005) LIBERAÇÃO DE BASE DE TUBULÕES

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Explicação da liberação do Tubulão

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Este vídeo acima e apenas para entender porque e necessário fazer a compressão de um tubulão quando se encontra a presença do lençol freático não se consegue prosseguir a escavação em solo ou alteração de rocha com água, sendo necessário comprimir com ar comprimido para permitir que seja criado um gradiente de pressão interna maior que o externo impedindo que a água do lado de fora (lençol freático) entre dentro do fuste de concreto armado que esta sendo escavado descendo por dentro da terra ate chegar na cota de projeto previsto pelo projetista, geralmente uma rocha sã ou um terreno de alta resistência de elevado número de "SPT" acima de 45 golpes ou o conhecido impenetrável dependendo das cargas concebidas em projeto.



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Explicando resumidamente o trabalho dentro de um tubulão de ar comprimido


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Acesso a campanula de ar comprimido

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Processo de descida com corda dupla e corda de segurança dotada de trava quedas para liberação da base do tubulão


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Procedimento de descida em tubulão por acesso corda dupla e NR-35 pelo engenheiro de fundações geotécnico para liberação da base.


PALESTRA REALIZADA NA SEMANA DA ENGENHARIA NA UFJF

-QUINTA-FEIRA (11/05)
•De 14 às 16 horas, haverá uma visita técnica no ginásio em construção da Faculdade de Educação Física e Desportos da UFJF;
•Às 18 horas, toma espaço uma palestra com a temática "Estruturas de Contenção", ministrada por Luís Antonio Naresi, Diretor do Clube de Engenharia de Juiz de Fora, sócio da "Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica" e especialista em: obras de fundação profunda, projetos de contenção, infraestruturas ferroviária e rodoviária;
•Às 19 horas, ocorrerá uma mesa redonda com a temática: "A crise e a Engenharia Civil - Perspectivas para o Futuro Profissional de Engenharia". Os participantes serão: Wilson Rezende (do Grupo Rezato), Luiz Antonio Naresi (Diretor Comercial da PROGEO Engenharia e Diretor do Clube de Engenharia de Juiz de Fora), Vagner Gemiliano (Diretor Técnico da empresa Vendamac), Janaina Vilela (Engenheira da Petrobras), Professor Fabiano Leal (Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental-UFJF) e, como mediador, o petiano Egresso Renato Santos;







1. OBJETIVO :
 
Liberação da fundação em regime de espaço confinado e trabalhos em ar comprimido.
 
   

DESCIDA EM TUBULÃO COM UTILIZAÇÃO DE CADEIRINHA E CINTO PARAQUEDISTA 4 PONTAS COM LINHA DE VIDA E TRAVA QUEDAS
 

COM  A EQUIPE DE MEDICINA HIPERBÁRICA DA OBRA UHE SIMPLÍCIO - CHIADOR - MG








Liberação e  orientação da cravação e execução de tubulões a ar comprimido utilizáveis em fundações de obras de arte especiais rodoviárias, ferroviárias, Marítimas e Fluviais























Tubulões a Ar Comprimido sendo executados na 3a Ponte do Lago Paranoá em Brasília - DF


Colocação do cinto paraquedista 4 pontas para descida.

 
Colocação do dispositivo trava - quedas


Detalhe da fixação do cinto de segurança paraquedista acoplado ao trava quedas

   

Visão externa da Campânula

Liberação de Tubulão

Liberação da fundação em regime de espaço confinado e trabalhos em ar comprimido.

Liberação e orientação da cravação e execução de tubulões a ar comprimido utilizáveis em fundações de obras de arte especiais rodoviárias, ferroviárias, Marítimas e Fluviais, liberação da Base conforme projeto com a confirmação da geometria e da taxa do solo "in-situ" com a utilização do "penetrometro" de carga invertida


Liberação da Base conforme projeto com a confirmação da geometria 
e da taxa do solo "in-situ" com  a utilização do "penetrometro" de carga invertida


Visão no interior da base do tubulão
Camisa de concreto armado em ambiente hiperbárico (Ar comprimido) pressão 1,5 kg / cm2


Vista o escoramento da camisa de concreto do tubulão para impedir que a mesma saia da sua cota de projeto


Funcionário descendo pelo balde de terra da campânula.


