A - D



Dicionário

A.M.

Abreviação usada nas receitas ópticas por oftalmologistas, que significa "a medir".

A.O.

Abreviação de "ambos os olhos".

Abbe

Ernest Abbe, nome de cientista alemão que estabeleceu a relação matemática que quantifica a dispersão cromática das lentes. Quanto mais alto o número Abbe, melhor a qualidade da lente e Quanto mais baixo, pior a qualidade, (no que diz respeito à decomposição da luz branca).

Abdução

Rotação de lateralidade do olho; Ato de afastar ou desviar de um ponto a linha de visão do olho; Movimento horizontal dirigido lateralmente do eixo vertical. É realizado pela contração do músculo reto lateral e o relaxamento do músculo reto medial: redução pelo recuo do reto lateral.

Abdutor

Músculo do olho responsável pelo movimento do olho, no sentido do plano médio para fora

Aberração

Afastamento de um raio luminoso que atravessa um sistema óptico da sua trajetória ideal, em função de um raio paraxial; surgimento de uma imagem borrada ou distorcida, devido as propriedades físicas dos elementos ópticos; imperfeições que representam os principais defeitos ópticos de um sistema de lentes; Existem cinco tipos diferentes de aberrações: Aberração esférica, coma, astigmatismo marginal ou oblíquo, curvatura de campo e distorção.

Aberração

Afastamento de um raio luminoso que atravessa um sistema óptico da sua trajetória ideal, em função de um raio paraxial; surgimento de uma imagem borrada ou distorcida, devido as propriedades físicas dos elementos ópticos; imperfeições que representam os principais defeitos ópticos de um sistema de lentes; Existem cinco tipos diferentes de aberrações: Aberração esférica, coma, astigmatismo marginal ou oblíquo, curvatura de campo e distorção.

Aberração astigmática

Veja astigmatismo marginal; uma refração desigual de um sistema óptico no qual um objeto em forma de ponto aparece como uma linha focalizada.

Aberração cromática

Resultado ligado à propriedade dispersiva de cores da luz branca que atravessa o material da lente; Defeito óptico, que provoca a decomposição da luz branca, em diversas outras cores e em diferentes comprimentos de luz, cada uma delas focalizada em diferentes distâncias da lente. É comum ser encontrada em lentes de alto poder dióptrico positivo ou lentes de alto índice de refração.

Aberração esférica

Aberração monocromática em que um feixe de raios paralelos, atravessando a periferia da lente, não converge para um mesmo ponto, diferentemente dos raios centrais.

Aberração óptica

Defeito óptico devido à refração imperfeita através das superfícies das lentes.

Abertura

Técnica de vendas: Termo usado para determinar a posição das hastes, em função da frente, se apertadas ou folgadas, contra às têmporas do cliente, sabendo-se que a abertura normal das hastes é de 90 graus.

Optometria: Furo central ou buraco que permite a passagem de luz, somente de uma certa porção de luz, vinda de uma determina fonte.


Abertura palpebral

Distância entre a pálpebra superior e inferior, no seu ponto máximo.

Ablec

Associação Brasileira de Lentes de Contato.

Ablefaria

Pálpebras que não chegaram a se formar e ficam apenas esboçadas

Ablepsia

Perda da visão; cegueira.

Aboc

Associação Brasileira de Estudos de Optometria e Óptica.

ABPOO

Associação Brasileira dos Profissionais Ópticos Optometristas.

Abrasão corneal

 Lesão numa área da córnea, produzida pela indevida adaptação de lentes de contato, causada por arranhões no tecido epitelial. É constatada por meio da lâmpada de fenda ou pela lâmpada de Burton, com o auxílio de soluções corantes, assim como: “fluoresceína "

Absorção

Perda de luz que passa através do material da lente; Fenômeno pelo qual um feixe de radiação transfere sua energia parcial ou totalmente, para o meio que a atravessa; Redução de energia radiante através de um meio transparente; fenômeno pelo qual uma radiação eletromagnética interage com o meio com o qual se choca, transferindo-lhe parte de sua energia; A quantidade de luz que é absorvida pela lente, antes da luz passar para o olho, tanto em ambientes fechados quanto abertos.

Absortância

Fração da luz que incide sobre uma superfície e é absorvida.

Abuso

Defeito físico da lente, causado por falta de cuidado no manuseio da lente.

Acantamoeba

Parasita que causa uma séria afecção corneal e ocular que tem uma certa afinidade com usuários de lentes de contato.

Ação desinfetante

Eliminação de microrganismos, contidos nas lentes de contato, com 90 % de eficiência.

Acetato de celulose

Material plástico leve, maleável e de melhor aparência, utilizado para fabricação de armações, conhecido vulgarmente como "zilo". Polímero termoplástico de baixa inflamabilidade e facilmente polido.

Acetona

Líquido usado para fazer reparos, assim como, retoque de polimento ou colagem, em armações de zilo (acetato de celulose); propanoma;.

Ácido bórico

Anidrido em que entra o boro. Usado para auxiliar a solda de armações metálicas.

Acionopsia

Deficiência de visão que impossibilita distinguir a cor azul.

Acomodação

Enfocamento do olho para as diferentes distâncias de visualização, através das modificações das curvas do cristalino, acionado pelo músculo ciliar. Sem o cristalino, o ser humano somente poderia ver nitidamente a uma determinada distância, sem o auxílio de lentes oftálmicas.

Acomodação negativa

Ajuste do cristalino do ponto de visão de perto para longe. Ocorre pelo relaxamento do músculo ciliar e da redução da curvas do cristalino.

Acomodação positiva

Posicionamento das curvas do cristalino para obtenção da visão de longe para perto ; ocorre pela contração dos músculos ciliares e o aumento das curvas do cristalino.

Acomodação relativa negativa

Aumento ou redução da acomodação, em condições onde a demanda total de convergência é constante.

Acomodação relativa positiva

Aumento ou redução da acomodação, em condições onde a demanda total de convergência é constante.


Abertura palpebral

Distância entre a pálpebra superior e inferior, no seu ponto máximo.

Ablec

Associação Brasileira de Lentes de Contato.

Ablefaria

Pálpebras que não chegaram a se formar e ficam apenas esboçadas

Ablepsia

Perda da visão; cegueira.

Aboc

Associação Brasileira de Estudos de Optometria e Óptica.

ABPOO

Associação Brasileira dos Profissionais Ópticos Optometristas.

Abrasão corneal

 Lesão numa área da córnea, produzida pela indevida adaptação de lentes de contato, causada por arranhões no tecido epitelial. É constatada por meio da lâmpada de fenda ou pela lâmpada de Burton, com o auxílio de soluções corantes, assim como: “fluoresceína "

Absorção

Perda de luz que passa através do material da lente; Fenômeno pelo qual um feixe de radiação transfere sua energia parcial ou totalmente, para o meio que a atravessa; Redução de energia radiante através de um meio transparente; fenômeno pelo qual uma radiação eletromagnética interage com o meio com o qual se choca, transferindo-lhe parte de sua energia; A quantidade de luz que é absorvida pela lente, antes da luz passar para o olho, tanto em ambientes fechados quanto abertos.

Absortância

Fração da luz que incide sobre uma superfície e é absorvida.

Abuso

Defeito físico da lente, causado por falta de cuidado no manuseio da lente.

Acantamoeba

Parasita que causa uma séria afecção corneal e ocular que tem uma certa afinidade com usuários de lentes de contato.

Ação desinfetante

Eliminação de microrganismos, contidos nas lentes de contato, com 90 % de eficiência.

Acetato de celulose

Material plástico leve, maleável e de melhor aparência, utilizado para fabricação de armações, conhecido vulgarmente como "zilo". Polímero termoplástico de baixa inflamabilidade e facilmente polido.

Acetona

Líquido usado para fazer reparos, assim como, retoque de polimento ou colagem, em armações de zilo (acetato de celulose); propanoma;.

Ácido bórico

Anidrido em que entra o boro. Usado para auxiliar a solda de armações metálicas.

Acionopsia

Deficiência de visão que impossibilita distinguir a cor azul.

Acomodação

Enfocamento do olho para as diferentes distâncias de visualização, através das modificações das curvas do cristalino, acionado pelo músculo ciliar. Sem o cristalino, o ser humano somente poderia ver nitidamente a uma determinada distância, sem o auxílio de lentes oftálmicas.

Acomodação negativa

Ajuste do cristalino do ponto de visão de perto para longe. Ocorre pelo relaxamento do músculo ciliar e da redução da curvas do cristalino.

Acomodação positiva

Posicionamento das curvas do cristalino para obtenção da visão de longe para perto ; ocorre pela contração dos músculos ciliares e o aumento das curvas do cristalino.

Acomodação relativa negativa

Aumento ou redução da acomodação, em condições onde a demanda total de convergência é constante.

Acomodação relativa positiva

Aumento ou redução da acomodação, em condições onde a demanda total de convergência é constante.


Acomodação tripla

Aquela conseguida pela ação conjunta do cristalino, da íris e da convergência dos olhos, quando olha-se para perto.

Acomodação visual

Capacidade que o olho possui de acomodar a convergência do cristalino através de seus músculos ciliares, com a finalidade de obter nitidamente a visão, de acordo com o ponto para o qual se dirige.

Acomodômetro

Dispositivo utilizado para medir os limites de acomodação.

Acoria

Falta da íris e pupila.

Acrilato de silicone

Polímero usado na fabricação de lentes de contato de alta permeabilidade ao oxigênio.

Acrílico

Nome vulgarmente dado as lentes de resina orgânica. Polímero sintético de ácido acrílico, usado na fabricação de lentes de contato rígidas e algumas armações.

Acromasia

Condição de um sistema óptico em que estão corrigidas as aberrações cromáticas.

Acromática

Lente que deixa passar a luz, ou a refrata, sem a decompor em suas cores fundamentais.

Acromático

Diz-se do elemento óptico que deixa passar ou refrata a luz, sem decompô-la em suas cores fundamentais.

Acromatismo

Qualidade de um sistema óptico em que não há aberração cromática.

Acromatopsia

Incapacidade para discriminação de cores, conservada a percepção do branco e do negro. Mesmo que Daltonismo.

Acromatopsia total

Mesmo que daltonismo completo; aquela em que está ausente o senso cromático total.

Acuidade

Habilidade do sistema visual de perceber detalhes. A acuidade visual depende da precisão do enfoque retiniano, integridade dos elementos neurológicos do olho e da capacidade interpretativa do cérebro.; Poder de resolução do sistema óptico da vista humana. Acuidade visual indica o índice de avaliação da qualidade da visão.

Acuidade visual

Poder de resolução do sistema óptico da visão; capacidade de se ver distintamente detalhes de objetos. Pode ser avaliada em: equivalência do ângulo de resolução de 1 minuto (do arco) ou pelas letras de Snellen, quantificadas em 10/ 10 (ou 20/20) visão normal. 1 / 10 (ou 20/200) visão fraca, geralmente de amblíope ou de uma alta ametropia.

Acuidade visual - redução

Por causas patológicas não por ametropias. Perda repentina da visão que pode ser causada por: natureza vascular, oclusão da veia retiniana, oclusão da artéria retiniana, hemorragia vítrea, glaucoma agudo, descolamento da retina, uveíte aguda, neurite óptica.

Acuidade visual binocular

Poder de resolução do sistema óptico da visão, por ambos os olhos abertos. Normalmente esta visão é ligeiramente melhor do que a obtida por somente um dos olhos.

Acuidade visual central

É aquela obtida pela fóvea central, da retina, costumeiramente da ordem de 10/10 ou 20/20 (100 %), quando em condições normais de visão, ao contrário do restante da retina que não atinge os mesmos índices, sendo menor, na periferia:.

Acuidade visual decimal

Acuidade visual expressa em números decimais, assim como: 10/10 visão normal; 1/10 visão fraca idêntica a de um amblíope; 0/6 visão em que começa a se caracterizar a ambliopia.; 8/10 visão com menor deficiência.


Acuidade visual para perto

Capacidade de distinguir perfeitamente detalhes de um objeto situado a 33 / 35 cm. (para perto); Se entende que quando o cliente consegue ver a uma distância de 1/3 de um metro, letras da carta de refração para perto, há uma medida angular de 5 minutos para tal distância. Nesse caso a visão é considerada normal para perto.

Acuvue

Lente de contato gelatinosa de uso prolongado da Johnson & Johnson.

Acuvue

Lente de contato gelatinosa, do tipo descartável, para uso por 15 dias, com índice de refração 1,4 (hidratada), com permeabilidade ao oxigênio (DK) de 28 e transmissibilidade de oxigênio (Dl/L) de 40

Adaptação

 Vendas: Ato de se moldar a armação às condições anatômicas do rosto do cliente; Optometria: Mudança de sensibilidade para continuados estímulos sensoriais, relativos à visão.

Adaptação sobre ‘k’

Lente de contato Rígida cuja curva de contato com a córnea (base) é igual à curva ‘K’ da córnea

Adaptação visual

É a capacidade da íris, pela sua contração e descontração, de regular a quantidade de luz que chega ao olho, com o objetivo de obtenção de visão nítida com a menor abertura pupilar.

Aderência

Contato da lente de contato sobre o filme lacrimal e a córnea. O conceito de lente “apertada” ou “folgada” geralmente refere-se ao movimento dela e a aparência da fluoresceína entre a lente e a córnea, iluminada por luz ultravioleta.

Adesivo plástico

Usado, após fixação nos moldes, para acabamento ou polimento das lentes de contato rígidas.

Adesivos

Arruelas adesivas utilizadas nas máquinas biseladoras automáticas para fixação das lentes.

Adição

Também conhecida como "adição para leitura", que é um aumento positivo na dioptria da película de um bifocal ou no máximo poder dióptrico de perto de uma lente progressiva. É a diferença entre o poder dióptrico de longe e perto. Normalmente a adição é equivalente a uma lente positiva, superposta sobre o poder dióptrico de uma lente para correção da visão de longe. Abreviação: “Ad.”

Adição para perto

O poder dióptrico que a película de um bifocal tem em acréscimo ao poder dióptrico de longe.

Adicional

Óculos com lentes coloridas escuras, sem hastes, com grampos,, que se fixam às armações com lentes graduadas dos óculos de correção, com finalidades de proteção contra a claridade.

Aditivo para água

Usado nas máquinas biseladoras automáticas para lubrificar o corte e prolongar a vida do rebolo diamantado.

Adsorção

Fixação das moléculas de uma substância na superfície de outra substância.

Adução

Rotação de lateralidade do olho; redução do recuo do reto medial.

Adução

Movimento do olho quando olha para o lado medial.

Adutor

Músculo extrínseco (externo) do globo ocular, responsável pelo giro do globo ocular, em seu plano médio, ou para dentro.

Aestesiômetro

Mesmo que “estesiômetro”.

Afacia

Estado do olho no qual o cristalino foi removido; Deficiência ocular visual, proveniente da extração do cristalino, após a cirurgia da catarata, pelo método antigo. O mesmo que afaquia.

Afaquia

Estado do olho no qual o cristalino foi removido; Deficiência da visão produzida pela extração do cristalino a quem foi operado de catarata, pelo método antigo. O mesmo que afacia.


Afastador de Barraquer;

Instrumento utilizado para prender e cobrir os cílios, nas cirurgias.

Afastador de Lancaster

Instrumento utilizado para prender e cobrir os cílios, nas cirurgias.

Afecções dos olhos

Dor intensa no globo ocular; cegueira súbita, parcial ou total num ou em ambos os olhos; visão dupla; falta de nitidez ou enevoamento: Diferença notável no tamanho das duas pupilas; vermelhidão a 2,5 mm. da íris; qualquer dor os sintoma que permaneça por mais de três dias. Obs. Todos estes sintomas ou doenças devem ser tratadas por médico oftalmologista.

Afocal

Lentes de poder refrativo "plano", sem graduação, neutra.

Agente quelante

Substância que seqüestra (retira) outras substâncias do organismo. No caso do filme lacrimal, serão retirados os depósitos de cálcio e magnésio, contidos eventualmente nas lentes de contato.

Agente surfactante

Substância química usada para dissolver depósitos sólidos acumulados nas lentes de contato.

Agudeza visual

Veja: acuidade visual.

Agulha

Arame de alpaca, introduzido nas hastes das armações plásticas, para aumentar a resistências das mesmas contra quebras.

Ajorsul

Associação do Comércio de Jóias, Relógios e Óptica do RS.

Ajuda visual para visão subnormal

Dispositivos oculares compostos de um conjunto de lentes que aumentam o tamanho dos objetos, observados pelos amblíopes, melhorando ligeiramente sua acuidade visual

Ajuste

Acerto das partes da armação à anatomia do rosto do cliente.

Albedo

Poder de difusão de uma superfície: Parte da luz refletida por uma superfície

Albert Einstein

Próximo de 1940 o cientista Albert Einstein desenvolveu a teoria da propagação da luz ‘quantum’ de Planck,. Ele chamou este feixe de energia de ‘photons’ – Fóton - e demonstrou que a luz consistia de feixes destas partículas de energia de alta velocidade.

Albinismo

Anomalia congênita caracterizada pela ausência total ou parcial de pigmentação da Íris; mesmo que leucopatia; ausência de pigmentação na íris, na retina, na pele, na coróide, na pele e cabelo.

Albino

Diz-se de indivíduo que tem albinismo.

