O Monge e o Executivo uma leitura construtiva Nei Loja

O Monge e o Executivo,

 Uma leitura construtiva do livro e

das coisas motivacionais que podem ser feitas, já.

Nei Loja- Psicólogo. Abril de 2008.

www.neiloja.com.br

 

Dos vários estudos, opiniões, escolas e entendimentos da psicologia,  sempre dei especial atenção aos chamados fenomenologistas, movimento alemão que levou ao Gestaltismo. A rigor, ser fenomenologista significa ser observador dos fenômenos, das coisas que simplesmente acontecem!  Por alguma razão - e isto também seria um fenômeno, precisamos explicar os fatos, interpretá-los ou procurar possíveis motivos pelos quais eles acontecem. Mas será mesmo necessário? Tudo precisa mesmo ter alguma explicação?

 

Pensando como fenomenologistas, certamente que nossas angústias humanas seriam bem menores, pois apenas observaríamos e nos divertiríamos mais com os fatos sem desejar tanto ter controle do futuro, principalmente o dos demais seres humanos. Desejar controlar é uma destas coisas que nos provocam muitas frustrações, já que nenhum ser humano pode cumprir todas as expectativas dos demais. Todos estamos em constante mutação, aprendendo com nossas próprias experiências e com a vida em curso, significando que de uma maneira geral nem sabemos tudo sobre nós mesmos, quanto mais sobre o que quer que queiram na orientação de nosso comportamento. Acho que a expressão “aceitar mais a humanidade como é”, resumiria bem o texto acima.

 

Assim, não pretendo explicar o livro o Monge e o Executivo, acabei me dando conta de que o autor aderiu a idéia de que o essencial é a mudança pessoal do líder, descrevendo um personagem que ao final acaba sua experiência transformadora em lágrimas com a esposa, levando a uma dose de imaginação novelesca, já que de fato o livro é uma criação, conforme o autor esclarece.

 

Os liderados que leram o livro certamente concordam e adoram a idéia de que seus líderes devem mudar da água para o vinho, de preferência chorando muito, amargando a compreensão de que são pessoas horríveis, totalmente inadequadas, que nada compreendem, enfim, “pais errados”. Já quem lidera, de seu lado, expressa o desejo de se humanizar mais e encontrar um modo de obter os resultados que precisa de sua equipe sem lançar mão das mesmas coisas que sempre condenou de seus próprios líderes, exatamente aquelas pelas quais todos são muito criticados.

 

Ao ler me ocorreu uma pergunta bem interessante: como uma pessoa pode ser transformada? Você mesmo saberia como se transformar? Você sabe como parar de sentir as coisas que sente, parar os pensamentos e reflexões que leva pela vida, apagar suas experiências e finalmente nascer de novo já adulto, igualzinho ao que o restante de seu grupo deseja? Sabemos que não. Muitas coisas podem ser feitas, mas um renascimento não ocorre. Nunca se viu, então não é fenômeno!

 

Porem não podemos desistir, e sabedores de que todos estamos buscando formas de melhorar nossos resultados, porque dependemos deles para viver melhor, cuidar de nossas vidas e de nossas famílias, (coisas muito prioritárias), opino que devemos tentar as mudanças a partir de comportamentos testados e compreendidos, ou seja, os fenômenos observados, reais.

 

Por exemplo, podemos ver em filmes e reportagens que técnicos desportistas conseguem levar seus liderados a resultados excepcionais utilizando modelos de motivação contínua, diária e até por minuto. Lembre-se agora de um corredor de cem metros que ouve seu técnico participando, gritando palavras animadoras a cada metro percorrido, de modo que ambos terminam a prova exaustos, um deles de tanto correr e o outro de tanto animar.  E o “efeito torcida” então? Nada supera a animação de uma torcida motivadora sobre uma equipe ou um desportista. É um fenômeno reconhecido, não é mesmo? Mas o contrário também é verdade. Quanto mais a torcida maltrata, menores os resultados.

 

Destas observações podemos concluir e interpretar muitas coisas, mas vou ficar com apenas duas, sendo a primeira a verificação de que o técnico que anima pode até ter muitos problemas “psicológicos”, mas estando focado em animar, conseguirá mais do que precisa dos liderados. E fará isto por entender  que se trata de um trabalho, deixando do lado de fora, apenas para sua vida fora do serviço, seus problemas pessoais. A segunda, é que este comportamento pode ser levado para qualquer atividade humana, compreendendo um fenômeno que você certamente aceita como verdadeiro: “todos queremos ser motivados, estimulados positivamente, premiados e reconhecidos”.

 

Assim, ainda que respeitando  muito todos os esforços que todos precisamos fazer para melhorar nossa relação humana, a curtíssimo prazo podemos mudar nossos comportamentos. Comportamentos não demandam muita compreensão, porque ou você se comporta de um modo ou não, mas não precisa interpretar. Trata-se de escolher se comportar de modo motivador, algo bem mais fácil do que fazer vinte anos de terapia durante os quais sua vida pode até desmoronar.

 

Escrevi um livro cujo título imenso é “Ganhe todas as vantagens de ser um Grande Líder Motivador”, publicado pela Record e localizável apenas pelo título “Grande Líder Motivador”, no qual, além de transcrever totalmente minha própria palestra motivacional, recomendando que os líderes a realizem para suas equipes, ofereço um conjunto de trinta e nove dicas para manter a equipe em ação positiva, independentemente dos  problemas de ordem pessoal que cada ser humano inevitavelmente tem. Todos precisam de seus empregos, precisam de dinheiro e, se conseguirem os resultados necessários naquelas oito ou dez horas do dia de cada um, certamente que o restante ficarbem mais fácil, até mesmo pagar suas próprias terapias. Assim, a questão seria de foco. Focar em motivação contínua, diária e até por minuto. No meu site, www.neiloja.com.br, basta clicar na capa deste livro, que lá está exposto, para obter, grátis, trinta imagens prontas para uso em qualquer palestra sobre o tema.

 

Certamente que minhas recomendações incluem dar medalhas aos melhores funcionários todas as semanas, dar feedback diário, reforçando os comportamentos positivos, fazer exercícios no escritório, dar oportunidade para todos se apresentarem, homenagens públicas por bons resultados, atendendo as 20 razões pelas quais as pessoas se sentem motivadas, segundo pesquisas internacionais. Além disso, transcrevi alguns testes de auto – avaliação do líder, para reflexão.

 

A boa notícia é que a observação mostra que se uma pessoa se comporta como líder motivador o dia inteiro, minuto a minuto, inevitavelmente, pelos resultados que receberá - que serão seu próprio reforço motivacional, conseguirá uma transformação pessoal que certamente influenciará seu comportamento com relação a tudo da vida, incluindo família, relacionamentos de amizade, romance e tudo o mais que uma boa novela com final feliz requer. Quem sabe chegar até ao super final feliz no qual entenderá que “só o amor constrói”, como até a Bíblia orienta?

 

 

NL/abril/2008