Armações

O Técnico Vendedor Deve Conhecer

O técnico que vende, deve estar atualizado com o estoque de armações, no que diz respeito às cores, os tamanhos, as pontes mais largas, modelos jovens, modelos para senhores e senhoras, modelos para bifocais, modelos para progressivos, enfim toda a gama de variedades.

Na hora da venda, não fica bem o vendedor ir procurar sem saber onde se encontram os modelos. A separação por balcão, por gaveta ou por vitrine deve ser do conhecimento do próprio.


Ajustes da Armação

Geralmente a armação não vem de fábrica completamente ajustada para adaptação no cliente. Sendo assim, o vendedor deve proceder ao ajuste antes de experimentá-la no cliente. Devemos proceder aos seguintes acertos:

  • Empeno: O empeno é quando a armação apoiada com as ponteiras voltadas para cima apresenta desnível. Em seguida alinha-se com as ponteiras voltadas para baixo. Importante é este ajuste devido à necessidade de melhor precisão nas medidas de alturas dos progressivos O empeno faz a armação ficar torta no rosto do cliente, com um aro mais alto que o outro. Acontece quando as hastes não tocam igualmente numa mesa bem plana, com suas ponteiras viradas para cima. O acerto nas de acetato, é feito com a armação aquecida, escolhendo a haste que melhor condição ofereça ao ajuste da inclinação pantoscópica. Já as metálicas o ajuste é feito com alicates apropriados.
    Alguns clientes apresentam uma orelha mais alta que a outra. Este fato não deve ser comentado pelo consultor e apenas faz-se o ajuste para que os dois aros fiquem centrados verticalmente no cliente.
  • Abertura: A abertura desigual faz com que um dos aros da armação fique mais distante de um dos olhos. Quando uma haste está mais aberta que a outra ou quando uma está mais fechada que a outra, o acerto das de acetato é feito com calor ou com lima no ângulo da haste, dependendo do caso. Basicamente devem ficar com acerto de 90 graus, em A.O.
    Nos clientes de rosto acentuadamente redondo nas laterais, deve-se proceder a curvatura das hastes de modo que não toquem na pele. O toque na pele irá proporcionar a oxidação do material, especialmente em clientes propensos a essa situação.
  • Inclinação: A parte inferior do aro deve estar mais próxima da face que a parte superior de 6 a 9 graus. Isto porque 50 % do nosso uso é para longe e 50% para perto. Nos progressivos a inclinação deve ser um pouco maior devido a necessidade do uso total do campo nítido para perto.
  • Cruzamento As hastes, quando dobradas. Devem manter um paralelismo, ou quando o modelo não permite, uma igualdade de posicionamento. Trata-se de uma questão de estética e apresentação do produto vendido. O cliente fica mal impressionado quando o cruzamento não é alinhado.

Armações Metálicas

São confeccionadas de alpaca ou ligas aproximadas que têm a mesma propriedade. Algumas são feitas de “monel”que é ainda duro que a alpaca. Outras têm molas de aço no bracinho superior (Numont). Outras têm as hastes de bronze. Existe uma série de novos materiais relevantes, assim como aço e titânio que vem sendo muito utilizado. Todas as armações metálicas recebem um banho de ouro ou lacas especiais que são tintas de alta resistência ao desgaste.

  • Armações Numont: Basicamente são metálicas e conhecidas pelo braço que acompanha as partes superiores da lente, sendo seus extremos presos por parafusos onde são fixados às lentes. Existem também as de braço superior com mola que prendem na lente por meio de pressão e garras que se fixam às lentes, que por sua vez têm pequenas ranhuras nas bordas das lentes, onde se encaixam as garras.
  • Armações Metálicas “Griffe”: Esse nome é de procedência americana e representa armações presas às lentes com quatro parafusos e sem braço superior. São também conhecidas como ‘flutuantes’ ou ‘três peças’ São fornecidas com a ponte, plaquetas e as hastes (com charneira).
  • Armações de Fio de Nylon: Geralmente teem a parte superior e hastes de metal, mas existem modelos novos de acetato combinado. Na parte inferior das lentes passa apenas um fio de nylon que prende as lentes através de uma pequena ranhura na face externa da mesma.