Detalhe do espaço confinado e pressurizado da campânula, onde vemos parte do guincho onde é acoplado o cabo de aço para descida a base do tubulão.


Detalhe da tabela de descompressão para evitar doenças causadas durante a descompressão da campânula.

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Procedimento de descompressão em uma campanula de ar comprimido após liberação da base do tubulão pelo Eng. Naresi.

A medicina do trabalho apoiando os trabalhadores

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Videoaula -10 Riscos físicos CONDIÇÕES HIPERBÁRICAS



Após a checagem da base do tubulão com Engenheiros e Fiscais da obra.

FILME CONTENDO A DESCIDA NO TUBULÃO A AR COMPRIMIDO.

Video da subida a campânula após a liberação da base e descida até a base


Liberação da Base de Tubulão, subida até a campânula e descida até a base.


BOLETIM EMITIDO COM OS DADOS DA LIBERAÇÃO DO POÇO DO TUBULÃO PERMITINDO O DISPARO DA BASE CONFIRMANDO A SONDAGEM MAIS PRÓXIMA

1. TRABALHO EM CONDIÇÃO HIPERBÁRICA - TUBULÕES A AR COMPRIMIDO

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NR 15 Trabalho em Condições hiperbáricas

2. GENERALIDADES

Tubulões a ar comprimido são elementos cuja função é transmitir as cargas estruturais para solos de maior capacidade de suporte situados em maiores profundidades. São caracterizados por seção transversal que permite escavação interna, com entrada de pessoal em seu interior.


Devem ser observadas as normas da ABNT atinentes ao assunto, em particular a NBR-6118 (NB-1), a NBR-6122 (NB-51) e a NBR-7678/83.

Os Tubulões a Ar Comprimido são sempre executados em concreto armado e sempre dotados de camisa externa de aço ou de concreto.


Uma vez que só devem ser executados tendo-se atingido o lençol d'água do terreno, deve ser adaptado a cada tubulão, equipamento pneumático.

O concreto deve ser lançado sob ar comprimido no mínimo até a altura justificadamente capaz de resistir à sub-pressão hidrostática, ou ser lançado bombeado com utilização de tremonha quando na presença de água ou auto adensável quando for lançado em ambiente comprimido

3. EQUIPAMENTOS

3.1 O equipamento destinado à cravação de revestimento, quando metálico, deve ser dimensionado de modo a possibilitar a cravação do tubo até a profundidade prevista, sem deformá-lo longitudinal ou transversalmente.

3.2 No caso de emprego de ar comprimido em qualquer etapa da execução de tubulões, observar que o equipamento deve permitir que se verifique rigorosamente os tempos de compressão e descompressão prescritos pela boa técnica e pela legislação em vigor;

3.3 Só se admitem trabalhos sob pressões superiores a 0,15 MPa quando as seguintes providências, forem tomadas:

a) Manutenção de equipe permanente de socorro médica à disposição;

b) Câmara de recompressão equipada disponível na obra;

c) Compressores e reservatório de ar comprimido de reserva;

d) Renovação de ar garantida, sendo o ar injetado em condições satisfatórias para o trabalho humano.

3.4 Para qualquer pressão, os homens que trabalham sob ar comprimido, devem ser submetidos a exame de saúde;

3.5 Tratando-se de tubulão com camisa metálica, a campânula deve ser ancorada ou lastreada para evitar sua subida devido à pressão. A ancoragem ou lastreamento pode ser obtida através de pesos colocados sobre a campânula ou outro processo de eficiência comprovada;

3.6 Tratando-se de camisa de concreto armado, a mesma deve ser escorada convenientemente, interna ou externamente, durante os trabalhos de alargamento de base, para evitar sua descida;

3.7 Nenhum tubulão de camisa de concreto pode ser comprimido enquanto o concreto não tiver atingido resistência satisfatória;

3.8 Deve ser evitado trabalho com excesso de pressão que possa ocasionar desconfinamento do tubulão e perda de sua resistência de atrito.

