Explicação sobre PNL - Programação Neurolinguistica

Afinal Programação Neuroliguística...
É uma terapia?
É um método?
Uma técnica psicológica?
É algo como o que Freud desenvolveu?

PNL é sigla de Programação Neurolinguística, que significa programar os neurônios (que são as células do cérebro e de todo o sistema nervoso), através da linguagem (do que se fala). Quem desenvolveu a PNL não é psicólogo, mas analista de sistemas, atualmente com uns sessenta anos de idade, o Richard Bandler, que aprofundou mais a compreensão das semelhanças entre nosso cérebro e o cérebro artificial que, afinal, foi criado pelo nosso: O cérebro do computador.

Nós comandamos o computador pelo teclado e pelo mouse, e até já estamos dando ordens verbais. Nele colocamos discos que gravam informações eletrônicas nos bits e bites, e quando você quer usar aquelas informações, comanda usando o mouse, por exemplo, e o computador reage ao comando, mas sempre de maneira igual.

Como ele faz isto? É porque instalaram nele programas que dizem como deve reagir a cada ordem recebida. O computador, portanto, é programado! 

Nós aprendemos a vida inteira, também por estímulos verbais, portanto pela fala, muitas orientações sobre como devemos agir a cada situação ou estímulo. Por exemplo, quando você aprende que para atravessar uma rua deve olhar antes se vem carros, automaticamente, sem nem pensar mesmo no assunto, ao chegar ao limite de uma calçada, ou guia, você pára e olha. Isto ocorre porque está programado! 

Mas o nosso cérebro, ao invés dos discos com bits e bites, tem uma enormidade de neurônios que registram, guardando mesmo, fisicamente, as informações, que serão utilizadas pelos sistemas instalados. Se ocorrer de você encontrar um leão solto na rua, isto liga o ¨programa de fuga¨, ou o ¨de enfrentamento¨, conforme a situação, porque temos um programa na mente que alguém implantou, talvez nossos pais, dizendo que leão solto é igual a reação de pânico! Mas também fomos programados para acreditar que leão preso em uma jaula não é perigoso, e nossas reações, neste caso, são diferentes. 

Como nascemos sem informações, os programas são fundamentais para a própria sobrevivência. Precisamos aprender o que se pode comer, aonde ir, como nos comportar com relação à água ou às tomadas elétricas, ou e que não se pode debruçar nas janelas...

A socialização, de uma maneira geral, também é o estabelecimento de vários programas nas nossas mentes. Se não existissem tais programas, já desenvolvidos ao longo da história da humanidade em seu visível desejo de ser civilizada, cada um reagiria como um animal isolado, algo que nem existe, porque mesmo aqueles que preferem viver sozinhos, já foram programados nos primeiros anos de vida. Porém, basta formar um grupo, de qualquer categoria animal, que imediatamente se instalam programas de comportamento em grupo, como as hierarquias, disciplinas, formas de caçar, etc.

Os programas são vitais.
Religião também é um programa no qual você recebe uma imensidão de crenças e é orientado a reagir em função delas. Como sabemos, dependendo do lugar onde se nasce e das crenças que têm nossos educadores, poderemos vir a ser cristãos, muçulmanos, judeus, etc.

Agora, vamos aumentar um pouco a complexidade.
Como já disse, o computador reage dentro de um programa fixo, porém o cérebro não foi criado para não misturar tudo, então, simplesmente mistura tudo! Mistura registros antigos com novas situações, aprende novas formas de reagir, questiona o que ensinaram, define novos rumos, etc., de acordo com o que quer, mas existem limites programados pela sociedade, não pela natureza.

O verdadeiro limite para uma imensa expansão do que cada indivíduo deseja, está nas regras sociais, de civilização, que nem sempre são respeitadas. São programas! Como teoricamente cada pessoa conhece as regras e tem um cérebro capaz de fazer escolhas, pode escolher fazer coisas extraordinárias, socialmente aceitáveis, ou não. É a tal consciência. Se cada um já sabe, se tem consciência, deveria seguir as regras gerais de convivência e civilização. Mas o cérebro é livre, faz o que decide, tendo aborrecimentos ou não.

