados de Março, tem havido troca de tiros entre a polícia e as forças armadas por um lado e pistoleiros armados por outro. Actos incendiários contra edifícios governamentais também foram cometidos. No fim de Julho, em Hama, foi ateado fogo a edifícios públicos como o Tribunal e o Banco Agrícola. Notícias de fontes israelenses, se bem que descartando a existência de um conflito armado, reconhecem no entanto que “manifestantes [estavam] armados com metralhadoras pesadas s” ( DEBKAfile , August 1, 2001. Relatório sobre Hama, ênfase acrescentada)

“Todas as opções sobre a mesa”

Em Junho, o senador estado-unidense Lindsey Graham (que actuou no Comité de Serviços Armados do Senado) sugeriu a possibilidade de uma intervenção militar “humanitária” contra a Síria tendo em vista “salvar as vidas de civis”. Graham sugeriu que a “opção” aplicada à Líbia sob a resolução 1973 do Conselho de Segurança da ONU deveria ser considerada no caso da Síria.

“Se fez sentido proteger o povo líbio contra Kadafi, e fez porque estava em vias de ser massacrado não houvéssemos enviado a NATO quando ele estava nos arredores de Bengazi, a questão para o mundo [é], chegamos a esse ponto na Síria, …

Podemos ainda não estar aí, mas estamos a ficar muito próximos, de modo que se você realmente se importa acerca da protecção do povo sírio em relação à carnificina, agora é o momento de deixar Assad saber que todas as opções estão sobre a mesa” (CBS “Face The Nation”, June 12, 2011)

A seguir à adopção da Declaração do Conselho de Segurança da ONU referente à Síria (03/Agosto/2011), a Casa Branca apelou, em termos nada incertos, à “mudança de regime” na Síria e ao derrube do presidente Bashar Al Assad:

“Não queremos vê-lo permanecer na Síria a bem da estabilidade e, ao invés, nós o vemos como a causa da instabilidade na Síria”, disse o porta-voz da Casa Branca Jay Carney aos repórteres na quarta-feira.

“E pensamos, francamente, ser seguro dizer que a Síria seria um lugar melhor sem o presidente Assad”, (citado em Syria: US Call Closer to Calling for Regime Change, IPS, August 4, 2011)

Sanções económicas amplas muitas vezes constituem um sinal precursor da intervenção militar total. Uma lei patrocinada pelo senador Lieberman foi apresentada no Senado tendo em vista autorizar sanções económicas gerais contra a Síria. Além disso, numa carta ao presidente Obama no princípio de Agosto, um grupo de mais de sessenta senadores dos EUA apelava à “implementação de sanções adicionais… tornando claro para o regime sírio que ele pagará um custo cada vez maior pela sua repressão ultrajante”.

Estas sanções exigiriam bloquear transacções bancárias e financeiras bem como “acabar com compras de petróleo sírio e cortar investimentos no sector do petróleo e do gás da Síria”. (Ver Pressure on Obama to get tougher on Syria coming from all sides , Foreign Policy, August 3, 2011).

Enquanto isso, o Departamento de Estado dos EUA também se encontra com membros da oposição síria no exílio. Também foi canalizado apoio encoberto aos grupos armados rebeldes.

Encruzilhadas perigosas: Guerra à Síria. Cabeça de ponte para um ataque ao Irã

A seguir à declaração de 3 de Agosto do presidente do Conselho de Segurança da ONU dirigida contra a Síria, o enviado de Moscovo junto à NATO, Dmitry Rogozin, advertiu dos perigos de escalada militar:

“A NATO está a planear uma campanha militar contra a Síria para ajudar o derrube do regime do presidente Bashar al-Assad com o objectivo de longo alcance de preparar uma cabeça de ponte para um ataque ao Irão…

“[Esta declaração] significa que o planeamento [da campanha militar} está a caminho. Ela poderia ser uma conclusão lógica daquelas operações militares e de propaganda, as quais têm sido executadas por certos países ocidentais contra a África do Norte", disse Rogozin numa entrevista ao jornal Izvestia ... O diplomata russo destacou o facto de que a aliança tem como objectivo interferir apenas com os regime "cujas visões não coincidem com aquelas do Ocidente".

Rogozin concordou com a opinião expressa por alguns peritos de que a Síria e depois o Iémen poderiam ser os últimos passos da NATO no caminho para o lançamento de um ataque ao Irão.

"O nó corrediço em torno do Irão está a endurecer. O planeamento militar contra o Irão está em andamento. E nós certamente estamos preocupados acerca de uma escalada numa guerra em grande escala nesta enorme região", disse Rogozin.

Tendo aprendido a líção líbia, a Rússia "continuará a opor-se a uma resolução violenta da situação na Síria", disse ele, acrescentando que as consequências de um conflito de grande escala na África do Norte seriam devastadoras para todo o mundo. Beachhead for an Attack on Iran": NATO is planning a Military Campaign against Syria , Novosti, August 5, 2011).

Dimitri Rogozine, agosto 2011

Planos militares para um ataque à Síria 
  
 A advertência de Dimitry Rogozin foi baseada sobre informação concreta conhecid e documentada em círculos militares, de que a NATO está actualmente a planear uma campanha militar contra a Síria. Em relação a isto, um cenário de ataque à Síria actualmente está em estudo, envolvendo peritos militares franceses, britânicos e israelenses. De acordo com antigo comandante da Força Aérea Francesa (chef d'Etat-Major de l'Armée de l'air) General Jean Rannou, "um ataque da NATO para incapacitar o exército sírio é tecnicamente factível".

"Países membros da NATO começariam com a utilização de tecnologia de satélite para identificar defesas aéreas sírias. Poucos dias depois, aviões de guerra, em número maior do que na Líbia, decolariam da base do Reino Unido em Chipre e gastariam umas 48 horas destruindo mísseis terra-ar (SAMs) e jactos sírios. A aviação da Aliança começaria então um bombardeamento ilimitado de tanques sírios e tropas terrestres.

O cenário é baseado em analistas militares franceses, na publicação especializada britânica Jane's Defence Weekly e na estação de TV Canal 10, de Israel.

Considera-se que a Força Aérea Síria represente uma ameaça pequena. Ela tem cerca de 60 MIG-20 de fabricação russa. Mas o resto – uns 160 MIG-21s, 80 MIG-23s, 60 MIG-23BNs, 50 Su-22 e 20 Su-24MKs – está ultrapassado.

... "Não vejo quaisquer problemas puramente militares. A Síria não tem defesa contra sistemas ocidentais ... [Mas] seria mais arriscado do que a Líbia. Seria uma operação militar pesada”, disse Jean Rannou, ex-chee da Força Aérea Francesa, ao EUobserver. Acrescentou que a acção é altamente improvável porque a Rússia vetaria um mandato da ONU, os activos da NATO estão tensionados no Afeganistão e na Líbia e os países da NATO estão em crise financeira. (Andrew Rettman, Blueprint For NATO Attack On Syria Revealed , Global Research, August 11, 2011)

Um roteiro militar mais vasto

Se bem que a Líbia, a Síria e o Irão façam parte do roteiro militar, esta deslocação estratégica se executada ameaçaria também a China e a Rússia. Ambos os países têm investimento, comércio e acordos de cooperação militar com a Síria e o Irão. O Irão tem o estatuto de observador na Organização de Cooperação de Shangai (Shanghai Cooperation Organization, SCO).

A escalada é parte da agenda militar. Desde 2005, os EUA e seus aliados, incluindo os parceiros da América na NATO e Israel, foram envolvidos na instalação extensa e na acumulação de sistema de armas avançadas. Os sistemas de defesa aérea dos EUA, países membros da NATO e Israel estão plenamente integrados.

 

O papel de Israel e da Turquia

Tanto Ancara como Tel Aviv estão envolvidos no apoio à insurgência armada. Estes esforços são coordenados entre os dois governos e suas agências de inteligência.
O Mossad, serviço secreto de Israel, segundo relatos, tem proporcionado apoio encoberto a grupos terroristas radicais Salafi, os quais se tornaram activos no Sul da Síria no início do movimento de protesto em Daraa em meados de Março. Relatos sugerem que o financiamento para a insurgência Salafi está a vir da Arábia Saudita. (Ver Syrian army closes in on Damascus suburbs , The Irish Times, May 10, 2011).

O governo turco do primeiro-ministro Recep Tayyib Erdogan está a apoiar grupos de oposição sírios no exílio e ao mesmo tempo também a apoiar os rebeldes armados da Fraternidade Muçulmana no Norte da Síria.

Tanto a Fraternidade Muçulmana síria (cuja liderança está exilada no Reino Unido) como o proibido Hizb ut-Tahrir (o Partido da Libertação) estão por trás da insurreição. Ambas as organizações são apoiadas pelo MI6 britânico. O objectivo confessado tanto da Fraternidade como do Hisb-ut Tahir é essencialmente desestabilizar o Estado secular da Síria. (Ver Michel Chossudovsky, SYRIA: Who is Behind the Protest Movement? Fabricating a Pretext for a US-NATO “Humanitarian Intervention” , Global Research, May 3, 2011).

Em Junho, tropas turcas transpuseram a fronteira e entraram no Norte da Síria, oficialmente para resgatarem refugiados sírios. O governo de Bashar Al Assad acusou a Turquia de apoiar directamente a incursão de forças rebeldes no Norte da Síria.

“Uma força rebelde de mais de 500 combatentes atacou uma posição do Exército sírio dia 4 de Junho no Norte da Síria. Eles disseram que o objectivo, uma guarnição da Inteligência militar, foi capturada num assalto de 36 horas no qual foram mortos 72 soldados em Jisr Al Shoughour, próximo à fronteira com a Turquia.

“Descobrimos que os criminosos [combatentes rebeldes] estavam a utilizar armas da Turquia e isto é muito preocupante”, disse um oficial.

Isto assinalou a primeira vez que o regime Assad acusou a Turquia de ajudar a revolta. … Oficiais disseram que os rebeldes pressionaram o Exército sírio desde Jisr Al Shoughour e então tomaram a cidade. Disseram que edifícios governamentais foram saqueados e queimados antes da chegada de outra força de Assad. …

Um oficial sírio que conduziu a operação disse que os rebeldes em Jisr Al Shoughour consistiam de combatentes alinhados com a Al Qaida. Afirmou que os rebeldes empregaram um conjunto de armas e munições turcas mas não acusou o governo de Ancara de fornecer o equipamento”. ( Syria’s Assad accuses Turkey of arming rebels , TR Defence, Jun 25 2011)

O acordo de cooperação militar Turquia-Israel

A Turquia e Israel têm um acordo de cooperação militar o qual está ligado de um modo muito directo com a Síria bem como com a estratégica linha costeira sírio-libanesa do Mediterrâneo oriental (que inclui as reservas de gás no offshore da costa do Líbano e rotas de pipelines).

Já durante a administração Clinton, iniciou-se uma aliança militar triangular entre os EUA, Israel e Turquia. Esta “tripla aliança”, a qual é dominada pela US Joint Chiefs of Staff, integra e coordena decisões de comando militar entre os três países relativas ao conjunto do Médio Oriente. É baseada nos estreitos laços militares respectivamente de Israel e Turquia com os EUA, a par de um forte relacionamento bilateral entre Tel Aviv e Ancara.

A tripla aliança também é complementada pelo acordo de cooperação militar NATO-Israel de 2005, o qual inclui “muitas áreas de interesse comum, tal como o combate contra o terrorismo e exercícios militares conjuntos. Estes laços de cooperação militar com a NATO são encarados pelos militares israelenses como meios para “potenciar a capacidade de dissuasão de Israel em relação a potenciais ameaças inimigas, principalmente do Irão e da Síria”. (Ver Michel Chossudovsky, “Triple Alliance”: The US, Turkey, Israel and the War on Lebanon, August 6, 2006)

Enquanto isso, o recente remanejamento de altas patentes da Turquia reforçou a facção pró islâmica no interior das forças armadas. No fim de Julho, o Comandante em Chefe do Exército e chefe da Joint Chiefs of Staff da Turquia, general Isik Kosaner, resignou juntamente com os comandantes da Marinha e Força Aérea.

O general Kosaner representava uma posição amplamente laica dentro das Forças Armadas. Para substituí-lo o general Necdet Ozel foi nomeado como comandante do Exército.

Estes desenvolvimentos são de importância crucial. Eles tendem a apoiar interesses dos EUA. Eles também apontam para uma mudança potencial dentro das forças armadas em favor da Fraternidade Muçulmana incluindo a insurreição armada no Norte da Síria.

“Novas nomeações fortaleceram Erdogam e o partido dominante na Turquia… O poder militar é capaz de executar projectos mais ambiciosos na região. Prevê-se que em caso de utilização do cenário líbio na Síria seja possível que a Turquia peça intervenção militar”. ( New appointments have strengthened Erdogan and the ruling party in Turkey: Public Radio of Armenia , August 06, 2011, ênfase acrescentada)


16 de Junho de 2011

A extensa Aliança Militar da NATO

O Egipto, os estados do Golfo e a Arábia Saudita (dentro da aliança militar estendida) são parceiros da NATO, cujas forças podiam ser deslocadas numa campanha dirigida contra a Síria.

Israel é um membro da NATO de facto após o acordo assinado em 2005.

O processo de planeamento militar dentro da aliança extensa da NATO envolve coordenação entre o Pentágono, a NATO, as Forças Armadas de Israel (IDF), bem como o envolvimento militar activo de estados árabes, incluindo Arábia Saudita, os estados do Golfo e o Egipto: ao todo, dez países árabes mais Israel são membros do The Mediterranean Dialogue e da Istanbul Cooperation Initiative.

Estamos em encruzilhadas perigosas. As implicações geopolíticas são de extremo alcance.

A Síria tem fronteiras com a Jordânia, Israel, Líbano, Turquia e Iraque. Ela estende-se através do vale do Eufrates, está nos cruzamentos dos principais cursos de água e rotas de pipelines.



A Síria é uma aliada do Irã. A Rússia tem uma base naval no Noroeste da Síria.

O estabelecimento de uma base em Tartus e o avanço rápido da cooperação em tecnologia militar com Damasco torna a Síria cabeça de ponte instrumental da Rússia e um baluarte no Médio Oriente.

Damasco é um aliado importante do Irão e inimigo irreconciliável de Israel. Não é preciso dizer que o surgimento da base militar russa na região certamente introduzirá correcções na correlação de forças existente.

A Rússia está a tomar o regime sírio sob a sua protecção. Isso quase certamente azedará as relações de Moscovo com Israel. Pode mesmo encorajar o vizinho regime iraniano e torná-lo menos manejável nas conversações do programa nuclear. (Ivan Safronov, Russia to defend its principal Middle East ally: Moscow takes Syria under its protection , Global Research July 28, 2006).

Cenário III Guerra Mundial

Durante os últimos cinco anos, a região Médio Oriente-Ásia Central tem estado em pé de guerra.

A Síria tem capacidades de defesa aérea significativas, assim como de forças terrestres.