4. PRESCRIÇÕES GERAIS

4.1 Os serviços de locação dos tubulões e assentamento de marcos de referência de nível devem ser feitos pela Executante e verificados pela Fiscalização.

4.2 A Executante deve informar, com antecedência suficiente, o início das etapas de construção, de modo a permitir a realização das anotações necessárias à medição e aceitação dos serviços executados;

4.3 A Executante deve cravar a camisa até a cota prevista no projeto, abrindo um poço no mesmo diâmetro da camisa e com altura igual à da base prevista, solicitando à Fiscalização inspeção do terreno de fundação para liberação do alargamento da base.

4.4 O alargamento da base só deve ser autorizado após a análise pela Fiscalização dos elementos de controle, de acordo com o item 6.2 desta especificação.


BASE DE TUBULÃO A AR COMPRIMIDO ABERTA EM ALTERAÇÃO DE ROCHA - BASALTO

4.5 Caso seja encontrado terreno compatível com a taxa de projeto acima da cota prevista, a Executante deve solicitar à Fiscalização inspeção do referido material, antes de aprofundar a escavação.

4.6 No nível definitivo de implantação da base do tubulão, a rocha ou o material firme encontrado, deve ficar isento de todo o material solto. Quando não for rocha, o terreno deve ser cortado seguindo uma superfície horizontal, plana e firme. No caso de rocha, esta deve ser cortada conforme indicações do projeto.

4.7 A base de um tubulão poderá ser assentada sobre rocha de superfície inclinada, desde que se prepare esta superfície com chumbadores, após consulta ao autor do projeto.

4.8 Os tubulões não revestidos, só podem ser escavados manualmente acima do nível d'água, ou em casos especiais em que seja possível bombear a água sem que haja risco de desmoronamento.

4.9 A escavação em tubulão a céu aberto, deve ser feita com esgotamento até o ponto onde a natureza do material escavado e/ou a quantidade de água não permitam a continuidade do serviço.

4.10 Ao se usar bomba para o esgotamento, especial cuidado deve ser tomado para que não haja o carreamento do material mais fino, o que pode provocar desbarrancamento ou desconfinamento da camisa do tubulão.

4.11 Quando previstas cotas variáveis de assentamento entre tubulões próximos, a execução deve ser iniciada pelos tubulões mais profundos, passando-se a seguir para os menos profundos;

4.12 Deve-se evitar trabalho simultâneo em bases alargadas em tubulões adjacentes. Esta indicação é válida, seja quanto à escavação ou quanto à concretagem, e visa impedir o desmoronamento de bases abertas ou danos ao concreto recém-lançado.

4.13 Também deve evitar que entre o término da execução do alargamento de base de um tubulão e sua concretagem decorra tempo superior a 24 horas. De qualquer modo, sempre que a concretagem não for feita imediatamente após o término do alargamento e sua inspeção, nova inspeção deve ser feita por ocasião da concretagem, limpando-se cuidadosamente o fundo da base e removendo camada eventualmente amolecida pela exposição ao tempo ou por água de infiltração.

4.14 Para autorizar a concretagem da fundação em tubulão, a Fiscalização deve fazer a inspeção do material que suportará a fundação, locação, geometria, cota, prumo e limpeza da sua face interna. Não devem ser aceitos serviços sem esta inspeção, que consequentemente não devem ser objeto de medição.

4.15 Os prejuízos decorrentes de erro de locação dos pilares feitos pela Executante, deslocamento e/ou desaprumo dos tubulões durante a escavação, devem ser inteiramente assumidos pela Executante, a qual deve refazer os serviços ou corrigir as falhas, sem qualquer ônus ao DERBA.

4.16 Todas as mudanças de horizonte de material, que requeiram mudança de equipamento para a sua escavação, devem ser comunicadas à Fiscalização, para sua autorização e para os procedimentos de medição.

4.17 A Fiscalização deve comprovar a impossibilidade da continuação da escavação a céu aberto, para autorizar a utilização do equipamento de ar comprimido e anotar a cota do nível de água para posterior medição dos serviços.