Existem pessoas que programam crianças e jovens para o crime. Para o desrespeito às regras. E a punição ao crime é um conjunto de programas que pretendem fazer com que o indivíduo perceba que escolher crime é inaceitável, portanto, que deve fazer outras escolhas, mudar seus programas...

Agora, vamos supor que a pessoa tenha recebido um programa do qual não gosta, e que a leva, de várias maneiras, a ter comportamentos que a atrapalham e inviabilizam? Isto tem solução. A PNL, agindo neste caso como uma terapia, destrói o programa e faz outro, retirando a pessoa do sofrimento. Então, PNL é um tipo de terapia que, vale explicar, não conflitua com nenhuma outra, já que o método empregado não busca apenas o auto-conhecimento, mas a cura efetiva – Ela tem esta visão objetiva, esta meta.

Mas então, o que é um trauma?
Para a PNL o trauma é um registro mental como qualquer outro, porque só pode estar registrado do mesmo modo e no mesmo cérebro onde também estão todas as demais experiências e memórias. Entretanto, o que se vive desta forma, tende a ficar muito agitado na mente, produzindo algo que poderia ser chamado de neurose.

Bem, neurose é uma palavra que vem de neurônio. Você se lembra de esclerose? Ou artrose? Pois neurose é a mesma coisa; neurônios adoecidos, da seguinte maneira – não desligam e ficam consumindo muita energia mental, que é uma energia elétrica – bioelétrica mesmo!

A PNL age sobre isto desorganizando a memória. Como nosso cérebro também registra os fatos em uma seqüência, a PNL ¨bagunça¨ esta seqüência, impossibilitando que funcione sempre da mesma maneira. O apelido deste tipo de terapia, é ¨colocar vírus¨ nas neuroses, reduzindo gradativamente seus efeitos, até extingui-las. Existem vários tipos de ¨vírus¨, e as pessoas podem, inclusive, utiliza-los sem nenhuma ajuda de especialista – é o que chamamos de auto ajudar-se. A PNL, portanto, é muito democratizada, por ser uma técnica, um método, uma forma bem fundamentada de se observar o cérebro, que permite, pela própria simplicidade, que muitos a utilizem como vem ocorrendo em todo o mundo, com ótimos resultados.

Quanto à comparação com Freud, seria interessante explicar o seguinte: Freud teve a percepção e descreveu brilhantemente os processos inconscientes que ocorrem na mente, aparentemente em razão da repressão provocada tanto pela socialização geral quanto pela religião, inicialmente focado na repressão da sexualidade, porém confirmando que os processos inconscientes estão sempre em funcionando, junto com a consciência – Eu sei que esta é uma explicação simples demais, mas serve para comparar, para mais ou menos separar as formas de se utilizar métodos e técnicas.

Freud escreveu mais de vinte livros, e Bandler também! Freud tem mais tempo de divulgação de suas idéias do que Bandler, que começou apenas há trinta e cinco anos atrás, aproximadamente, portanto é algo ainda novo, que encontra, do mesmo modo que ocorreu com a psicanálise, muitas resistências que vêm, normalmente, dos que se aprofundaram em modelos terapêuticos, técnicas e métodos diferentes. Mas ninguém é dono da verdade.

Do mesmo modo que muitas outras correntes de pensamento psicológico têm coisas boas e ruins, a PNL e a psicanálise também têm. Ambas representam um grande valor na iniciativa de apoiar as pessoas, sendo que a psicanálise através do autoconhecimento, e a PNL através de algo que poderia ser chamado, assim, de brincadeira, de cirurgias verbais no cérebro.

Por exemplo:
Identifiquei pelo menos um grupo muito bem sucedido que utiliza muitas técnicas da PNL nas relações com grandes grupos, que são os evangélicos. Sem discutir seus objetivos, etc., pode-se dizer que o discurso indutivo que utilizam, também produzem os ¨cortes cirúrgicos¨, várias vezes tão profundos, que o indivíduo pára de beber, ou mesmo de consumir drogas pesadas, sem nenhuma outra forma de terapia ajudando. Na mesma hora! Pode-se dizer realmente que muitos foram muito ajudados pela metodologia que, utilizando tais recursos, consegue resultados muito rápidos. E se a pessoa achar que gostaria de se auto conhecer mais, sempre poderá fazer psicanálise ou outra terapia escolhida.