A Síria tem estado a reforçar seu sistema de defesa aéreo com a entrega de mísseis russos Pantsir S1. Em 2010, a Rússia entregou à Síria o sistema míssil Yakhont. Os Yakhont, a operarem na base naval Tartus, da Rússia, “são concebidos para combaterem navios do inimigo à distância de até 300 km”. ( Bastion missile systems to protect Russian naval base in Syria , Ria Novosti, September 21, 2010).

A estrutura das alianças militares dos lados EUA-NATO e Síria-Irão-SCO, respectivamente, sem mencionar o envolvimento militar de Israel, o complexo relacionamento entre a Síria e o Líbano, as pressões exercidas pela Turquia na fronteira Norte da Síria, apontam iniludivelmente para um perigoso processo de escalada.

Qualquer forma de intervenção militar patrocinada pelos EUA-NATO contra a Síria desestabilizaria toda a região, conduzindo potencialmente à escalada numa vasta área geográfica, estendendo-se desde o Mediterrâneo Oriental até a fronteira Afeganistão-Paquistão com o Tajiquistão e a China.

No futuro próximo, com a guerra na Líbia, a aliança militar EUA-NATO está excessivamente tensa em termos de capacidades. Apesar de não prevermos a implementação de uma operação militar EUA-NATO no curto prazo, o processo de desestabilização política através do apoio encoberto a uma insurgência rebelde provavelmente continuará.

09/Agosto/2011
Artigo original en inglês :
 
A “Humanitarian War” on Syria? Military Escalation. Towards a Broader Middle East-Central Asian War? 

Part I of a three part series

- by Michel Chossudovsky – 2011-08-09

 Tradução : http://www.outroladodanoticia.com

Copyright © 2013 Global Research

http://www.globalresearch.ca/uma-guerra-humanit-ria-s-ria-escalada-militar-rumo-a-uma-guerra-mais-vasta-no-m-dio-oriente-sia-central/26070?print=1


24 de dezembro de 2011

O Foco de tensão no Meditterrâneo oriental

Os EUA,  A Turquia , Chipre e os  campos de gás de Israel

Os campos de gás de Chipre e Israel no Mediterraine.

O Presidente do Chipre Demetris Christofias, alertou a Turquia para parar seus navios de guerra  de confrontarem a faixa de água  que dividindo  o Chipre e zonas de exploração de gás israelenses no Mediterrâneo oriental.

Fontes militares DEBKAfile apontam  que na quarta-feira, 21 de dezembro, os navios de guerra turcos começaram sorrateiramente  a posicionar suas armas sobre a faixa divisória de campo de gás de Israel no Bloco 12 do  Leviathan na Zona  Económica Exclusiva  de Chipre-ZEE, onde um grande campo de gás foi descoberto recentemente.

Nem Israel nem Chipre relataram  os ataques turcos que estão sendo encenados em águas internacionais, mas ambos reforçaram as suas unidades navais ao redor dos campos de gás. 

Foi o presidente de Chipre, que quebrou o silêncio sexta-feira, 23  de dezembro com uma advertência: "Se a Turquia não mudar a sua diplomacia das canhoneiras e parar de se portar como a polícia regional, haverá conseqüências que, com certeza, não vai ser boas - sejam para toda a região ou o povo turco e em primeiro lugar para os cipriotas turcos ", disse ele.

Em 22 de dezembro, Israel cancelou a venda de US $ 90 milhões para a Força Aérea turca de oi-tech da Elbit LOROP-Long Range Oblique Photography  que nada mais é que um sistema operacional de vigilância. O ministerio de defesa israelense  disse que a transação foi cancelada para que o SAR radar ou tecnologia LOROP encontre seu caminho para o mãos dos inimigos de Israel, como o Irã.

De acordo com nossas fontes militares, Israel cronometra o  cancelamento do negócio como um aviso a Ancara para recuar em sua campanha de assédio e em torno de campos de gás de Israel.
Jerusalém, Atenas e Nicósia são parceiros económicos e de segurança na exploração e desenvolvimento de recursos de gás do Leste do Mediterrâneo. Mesma empresa, Noble Energy Inc, de Houston, Texas, está trabalhando tanto  em Chipre e em  campos de Israel. Ações da empresa dos EUA são detidos em Chipre pela empresa de energia nacional e de Chipre em Israel por Delek Drilling LP e Avner Oil Exploration LLP.

A recente descoberta de que as jazidas de gás são muito maiores que o primeiro elevou as apostas em torno delas. Os três governos envolvidos estão ansiosos para se tornar importantes fornecedores de gás para a Europa e assim reduzir a dependência do continente em tubulações de gás russo e turco.

Estimativas mais recentes da  Noble Energy, publicado segunda-feira, 19 dez, acrescentou 6,3 por cento, para o bem potencial inexplorado em  Leviathan, levantando-o da estimativa anterior de 16 a 20 trilhões de pés cúbicos.

Nicosia também irá em breve lançar uma estimativa revisando para cima de seu campo de gás. De acordo com fontes da indústria de energia DEBKAfile, a nova figura é cautelosamente estimada como 10 trilhões de pés cúbicos.

Ambos esperam  que Ankara escale  sua ofensiva incômoda após o boletim novo de  Nicosia. Como precaução, ministro dos Negócios Estrangeiros de Chipre, Erato Kozakou-Marcoullis foi despachado para Washington terça-feira 19 dez, para falar sobre a situação de tensão  com autoridades do governo e obter o apoio dos EUA para a empresa de gás e continuando a postura de Chipre contra ameaças turcas.

De acordo com nossas fontes de Washington, o conselho da secretária de Estado Hillary Clinton foi para ir a todo vapor com a perfuração de gás e ignorar o assédio turco. Após o encontro, Kozakou-Macoullis disse que as perspectivas para o desenvolvimento do gás já aumentou dramaticamente a importância estratégica de seu país.

Em um discurso no Woodrow Wilson International Center for Scholars, ela ligou para a Turquia "o valentão do bairro", acrescentando que a Turquia ", cujo ministro das Relações Exteriores, uma vez promoveu uma política de" problemas zero "com seus vizinhos e  é agora uma política de" inúmeros  problemas . " 

Fonte: http://2012umnovodespertar.blogspot.com.br/2011/12/eua-turquia-chipre-e-os-campos-de-gas.html

15 de fevereiro de 2012


Chipre: descobertas jazidas submarinas de petróleo e gás natural em Chipre

15 de Fevereiro de 2012

Serbin Argyrowitz, no Monitor Mercantil

Afastada, definitivamente, a ameaça de falência do país

A República de Chipre não precisa preocupar-se mais com seu déficit orçamentário, sua dívida externa e sua reclassificação - para baixo - pelas agências internacionais de rating, graças à descoberta de ricas jazidas de petróleo e gás natural situadas dentro do limite de suas águas territoriais no Mar Mediterrâneo.

Jerry Gerhard, presidente da petrolífera Noble Energy, empresa interessada em participar da licitação internacional para exploração das ricas jazidas, ao ser questionado sobre sua avaliação dos 12 campos descobertos, respondeu que são "de classe mundial".
"O mundo inteiro sabia que havíamos realizado uma bem-sucedida perfuração. Somente o campo 12 possui cerca de 8 trilhões de metros cúbicos de gás natural e estamos prevendo que sua exploração mudará a realidade do mercado da República de Chipre", disse Gerhard.
À pergunta se a empresa está examinando a questão de transporte do gás natural através de gasoduto ou se criará um terminal em Chipre, Gerhard disse que "seguramente, é uma das nossas opções, mas também examinamos a instalação de um gasoduto submarino desde o poço até Chipre, tanto para atender ao consumo local, quanto a exportar".

Gerhard revelou que sua empresa realizará mais uma perfuração e avaliou que o campo 12 está situado em uma região de 100 quilômetros quadrados que também deverá ser explorada.
As 12 jazidas descobertas entusiasmaram Dimítris Christófias, presidente (comunista) da República de Chipre, e afastaram definitivamente as ameaças de falência de seu país, vociferadas pelos presidentes e diretores-gerais das instituições financeiras que hoje definem os destinos da União Européia, da qual a República de Chipre é país-membro.

Outro lado da Notícia

http://2012umnovodespertar.blogspot.com.br/2012/02/chipre-descobertas-jazidas-submarinas.html


Castelorizo - Ponto Crítico no Mediterrâneo?

por Daniel Pipes

National Review Online

7 de Fevereiro de 2012

Original em inglês: Kastelorizo - Mediterranean Flashpoint?

Tradução: Joseph Skilnik

Lembre-se deste nome, Castelorizo, você ouviu falar dele aqui pela primeira vez.

Trata-se da ilha mais remota e mais oriental das ilhas da Grécia, a 130 quilômetros da Ilha de Rhodes, 274 quilômetros a oeste de Chipre e apenas 1,6 quilômetros da costa da Turquia. Castelorizo (em grego ?aste?????? ou oficialmente Megisti, ?e??st?) é minúscula, compreendendo apenas 13 quilômetros quadrados, além de outras ilhas desabitadas do arquipélago, ainda menores. Seus 430 habitantes estão bem abaixo dos 10.000 do século XIX. O guia de viagens Lonely Planet escolheu-a uma das quatro melhores ilhas gregas (das milhares) para mergulho e snorkeling. Não há transporte público da adjacente Anatólia, somente da distante Ilha de Rhodes, de avião ou balsa.


Castelorizo na costa anatoliana entre Rhodes e Chipre

O fato de Atenas controlar esse filete de terra implica que ela poderia (mas ainda não o fez) reivindicar uma zona econômica exclusiva (ZEE) no Mar Mediterrâneo que reduziria a ZEE turca a uma fração do que seria se estivesse sob controle de Ancara, conforme as ilustrações dos mapas reproduzidos a partir do jornal cipriota I Simerini mostram. O mapa acima mostra o que seria a reivindicação integral da ZEE das 200 milhas náuticas gregas e o controle da ZEE de Castelorizo.

Caso Atenas reivindique a ZEE integral, a presença de Castelorizo tornaria sua ZEE contígua com a ZEE de Chipre, fator de grande importância no momento, quando das descobertas das imensas reservas de gás e petróleo na costa. Castelorizo com a ZEE beneficiaria a aliança emergente Grécia-Chipre-Israel, tornando possível o transporte tanto de gás natural cipriota e israelense (via gasoduto) como de eletricidade (via cabo) para a Europa Ocidental sem permissão turca. Esse quadro assumiu uma urgência especial desde 4 de novembro, quando o ministro da energia da Turquia, Taner Yildiz, anunciou que seu governo não irá permitir o fluxo de gás natural israelense através do território turco, Ancara provavelmente também irá banir as exportações cipriotas.

O primeiro ministro da Turquia Recep Tayyip Erdogan e seus colegas no partido AKP, ora no governo, aceitam o controle grego sobre Castelorizo e as seis milhas náuticas de águas territoriais, não mais que isso e certamente não o direito integral da ZEE. Sem dúvida, do ponto de vista deles, a asserção grega de uma ZEE constitui um casus belli. Neutralizando Castelorizo, Ancara poderá reivindicar uma enorme área econômica no Mediterrâneo e bloquear a cooperação entre seus adversários. É por esta razão que a ilha poderá se tornar um ponto crítico.

ZEE da Grécia com Castelorizo e ZEE da Grécia sem Castelorizo

Vários acontecimentos apontam para a intimidação da AKP contra Grécia no que diz respeito a Castelorizo. Primeiro, em setembro autorizou um navio norueguês, o Bergen Surveyor, acompanhado de outras embarcações, a iniciar a prospecção de gás e petróleo ao sul de Castelorizo, incluindo algumas plataformas continentais da ilha. Segundo, navios de guerra turcos conduziram um treinamento com balas de verdade entre Rhodes e Castelorizo. E por último, aviões de guerra turcos sobrevoaram Castelorizo quatro vezes em 2011, não raramente voos rasantes com aeronaves de reconhecimento.

Essa beligerância se encaixa em um contexto mais amplo. O governo AKP, principalmente após ter assumido total controle das forças armadas no final de julho, acabou demonstrando uma hostilidade cada vez maior para com Chipre, Israel,Síria e Iraque. Além disso, faz muito tempo que Ancara tem negado a Chipre a sua ZEE, portando-se da mesma maneira em relação a Castelorizo, apoiando-se em uma política já consolidada. De fato, a brutal conquista dos turcos em 1974, com o uso de napalm, dos 36 porcento do norte de Chipre abriu um precedente para se apoderar de território adjacente da ilha. Capturar Castelorizo levaria mais ou menos o mesmo tempo que ler esse artigo.


George Papandreou, então primeiro ministro da Grécia, visitou Castelorizo em abril de 2010

Até o momento, as reações ao aumento da agressividade turca no Mediterrâneo se concentraram na dissuasão das simulações no que tange as reservas de gás e petróleo na ZEE cipriota, com as frotas e declarações dos Estados Unidos e Rússia defendendo o direito da República do Chipre de explorar seus recursos econômicos. O presidente cipriota Demetris Christofias avisou que se Ancara persistir com a diplomacia das canhoneiras, "haverá consequências que certamente não serão boas". O Vice-Ministro das Relações Exteriores de Israel Danny Ayalon comunicou aos gregos que "se alguém tentar contestar as prospecções, estaremos a postos" e seu governo aumentou a segurança não apenas para seus próprios campos marítimos mas também para áreas de prospecção em águas cipriotas. Pelo menos em uma ocasião, aviões de guerra israelenses confrontaram navios turcos.
Sinais claros mostrando determinação são bem-vindos. À medida que a União Européia pressiona a Grécia a prospectar hidrocarbonetos com o objetivo de encontrar novas fontes de renda, ela também deveria apoiar Atenas reconhecendo a sua ZEE, rejeitar a criação de problemas por parte do AKP vis-à-vis a Castelorizo e mostrar com clareza as terríveis consequências para a Turquia em relação a alguma aventura quanto a ilha, agora alegremente famosa com seus mergulhos e snorkeling.

http://pt.danielpipes.org/10644/castelorizo



Marcha para a guerra: Concentração naval no Golfo Pérsico e no Mediterrâneo Oriental

By Mahdi Darius Nazemroaya

Global Research, October 01, 2006

1 October 2006

Nota do editor de Global Research

Chamamos a atenção dos nossos leitores para este documento cuidadosamente revisto da concentração naval em andamento e do posicionamento das forças de coligação no Médio Oriente.

O estudo de Mahdi Darius Nazemroaya proporciona-nos uma visão geral. Seu artigo examina a geopolítica por trás deste posicionamento militar e o seu relacionamento com a “Batalha pelo petróleo.”

A estrutura das alianças militares, as quais são cruciais para o entendimento destes preparativos para a guerra, são também analisadas.

O posicionamento naval está a ter lugar em dois diferentes teatros de guerra: o Golfo Pérsico e o Mediterrâneo Oriental.

Tanto Israel como a NATO estão destinados a desempenhar um papel importante na guerra conduzida pelos Estados Unidos.