Alcance de acomodação

O trecho situado entre o ponto remoto (o ponto mais distante que pode ser percebido nitidamente pelo olho, quando a sua acomodação estiver em repouso) e o ponto próximo (o ponto mais próximo que permite ao olho, ajustar-se pelo esforço máximo de acomodação).

Álcool

Usado para limpar lentes, retirando pequenos fragmentos de lacre das lentes.

Álcool comum

Popular líquido usado nas óptica para limpeza geral de lentes e armações.

Alejandro de La Spina

Tido como o inventor dos óculos, em 1312, juntamente com Salvino del Armati, em 1417..

Alexia

Cegueira verbal; impossibilidade de aprendizado do significado das palavras; Deficiência neurológica (do cérebro) em que a condição para ler, anteriormente adquirida, foi perdida.

Alhazem

Astrônomo árabe que nos anos 996 - 1038 referiu-se como o primeiro a auxiliar o olho por meio de uma lente, conhecedor que era dos fenômenos da refração e da reflexão da luz. Em 1240 a obra de Alhazem foi traduzida para o latim e pode assim ser estudada pelos sábios ocidentais (os monges) que passaram a fabricar lentes esféricas em cristal de rocha ou quartzo.


Ali Ibn Isa

Escritor do livro de Consulta do médico dos olhos, no século XI.

Alicate alinhador de eixos

Ferramenta manual consistindo de duas hastes ligadas a duas garras com borrachas circulares, usado para ajustar eixos das lentes montadas nos óculos, com melhor precisão.

Alicate Balgrip  

Ferramenta para dobrar e cortar garras de armações numont presas por molas.

Alicate com bisel

Destinado a ajustar as garras da charneiras, quando frouxas.

Alicate cravador

Ferramenta usada para cravar parafusos.

Alicate de ajustar plaquetas

Alicate com pontas de plástico, com múltiplas funções, com ranhura em ângulo reto, com parte curvada para evitar danos à plaqueta.

Alicate de bico plano

Destinado a ajustes em peças planas de armações.

Alicate de corte lateral

Destinado a cortar parafusos que precisem de ponta fina.

Alicate de cravar parafusos

Destinado a cravar a extremidade dos parafusos, evitando que os mesmos se desapertem.

Alicate de curvar armações

Alicate com pontas de nylon curvadas e modeladas, destinado a curvar armações.

Alicate de plaquetas

Ferramenta de bico fino e curvado, usada para ajustar bracinhos das plaquetas.

Alicate de pontas finas

Destinado a ajuste em bracinhos de plaquetas e cravos de plaquetas.

Alicate de prova de faceta

Destinado a provar o tamanho das lentes, quando da faceta, por meio de duas pontas finas nas extremidades.

Alicate macarrão

Destinado ao encaixe do macarrão no aro de armações metálicas.

Alicate meniscador

Alicate destinado a curvar armações metálicas, com duas peças de nylon curvadas, nas extremidades.

Alicate para braço de numont

Ferramenta para fixação de braços de armação numont tendo nas suas extremidades dois sulcos na mesma forma do braço da armação numont.

Alicate para descravar

Destinado a descravar parafusos presos à frente ou à haste da armação.

Alicate para girar lentes

Destinado a girar a lente (colocada na armação) ajustando com precisão os eixos dos cilindros.

Alicate para inclinar

Destinado a promover inclinação das hastes, em função da frente da armação.

Alicate para marcar armações

Destinado a fazer marcas, logotipos e personalização das armações.

Alicate para puncionar

Destinado a cravar parafusos, por meio de punção.

Alicate para sacar as ventosas

Destinado a sacar fora as ventosas usadas para colagem de lentes na surfaçagem ou na biseladora automática.

Alicate paralelo

Destinado a pega de charneiras metálicas, sem marcá-las.

Alicate selador de frascos

Ferramenta utilizada para selar metalicamente, frascos contendo lentes de contato gelatinosas.

Alicate tipo troques

Destinado a cortar parafusos.


Alicate triturador

Alicate com duas garras em forma de “T” com as pontas de vídia, próprio para triturar parte periférica da lente, colocando-a próxima do modelo da armação.

Alimentação automática

Espalhamento de esmeril ou polidor, sobre os molde de surfaçagem, por meio de rotor, acoplada ao fuso da máquina, distribuindo o material automaticamente.

Alimentação manual

Espalhamento de esmeril ou polidor, sobre os moldes de surfaçagem, por meio de pequeno pincel ou até mesmo com o dedo, durante a operação de surfaçagem.

Alinhador de eixos

Surfaçagem: Dispositivo usado na colagem de lentes, para assegurar uma melhor precisão na posição dos eixos.

Alinhamento adequado

Em contatologia é a condição em que a curva base de uma lente de contato, se ajusta corretamente à córnea.

Alloy

Liga especial metálica utilizada para colar lentes às coladoras. Composta de: estanho, cádmio, chumbo, bismuto, e índio, com baixo ponto de fusão.

Almofadas adesivas

Peça aderente à plaqueta, geralmente de espuma de plástico, adaptada para evitar falta de combinação da curva da pele do nariz com a curva da plaqueta.

Almofadinhas adesivas

Arruelas adesivas utilizadas nas máquinas biseladoras automáticas para fixação das lentes.

Alob

Associação dos Lojistas de Ótica da Bahia.

Alocromatia

Defeito da visão, que consiste em perceber as cores, diferentemente do que elas são na realidade.

Alocromático

Que tem, acidentalmente, cor diferente da que é normal.

Alocromia

Visão de cores diferentes da real.

Aloftalmia

Diferença de coloração da Íris, no mesmo indivíduo.

Alolec

Associação dos Lojistas de Óptica e Lentes de Contato do Rio de Janeiro.

Aloxite

Tipo de armação metálica, sem aros, em que as lentes são fixadas por soldas, ao invés de parafusos.

Alpaca

Metal branco, que é uma liga de níquel e prata, usado na fabricação da maioria das armações metálicas.

Alto índice

Vidro óptico de índice de refração superior ao comum "crown". Utilizado para fabricação de lentes corretoras das miopias médias e altas, por apresentar uma menor espessura nos bordos.

Altura

Distância referencial entre a borda inferior interna da armação e o ponto de tangência dos topos das películas dos bifocais ou da cruz central de progressão dos multifocais progressivos.

Amaurose

Falta total de sensibilidade à luminosidade; grau mais avançado da perda da acuidade visual, sem lesão aparente; ablepsia.

Âmbar

Cor marrom caramelo das armações.

Ambliopia

Impedimento ou enfraquecimento da visão, sem lesão perceptível dos meios transparentes do olho ou do nervo óptico. Quando a visão central, conseguida pela fóvea central, é parcialmente perdida, o que se inicia com perda de 40% da acuidade visual e vai até 90% de perda; anopsia; cegueira monocular.


Amblioscópio

Aparelho composto de espelhos destinado a mudar os ângulos de convergência ou divergência.

Amétrope

Diz-se do olho que  apresenta ametropia, em que as imagens tendem a formar-se adiante ou atrás da retina, correspondente à visão não nítida.

Ametropia  

Anormalidade no estado refrativo do olho, que com acomodação relaxada, as imagens dos objetos colocados no infinito, não são formadas na retina (fóvea).Deficiência de visão compensável com lentes oftálmicas dioptricamente graduadas.

Ametropia

Designação das deficiências refratométricas da visão; Deficiências de visão compensáveis com lentes oftálmicas, dioptricamente graduadas. Um olho é emétrope (normal) quando os raios paralelos, vindos de qualquer distância, entre infinito e 25 cm., focalizam-se na retina e, quando não conseguem o olho é amétrope (com erro de refração). Designação que se dá às dificuldades de visão, assim como: Miopia, hipermetropia, astigmatismo, presbiopia e afacia e suas combinações.

Ampliação

Razão entre o ângulo formado pelos raios extremos de um objeto, visto através de um sistema óptico, e o mesmo ângulo referente ao mesmo objeto, visto pelo olho desarmado.

Amplitude de acomodação

A diferença entre o valor dióptrico do olho, em repouso total, e o máximo esforço acomodativo, por ele conseguido; distância entre o "ponto próximo" e o "ponto remoto ". Varia de um máximo de 18 dioptrias (na infância), ate Quase zero aos 60 anos.

Amplitude de convergência

Valores prismáticos que os dois olhos ainda conseguem focalizar, antes que ocorra a visão dupla (diplopia)

Anaforia

Hipertropia alternante.

Anáglifo

Combinação de duas imagens obtidas de pontos de visão diferentes e impressas em cores que contrastam. Olhadas com óculos da mesma cor, produz a ilusão de visão esterioscópica ou de profundidade.

Analisador de perfil

Projetor que amplia a lente de contato para melhor analisar a junção das curvas periféricas, assim como demais detalhes ligados à estrutura e a qualidade de uma l.c.

Análise ocupacional

Investigação, feita pelo optometrista ou oftalmologista, sobre os hábitos de leitura, de trabalho e de utilização da visão próxima que poderão influir na quantificação da compensação dióptrica para perto.

Anamnese

Investigação sobre o passado visual do cliente. Relato das deficiências visuais, feito pelo cliente à cordialidade inquiridora do oftalmologista, do optometrista ou do técnico refracionista, que muito contribuirá para definição do tipo de ametropia que o cliente possui, facilitando sobremaneira sua compensação.

Anamorfose

Fenômeno produzido em um sistema óptico em que lentes cilíndricas ou tóricas, em que as imagens de um determinado objeto, tem tamanhos horizontais e verticais ampliados diferentemente.

Anastigmata

Lente composta que corrige o astigmatismo e curvatura de campo.

Anastigmático

Sistema óptico livre de defeitos ópticos, assim como, astigmatismo e curvatura de campo.

Anastigmatismo

Sistema óptico aplanático, livre de astigmatismo.

Anatomia

Ciência que estuda a forma e a estrutura de um organismo.

Anatomia do olho

Ciência que trata da forma e da estrutura dos olhos.

Anatômico

Pertinente a forma e estrutura de um organismo.


Anel

Defeito físico da lente, causado quando o molde de polimento da superfície, tem uma curva mais acentuada do que a feita no desbaste fino, fazendo com que o polimento se inicie pelo centro da superfície formando círculos concêntricos.

Anel de "Zinn"

Anel tendinoso, oval, resultante da fusão das origens tendinosas dos quatro músculos "reto", que circundam o buraco óptico.

Anel de Schwalbe

União das fibras elásticas que juntam a terminação anterior do tabecular vermelho com a membrana de Descemet na córnea, por meio de um grupo de tecido conjuntivo e fibras elásticas.

Anestésico

Medicamento que suprime a sensibilidade; O técnico de óptica, contatólogo, não deve usar anestésicos, na tentativa de colocação de lentes de contato, nem que seja da primeira vez. É uma demonstração de falta de conhecimentos o uso de tal medicamento.

Angiofluores-ceinografia

Método que complementa o exame do fundo do olho em que a fluoresceína é injetada por via intravenosa onde são tomadas fotografias do fundo do olho para mostrar a circulação retiniana e coroideana.

Ângstrom

É a unidade linear de medição usada para avaliar o comprimento de onda da luz e outra radiação eletromagnética. Seu símbolo é “nm”.

Ângulo

Arco compreendido entre duas linhas retas que se encontram num ponto comum, medido em graus.

Ângulo apical

Ângulo formado pelo raio refratado por um prisma e por sua normal; ângulo entre as duas faces do prisma, voltado para o ápice.

Ângulo de contato

Veja ‘ângulo de umidade’.

Ângulo de desvio

É o ângulo formado pelo prolongamento de um raio incidente, que sofreu desvio, e a direção do raio refratado, normalmente expresso em graus.

Ângulo de desvio mínimo

Diz-se do menor ângulo entre um raio de luz incidente e o raio refratado através de um prisma.

Ângulo de incidência

É o ângulo formado entre um raio de luz que incide sobre uma superfície e a perpendicular desta superfície, no ponto de incidência.

Ângulo de reflexão

É o ângulo formado entre um raio de luz refletido numa superfície e a normal (perpendicular) da superfície no mesmo ponto de incidência

Ângulo de refração

Ângulo formado entre o raio refratado e a perpendicular à superfície de separação dos dois dióptros, onde se verifica a refração.

Ângulo de umidade

Mesmo que ângulo de contato; é formado pela circunferência, pela superfície de contato da lente e a tangente da calota esférica de um gota deixada sobre ela. Este ângulo indica a hidrofilidade da lente gelatinosa.

Ângulo kappa

ângulo formado pelo eixo óptico e a linha de visão.

Ângulo mínimo separável

É o menor ângulo de separação em que o olho humano reconhece a separação de dois pontos, linhas, objetos; correspondente a um minuto.

Ângulo pantoscópico

É o ângulo determinado entre o plano perpendicular das lentes e plano da face; ângulo entre o plano das lentes na armação e das hastes abertas.

Ângulo visual

É o ângulo formado pelo ponto nodal do olho e as extremidades de um objeto. É medido em graus e minutos.

Aniria

Ausência congênita da íris; irideremia.


Aniridia

Ausência total ou parcial da íris, que poderá ser congênita ou adquirida.

Aniseiconia

Condição ocular em que as imagens são vistas, por cada um dos olhos, em tamanhos e formas desiguais, um do outro.

Anisoconia

O mesmo que Aniseiconia.

Anisocoria

Diferença de tamanho ou diâmetro entre as duas pupilas.

Anisoforia

Um tipo de Heteroforia em que o grau de foria varia de acordo com o ângulo de intensidade e da direção do olhar.

Anisoforia óptica, induzida

Pseudo falta de balanço dos dois músculos dos dois olhos, induzido pela correção com óculos, de uma anisometropia, quando a linha de fixação se move, do eixo óptico dos óculos.

Anisometropia

Estado no qual as refrações dos dois olhos apresentam uma diferença considerável; Condição em que a refração dos dois olhos é desigual; Condição na qual um olho difere significativamente do poder refrativo do outro olho..

Anisopia

Um defeito visual desconhecido que causa visão desigual entre os dois olhos.

Anisotrópico

Giro desigual dos dois olhos.

Ankiloblefaron

Pálpebras coladas.

Annealing

Termo em inglês que designa o recozimento de um bloco de vidro oftálmico, recém fundido, determinado pela velocidade do resfriamento dele, após o processo de fundição. Caso esta velocidade de resfriamento não seja correta, o vidro poderá partir-se espontaneamente ou sob condição de desbaste de superfície ou lapidação; têmpera.

Anodizar

Adicionar uma camada de um leve filme óxido metálico sobre uma armação ou lente, na maioria das vezes colorido, por processo eletrônico.

Anoftalmia

Ausência (de nascença) dos olhos; ausência congênita e um ou ambos olhos. Muitos casos representam extrema microftalmia. Normalmente ocorre após uma cirurgia seguida de enuncleação.

Anomalia

Um desvio do que não é normal; irregularidade.

Anomalia Deuter

Alteração da cor verde.

Anomalia Protan

Alteração da cor vermelha.

Anopsia

Hiperforia. Tendência de um dos olho a erguer seu eixo visual.

Anoxia

Condição patológica em que há uma ausência total de oxigênio e que, com longa duração, provoca danos às partes afetadas.

Antagonistas

Músculos que não atuam num mesmo movimento.

Anterior

Superfície convexa externa da córnea; diz-se do que está na frente; do que vem antes.

Ântero - posterior

Situado em posição, da frente para a parte traseira do olho.

Anti - Reflexo Carat

Tratamento químico nas lentes, que melhora sua qualidade, especialmente à noite, quando a visão fica melhorada.

Anti - Reflexo Carat Filter

Tratamento químico nas lentes, que melhora sua qualidade, especialmente à noite, quando a visão fica melhorada.

Anti - Reflexo Comfort

Tratamento químico nas lentes, que melhora sua qualidade, especialmente à noite, quando a visão é melhorada.

Anti - Reflexo Gold

Tratamento químico nas lentes, que melhora sua qualidade, especialmente à noite, quando a visão fica melhorada.

Anti - Reflexo Gold Filter

Tratamento químico nas lentes, que melhora sua qualidade, especialmente à noite, quando a visão fica melhorada.


Anti - Reflexo Super

Tratamento químico nas lentes, que melhora sua qualidade, especialmente à noite, quando a visão fica melhorada.

Anti - Reflexo Super Filter

Tratamento químico nas lentes, que melhora sua qualidade, especialmente à noite, quando a visão fica melhorada.

Antimetropia

Quando um olho é hipermétrope e o outro é míope.

Antimônio

Composto metálico utilizado na fabricação de algumas armações metálicas.

Anti-reflexo

Tratamento químico, feito à vácuo em forno de temperatura alta, que torna a lente com propriedades anti - refletivas, melhorando a qualidade de visão, especialmente à noite..

Antropometria

Medidas de pontos do corpo humano, assim como “distância pupilar”.

Aparelho acomodativo

Composto basicamente do cristalino, fibras zonulares, corpo ciliar e pupila.

Aparelho de ar quente

Espécie de “ventilate” destinado a aquecer armações, antes de inserir a lente ou para pequenos ajustes.

Aparelho de centragem

Utilizado para centrar, alinhar eixos de películas de bifocais, progressivos etc. na operação que precede o biselamento automático.

Aparelho de estanhar e soldar

Utilizado para soldar armações, assim como estanhá-las.

Aparelho de solda

Geralmente elétrico destinado a soldar armações metálicas.

Aparelho de ultra-som

Utilizado para limpeza de armações.

Aparelho lacrimal

Conjunto de órgãos que compreendem as glândulas secretoras de líquido lacrimal e de canais que o escoam.