Armações de Material Plástico

  • Fibra de Carbono e Fibra de Vidro: São dois produtos, que usados na fabricação de armações, vinham tendo uma grande procura. Na verdade eles são compostos de 70% de nylon e o restante da fibra, propriamente dita. Estas armações aceitam somente lentes de resina. Elas tem pouca elasticidade e são problemáticas para os montadores. São todas pintadas com tintas de ‘epoxy’, de alta resistência.  
  • Armações de Optyl e Proprionato: São do tipo injetado, mas de boa qualidade. Isto porque, há alguns anos, armações injetadas eram sinal de baixa qualidade, o que não ocorre hoje com os materiais nobres. A tecnologia avançou muito neste aspecto.
  • Armações de Acetato de Celulose: São as mais populares existentes no mercado. Sua resistência é boa e verga-se com calor, de modo a proporcionar ajustes à anatomia do rosto do cliente, de modo que tem uma grande procura. Seu material presta-se a diversos padrões e colorações. São as mais vendidas no mercado brasileiro. Antigamente eram chamadas de “zilo”, mas esse nome é originário do antigo material (altamente inflamável e de fácil deterioração) Nitrato de celulose, que não mais existe.

Conceitos Básicos

Esses conceitos são vagos e mudam constantemente. Entretanto, colecionamos alguns que passamos a expor:

  • Armações de tons claros, assim como, cristal, caramelo claro, rosa, cinza claro, rejuvenescem.
  • Os modelos de coloração forte, tanto vermelho como azul, podem estar em moda dependendo da sazonalidade, especialmente novos modelos.
  • A um intelectual, que aprecia ver evidenciado o fato de usar óculos, poderemos vender armações de coloração forte, assim como: preto, marrom escuro, Demiâmbar, etc.
  • A um cliente gordo e com as bochechas salientes, o melhor é escolher uma armação de formato, mais ou menos quadrado, em que o tamanho vertical seja menor que o horizontal, para que não toque nas bochechas.
  • A um cliente de rosto fino e alongado, o melhor é escolher uma armação de formato arredondado. Procure o equilíbrio.
  • A um cliente de rosto redondo, o melhor é escolher um modelo que tenha forma quadrada ou retangular, que quebre a linha redonda do rosto.
  • A um cliente que tenha nariz grande, o melhor é escolher uma armação de ponte baixa, o que certamente fará com que seu nariz pareça menor, porque a ponte irá se apoiar mais em baixo.
  • A um cliente de testa larga e grande, não se devem vender armações escuras porque, elas evidenciam o tamanho da testa, formando um verdadeiro degrau demonstrando o tamanho desproporcional da testa.
  • A um comerciante de produtos pesados, deve se escolher uma armação de complexão forte e rígida, com aro e pontas mais grossas.
  • Deve-se evitar vender armações redondas a clientes que tenham astigmatismo alto. Evitar é uma coisa, mas não é impossível, desde que você recomende ao montador que ajuste com muita pressão a lente no aro, para que não gire e saia da posição do eixo da receita.
  • A uma criança, a preferência e que a armação tenha hastes de molas curvadas, mas não sendo possível, a adaptação de uma correntinha é de fundamental importância. Ao adquirir armações, cuidado com as pontes, pois os fabricantes descuidam no tamanho e posição da ponte, construindo-as de formato grande (de adulto) e as crianças têm o ápice do nariz baixo.
  • A uma pessoa de raça negra ou asiática, o ideal e escolher uma armação de plaquetas de bracinhos, que possam permitir uma adaptação adequada ao nariz achatado.
  • A um usuário de lentes progressivas, escolha uma armação que tenha boa inclinação, fazendo com que a lente fique o mais próxima possível do olho. Também escolha uma que tenha uma distância do centro da pupila até a borda inferior interna da armação, nunca inferior a 22 mm nos casos de marcas convencionais. Entretanto existem progressivos modernos que permitem alturas menores (14 mm).