A militarização do Mediterrâneo Oriental está em linhas gerais sob a jurisdição da NATO em ligação com Israel. Voltada contra a Síria, é conduzida sob a fachada de uma missão de manutenção de paz das Nações Unidas de acordo com a Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU. Neste contexto, a guerra ao Líbano deve ser encarada como uma etapa do roteiro militar mais amplo patrocinado pelos EUA.

A força naval no Golfo Pérsico está de um modo geral sob o comando dos EUA, com a participação do Canadá.

A concentração naval está coordenada com o planeamento de ataques aéreos. O planeamento dos bombardeamentos aéreos do Irão começou em meados de 2004, de acordo com a formulação do CONPLAN 8022, no princípio de 2004. Em Maio de 2004, foi emitida a Directiva Presidencial de Segurança Nacional NSPD 35, intitulada Nuclear Weapons Deployment Authorization. Apesar de o seu conteúdo permanecer classificado, a presunção é de que a NSPD 35 refere-se ao posicionamento de armas nucleares tácticas no teatro de guerra do Médio Oriente no cumprimento do CONPLAN 8022.

Estes planos de guerra devem ser encarados muito seriamente.

O mundo está na encruzilhada da mais séria crise da história moderna. Os EUA embarcaram numa aventura militar, numa “longa guerra”, a qual ameaça o futuro da humanidade.

Nas próximas semanas, é essencial que movimentos de cidadãos de todo o mundo actuem firmemente a fim de confrontar os seus respectivos governos e reverter e desmantelar esta agenda guerreira.

O que é necessário é romper a conspiração do silêncio, expôr as mentiras e distorções dos media, confrontar a natureza criminosa da administração dos Estados Unidos e daqueles governos que a apoiam, da sua agenda de guerra bem como da chamada “agenda de Segurança Interna” a qual já definiu os contornos de uma polícia de Estado.

É essencial trazer o projecto de guerra estadunidense para o primeiro plano do debate político, particularmente na América do Norte e na Europa Ocidental. Os líderes políticos e militares que se opõem à guerra devem tomar uma atitude firme, a partir de dentro das suas respectivas instituições. Os cidadãos, individual e colectivamente, devem tomar uma posição contra a guerra.

Professor Michel Chossudovsky,  Centro de Investigação da Globalização/Centr for Research on Globalization (CRG),  01/Outubro/2006

Marcha para a guerra: Concentração naval no Golfo Pérsico e no Mediterrâneo Oriental

Por Mahdi Darius Nazemroaya, 01/Outubro/2006

A probabilidade de outra guerra no Médio Oriente é elevada. Só o tempo dirá se os horrores de uma nova guerra deverão concretizar-se. Mesmo assim, a feição de uma guerra está ainda por decidir em termos de futuro.

Se a guerra será ou não travada contra o Irão e a Síria, pois ainda há a inegável concentração e desenvolvimento de medidas que confirmam um processo de posicionamento militar e de preparação para a guerra.

O fórum diplomático também parece estar a apontar para a possibilidade da guerra. As decisões a serem tomadas, as preparações a serem feitas, e as manobras militares que estão a desdobrar-se sobre o tabuleiro de xadrez geo-estratégico estão a projectar um prognóstico e a presente mobilização faz prever alguma forma de conflito no Médio Oriente

Neste contexto, as pessoas nem sempre percebem que uma guerra nunca é planeada, executada ou mesmo prevista numa questão de semanas. As operações militares levam meses e mesmo anos a preparar. Um exemplo clássico é a Operação Overlord (popularmente identificada como “Dia D”), a qual resultou na Batalha da Normandia e na invasão da França. A Operação Overlord teve lugar em 6 de Junho de 1944, mas os preparativos militares levaram dezoito meses, “oficialmente”, até estabelecer o palco para a invasão da costa francesa. Foi durante uma reunião em Casablanca, Marrocos, em Janeiro de 1943, que o presidente americano, F. D. Roosevelt, e o primeiro-ministro britânico, Winston Churchill, delinearam uma estratégia para invadir a Normadia.

O próprio “Memorando de Downing Street” confirma que a decisão de ir à guerra com o Iraque foi tomada em 2002 pelos Estados Unidos e a Grã-Bretanha, e assim os preparativos para a guerra com o Iraque na realidade começaram em 2002, um ano antes de a invasão se verificar. Os preparativos para a invasão do Iraque levaram pelo menos um ano inteiro para serem efectuados.

O período de 1991 a 2003 assistiu a contínuas operações militares contra o Iraque por parte da aliança anglo-americana. Este período que perdurou por mais de uma década viu cenas de bombardeamento pesado e grandes ataques aéreos sobre a enfraquecida república iraquiana e os seus cidadãos. Na realidade, as condições para o trabalho no terreno e os preparativos da invasão e ocupação final do Iraque levaram mais de dez anos para se concretizarem. O Iraque estava enfraquecido e a sua força fora diluída durante estes dez anos.

Mesmo antes desta década de bombardeamento anglo-americano e de sanções das Nações Unidas, o Iraque fora apanhado numa guerra de oito anos com o Irão durante a década de 1980. A guerra entre o Irão e o Iraque também foi alimentada e organizada pelos Estados Unidos para enfraquecer ambos os países. Em retrospectiva, a manipulação de uma guerra entre o Irão e o Iraque para enfraquecer ambos os Estados parece ser um planeamento estratégico na preparação de futuras operações militares contra eles. Durante este tempo também estavam a ser feitos preparativos para conseguir os Balcãs para futuras operações anglo-americanas. Os Balcãs estão junto ao Médio Oriente e também são uma extensão geográfica da região. Os preparativos foram feitos através da expansão da NATO, da mudança de bases militares voltadas para o leste, e da segurança de rotas de energia. O desmantelamento da Jugoslávia também fez parte deste objectivo. A Jugoslávia era a potência regional dos Balcãs e do Sudeste da Europa. Isto foi feito através de estreita coordanação entre a aliança anglo-americana e a NATO. Agora todos os olhos estão sobre o Irão e a Síria. Haverá uma outra guerra iniciada pelos anglo-americanos no Médio Oriente?

Panorama da confrontação global contra o Irão

O Pentágono já redigiu planos para ataques patrocinados pelos EUA ao Irão e à Síria. Apesar da dissimulação pública da diplomacia dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha, tal como na Invasão do Iraque, o Irão e a Síria sentem outra guerra anglo-americana no horizonte. Ambos os países têm estado a fortalecer as suas defesa para a eventualidade da guerra com a aliança anglo-americana.

Um conflito contra o Irão e a Síria, se se concretizar, seria diferente dos anteriores conflitos patrocinados pelos anglo-americanos. Seria de âmbito mais vasto, mais mortífero, e teria frentes aéreas e navais activas.

O poder marítimo seria de maior significância do que na Jugoslávia, Afeganistão, Iraque e Líbano. Os Estados Unidos cobiçam uma vitória rápida. As probabilidades disto acontecer são desconhecidas. Se tiver de haver um conflito com o Irão, os Estados Unidos e os seus parceiros desejariam manter o Estreito de Ormuz aberto para o fluxo internacional de petróleo. O Estreito de Ormuz são a “linha energética vital do mundo.”

Os Estados Unidos sem dúvida apontariam rapidamente para o colapso das estruturas de comandos e militares iranianas e sírias.

Deve ser notado que as Forças Armadas Iranianas caracterizam-se pela organização militar bem estruturada, com capacidades militares avançadas, em comparação com a Jugoslávia, Afeganistão, Iraque e Líbano. Além disso, o Irão tem estado a preparar-se para um cenário de guerra com a aliança anglo-americana durante quase uma década. Estes preparativos foram adiantados a seguir ao ataque efectuado pela NATO-EUA à Jugoslávia (1999).

Os tipos de unidades militares e de sistemas de armas que estão a ser posicionados no Golfo Pérsico e no Mar Arábico pelos Estados Unidos são considerados os mais adequados para o combate contra o Irão, tendo também vista manter o Estreito de Ormuz aberto para petroleiros. Isto também inclui forças que seriam capazes de assegurar cabeças de ponte sobre a linha costeira iraniana. Estas forças americanas consistem de unidades de aviso precoce, de reconhecimento, elementos anfíbios, investigação marítima e unidades de resgate, detectores de minas e unidades de posicionamento rápido.

Grupos americanos de ataque: Navios destinados à guerra?

O U.S.S. Enterprise , nau capitânia da U.S. Navy, está posicionada para o Golfo Pérsico e o Mar da Arábia. Isto inclui todos os vasos de guerra que compõem o Carrier Strike Group 12 (CSG 12), o Destroyer Squadron 2 (DESRON 2) e o Carrier Air Wing 1 (CWW 1). O objectivo declarado para a instalação do U.S.S. Enterprise, um porta-voz movido a energia nuclear, e dos outros navios da U.S. Navy, e conduzir operações de segurança naval e missões aéreas na região. O posicionamento não menciona o Irão, diz ser parte da “Guerra ao Terror” conduzida pelos EUA sob a “Operação liberdade duradoura” (“Operation Enduring Freedom”).

O nome original da Operação Liberdade Duradoura foi “Operação Justiça Infinita”, o que destaca o âmbito e as intenções ilimitadas da Guerra ao Terror. A “Operação Liberdade Iraquiana”, que abrange a invasão anglo-americana e a ocupação continuada do Iraque também é um componente destas operações. Um grande número de navios de guerra americanos estão posicionados no Golfo Pérsico, no Golfo de Oman e no Mar da Arábia.

Apesar de ser dizer que este posicionamento está relacionado com operações militares em andamento no Iraque e no Afeganistão, os navios de guerra carregam consigo equipamento que não é destinado a estes dois teatros de guerra. Detectores de minas e caça-minas não tem absolutamente nenhuma utilidade no Afeganistão cercado de terra e não são necessários no Iraque, o qual tem um corredor marítimo e portos totalmente controlados pela aliança anglo-americana.

Outros navios de guerra no Enterprise Strike Group incluem o destróier U.S.S. McFaul, a fragata U.S.S. Nicholas, o cruzador de batalha U.S.S. Leyte Gulf, o submarino de ataque U.S.S. Alexandria, e o “navio apoio rápido em combate” U.S.N.S. Supply. O U.S.N.S. Supply será um vaso utilizável em confronto com forças iranianas no Golfo Pérsico em combate de proximidade (close-quarter). A velocidade será um factor importante para responder aos potencialmente letais mísseis iranianos e a ataques de mísseis anti-navio.

O U.S.S. Enterprise transporta consigo uma série de unidades de infiltração, ataques aéreos e de posicionamento rápido. Isto inclui o Marine Strike Fighter Squadron 251, o Electronic Attack Squadron 137, e o Airborne Early Warning Squadron 123. O Squadron 123 será vital no caso de uma guerra com o Irão para detectar mísseis iranianos e enviar avisos de perigo à frota estadunidense. Deveria ser feita uma menção especial ao esquadrão de helicópteros especializado em combate a submarinos que viaja com o grupo de ataque. O “Helicopter Anti-Submarine Squadron 11? estará a bordo do U.S.S. Enterprise. O Golfo Pérsico é conhecido por ser o lar da frota submarina iraniana, a única frota submarina nativa na região.

O Eisenhower Strike Group, com base em Norfolk, Virgínia, também recebeu ordens de se posicionar no Médio Oriente. O grupo de ataque é dirigido pelo U.S.S. Eisenhower, outro navio de batalha nuclear. Inclui um cruzador, um destróier, uma fragata de guerra, um submarino de escolta, e navios de abastecimento da U.S. Navy. Um destes dois grupos de ataque naval posicionar-se-á no Golfo de Oman e no Mar da Arábia enquanto o outro gupo de ataque naval posicionar-se-á no Golfo Pérsico, ambos afastados da costa iraniana.

Um outro grupo de assalto ou de ataque constituído por navios de guerra americanos, o “Expeditionary Strike Group 5? , também está a sair a caminho do mar. Este grupo de ataque está a sair da Estação Naval de San Diego tendo o Golfo Pérsico, no Médio Oriente, como seu destino final. Mais de 6000 pessoas dos U.S. Marines e da Navy de San Diego serão posicionados no Golfo Pérsico e no Iraque ocupado pelos anglo-americanos. Aproximadamente 4000 marinheiros americanos e 2200 U.S. Marines da 15th Marine Expeditionary Unit, de Camp Pendleton, constituirão o grosso da força. Os navios de guerra e os soldados que transportam terão confirmadamente um período de serviço obrigatório no Golfo Pérsico e “possivelmente” no Iraque ocupado durante um semestre. Eles também serão acompanhados por outros navios, incluindo um vaso da Guarda Costeira. Uma equipe aérea de Marines com 38 helicópteros também está a bordo e em viagem para o Golfo Pérsico.

O contingente Marine da força não está destinado a posicionamento no Iraque. Deve ser notado que a 15th Marine Expeditionary Unit é, entretanto, capaz de “posicionar-se rapidamente” a pedido utilizando grandes barcos de desembarque armazenados a bordo do grupo de navios de guerra de ataque. Se ordenada, esta unidade de posicionamento rápido tem o forte potencial de ser utilizada como parte de uma força de invasão contra o Irão a partir do Golfo Pérsico. A unidade Marine seria o ideal para fazer parte de uma operação com o(s) objectivo(s) de assegurar portos iranianos para criar cabeças de ponte para uma invasão.

O Expeditionary Strike Group 5 (ESG 5) está a ser conduzido pelo navio de assalto U.S.S. Boxer como nau capitânia. O Expeditionary Strike Group 5 (ESG 5) também é constituído pelo U.S.S. Comstock, pelo cruzador de batalha U.S.S. Bunker Hill, pelo destróier transportador de mísseis guiados U.S.S. Benfold, e pelo destróier transportador de mísseis guiados U.S.S. Howard. Mais uma vez, estes vasos serão todos eles posicionados no Golfo Pérsico, em estreita proximidade da costa iraniana.

Vale a pena mencionar que a estrutura de comando e controle do grupo será separada dos vasos de guerra para flexibilidade máxima. Também antes de o grupo de ataque naval americano alcançar o Golfo Pérsico estará a executar “exercícios e operações anti-submarino”. Os exercícios anti-submarino terão lugar ao largo da costa do Hawai, no Oceano Pacífico. Isto pode ser treinamento e preparação destinada a combater a frota submarina iraniana no Golfo Pérsico e no Mar da Arábia. A partir do Hawai, os navios de guerra também serão acompanhados pela Guarda Costeira dos EUA com base em Seattle e por uma fragata do Canadá, a H.M.C.S. Ottawa.

O Canadá contribui para a concentração naval americana no Golfo Pérsico O governo conservador do primeiro-ministro Stephen Harper está a colaborar activamente neste esforço militar. A política externa do Canadá tem sido constantemente militarizada por dois governos sucessivos. O governo do primeiro-ministro Paul Martin (Liberal) implementou a “política das três dimensões”, dos “3 Ds” (“Diplomacia, Desenvolvimento e Defesa”) acrescentando um componente militar à ajuda externa e à assistência ao desenvolvimento do Canadá. Os 3 Ds levaram o Canadá a desempenhar um papel mais activo nas operações da NATO dirigidas pelos EUA no Afeganistão. Apesar do protesto público, o Canadá tornou-se um membro integral da aliança militar anglo-americana. O envolvimento do Canadá não se limita ao Afeganistão, como é sugerido nos relatos da imprensa e em declarações oficiais.