5. PRESCRIÇÕES PARTICULARES

5.1 A Executante somente deve mobilizar equipamento para a execução de tubulão a ar comprimido, com autorização da Fiscalização, que para isto deve inspecionar o local da obra para comprovar a efetiva necessidade do uso deste equipamento.

5.2 Caso as condições de serviço sob ar comprimido não estejam atendendo à legislação em vigor, a Fiscalização deve exigir o seu cumprimento. Não acontecendo este cumprimento, a Fiscalização deve suspender os trabalhos ou não liberar os serviços, até que sejam tomadas as providências solicitadas.

6. EXECUÇÃO

6.1 Para execução de tubulão a ar comprimido, utilizam-se camisas de aço ou de concreto armado que devem ser executados conforme recomendações para execução de Tubulões a Céu Aberto (DERBA–ES-OAE-06/01, item 6.9).


ESQUEMA DE ESCAVAÇÃO COM CAMPÂNULA DE AR COMPRIMIDO


6.2 Em qualquer etapa de execução de tubulões, dever-se-á observar rigorosamente os tempos de compressão e descompressão prescritos pela legislação em vigor, relativamente aos operadores.

6.3 Devem ser atendidas, também, as condições estabelecidas pelo Ministério do Trabalho e pelo Código de Construção da ASA, bem como a NBR-7678/83, em especial ao seu item 5.5.

6.4 Para os trabalhos sob pressões superiores a 0,15 MPa, devem ser rigorosamente obedecidas as prescrições contidas no item 8.7.2.2. da NBR-6122 (NB-51), e descritas no item 3 desta especificação.

6.5 A água eventualmente acumulada no fundo do tubulão deve ser retirada através da compânula.

6.6 A Executante deve submeter previamente ao DERBA a descrição do equipamento a ser utilizado e do método de trabalho a ser empregado, juntamente com o projeto executivo e todos os demais elementos julgados necessários a perfeita análise do assunto.

6.7 As recomendações, para execução do alargamento da base, armadura, tempo de execução, preparação de cabeça e bloco de coroamento, são os mesmos prescritos para execução de Tubulões a Céu Aberto (DERBA–ES-OAE-06/01 itens 6.11, 6.12, 6.13, 6.14, 6.15, 6.16).

7. MANEJO AMBIENTAL

Observar os cuidados visando a preservação do meio ambiente, no decorrer das operações destinadas à execução de tubulão a ar comprimido, relacionados a seguir:

7.1 As estradas de acesso devem seguir as recomendações da especificação da legislação vigente ou específica do orgão que irá executar os serviços (Terraplenagem ou Caminhos de Serviços);

7.2 Não realizar barragens ou desvios de curso d’água que alterem em definitivo os leitos dos rios, poderá ser feito ensecadeira desde que removida após a execução dos serviços devidamente comunicando o órgão ambiental local competente caso exista;

7.3 Não devem ser realizados serviços em área de preservação ambiental;

7.4 É vedado o lançamento do refugo de materiais usados na faixa de domínio, nas áreas lindeiras, no leito dos rios e em qualquer outro lugar onde possam causar prejuízos ambientais;

7.5 A área afetada pelas operações de construção e execução deve ser recuperada, mediante a limpeza do canteiro de obras devendo também ser efetuada a recomposição ambiental.

8. CONTROLE

a) A execução de uma fundação em tubulão deve ser feita controlando e anotando os seguintes elementos para cada tubulão, conforme o tipo:

- Cota de arrasamento;
- Cota de base;
- Dimensões reais de base alargada;
- Material de apoio;
- Equipamento utilizado nas várias unidades;
- Deslocamento e desaprumo;
- Consumo de material durante a concretagem;
- Qualidade dos materiais;
- Comparação com o volume previsto;
- Anormalidades de execução e providências tomadas.

b) A inspeção do terreno de assentamento da fundação, bem como do terreno ao longo do fuste, deve ser feita por profissional com experiência e responsabilidade, registrando-se a "AS BUILT" em boletim apropriado de liberação;

c) Sempre que houver dúvida sobre um tubulão a Fiscalização pode exigir comprovação de seu comportamento satisfatório. Se essa comprovação for julgada insuficiente, e dependendo da natureza da dúvida, o tubulão deve ser substituído ou ter seu comportamento avaliado por prova de carga. Todos estes procedimentos devem ser de responsabilidade da Executante.

