Uma grande prova de que devemos escolher nossos pensamentos

Autor: NEI LOJA 

UMA GRANDE PROVA DE QUE DEVEMOS E PODEMOS ESCOLHER NOSSOS PENSAMENTOS... ou,
Minha experiência com o Rappel

"Fazer rappel" é descer por uma corda de uma altura qualquer, sem contato com a parede. Várias pessoas fazem isto em uma cachoeira, mas não é indispensável, só mais bonito e molhado. De todo modo sabemos que várias empresas encaminham seus executivos para experimentar esses desafios. Algumas vezes uma escalada, um mergulho, enfim, uma variedade de atos não relacionados diretamente ao trabalho, mas que indiretamente trazem contribuições para novas maneiras de se relacionar com a vida e com suas próprias condições físicas e emocionais. Aos que experimentaram, quando perguntei, sempre gostaram. Eu também gostei, achei interessante relatar como me senti, porque se for mesmo possível escolhermos o tipo de pensamento que nos fará melhores para nós mesmos, teremos mais equilíbrio e harmonia em momentos muito assustadores, tanto provocados pela realidade quanto pela imaginação.

De fato eu estava sendo orientado por um instrutor profissional, com ótimo currículo, muito especializado nos modelos de segurança para estas descidas, que cria backups, e rotinas de verificação que até lembram aqueles check lists dos pilotos de avião. A segurança que um profissional oferece ajuda muito a ultrapassarmos as barreiras instintivas de auto-preservação, como ocorre no rappel.

Chega-se à borda do precipício, que não sendo tão alto assim, 15 metros mais ou menos, dava a impressão de ser uma montanha maior. Isto se explica pela falta de hábito. Neste momento eu me dei conta de que não teria muitas dificuldades, porque já estava enganchado em um cinturão especial de alta resistência, de modo que se caísse ficaria pelo menos pendurado. Então, "tudo bem"!

Agora vamos ao momento crítico, no qual você solta as mãos, deitado de costas para o precipício. É assim: você coloca um cinto - que também prende as pernas - e fica enganchado mais ou menos na altura do seu umbigo. Então, lá no topo, no início da descida, você apóia os pés na pedra, estica-as bem e solta as mãos, jogando os braços para trás. E ainda olha para baixo torcendo o pescoço. Você se lembra imediatamente de um destes filmes em que alguém desaba de uma montanha... A descarga de adrenalina é anormal! Não é comparável com uma situação de raiva, por exemplo.

Entendeu a escolha? Se a pessoa escolher acreditar que vai cair, mesmo não caindo pode até enfartar, ou "apenas" chorar, gritar, um vexame danado. Mas se puder acreditar que tudo vai dar certo, o motor do coração desacelera muito. Quase que é possível escutar um zuuuuuuuuuuuuuuuuum da desaceleração.

Evitando o vexame, eu escolhi que estava me divertindo muito, que era muito engraçado, ri bastante mesmo, liberando grande quantidade de endorfinas, porém percebendo fisicamente, que bastava pensar, por um fração de segundo naquela pior hipótese, que a adrenalina retornava em grande quantidade. Então, confirmei comigo mesmo que auto – equilibrar a adrenalina é um exercício mental, e que pode ser mais aperfeiçoado.

Mas como se desce pela corda? Por uma roldana especial que tem uma alavanca. Nessa alavanca você gradua a velocidade da descida. Se algo sair errado, basta largar que ela trava tudo. É igual aos filmes. Em resumo, quando cheguei ao chão, espontaneamente eu disse; - ¨Vamos de novo¨! Porque aí virou uma ótima brincadeira, é muito fácil e seguro naquelas condições. Repeti mais uma vez, mas queria muito mais. Você vai aprendendo a descer cada vez mais rápido, é muito bom mesmo!

Quer fazer um exercício de escolha,agora? Pois vá praticando agora, junto com a leitura, se quiser, mas não atrapalha nada primeiro você ler e depois se exercitar:
Aí mesmo, na sua cadeira, ninguém precisa ver, faça três respirações profundas, de-va-gar. Eu espero...

Coloque as mãos sobre os olhos fechados, por apenas dez segundos, escureça e relaxe os músculos dos olhos, massageando um pouco e bocejando... Eu aguardo...

Agora estique os dois braços acima da cabeça com as mãos dadas, para alongar a coluna. Relaxe um pouco!

Pense em um grande momento feliz. Sorria! Continue pensando e sorrindo... Continue só mais um pouco...

Agora lembre-se do que eu escrevi sobre ficar pendurado de costas e imagine a cena de uma queda assim, como se você caísse olhando, de pescoço torcido para trás, o chão ¨chegando até você¨. Agora vai sentir uma aceleração no seu coração.

Agora, ainda olhando para baixo, sorria e diga: - Que nada! Ria do seu medo e diga: ¨Tudo vai dar certo!¨ E perceba a redução da sua taquicardia... Solte o ar, e respire fundo, soprando o ar...

Agora, pense no Brasil no futuro, nas eleições, no seu trabalho... Se sentir uma aceleração no seu coração, sorria e diga: - Que nada! Ria mais e diga: "Tudo vai dar certo!"

Repita muitas vezes para ficar ¨craque¨ em manter suas expectativas sempre positivas. Você só tem a ganhar e nada a perder.

Mas se você quiser ir lá no morro e descer pela corda, vai, adicionalmente, passar a achar que as acelerações cardíacas do pessimismo são muito fraquinhas perto daquelas do medo real. Portanto, são muito fáceis de reverter, pelo seu próprio pensamento.