Aparelho para copiar modelos de aros de armações

Aparelho no qual são modelados os aros das armações, operação que precede o biselamento automático.

Aparelho visual

Sistema do corpo humano que compreende o globo ocular, o bulbo e seus anexos.

Ápice corneal

Ponto mais saliente e protuberante da córnea.

Ápice corneano

Superfície mais anterior da córnea.

Ápice do prisma

É a borda mais fina de um prisma. Direção em que o deslocamento aparente dos objetos ocorre, observado através de um prisma.; Junção num ponto na qual duas superfícies não paralelas de um prisma se encontram

Aplanática

Lente ou sistema óptico livre de defeitos ópticos, assim como “aberração esférica ou coma”

Aponeurose

Membrana fibrosa que reveste os músculos e algumas vezes se transforma em tendão.

Aquecedor

Pequeno aparelho elétrico, cujo recipiente aloja milhares de pequenas esferas de vidro (semelhantes à areia), destinado ao aquecimento das armações de plástico, com finalidade de encaixe da lente no aro ou de pequenos ajustes.

Aquecedor de armações

Aparelho elétrico usado para aquecer e amolecer as armações, permitindo assim a inserção das lentes e diversos ajustes.

Arame de aço

Fio de aço extremamente fino, usado para fixar peças das armações, antes da soldagem.

Arco juvenil

Similar ao arco senil, porém raríssimo.

Arco senil

Linha semilunar, cinza, mais espessa em volta das margens superiores e inferiores da córnea que a rodeia quase que completamente e ocorre nas pessoas de idade avançada.


Arcos senis

Mancha branca ou cinza, localizada nas bordas da córnea, caracterizada pelo aparecimento em pessoas idosas.

Areia

Grãos de vidro, diminutos, em forma de pequenas esferas, que servem para, aquecidos, moldar ou vergar armações.

Em surfaçagem, usada ao natural, como abrasivo das superfícies das lentes, como desbaste grosso, em desuso.

Armação

Artefato de material plástico ou metal ou misto, composto de frente, ponte e hastes, onde são montadas as lentes. Designação dos óculos que sustentam as lentes, dioptricamente graduadas ou não.

Armação de prova

Óculos, com inúmeros ajustes, onde são encaixadas as lentes oftálmicas dioptricamente graduadas, de uma caixa de provas, em que são feitos testes de medidas e compensações da acuidade visual.

Armação de provas

Armação usada para sustentar lentes da caixa de provas, onde se medem e corrigem a acuidade visual, pelo sistema subjetivo. Composta de três canaletas para encaixe de lentes na frente e uma atrás, regulagem de D.P. ou D.N.P., inclinação, altura, comprimento de hastes regulável, tendo ajuste dos eixos das lentes cilíndricas.

Armação metálica

Armação de óculos construída basicamente de alpaca, ou outros elementos químicos assim como, alumínio, ouro, níquel, prata, grafite, titânio e similares.

Armação plástica

Armação de óculos construída basicamente de acetato de celulose, buritato de celulose, fibra de carbono, fibra de vidro, proprionato, optyl e similares.

Armações injetadas

Tipo de armação fabricada com processos bastante práticos, inicialmente de má qualidade mas progressivamente estão melhorando e garantirão no futuro um custo de fabricação bem reduzido.

Aro

Parte frontal da armação onde se encaixam as lentes. Medida horizontal, central, do orifício onde são montadas as lentes.

Arranhão

 Defeito mecânico nas superfícies das lentes causado por ponta fina ou grão no processo de surfaçagem..

Arranhão

Defeito físico da lente, caracterizado por uma alongada penetração funda na superfície, causada por impurezas no líquido de polimento (ou desbaste fino) ou pequenas lascas saídas das bordas serrilhadas da lente, na operação de surfaçagem.

Articulação ocular

Promovida pela maneira qual os músculos extra - oculares determinantes das condições mecânicas que produzem ou limitam a motilidade ocular

Asférica

Que não é esférica. Propriedade de lente que aumenta o campo de visão nítida, na sua periferia, reduzindo o astigmatismo marginal e a aberração esférica. Curva não esférica; Em óptica geométrica é uma superfície que se desvia ligeiramente de um raio de curvatura fixo e assim reduz a aberração esférica.

Asfericidade

Propriedade óptica de uma lente em que suas superfícies são asféricas, tornando-as opticamente melhores, através da redução do astigmatismo marginal e da aberração esférica.

Assepsia

Processo pelo qual se consegue afastar alguns germes patogênicos das lentes de contato. Termicamente é conseguida pela conservação em temperatura de 90 graus centígrados, por 20 minutos. Quimicamente é obtida pela conservação da lente em produtos químicos apropriados, durante tempos especificados.


Assepsia química

Desinfeção de lentes de contato feita por meio de produtos químicos, onde grande parte de organismos patogênicos são eliminados. Não é o mesmo que esterilização.

Assepsia térmica

Desinfeção de lentes de contato, feitas por meio de calor, numa temperatura de 90 graus centígrados por 20 minutos, onde grande parte de organismos patogênicos são eliminados. Não é o mesmo que esterilização.

Asseptizar

Destruir parte dos germes e bactérias existentes numa lente de contato, submetendo-a a uma temperatura de 90 graus centígrados, durante 20 minutos, ou por meio de produtos químicos.

Assimetria facial

Ausência de simetria dos óculos com a face.

Assimetria facial

Diz-se quando os olhos não estão posicionados centrados, tanto na direção vertical como horizontal.

Assimétrico

Tipo de lente progressiva, mais moderna, cuja visão de perto é obtida pelo corredor de visão nítida para perto e intermediária, por meio de inclinação feita no processo de fabricação, sem interferência na zona nasal de longe.

Astenia

Fraqueza orgânica; debilidade.

Astenopia

Incapacidade de se aplicar demoradamente a visão, em objetos próximos dos olhos, devido ao cansaço rápido dos olhos ou dirigir ou para uma ocupação que requer muita concentração visual.

Astigmatismo

Palavra originária do grego “stigma”,” que significa um “ponto”. É a condição de refração em que o ponto focal se forma (num dos planos) sobre a retina (fóvea). Quando há dois pontos focais, em planos diferentes, no sentido ântero posterior ou ao contrário. O astigmata vê com nitidez diferenciada, em planos perpendiculares. O portador de astigmatismo vê nitidamente em uma direção e mal na direção oposta.

Astigmatismo

Um defeito do sistema óptico do olho. Os raios de luz paralelos, vindos de um ponto de objeto não são refratados até um único encontro focal na retina. Isto causa imperfeição na formação da imagem e visão fora de nitidez.

Astigmatismo

(Conhecida popularmente como visão distorcida) Perturbação bastante comum decorrente de uma diferença de diâmetro entre a curvatura vertical da córnea (a superfície frontal do olho) e a curvatura horizontal. Sobretudo quando as diferenças de curvatura são acentuadas, a visão pode sofrer distorção.

Astigmatismo a favor da regra

Quando a curva vertical da córnea é mais acentuada do que a horizontal; Quando o eixo negativo está a 180 graus, ou próximo 30° dele. O mesmo que astigmatismo direto ou segundo a regra.

Astigmatismo assimétrico

Contatologia: Condição em que os eixos maior e menor não se cruzam em ângulo reto.

Astigmatismo composto hipermetrópico

Quando os raios paralelos que penetram no olho, em ambos meridianos se encontram atrás da retina, porém em planos diferentes. É corrigido com lentes esférico-cilíndricas cujos meridianos principais são positivos e desiguais.

Astigmatismo composto miópico

Quando os raios paralelos que penetram no olho, em ambos meridianos se encontram antes da retina, porém em planos diferentes. É corrigido com lentes esférico-cilíndricas cujos meridianos principais são negativos e desiguais.

Astigmatismo contra a regra

Quando a curva horizontal da córnea é mais acentuada do que a vertical; Quando o eixo negativo está a 90 graus, ou próximo até 30° dele; também conhecido como astigmatismo inverso.


Astigmatismo corneano

Quando a correção astigmática é proveniente do astigmatismo corneano, ou seja, quando a diferença entre as duas curvas da córnea é a causadora do astigmatismo.

Astigmatismo cristaliniano

Astigmatismo proveniente do cristalino.

Astigmatismo final

Soma algébrica e vetorial de todos os componentes cilíndricos não corrigidos que se apresentam na refração final.

Astigmatismo hipermetrópico

Ametropia do olho, em que o cliente vê nitidamente em um meridiano e desfocadamente no meridiano oposto. Causado pelas diferentes curvas da córnea ou do cristalino. Numa direção, os raios paralelos que entram no olho, se encontram exatamente na retina e na direção oposta, o encontro focal se dá atrás da retina. É corrigido com lentes plano - cilíndricas  positivas.

Astigmatismo hipermetrópico simples

Quando o olho precisa correção positiva em um dos meridianos principais e o outro meridiano oposto, não precisa de correção. É compensado com lentes plano - cilíndricas positivas.

Astigmatismo inclinado

Veja ‘astigmatismo obliquo’.

Astigmatismo induzido

É o astigmatismo induzido por uma lente esférica, geralmente de alto poder positivo, devido a inclinação indevida do plano da lente. Nestes casos a lente esférica poderá ter poder cilíndrico, caso fique fora da perpendicularidade do seu eixo principal.

Astigmatismo inverso

Veja ‘astigmatismo contra a regra’.

Astigmatismo irregular

Aquele causado por lesão ou por anomalias na córnea, de natureza não leitosa, cujas depressões irregulares superficiais, alteram a topografia corneana, impedindo a visão correta. Pode ser corrigido com lentes de contato rígidas.

Astigmatismo lenticular

Erro refratométrico irregular do olho, no qual o astigmatismo se apresenta com vários poderes dióptricos, nas várias zonas do cristalino

Astigmatismo marginal

Defeito óptico inerente às lentes oftálmicas, causador da falta de completa nitidez, através da periferia das lentes. Os efeitos desta aberração, se fazem sentir nos feixes de luz que incidem sobre uma lente, inclinados e fora do eixo óptico. Pela inclinação, a superfície esférica da lente, adquire a ação típica de uma face tórica, de dois meridianos principais, de diferentes e perpendiculares raios. Após sofrerem refração, os feixes de luz oblíquos, formam o conhecido "conóide de Sturm ". Em linguagem acessível, quando medimos o poder dióptrico de uma lente esférica, no centro, ela é naturalmente esférica. Quando medimos este mesmo poder, na periferia da lente, se apresenta um poder cilíndrico, acompanhado do poder esférico.

Astigmatismo miópico

Ametropia do olho, em que o cliente vê nitidamente em um meridiano e desfocadamente no meridiano oposto. Causado pelas diferentes curvas da córnea ou do Cristalino. Numa direção, os raios paralelos que entram no olho, se encontram exatamente na retina e na direção oposta, o encontro focal se dá antes da retina.

Astigmatismo miópico

Quando os raios paralelos que penetram no olho, num meridiano se encontram antes da retina e no meridiano oposto se encontram exatamente sobre a retina. É corrigido com lentes plano/cilíndricas negativas.

Astigmatismo miópico simples

Quando o olho precisa correção negativa apenas em um dos meridianos principais, sendo o oposto emétrope, não precisando de compensação. É corrigido com lentes plano - cilíndricas negativas.


Astigmatismo misto

Ametropia do olho, em que o cliente vê mal em ambos meridianos principais, sendo um deles hipermétrope e o oposto míope. Causado pelas diferentes curvas da córnea ou do cristalino. Numa direção, os raios paralelos, que entram no olho, se encontram antes da retina e na direção oposta, o encontro focal se dá atrás da retina. É corrigido com lentes esférico-cilíndricas, cujos sinais são diferentes e o poder cilíndrico é sempre maior que o esférico.

Astigmatismo oblíquo

Quando o eixo negativo do astigmatismo está a 45 ou 135 graus, ou próximo deles.

Astigmatismo ocular

É composto de três setores: o da córnea e o do cristalino ou residual.

Astigmatismo radial

Aberração monocromática da superfície esférica.

Astigmatismo residual

Astigmatismo de outras partes internas do olho, que não sejam o das diferentes curvas da córnea; Quando é causado pelas diferentes curvas do cristalino e outros componentes internos do olho; pode entretanto ser causado por lente descentrada ou inclinada, assim como por uma lente extremamente fina nas bordas ou uma lente com prisma, sendo estes últimos fatores raros.

Astigmatismo segundo a regra

Veja ‘astigmatismo a favor da regra’.

Astigmatismo simples

Quando o olho possui um meridiano neutro, não necessitando de correção com lentes mas o meridiano oposto necessita de correção.

Astigmatismo total

Astigmatismo proveniente da combinação do corneano com o residual (do cristalino).

Astronomia

Ciência que estuda a composição e o movimento dos astros.

Ateromatosas      (úlcera)

Úlcera com depósitos de material gorduroso, que geralmente ocorre nos leucomas densos e antigos.

Atolc

Associação dos Técnicos de Óptica e Lentes de Contato do Rio de Janeiro.

Atórica

Lente com propriedades de correção do astigmatismo oblíquo em num só meridiano, no oposto ou na média dos dois.

Ators

Associação dos Técnicos de Óptica do Rio Grande do Sul.

Atrofia

Diminuição do desenvolvimento de um órgão do olho por falta de nutrição ou de exercício.

Atrofia ocular

Diminuição da capacidade de visão ou de motilidade por falta de exercício ou nutrição.

Atrofia óptica

Degeneração do nervo óptico causando processos inflamatórios das partes adjacentes.

Atropina

Medicamento usado por oftalmologistas, destinado a paralisar a acomodação e dilatar a pupila, assim procedendo a certos exames de vista.

Aumento do tamanho das imagens na afacia

Com lentes de contato 7% maior. Com lentes de óculos 30 % maior.

Aumento visual

Decorre do aumento da imagem retiniana, em função da distância do objeto ao centro rotor do sistema ocular.

Auto colimação

A luz proveniente de uma fonte é refratada pela lente e então refletida pelo espelho, para uma nova refração na lente.

Auto queratômetro

Aparelho computadorizado destinado a medir as curvaturas da córnea.


Auto refratômetro

Aparelho computadorizado destinado a medir automaticamente as ametropias do olho, imprimindo os valores dióptricos esf., cil, eixo.

Auto refrator keratômetro

Aparelho computadorizado que faz as medidas e correções da acuidade visual, pelo método objetivo, além das medidas das curvaturas das córneas.

Autoclave

Aparelho esterilizador de lentes de contato, por meio de vapor, alta pressão e temperatura. Atua à temperatura de 120 graus, sem estourar as tampinhas dos frascos das lentes de contato.

Autolensômetro

Lensômetro computadorizado em que os poderes dióptricos das lentes são medidos, impressos e demonstrados digitalmente, não necessitando de tambor graduado para procurar a graduação certa, que é indicada automaticamente, somente com a colocação da lente no suporte.

Autorrefrator

Instrumento computadorizado onde são feitas as medidas necessárias para compensações das ametropias, em poucos segundos e com uma precisão de 90% da refração final, e ainda imprimindo as dioptrias de OD. e OE.

Auxiliar técnico de óptica

Profissional especializado em surfaçagem e montagem, formado pelas escolas de óptica oftálmica.

Axial

Ao longo de um eixo.

Azul do afácico

Quando o cristalino é extraído, nas antigas cirurgias de catarata, as radiações ultravioleta não são tão bem filtradas, provocando visão de resplendor ou de opalescência.

B.

Abreviação de “base” que poderá ser de prismas nasais, temporais, inferiores, superiores ou em qualquer outra direção indicada pelo optometrista ou oftalmologista.

Bactéria

Contatologia: Microrganismo unicelular; micróbio. A menor bactéria conhecida é 700 vezes maior do que o diâmetro de uma molécula de oxigênio.

Bactericida

Produto químico que destrói bactérias e micro organismos.

Baixa acuidade súbita – usuário de l.c.

Lentes trocadas, OD. pelo OE.

Balanço binocular

Serve para igualar os estímulos de acomodação de ambos os olhos. Também serve para relaxar a acomodação. Para muitos clientes serve para igualar a acuidade visual de ambos olhos com a nova receita.

Balanço vertical

Valores prismáticos posicionados em direções opostas, verticalmente, que provocam desconforto aos usuários de óculos.

Balcrest

Tipo de armação metálica, tipo numont, com quatro parafusos.

Balgrip

Armação tipo numont, que não leva parafuso e se utiliza de molas para prender as lentes por meio delas, que são os bracinhos superiores da armação e por meio de pequenas garras, que prendem as lentes.

Bálsamo do Canadá

Cola especial para lentes acromáticas, com dois índices de refração, usadas nas oculares dos binóculos e outros instrumentos; no passado era usado para colar películas de bifocais mas serve para diversas colagens especiais de lentes.

Baltex

Antigo nome comercial de bifocal “película redonda”, fabricado pela Bausch & Lomb.

Balux

Antigo nome comercial de bifocal “meia lua” fabricado pela Bausch & Lomb.

Bandeja

Utilizada nos laboratórios para transporte de pedidos de óculos e lentes.


Bário

Vidro óptico, de baixa dispersão cromática e alto índice de refração, usado nas películas de bifocais mais modernos. Em sua composição básica entram de 25 % z 40 % de óxido de bário, com a vantagem de não aumentar a decomposição da luz branca. As outras matérias primas usadas são: Areia, e pequenas porcentagens de zinco, alumínio, boro, cal, antimônio e zircônio.