Escolha de Tamanho das Armações

O tamanho da armação deve ser tal, que não permita que as hastes toquem fortemente nas têmporas, nem fiquem afastadas demasiadamente delas. Caso o cliente tenha a frente do rosto pequena, mas a cabeça redonda e grande devemos abrir as hastes e curvá-las de modo que circundem a cabeça, na sua parte lateral. As hastes não devem ficar curvadas como no caso anterior, com o lado côncavo voltado para fora, denotando pressão excessiva na região auricular. Quando o tamanho da cabeça do cliente é maior e as hastes não cabem, devemos pedir outras hastes especiais ao fabricante ou escolher outro tipo de armação. Já quando as hastes são demasiadamente longas, não se deve curvá-las, de modo que a ponteira fique muito longe da orelha. Neste caso, tira-se a ponteira, corta-se a agulha na medida calculada, colocando-se em seguida novamente a ponteira no tamanho correto.

A ponte é a primeira parte que se observa, quando se experimenta a armação. Se a ponte se adapta bem, já é um bom começo. A ponte não deve apoiar no ápice do nariz nem deve ficar acavalada (alta). Os olhos do cliente devem ficar situados no centro da armação (no plano vertical), já que na horizontal isso é dificílimo, visto que as armações (de modo geral) são maiores que as D.P.

Nenhuma armação deve tocar na face do cliente, exceto as ponteiras das hastes. Especialmente as armações metálicas, não devem tocar as faces dos clientes em hipótese alguma. A oxidação será o resultado negativo, que levará o cliente a pensar que a qualidade não é boa, o que não representará a verdade. Alguns tipos de suores de clientes são destruidores do revestimento das armações e não há qualidade que o resista.

As Hastes e sua Adaptação

O Vendedor deve verificar se o comprimento das hastes está de acordo com o cliente. A curva principal da haste, no ponto que a liga com a ponteira, deve coincidir com a curva superior do pavilhão auricular, mais chegada para a parte traseira.

A haste deve acompanhar a curva da orelha, nunca a tocando fortemente num só ponto o que provocará o retorno do cliente se queixando.

Lembre-se que os óculos se adaptam e não se penduram atrás das orelhas. Outro ponto que o vendedor deve cuidar é o da aderência lateral das hastes. Elas se adaptam com leve pressão lateral, ajudando a fixação e firmeza dos óculos.

A abertura das hastes deve ser tal que permita firmeza da armação, sem tocar as têmporas fortemente, mas não devem ficar mais abertas que o necessário. Isso faz com que os óculos caiam, escorregando pelo nariz. Um conjunto de ajustes faz, pela somatória deles, uma boa adaptação.

Vergando ou Ajustando uma Haste

Se a armação é o de acetato, não se deve vergá-la a frio. Caso se faça, a mesma poderá fissurar e rachar-se mais tarde após algum tempo de uso. O uso do “ventilate” é essencial nesses casos. O mesmo ocorre com a curva das hastes que precisam ser aquecidas para sofrerem as curvas, esfrie sempre a armação, antes de experimentá-la no cliente. A curvatura de uma haste deve ser feita com os dedos em movimento (da frente para trás e vice versa) sem curvá-la num único ponto. Não se faz curva desigual ou aguda.

Caso a abertura esteja muito grande e não se tenha outra opção, a mesma poderá ser reduzida pelo aquecimento da parte temporal e pressionando-se o talão contra uma superfície, que não arranhe a armação, procura-se fechar as hastes por meio de calor, tomando-se o cuidado de não permitir que as lentes saiam do aro; firme-a com os dedos.

Ajuste nas Armações Metálicas

Estas são ajustadas por meio de alicates especiais para cada parte da armação. Alicates paralelos não permitem que se façam marcas nas charneiras. Alicate de bico fino serve para ajustes nas plaquetas de bracinhos. Alicates para braço de Numont facilitam regulagem da abertura, do empeno e da inclinação.

Alicates com peças de nylon para curvar aros metálicos são importantes, principalmente para o montador. Dois alicates para se retirar ou melhorar um empeno de hastes é importante. Outro alicate que é fundamental é o de torção dos eixos das lentes. Nem sempre o montador ajusta os eixos exatamente como a indicação da receita. Não custa nada acertar com precisão os eixos.