O H.M.C.S. Ottawa foi despachado para o Golfo Pérsico, zarpando em Setembro da Columbia Britânica. Oficialmente o H.M.C.S. Ottawa está a ser posicionado como parte da contribuição do Canadá para combater a “Guerra ao terrorismo”. O vaso canadiano é o primeiro navio publicamente conhecido a ser posicionado nas águas do Médio Oriente em cerca de um ano. Este navio do Canadá está destinado a ser integrado no “Expeditionary Strike Group 5 (ESG 5), o qual ficará a navegar no Golfo Pérsico e no Golfo de Oman, ao largo da costa iraniana.

Pertencente à Frota Canadiana do Pacífico, o H.M.C.S. Ottawa será o vigésimo posicionamento naval oficial do Canadá em apoio aos Estados Unidos e Grã-Bretanha na Guerra ao terrorismo. Cerca de 225 pessoas estarão a bordo do navio canadiano, incluindo um destacamento de helicópteros Sea King. Apesar de o H.M.C.S. Ottawa estar a apoiar a guerra ao terrorismo dirigida pelos americanos, deve também participar nos exercícios anti-submarino ao largo da costa do Hawai. Para que finalidade estão a ser conduzidos estes exercícios? Quantos países no Médio Oriente ou no Golfo Pérsico têm submarinos? O Irão é o único país no Golfo Pérsico, que não é um aliado dos EUA, a possuir uma frota submarina.

Guarda Costeira americana implicada nos conflito com o Irão

A Guarda Costeira americana é o quinto e o mais pequeno ramo das Forças Armadas dos EUA. Os outros quatro ramos militares americanos são os Fuzileiros Navais (Marines), a Armanda (Navy), a Força Aérea e o Exército. A Guarda Costeira é a única destas forças que é um terço militar, um terço aplicação da lei e um terço entidade de investigação e resgate. Em tempo de paz a Guarda Costeira fica sob a jurisdição e mandato do Departamento de Segurança Interna dos EUA (U.S. Department of Homeland Security), mas a pedido do Departamento da Defesa a Guarda Costeira pode operar em missões militares no mar. Em tempo de guerra, quando a necessidade for urgente, a Guarda Costeira cai sob a jurisdição directa do Pentágono como força militar.

A Guarda Costeira americana começa a ser mais utilizada e posicionada com a U.S. Navy. Guardas costeiros estão a ser preparados para operações no Golfo Pérsico e no Mar da Arábia. Embora isto não seja um acontecimento inabitual em si mesmo, pode ter um relacionamento significativo com outros eventos e movimentos militares que estão a desdobrar-se. A Guarda Costeira será de grande valia no caso de um conflito com o Irão. Ela pode “entrar em portos que outros navios de guerra não podem”. Isto seria útil para assegurar cabeças de ponte de entrada para uma força de invasão ao Irão. A Guarda Costeira também está especializada em operações de investigação e resgate, ao contrário da U.S. Navy ou dos Marines. Isto é significativo uma vez que analistas militares prevêem que haverá certamente vasos americanos que serão destruídos e fortemente danificados no Golfo Pérsico pelas Forças Armadas do Irão no caso de um conflito entre os Estados Unidos e o Irão. A Guarda Costeira serão então crucial em operações de resgate, além de operações velozes, protegendo navios da U.S. Navy, e da entrada em portos ou praias em que outros navios de guerra não são capazes.

“O que trazemos para o grupo de ataque é a capacidade de conduzir operações de intercepção e de segurança marítima” e “As ferramentas utilizadas para combater o crime e salvar vidas em casa [nos Estados Unidos] são valiosas na zona de guerra [o Golfo Pérsico], elucida Lee Alexander, o comandante do U.S.S. Midgett.

Relatos do media de ataques planeados ao Irão e à Síria

Tem havido vários relatos nos media internacionais, os quais têm proporcionado pormenores respeitantes aos planos militares para atacar o Irão e a Síria. Isto inclui relatos de fontes israelenses sobre ataques dirigidos à Síria, ao Irão e ao Líbano. Alguns destes relatos dos media citam mesmo membros do Knesset israelenses (MKs). Os media alemães e europeus têm publicado vários artigos sobre o possível envolvimento da NATO e da Turquia nos planeados ataques aéreos americanos ao Irão. The Times (Reino Unido) relatou em Março de 2006 que:

Quando o major-general Axel Tüttelmann, chefe da Airborne Early Warning and Control Force da NATO, mostrou um avião AWAC de advertência e vigilância antecipada em Israel duas semanas atrás, ele provocou um alvoroço de preocupações no quartel general [da NATO] em Bruxelas. Não foi a sua demonstração que levantou as sobrancelhas, mas o que ele disse acerca do possível envolvimento da NATO em qualquer futuro ataque militar [anglo-americano] contra o Irão. ‘Nós seria os primeiros a ser convocados se o conselho da NATO decidir que deveríamos sê-lo’, disse ele. A NATO preferiria que a ênfase permancesse no “se”, mas os comentários de Tüttelmann revelaram que a aliança militar [podia] desempenhar um papel de apoio se os EUA lançarem ataques aéreos contra objectivos nucleares iranianos [incluindo instalações militares, sítios industriais e infraestrutura].

Em Dezembro de 2005 a United Press International (UPI) relatou que:

A administração Bush está a preparar seus aliados da NATO para um possível ataque militar contra sítios suspeitos de actividade nuclear no Irão no Ano Novo [2006], segundo relatos dos media alemães, reforçando sugestões anteriores nos media turcos.

O diário de Berlim Der Tagesspiegel desta semana citou “fontes da inteligência da NATO” as quais afirmaram que os aliados da NATO foram informados de que os Estados Unidos estão actualmente a investigar todas as possibilidades de por o regime liderado pelos mullah [governo iraniano] dentro da linha, incluindo opções militares. Esta linha de “todas as opções estão abertas” tem sido a política declarada publicamente pelo presidente George W. Bush ao longo dos últimos 18 meses.

Mas o respeitado semanários alemão Der Spiegel observa: “O que é novo aqui é que Washington parece estar a despachar oficiais de alta patente para preparar seus aliados para um possível ataque ao invés de simplesmente implicar a possibilidade como fez repetidamente durante o ano passado [2005].”

A agência de notícias alemã DDP citou “fontes de segurança ocidentais” para afirmar que o director da CIA Porter Gross pediu ao primeiro-ministro da Turquia Recep Tayyip Erdogan para proporcionar apoio político e logístico a ataques aéreos contra alvos nucleares e militares iranianos. De Goss, que visitou Ancara e encontrou-se com Erdogan em 12 de Dezembro [de 2005] também foi mencionado que pediu a cooperação especial da inteligência turca para ajudar e monitorar a operação.

[…]

A DDP citou fontes de segurança alemãs, as quais acrescentaram que aos turcos fora assegurado um aviso prévio se e quando os ataques militares se verificassem, e que também lhes fora dado “um sinal verde” para montarem os seus próprios ataques a bases do PKK (Partido dos Trabalhadores Curdos) no Paquistão, que o governo turco encara como o grupo separatista responsável por ataques terroristas dentro da Turquia.

O “sinal verde” dado pelos Estados Unidos para incursões militares turcas com toda probabilidade também incluiria o Curdistão, inclusive alguns pontos no Curdistão iraquiano e áreas na Síria habitadas por curdos.

A revista Times e a “Preparação para a ordem de posicionamento” do Eisenhower Strike Group

Os relatos americanos mais recentes fornecem pormenores de preparativos para ir à guerra com o Irão e a Síria. A revista Time confirma que foram dadas ordens para que em Outubro de 2006 se posicionassem no Golfo Pérsico um submarino, um navio de batalha, dois detectores de minas e dois caça-minas. Há muito poucos lugares no mundo onde detectores de minas seriam necessários ou utilizáveis além do Golfo Pérsico. Também há muito poucos lugares em que sejam exigidos exercícios anti-submarinos, além do Golfo Pérsico.

Exercícios anti-submarinos é o que está a fazer no Pacífico o Expeditionary Strike Group 5 (EST 5) antes de aproar para o Golfo Pérsico, juntamente com o H.M.C.S. Ottawa do Canadá e unidades da Guarda Costeira americana.

O artigo da revista Times dá a entender que a operação poderia resultar em pesadas baixas americanas:

A primeira mensagem era bastante rotineira: um ‘Preparem-se para ordem de posicionamento’ enviada através dos canais de comunicação navais a um submarino, um cruzador classe Aegis, dois detectores de minas e dois caça-minas. As ordens não ordenavam realmente que os navios saíssem do porto, diziam apenas para estarem prontas para se moverem em 1 de Outubro [de 2006]. Um posicionamento de detectores de minas na costa leste do Irão pareceria sugerir que uma perspectiva muita discutida, mas até agora principalmente teórica, tornara-se real: que os EUA podem estar a preparar-se para a guerra com o Irão.

O premiado repórter investigador e jornalista Dave Lindorff escreveu:

O [reformado] coronel Gardiner, que ensinou estratégia militar no National War College [dos EUA], afirma que o posicionamento de porta-aviões [da U.S. Navy] e uma data de chegada ao Golfo Pérsico aprazada para 21 de Outubro [2006] é “prova muito importante” de planeamento de guerra. Ele afirma: “Sei que algumas forças navais já receberam ‘ordens preparem-se para posicionar-se’ ['prepare to deploy orders', PTDOs], as quais estabeleceram a data de 1 de Outubro [2006] para estarem prontas a partir. Uma vez que demoraria aproximadamente de 2 de Outubro a 21 de Outubro por aquelas forças na região do Golfo [Pérsico], parece estar em torno desta data” qualquer possível acção militar contra o Irão. (Um PTDO significa que todas as tripulações deveriam estar nas suas estações, e os navios e aviões deveriam estar prontos para partir, numa certa data — neste caso, confirmadamente, 1 de Outubro). Gardiner observa: “Você não pode emitir um PTDO e então permanecer pronto por muito tempo. É uma ordem muito significativa, e não é feita como exercício de treinamento”. Este ponto também era destacado no artigo da Time.

[…]

“Penso que o plano seleccionado é bombardear os sítios nucleares no Irão”, afirma Gardiner. “É uma ideia terrível, é contra a lei americana e contra o direito internacional, mas penso que eles decidiram fazê-lo”. Gardiner afirma que enquanto tem a capacidade para atingir aqueles sítios com seus mísseis de cruzeiro, “os iranianos têm muito mais opções do que nós [os Estados Unidos].

[…]

Naturalmente, concorda Gardiner, movimentos recentes de navios e outros sinais de prontidão militar podiam ser simplesmente um logro (bluff) concebido para mostrar dureza na negociação com o Irão acerca do seu programa nuclear. Mas com a costa iraniana confirmadamente armada até os dentes com mísseis anti-navio chineses Silkworm, e possivelmente ainda mais refinadas armas russas anti-navio, contra as quais a U.S. Navy tem poucas defesas confiáveis, parece improvável que a Navy arriscasse activos de alto valor como porta-aviões ou cruzadores com uma tal táctica. Nem o logro tem sido uma [táctica] da administração Bush até à data.

O Pentágono respondeu rapidamente ao relato da revista Times dizendo que o Chefe de Operações Navais havia simplesmente pedido à U.S. Navy para “olhar novamente antigos planos americanos para bloquear dois portos iranianos no Golfo [Pérsico].”Esta resposta em si mesma é questionável para analistas. Por que os Estados Unidos desejariam travar o fluxo de petróleo do Irão, um grande país exportador, que prejudicaria os aliados dos EUA e a economia mundial?

Forças navais iranianas e mísseis anti-navio

O poder naval iraniana está dividida em duas forças principais. Uma é a Marinha dentro das Forças Armadas Regulares Iranianas e a outra é o ramo naval da Guarda Revolucionária Iraniana. Ambas as forças têm estado a actualizar-se e a melhorar o seu equipamento ao longo de anos. O objectivo de ambas as forças navais é actuar como um dissuasor à ameaça de invasão ou de ataque por parte dos Estados Unidos.

O Irão tem uma frota submarina de fabricação iraniana e russa, uma frota de aerobarcos (hovercraft) que foi outrora a maior do mundo, ROVs (remotely operated vehicles), vários navios de superfície de diferentes dimensões e operações, unidades navais aerotransportadas (airborne) que incluem vários esquadrões de helicópteros, detectores de minas e um vasto arsenal de mísseis anti-navio. A frota submarina iraniana também inclui mini-submarinos fabricados internamente no Irão.

O Irão tem estado num processo de fortalecimento naval ao longo da última década. Por exemplo: em conexão com os jogos de guerra e exercicios iranianos de Agosto de 2006, os militares daquele país apresentaram o seu mais recente “Patrol Torpedo (PT) boats.” Os botes PT são pequenos vasos navais que têm sido usados efectivamente para atacar navios de guerra maiores. Estes tipos de navios podiam ser uma ameaça para os grupos de ataque americano a posicionarem-se no Golfo Pérsico e no Mar da Arábia.

O Comandante Naval Kouchaki contou à Fars New Agency (FNA) que “Joshan [um novo bote PT iraniano] desfruta da mais recente tecnologia mundial, especialmente quanto aos seus sistemas militares, eléctricos e electrónicos, estrutura e chassis, e tem as capacidades exigidas para lançar mísseis poderosos.” “Semelhante ao primeiro bote PT ‘Peykan’, o ‘Joshan’ também tem uma velocidade de mais de 45 nós [83,34 km/h] o que o torna ainda mais rápido do que a mesma geração de botes PT fabricada por outros países. O vaso é capaz de utilizar vários mísseis e foguetes com um alcance superior a 100 km, tem alta manobrabilidade o que o ajuda a escapar de torpedos, e desfruta do mais avançado projéctil marítimo do mundo, chamado ‘Fair.’” O projéctil, com 76 mm de calibre, que só o Irão, os Estados Unidos e a Itália podem fabricar, do novo bote PT iraniano também desfruta de uma vasta variedade de capacidades militares e pode atingir alvos marítimos e aéreos até a 19 km de distância. 

O Irão também testou uma série de mísseis anti-navio “submarino para a superfície” durante os seus jogos de guerra de Agosto de 2006. Estes últimos parecem ter levantado alguma preocupação pelo facto de que o Irão poderia interromper o fluxo de petróleo através do Golfo Pérsico no caso de um assalto anglo-americano.

Nos seus jogos de guerra de Abril de 2006, o Irão testou um míssil anti-navio, confirmado como “o mais rápido do mundo”, com uma velocidade máxima de aproximadamente 362 quilómetros por hora. O míssil anti-navio é destinado a destruir grandes submarinos e diz-se ser “demasiado rápido para que a maior parte dos vasos possa escapar” mesmo que ele seja detectado pelos seus radares. Sistemas de aviso antecipado serão essenciais para os EUA ao combater os militares iranianos.

