Conheça o "fixador"de sensações agradáveis , a DOPAMINA



Autor: NEI LOJA
Eu nem sei dizer se dopping ou dopado vem de dopamina, mas ela é um de nossos humores, um dos caldinhos de glândula de nosso corpo, que afeta nosso cérebro de um modo muito interessante.

Funciona assim:
Você faz algo que lhe dá prazer, a dopamina registra, fixa a sensação agradável e pede repetição. Foi isto que ouvi de especialistas em estudos de obesidade e de uso de drogas em geral – de qualquer tipo. Tratava-se de uma grande reportagem em um canal alternativo de TV a cabo. A matéria era da Inglaterra.

Por exemplo: 
Com relação à obesidade, há este entendimento. A pessoa come, sente prazer na comida, que normalmente é preparada para dar prazer, e repete, repete, repete... Bem, isto é um modo de perceber o vício. Uma sensação de prazer que o organismo pede para repetir. E a dopamina é o que "pede".

Eu sei que existe grande resistência a declarar que alguém que é viciado, pelo menos no início sentiu prazer no uso de drogas, o mesmo com o fumante e com a pessoa que bebe. Decerto que sim, e ocorreu que passou a atender o pedido de repetição, criando dependência – uma palavra que acho exagerada para descrever algo de que milhões conseguem se livrar quando querem mesmo! Assim, subitamente! Quiseram parar e pararam!

Acredito que você também ache esta uma informação e tanto! Saber da existência deste humor facilita muito nossas ações de cura, de afastamento do que possa nos fazer mal, que são muitas coisas. Porém é claro que a dopamina não é um inimigo interno. Apenas registra e pede repetição do prazer, o que é importante demais, por exemplo, para a continuidade da espécie humana e para várias outras coisas relacionadas à saúde, ao modo como se vive, trabalha, etc.

Então, vamos aprender, agora, a usar a dopamina em nosso favor?
Para melhor compreensão:
Quem já leu meu livro, Uma Nova Maneira de Ser Feliz, sabe que humor é caldinho de glândula. Sério! Humor é o modo como a área médica chama o líquido que sai de cada glândula, nada mais. Assim, estar bem humorado significa estar com caldinhos positivos circulando no corpo, o que leva ao riso, às expressões de felicidade, e estar mal humorado significa estar com os caldinhos ruins circulando, levando às expressões de raiva, tristeza, etc.

Vamos ao uso concreto:
Existem coisas que você gosta de fazer e repete. A dopamina estará presente sempre, fixando as sensações prazerosas. Por suas vez, as sensações prazerosas ocorrem por liberação de endorfinas e serotonina, no mínimo. É uma química excelente e estes humores são considerados os responsáveis pelas sensações de bem estar. Para você formar uma idéia, pessoas com deficiência glandulares, que não liberam estes humores satisfatoriamente, sofrem muito, podem ficar longos períodos com depressão e outros males. Em uma matéria do canal Discovery, aparece a seguinte situação: Uma mulher relatava sua vida de sofrimento com a síndrome (ou doença) de pânico, dizendo que vivia com alto nível de estresse. Durante seu depoimento contou que desde jovem sentia aqueles mesmo sintomas, e que seus pais a orientavam para sair de casa e correr em volta do quarteirão, sendo que seu pai a acompanhava muitas vezes nestas corridas. Ela melhorava dos sintomas, e só parava quando se sentia realmente bem. MAS, com o passar dos anos deixou de fazer exercícios de qualquer natureza e estava presa à síndrome de pânico. Ela sabia como conseguir uma “produção adicional” de endorfinas, fazendo exercícios físicos de longa duração, os quais, por um mecanismo biológico, neste caso voltado para a manutenção do esforço físico, levam à liberação das endorfinas. Elas são um poderoso anestésico natural, além de extasiante, causando sensação de bem estar, e acabando com as dores de qualquer tipo, musculares ou não.

Então vamos gravar, neste ponto, o seguinte: Embora sabendo que correr era um poderoso remédio para ela, esta senhora parou de correr. Não sentia suficiente prazer, então sua dopamina não fixava o exercício como um prazer a ser repetido, coisa que ocorre com tantas pessoas que se exercitam diariamente e não conseguem se sentir bem sem esta importante etapa do dia – o momento da corrida e conseqüente liberação das endorfinas. São viciados positivos!