Armações de talão curvado e prolongado

Estas são usadas nos clientes que têm rostos grandes e têm dioptrias altas em suas correções especialmente quando a DP é bem menor. Permitem espessuras de bordas das lentes bem menores e suprem esta parte do mercado com eficiência e modernidade.

Cilíndricos altos

Além dos cuidados normais, o vendedor deve tomar especial cuidado com as lentes de cilíndrico alto (acima de 3,00). Muitas vezes os eixos estão exatamente como na RX. Mas o cliente não vê com nitidez. Estes ajustes devem ser procedidos com um alicate de torção de eixos.

Uma leve torção no eixo poderá melhorar muito a visão do cliente. Estes ajustes devem ser feitos um olho de cada vez, ocluindo o outro.

Muitas vezes o eixo não se posiciona exatamente como na receita devido o formato da armação. O que importa é a visão nítida do cliente e o conforto visual. Mande o cliente fechar um dos olhos e faça leves torções no aro da armação (manualmente) no eixo da lente até a obtenção da acuidade máxima. Localizando a posição, use o alicate para torcer eixos. Use preferentemente uma carta de refração para longe. Caso haja melhora, conserve assim mesmo fora do eixo da receita. Você dará um acentuado conforto visual ao cliente que agradecerá muito sua competência.

Ferramentas do Balcão

Chavinhas de fenda de boa qualidade e de vários tamanhos são importantes porque essas ferramentas são as mais usadas no balcão. Variação no tamanho das pontas é igualmente importante. Não existe fato mais desagradável do que o cliente entrar na loja para recolocar o parafuso perdido. Lembre-se que o fabricante não pode cravar o parafuso, e compete ao montador fazê-lo. Essa cravação que nos referimos é aquela no centro da extremidade do parafuso, usando-se um punção fino ou alicate apropriado. Pode-se usar também esmalte de unhas, cola durepox para fixar os parafusos, pingando a cola somente nas pontas dos mesmos.

Parafusos para Reposição: Em primeiro lugar as caixas onde são estocados os parafuso, nos seus diversos tipos e tamanhos, devem ser de muitas divisões. Cada parafuso no seu lugar. Não se deve permitir a mistura dos tipos de parafusos.

Peças de Reposição: Pequenas peças de reposição devem se mantidas nos estoques, geralmente guardadas nas gavetas auxiliares próximas do balcão. São plaquetas de diversos modelos, ponteiras de diversas cores, pontes anatômicas, encapamento para aros e hastes, hastes metálicas e de zilo. Hastes novas e usadas, estas devem ser guardadas para emergência de clientes necessitados. Charneiras para reposição, assim como pinos duplos são bons para pequenos consertos. Machos para reabertura de roscas, muitas vezes são úteis. Pequenas limas, assim como pequenos martelinhos igualmente são bons.

Bigorna: É utilizada quando da cravação de parafuso das hastes, juntamente com o martelinho e pino cravador.

Projetista dos Óculos

O consultor óptico (vendedor) é um verdadeiro projetista dos óculos. A ele caberá a responsabilidade pela concepção dos óculos, uma vez que o cliente pouco entende do assunto técnico, e só faz exigências generalizadas. Se o vendedor não obstar certas intenções, será responsável pela construção de verdadeiros “mostrengos”, grossos e pesados, que podem ser encontrados nos rostos de alguns clientes.

O caso das lentes altamente positivas é um deles. As espessuras centrais são outros exemplos. O tamanho da armação deve ser policiado pelo vendedor, e a combinação do tipo da lente, deve ser combinada de modo que as lentes não fiquem excessivamente grossas nos bordos.

Já para casos de alta miopia, o vendedor tem os seguintes recursos:

  • Mandar fazê - las em alto índice
  • Não usar modelos de armações com aros grandes
  • Não escolher modelos que precisem de uma grande descentração do centro ótico, fazendo as bordas temporais engrossem.
  • Nos casos incontornáveis, de cliente com alta miopia e rosto grande, quando não se pode diminuir o tamanho do aro, ainda há o recurso de se fazer as lentes em alto índice (1,800 ou 1,900). 
  • Ainda nestes casos há o bom recurso de se escolher uma armação de talão prolongado e curvado que é excelente para estes casos.
  • Fiscalizar o lado que o laboratório fará a curva cilíndrica alta, para evitar que a armação seja deformada na montagem, e fique com má aparência.