Se nuvens de tempestade devessem pairar acima do Golfo Pérsico, os Estados Unidos terão de manter o Estreito de Ormuz aberto, o tráfego internacional de petróleo em movimento, e simultaneamente enfrentar uma grande barragem de mísseis iranianos de terra, ar e mar. Isto inclui mortíferos mísseis anti-navio que os iranianos desenvolveram com a ajuda da Rússia e da China.

Tem havido advertências de analistas de que o Golfo Pérsico poderia ser encerrado e transformado numa galeria de tiro pelas Forças Armadas Iranianas. O armamento iraniano também é relatado como sendo invisível ao radar e pode viajar a altas velocidades. Dentre os nomes mencionados em relação aos mísseis anti-navio iranianos estão os russos e chineses “Silkworms” e “Sunburns” modificados, os quais são baseados em modelos soviéticos anteriores. O arsenal iraniano inclui mísseis anti-navio como o C-802 e o Kowar. Os mísseis anti-navio C-802 tem origem na China. Os mísseis Kowsar são basicamente mísseis anti-navio baseados em terra (mísseis terra-mar) os quais podem esquivar-se a sistema de interferência electrónicos.

Nesta etapa, é impossível dizer como a U.S. Navy e a Guarda Costeira americana se desempenharão contra os mísseis anti-navio iranianos no contexto de uma “situação de combate real.”

A Navy e os movimentos de tropas no Mediterrâneo Oriental

Também há um considerável movimento militar e concentração de forças aliados no Mediterrâneo Oriental, formalmente sob o disfarce de uma operação de manutenção da paz de acordo com a Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU.

A Itália reposicionou no Líbano tropas italianas do Iraque, incluindo unidades de comando e unidades blindadas de reconhecimento. Duas unidades de fuzileiros navais, uma pertencente ao Exército e outra à Marinha italianas, foram enviadas para o Líbano. Ambas são unidades veteranas com passagens de serviços separadas no Iraque ocupado pelos anglo-americanos. O Exército Italiano enviou o “Lagunan” do “Regimento Serenissima” da unidade de infantaria de fuzileiros navais com base em Veneza, ao passo que a Marinha italiana enviou o “Regimento San Marco.”

Unidades e tropas espanholas foram posicionadas próximo a Tyre e à fronteira israelense no Sul do Líbano. A Espanha, com dois navios de guerra ao largo da costa do Líbano, terá a terceira maior força da UE, após a Itália e a França. Grandes contingentes de tropas espanholas estão, além disso, baseado longe da costa mediterrânica, em torno de Jdeidet-Marjayoun (Marjayoun), próximo à fronteira síria e tanto nas Quintas de Sheba como nas Alturas do Golan ocupados por Israel.

Navios de guerra alemães também se juntarão aos vasos dos outros membros da NATO no patrulhamento das costas do Mediterrâneo Oriental. Os alemães finalmente assumirão o comando das forças navais da Itália. O governo alemão lançou fragatas de batalha e botes de patrulha rápidos no Líbano pós-sitio.

A missão naval, o primeiro posicionamento alemão no Médio Oriente desde o fim da Segunda Guerra Mundial, foi apoiado por 442 legisladores, com 152 votos contra e cinco abstenções. Até 2400 tropas navais alemãs serão agora posicionadas na região, com base num mandato de um ano que expira em 31 de Agosto de 2007. A missão eleva o número de soldados alemães a servirem além mar acima dos 10 mil pela primeira vez na história desde o pós-guerra [pós-Segunda Guerra Mundial].

O governo de coligação da Dinamarca, formado pelo Partido Conservador do Povo e pelo Partido Liberal, tem sido um firme apoiante dos objectivos militares anglo-americanos. O governo dinamarquês liderado pelo primeiro-ministro Anders Fogh Ramussen enviou tropas dinamarquesas tanto para o Iraque ocupado como para as guarnições da NATO no Afeganistão. Três navios de guerra dinamarqueses zarparam para o Mediterrâneo Oriental para juntar-se à armada de navios de guerra da NATO que se reúne ao largo das costas libanesas e sírias. A Peter Tordenskiold, uma corveta naval, e dois cruzadores com mísseis dinamarqueses, o Raven e o Hawk, têm estado em prontidão para operações militares no Mediterrâneo Oriental desde o fim do sítio ao Líbano patrocinado pelos anglo-americanos. O apêndice naval dinamarquês tem estado à espera em Wilhelmshaven, uma base naval alemã, por uma “ordem de avançar” por aproximadamente duas semanas no princípio de Setembro de 2006. [24] O governo dinamarquês também está a falar no envio de mais tropas para o Afeganistão, as quais juntar-se-iam às 2000 tropas a serem despachadas pela Roménia e Polónia no princípio de Outubro de 2006.

No Líbano, a França está envolvida em operações militares sobre o terreno, enquanto navios italianos e alemães encabeçam a missão naval do Mediterrâneo Oriental. Cerca de 2000 tropas francesas estão destinadas a serem posicionadas no Líbano. Tanques franceses e unidades blindadas ajudaram a formar “o mais poderoso grupo armado já posicionado por uma força de manutenção da paz das Nações Unidas” na história.

Navios gregos também fazem parte da armada naval no Mediterrâneo Oriental. Dez navios de guerra gregos, os quais incluem unidades de mergulho e helicópteros da marinha, acrescentaram seu poder à força naval da NATO ao largo do Líbano com ordens para “utilizar a força se necessário”. O compromisso naval grego está a decorrer com um custo para o governo grego de aproximadamente 150 mil euros por semana de operação. Os navios de guerra gregos atracarão no porto sulista de Larnaca, no lado sul da ilha de Chipre e em frente ao Líbano. Isto até que as instalações navais na capital libanesa, Beirute, estejam consideradas prontas e seguras pelos comandantes da armada naval.

A Holanda está a posicionar navios de guerra em revezamento, com 150 marinheiros holandeses. Os navios de guerra holandeses compreenderão uma fragata e um navio de abastecimento que proporciona apoio logístico à frota naval reunida no Mediterrâneo Oriental. O posicionamento holandês começaria em algum momento de Outubro de 2006 e continuará a sulcar o Mediterrâneo Oriental até Agosto de 2007. O ministro holandês da Defesa disse também que o compromisso do seu país podia ser estendido por um período extra de 12 meses.

A Bélgica também despachou 400 tropas para o Sul do Líbano. O ministro belga da Defesa foi um dos vários responsáveis pela defesa que visitou o Líbano para efectuar preparativos para operações militares ali. Outros oficiais de defesa, em ligação com o Líbano, foram despachados pela Itália e pela França.

As tropas turcas ainda não se posicionaram no Líbano e enfrentam forte oposição interna. A Turquia, um aliado de Israel e membro da NATO, está para enviar tropas para o Líbano no fim de Outubro de 2006. Isto está a acontecer apesar do clamor público de massa e da oposição na Turquia ao posicionamento de soldados turcos no Líbano.

Um antigo representante civil da Turquia junto à NATO no Afeganistão, Hikmet Cetin, numa entrevista televisada tentou tranquilizar a opinião pública turca, enfatizando que as tropas turcas estariam a ir para o Afeganistão ao invés de irem para o Líbano: “…o número de soldados turcos [no Afeganistão] mais do que duplicou, de 300 para 700, ao longo do último mês [Setembro de 2006]. Ancara pode aumentar o número de soldados no período vindouro para a segurança de Cabul [Afeganistão], mas não enviará soldados para confrontos [no Sul do Líbano].” A Bulgária, outro membro da NATO com tropas no Afeganistão e (até 2005/2006) no Iraque, estará a enviar forças navais e terrestres para o Líbano.

Por sua vez, a Grã-Bretanha estará a despachar um pequeno contingente de tropas para o Sul do Líbano. Os Emirados Árabes Unidos (UAE), um reino árabe, foi dado um mandato para limpar as minas terrestres israelenses e armadilhas explosivas (booby-traps) deixadas ao sul do Rio Litani, uma importante fonte de água no Levante em que Israel sempre fixou os seus olhos. Os UAE contrataram as suas operações de desminagem no Sul do Líbano com uma firma britânica de segurança. A firma britânica, “ArmorGroup International”, recebeu US$ 5,6 milhões (2,9 milhões de libras esterlinas) pelo contrato para um ano de trabalho no Sul do Líbano. O ArmorGroup também tem estado a proporcionar segurança aos militares dos Estados Unidos no Iraque, no Golfo Pérsico e no Afeganistão, incluindo protecção de instalações da U.S. Navy no Bahrain. A firma britânica de segurança também tem fornecido segurança a consórcios de petróleo e gás na Arábia Saudita, Jordânia, Kuwait, Nigéria e na antiga União Soviética, incluindo o Casaquistão e a República do Azerbaijão.Tal como no Afeganistão e no Iraque ocupado pelos anglo-americanos, as firmas privadas de segurança começam a mover-se também no Líbano, juntamente com a NATO.

A NATO tem-se movimentado “não oficialmente” para preencher o vácuo deixado pela guerra no Líbano, tal como o fez “oficialmente” no caso do Afeganistão. A NATO assinou um acordo de cooperação militar com Israel em 2005. Estas tropas da NATO poderiam tornar-se uma força de ocupação, como no caso do Afeganistão.

As forças terrestres israelenses não se retiraram plenamente do Sul do Líbano de acordo com a resolução do Conselho de Segurança da ONU e o cessar fogo. Enquanto isso, os vasos israelenses transferiram a responsabilidade pela aplicação do embargo naval ilegal no Líbano para os navios de guerra da NATO. Este embargo naval recorda as ilegais “Zonas de não voo” (No-fly Zones) estabelecidas sobre o Iraque pela Nações Unidas, Grã-Bretanha e França, as quais contribuíram para o enfraquecimento do Iraque nos anos anteriores às invasão anglo-americana de 2003.

A questão crucial é se este embargo naval e militarização do Mediterrâneo Oriental é parte dos preparativos para futura(s) operação(ões) militar(es) dirigidas contra a Síria. O embargo ilegal tem a aprovação da ONU. É mantido como parte da “monitoração” da costa libanesa para fiscalizar a entrada de fornecimentos militares e armas ao Líbano.

A Rússia e a China enviam tropas para o Líbano, um movimento estratégico simétrico

A Federação Russa e a República Popular da China também posicionaram tropas no Líbano. Será isto para a “manutenção da paz” ou haverá outros objectivos de natureza estratégica?

Um batalhão de sapadores russos (militares de campo/engenheiros de combate) também está a ser aerotransportado para o Líbano pela Força Aérea Russa. O ministro russo da Defesa disse que os sapadores russos e o seu batalhão começarão a trabalhar no Líbano no princípio de Outubro de 2006. Tudo o que é formalmente necessário é “um acordo sobre o status do batalhão de engenheiros de combate com o governo libanês.”

As tropas russas serão posicionadas próximo à cidade de Sidon (Saida) no Sul do Líbano, junto à costa do Mediterrâneo. Enquanto as tropas russas estão a acabar de entrar no Líbano, há também uma presença naval russa no litoral sírio. (Ver Russian Base in Syria, a Symmetrical Strategic Move por Mahdi Darius Nazemroaya, July, 2006)

Ao contrário dos seus aliados russos, as tropas chinesas estavam presentes no Líbano antes dos ataques israelenses patrocinados pelos anglo-americanos. A presença chinesa no Líbano estava sob a autoridade de uma pequena força de manutenção da paz das Nações Unidas. Cerca de 200 engenheiros militares chineses já trabalham para a ONU no Sul do Líbano a limpar minas e munições não explodidas. A pequena força da ONU viu a morte de um dos seus membros chinês às mãos dos ataques israelenses durante o assalto ao Líbano patrocinado pelos anglo-americanos. Aproximadamente outros 1000 soldados serão acrescentadas à presença militar chinesa no Líbano.

As forças chinesas e russas também estarão na estreita proximidade do Porto de Ceyhan e da rota de energia a ser aberta no Mediterrâneo Oriental. Isto é uma acção simétrica se se considerar a presença militar dos EUA e o apoio de Formosa como um meio de controlar a rota estratégica do petróleo do Médio Oriente para a China e o Japão.

A Rússia e a China são os dois maiores membros da Organização de Cooperação de Shanhai (Shanghai Cooperation Organization, SCO). Eles são membros permanentes dos Conselho de Segurança da ONU, que se opõe decisivamente às iniciativas anglo-americanas no Médio Oriente, na Península Coreana e no Sudão. Adicionalmente, a Rússia e a China, juntamente com o Irão, estão a desafiar os interesses petrolíferos anglo-americanos na Ásia Central e na Bacia do Mar Cáspio.

Israel é uma extensão da aliança anglo-americana e também da NATO através de um pacto militar com a Turquia e do “NATO-Mediterranean Dialogue”, incluindo a Istanbul Cooperation Initiative de 29 de Junho de 2004. Com a concentração e preparação de tropas dos estados membros da NATO, a Rússia e a China podiam estar a enviar tropas para o Líbano num deliberado movimento simétrico a fim de estabelecer um equilíbrio militar no importante balanceamento de forças no Levante e no Mediterrâneo Oriental.

A guerra ao Líbano e a batalha pelo petróleo: O terminal petrolífero Baku-Tbilisi-Cehyan

Há uma inegável competição internacional por recursos energéticos no mundo. O Baku-Tbilisi-Cehyan (BTC) Oil Terminal (também chamado Caspian-Mediterranean Oil Terminal) tem uma saída na costa turca do Mediterrâneo Oriental, muito próxima da Síria e do Líbano. A abertura deste oleoduto é uma importante vitória geo-estratégica. Trata-se de uma vitória geo-estratégica para a aliança anglo-americana, para Israel, para as grandes companhias petrolíferas e para os seus parceiros, mas por outro lado é uma regressão para a Rússia, a China e o Irão. Parece que a soberania do Líbano foi colocada em novos perigos com a abertura daquele estratégico terminal petrolífero.

A ocupação do Afeganistão (2001) e do Iraque (2003) foi seguida pela militarização do Mediterrâneo Oriental. O assalto israelense de Julho de 2006 ao Líbano está intimamente relacionado com a abertura do Terminal Petrolífero Baku-Tbilisi-Cehyan (BTC), a movimentação de vasos navais no Golfo Pérsico – Mar da Arábia, e uma guerra prevista contra o Irão e a Síria.

A Síria também está a dar passo para fortalecer o seu poder militar. A Rússia está a ajudar a Síria a instalar e elevar a capacidade dos seus sistemas de defesa aérea. Os militares sírios além disso fizeram numerosas encomendas de aviões de guerra e mísseis fabricados pelos russos e iranianos. A Bielorússia e a China também estão a ajudar os militares sírios.

O Professor Michel Chossudovsky deu pormenores acerca da guerra israelense ao Líbano, da militarização do Mediterrâneo Oriental e da rivalidade internacional por recursos energéticos:

Haverá um relacionamento entre o bombardeamento do Líbano e a inauguração do mais estratégico oleoduto do mundo, que transportará mais de um milhão de barris de petróleo por dia para mercados ocidentais?

