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Congresso Internacional 
«Cervantes e os Mares, nos 400 anos do Persiles»: 
de 16 a 18 de Novembro de 2017



Regressado do cativeiro em Argel, Cervantes esteve em Lisboa. Tinha viajado pela Itália meridional, participado na Batalha de Lepanto, vivido em cativeiro no Norte de África e desembarcado em Barcelona no seu regresso à Península Ibérica, que depois veio a atravessar. Das costas mediterrânicas à costa atlântica, na cidade do Tejo. Na sua última obra, Los trabajos de Persiles y Sigismunda, historia setentrional, publicada um ano depois da sua morte, conta dos mares, ilhas e gentes do Norte e das terras e gentes do Sul por onde peregrinam os seus protagonistas depois de desembarcar em Lisboa. Esta é a primeira cidade de um longo percurso que farão até chegar a Roma. Foi há 400 anos e este congresso pretendeu celebrá-lo e, assim, homenagear livro e autor.

Programa e restantes informações: https://congresocervantesylosmareslisboa.weebly.com/





Edição de 2017 do Ciclo «A América Latina no Cinema»


 

A 27 de Outubro teve início a edição de 2017 do Ciclo «A América Latina no Cinema», com o filme O Homem que Copiava, do brasileiro Jorge Furtado, comentado por João Marcos Copertino Pereira, aluno do Programa Erasmus Mundus.

A 3 de Novembro foiexibido Nostalgia de la Luz, realizado por Patrício Guzmán, um documentário sobre os «desaparecidos» da ditadura chilena analisado por Cristina de Branco (investigadora em cinema latino-americano e membro da Mutirão) e Zillah Branco, que deu um testemunho da sua experiência pessoal durante o Governo de Salvador Allende e do golpe de Estado liderado por Augusto Pinochet.

O clássico cubano Memorias del subdesarrollo, de Tomas Gutierrez Alea, passou a 10 de Novembro. O comentário coube a Miguel Dores, membro da Mutirão.

Outro filme brasileiro fecha a iniciativa, As Melhores Coisas do Mundo, de Lais Budanzky, apresentado por Renan Simão, aluno do Programa Erasmus Mundus.

O Ciclo «A América Latina no Cinema» é uma organização do Núcleo de Estudos Ibéricos e Ibero-Americanos (FCSH-Nova), com o apoio de Mutirão e a colaboração de alunos do Programa Erasmus Mundus. 

27 de OutubroO Homem que Copiava, de Jorge Furtado (2003). Comentário de João Marcos Copertino Pereira, aluno do Programa Erasmus Mundus. Sala: Auditório 2 (Torre B).

3 de NovembroNostalgia de la Luz, de Patrício Guzmán (2010). Comentário de Cristina de Branco (investigadora em cinema latino-americano e membro da Mutirão) e Zillah Branco (testemunha do Governo de Salvador Allende e do golpe de Estado liderado por Augusto Pinochet). Sala: T10 (Torre B).

10 de NovembroMemorias del subdesarrollo, de Tomas Gutierrez Alea (1968). Comentário de Miguel Dores, membro da Mutirão. Sala: T10 (Torre B).

17 de NovembroAs Melhores Coisas do Mundo, de Lais Budanzky (2010). Comentário de Renan Simão, aluno do Programa Erasmus Mundus. Sala: 0.09 (Edifício B1).







Colóquio «Poesia, Paz e Guerra» 
reuniu investigadores e poetas ibéricos e ibero-americanos 
em Lisboa a 25 de Outubro de 2017

 

    

    


Poetas como o espanhol Jorge Gimeno, a brasileira Vera Lúcia de Oliveira e os portugueses Nuno Júdice e Manuel Gusmão participam no Colóquio «Poesia, Paz e Guerra» que teve lugar a 25 de Outubro de 2017 e que reuniu académicos de universidades de Portugal, Espanha e Itália. 


A poesia sempre foi usada em situações de guerra para expressar os mais profundos sentimentos humanos, fosse para homenagear um filho morto em combate ou para defender a necessidade de pôr termo a um conflito e instaurar a paz.