Finalidade e importância da armação

Sem as armações as lentes, graduadas corretoras da visão, não teriam onde se fixar e nem poderiam corrigir as presbiopias, as miopias, os astigmatismos e as hipermetropias.

Daí a alta importância desta peça altamente utilizada em todos os tempos especialmente no trato da saúde visual. Sem as armações a saúde da visão da população ficaria muito prejudicada.

Normalmente as armações são conhecidas no seu tamanho pela ponte e pelo aro. Assim podemos dizer que o tamanho de uma armação é 50x22 (diz-se 50 por 22). Significa que o tamanho do aro é 50mm, e da ponte 22mm. Geralmente as hastes tem tamanho proporcional à frente.

Nós veremos pelo desenho seguinte que o aro é distância entre um bisel e outro, no plano horizontal passando exatamente pelo centro da armação. Diâmetro efetivo é o maior tamanho do aro da armação. Ponte é a distância entre as lentes do O.D. e O.E. que fica situada sobre o nariz.

Breve história

Antes de 1940 existiam os óculos chamados de Piscenês e Lorgneon. Os piscenês tinham as lentes fixadas na ponte que prendiam-se apenas no nariz por um par de plaquetas acionadas por molas. Estes óculos eram utilizados principalmente para visão de perto, mas atendiam também a míopes que usavam-no somente para enxergar ao longe.

Os lorgnons tinham uma varilha comprida que suportava a frente com lentes. Eram artigos sofisticados e quem os usavam eram pessoas da sociedade mais culta e elegante.

  • Pince-nez

  • Lorgneon

A Partir de 1940

Por volta de 1940 passaram a existir as armações chamadas de “zilo” que eram fabricadas de um material “Nitrato de Celulose”. Este material era altamente inflamável o os montadores para ajustá-las usavam uma lamparina de álcool, o que exigia deles uma alta perícia para não queimá-las.

Os modelos eram basicamente o Fulvue e as cores eram rosa e caramelo claro. Eram todas importadas, visto que no Brasil não havia fábricas.

Armações Numont

Igualmente eram importadas as armações metálicas do tipo ‘numont’ que eram montadas em modelos orbal (meio quadrado) e fulvue (Ovalado). Haviam armações numont em que as lentes eram fixadas por meio de solda estanho no lugar de parafusos. Outras eram fixadas com parafusos, como até hoje são. Havia também as  Balgrip em que as lentes eram presas por meio do aro superior que fazia o papel de mola que fixavam as lentes.

  • Armação Numont

Materiais que tem sido usados nas armações

  • Acetato de celulose
  • Aço
  • Alpaca
  • Couro
  • Madrepérola
  • Marfim
  • Mistura de nylon com fibra de carbono
  • Mistura de nylon com fibra de vidro
  • Nylon
  • Optyl
  • Ouro
  • Poliamyde
  • Prata
  • Proprionato
  • Ródio
  • Tartaruga
  • Titânio
  • Zilo (zilonite)

Sempre o que se procura é um material que forneça: durabilidade, resistência, flexibilidade, segurança (praticidade), duração do brilho, custo, leveza e estilo. 

 

Materiais usados na fabricação e especificações

  • Acetato de celulose
É conhecido popularmente como "zilo" e ocupa a maior parte das vendas do mercado de armações. Sua variedade de cores, padrões e estilo ainda prevalecerão para mantê-lo na liderança das vendas por muito tempo. O acetato é mais resistente do que o proprionato, durante o aquecimento, porém não se iguala à resistência do Optyl. O A.C. (zilo) pode ser vergado ou adaptado com relativa facilidade, mas tem tendência para se abrir (as hastes), necessitando ajustes periódicos. A acetato de celulose é fabricado, partindo-se de grãos, que são aquecidos e laminados ou ainda injetados diretamente nas matrizes de modelos finais. Na maioria das vezes é primeiramente laminado, cortado e acabado na formação do modelo final. Este material pode ser aquecido, pode vergar-se ou curvar-se sem problemas. Todavia, quando você tenta vergá-lo a frio, tenderá a fissurar-se, com o uso seguido.  
  • Proprionato

É um dos mais novos materiais de armações, usados hoje em dia. Quando foi introduzido no mercado, o seu objetivo era igualar-se ao optyl. Caso o leitor o coloque num aquecedor de areia, sua decepção será total e o resultado poderá ser uma massa queimada, diferente, portanto do optyl. O proprionato é o oposto do optyl, sendo que você somente poderá aquecê-lo, por um mínimo tempo, do contrário o danificará’. A única coisa que os dois materiais têm em comum é o brilho e a durabilidade.