Base

Borda mais grossa de um prisma; A curva mais fraca de uma lente esférica; Curva da lente em que está a película de um bifocal. Curva da lente em que está a superfície progressiva de um multifocal; Curva tórica ou cilíndrica de uma lente combinada esf. / cil.. Em contatologia, é a curva da lente que entra em contato com a córnea.

Base chata

Encaixe chato dos moldes esféricos ou cilíndricos.

Base cônica

Encaixe cônico dos moldes esféricos ou cilíndricos.

Base da órbita

Tem a forma de um quadrado com ângulos arredondados. Se assemelha a uma pêra cuja haste corresponde ao nervo óptico.

Base externa

Direção da base do prisma a 180 graus para fora; temporal.

Base interna

Direção da base do prisma a 180 graus para dentro; nasal.

Base prismática

A borda mais grossa de um prisma que fica oposta ao ápice, que é a borda mais fina.

Base prismática central

Nome técnico do bifocal de película redonda, conhecido como "kryptok".

Base prismática inferior

Nome técnico do bifocal de película tipo "meia lua", também conhecido como "ultex"; Direção de base prismática a 90 graus inferior.

Base prismática superior

Nome técnico do bifocal "bio vis", também conhecido como "topo reto"; direção de base prismática a 90 graus superior.

Bastão abrasivo

Bastão utilizado para retificar manualmente moldes esféricos, na máquina esférica.

Bastão de esmeril

Peça rígida de esmeril grosso, aglutinado em forma de paralelogramo, destinada a retificação manual dos moldes esféricos.

Bastonetes

Células fotorreceptoras da retina, de forma aproximadamente cilíndrica e que reagem às intensidades de luz, fornecendo as sensações de preto e branco e de visão noturna, orientando a percepção dos movimentos servindo à visão crepuscular. Não distingue as cores.

Bausch & Lomb

Indústria fabricante de óculos solares e lentes de contato. No passado prestou grande serviço a cultura óptica do mundo, em que o autor  deste dicionário muito se beneficiou.

Beira

A superfície chata ou angulada que limita a superfície de refração da lente. É sua borda que determina o modelo da lente, isto é, redondo, oval, octogonal etc.

Benjamin Frankilin

Norte-americano que em 1785, inventou o bifocal "executivo", tipo com divisória entre o grau de longe e perto, por meio de duas lentes cortadas ao meio, uma para correção de longe e outra para a visão de perto, com uma linha reta horizontal separando os dois campos visuais.

Benzina

Solvente usado no varejo das ópticas para limpeza específica.

Bi

Prefixo que significa: Dupla ou duas vezes, utilizado para designação de “lente biconvexa”, ou seja, com duas superfícies convexas, como exemplo.

 Bic

Máquina micro esférica, usada no departamento de Contatologia, para dar acabamento, mudar curvas e fazer retoques nas lentes de contato rígidas.


Bicilíndrica

Lente composta de duas superfícies cilíndricas ou tóricas; uma de cada lado.

Bico de Bunsen

Bico de gás utilizado para aquecimento das lentes e coladoras, no processo de colagem.

Bicôncava

Lente com duas superfícies côncavas.

Biconvexa

Lente com duas superfícies convexas.

Bi-curvo

Com duas curvas.

Bifocais de uma só peça

Bifocais construídos de um só material, podendo ser de resina orgânica ou cristal óptico. Exemplos: Ultex, de base prismática inferior, de cristal e todos os tipos de resina orgânica.

Bifocais fundidos

Bifocais de cristal óptico, com película de vidro bário ou flint, sendo a porção de longe feita de vidro óptico "crown ".

Bifocal

Lente composta de duas áreas de visão, uma para longe e outra para perto, sendo a superior para correção da visão de longe e a inferior para correção da visão de perto.

Bifocal Benjamin Franklin

Tipo de bifocal em que o campo de longe é separado do de perto por uma linha reta horizontal. É considerado de base prismáticas superior e também é conhecido como “Executivo”.

Bifocal bi-cêntrico

Lente que tem dois poderes dióptricos e diferentes centros ópticos, numa só superfície. É provido de prismas, numa área do setor de longe, para balancear a força do poder dióptrico na película.

Bifocal Bio-vis - base prismática superior

Lente tipo bifocal topo reto, fabricado de uma só peça em resina orgânica. Os de cristal são fundidos com película de vidro bário. Recomendados para os casos em que a adição é maior que o grau positivo de longe.

Bifocal colado

Bifocal em que a película é colada à lente de longe, por meio de  cola especial, conhecida  como bálsamo canadense.

Bifocal com prisma na película

Lente bifocal fabricado com prisma de base superior aumentado, utilizado para as altas miopias, evitando assim o acentuado salto de imagem. É feito no tipo Panoptik e só encontrado nos EE.UU..

Bifocal concêntrico

Lente que tem um centro de curvatura comum, na mesma superfície.

Bifocal de película dupla

Tipo destinado aqueles que estão em nível superior a horizontal, para pintores de teto e trabalhos que precisem visão acima na normal.

Bifocal de película fundida

Bifocal em que a película é fundida por meio de aquecimento até o ponto de fusão do material utilizado na película ( Bário ), fazendo com que esta se funda ao vidro Crown, de longe.

Bifocal de uma só peça

Lente bifocal, fabricada em cristal ou resina - formando o campo de longe e perto com um só material.

Bifocal executivo - linha reta separando o campo de longe do de perto - base prismática superior.

Lente bifocal, também conhecido como Benjamin Frankilin, norte-americano inventor da primeira lente bifocal. Tem base prismática superior e é recomendado para os casos em que a adição é menor que o grau positivo de longe e para crianças em tratamento de estrabismo.

Bifocal Frankilin

Bifocal, com uma linha reta horizontal, separando o campo de longe do de perto.

Bifocal fundido

Tipo de lente com dois focos, um para longe e outro para perto, sendo o de longe cristal "crown" e o de perto com "bário" de outro índice de refração, sendo o vidro de perto, fundido no de longe à calor.

Bifocal Kryptok

Lente bifocal de base prismática central, de resina orgânica, com índice de refração 1,502.


Bifocal Kryptok - base prismática central

Lente tipo bifocal película redonda, fabricado de uma só peça em resina orgânica. Em cristal são fundidos com vidro bário na película.

Bifocal Omega Asférica

Lente bifocal de base prismática central, de resina CR 39, com índice de refração 1,502 e propriedades de redução do astigmatismo marginal e da aberração esférica, recomendada para operados de catarata, à moda antiga.

Bifocal retangular

Tipo de bifocal recomendado para pessoas que precisam usar a visão de longe, pelo lado inferior à película, que tem forma retangular.

Bifocal Topo Reto Orma

Lente bifocal de base prismática superior, de resina orgânica, com índice de refração 1,502,

Bifocal Topo Reto Transition Plus

Lente bifocal de base prismática superior, de resina orgânica, Fotocromática, com índice de refração 1,502.

Bifocal Ultex - base prismática inferior

Lente tipo de bifocal meia lua, fabricado de uma só peça, tanto em cristal como em resina orgânica. Recomendado para os casos em que a adição é menor que o grau positivo de longe.

Bifocal Ultex Orma

Lente bifocal de base prismática inferior, de resina orgânica, com seguimento largo e índice de refração 1,502.

Bigorna para ópticos

Usada para auxiliar na cravação de pinos.

Binocular

Relativo a ambos os olhos. Que serve aos dois olhos; instrumento óptico que possui duas oculares e permite observações simultâneas, com o dois olhos.

Binóculo

Óculos duplo, de aumento.

Binóculo holandês

Mesmo que luneta de Galileu.

Biofotogênese

Mesmo que Bioluminescência.

Bioluminescência

Produção de luz pelos seres vivos, assim como os vagalumes, algas marinhas etc.

Biomicroscopia

Feita com lâmpada de fenda; Ação em que se avaliam as condições de saúde do seguimento anterior do olho. Também é considerada com essencial na avaliação de lentes de contato.

Biomicroscópio

Lâmpada de fenda.

Bioquímica

Ramo da química que trata das reações que se verificam nos organismos vivos.

Bio-vis

Lente bifocal, também conhecida como "topo reto" com base prismática superior, construída em uma peça (resina) e fundida (crown)

Bi-prisma

Prisma com ângulo próximo de 180 graus, usado para produzir duas imagens de uma dó fonte.

Birrefrangência

Propriedade de meio transparente, que divide o raio refratado em dois, em certos ângulos de incidência, em diferentes direções.

Bisel

Ranhura interna dos aros das armações, onde são encaixadas as lentes já facetadas, cujos ângulos na periferia delas tem aproximadamente 115 graus.; Nome dado ao tipo de faceta angulada, feita nas bordas das lentes.

Biseladora automática

Máquina de montagem, destinada a lapidar, facetar e modelar automaticamente as lentes prontas, dentro de modelos e tamanhos indicados.

Biselamento

Processo de modelagem de lentes feito em máquinas diamantadas, dando um acabamento em forma de “V “ para encaixe nas armações.


Biselar

Facetar ou modelar a borda de uma lente para forma de "v", de modo que a lente possa ser inserida na armação; dar a lente uma forma biselada.

Bismuto

Um dos componentes metálicos usados na liga metálica conhecida como “Alloy”, usado para colagem de lentes no processo de surfaçagem.

Blefarite

Inflamação das pálpebras que causa a queda das pestanas.

Blefaroftalmia

Inflamação do globo ocular, em conjunto com as pálpebras.

Blefaromifosis

Abertura palpebral, geralmente pequena.

Blending

Acabamento na periferia das lentes de contato, feito para suavizar a diferença entre as diversas curvas, necessário também para permitir a entrada e circulação do líquido lacrimal, entre a lente e a córnea.

Bloco

Peça de vidro óptico ou resina orgânica, de forma redonda, com várias curvas e espessuras, geralmente de superfícies paralelas, fornecidas em bruto ou semi acabadas, para se tornarem lentes, nos laboratórios de surfaçagem.

Bloco bruto

Bloco de vidro óptico ou resina orgânica, com superfícies não trabalhadas, saídas da fundição ou moldagem e com curvas e espessuras aproximadamente definidas.

Bloco flat

Uma peça de vidro óptico que foi prensado em moldes cujas superfícies são chatas, em ambos os lados.

Bloco moldado

Blocos de vidro ou resina orgânica, com curvaturas brutas, próximas das curvas finais da lente.

Bloco padrão

Bloco de vidro, bastante espesso, com curva retificada e exata, guardada com todo cuidado, usada para aferir outras curvas usadas no processo de fabricação de lentes, por meio de esferômetro comparador com precisão de centésimos de milímetro.

Bloco semi-acabado

Bloco de vidro óptico ou resina orgânica, com uma das superfície já trabalhada e a outra em bruto.

Bloquear

Ato de se colar um bloco de vidro óptico ou resina à coladora.

Bloquete

Bloco de plástico para ser usado juntamente com adesivos, nas biseladoras automáticas, como fixadores de lentes.

Bodinho

Nome popular dado às coladoras, especialmente no nordeste brasileiro.

Bola de aço com depressão

Uma das esferas do "lensco-meter" com uma concavidade, onde se adaptam as lentes de contato rígidas, para que se meçam suas curvas.

Boleta

Ordem escrita, contendo todas as especificações da receita, para aviamento dos óculos.

Bolha

Defeito físico da lente, causado por bolhas de gás ou ar, durante o processo de fundição do vidro óptico, dentro do material, que diminui sua qualidade.

Bomba sapo

Bomba hidráulica utilizada na biseladora automática para injetar o líquido refrigerante de corte sobre a lente que está sendo facetada.

Borda faca

Forma que toma a borda de uma lente positiva, laminada, reduzindo seu diâmetro.

Bordo faca

Recurso usado pelos surfaçagistas para laminar as lentes altamente positivas, reduzindo o diâmetro, o volume e as espessuras.

Borragem

Termo que significa a falta de focalização obtida na refração subjetiva, dos objetos ou símbolos da carta de Snellen ou optotipos.


Borrosidade

Perda de foco, difusão da luz ou aberração formado por um sistema óptico.

Bóston

Nome comercial de produto químico para limpeza de lentes de contato.

Botão

Saliência em protuberância que forma a película dos bifocais fundidos.

Botão

Em contatologia: Matéria prima de P.M.M.A. ou outro material rígido, em forma cilíndrica, usado na fabricação de lentes de contato rígidas.

Bowman

Uma das cinco camadas da córnea, localizada no centro externo delas.

Bracinho

Pequena haste que liga as plaquetas aos aros das armações.

Braço de máquina esférica

Tubo de ferro, com punho, pino de pressão, acoplado à forquilha, da máquina esférica manual,  usado para pressionar a lente sobre o molde e proceder à surfaçagem.

Braço de Numont

Porção superior de uma armação, localizada da ponte à charneira desta armação metálica.

Bradicoria

Demora com que se contrai a pupila ao ser estimulada por luz.

Breack - up time

BUT; Teste para avaliação de olho seco, quando se pinga líquido de fluoresceína na conjuntiva e pelo tempo que leva a camada homogênea, para se romper (mancha seca e escura), estabelece-se se o cliente deve ou não usar l.c.; 15 a 30 segundos é normal. 10 segundos ou menos, é um tempo anormal e indício de hipo secreção lacrimal, não sendo recomendável o uso de l.c.

Brigadas optométricas

Organização que objetiva o atendimento de pessoas carentes e pobres com deficiências visuais e que não tem acesso ao elitismo dos consultórios oftalmológicos e nem tem como pagar os altos preços das consultas e muito menos o preço dos óculos. O atendimento é feito pela nova profissão no Brasil, o Optometrista e empresas que acreditam no desenvolvimento das compensações das ametropias, feitas por técnicos não médicos.

Brilhância

Quociente entre a intensidade da fonte, nessa direção, pela projeção da área da fonte, perpendicularmente à essa direção.

Brilho

Luz refletida.

Brilho

Resplandecência; luz brilhante; cintilação.

Broca

Para retirada de parafusos quebrados nas charneiras.

Buftalmo

Glaucoma infantil; hidroftalmo.

Buraco

Defeito físico da lente, causado pelo surgimento de uma bolha na superfície ou por insuficiente desbaste.

Buraco óptico

Pequena abertura óssea localizado no fim da órbita, por onde passam o nervo óptico e a artéria oftálmica.

But - Breack up time

Teste de ruptura do filme pré-corneal (película lacrimal), dentro de determinado tempo, para identificar se o olho é seco e tem condições de receber uma lente de contato.

C.B.O.O. – BR

Conselho Brasileiro de Óptica e Optometria, SDS Ed. Venâncio II Bl. H, número 26 sala 504 – cep.70.393 – 900 – Brasília – DF. Telefax. 061 – 323 92 00.

C.M.

Indústria fabricante de maquinaria óptica do Rio de Janeiro.

C.R. 39

Lente de resina orgânica. Significa uma reserva da ”Columbia Southern” e 39 representa a 39a. experiência em 1942, finalmente aprovada. Sua composição química é: Carbonato de allyl diglicol.


C.R..O.O. – RJ

Conselho Regional de Óptica e Optometria do Estado do Rio de Janeiro – Av. Presidente Vargas, 583/210 – Rio de Janeiro. Cep. 20.071 – 003 – Registrado no CRPJ sob o número172.993 de 05/02/99 – Publicado no Diário Oficial de 08/02/99. P. 9 – CNPJ: 03 095 228 / 0001 – 09. Filiado ao CBOO de Brasília.

CAB

Abreviação de “acetato butyrato de celulose”, material usado na fabricação de lentes de contato de gás permeável (rígidas), em desuso por transmitir pouco oxigênio..

Cádmio

Um dos componentes metálicos usados na liga metálica conhecida como “Alloy”, usado para colagem de lentes, no processo de surfaçagem.

Caixa de parafusos

Caixa com múltiplas divisões onde são guardados os diversos tipos de parafusos para armações.

Caixa de provas

Em contatologia, caixa contendo lentes de ensaio, com curvas, dióptricas e diâmetros específicos, destinada a testes de adaptação de lentes de contato em clientes.                  

Caixa de provas

Em optometria, caixa contendo lentes dioptricamente graduadas para testes de compensações das ametropias. É composta de lentes esf. (negativas e positivas), Plano cil. (negativas e positivas), prismas de diversas dioptrias, furos e fendas estenopêicas, duocromo teste e armação de provas, destinada às medidas e compensações da acuidade visual.

Calásio

Conhecido também como “calazia”. Separação parcial entre a córnea e a esclerótica. Esta patologia, que é um granuloma inflamatório da glândula de Meibômio, resulta na obstrução das mesmas.

Cálcio

Depósito sólido que se acumula nas superfícies das lentes de contato gelatinosas, especialmente quando não são limpas corretamente.

Caleidoscópio

Mesmo que calidoscópio; Tubo cilíndrico em que no fundo existem fragmentos de vidro coloridos, que se movimentam, os quais se refletem num jogo de espelhos angulares, dispostos ao longo do tubo, produzindo um sem número de imagens de cores variadas.

Calibrador de curvas

Chapa de latão, em forma de gabarito, trabalhada e torneada dentro de determinadas curvas dióptricas relacionadas com os respectivos raios de curvatura, com precisão, destinada a aferir as curvaturas dióptricas dos moldes, por meio de contraste.

Calidoscópio

Veja “caleidoscópio”.

Calo

Marca produzida sobre a periferia da córnea, causada por lente de contato.