9. ACEITAÇÃO

As tolerâncias devem ser de acordo com o item 8.6 da NBR-6122, cabendo destacar:

a) Devem ser aceitos tubulões com excentricidade, em relação ao projeto, de até 10% do diâmetro do seu fuste;

b) Quando ao desaprumo, devem ser aceitos tubulões com até 1% de inclinação;

c) Valores superiores a estes devem ser informados ao projetista, para verificação das novas condições.

10. MEDIÇÃO

Os serviços relativos a tubulões, executados e recebidos na forma descrita, devem ser medidos de acordo com os seguintes itens:

10.1 Deve ser medido o volume escavado à ar comprimido por classe de material (1ª, 2ª, 2ª especial, 3ª categoria ou lama);

10.2 Os materiais escavados devem ser classificados, de acordo com o descrito no item da especificação para o serviço Escavações;

10.3 O volume escavado, para efeito de medição, deve ser calculado geometricamente à partir das dimensões de projeto e da profundidade real executada, até o limite do nível indicado pela Fiscalização para o término da escavação. O volume da base alargada, quando houver, deve ser considerado até o limite do volume previsto em projeto;

10.4 O volume de concreto, área de forma, peso do aço e revestimento metálico, se houver, devem ser medidos separadamente, segundo as quantidades calculadas a partir das dimensões de projeto e da profundidade real executada, até o limite do nível indicado pela Fiscalização e seguindo os critérios das especificações do cliente.

11. PAGAMENTO

O pagamento dos tubulões a ar comprimido deve ser feito, após a aceitação e a medição dos serviços executados, com base nos preços unitários contratuais, os quais devem representar a compensação integral para todas as operações, transportes, materiais, perdas, mão-de-obra, equipamentos, inclusive as estruturas necessárias para trabalhos dentro do curso d’água, encargos e eventuais necessários à completa execução dos serviços.



MATÉRIA PUBLICADA NA REVISTA MEIO AMBIENTE INDUSTRIAL


CAPA DA EDIÇÃO

TRABALHO EM CONDIÇÕES HIPERBÁRICAS


HISTÓRIA DO HIPERBARISMO NO BRASIL





UTILIZAÇÃO DA TABELA DE DESCOMPRESSÃO

UTILIZAÇÃO DA CAMPÂNULA HOSPITALAR


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100% Seguro - Estacas Moldadas no Local




Espaços Confinados


Trabalhos para Liberação de Fundação de Pontes e Viadutos.


Os trabalhos em espaços confinados, por envolverem uma série de riscos, requer um cuidadoso planejamento e na eventualidade de uma emergência, todo o equipamento e pessoas envolvidas deverão estar devidamente posicionados e preparados.Um treinamento adequado a todos os participantes, é um requisito indispensável, inclusive em primeiros socorros e suporte básico de vida. As estatísticas apontam que 60% dos casos de óbitos em acidentes em confinados, são de resgatistas mal preparados. Os requisitos mínimos, para execução de trabalhos em confinados poderão ser encontrados na NR-18, em 18.20 - Locais Confinados e NR-33 Segurança e Saúde nos trabalhos em Espaços Confinados e NBR-14787 - Espaço Confinado Prevenção de Acidentes, Procedimentos e Medidas de Proteção. Em uma operação em confinados, tão importante quanto a monitoração da atmosfera e a proteção respiratória é localizar ou posicionar pontos de ancoragem para fixação de cordas que auxiliarão a descida do trabalhador e a sua remoção, após a execução dos trabalhos ou na eventualidade de um resgate. Para que isto ocorra de maneira fluente, o trabalhador deverá ingressar no confinado utilizando um cinto de segurança específico para trabalhos em confinados, e devidamente conectado a corda.Este cinto tem como característica, a ausência de alças auxiliares ou salientes que poderiam se prender no interior do confinado, dificultando assim a movimentação do trabalhador, outro detalhe importante, é o ponto de fixação da corda que deverá estar posicionado , nas costas, o mais alto possível ou acima da cabeça do trabalhador, para que o mesmo possa ser suspenso, o mais próximo possível, da vertical.Considerando-se o esforço necessário para a remoção do trabalhador do confinado, um sistema de polias deverá estar devidamente montado e posicionado.