  • Optyl  

O optyl é considerado a terceira geração de materiais até então experimentados e que parece ter resolvido a maioria dos problemas até então conhecidos. Este material é mais leve do que o acetato de celulose e suas cores são translúcidos. O Optyl é facilmente ajustado e se adapta muito bem. Alguns usuários chegam a usar estas armações por quatro anos e elas continuam perfeitamente adaptadas na forma inicial. 

Duas características surpreendentes deste material devem ser levadas em conta: o difícil aquecimento e sua memória. Ele deve ser aquecido inteira e completamente, muito cuidadosamente, antes de qualquer tentativa para vergá-lo, do contrário, o resultado será sua irremediável quebra. Também, caso os óculos caiam sobre uma superfície dura e áspera, o ponto de impacto poderá provocar a quebra, fragmentando-se.

  • Nylon

O nylon é o material que nunca conseguiu (ele somente) uma aceitação considerável, até o advento das armações esportivas. Ele é durável e resistente, mas não tem tido uma boa aceitação, devido às cores, que tendem a escurecer e turvar-se. O preto não é uma cor que permanentemente está em moda. É instável e entra e sai de moda. Uma outra dificuldade do nylon é sua tendência a voltar à forma anterior.

  • Fibra de carbono

O assim chamado "fibra de carbono" nada mais é do que uma mistura de nylon (70%) com fibra de carbono (30%). O nome "fibra de carbono" pegou com incrível facilidade. O mercado está ávido de novidades e o nome, associado à construção dos carros de "fórmula um", usados nas corridas de automóveis, pegou com muita facilidade e, além disso, é mais fácil de caracterizá-lo. 

As fibras de carbono não aceitam cores na sua composição e por isso foram pintadas em diversos tons (escuros) e com uma razoável variação de desenhos atraentes. Não foi muito difícil encontrar a solução da pintura, em virtude do alto desenvolvimento das tintas, especialmente com bases em epoxy. 

Como se compõe de, basicamente, nylon, possui as mesmas características daquele material, sendo difícil sua dilatação (para entrada das lentes) assim como vergá-lo. A durabilidade da "fibra de carbono" está principalmente na resistência da tinta com que é preparada. Sua resistência, entretanto é surpreendente, desde que devidamente misturadas com o nylon. Em caso de má composição, quebra-se facilmente.

  • Fibra de vidro

Igualmente à fibra de carbono, sua composição é bastante semelhante à anterior, sendo misturada também ao nylon. A proporção é bastante similar (30% contra 70% de nylon). Igualmente é pintada devido aos mesmos problemas do carbono, mas suas características são bastante iguais, sendo que o "fibra de vidro" é ligeiramente mais elástica, se dilatando um pouquinho mais. Neste ponto reside a principal deficiência das fibras. Os montadores sofrem devido a pouca dilatação, e as lentes, para serem inseridas nos aros, o são pela força mecânica dos dedos e neste ponto reside uma grande dificuldade. Muitas vezes as lentes são introduzidas nos aros, com tamanho menores que o devido, provocando assim problemas como saídas dos aros, o que causa uma grande contrariedade por parte do cliente e da ótica. As lentes de resina, por vergarem-se, são a melhor opção para este tipo de material.

Armações metálicas 

  • Aço
  • Alpaca
  • Alumínio
  • Ligas especiais
  • Monel
  • Titânio

Banho de ouro e ródio

Ele é processado por imersão e eletrolise. Quanto mais tempo fica no banho,  maior é a espessura de ouro e mais cara é armação. A base do banho de ouro é o níquel.

