"Em cada um de nós, existem duas naturezas. Se esta dualidade primitiva do homem, o bem e o mal, pudesse ser armaznada em identidades separadas, a vida estaria livre de tudo o que é insuportável. Mas é a maldição da raça humana, ter estes dois gêmeos sempre lutando."
 
Eu passei semanas pensando em como começaria minha coluna com estilo.
Pesquisei vários musicais interessantes, tive a oportunidade de assistir outros... Mas nenhum me inspirava ao ponto de querer divulgar.
Afinal, não basta o colunista escrever sobre algo. De certa forma, ele deve fazer o leitor se apaixonar pelo que está sendo dito.
Foi quando eu, durante uma bela fuçada na pasta "Broadway" do meu iPod, ressucitei a trilha do musical Jekyll & Hyde.
Sim! Um musical baseado na obra "O Médico e o Monstro", de Robert Louis Stevenson.
Mas não é impossível criar um musical cativante, a partir de uma história sombria, complexa, e que serviu como base de uma das teorias mais importantes de Freud?
Foi esse o grande desafio do músico Frank Wildhorn. Com um personagem a mais aqui, uma mudança de cronologia ali, e muita criatividade, em abril de 1997 estreava no Teatro Plymouth (NY) uma das maiores sacadas da história do teatro musical.
Mantendo uma fidelidade parcial ao livro, o musical começa com a narração do advogado Utterson, e do milionário Sir Danvers. Logo, conhecemos o Dr. Henry Jekyll, e a sociedade hipócrita de Londres.
As diferenças da obra de Stevenson aparecem nos primeiros minutos, quando conhecemos a filha do Sir Danvers, Emma. Ela é noiva do Dr Jekyll.
E o musical engata de vez quando, em sua despedida de solteiro, Dr Jekyll conhece a prostituta Lucy. Em uma conversa dos dois, Jekyll conta que é um médico, e que a canção dela, Good And Evil, o fez perceber que ele pode ser também um paciente.
É assim que ele decide ser a própria cobaia nas experiências, e acaba se transformando no maligno Mr Hyde.
Uma curiosidade interessantíssima do musical, é a forma como a questão da dupla personalidade é tratada. Além dos personagens Jekyll e Hyde serem interpretados pela mesma pessoa, todo mundo no elenco tem dois papéis, opostos em personalidade.
A líder de caridades é a cafetina, o general da marinha é o bandido temido, e por aí vai.
Os cenários recriam com perfeição as ruas de Londres de 1886, e as músicas são impecáveis, fazendo com que a atenção do público seja presa do começo ao fim.
Jekyll & Hyde teve a sua última apresentação na Broadway em 2001, bem antes de eu botar os pés em NY pela primeira vez. Logo, nunca tive a oportunidade de assistir o musical pessoalmente.
Mas em 2007, ganhei de um amigo o DVD do musical (gravação oficial, e aqui no Brasil infelizmente reduzido a um volume de uma das coleções da revista Caras). Certamente, uma experiência igualmente incrível. Me apaixonei pela peça na hora!
Há alguns rumores de que o produtor brasileiro Jorge Takla tenha comprado os direitos do musical, e que num futuro não tão distante, exista uma versão tupiniquim nos palcos de São Paulo. Enquanto isso, nós podemos nos deliciar com o DVD, a trilha sonora, e por que também não o livro? A leitura é difícil, mas sem dúvida agrega muita coisa boa em nós!
Está dada a dica deste mês! Disponibilizarei aqui os links dos produtos, e um vídeo, só para dar aquele gostinho bom.
Espero que se encantem, assim como eu e milhares de fãs em todo o mundo.
 
O Trailer:
http://www.youtube.com/watch?v=KYYtCQMxuiY
 
Compre aqui o CD:
http://www.amazon.com/Jekyll-Hyde-Musical-Original-Broadway/dp/B000002JC2/ref=pd_bbs_sr_1?ie=UTF8&s=music&qid=1236651995&sr=8-1
 
Compre aqui o DVD:
http://www.submarino.com.br/produto/6/1940583/jekyll+e+hyde:+the+musical+-+importado
 
Compre aqui o livro:
http://www.fnac.com.br/Product.aspx?idProduct=9788588781412&idDept=0&src=

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