Camada anti reflexiva

Aplicação de floreto de magnésio numa superfície reflectiva, destinada a reduzir, pela interferência, a quantidade de luz, normalmente refletida na superfície.

Camada anti-arranhão

Camada de proteção contra arranhões, aplicada à superfície das lentes de resina.

Camada aquosa

Faz parte da lágrima e é composta de água e outras substâncias para nutrição da córnea.

Camada de Bowman   

Uma das cinco camadas que constituem a espessura da córnea. Localizada entre o eptélio e o estroma.

Camada de Descemet

Uma das cinco camadas que constituem a córnea. Localizada entre o estroma e o endotélio.

Camada lipídica

Faz parte da lágrima e é produzida pela glândula de Meibômio, servindo para impedir a evaporação da camada aquosa.

Camada mucínica

Faz parte da lágrima e é composta totalmente por mucoproteínas que atuam na entrada dos nutrientes da córnea.


Câmara anterior

Espaço preenchido com humor aquoso, localizado entre a córnea e a íris, tendo como limites, a parte anterior do cristalino e a posterior da córnea; espaço limitado pela córnea e cristalino/íris, preenchido com humor aquoso..

Câmara do vítreo

Maior cavidade do olho, localizada entre o cristalino e a retina, preenchida pelo humor vítreo.

Câmara escura

Local onde é procedido o exame de refração objetivo.

Câmara hidrométrica

Câmara cheia de solução salina onde são medidos os poderes dióptricos das lentes gelatinosas, nos lensômetros adaptados.

Câmara posterior

Espaço dentro do olho, preenchido pelo humor aquoso, que fica entre a superfície posterior da íris e a superfície anterior do cristalino e músculos ciliares.

Campimetria

Medida do campo visual, geralmente feita por oftalmologistas.

Campímetro

Instrumento óptico utilizado para medir e avaliar o centro do campo visual.

Campo de leitura

Área opticamente pura utilizada para leitura, através de uma lente bifocal ou multifocal progressiva.

Campo de leitura

Área na qual a visão nítida para perto é obtida, pela películas das lentes bifocais.

Campo de visão

É o conjunto formado pelo campo de visão em escala perimétrica.

Campo visual

Acuidade visual, dentro de determinada área, estando o olho imóvel.

Campo visual binocular

Visão obtida pelos dois olhos abertos.

Camurça

Em contatologia, usado para, após fixação nos moldes, dar polimento nas lentes de contato rígidas.

Canal de Schlemm

Conduto de fundamental importância na drenagem do humor aquoso, para a câmara anterior do olho. Quando por um processo semelhante à esclerose, há qualquer impedimento no escoamento do humor aquoso, através do canal de Schlemm, poderá estar caracterizado um processo de início de glaucoma, que poderá provocar sérios danos a retina e fóvea

Canal lacrimal

Pequeno duto lacrimal que dá passagem do líquido lacrimal do saco lacrimal até as fossas nasais.

Canal naso - lacrimal

Faz parte do aparelho lacrimal e comunica o saco lacrimal com a cavidade nasal.

Canaleta

Uma das designações da ranhura, sulco ou bisel dos aros das armações, onde as lentes se encaixam.

Canalículos

Pequenos canais, que ligam o lago lacrimal ao saco lacrimal, por onde se escoa o líquido lacrimal.

Canalículos lacrimais

Fazem parte do aparelho lacrimal e estão localizados logo após as pontes lacrimais e servem de canais por onde escorre a lágrima.

Candela

Unidade de medição da intensidade luminosa, numa determinada direção, cuja abreviação é "cd".

Cândida albicans

Bactéria das mais conhecidas que pode causar keratites e outras infecções no olho.

Caneta de retroprojetor

De hidrocor, usada nas marcações, não somente na surfaçagem, nas vendas e na montagem.

Caolho

Estrábico; zarolho.

Cap-lap

Pequeno molde de surfaçagem, com curvas côncavas de poder dióptrico elevado, destinado ao polimento de curvas convexas, acima de 10,00 dioptrias. Trabalha sobre a superfície da lente que fica fixa no fuso da máquina esférica.

Cápsula

Saco que envolve o cristalino, também conhecido como “cristalóide”.


Capsula anterior

Membrana que envolve externamente a parte anterior do cristalino.

Cápsula de Tenon

Anatomia do olho: Camada facial relativamente densa, de tecido conjuntivo elástico, circundando o olho e os músculos extraoculares no interior da órbita, partindo do limbo para o nervo óptico. É anterior à penetração dos músculos reto e septo intermuscular e a superfície interna do compartimento contendo a camada gordurosa externa ao cone muscular.

Cápsula de Tenon

Película cotilóide parecida a uma bolsa, onde o globo ocular se aloja.

Cápsula muscular

Músculos extraoculares: Cápsula de superfície avascular, brilhante e lisa, que permite o deslizamento do músculo para trás e para frente, dentro de outro tecido, essencial para a manutenção da integridade do sistema vascular do músculo.

Capsula posterior

Membrana que envolve externamente a parte posterior do cristalino.

Capsuloctomia

Cirurgia onde é removida total ou parcialmente a capsula do cristalino.

Carbonato de allil diglicol

CR 39; material usado na fabricação de lentes plásticas.

Carbono

Um dos componentes usados na fabricação de armações de fibra de carbono.

Carta de Landolt

Carta de avaliação quantitativa da visão, cujos caracteres compõem-se de círculos, com pequenas aberturas, dispostos em várias direções e com diversos tamanhos.

Carta de leitura

Carta constituída de pequenas letras, de diversos tamanhos, destinada a avaliar e quantificar a visão de perto.

Carta de optotipos.

Cartolina com letras ou símbolos de diversos tamanhos, destinada à medida de acuidade visual. As letras maiores situam-se na parte superior e as menores na inferior. Cada fileira representa a quantificação da acuidade visual obtida pelo cliente; Mesmo que “Carta de Snellen”.

Carta de refração

Uma representação gráfica constituída de letras ou símbolos de variados tamanhos, todos eles determinados cientificamente, à determinadas distâncias, em que a acuidade visual de longe ou de perto é avaliada e compensada.

Carta de Snellen

Carta para avaliação da visão de longe, onde estão impressas letras ou símbolos de diversos tamanhos - as superiores maiores e as inferiores menores -, cada uma das fileiras de letras com determinados tamanhos e todos eles relacionados com a medida da acuidade visual. Esta carta deverá estar situada a uma distância de 6 metros (20 pés) e de acordo com a fileira de letras que os clientes conseguem identificar totalmente, sem erros, sabe-se o valor de sua acuidade visual. Os tamanhos das letras ou símbolos são predeterminados, (ângulo de 1 minuto na distância de 6m. para a correspondente à visão normal) que são as letras ou símbolos menores – quantificadas como 20/20 ou 10/10 ou ainda 100%. Já quando o cliente somente consegue distinguir a letra maior – (ângulo de 5 minutos numa distância de 6m.) fornecendo a qualidade da visão obtida, que poderá ser quantificada como: 20/200 ou 1/10 ou ainda 10%=. As demais fileiras de letras tem acuidade correspondente proporcional; Também conhecida como carta de Optotipos.

Carúncula

Via e forma de escoamento da lágrima, do lago lacrimal.


Casca de laranja

Defeito físico da lente, quando sua superfície aparece cheia de pequenos furos, semelhantes a casca de laranja, devido a desbaste fino insuficiente, que somente é notado no polimento.

Catadióptrico

Instrumento óptico que associa lentes aos espelhos.

Catálise

Ação que acelera (quando positiva) e retarda (quando negativa) uma determinada reação química.

Catarata

É uma condição do olho em que o cristalino, ou sua capsula, perdem sua transparência e obstrui a passagem da luz. É a opacificação do cristalino, que pode ser total ou parcial. A catarata poderá ser de origem, senil, traumática ou congênita. Morfologicamente poderá ser classificada como incipiente, imatura, madura e hipermadura.

Catarata adquirida

É devida a degeneração das fibras do cristalino, já formadas.

Catarata capsular

Quando a cápsula anterior torna-se opaca

Catarata capsular anterior

Opacificação da capsula do cristalino anterior, geralmente causada pelo contato da capsula com a córnea, constantemente causada pela perfuração de uma úlcera..

Catarata capsular posterior

Quando o cristalino é profundamente invadido por tecido fibroso, produzindo uma catarata total.

Catarata central

Mesmo que catarata nuclear; quando a opacificação do cristalino ocorre mais em seu núcleo

Catarata congênita

Catarata de nascença; nascida com o indivíduo.

Catarata hipermadura

Quando a opacificação do cristalino é total.

Catarata imatura

Quando ainda restam zonas transparentes no cristalino, sendo parcialmente opaco.

Catarata incipiente

Prematura ou parcial opacificação do cristalino permitindo ainda uma visão razoável.

Catarata madura

Uma opacificação total do cristalino, quando a acuidade visual foi acentuadamente reduzida, indicando assim o momento da cirurgia.

Catarata negra

Veja “amaurose”

Catarata nuclear

Opacificação e endurecimento da zona central do cristalino, provocando uma miopização, necessitando assim do acréscimo de lente negativa em adição à lente positiva do cristalino.

Catarata puntata

Pontos opacos múltiplos que ocorrem no cristalino, aparecendo como um fino pontilhado azul por iluminação oblíqua da lâmpada de fenda.

Catarata senil

Catarata adquirida na velhice, quando o cristalino perde sua transparência, fazendo com que a pessoa perca progressivamente a visão..

Catarata traumática

Catarata adquirida em conseqüência de choque violento no olho, capaz de tornar opaco o cristalino.

Catarata zonular

Opacificação em vota do núcleo embrionário do cristalino.

Catóptrico

Espelho ou sistema reflectivo.

Catotropia

Quando os eixos visuais tendem a descer abaixo do objeto mirado.

Catróptica

O campo da óptica que trata da reflexão da luz.

Cavidade orbitária

Cavidades ósseas situadas uma em cada lado da face, na linha mediana do rosto. Profundas, são formadas pela reunião de vários ossos da face e do crânio e nelas se alojam os dois globos oculares.


Cc

Abreviação de “côncava”.

Cegar

Tirar o sentido da visão.

Cego

O homem que não vê.

Cegueira

Falta total de visão; amaurose, anopsia, falta total de sensação visual.

Célula d’água

Recipiente de acrílico, cheio de água, onde se colocam as lentes de contato gelatinosas, para verificação do seu poder dióptrico ou examinar sua integridade física.

Células fotossensoras

Células sensíveis à luz, localizadas na retina e na fóvea central do olho.

Células visuais

Localizadas na retina, se compõem de cones e bastonetes.

Centralização

É o ato de posicionamento de uma lente para ser facetada ou lapidada de modo que seu centro óptico fique de acordo com as especificações da receita.

Centrifugadas

Tipo de lente de contato fabricado por sistema de catalisação, quando é solidificada durante o processo de centrifugação. Do tipo gelatinosa.

Centro de aço

Pequena peça de aço, de forma cônica, onde o pino de pressão das máquina, apoia para surfaçar as lentes. Fica encaixado na coladora e é removível, quando gasto.

Centro de curvatura

Interseção de duas perpendiculares a um arco de um círculo ou de uma superfície esférica; Numa lente esférica, é o centro da esfera a que pertence a superfície do elemento..

Centro de rotação do olho

Ponto do globo ocular cuja localização permanece inalterada, mesmo com os movimentos de rotação efetuados pelo olho.

Centro de rotação do olho

Em anatomia ocular, é o ponto aproximado que fica no centro de rotação do globo ocular, entre a córnea e a retina, aproximadamente distante da córnea 13 mm.

Centro de rotação do olho

Anatomia do olho: Ponto fixo dentro do globo ocular em vota do qual todos os outros pontos se movem.

Centro geométrico

Centro mecânico de uma lente. Ponto que fica exatamente no ponto coincidente com a linha vertical e horizontal que passa no centro da lente.

Centro mecânico

O mesmo que centro geométrico.

Centro óptico

Ponto mais espesso de uma lente positiva e o mais delgado de uma lente negativa. Ponto pelo qual passa o eixo principal de uma lente, sem sofrer desvios. É o ponto no qual não há efeito prismático. No lensômetro, medindo-se uma lente, é o ponto em que o centro da mira do aparelho (linhas verdes) coincide com o centro do retículo (linhas pretas), centro este que deve ser montado nas armações, coincidente com o eixo visual do cliente, que geralmente coincide com o centro da pupila.

Cera

Mesmo que córnea. Também conhecida como "kera"; Parte protuberante do olho, cuja curvatura média é de 44,00 dioptrias, (raio de curvatura de 7.7mm.) composta de cinco camadas, extremamente finas, ou sejam: eptélio, Bowman, Estroma, Descemet e Endotélio. Dimensões médias: diâmetro médio é de 11,5 mm.; espessura central é de 0,6 mm., espessura periférica é de 1,3 mm. Sua curvatura é asférica, se aplanando concentricamente, à medida que afasta do centro. Sua zona central opticamente pura, tem cerca de 6 mm. de diâmetro.

Ceratite

Inflamação da córnea, causada, na maioria das vezes, por infecções bacterianas ou viróticas..

Ceratocone

Deformidade da córnea, em forma de cone, com sua superfície sem uma curva definida e completamente irregular.


Ceratocone avançado

Curvas queratométricas deformada e irregulares com cerca de 54 diop.

Ceratocone moderado

Curvas queratométricas deformadas e irregulares e com cerca de 48 diop.

Ceratocone severo

Curvas queratométricas deformadas e irregulares com cerca de 60 diop.

Ceratoglobo

Mesmo que ceratocone.

Ceratomalácia

Afecção do olho que se inicia com cegueira noturna, quando a conjuntiva torna-se seca e apresenta manchas de xerose (xeroftalmia).

Ceratometria

Mesmo que "keratometria", medidas das curvaturas da córnea, que poderão ser feitas em dioptrias ou raio de curvatura.

Ceratometria

Técnica que mede o astigmatismo da superfície anterior da córnea, em dois meridianos principais; Mesmo que “keratometria”; medidas de curvatura da córnea, que poderá ser feita em dioptrias ou raio de curvatura.

Ceratometria sobre a lente de contato

Feita sobre a lente gelatinosa para nos permitir uma avaliação da qualidade dessa adaptação. Lente apertada enrugará, com as imagens das miras deformadas e voltará ao normal alternadamente.

Ceratômetro

Mesmo que “keratômetro”; Aparelho utilizado para medir as curvas da córnea, que poderão ser em dioptrias ou em raio de curvatura.

Ceratopatia bolhuosa

Veja: keratopatia bolhuosa.

Ceratoplastia

Restauração ou enxerto da córnea, por ato cirúrgico.

Ceratotomia radial

Cirurgia da córnea, por meio de pequenas incisões na superfície da córnea, pelas quais são corrigidas certas ametropias, principalmente a miopia.

Certificado de habilitação profissional

No ensino profissionalizante, de nível técnico, quando o profissional ainda não concluiu o curso escolar de segundo grau, é facultado ao candidato a exames supletivos de técnico de óptica, proceder aos mesmos, sem ainda ter concluído o segundo grau, quando receberá (em caso de aprovação) um “Certificado de Habilitação Profissional ”até que tenha concluído o segundo grau, quando então receberá o diploma de técnico. No nosso caso “Técnico de Óptica”.

Chanfro

Pequeno corte na forma circular de uma lente, geralmente são dois.

Chapinha

Nome popular das coladoras, que são fixadas às lentes.

Charles W. Conner

Aperfeiçoador das lentes bifocais de uma só peça de cristal (1910)

Charneira

Dobradiça da armação, localizada entre a frente e as hastes.

Chave de fenda

Veja em “chave de parafusos de fenda”

Chave de macho

Destinada a suporte de machos (com rosca) para abrir roscas ou recuperar encaixes dos parafusos.

Chaves de parafusos estrela

Destinada a retirar e colocar parafusos tipo “phillips”

Chaves de parafusos fenda

Destinada a colocar e retirar parafusos das frentes das armações.

Choque térmico

Variação brusca de temperatura de uma lente ou bloco, que geralmente causa a quebra dos mesmos.

Christian Huygens

Cientista, que juntamente com Robert Hooke, demonstrou a teoria da propagação da luz como sendo corpuscular.


Chumbo

Um dos componentes metálicos usados na liga metálica conhecida como “Alloy”, usado para colagem de lentes, no processo de surfaçagem.

Chupeta

Pequena peça de fixação das lentes na máquina biseladora automática, composta de disco de aço e borracha que segura na lente.

Cianopsia

Mesmo que cromatopsia; Condição em que a cor dos objetos é vista falseada e azulada.

Ciclite

Inflamação no corpo ciliar.

Cicloforia

Tendência dos olhos se desviarem de sua posição normal, em sentido de rotação, em torno de seu eixo, evidenciando um desequilíbrio patológico dos músculos extrínsecos.

Ciclofusão

Movimentos circulatórios dos olhos produzidos por estímulo visual com intenção de colocar as imagens na retina em pontos equivalentes.

Ciclopegia

Ato de paralisar-se os músculos ciliares e o esfíncter, impedindo a acomodação e aumentando o tamanho da pupila, por meio de medicamentos.

Ciclopégico

Substância química usada por oftalmologistas destinada à paralisação do músculo ciliar e dilatar a pupila.

Ciclopegil

Medicamento usado por oftalmologistas para promover a paralisação da acomodação.