O Colóquio «Poesia, Paz e Guerra» abordou este tema tão actual num mundo marcado por confrontos bélicos, terrorismo, refugiados, ocupações, revoltas e redefinição de fronteiras geográficas e simbólicas. Os participantes cruzaram a literatura, as artes plásticas, a política e os movimentos sociais no âmbito ibérico e ibero-americano, numa co-organização do CHAM-Centro de Humanidades (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa), do Núcleo de Estudos Ibéricos e Ibero-Americanos (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa) e da Casa da América Latina. A entrada é livre.

O programa e as restantes informações estão disponíveis em https://coloquiopoesiapazeguerra2017.weebly.com/

    

    

Programa:

 10h: Abertura do Colóquio com representantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, do CHAM-Centro de Humanidades (UNL), do Núcleo de Estudos Ibéricos e Ibero-Americanos (UNL) e da Casa da América Latina.


 10h20/11h: Conferência de Fernando Larraz Elorriaga (Universidade de Alcalá, Espanha): «Poetas en la España leal  (1937) y Romancero general de la guerra española (1944). Dos antologías de poesía en guerra». Moderação de José Esteves Pereira.


 11h/13h: Mesa 1: Vozes ibéricas. Moderação de Armando Aguilar de León.

- Gustavo Rubim (Universidade Nova de Lisboa): «Xadrez e devastação: da impossibilidade da poesia em si mesma».

- Manuel Gusmão (poeta português e Universidade de Lisboa): «Poesia e a Guerra Civil de Espanha: procedimentos de uma poética do testemunho».

- Cristina Pratas Cruzeiro (Instituto de História de Arte, Universidade Nova de Lisboa e Faculdade de Belas Artes, Universidade de Lisboa): «Mário Cesariny e Luís Buñuel: Exemplos da poesia nas artes visuais».

- Isabel Dâmaso Santos (Universidade de Lisboa): «Santo António Militar no contexto ibérico».

 

15h/17h: Mesa 2: Vozes latino-americanas. Moderação de Neus Lagunas.

- Vera Lúcia de Oliveira (Università degli Studi di Perugia, Itália): «A guerra é aqui: considerações sobre a poesia brasileira.»

- Gabriel Magalhães (Universidade da Beira Interior): «Espanha e Portugal nos séculos XIX e XX: Processos de paz na literatura de dois países de muitas guerras».

- Isabel Araújo Branco (Universidade Nova de Lisboa): «José Martí: americanidade como afirmação da identidade e construção de um subcontinente em paz».

- Sonia Miceli (Universidade de Lisboa): «Em busca da luz: notas sobre o Recital de Poesía al Servicio de la Verdad (Buenos Aires, 1947) e a poética de León Felipe».

   

17h30: Mesa-redonda com poetas ibéricos e ibero-americanos. «Paz e guerra na voz dos poetas»: Nuno Júdice (poeta português), Jorge Gimeno (poeta espanhol), e Vera Lúcia de Oliveira (poeta brasileira). Moderação de Ricardo Marques.

 

 




Conferência 
«El traductor es un creador, pero mejor que lo olvide», 
por Jorge Gimeno

      
      


A 27 de Outubro de 2017 teve lugar uma conferência com o título «El traductor es un creador, pero mejor que lo olvide», pelo poeta e tradutor espanhol Jorge Gimeno. Na sessão, Jorge Gimeno abordou o trabalho do escritor tradutor, a ligação da tradução e da criação, a reescrita do cânone e a relação com os editores, entre outras questões. 
Jorge Gimeno é autor dos livros de poesia Espíritu a saltos (2003) e La tierra nos agobia (2011), considerados como sendo dos mais influentes da poesia espanhola das últimas décadas. Foi professor em Bagdad, Fez e Lisboa e traduziu para espanhol obras de Eça de Queirós e Fernando Pessoa, entre outros. 
A iniciativa foi organizada pelo Núcleo de Estudos Ibéricos e Ibero-Americanos (FCSH-UNL) e pelo CHAM-Centro de Humanidades (UNL-UAç).


Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Avenida de Berna, 26-C, Lisboa



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