Virtualmente desapercebida, a inauguração do oleoduto Ceyhan-Tbilisi-Baku (BTC), que liga o Mar Cáspio ao Mediterrâneo Oriental, têve lugar em 13 de Julho de 2006, mesmo na véspera dos bombardeamentos israelenses do Líbano.

[…]

O bombardeamento do Líbano é parte de um roteiro militar cuidadosamente planeado e coordenado. A extensão da guerra à Síria e ao Irão já foi contemplada pelos planeadores militares dos EUA e de Israel. Esta vasta agenda militar está intimamente relacionada com petróleo e oleodutos estratégicos. É apoiada pelos gigantes petrolíferos do ocidente, os quais controlam os corredores de oleodutos. No contexto da guerra ao Líbano, eles procuram o controle territorial israelense sobre a linha da costa do Mediterrâneo Oriental.

(The War on Lebanon and the Battle for Oil, Global Research, July 26, 2006)

A Síria e o Líbano devem ser subjugados se os Estados Unidos e os seus parceiros quiserem assegurar a linha costeira do Mediterrâneo Oriental para expandir o terminal desde Ceyhan, Turquia, a Israel, impedindo a Rússia e a China de assegurarem recursos energéticos internacionais e, finalmente, criando um monopólio sobre os recursos energéticos mundiais.

O Mediterrâneo Oriental, uma “segunda frente” guardada pela NATO?

Tem havido uma significativa concentração de força militar, incluindo poder naval, no Líbano e nas águas do Mediterrâneo Oriental. Esta força é composta por tropas e vasos navais de vários países da NATO incluindo a Itália, Espanha, França, Turquia, Alemanha e Holanda.

A “Operação esforço activo” (“Operation Active Endeavor”) da NATO, implementada na sequência do 11/Set está plenamente integrada na “Guerra ao terrorismo” patrocinada pelos EUA. A operação é superintendida pelo Comandante da “NATO Allied Naval Forces, Southern Europe”, com base em Nápoles.

O Mediterrâneo Oriental, uma “segunda frente” guardada pela NATO?

Tem havido uma significativa concentração de força militar, incluindo poder naval, no Líbano e nas águas do Mediterrâneo Oriental. Esta força é composta por tropas e vasos navais de vários países da NATO incluindo a Itália, Espanha, França, Turquia, Alemanha e Holanda.

A “Operação esforço activo” (“Operation Active Endeavor”) da NATO, implementada na sequência do 11/Set está plenamente integrada na “Guerra ao terrorismo” patrocinada pelos EUA. A operação é superintendida pelo Comandante da “NATO Allied Naval Forces, Southern Europe”, com base em Nápoles.

Neste contexto, uma força tarefa naval de navios da NATO tem estado a monitorar o Mediterrâneo Oriental desde o fim de 2001, anos antes dos assalto aéreo israelense ao Líbano (2006). Esta força tarefa de navios da NATO foi “treinada e preparada para uma operação prolongada no Mediterrâneo Oriental desde 2001?.

De acordo com uma fonte israelense, a presença militar da NATO no Mediterrâneo Oriental faz parte dos planos de guerra relativos à Síria e ao Irão:

Esta expectativa [de uma guerra lançada contra o Irão e a Síria] reuniu a maior armada de mar e ar que a Europa [NATO] já alguma vez montou em qualquer ponto da terra desde a Segunda Guerra Mundial: dois porta-aviões com 75 caças-bombardeiros, aviões espiões e helicópteros sobre os seus conveses; 15 navios de guerra de vários tipos — 7 franceses, 5 italianos, 2-3 gregos, 3-5 alemães e 5 americanos, milhares de fuzileiros navais — franceses, italianos e alemães, bem como 1800 Marines americanos. É improvavelmente facturado como apoio a uns meros [espera-se] 7000 soldados europeus que estão colocados no Líbano para impedir que a reduzida força israelense de 4-5000 soldados e alguns 15-16000 milicianos do Hezbollah chegue a brigar, bem como para biscates humanitários. [...] Assim, se não é para o Líbano, por que é que este magnífico conjunto de poder naval está ali? Primeiro, segundo nossas fontes militares [em Israel], os participantes europeus sentem a necessidade de uma forte presença naval no Mediterrâneo Oriental para impedir que uma possível guerra iraniano-americana-israelense faça disparar um ataque de mísseis Shahab iranianos com longo raio de acção sobre a Europa [bases americanas-NATO utilizadas contra o Irão], segundo, como um dissuasor para fazer com que a Síria e o Hezbollah desistam de abrir uma segunda frente contra os EUA e Israel a partir das suas costas no Mediterrâneo Oriental.

No caso de uma guerra com a Síria e o Irão, as forças da NATO no Mediterrâneo Oriental não teriam dúvidas em desempenhar um papel decisivo. O Mediterrâneo Oriental tornar-se-ia uma das várias frentes, as quais poderiam incluir o Iraque, a Turquia, o Paquistão, o Afeganistão e o Golfo Pérsico.

O “alargamento” da NATO e o Cáucaso

Tal como aconteceu no Afeganistão, a NATO posicionou-se estrategicamente no Líbano. Ao abrigo de um mandato formal de manutenção da paz, a NATO tornou-se numa força de ocupação de facto que faz parte da agenda anglo-americana.

Há mais dois factores que encaixam na equação da NATO. O primeiro é a militarização da Geórgia e da República do Azerbeijão, duas repúblicas da ex-União Soviética que estão firmemente alinhadas com a NATO. A Geórgia ocupa uma posição estratégica no que se refere ao controlo e protecção dos corredores dos pipelines petrolíferos a partir da Bacia do Mar Cáspio. Também cosntitui uma cunha entre a Rússia, a Arménia e o Irão. O Azerbeijão é acima de tudo o petróleo na bacia do Mar Cáspio à entrada do pipeline Baku-Tbilisi-Ceyhan.

É a Geórgia que está a ser apoiada militarmente para se opôr à Rússia, ao Irão e à Arménia, sua aliada. O Afeganistão a leste, o Cáucaso a norte e o Levante a oeste formam um triângulo estratégico, em que o Iraque e o Irão se situam algures no seu centro. A Geórgia é essencial para conquistar o controlo desta área a partir do norte. A região do Cáucaso é também uma frente interligada com o Médio Oriente e a Ásia Central e que se tornará mais activa à medida que o mapa militar anglo-americano avançar.

Parece que as tensões crescentes entre a Rússia e a Geórgia fazem parte deste processo. A intranquilidade civil e os conflitos no Cáucaso estão intimamente relacionados com a luta para garantir os recursos energéticos do Médio Oriente e da Ásia Central.

Os Balcãs, o coração da Ásia Central, e o Sudão são outro triângulo estratégico do mapa militar anglo-americano. A reconfiguração da Jugoslávia e a entrada na esfera da NATO de estados como a Bulgária, a Albânia, Montenegro e a Macedónia também são passos essenciais no mapa anglo-americano.

A Rússia foi ultrajada pelo acolhimento dos rebeldes tchechenos na Geórgia e pela colaboração do governo da Geórgia com os Estados Unidos para minar a influência russa no Cáucaso. A Rússia reagiu e tentou opor-se à influência da Geórgia e da aliança anglo-americana no Cáucaso apoiando os movimentos separatistas da Abkacia e da Ossécia do Sul. Além disso, a delimitação de fronteiras tornou-se um problema entre a Geórgia e a Rússia. Tudo isto resultou num empate desconfortável, mas parece que a situação está a alterar-se. Tropas russas têm estado também a sair das suas bases na Geórgia e tem havido um crescendo de tensões entre os russos, por um lado, e a Geórgia e a NATO, por outro.

Durante o mês de Setembro de 2006 as relações chegaram à beira do colapso. O governo da Geórgia acusou os militares russos de espionagem na Geórgia e a Federação Russa de tentar derrubar o governo da Geórgia e instalar em seu lugar um governo pró-russo e anti-NATO. Além disso, forças da Ossécia do Sul abateram um helicóptero com o ministro da defesa da Geórgia a bordo e, dias depois, autoridades da Geórgia abortaram o que disseram ser uma tentativa de um “coup d’état” apoiado pela Rússia, coisa que a Rússia desmente.

Há também um paralelo flagrante entre as “operações de manutenção de paz” na Geórgia e no Líbano. Ambas são operações de fachada com uma agenda oculta. Na Geórgia são as tropas russas que estão posicionadas como forças para a manutenção da paz e no Líbano a manutenção da paz é dominada “não oficialmente” pela NATO. O ministro dos estrangeiros da Geórgia disse, “Se continuarmos a manter a situação [na Geórgia]… com os actuais actores e com o poder dominante da Rússia… vamos acabar na violência [guerra]“. Exigiu a retirada das tropas russas situadas na Geórgia e acusou Moscovo de procurar sabotar o governo da Geórgia.

O segundo factor é a rápida política expansionista da NATO. A NATO tem vindo a expandir-se para leste. Está agora a tentar a entrada na NATO da Geórgia, da República do Azerbeijão, da Ucrânia e de outros países. [50] O ministro dos estrangeiros russo disse ao secretário-geral da NATO que a “Reconfiguração das forças militares da NATO na Europa, assim como o desejo dos Estados Unidos de posicionar alguns locais de lançamento de mísseis na Europa de Leste são de grande preocupação para nós [Federação Russa]“.

Quanto a este aspecto, a Associated Press assinala tensões crescentes entre a Federação Russa e a NATO, no que se refere à entrada da Geórgia para a NATO:

Moscovo [o governo russo] denunciou a jogada [de a Geórgia se comprometer ainda mais com a NATO] como um regresso à Guerra Fria que prejudica os interesses da Rússia e pode desestabilizar ainda mais a região do Cáucaso. O ministro da defesa russo Sergei Ivanov ameaçou enviar duas divisões de tropas russas para a fronteira com a Geórgia para garantir que a “segurança da Rússia não será beliscada se a Geórgia entrar para a NATO.”

As relações tensas entre a Rússia e a Geórgia pioraram na quinta-feira quando Moscovo fez regressar o seu embaixador, anunciou o regresso de diplomatas e se queixou às Nações Unidas da detenção na Geórgia de cinco funcionários russos acusados de espionagem. Sergei Ivanov chamou à Geórgia um “estado bandido”.

Na sexta-feira a Geórgia acusou de espionagem quatro dos funcionários, preparando-se para os levar a julgamento no final do dia, disse Shota Khizanishvili, porta-voz do ministro do interior. Um quinto funcionário foi libertado na sexta-feira (Setembro de 2006).

Formação de uma Aliança Militar da Eurásia?

Desde Agosto de 2006 que a Rússia, a China, o Casaquistão, o Uzbequistão, o Tajiquistão e o Quirguistão têm efectuado conjuntamente manobras militares e exercícios anti-terrorismo. Estas operações foram supervisionadas pela Conferência Internacional de Xangai (SCO) e/ou Organização do Tratado de Segurança Colectiva (CSTO) (com o envolvimento da Comunidade de Estados Independentes (CIS). Estas manobras militares foram efectuadas na mesma altura em que o Irão esteve também envolvido em importantes manobras militares.

- a Rússia e a Bielorrússia efectuaram manobras militares conjuntas em 2006 (17 a 25 de Junho)

- os EUA efectuaram operações e manobras militares nos Balcãs com a Bulgária e a Roménia (Julho-Agosto de 2006)
 
- as manobras iranianas começaram em 19 de Agosto de 2006.
 
- os exercícios anti-terrorismo da Organização do Tratado de Segurança Colectiva (CSTO), que incluiram a Rússia, o Casaquistão, o Quirguistão e o Tajiquistão, foram efectuados nos finais de Agosto de 2006.

- a China e o Casaquistão efectuaram exercícios conjuntos anti-terrorismo nos finais de Agosto (com início em 23-24 de Agosto de 2006).

- a Rússia, o Uzbequistão e o Casaquistão efectuaram exercícios anti-terrorismo (19-23 de Setembro de 2006).

- a China e o Tajiquistão efectuaram o seu primeiro exercício militar conjunto (22-23 de Setembro de 2006).

- exercícios anti-terrorismo da CIS e da Organização do Tratado de Segurança Colectiva (CSTO) na Arménia (26-28 de Setembro de 2006).

O início de um “Clube Energético da Eurásia” foi o resultado prático para a SCO de uma conferência realizada em 15 de Setembro de 2006 em Dushanbe, Tajiquistão. Este é um objectivo que só pode ser alcançado quando o Irão for um membro de pleno direito da SCO.

A IRNA [Agência Noticiosa da República Islâmica] citou o vice-primeiro-ministro do Uzbequistão, Rustam Azimov, como tendo dito que “os projectos económicos, sobre os quais se tinha chegado a acordo durante a Conferência Internacional de Xangai (SCO), não podem ser implementados sem a cooperação do Irão, enquanto país significativo da região.” 

A Mongólia também está apostada em tornar-se membro de pleno direito da SCO. A Mongólia, o Irão, a Índia e o Paquistão são todos eles membros observadores da SCO. A Arménia, membro da Organização do Tratado de Segurança Colectiva (CSTO), e da CIS, e a Sérvia, um aliado histórico da Rússia, são possíveis candidatos à SCO. A Arménia também já deixou claro que não tem intenções de se juntar à União Europeia ou à NATO. A Bielorrússia também tem mostrado interesse em aderir à SCO como estado de pleno direito.

A expansão da SCO e a total inclusão do Irão como membro de pleno direito foi contestada pela Comissão de Helsínquia (a Comissão de Segurança e Cooperação na Europa) num inquérito (em 26 de Setembro de 2006) quanto ao impacto da SCO sobre os objectivos anglo-americanos e a influência dos EUA na Ásia Central.

Afirmou-se que a expansão da SCO seria pouco provável porque a “missão económica da SCO parece estar mal definida” e que a organização não parece disposta a admitir novos membros que podem acabar por competir com a Rússia e a China pelo controlo da Ásia Central. Também foi assinalado durante as audiências da Comissão de Helsínquia que “eles [os membros da SCO] estão interligados por um conjunto partilhado de interesses de segurança e um conjunto partilhado de riscos previstos”.

“Interesses de segurança e riscos previstos” são subentendidos para a crescente ameaça de intrusão anglo-americana nas ex-repúblicas soviéticas da Ásia Central.

As manobras militares efectuadas na ex-União Soviética e na Ásia Central foram dominadas pela Rússia e pela China. Foram efectuadas sob o disfarce de combate ao “terrorismo, ao extremismo e ao separatismo”. O terrorismo, o extremismo e o separatismo são áreas críticas de cooperação para todos os estados membros. Qual é a agenda oculta? Estarão estas manobras militares relacionadas com os preparativos dos EUA para a guerra?

O terrorismo, o extremismo e o separatismo são alimentados pelas operações dos serviços secretos anglo-americanos, que incluem sabotagem e ataques terroristas feitos por Forças Especiais. O incitamento de tensões étnicas, ideológicas e sectárias e as movimentações separatistas têm sido uma marca tradicional da estratégia anglo-americana no Médio Oriente, nos Balcãs, na Índia, no Sudeste Asiático, na ex-União Soviética e em África.