Ciência da visão

Envolve o estudo da optometria. São de: ordem física, fisiológico - anatômica e psicológico

Cilíndrica

Lente que tem poder refrativo máximo em um meridiano e no oposto é plano., destinada a correção do astigmatismo. É o  intervalo dióptrico entre os dois meridianos principais de uma lente. Diz-se de uma superfície de lente cuja curva - base e chata (0,00) e a oposta é curvada.

Cilíndrico

Nome adotado por convenção, para designar as dioptrias cilíndricas, que nada mais são do que o intervalo dióptrico entre os dois meridianos principais de uma lente; Que tem forma de cilindro; Diz-se de graduações próprias para correção do astigmatismo. Tipo de molde ou máquina próprio para fabricação de lentes astigmáticas

Cilíndrico induzido 

Poder cilíndrico induzido pela inclinação pantoscópica da lente esférica em função do eixo visual normal.

Emmsley e Swaine estabeleceram a seguinte tabela que fornece o cilíndrico induzido e a variação esférica, resultante da inclinação de uma lente esférica de 1,00 diop.:

        Lente esférica

Ângulo de       Poder esf.       Cilíndrico

inclinação       modificado     induzido

                          1,00              0,00

                          1,0015          0,010

      10º                  1.0102          0,031

      15º                  1.0228          0,073

      20º                  1.0406          0,138

      25º                  1,0632          0,231

Para encontrar o  efeito de rotação de lentes  com outros poderes que não sejam 1,00 diop., multiplique o poder da tabela (tanto esf. como cil.) pelo poder esférico da lente em questão.

Cilíndrico mais

Expressão óptica em que o meridiano mais positivo  fornece imagens mais largas, ao largo de seu eixo; lente cuja superfície tórica está aplicada no lado convexo da lente.


Cilíndrico menos

Expressão óptica em que o meridiano mais negativo é mais estreito ao largo de seu eixo; lente cuja superfície tórica está aplicada no lado côncavo da lente.

Cilíndricos oblíquos

Quando duas lentes plano-cilíndricas têm os seus eixos cruzados, obliquamente, resultam numa outra lente esférico-cilíndrica de valores diferentes., valores estes que podem ser calculados matematicamente.

Cilindro

Tipo de graduação de lentes destinadas à correção do astigmatismo. Que tem a forma de cilindro. Superfície cujos meridianos principais têm, numa direção: curva zero e na oposta uma curva mais acentuada; Sólido geométrico cuja superfície externa é composta de um meridiano plano e outro curvado, limitado por duas superfícies planas, nas suas extremidades.

Cilindro

Nome  adotado convencionalmente para as dioptrias cilíndricas. Na verdade é apenas o intervalo dióptrico entre os dois meridianos principais de uma lente cilíndrica ou esf./ cil. Sua abreviação é Cil.

Cilindro cruzado

Também conhecido como “cilindro de Jackson”. Lente da caixa de provas com dioptria esférico cilíndrica, tendo em cada meridiano oposto, - 0,25 D. e + 0,25 D., formando uma lente esf./cil. -0,25 +0,50, presas á uma haste, que apenas com um giro, invertendo-se os valores meridionais, testa-se se o poder compensador cilíndrico do cliente, está ou não adequado, indicando também a posição correta do eixo.

Cilindro cruzado

Interpretação das dioptrias esf. e cil. de uma lente, iniciando-se sua leitura por um dos meridianos principais e terminando no meridiano oposto 90°, sendo que a mudança de uma leitura com cil. positivo para outra com cil. negativo é conhecida como “transposição” e o valor cil. será o intervalo dióptrico entre os dois meridianos principais. O cil. cruzado realmente compõe-se de duas lentes plano cilíndricas, cruzadas perpendicularmente, uma sobreposta à outra que, na verdade, correspondem a uma receita esférico cilíndrica; Em refração ocular, veja em “cilindro de Jackson”.

Cilindro de Jackson

Mesmo que “teste de Jackson”. Utilizado em refração e medidas compensadoras da acuidade visual para determinar, se o valor cil. e o eixo, até então testados (após terminar o esf.), estão abaixo ou acima do ideal. Também conhecido como “cilindro cruzado”.

Cilindro de Maddox

Usado para, quando não havendo condição de visão binocular satisfatória, por meio de lentes simples, indicarão quais serão os prismas para correção da Heteroforia.

Cilindro de Maddox

Lente composta de uma série de canaletas convexas de material transparente, geralmente coloridas, utilizada para medição da heteroforia.

Cilindro interno

Curva cilíndrica ou tórica, aplicada no lado côncavo da lente.

Cilindro negativo

Estilo de receita óptica em que a leitura do valor dióptrico esf. é mais positivo do que o oposto, sendo designado cil negativo.

Cilindro positivo

Estilo de prescrição óptica em que a leitura do valor dióptrico esf. é mais negativo do que o oposto, sendo designado cil. positivo.

Cilindros cruzados

Dois cilíndricos com eixos cruzados, perpendicularmente ou obliquamente, resultam em uma outra graduação esf. cil.. A chamada transposição de cilíndricos cruzados está em desuso e serve apenas para exercícios ópticos.

Cilindros cruzados

Utilização de duas lentes plano-cilíndricas com poderes dióptricos diferentes, porém com sinais e eixos diferentes e perpendiculares, lentes estas que são unidas de modo que os dois eixos se cruzem a 90 graus; Utilizado no exame de refração.


Cílio

Pelo que guarnece a orla das pálpebras, impedindo parcialmente a entrada de poeira; Pestanas.

Cilite

Inflamação do corpo ciliar:

Cinética

Quando o ponto de fixação move-se de um local, para o outro parando brevemente sempre que o estímulo for mostrado.

Cióptico

Visão na sombra.

Círculo borrado

Quando a imagem óptica chega num plano diferente da retina é porque há um erro refrativo, cada ponto do objeto formará um círculo borrado sobre a retina, desde que abertura da pupila seja circular.

Círculo de verificação do poder dióptrico

Área circular, localizada acima da cruz central das lentes progressivas, onde são medidos e verificados os poderes dióptricos de longe.

Círculos da senilidade

Mesmo que “arcos senis”.

Círculos de difusão

Pela redução dos círculos de difusão obtêm-se a melhora da acuidade visual, mesmo sem utilização de lentes dioptricamente graduadas. Um exemplo da redução dos círculos de difusão é quando reduzimos o diâmetro da pupila e nossa acuidade visual melhora substancialmente. Outro exemplo é o das câmeras fotográficas que com a abertura do diafragma reduzida, melhora a qualidade da imagem. No caso de teste com furo estenopêicos (com 1 mm. de abertura) caso melhore a visão do cliente, haverá indício de que sua deficiência visual poderá ser sanada com lentes oftálmicas dioptricamente graduadas. Em caso contrário, poderá ser constatada uma deficiência patológica ou anômala a ser tratada por médicos oftalmologistas.

Círculos de difusão

Área circular vista como uma seção cruzada de um feixe de luz de raios, focalizados na fonte, no centro do eixo de uma lente.

Círculos de Landolt

Figuras circulares, com pequenas aberturas, de diversos tamanhos, destinadas a avaliação da acuidade visual.

Circunver

Ver em redor; enxergar por todos os lados.

Cirex

Calço plástico colocado entre a lente facetada e o aro da armação para corrigir um erro do montador, que facetou demasiadamente a lente, tornando-a pequena.

Cirurgia da catarata

Cirurgia que retira de dentro do olho, o velho cristalino já opacificado, e coloca um novo de material orgânico.

Cirurgia refrativa

Cortes feitos na superfície da córnea, de modo especial, cuja finalidade é corrigir as deficiências da visão, assim como a miopia principalmente.

Cirurgia refrativa a laser

Cirurgia corretoras das ametropias do olho, pela alteração da estrutura da córnea em que se modificam as curvaturas da mesma.

Cistinose

Deposição de cristais na periferia da córnea.

Clarão

Brilho forte e rápido.

Claridade

Qualidade de claro; Luz viva.

Claro

Que proporciona luz.

Clarões

Lampejos momentâneos de luz devidos às rupturas e descolamentos da retina, também podendo ser observados em descolamento do vítreo.

Cliente

Freguês de casa de ótica.

Clinensol

Produto químico surfactante destinado a limpeza de lentes de contato gás permeáveis e hidrofílicas.

Clinensol

Nome comercial de produto utilizado na limpeza de l.c. rígidas.


Cloreto de benzacônio

Contatologia: Substância líquida desinfetante, detergente e quelante, que atua nas superfícies das lentes de contato. Atua sobre uma grande variedade de bactérias gram.- negativas, gram.- positivas, fungos e vírus.

Cloreto de benzalcônio

Substância química usada na limpeza e assepsia das lentes de contato.

Cloroexidina

Substância utilizada em líquido Asseptisador de lente de contato.

Cloropsia

Condição em que a cor dos objetos é vista verde.

Coladeira

A mulher que cola as lentes.

Coladora

Peça metálica que serve de ponto de apoio para que, fixada à lente, permita a surfaçagem da mesma. Vulgarmente é chamada de "queijinha", “chapinha”, “bodinho” e outros curiosos termos, de acordo com a região do País.

Colagem

Surfaçagem: Junção de uma coladora à um bloco de vidro ou resina, em posição para surfaçagem. A colagem pode ser feita com lacre ou com liga metálica "alloy"; ato de fixação do bloco oftálmico à coladora ou queijinha.

Montagem: Junção de uma peça (por meio de adesivos ou alloy), obedecendo eixo e posição do centro óptico, com objetivo de Biselá-la ou lapidá-la automaticamente.

Colimação

Processo usado para reduzir ou eliminar diferenças de convergência ou divergência de raios de luz, vinda de um feixe, aproximando ou encontrando raios paralelos, alinhando-os com o eixo óptico.

Colimador

Instrumento que permite determinar um só ponto na horizontal.

Colírio

Designação de medicamento destinado ao uso de lentes de contato e a cura de inflamações na conjuntiva. ocular.

Colírio ciclopégico

Droga destinada a dilatar o tamanho da pupila e aliviar certas dores.

Colírio midriático

Medicamento que, instilado nos olhos, causa o aumento do tamanho da pupila.

Colírio miótico

Medicamento que, instilado nos olhos, causa a diminuição do tamanho da pupila.

Colírio umidificante

Utilizado nos casos de olhos secos.

Coloboma

Falta de algum tecido ocular, resultando em defeitos congênitos ou falhas intra-oculares; fissura da forma circular da íris.

Coloração

Ato de colorir uma lente ou armação.

Colorímetro

Instrumento destinado a medir e analisar as cores.

Coluna

Dispositivo onde são adaptados aparelhos oftalmológicos, assim como refrator, oftalmoscópio, keratômetros etc.

Coma

Defeito óptico em que raios paralelos que atravessam uma lente, pela periferia e inclinadamente, formam um foco com diversos encontros, tendo a forma de um cometa, tendo uma área central brilhante e uma cauda com menor brilho.

Combinado

Sinal que representa a combinação do esférico com o cilíndrico. Tem a forma de dois parêntesis, deitados, com o lado côncavo, um voltado para o outro.

Compensação

Ato de anular-se, com lentes corretoras graduadas, as deficiências da visão.

Compostos de polimento de lentes de contato

Com nomes comerciais, assim como, "Silvo", "Polidor branco", "Pasta de dentes


Comprimento de onda

É a distância entre cada uma das curvas, que correspondem a onda de luz. O comprimento da onda de luz do espectro visível, se situa entre 10 elevados a menos 7 e 10 elevados a menos 6 m. Os comprimentos de onda de cada uma das cores do espectro visível são:

Ultravioleta   200 a 200 nanômetros

Violeta       380 a 400 nn.

Azul         450 a 490 nn.

Verde        490 a 560 nn.

Amarelo      560 a 590 nn.

Laranja       590 a 620 nn.

Vermelho     620 a 760 nn.

Infravermelho 760 a 1.000.000 nn.

Comprimento de onda da luz

É avaliado em nanômetros ou milimicrons. Cada lente, de determinada coloração, permite uma transmissibilidade de luz, dependendo também da tonalidade da mesma.

Computação de curvas

Cálculo para compensar curvas, levando em consideração a espessura central, o índice de refração e a curva oposta.

Côncava

Curva interna e em depressão da lente, geralmente a curva que está no lado do olho do cliente; sua abreviação é “cc”.

Côncavo

Uma superfície em forma de cova e curvada. É o oposto de uma superfície convexa. Usualmente é a superfície de trás das lentes dos óculos; menos elevado no centro que nas bordas; cavado; escavado; cavidade; abreviação: cc.

Côncavo-convexo

Que é côncavo de um lado e convexo do outro. Diz-se de uma lente negativa.

Concentração

Número de quilates (de diamante em grão)por centímetro cúbico que contém a bandagem de uma roda diamantada ou um rebolo diamantado, o que qualifica-o quanto ao desempenho no desbaste ou no facetamento de lentes. O normal é 4,4 kl. por centímetro cúbico.

Concentrado líquido limpador

Líquido usado nos limpadores de armações ultra-sônicos.

Concêntrico

Que tem um centro comum, de curvatura ou de simetria.

Conduto lácrimo nasal

Pequenos canais, que ligam o saco lacrimal às fossas nasais, por onde são expelidas as lágrimas dos olhos, após uso.

Condutos lacrimais

Mesmo que “conduto lácrimo nasal”.

Cone

Contatologia: Molde de acabamento das bordas de uma lente de contato.  Anatomia: Em anatomia do olho, significa uma célula sensível à luz, localizada na retina, que possibilita a visão a cores e a forma dos objetos. Surfaçagem: Peça de aço da máquina esférica, onde se adaptam os moldes de desbaste.

Cone muscular

Anatomia do olho: Contém uma camada gordurosa e é envolto por outra, e estas duas camadas são separadas pelo músculos retos e septos intermusculares.

Cones

Em anatomia: Juntamente com os bastonetes, são as células receptoras coniformes, componente da retina, sensíveis as cores e percepção de detalhes. Reagem apenas com maior luminosidade. Estão concentrados na parte central da retina, especialmente em volta da fóvea, escasseando à medida que se afastam do centro do olho. Servem a ajuda da visão diurna e são sensíveis às cores.

Em surfaçagem: peça de aço das máquinas esféricas ou cilíndricas, onde se encaixam os moldes.


Cones

Contatologia: Moldes côncavos com ângulos de 60 graus, 90 graus e 120 graus, utilizados para acabamento na borda ligada ao lado convexo da lente de contato rígida.

Confocal

Que tem os mesmos focos reais ou virtuais.

Congênito

Anomalia de nascença que pode ser hereditária.

Cônica

Curva de segunda ordem. (elipse, hipérbole, parábola).

Conicidade

Forma cônica.

Conjuntiva

Membrana mucosa, fina e transparente, que forra a parte anterior do globo ocular,(saco conjuntival) ligando-o à pálpebra.

Conjuntiva bulbar

Parte da conjuntiva que cobre a esclerótica, que é o branco do olho.

Conjuntiva pericordial

Zona adjacente ao limbo.

Conjuntiva tarsal

Parte da conjuntiva que cobre o lado interno das pálpebras

Conjuntivite

Inflamação  da  conjuntiva  ocular  (superfície  interna das pálpebras), geralmente caracterizada pelo avermelhamento dos olhos e da fotofobias..

Conjuntivite alérgica

Manifestações que surgem repentinamente e geralmente acompanhadas de alta sensibilidade da mucosa ocular.

Conjuntivite crônica

Inflamação da conjuntiva contínua ou episódica.

Conjuntivite granulosa    

Patologia ocular conhecida como Tracoma.

Conjuntivite papilar gigante

Inflamação alérgica caracterizada pelo endurecimento da papila, localizada na parte interna da pálpebra, algumas vezes ligadas ao usuários de lentes de contato.

Conjuntivite purulenta

Inflamação das partes internas das pálpebras onde se acumulam pus e inchação das mesmas, provocando comprometimento das partes adjacentes do olho.

Conóide de Sturm

Os feixes de luz refratados por uma lente esférica, formam, próximo ao seu foco, um cone de revolução. Cortes perpendiculares ao eixo óptico, constituem círculos, cujos diâmetros se reduzem até se transformarem em um ponto que represente o ponto focal. A configuração de uma lente astigmática difere bastante de um cone de revolução. Quando giramos a lente sobre seu eixo óptico, alterando seguidamente o seu eixo, o conóide acompanha este movimento sem alterar sua configuração. Trata-se da figura denominada "conóide de Sturm ".

Constringência

Poder dispersivo de um meio óptico;

Contalin    

Nome comercial de produto utilizado na limpeza de l.c. rígidas.

Contaminação bacteriológica

Contaminação por bactérias, germes ou micro organismos pelo olho ou pelas lentes de contato.

Contaminação por depósitos sólidos

Agregação de proteínas, cálcio e outros depósitos sólidos sobre as superfícies das lentes de contato.

Contatologia

Ciência que estuda as lentes de contato, o olho e a adaptação às lentes. Disciplina   componente do curso de "Técnico de Óptica".

Contatologista

Profissional especializado em adaptação e venda de lentes de contato.

Contraste

Diferença de luz ou de tom, em fotografia.

Convergência

Em óptica geométrica: Ato de convergir; Disposição de duas ou mais linhas que se dirigem para o mesmo ponto; Propriedade de um feixe de radiação, em que os raios ou trajetórias se dirigem para o mesmo ponto, formando o foco real.


Convergência

Em fisiologia ocular: Ato visual pelo qual os dois olhos são girados para dentro, procurando observar objetos situados a 35/40 centímetros; giro dos olhos para dentro, quando olham para um objeto próximo.