Vamos à solução?
Para começar, vamos lembrar que sorrir, rir, gargalhar, mesmo que forçado, inicialmente, libera grandes quantidades de endorfina no sangue. As sessões de risoteparia são realizadas exatamente para ajudar as pessoas a rirem em grupos o que facilita muito. Gargalhadas contagiam, o som contagia e leva à imitação mesmo que involuntária.

Se estiver tudo claro, a solução é a seguinte: Fazer o cérebro perceber como prazer as coisas que não parecem tão prazerosas, desde que sejam escolhidas pelas pessoas cientes de que resultarão nos benefícios desejados. Se conseguirmos fazer o cérebro interpretar como prazer, a dopamina irá reconhecer e fixar, passando a pedir repetição, repetição, repetição...

No caso daquela senhora, ela teria apenas que recomeçar a correr, mas precisa incluir a sensação de prazer. Por exemplo:
Substituir o possível prazer da companhia do pai correndo junto, pela companhia de outra pessoa, ou por auto-estimulação mental. Na prática, então, deve-se fazer os exercícios e ao mesmo tempo repetir ao cérebro que está sentindo grande prazer e ainda somar os exercícios risoterápicos, enfim, todos os fatores que conhecer sobre como liberar os melhores humores.

Ainda que pareça muito estranho, simplesmente funciona! Dizer a nós mesmos que estamos sentindo grande prazer, prazer, alegria e felicidade, nos convence e provoca as mudanças desejadas.

Por exemplo:
Exercitar a sensação de sentir fome e considera-la prazerosa, deixando de atender à compulsão por comer todo o tempo. Também valorizar a sensação de repouso da boca, do maxilar e dos dentes, respirando muito intensamente e dizendo óóóóóó´timooooooooooooo, soltando todo o ar dos pulmões algumas vezes, sorrindo, achando graça honesta no que está acontecendo e visualizando o corpo mais bonito, desinchado, a calma conseqüente desta libertação tão importante de um hábito que faz muito mal, este, de comer a cada momento, e tentar resolver as sensações negativas comendo! Comida não é solução alguma, mas é como um paliativo. Como de fato dá prazer, (dependendo do cozinheiro), a comida é usada para restabelecer sensações corpóreas, mudar os humores, etc.

Qualquer um pode fazer estes exercícios de falar para confirmar para o cérebro! Muitos modelos de auto-hipnose e auto-convencimento tratam disto, e este é um material de auto-ajuda.

Então, vamos de novo? Vamos lá! Sorria, e sorria cada vez mais, comece a soltar o riso, se tiver músicas animadas, coloque para tocar, brinque com tudo o que existir em volta e diga... Sentir vontade de comer e não atender, é óóóóóóó´timooooooooooo, porque é durante a sensação de fome que estou ¨comendo¨ minhas gorduras, evitando enfartes, diminuindo a pressão...

O estresse derivado da síndrome de abstinência vem sendo controlado com grande sucesso por pessoas que praticam IOGA, por exemplo. São relatos objetivos – principalmente focados sobre as técnicas de relaxamento.

Notas para reflexão:
Aqui no Brasil um homem caiu em um poço, ficou preso nele por 43 dias e emagreceu 30 quilos. Não havia o que comer, mas havia água. Não morreu, e sequer ficou doente por não ter comido absolutamente nada!

Não existe conhecimento de pessoa que tenha morrido por não consumir drogas, bebidas alcoólicas, cigarro, sal em excesso, café, açúcar, refrigerantes com elementos estimulantes, e tantos outros viciantes do organismo.

A ciência já desenvolveu remédios capazes de restaurar as sensações de bem estar, uma boa notícia, pois esta ajuda deve estar incluída na lista de suas alternativas para ultrapassar melhor a etapa da síndrome de abstinência. Os endocrinologistas e os psiquiatras são especializados nisto.

A outra alternativa é participar de grupos de apoio, como o NA, AA e outros, que através de recursos que funcionam mesmo, vêm alcançando resultados para muitos milhões de pessoas no planeta. Às vezes a dopamina exagera e um bom grupo de apoio resolve os conflitos internos muito mais facilmente. Estes grupos citados são gratuitos e é importante saber que a pior alternativa é ficar só, seja lá pelo que for.

Ninguém jamais se arrepende de procurar ajuda.