Quanto à manipulação e criação do extremismo, o Afeganistão é testemunho desta estratégia. Foi no Afeganistão que os ISI paquistaneses e os Estados Unidos ajudaram a criar os talibãs para lutar contra a União Soviética. Os Estados Unidos, o Paquistão e a Arábia Saudita também contribuiram para apoiar movimentos extremistas na ex-União Soviética. Esta é uma das razões por que o governo iraniano se manteve silencioso quanto à ajuda ou ao reconhecimento de movimentos separatistas ou ideológicos baseados na religião no Cáucaso e na ex-União Soviética, incluindo a Tchechénia.

Curdistão: Sementes de balcanização e “finlandização”?

Tanto os Estados Unidos como Israel têm estado a treinar secretamente uma série de grupos curdos no norte do Iraque. O Irão e a Síria acusaram Israel de instalar uma presença militar no Curdistão iraquiano. Israel também treinou forças especiais anglo-americanas em missões assassinas e na formação de “equipas de caçadores assassinos” no Iraque.

Magdi Abdelhadi, analista de assuntos árabes e do Médio Oriente, escreveu:

Desde que começou a invasão do Iraque encabeçada pelos EUA há mais de três anos [em 2003], que jornalistas árabes têm vindo a falar de israelenses a operar no interior da região autónoma do Curdistão [no norte do Iraque].

Afirmaram que isso era uma prova de que o derrube de Saddam Hussein tinha sido apenas o primeiro capítulo de uma conspiração americano-israelense mais alargada para eliminar ameaças aos seus interesses estratégicos e para re-desenhar o mapa do Médio Oriente [vis-à-vis um mapa militar].
Pensa-se que a Síria e o Irão, que têm fronteiras comuns com áreas curdas, são os alvos principais.

Há tentativas deliberadas para fabricar ou criar conflitos civis e divisões no interior dos países do Médio Oriente. Os objectivos subjacentes são a balcanização (divisão) e a “finlandização” (pacificação).

O Curdistão é o centro geográfico do Médio Oriente contemporâneo e o nó górdio que mantém ligado todo o mosaico de estados e povos. Do ponto de vista estratégico o Curdistão é também a ponte que liga a Síria e o Mediterrâneo oriental ao Irão. O povo curdo tem sido continuadamente manipulado e enganado pelos Estados Unidos. A manipulação deliberada do povo curdo pelos Estados Unidos e por Israel pode provocar um abalo grave e caótico na estabilidade do Curdistão e da unidade nacional da Síria, da Turquia, do Irão, do Iraque e, por extensão, dos países seus vizinhos.

Além disso, a balcanização do Iraque pode desencadear um efeito de dominó, que pode ter impacto em todo o Médio Oriente e mesmo para além dele. Os Estados Unidos criaram as condições para a divisão social no interior do Iraque. A divisão da sociedade iraquiana enfraquece o movimento de resistência à ocupação militar anglo-americana. A criação de divisões sectárias e étnicas na sociedade iraquiana tem uma influência directa nos planos de guerra dos EUA em relação ao Irão e à Síria. A premissa é que os iraquianos estarão demasiado ocupados a lutarem uns contra os outros para poderem prestar apoio significativo à Síria e ao Irão.

A balcanização do Iraque também é consistente com os objectivos anglo-americanos para o “Corredor da Eurásia” e o “Plano Yinon” para um Médio Oriente mais alargado.

Ambos os objectivos têm em comum e dependem de uma parceria entre os Estados Unidos, a Grã-Bretanha e Israel. Estes objectivos assentam em mudanças de regime iniciais a partir do interior de um estado alvo através do despoletamento de conflitos étnicos e sectários. Esta estratégia está também a ser utilizada contra a Rússia, a China, e a Ásia Central. O objectivo final é a criação de um novo conjunto de mini-estados tipo-Kuwait ou tipo-Bahrain ou de protectorados anglo-americanos no Médio Oriente e na ex-União Soviética que possam ser facilmente controlados pelos EUA, pela Grã-Bretanha e por Israel.

Numa entrevista ao Der Spiegel, o presidente sírio disse que o Médio Oriente estava num equilíbrio instável à beira do caos e do conflito. Quando o questionaram sobre a partição ou balcanização do Iraque ocupado pelos anglo-americanos, o presidente sírio respondeu:

Seria um desastre, não apenas para o Iraque, mas para toda a região, desde a Síria até ao Golfo [Pérsico] e à Ásia Central. Imaginem quebrar um colar e todas as pérolas a cairem no chão. Quase todos esses países têm linhas divisórias naturais, e se acontecer uma partição étnica e religiosa num país, rapidamente acontecerá noutro lugar. Seria como o fim da União Soviética – só que muito pior. Guerras maiores, guerras menores, ninguém teria hipótese de manter as consequências sob controlo.”

O problema pode vir a complicar-se. Uma guerra com a Síria pode propagar-se e incendiar outros conflitos na Palestina, na Jordânia e no Líbano, e afectar também a Turquia, Chipre e todo o mundo árabe.
Uma guerra com o Irão ou qualquer balcanização afectando o Irão pode contribuir também para desestabilizar o Cáucaso, a Turquia e a Ásia Central que têm todos laços étnicos e culturais com o Irão. Isto inclui a Ossécia do Norte-Alania, a Tchechénia, o Daguetão, a Ingushetia, que fazem parte do Distrito Federal do Sul da Federação Russa. Uma guerra com o Irão pode respingar para as diversidades étnicas do Cáucaso com graves e imprevisíveis ramificações para a Rússia.

O Cáucaso está intimamente interligado com o Irão. Os conflitos entre a Arménia e a República do Azerbeijão sobre a região Nagorno-Karabakh, os conflitos internos na Geórgia sobre a Ossécia do sul e a Abkacia, e a luta na Tchechénia e no Daguestão podem voltar a incendiar-se todos. Estes conflitos não só ameaçarão a segurança nacional da Rússia, como afectarão também a SCO, que integra a China, a Rússia e várias das ex-repúblicas soviéticas assim como a CSTO.

Ligar-todos-os-Pontos: As peças estão a encaixar-se?

Há uma evidente concentração militar de forças convencionais, terrestres, aéreas, navais e nucleares no Médio Oriente e na Ásia Central e seus arredores. Inclui a mobilização de tropas britânicas na fronteira iraniana. E o prolongamento de comissões de serviço militares no Iraque ocupado pelos anglo-americanos e no Afeganistão onde se encontra uma guarnição da NATO.

Foi prolongada a comissão de serviço da 1ª Brigada da 1ª Divisão Blindada, uma unidade de 4 000 homens que está a operar na província de Al-Anbar do Iraque, fronteiriça à Síria. Não é o primeiro grupo de soldados americanos ou britânicos a ver prolongadas as suas comissões de serviço no Iraque ou no Afeganistão. A brigada tem cerca de 4 000 soldados no Iraque.  Estavam programados para ficar no Iraque por um máximo de 12 meses, mas as comissões foram prolongadas repetidas vezes tal como em outras unidades militares. O exército americano também prolongou por várias vezes a comissão da 172ª Brigada de Ataque com base no Alasca, uma unidade do exército com mais de 3 500 efectivos. 

Muitas das ditaduras árabes também apoiarão secretamente a aliança anglo-americana. Manter-se-ão como observadores se a Síria e o Irão forem atacados e o Líbano, a Palestina, o Iraque e o Afeganistão forem ainda mais devastados pelo conflito. Os governos pró-EUA da Arábia Saudita, os emirados árabes, o Egipto e a Jordânia são apoiantes do “mapa militar” dos EUA, apesar de os povos desses países se oporem fortemente à guerra travada pelos EUA. Os líderes palestinos também já abandonaram a esperança de um estado palestino.

Isto ficou demonstrado pelo sua atitude em relação ao Iraque antes e depois da invasão anglo-americana de 2003. Aceitaram tacitamente a opressão do povo palestino, assim como a invasão e bombardeamento do Líbano por Israel (referida no Líbano como a “conspiração árabe contra o Líbano”). Tem havido notícias nos media de que a Arábia Saudita e Israel também têm efectuado conversações secretas relativas ao Irão e ao Médio Oriente mais alargado.

A Roménia e a Bulgária são já importantes centros de operações militares anglo-americanas na Eurásia que se estendem desde os Balcãs ao Médio Oriente e à Ásia Central. Estes dois estados também são importantes parceiros da aliança anglo-americana. Segundo Lawrence Korb num artigo de 2003 no New York Times (NYT):

O Pentágono está a penetrar na Roménia. E na Polónia. E também na Bulgária. O Departamento de Defesa está a pensar fechar muitas, ou mesmo todas, as suas bases na Europa ocidental – que são fundamentalmente na Alemanha – e mudar as suas tropas para novos locais mais económicos no ex-bloco soviético. Já nos dizem [a nós público] que a Primeira Divisão Blindada, actualmente no terreno no Iraque, não regressará às bases da Alemanha de onde saiu em Abril [2003]. E o general James Jones, chefe do Comando Europeu [dos Estados Unidos], disse este mês que podiam vir a ser fechadas todas as 26 instalações do exército e da força aérea na Alemanha, com excepção da base da força aérea em Ramstein. Na prática, isto pode significar a transferência de cinco brigadas do exército, cerca de 25 mil efectivos, para o leste [ou seja, Europa do leste, Bulgária e Roménia].

(The Pentagon’s Eastern Obsession, NYT, July 30, 2003)

Em retrospectiva, a decisão do Pentágono de avançar para leste foi estrategicamente correcta e foi baseada na premissa da mudança para leste das operações militares anglo-americanas. A situação na ex-Jugoslávia e nos Balcãs foi pacificada na segunda metade dos anos 90. Com o início de 2001 chegou a altura de fazer avançar as operações ainda mais para leste.

A NATO também tem estado em ligação com Washington, Londres e Tel Aviv. A NATO tem servido os interesses anglo-americanos e israelenses. A NATO, formal ou informalmente, tem vindo a enviar tropas para ajudar a “fase ocupacional” de todas as operações anglo-americanas depois das “blitzkriegs” ou “fases militares iniciais”. A NATO e os estados membros têm vindo a actuar como forças de ocupação no Afeganistão e no Iraque e também se estão a movimentar para o Líbano. O secretário-geral da NATO prometeu que a missão da NATO no Afeganistão será alargada e intensificada. 

O porta-voz da NATO no Afeganistão informou que em Fevereiro de 2007 o general McNeil do exército dos EUA assumirá o comando das forças da NATO no Afeganistão, a chamada Força Internacional de Assistência de Segurança e das tropas americanas do Afeganistão. Isto significa que as tropas americanas e as tropas da NATO, que têm estado sob estruturas de comando separadas, passarão a ficar juntas sob uma única estrutura de comando no Afeganistão. [78] Os media assinalaram o facto de que as tropas americanas ficarão sob o comando da NATO. Mas, na prática, o que se passa é que é um general americano quem dirige agora as forças da NATO.

Em Outubro de 2006, começarão a integrar-se na NATO cerca de 12 000 efectivos, na sua maioria americanos, no Afeganistão. O supremo comando da NATO no Afeganistão é actualmente chefiado pelo tenente-general David Richards da Grã-Bretanha. No caso de um conflito com o Irão, as tropas da NATO no Afeganistão atacarão o Irão. De igual modo, as tropas da NATO posicionadas no Líbano atacarão a Síria.

A conexão paquistanesa

Também há sinais de que a NATO e os Estados Unidos estão à espera da queda do general Musharraf e do governo paquistanês dado o caos que se despoletará no Paquistão a partir de ataques ao Irão e à Síria. [80] Isto poderá explicar o pedido para que a Índia envie tropas para o Afeganistão. [81] Os interesses da NATO e da Índia convergem para assegurar que o Paquistão e o seu arsenal nuclear não caiam nas mãos de radicais ou extremistas que poderão ameaçar os interesses anglo-americanos e a segurança da Índia.

Não há embargo de armamento à Síria para a importação de sistemas de defesa, mas em Limassol, Chipre, foi detido um navio mercante vindo da Ásia e do Egipto que transportava sistemas de defesa destinados à Síria. O navio foi deixado em liberdade mas o destino da carga ainda não foi decidido. O presidente e o governo da Síria também disseram que estavam à espera de ser atacados por Israel no contexto de uma guerra no Médio Oriente mais alargada. 

Numa entrevista à NBC com Brian Williams, o presidente iraniano disse que a política externa da Casa Branca e dos EUA no Médio Oriente está a “levar o mundo para a guerra”. Isto é uma afirmação significativa vinda de um líder de um estado do Médio Oriente e tal afirmação deve ser levada muito a sério. O presidente iraniano fez uma declaração semelhante quando em Setembro discursou na Assembleia Geral das Nações Unidas, apontando para o facto de os Estados Unidos estarem a arrastar o mundo para uma grande guerra.

Os líderes iranianos anunciaram que os esforços diplomáticos britânicos e americanos são uma mera farsa destinada ao público em geral. Sublinharam que “a tentativa de tentarem resolver a crise através da guerra é uma fantasia”. Tanto no caso do Iraque como do Afeganistão, os Estados Unidos e a Grã-Bretanha decidiram avançar muito antes de informarem o público das suas intenções. No caso do Iraque existe documentação, que já deixou de ser confidencial, que prova que isto é verdade e, no caso do Afeganistão, não havia forma logística possível de preparar uma invasão sem meses de planeamento antes da declaração de guerra, que teve lugar a 12 de Setembro de 2001.

O Irão está plenamente consciente da ameaça dos EUA de o bombardear e invadir. A sua população está plenamente consciente da possibilidade de ataques aéreos anglo-americanos. O Irão avisou os Estados Unidos e a Grã-Bretanha. Em Agosto de 2006, efectuaram-se manobras iranianas em coordenação com as manobras russas, chinesas e da CSTO, em todo o Irão, incluindo as províncias fronteiriças geo-estrategicamente importantes do Irão com o Paquistão, o Afeganistão, o Golfo Pérsico, a Turquia e o Iraque. Foram enviados sinais claros à aliança anglo-americana.

A Venezuela, aliada iraniana, avisou os Estados Unidos por diversas vezes de que não irá assistir impávido à invasão ou ataque ao Irão e à Síria. O presidente da Venezuela, Hugo Chavez, referiu-se aos preparativos militares americanos para a invasão do Irão no seu discurso na 61ª Assembleia Geral das Nações Unidas: “E agora [os Estados Unidos] ameaçam a Venezuela – novas ameaças contra a Venezuela, [também] contra o Irão?” 

O presidente venezuelano também afirmou: “Entretanto, a atual administração dos EUA também anda a sonhar [a planear incorretamente] com a invasão do Irão e da Venezuela para assumir o controlo dos recursos petrolíferos destes dois países da mesma forma [do Iraque]“. 

[85]  Quais são os planos da Venezuela para ajudar o Irão e a Síria numa guerra contra os Estados Unidos, isso é um tópico para debate, mas é muito provável que, em caso de guerra, sejam cortadas as relações diplomáticas venezuelanas com o governo americano e os fornecimentos de petróleo para os Estados Unidos.

Elo entre o Golfo Pérsico e o Mediterrâneo oriental?