Convergência

Anatomia: Quando ambos os olhos olham para dentro.

Convergência acomodativa

Parte da acomodação ocular em que a visão de perto serve como base.

Convexa 

Curva externa e protuberante da lente. abreviação: cx.

Convexo

De saliência curva. Bojudo. Arredondado externamente. É o oposto de uma superfície côncava. Normalmente é a superfície frontal das lentes dos óculos. É designada pelo sinal mais.

Convexo-côncavo

Que é convexo num lado e côncavo no outro. Diz-se de uma lente convergente.

Copérnico

Grande vulto da ciência óptica e da filosofia.

Copolimerização

Contatologia: Polímeros compostos em que mais de um monômetro foi usado.

Coquile

Lente solar, sem graduação, plano, Suas superfícies são curvadas a fogo, não tendo por isso uma qualidade óptica igual às surfaçadas.

Cor

Aspecto dos corpos decorrente da percepção de radiações pelas células da retina, especialmente dos cones, determinado por sua variável e que tem como atributo principal o matiz, a luminosidade e a saturação. Os comprimentos de onda perceptíveis pelo olho, estão entre 380 e800 nanômetros (nn), tendo como principais, o verde, o vermelho e o azul.

Core

Pupila.

Coreorretinite

Inflamação da retina e fóvea central, geralmente prejudicando seriamente a visão.

Coreorretino-patia

Patologia (doença) da retina, especialmente na região foveal.

Córnea

Parte anterior transparente que, juntamente com a esclerótica, forma o envoltório externo do globo ocular. Tem curvatura externa frontal acentuada (cerca de 43,00 a 44,00 dioptrias) e sua curva interna tem aproximadamente –57,00 dioptrias. Seu índice de refração é 1,376.Trata-se de elemento de suma importância no sistema dióptrico do aparelho visual, pois com suas +43,50 dioptrias (média) é o principal meio dióptrico que faz com que os raios paralelos, vindos do infinito, se convirjam e cheguem juntos à fóvea central, tornando a visão nítida. É a parte transparente do globo ocular que cobre a Íris e a pupila e através da qual a luz passa. É totalmente avascularizada e sua topografia externa é semelhante a superfície convexa de uma lente mas sua curva é asférica, sendo mais acentuada na zona central e mais aplanada na periferia. Sua espessura central é de 0,6 mm e a periférica é de 1,3 mm. Seu diâmetro horizontal é de cerca de 11,50 a 12 mm., podendo variar de 11 a 12,5 mm. Seu diâmetro vertical é aproximadamente ½ mm. menor que o horizontal. É composta de cinco camadas, ou sejam: De fora para dentro: eptélio, Bowman, Estroma, Descemet e Endotélio. A córnea é aproximadamente uma lente negativa, tendo seu raio interno, ligeiramente menor que o externo.

Córnea acentuada

Córneas com keratometria em torno de 45,00 diop.

Córnea aplanada

Córnea com keratometria em torno de 41,50 diop.


Córnea esférica

Córnea com curvas dos meridianos principais iguais, geralmente acompanha um astigmatismo residual, com eixo negativo a 90°.

Corning

Nome do único fabricante de vidro óptico do Brasil, sendo a única fabrica de vidro óptico do mundo, localizada no hemisfério sul.

Coroa circular

Componente periférico de uma lente tipo “lenticular” que sustenta a zona óptica central, reduzindo o seu peso e volume.

Coróide

Membrana conjuntiva do olho que envolve o globo ocular, ficando entre a retina e a esclerótica. É quase que totalmente vascularizada, o que faz com que a câmara interna do globo ocular, fique escura, liga o nervo óptico à ora serrata e nutre a retina

Coroidite

Inflamação da coróide.

Corona ciliar

Componente do corpo ciliar.

Corpo ciliar

Prolongamento da coróide ocular que circunda o cristalino. Sua função é promover e modificar o poder dióptrico do cristalino, relaxando ou esticando as zônulas de Zinn.

Corpo vítreo

Massa gelatinosa transparente localizada no interior do globo ocular, responsável p ela conformação quase esférica do globo ocular..

Corpos geniculados laterais

Denominados “centros visuais primários” porque nesse setor se localizam os centros de diversas funções visuais, assim como, a de fusão da visão binocular.

Corredor

Zona opticamente pura onde a visão intermediária das lentes progressivas fica localizada, possuindo em média, uma largura de 3 mm. e uma altura média também de 16 mm..

Corredor progressivo

Área estreita, dioptricamente pura, em que a lente progressiva, geralmente liga a área de longe à área de perto na qual a dioptria aumenta progressivamente até alcançar o apogeu da visão de perto.

Córtex

Córtex do cérebro, do olho.

Córtex cerebral

Parte do cérebro que recebe imagens transmitidas pelo nervo óptico.

Córtex visual

Ponto cerebral, no qual, as imagens são recebidas pela  transmissão do olho e que incidem na retina, sendo feitas através de impulsos químicos.

Cosmético

Pertinente a aparência e embelezamento.

Cover teste

Teste com que se observa a motilidade ocular e a presença e magnitude de forias ou tropias - estrabismos. Determina a presença ou ausência de habilidade fusional motora do cliente. Ocluindo - se um dos olhos e notando-se se o olho aberto se desloca (ou não), acompanhando o objeto ou a luz mostrados; teste em que se observa a presença de forias ou estrabismos.

CR-39

Marca registrada de uma composição química de onde são fabricadas as lentes de resina orgânica, conhecida como Resina Colúmbia, pertencente a Pitsburgh Plate Glass Co.

Cravar

Achatar, em forma cônica, a extremidade do parafuso das armações, fazendo assim com que o mesmo não se desaperte quando em uso.

Crepúsculo

Claridade que precede o nascer do sol (crepúsculo matutino) e que persiste algum tempo depois que ele se põe (vespertino).


Cristalino

Corpo semi sólido, aproximadamente biconvexo, tendo sua curva posterior mais acentuada (curva frontal de +8,27 diop. e posterior de +13,78 diop. Seu índice de refração é 1,416. É assimétrico, transparente, com aproximadamente + 13,00 a +16,00 dioptrias, quando se olha para longe (ponto remoto) e + 22,00 dioptrias quando se olha para perto (ponto próximo). (pode chegar até +70,00 diop., segundo alguns autores). Segundo alguns autores: Aos 10 anos chega a +14,00 diop., com um ponto próximo de 7 cm. Aos 20 anos possui +10 diop. com um ponto próximo de 25 cm. Aos 30 anos é de 7,00 diop. e a partir dos 40 anos seu poder de acomodação não é mais suficiente para obter um ponto próximo de menos que 35 cm. Sua espessura central é aproximadamente de 4,0 mm. Está localizado logo atrás da Íris, a uma distância de 3,6 mm. da córnea e tem a finalidade de permitir visão nítida para longe, para perto e todas as distâncias, através da modificação de suas curvas e a acomodação, comandada pelo cérebro e acionada pelo músculo ciliar. Quando se torna menos convergente permite a visão nítida para longe e quando mais convergente permite visão nítida para perto.

Cristalino em repouso

É quando tem seu formato menos convergente ou mais fino, com a visão para o infinito.

Cromática

Arte de combinar as cores.

Cromático

Relativo a cores.

Cromatismo

Dispersão da luz; decomposição da luz que atravessa corpos diáfonos; coloração; Distribuição harmoniosa das cores.

Cromatismo axial

É a distância entre o encontro focal da luz violeta e vermelha, através de uma lente que produz aberração cromática.

Cromatizar

Colorir; tornar cromático.

Cromatômetro

Aparelho pelo qual medem-se as cores e que é usado para determinar o grau de acromatopsia.

Cromatopsia

Deficiência visual em que objetos não coloridos são vistos em cores diferentes ou objetos não coloridos são vistos coloridos.

Crookes

Lente de cristal de cor cinza, existente nas Tonalidades 1, 2, e 3.

Crown

Qualidade de vidro óptico fabricado em condições de tê-lo como de primeira qualidade. Seu índice de refração é 1,523 e tem baixa dispersão. Material usado na grande maioria das lentes oftálmicas de cristal mineral.

Cruxite

Nome comercial da cor rosa.

Cruxite

Lente de cristal de cor rosa, existente nas Tonalidades 1, 2, e 3.

Cruz de centralização

Ponto no qual se inicia a zona de progressão para perto (adição) de uma lente progressiva, ponto este que deve ser centralizado com o centro da pupila.

Cruz de centralização

Posição em que a lente deve ser posicionada exatamente no centro da pupila.

Cruz de progressão ou de montagem

Cruz gravada à tinta que serve como ponto de referência para medida e montagem, coincidindo com o centro da pupila.

Cruzamento

Posição de alinhamento paralelo das hastes de uma armação, quando as mesmas estão dobradas.

Curva

Em geometria espacial é geralmente a curva que está situada num espaço de três dimensões., podendo ser plana; Linha arqueada; arco; curvatura.


Curva – base

A menor curva de uma lente esférica. É a curva tórica ou cilíndrica de uma lente esférico cilíndrica. É a menor curva de uma superfície cilíndrica ou tórica. A superfície do lado da película de um bifocal ou progressivo. Em contatologia é a curva posterior da lentes de contato, que está em contato com a córnea com seu raio variando de 7,5; 7,8; 8,1 e 8,4 mm..

Curva "K"

A menor curva meridional em dioptrias e o maior raio de curvatura de uma córnea, medida no keratômetro.

Curva anterior

Em contatologia é a curva oposta a que faz contato com a córnea.

Curva base

Quando aplicado à uma superfície tórica, é a curva mais fraca. Quando aplicado às lentes de um modo geral, é a curva base deste grupo ou a curva comum a um determinado grupo de lentes.

Curva corrigida

Lentes cujas curvas são calculadas e escolhidas para reduzirem ao máximo os defeitos ópticos (aberrações) inerentes às próprias lentes.

Curva cruzada

A curva mais acentuada de uma superfície tórica ou cilíndrica, ficando exatamente perpendicular à curva - base.

Curva cruzada

Em surfaçagem é a máxima curva de uma superfície tórica ou cilíndrica. Em contatologia é a curva oposta à curva K.

Curva de Tscherning

Curva de lente oftálmica com propriedades de torna-la “curva corrigida”, tais como Orthogon de Bausch & Lomb e Tiller da American Optical que reduzem tanto quanto possível o astigmatismo oblíquo.

Curva dióptrica

Curvatura designada em dioptrias, cuja relação direta com o raio de curvatura é de que 1,00 diop. tem um raio de 530 mm (antigo índice do vidro óptico em que se baseiam os princípios de medições de curva dos laboratórios, esferômetros, calibradores, tornos retificadores e moldes de surfaçagem).

Curva em raio

Curva determinada em raio milimétrico.

Curva intermediária

Em contatologia é a curva situada entre a zona óptica central e a periferia da lente.

Curva marcada

Corresponde à curva usada em todos os laboratórios de RX. brasileiros. É a curva encontrada, tomando-se o índice de refração dos primeiros vidros ópticos fabricados, (1,530) e que foi tomado como índice padrão. Subtrai-se 1 inteiro do índice, converte-se de m. em mm., divide-se pelo raio de curvatura e tem-se a curva dióptrica, usada para fabricação dos calibradores, esferômetros, tornos e moldes. Esta curva não poderá ser usada diretamente no cálculo por fórmula matemática, para se determinar a curva oposta.

Curva marcada

É a curva dos moldes do laboratório RX, ou seja, baseada no índice primitivo das primeiras lentes fabricadas -1,530.

Curva nominal

Curva simbólica dos blocos meio trabalhados e dos progressivos. Próxima da verdadeira curva.

Curva nominal

É a curva indicativa dos blocos semi trabalhados, bifocais, trifocais e progressivos. Geralmente não corresponde à sua verdadeira curva mas é uma aproximação para facilitar sua identificação. Uma base 6,00 diop. (nominal) poderá ter verdadeiramente 5,96 diop. Isto faz com que o uso de moldes opostos, de curvas exatas, propiciem poderes dióptrico próximos da precisão

Curva periférica

Em contatologia é uma ou mais curvas geradas na periferia da lente, em forma concêntrica, também conhecida como “blending”.

Curva posterior

Em contatologia é a curva que entra em contato com a córnea.


Curva verdadeira

É a curva calculada em função do verdadeiro índice de refração do material usado na fabricação da lente. Para uso de cálculos de curvas, com exatidão, por meio de fórmula matemática, use curva verdadeira que é calculada, subtraindo-se 1 inteiro do índice de refração do material em questão, multiplicando-se o resultado por 1000 e finalmente dividindo-se pelo raio de curvatura. Como exemplo, citamos que a curva verdadeira de um raio 88.33 mm. é igual a 5,92 dioptrias, considerando-se que o índice de refração do vidro em questão era de 1,523.

Já a curva nominal (usada nos laboratórios de surfaçagem) também conhecidas como "curvas marcadas" (em inglês "marked curve"), são calculadas usando-se o antigo e padronizado índice de refração, usado para cálculo dos calibradores, dos moldes, dos tornos retificadores etc., 1,530. Como exemplo, a curva correspondente a um raio de curvatura de 88,33 mm. considerando-se o índice 1,530 (o padrão) eqüivale a 6,00 dioptrias, que é a curva usada nos laboratórios.

Curva-base

Quando aplicado à superfície tórica, a curva-base é a curva mais fraca da face. Quando aplicado à lente esférica, é sua menor curva. Quando aplicado a lente em geral, a curva-base é um grupo de curvas comum a um grupo de lentes. Quando aplicado às lentes de contato é a curva de aderência à córnea.

Curvador de pontes

Pequena prensa, destinada a curvar pontes de armações.

Curvas compensadas

Curvas de moldes com raio de curvatura compensado para a espessura do feltro e das lixas.

Curvatura

Forma curva de uma superfície de lente, poderá ser côncava (em depressão) que será a superfície interna de uma lente. Quando convexa (em protuberância) será a superfície externa da lente ; arqueamento; poderá ser designada em dioptrias ou em raio de curvatura, mm.

Curvatura de campo

Defeito óptico, em forma de aberração, que faz um objeto plano, parecer curvado; variação da imagem da superfície de uma superfície plana

Curvatura de campo

Defeito óptico das lentes oftálmicas em que um sistema óptico produz aberração devida à incidência de raios paralelos que incidem obliquamente na lente, fazendo com que a imagem plana apareça curvada, sendo irrelevante pelo fato da retina ser curvada.

Curvatura elíptica

Ponto eqüidistante dos meridianos principais de uma superfície cilíndrica, entre os eixos positivo e negativo.

Curvilínea

Que é formada de linhas curvas.

Curvímetro

Aparelho destinado a medir as curvas das superfícies das lentes.

Curvo

O que muda de direção sem formar ângulos.

D.

Abreviação de “dioptria” que é a unidade de medição do poder refrativo das lentes.; Abreviação de “direito”.

D.N.P.

Abreviação de distância naso pupilar. Distância do centro do nariz até o centro da pupila de cada olho.

D.P.

Abreviação de distância entre os centros pupilares. Distância inter-pupilar.

Dacriadenalgia

Sensação dolorosa na glândula lacrimal.

Dácrio

Lágrima.

Dacriociste

Saco lacrimal.

Dacriodenite

Inflamação da glândula lacrimal.


Daltonismo

Impossibilidade de distinguir cores, principalmente o verde e o vermelho que são confundidos pelo daltônico; Mesmo que acromatopsia. Incapacidade para diferenciar cores.

Daltonismo absoluto

Aquela anomalia em que duas cores escolhidas, na extremidade do espectro, bastam para produzir todas as cores que o ser humano é capaz de ver.

Daltonismo relativo

Anomalia na qual, as pessoas normais, precisam de pelo menos três cores, para reproduzirem (misturadas) todas as cores vistas por esta mesma pessoa. É muito mais freqüente que o daltonismo absoluto. Este daltonismo precisa de um tempo maior que o necessário para que a pessoa possa distinguir cores.

Dedal terceira mão

Dispositivo para fixar porcas em parafusos de numont.

Defeito de fundição

Defeito físico da lente, causado por partículas estranhas, não devidamente fundidas.

Defeito físico da lente

São defeitos que tiram a boa qualidade da lente e dificultam a performance

óptica da mesma. Podem ser: a) defeito no material da lente e: b) defeito de superfície.

Deflectomia

Ação de desviar raios luminosos para um dos lados.

Deflectomia de Moiré

Desvios das franjas luminosas através das superfícies das lentes de contato.

Deforçagem

Rebaixamento do aro da armação, durante o processo de fabricação.

Degeneração macular

Manifestação patológica da mácula (fóvea central) em que o cliente vai perdendo a acuidade visual principal (responsável pela visão 10/10 ou 20/20), geralmente ocorre na idade avançada.

Deluzir-se

Perder a cor ou o brilho.

Demi-ambar

Cor de armação marrom escuro intercalado com creme, também conhecido como tartarugado.

Demi-blond

Cor de armação marrom claro intercalado de creme.

Densidade

Relação entre massa e volume de um corpo. Esmeril de desbaste: Relação entre a quantidade de pó e água. É medida pelo "Aerômetro de Baumé".

Densidade

Veja peso específico.

Densidade óptica

É medida da transparência de um meio, pela transmissão da luz, por meio de equação.

Depósitos sólidos

Contatologia; camada de materiais orgânicos e inorgânicos que se agregam às superfícies das lentes de contato, assim como: proteínas, mucos, cálcio e outros.