Algumas particularidades sobre outros materiais usados nas armações

  • Optyl

Excelente na durabilidade, no material “zilonite” : É boa em todos os pontos exceto na resistência ao calor e pode deformar-se quando mal aquecida.

  • Nylon

É excelente na resistência ao calor e fraca na flexibilidade, elasticidade e ajustes. 

  • Alumínio

É excelente na resistência ao calor e fraco na versatilidade de ajustes e na durabilidade  do brilho .

  • Ouro Metálico

É excelente na versatilidade de ajuste, na resistência ao calor e na durabilidade  do brilho; nos demais pontos é boa. Acabamento, na resistência ao calor, leve em peso e ajuste cuidadoso visto que se quebra facilmente se não aquecido devidamente.

  • Metal Monel

Excelente na aplicação de partes das armações que exigem maior resistência. Não tem muita flexibilidade o que dificulta sua aplicação em aros que exigem mais recursos. Tem boa resistência ao calor. Aceita bem o banho de ouro e ródio. 


Nos dias de  hoje

  • Fábricas de armações

No Brasil já existem várias excelentes fábricas de armações tanto de acetato de celulose como metálicas e ligas especiais.

  • Importação

A importação tem se resumido em “griffes” especiais que não são comuns no mercado e tem procura por um público sofisticado.

  • Lei errada

A Importação de vulto maior (milhões de óculos) existe com óculos de leitura. São de baixa qualidade e conseqüentemente de baixo preço. Devido a uma errada Lei que proibiu as ópticas de venderem óculos de grau, estes óculos de leitura e solares passaram as mãos dos camelôs que até mesmo exame de vista fazem. Camelôs e contrabandistas se fartam de ganhar dinheiro devido ao erro da Lei. 


Nomenclatura das Armações

Como já foi narrado, em outro capítulo desse trabalho, as armações são compostas de: Frente, Aro, Ponte, Charneiras, Hastes, Ponteiras, Plaquetas, Agulhas, Talão, Diâmetro efetivo, Pino duplo, Ranhura ou bisel e aplicações. Nas armações de metal, a plaqueta é de bracinhos, nas de acetato são de próprio material e nas encapadas são do tipo anatômica.


  • Haste
    É a peça que fixa a frente às orelhas do usuário.
  • Talão
    É a parte curvada e prolongada que se une com a haste As armações destinadas à alta  miopia devem ter um talão alongado para que as bordas grossas da lente não impeçam a  dobra das hastes.
  • Bisel ou ranhura
    É o encaixe das lentes no aro em forma de "V".  Plaqueta: É a parte que apóia no nariz.
  • Ponteira
    E a extremidade, de material plástico, encaixada na ponta da haste, assim feita para  melhorar o conforto do usuário.
  • Escudo
    E a parte externa da fixação da charneira da frente da armação.
  • Pino duplo
    É a peça metálica que fixa a chaneira à haste. Geralmente é acompanhado de  desenhos ou logotipos dos fabricantes.
  • Aplicação
    São adornos fixados à frente, com propriedades cosméticas.
  • Charneira
    É uma dobradiça que liga a haste à frente. A inclinação é de 6° ou 9° dependendo do modelo. É fixada à frente e haste por meio de pinos.
  • Agulha
    É um fio de alpaca, introduzido dentro da haste, para aumentar sua resistência às flexões constantes.
  • Frente
    Assim chamada a parte frontal da armação, compreendida entre o aro e a ponte, juntoInclinação.

Ajustes da armação

  • Inclinação 

    As charneiras das armações tem em média uma inclinação de 6° ou 9°. Entretanto, armações especiais podem ser fabricadas para os casos de lentes progressivas que exigem uma inclinação maior.

  • Toque irregular das ponteiras na orelha 

  • Inclinação própria para progressivos
  • Inclinação incorreta
    Causa deformação das imagens e redução do campo visual dos progressivos.

  • Hastes Empenadas
    O empeno das hastes faz com que um aro fique mais alto do que o outro.

    Óculos Tortos
  • Cruzamento imperfeito
    Tem a ver especialmente com a aparência indevida dos óculos
  • Abertura de hastes desigual
    Faz com que uma lente fique mais afastada dos olhos, do que a outra.



Comments