Há um processo de militarização em curso no Levante e no Mediterrâneo oriental, essencialmente liderado pelas forças da NATO, sob o pretexto de manutenção da paz das NU.

Se vier a acontecer a guerra liderada pelos EUA, o Terminal de Petróleo Baku-Tbilisi-Ceyhan (BTC), assim como o percurso do pipeline que o leva até Ceyhan, serão alvos militares óbvios das forças sírio-iranianas. Entretanto, a Marinha iraniana tentará boquear o Estreito de Ormuz. Isso pode levar à paralização do fluxo dos fornecimentos mundiais de petróleo como o Irão prometeu repetidas vezes. A Venezuela também pode parar o fluxo do seu petróleo como o seu governo já avisou por diversas vezes.

A base aérea Ýncirlik é uma importante base da NATO na Turquia, perto da fronteira e da linha da costa síria. De notar que também foram posicionadas armas nucleares americanas na base aérea Ýncirlik da Turquia. Esta última foi um dos principais eixos centrais para os Estados Unidos e para a NATO durante a campanha militar no Afeganistão em 2001. Esta base turca ainda é de importância vital para os Estados Unidos, Grã-Bretanha e NATO. Estão ali estacionados milhares de efectivos aeronáuticos americanos e britânicos. Está também adjacente ao Terminal de Petróleo Baku-Tbilisi-Cehyan (BTC).

O Terminal de Petróleo Baku-Tbilisi-Cehyan (BTC) tornar-se-á ainda mais significativo e importante se o Irão conseguir fechar o Estreito de Ormuz. Esta é uma das razões por que a base aérea Ýncirlik é tão importante estrategicamente. A base aérea Ýncirlik será usada para proteger o porto de Ceyhan, o ponto de partida do Terminal de Petróleo Baku-Tbilisi-Cehyan (BTC) se a Síria ou o Irão tentarem interromper o fluxo de energia para o Mediterrâneo oriental.

Há duas armadas navais distintas: no Golfo Pérsico-Mar Arábico e no Mediterrâneo oriental ao largo das costas da Síria e do Líbano.

Estas armadas estão a concentrar-se simultaneamente. A concentração no Mediterrâneo oriental caracteriza-se essencialmente pelas forças navais e terrestres de Israel e da NATO. No Golfo Pérsico, a armada naval é substancialmente americana com a participação da Grã-Bretanha, Austrália e Canadá. Nesta extensa faixa de terra entre o Mediterrâneo oriental e o Golfo Pérsico, estão a ocorrer diversas movimentações militares no terreno, incluindo no norte do Iraque e na Geórgia.

O teatro de guerra mais alargado estender-se-á muito para além dela, para norte até à bacia do Mar Cáspio e para leste até ao Paquistão e à fronteira ocidental da China. Estamos a lidar com um tabuleiro de xadrez para mais uma guerra no Médio Oriente, que pode possivelmente englobar uma região muito mais vasta.

O original encontra-se em: globalresearch.ca/index.php?
context=viewArticle&code=NAZ20061001&articleId=3361 

Tradução de Margarida Ferreira.

Este artigo encontra-se em: http://resistir.info/

NOTAS:

1 Trevor Nevitt Dupuy, The Air War in the West: June 1941-April 1945 (Vol.7 The Military History of World War II), Air Power and the Normandy Invasion, (New York City: Franklin Watts Inc., 1963), pp 36-40. 

2 Copy of the Downing Street Memo (DSM) published by The Times (Bretanha) in May 2005: 


3 Philip Sherwell , “US prepares for military blitz against Iran’s nuclear sites,” The Telegraph (Bretanha), February 12, 2006.

4 Gidget Fuentes, “ESG 5 charts a new course: Command element to leave flagship for a more flexible role,” Navy Times, September 12, 2006:


5 Robert Shaw, “Island New Democrats back party on Afghanistan pullout: Canada following U.S. too closely, says Afghan politician,” Times Colonist, September 10, 2006; Melissa Atkinson, “HMCS Ottawa leaves for Gulf,” Lookout, September 11, 2006:


6 CCNMattews,”National Defence: HMCS Ottawa to Depart for Arabian Gulf Region,” September 1, 2006; Note: Arabian Gulf is an alternative term used in reference to Persian Gulf, but is originally the name of the Red Sea.

7 Mike Barber, “Midgett Crew ready to ship out: Cutter to leave for Persian Gulf today,” Settle Post-Intelligencer, September 16, 2006:


8 Ibid.

9 Roee Nahmias, “MK Bishara warns Syria of Israeli attack,” Yedioth Ahronoth, September 9, 2006: 


10 Sarah Baxter and Uzi Mahnaimi, “NATO may help US strikes on Iran,” Sunday Times (Bretanha), March 5, 2006:


11 Martin Walker, “German media: U.S. prepares Iran strike,” United Press International (UPI), December 31, 2005.

12 Cable News Network (CNN), “What war with Iran would look like” (summary of Time magazine article), September 17, 2006:
 

13 David Lindorff, “War Signals? What is the White House Planning in Relations to Iran?” The Nation, September 28, 2006.

14 Hu Xuequan,  “Pentagon denies report on planning war against Iran,” Xinhua News Agency, September 20, 2006:


15 British Broadcasting Corporation (BBC), “Iran launches its first submarine,” August 29, 2000: 


16 Fars News Agency, “Iran-Made PT Boat Launches Mission,”  September 20, 2006:


17 Mahdi Darius Nazemroaya, “Iranian War Games: Exercises, Tests, and Drills or Preparation and Mobilization for War?” Global Research, August 21, 2006.

18 Ali Akbar Dareini, “Iran Tests Submarine-to-Surface Missile,” Associated Press, August 27, 2006.

19 Robert Tait, “Iran fires nuclear missile into nuclear debate,” The Guardian (Bretanha), April 6, 2006: 


20 Mehr News Agency, “IRGC test-fires super-modern flying boat,” April 4, 2006:
 

21 People’s Daily, “Spanish soldiers land in south Lebanon for expanded UN peacekeeping mission,” September 16, 2006: 


22 Expatica, “Germany to send up to 2,400 troops to Lebanon,”  September 13, 2006:


23 Claudia Rach, “German Parliament Approves UN Naval Force for Lebanon (Update2),” Bloomberg, September 20, 2006: 


24 People’s Daily, “Danish naval ships ready to sail as part of Lebanon force,” September 22, 2006:


25 Andrew Gray, “NATO says more needed for Afghan force,” Reuters, September 22, 2006: 


26 James Keaten, “French tanks bolster UN force in Lebanon: Powerful armor said to be ‘deterrent,’” Associated Press, September 13, 2006.

27 Kathimerini, “Greece begins its peacekeeping drive in Lebanon: Frigate has orders to fire if need be,”  September 9, 2006: 


28 People’s Daily, “Netherlands to send ship to UN naval mission in Lebanon,” September 23, 2006:


29 Islamic Republic News Agency, “Belgian defense minister visiting Lebanon,”  September 24, 2006: 


30 People’s Daily, “Turkey to send troops to UNIFIL next month,” September 19, 2006:
 

31 Dünya (Turquia), “Cetin: Neither NATO nor another force can send Turkish troops to the area of clashes,”  September 11, 2006: 


32 Sofia Echo, “UN accepts Bulgaria’s Lebanon Peacekeeping participation on One Condition,”  September 4, 2006; Focus News Agency, “Details on Bulgaria’s participation in UN Lebanon Peacekeeping Mission to Become Known in Ten Days,” August 28, 2006:


33 Ian Bruce, “Scottish officers set to support Lebanon peace force,” The Herald (Bretanha), September 26, 2006: 


34 The Daily Star (Líbano), “UAE, Lebanese Army ink pact to de-mine South,”  September 26, 2006: 

www.dailystar.com.lb/article.asp?edition_id=1&categ_id=2&article_id=75711

35 Reuters, “ArmorGroup wins Lebanon bomb clearing contract,”  September 25, 2006.

36 ArmorGroup homepage:


37 Anthony Shadid, ”Lebanon Peacekeepers Met With Skepticism: True Role of U.N. Force is Subject to Debate Among Wary Residents,” The Washington Post, September 20, 2006:


38 Interfax, “Equipment for Russian battalion to be sent to Lebanon late Sept – Ivanov,”  September 20, 2006: 


39 Russian News and Information Agency (RIA Novosti), “Russian combat engineers to start work in Lebanon in October,” September 20, 2006: 


40 Mahdi Darius Nazemroaya, Russian Base in Syria, a Symmetrical Strategic Move, Global Research, July 28, 2006: 

www.globalresearch.ca/index.php?context=viewArticle&code=20060728&articleId=2839

41 Chris Buckley , “China plans to send peacekeepers to Lebanon,” Reuters, September 11, 2006; People’s Daily, “China consults with UN on increasing peacekeepers in Lebanon,”  September 20, 2006:


42 Greg Peel, “Alignment to War: Asian Commodity Demand Versus the US Printing Press,” FN Arena News, September 19, 2006:


43 NATO, NATO elevates Mediterranean Dialogue to a genuine partnership, launches Istanbul Cooperation Initiative, July 29, 2004: 


44 Operation Active Endeavor, Global Security.org: 


45 Ibid.

46 DEBKA, “Lebanese Security” Is the Pretext for the Naval Babel around Lebanon’s Shores,”  September 4, 2006: 

 
47 The Georgian Times, “Russian Military Hardware and Ammunition Left Georgia,”  September 19, 2006:
 

48 Stefan Nicola, “Analysis: Georgia-Russia conflict heats up,” United Press International (UPI), September 22, 2006: 


49 Ibid.

50 Interfax, “Russia slams move to speed Georgia’s NATO entry,” September 22, 2006: 


51 Information Telegraph Agency of Russia (ITAR-TASS News Agency), “Russia concerned about NATO reconfiguration in Europe—Lavov,”  September 20, 2006:



52 Paul Ames, “NATO set for uneasy meeting with Russia,” Associated Press, September 29, 2006.

53 People’s Daily, “Russia, Belarus hold joint military exercise,” June 17, 2006:

54 People’s Daily, “Romanian, US pilots hold exercise at Black Sea coastal base,”  August 12, 2006: 

http://english.people.com.cn/200608/12/eng20060812_292455.html; 

Army Public Affairs (U.S. Army News Service), “U.S., Romania, Bulgaria team up for Immediate Response 06,” August 3, 2006: 


55 Mahdi Darius Nazemroaya, “Iranian War Games: Exercises, Tests, and Drills or Preparation and Mobilization for War?” Global Research, August 21, 2006.

56 Michel Chossudovsky, “Russia and Central Asian allies Conduct War Games in Response to US Threats,” Global Research, August 24.

57 Ibid.

58 Information Telegraph Agency of Russia (ITAR-TASS News Agency), “Russia, Kazakhstan special forces hold antiterrorist exercises,” September 19, 2006:


59 Xinhua News Agency, “China, Tajikistan to hold military exercises,” September 19, 2006: 


60 Information Telegraph Agency of Russia (ITAR-TASS News Agency), “CIS security services to hold anti-terror exercises in Armenia,”  September 25, 2006: 


61 Russian News and Information Agency (RIA Novosti), “Energy outcome of SCO meeting in Dushanbe,” September 20, 2006: 


62 Islamic Republic News Agency, “Uzbek official: SCO projects cannot be implemented without Iran,”September 15, 2006:


63 People’s Daily, “Armenia not to join NATO, EU: president,”  April 24, 2006: 


64 Kommersant, “The Shanghai Cooperation Organization acquires military character: Iran eager to join SCO,” April 27, 2006:
 

65 Heather Maher, “Central Asia: U.S. Helsinki Commission Concerned About SCO’s influence,” Radio Free Europe/Radio Liberty, September 27, 2006:


66 Kommersant, “Iran eager to join SCO,” op. cit.

67 Julian Borger, “Israel trains US assassination squads in Iraq,”  The Guardian (Bretanha), December 9, 2003: 


68 Magdi Abdelhadi, “Israelis ‘train Kurdish forces,’” British Broadcasting Corporation (BBC), September 20, 2006:


69 Mahdi Darius Nazemroaya, Beating the Drums of War. US Troop Build-up: Army and Marines authorize “Involuntary Conscription,” Global Research, August 23, 2006.

70 O “Plano Yinon” é um conjunto de objectivos estrategicamente criados para Israel que advoga a fractura de todos os inimigos ou rivais potenciais. É uma parceria sincronizada com a aliança anglo-americana. Visa produzir mini-estados pequenos e passivos no Médio Oriente alargado. O “Plano Yinon” realça que Israel deve ser o centro do poder imperialista no Médio Oriente com hegemonia regional. Envolve um dogma expansionista e o controlo de recursos naturais tais como o petróleo, a água e o gás.

71 Der Spiegel, “America Must Listen,” September 24, 2006:


72 Mahdi Darius Nazemroaya, “British Troops Mobilizing on the Iranian Border,” Global Research, August 30, 2006

73 Nazemroaya, “Beating the Drums of War,” op cit.

74 Cable News Network (CNN), “Homecoming delayed for 4,000 U.S. troops in Iraq,”  September 25, 2006:


75 Nazemroaya, “Beating the Drums of War,” op cit.

76 Joshua Brilliant, “Analysis: Israeli, Saudi officials met,” United Press International (UPI), September 25, 2006:


77 Helene Cooper, “NATO Chief Says More Troops Are Needed in Afghanistan,” The New York Times, September 22, 2006: 


78 International Herald Tribune (ITH), “Washington to send 4-star general to assume Afghanistan command,”  September 26, 2006: 


79 Reuters, “NATO ready for early takeover of Afghan peacekeeping, ” September 28, 2006: http://www.alertnet.org/thenews/newsdesk/JOH838685.htm

Nota: O título da Reuters é extremamente enganador. A NATO não está pronta para fazer nada de novo e as operações no Afeganistão não são de manutenção de paz, são de uma guerra contra a rebelião que é incorretamente chamada de “talibãs” nos media ocidentais. No Afeganistão, as tropas no terreno da NATO designam os rebeldes afegãos por Milícias Anti-Coligação (ACM’s). 

Este título reflete o facto de a NATO estar a combater um movimento de rebelião multi-étnico no Afeganistão que considera a aliança anglo-americana como forças de ocupação.

80 Khalid Hasan, “US now viewing Pakistan without Musharraf,” Daily Times, April 21, 2006; Matthew Pennington, “Pakistani President Denies Coup Rumours,” Forbes, September 25, 2006:


81 India Defence, NATO wants Indian troops to operate in Afghanistan, September 23, 2006: 
http://www.india-defence.com/reports/2532

82 British Broadcasting Corporation (BBC), “Cyprus holds ‘Syria arms cargo,’” September 12, 2006:


83 United Press International (UPI), “Assad says Israel likely to attack Syria,” September 21, 2006: 


84 Hugo Chavez, Rise Up Against the Empire (Speech at the UN General Assembly, New York September 21, 2006).

85 Fars News Agency, Chavez: “US Invasion of Iran Spikes Oil Prices to $200,”  September 24, 2006:



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