- Crise financeira mundial (2008)

 
INTRODUÇÃO 

         A crise financeira que se formou nos Estados Unidos da América é considerada pelos analistas e entidades governamentais de diversos países como uma crise global, percepção confirmada pelos reflexos observados no mundo afora.

         Suas conseqüências ainda são inimagináveis segundo as autoridades no assunto. O Presidente do FMI no dia 07 de outubro de 2008 assegura: “o pior da crise ainda estar por vir”. No mesmo sentido, o Presidente Jorge W. Bush assume publicamente em pronunciamento oficial que a crise não é passageira, o ano de 2009 será pautado por suas conseqüências negativas.

         Apesar de ser apresentada como crise financeira, representa mais do que isso. Não há crise financeira que não seja também conseqüência ou causa de uma crise política. Neste caso específico, o que podemos observar no discurso de especialistas, a crise é, em primeira instância, conseqüência da desastrosa política Norte Americana ao longo dos oito anos de mandato de Bush.

         Como conseqüência direta, a quebra de confiança nas relações internacionais pela via econômica, talvez seja o que nos preocupa sobremaneira. No mundo globalizado são de igual forma globalizadas as relações econômicas, políticas e sociais.

A partir das informações disponíveis, pode-se levantar uma série de questões que atingem imediatamente a segurança das relações entre nações e destas com os blocos recentemente instituídos, em especial a União Européia e o Mercosul, nossos objetos específicos de observação.

A primeira, diz respeito ao momento político Norte Americano, como uma crise anunciada desde inicio do ano em curso, explode justo no momento de transição do poder presidencial naquele Estado. Momento em que se verifica uma quebra na autoridade dos Republicanos e a possível ascensão dos Democratas ao poder, sob a representação do primeiro presidente identificado com as minorias e defensor de uma política externa diferenciada para os EUA.

A segunda atinge à própria competência da atividade econômica, uma vez que não se aceita na era da informação e das facilidades tecnológicas a serviço dos estudos conjunturais, que os especialistas de plantão tenham errado tanto, em tão pouco tempo. 

Em terceiro, interfere nas relações internacionais, sendo a confiança nas políticas econômicas soberanas (principalmente das nações ricas) a garantia da responsabilidade em face dos danos causados, como os que estamos assistindo na União Européia e no mundo.

Finalizando, nosso esforço de compilar os noticiário sobre a crise global tem como objetivo permitir a análise diversificada de mais esta crise que assola o capitalismo com características bem diferentes das últimas crises como a de 1929 e as crises do pós Segunda Guerra.

Como não se sabe onde começa e muito menos onde terminará, é importante que imediatamente nos esforcemos para oferecer uma observação contínua e apurada dos reflexos que esse evento “financeiro” terá nas políticas regionais da Europa unida e nos demais blocos econômicos e sociais como o Mercosul.

 

                                     Rio de Janeiro, 08 de outubro de 2008.

Marcos Carneiro
Coordenador do CIE/UFRj/PEE
 
                                                                            Periódicos analisados:
                 
 
 
              Apesar de a crise ter sido deflagrada em 2008, vários artigos anteriores a este período anunciavam problemas no   mercado financeiro mundial. Para facilitar a consulta, separamos os artigos por ano e/ou períodos , conforme a necessidade. Selecione os "links" abaixo e navegue.
 
   

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