Liberação de base de tubulão


 Pontes da Bacia de Inundação da 


UHE - SIMPLÍCIO em Chiador - MG.



Local das Obras

A rotina da liberação das bases de tubulão a ar comprimido, a certeza de uma base sólida e sem  futuros problemas de recalque diferencial da fundação, somado a execução de sondagens mistas, fundamentais para o sucesso da obra.

A execução de tubulões a ar comprimido quando executada com seriedade não causa nenhum dano ao funcionário, porém devemos ficar atentos a pequenos cuidados e seguir as antigas normas de segurança do trabalho e as NR´s fundamentais ao bom empenho da obra.

Tudo que é feito com bom senso e procedimentos corretos e um "check list" prévio, e sistemas e dispositivos de segurança para garantia da saúde ocupacional e da Engenharia de Segurança do Trabalho. 



Descida ao fundo da base do Tubulão para liberação do disparo da base (Abertura da base).



Nesta foto, vemos o Gnaisses onde a base será aberta, confirmando o previsto na sondagem mista, no que esta preconizado no projeto de fundação.




Liberação de Base em Tubulão a Ar Comprimido em espaço Confinado



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NR - 35

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Quem pode ministrar o treinamento (curso) da NR 35?



Liberando Tubulão

Quem dirige pelas rodovias do Brasil inevitavelmente atravessa um sem-fim de pontes e viadutos. E pode não ter prestado atenção, mas muitas delas estão sendo ampliadas e/ou reformadas para atender à maior demanda de veículos e carga que passa por elas hoje do que costumava passar há algumas décadas atrás, quando foram construídas, além de várias delas estarem sendo alargadas.

Quem tomava a Rodovia Presidente Dutra para São José dos Campos, Campos do Jordão ou Rio de Janeiro deve se lembrar que várias delas não possuíam acostamento, por exemplo.

Não apenas essa onda de reformas, mas também a construção de novas pontes e viadutos, exigem que os pilares de sustentação das pontes reformadas ou construídas sejam apoiados em material resistente, isto é, que não sofra deformações (recalques). 

E é aí que entra uma das soluções de engenharia mais perigosas para os trabalhadores: o tubulão.

Um tubulão é um poço circular de alguns metros de profundidade. De preferência, suas paredes são revestidas com anéis de concreto que evitam que o material desmorone para o interior da escavação. O problema é que a metodologia pressupõe escavação a seco, e é muito comum que durante a execução seja atingido o nível freático antes de ser atingida a profundidade projetada. A solução, então, é injetar ar comprimido no poço, o que faz com que a água seja expelida pela pressão exercida pelo ar injetado (já brincaram de borbulhar o suco no interior de um copo assoprando um canudo? É a mesma ideia, o ar entra sob pressão e o canudo permanece preenchido por ar, mesmo imerso em líquido). Resulta, daí, o tubulão a ar comprimido.

Mas como fazem os trabalhadores para escavar nessas condições? 

Simples, eles trabalham no interior do poço, num ambiente com ar comprimido. 

Os ambientes externo e interno são interligados por uma câmara de compressão (a campânula): para entrar, a pressão nessa câmara parte da pressão atmosférica igual ao lado externo.

A câmara é então vedada hermeticamente, e é injetado ar comprimido em seu interior. A pressão no interior da campânula sobe até igualar à pressão no interior do poço. Abre-se então uma escotilha de acesso que permite o acesso ao ambiente de escavação.

Quem lembra de química do colégio, deve se lembrar que, se temos um volume constante.O volume da campânula, que já é minúsculo, não muda, então se a pressão aumenta, então a temperatura aumenta proporcionalmente ao incremento de pressão, ou seja como resultado, o interior da campânula pode virar um verdadeiro inferno, com temperaturas próximas dos 50ºC. Por isso geralmente temos de resfriar as campanulas com chuveiros externo e jogando água em cima das campanulas.