Depressão

Concavidade feita no lado convexo de um bloco destinado à fundição de um bifocal “topo reto” ou “Kryptok”, onde a película é fundida. Em contatologia é uma pequena escavação da córnea, feita por uso indevido de lentes de contato.

Depressão

Anatomia: Ação primária do músculo reto inferior, tendo como ação secundária a adução e extorção.

Desbastar

Desengrossar; reduzir a espessura de uma lente por surfaçagem.

Desbaste

Tornar mais fino um bloco oftálmico rebaixando-o. Alisar, usando vários grãos de esmeril, ou lixas de diversas abrasões, a superfície de uma lente, preparando-a para o polimento; Ato ou efeito de desbastar um bloco de vidro ou resina.

Desbaste

Faceamento da superfície de um bloco oftálmico, reduzindo sua espessura e aproximando sua curvatura, podendo ser feito por: esmeril óptico; pastilhas diamantadas; molde diamantado ou lixas abrasivas.


Desbaste fino

Desbaste de lente, usando esmeril em pó de granulação 1.000 ou por lixa.

Desbaste grosso

Desbaste de lente, usando esmeril em pó de granulação 60 a 100.ou por lixa.

Desbaste médio

Desbaste de lente, usando esmeril em pó de granulação de 200 a 500 ou por lixa.

Desbaste super fino

Desbaste de lente, usando esmeril em pó de granulação 1,500 ou por lixa.

Desbloquear

Descolar a lente da coladora.

Descartes

Primeiro a compreender, no século XVII, que uma alteração na curva do cristalino provocava alteração no poder dióptrico de acomodação.

Descartes (René)

Filósofo, que foi o primeiro a mostrar certo interesse pelas percepções visuais, dentro dos conhecimentos alcançáveis em sua época (1596-1650). Descreveu claramente as dimensões perceptuais e a constância de forma, muito antes de elas serem estudadas experimentalmente.

Descegar

Restituir a visão.

Descemet

Uma das cinco camadas que compõem a córnea, localizada entre o estroma e o endotélio.

Descentração

Habitualmente usada para definir a descentralização do centro óptico. Desviar ou tirar o centro óptico do centro geométrico, que resulta num efeito prismático, que pode ser produzido pela descentração do centro óptico e por meio de diferentes espessuras dos bordos das lentes.

Descentração da película

Distância horizontal entre o centro óptico de longe e o centro geométrico da película de um bifocal, que deve ser igual a metade da diferença entre a Dp. de longe e perto. Na montagem, é a distância em que o centro geométrico das películas dos bifocais, deve ficar descentrada nasalmente, em função do centro geométrico da armação. Na surfaçagem, o surfaçagista e o marcador são os únicos que poderão permitir a precisão da Dp. de longe, pela descentração do centro óptico de longe, sendo que o montador ajusta a posição do centro geométrico da película, seu ponto de referência para montagem.

Descentração em mm. para obtenção de prismas

Multiplique a dioptria prismática por 10 e divida o resultado pelo poder dióptrico na direção da descentração. O resultado será a descentração do centro óptico, em milímetros.

Descentralização

Ato de se descentrar o centro óptico; o mesmo que descentração.

Descentralizar

Afastar o cento óptico do centro geométrico.

Descolagem

Ato de separação entre a coladora e a lente, após a operação de surfaçagem, tendo o lacre ou alloy, como agentes coladores. Pode ser feita no gelo ou no calor.

Descolamento da retina

Separação, acidental ou patológica, da retina das outras membranas que envolvem internamente o globo ocular.

Descolar

 Despegar uma lente da coladora.

Descolorir

Descorar, fazer perder a cor de uma lente de resina, anteriormente colorida.

Descravar

Tirar o parafuso que está cravado na armação.

Desembaciar

Limpar a lente que está embaçada.

Desempeno

Ato de nivelamento das hastes de uma armação, fazendo com que a frente fique no mesmo plano dos olhos.

Desencravar

O mesmo que descravar.

Desenevoar

Tornar claro; iluminar.


Desidratação

Quando a lente gelatinosa perde o líquido contido na sua estrutura e torna-se rígida.

Desidratar

Separar ou extrair água de uma lente de contato.

Deslocamento da imagem

Deslocamento de um objeto do ponto em que o mesmo é visualizado.

Deslumbrar

Turvar a visão por brilho excessivo.

Despegar

Separar a lente da coladora.

Despolido

Defeito de fabricação na superfície da lentes, causado pelo polimento incompleto da mesma.

Despolido

Defeito físico da lente, causado por insuficiência de polimento, deixando mancha acinzentada.

Despregar

Descolar a lente da coladora.

Destrociclo - versão

Movimento torcido dos olhos para direita, em sentido horário.

Destrocicloversão

Movimento circulatório dos olhos, no sentido direito, induzido por estímulo visual  com o objetivo de colocar as imagens retinianas em pontos correspondentes

Destrogiro

Que desvia para a direita o plano da luz polarizada.

Destroversão

Quando os olhos voltam-se para a direita.

Desvio

Afastamento que um raio de luz incidente sofre ao atravessar dois meios de diferentes densidades, ficando afastado da normal, devido a ação de um prisma ou de um sistema óptico, sem mudança na vergência; É a mudança de direção da luz devido a ação de um prisma.

Deturgência

Estado de relativa desidratação da córnea.

Deuteranomalia

Daltonismo para o verde - vermelho; deficiência nas células foto - receptoras da cor verde.

Deuteranopia

Acromatopsia para o verde - vermelho; perda de visão à cor verde e parcial perda do vermelho.

Deuteranopia

Deficiência parcial de cores.

Deutran

Deficiência parcial de cores.

Df.

Abreviação de “distância focal”.

Diabete no fundo do olho

Quando a região macular se apresenta com manchas brancas ou amarelas, e as vezes com presença de pontos avermelhados de focos hemorrágicos.

Diafragma

Abertura redonda com diâmetro redondo e variável usada para limitar o campo visual de uma lente.

Diagnóstico

Provável previsão do curso de uma doença.

Diagrama

Direção dos eixos astigmáticos das lentes plano cilíndricas e esférico cilíndricas, caracterizadas pelas suas duas escalas iguais, nos dois olhos, colocadas de 0° a 180°, da esquerda para a direita, pela metade superior do transferidor.

Dial

Termo que significa uma cartela onde está desenhado um círculo com diversos raios, em forma de relógio, destinado a detectar os astigmatismo, durante os exames de refração subjetivos.

Diâmetro

Numa circunferência, é uma corda que passa pelo centro da mesma. É o maior tamanho contido dentro de uma circunferência; Na lente: é a distância de uma linha reta, de uma à outra borda da lente, passando pelo seu centro. Nas lentes de contato hidrofílicas, se situa entre 13.0 a 15.0 mm.

Diâmetro efetivo

A maior distância linear contida no aro de uma armação; a medida linear igual a duas vezes a distância de um raio, partindo do centro geométrico até o maior tamanho da lente..


Diâmetro horizontal da íris

Medida linear máxima, passando pelo centro da íris, tomada para orientação da adaptação de lentes de contato;

Dicoria

Duas pupilas na mesma íris.

Dicroismo

Propriedade que têm certos minerais de trocar de cor, segundo reflexão ou refração da luz.

Dicromasia

Perda da sensibilidade de uma das três cores principais, vermelha, verde e azul.

Dicromático

Que pode apresentar duas cores; Quando apenas duas cores podem ser distinguidas.

Dicromatopsia

Daltonismo.

Difração

Fenômeno pelo qual a luz contorna levemente o obstáculo, quando este interfere na sua trajetória; Desvio dos raios luminosos, ao incidirem sobre um corpo opaco.

Difringente

Que difrata.

Difusão

Fenômeno pelo qual a luz é refletida para todas as direções, devido a natureza irregular da superfície refletora.

DIN ISO 9001

Certificado internacional de qualidade.

Dioptria

Unidade óptica de medição das curvas e do poder refrativo das lentes, que poderá ser positivo ou negativo. Seus submúltiplos são de 0,12 em 0,12 dioptrias; Convergência de um sistema óptico cuja distância focal é de 1000 mm. (1 metro); Uma lente cuja distância focal é de 1000 milímetros (1 metro) tem um poder dióptrico de 1,00 diop. Uma outra que tem uma distância focal de 250 milímetros, tem um poder de +4,00 diop; unidade de refrangência de um dióptro que é expressada pelo inverso de uma distância medida em metros. Abreviação: D., Di. ou Diop..

Dioptria prismática

Unidade óptica de medição dos desvios unilaterais de um raio de luz (prisma). Em um metro de distância, um prisma de 1,00 dioptria, desvia em 1 centímetro, um raio de luz que o atravessa, em função do prolongamento anterior de sua trajetória; num prisma de 2,00 dioptrias, desvia em 2 centímetros e assim sucessivamente.

Dióptrica

Parte da física, que tem por objeto o estudo da refração da luz.

Dióptro

Parte da física que estuda a refração da luz; toda superfície que separa dois meios que possuem dois diferentes índices de refração.

 Dióptro centrado (sistema)

Quando um conjunto de lentes centradas, cujos centros de rotação situam-se na mesma linha reta, entendida como eixo principal ou eixo óptico, temos um sistema centrado.

Diorama

Quadro iluminado superiormente por luz móvel, e que, observado de lugar escuro, produz ilusão de óptica.

Diplopia

Deficiência dos olhos que duplica a imagem de um só objeto.; visão dupla de um mesmo objeto, devido a dissociação das imagens, de um mesmo objeto, impedidos de unirem em uma só imagem a visão.

Diplopia monocular

Quando um objeto é simultaneamente visto duas vezes pela retina de um só olho.

Diplopia superposta

Causada pela cirurgia de catarata, a moda antiga, pela extração total de cristalino e capsulas, que ao compensá-la com lentes de óculos altamente positivas, causa dupla imagem pela magnitude havida no olho operado ficando a visão binocular prejudicada, até a cirurgia do outro olho..


Disco de Plácido

Dispositivo que faz refletir, no espelho corneano, uma série de círculos concêntricos, brancos e pretos, que pela forma demonstrada das modificações dos círculos, indicam a presença de: córnea normal, córnea com astigmatismo regular, córnea com astigmatismo irregular, queratocone, além de cicatrizes e úlceras.

Disco de Plácido

Peça simples, composta de círculos concêntricos, destinado ao exame das curvaturas da córnea, através de seu reflexo.

Disco óptico

Parte do nervo óptico formada pelo encontro de células da retina saindo através da parte traseira da esclerótica. É de cor rosa pálido, havendo enorme variações na tonalidade, dentro dos limites da normalidade. É quase circular, sendo raramente perfeito. Mede cerca de 1,5 mm. de diâmetro.

Disco retificador

Surfaçagem: Disco de esmeril rígido, grosso e sólido, com centro de aço adaptado que serve para retificar curvas de moldes esféricos, na própria máquina esférica.

Dislexia

Deficiência neurológica, em que a condição para ler, anteriormente adquirida, foi perdida.; Impossibilidade de se distinguir palavras ou objetos, devido a lesões no cérebro. Mesmo que alexia ou aqnosia.

Disopia

Enfraquecimento da vista.

Dispersão

A luz branca é composta de várias diferentes cores (comprimentos de ondas). Dispersão é a separação da luz branca nas suas componentes cores, como se fora um prisma; fenômeno pelo qual a luz se refrata diferentemente, segundo o comprimento de onde de cada um de seus componentes.

Dispersão escleral

Técnica de avaliação da córnea em áreas com edema, especialmente em usuários de lentes de contato.

Distância entre os centros da armação

Distância linear entre os dois centros geométricos da armação.

Distância focal

É a distância do vértice traseiro de uma lente até o seu ponto focal, estritamente chamado de "distância focal do vértice traseiro"; distância que vai da superfície posterior de uma lente até seu ponto focal, precisamente conhecida como distância focal do vértice posterior..

Distância intermediária

Ponto intermediário de visão das lentes trifocais ou progressivas, que permitem visão nítida a cerca de 1 a 3 metros de distância.

Distância inter-ocular

Mesmo que distância interpupilar.

Distância inter-pupilar

Distância entre os centros pupilares dos olhos. Abreviação: D.P.

Distância naso pupilar

Distância, do centro do nariz ao centro da pupila, de cada olho. Abreviação: D.N.P..

Distância pupilar

É a medida da distância linear, em mm., entre os dois centros pupilares do olhos, que pode ser medida para longe, para distâncias intermediárias ou para perto. Abreviação: D.P..

Distância vértice

Distância entre o ápice corneano e o ponto mais profundo da superfície da lente, montada na armação ou na armação de prova. Sua abreviação é "Dv". Numa lente positiva, aumentando-se a Dv., o seu poder dióptrico aumenta. Obviamente quando a distância vértice é reduzida, será preciso usar-se uma lente de poder mais forte. Já com a lente negativa, aumentando-se a Dv, seu valor dióptrico diminui.


Distância vértice para lentes de contato

Considerando que as receitas óptica são feitas com lentes distanciadas dos olhos em 12 mm., (no Greens ou na caixa de provas) faz-se necessário um cálculo ou uso de tabelas, para determinação da dioptria compensada própria para lentes de contato. A dioptria da l.c. será o resultado de:

                                     Sendo:

Lc =       1000                  Lc: Dioptria da l.c.

         (1000/Rx) – Dv        Dv: Distância em mm. Entre

                                     a córnea e a lente do foróptro

                                     ou caixa de provas,

                                     geralmente 12 mm.

Distômetro

Dispositivo utilizado para medir a distância entre o ápice corneano (sobre a pálpebra), devidamente compensada, e a parte mais profunda da lente dos óculos ou da caixa de provas; Mede a “distância vértice” cuja abreviação é “Dv”.

Distorção

Aberração óptica caracterizada por linhas retas que tomam uma forma curvada, afetando sua reprodução geométrica, especialmente na periferia da lente. Gradualmente aumenta ou diminui a magnificação encontrada quando o olho olha mais afastado do centro da lente e isto é a distorção. Corrigida uma ametropia, com lentes de óculos, a aberração num sistema óptico, é caracterizada por diferenças de ampliação para diferentes regiões do sistema e pelo fato de as imagens produzidas por ela, serem deformadas. Um quadrado parece uma almofada, observado por uma lente positiva e parece um barril quando observado por uma lente negativa; a distorção não pode ser eliminada com simples lentes de óculos mas poderá ser atenuada com lentes de curva corrigida.. Um alto míope, usando óculos, vê um quadrado em forma de barril, mas usando lentes de contato, o quadrado se aproxima melhor da sua forma original. A distorção nada tem a ver com a qualidade focal de uma imagem.

Divergência

Uma propriedade direcional dos raios de luz, que tomam forma divergente, partindo da fonte.

Divergência

Anatomia: Quando ambos os olhos olham para fora.

Divergente

Tipo de lente oftálmica negativa, em que os raios paralelos que a atravessam, tomam direções divergentes, separando-se progressivamente.

Dk

Símbolo indicativo da permeabilidade das lentes de contato; Medida do coeficiente de difusão do oxigênio em relação à solubilidade do oxigênio dentro do material da lente de contato. D é o coeficiente de difusão do oxigênio e K é a solubilidade do oxigênio, no material da lente. Quanto mais alto o Dk, maior conforto trará ao usuário das lentes de contato rígidas.

DNP.

Abreviação de “distância naso pupilar”, ou seja, a distância entre o centro apical do nariz e o centro de cada pupila.

Dominância ocular

Prova feita quando não se consegue uma igualdade de claridade nos dois olhos durante o balanço binocular, mesmo que se tenha a mesma acuidade visual em ambos olhos, em condições monoculares.

Donders

Cientista do século passado (1860) que demonstrou as teorias do "olho acomodativo" e do olho "não acomodativo".

DP.

Abreviação de “distância pupilar”, ou seja, a distância entre os dois centros pupilares.

Drahoslav Lim

Juntamente com Otto Wichterle, em 1960, no Instituto de Química Macromolecular de Praga, inventou o novo material de plástico hidrofílico o hidroxietylmetacrilato, das lentes gelatinosas.


Dublê acromático

Junção de duas lentes com diferentes índices de refração com objetivo de diminuir a aberração cromática

Dução

Rotação de um olho sem considerarmos a posição do outro.

Duo cromo teste

Combinação de dois quadros luminosos, com letras pretas no fundo, sendo um verde e outro vermelho, destinado a constatar se a compensação com lentes oftálmicas está hiper ou hipo refratada.

Duocromo teste

Também conhecido como bi-crômico; No optotipo é composto de dois lâminas iluminadas, com diferentes cores (vermelho e verde), tendo ao fundo de cada um deles, uma série de pequenas letras, destinadas a identificar se o cliente está hipo ou hiper refratado; Caso o míope veja melhor as letras pretas do quadro verde, estará hiper refratado e caso veja melhor as letras do quadro vermelho, estará hipo refratado. Já nos hipermétropes, ocorrerá o contrário: caso veja melhor as letras do fundo verde, estará hipo refratado e caso veja melhor as letras do fundo vermelho, estará hiper refratado.

Dura mater

Um dos envoltórios do nervo óptico.

Duracare

Produto químico destinado à lubrificação e umidificação de lentes de contato gás permeáveis.

Duto naso-lacrimal

Pequenos canais, que levam o líquido lacrimal, do saco lacrimal às fossas nasais.

Dv.

Abreviação de distância vértice. Distância entre o ápice corneano e o ponto mais profundo da lente compensadora.



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