A maioria dos projetos de fundação solicita que a base do tubulão seja inspecionada por geólogo ou engenheiro geotécnico quando for atingida a profundidade final: é preciso que se tenha uma garantia que o material do apoio seja resistente o suficiente para comportar o pilar e todo o peso que vai passar sobre ele, sem que haja deformações. É aí que contactam geólogos (e alguns engenheiros razoavelmente capacitados) para entrarem neste ambiente tão agradável.

Campânula-interior
O interior de uma campânula, já com a temperatura lá em cima.

Não fiquem preocupados com a temperatura, afinal em algumas obras os operários jogam água na estrutura metálica para refrescar.

Pois é, a temperatura não é um grande problema, o problema é todo o resto:

– A pressão extra pode variar de 0 a mais de 2,5 atmosferas. Trabalhar tempo demais nessas condições ou não seguir os procedimentos corretos de pressurização/despressurização podem causar problemas de saúde. É comum os trabalhadores apresentarem “friagem”, isto é, dores fortes no corpo provocadas por acúmulo de pressão. Não entendo muito bem dos detalhes (inclusive porque nunca peguei a tal “friagem”), mas é causa de afastamento temporário de um operário da obra.

– O sistema de subida/descida, além de todo o maquinário no interior da campânula e do poço, são extremamente arcaicos. Só para se ter uma ideia, a subida/descida é realizada através de um mini guindaste que puxa um cabo de aço e, na extremidade deste cabo, vai um balde, usado para retirar o material escavado e transportar o material de trabalho para o fundo do poço. E é nesse balde que a pessoa se apóia para ir até o fundo do buraco!

Quando se chega (literalmente) no fundo do poço, o objetivo é verificar se o terreno está duro ou não. Isso é feito em teoria com um aparelho denominado pressiômetro, mas na grande maioria das vezes o trabalho é realizado com ajuda de um pedaço de vergalhão de aço, que o geólogo pressiona contra o solo e verifica, no feeling, se o terreno é bom ou não. Também é verificada a verticalidade do poço: se ele estiver fora de prumo, isto é, inclinado, pode haver problemas de instabilidade no apoio. As recomendações mais comuns são para avançar mais com a escavação caso não seja verificado material de qualidade, e reforço na estrutura de metal que será colocada no interior do poço quando ele for concretado.

Verificar a base de um tubulão não é a tarefa mais ingrata – já estamos pingando de suor, estamos sob pressões de quase 3 atmosferas, estamos sujos e ainda temos que fazer um esforço danado pra entender os operários fazendo piada. Como padrão, a câmara de trabalho tem cerca de 1,5m a 1,80m de terreno natural exposto, sem concretagem. Muitas vezes o material observado nesta pequena janela não é observável na superfície por falta de afloramentos.

Enfim, não é o trabalho mais agradável de se fazer, além de ser arriscado. Mas rende boas histórias. E rende, às vezes, uma boa geologia de fundo de poço.


Curiosidade sobre o início da doença descompressiva

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LUIZ ANTONIO NARESI JUNIOR

Luiz Antonio Naresi Júnior
 é engenheiro civil com ênfase na área de Saneamento, possui pós-graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho, Analista Ambiental pela UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora), e em Engenharia Geotécnica pela UNICID (Universidade Cidade de São Paulo). É especialista em obras de Fundação Profunda, Contenções de Encosta, Obras de Artes Especiais, Projetos de Contenção, Infraestrutura Ferroviária e Rodoviária. Atualmente é sócio da ABMS (Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica), diretor do Clube de Engenharia de Juiz de Fora (MG) desde 2005, participa como voluntario pela ABMS como apoio a defesa civil de Belo Horizonte, Professor da Escalla Cursos para Mestre de Obras (CEJF / CREA/MG), consultor de fundação pesada e geotecnia, comercial e assessor da diretoria da Empresa Progeo Engenharia Ltda.
 

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LAN CONSULTORIA GEOTECNIA E FUNDAÇÕES - RPA
RUA DELFIM MOREIRA, 85 - SALA 701 - 2o andar
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TEL.: (31) 99230-1333 - TIM
TEL.: (32) 3212-9170








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Luiz Antonio Naresi Junior,
4 de dez de 2010 20:02
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