01) Estacas Raiz

ESTACA TIPO RAIZ
 
 

 

 RESULTADO FINAL DE UM BLOCO FORMADO POR ESTACAS RAIZ DIÂMETRO DE 400 mm




Tabela de Consumo de Estacas Raíz, meramente informativa para estimar o consumo de materiais, para dimencionamento da capacidade da estaca corretamente, consulte o seu consultor


O emprego deste tipo de estaca é indicado em todo tipo de fundação e em especial para fundações de equipamentos industriais, reforços de fundações, locais com restrição de pé direito ou dificuldade de acesso para equipamentos de grande porte, situações nas quais a execução possa provocar vibrações, em casos onde é preciso atravessar matacões ou blocos de concreto ou ainda quando existe necessidade de engaste da estaca no topo rochoso.

 


 

METODOLOGIA EXECUTIVA

 

a)        Liberação formal da(s) estaca(s) a serem executada(s), no tocante à sua locação e cotas, de acordo com o desenvolvimento dos trabalhos.
 
b)        Posicionar a perfuratriz.
 
 
 
 
 
c)         Verificar a verticalidade e/ou ângulo de inclinação de acordo com a característica da estaca.
 
 

d)        Centrar o tubo de revestimento no piquete de locação da estaca.

 


 

Perfuração

 

Realizar a perfuração do solo por meio da perfuratriz rotativa ou roto-percussiva com a descida de tubo de revestimento; caso o tubo de revestimento encontre dificuldade para seu avanço, em razão da ocorrência de solos muito duros ou ainda plásticos, devem ser empregadas brocas de três asas, tipo tricone, para execução de pré-furo ou ainda para limpeza no interior. A circulação da água circulando pelo interior do tubo de revestimento e saindo por fora do mesmo transportando o material e chamada de circulação direta de água.
 

 
 Descer o tubo, com auxílio de circulação de água (ou ar comprimido) injetada no seu interior, até a profundidade prevista no projeto.
 

 

 
 

 
MATERIAL SAIDO DO FURO PELA CIRCULAÇÃO DIRETA PERFURAÇÃO FEITA COM AUXÍLIO DE REVESTIMENTO E CIRCULAÇÃO DITETA DE ÁGUA PELO INTERIOR DO REVESTIMENTO SAINDO POR PRESSÃO DE BAIXO PARA CIMA O MATERIAL ESCAVADO PARA FORA

 A foto mostra o posicionamento do estropo de aço acoplado ao guindaste auxíliar da perfuratriz wirth no momento de içar o prolongamento do revestimento de 14", na parte de baixo é amarrada uma corda para guiar e colocar o tubo de revestimento metáligo pesado da posição horizontal para vertical.

 
Na parte inferior é colocado um anel protetor da rosca do revestimento macho/fêmea, para evitar que possíveis grandes impactos danifiquem e amassem a mesma empenando-a.

Prolongamento do revestimento para continuidade da execução da estaca escavada nos trechos em solo. 
 
 
Detalhe da manobra para colocação de outro revestimento. Observem o anel protetor onde o trabalhador esta segurando. Em seguida e retirado o anel de proteção para seu acoplamento rosqueado.

 
Depois que perfuramos a 1a seção de revestimento, procedemos a colocação da 2a seção, tantas veses quanto for necessário.
 
Procedemos da seguinte maneira :
 
I) Descemos o cabo de aço e fixamos na parte da frente da nova seção do revestimento. Enquanto isso a parte traseira e amarrada uma corda e pelo menos 03 trabalhadores servem como um contra peso evitando o movimento pendular do revestimento. No exato momento em que ele for içado.
 
 
II) O guincho da Perfuratriz Wirth  puxa o revestimento enquanto os 03 trabalhadores auxiliam na sua colocação.
 

 
III) Em seguida a nova seção do revestimento e colocada na posição vertical, a corda que estava amarrada em sua parte inferior é retirada, o guincho da Wirth posiciona o novo revestimento em contato com o revestimento já cravado rotativamente com auxílio de um homem para ajudar no posicionamento final entre o encaixe de suas roscas.
 
 
 
IV) A morsa superior trava o novo revestimento, em seguida o cabeçote do rotor e encaixado e passa a sustentar o novo revestimento e a própria Wirth, mecanicamente conclui o encaixe entre os revestimentos, fazendo o cabeçote girar.
 
 
 
 
 
Continuamos a furar o terreno e repetiremos o processo de prolongamento dos revestimentos, chamado de "Manobra", tantas veses quanto for necessário até atravessarmos o trecho argilo arenoso e atingirmos o trecho em rocha (arenito duro).
 
Observamos na foto ao lado, o término da cravação de mais uma seção do revestimento.
 
Devemos promover a limpeza do material purgado da perfuração para evitar o acúmulo do mesmo próximo qo local da estaca, pois este material dificulta a saída d´água que serve como transporte do material escavado (Circulação direta).
 
Quando atingimos a rocha, a sapata de widea sofre uma resistência ao corte na perfuração rotativa, chegando a ponto de não mais prosseguir e perfurar o furo. Encerramos as manobras com as diversas seções de revestimento, passamos então a descer as haste para utilização do martelo de fundo dotado de "Boton Bits".
 
Devemos lembrar que existem vários comprimentos de revestimento. Estes são posicionados de tal maneira que a última seção não fique muito alta em relação ao solo, pois dificultaria o posicionamento e descida das hastes que serão utilizadas junto ao martelo de funda. Uma altura recomendada seria em torno de 0,70 m da cota do terreno.
 
Antes de descer o martelo de fundo, deve ser feita a proteção da rosca do revestimento de 14" com o anel de proteção, para evitar o impacto entre a haste de perfuração do martelo e a face superior do revestimento cravado.
 

 TERMINO DA PERFURAÇÃO ROTATIVA (SOLO) E MANOBRAS COM REVESTIMETO
 
 
Após a conclusão dos serviços de perfuração rotativa com lavagem de água por circulação direta, na última seção acoplada do revestimento é feita uma "vedação" entre a parte do furo escavado e o revestimento.
 
 

 
Durante a perfuração deverá ser garantida a saída da água.
 
A vedação pode ser feita com papel, papelão, plásticos, sacos vazios de cimento, etc. Ela é feita para evitar a entrada de material no furo da estaca já escavada o que pode causar um aumento do atrito lateral (Solo / Revestimento) dificultando o saque do revestimento metálico após a concretagem da estaca. A vedação garante que durante a concretagem não ocorra grande perda de pressão.
 
 
 
A foto acima mostra o trabalhador fazendo o serviço de vedação com auxílio de uma barra de aço,
 precionando o saco de cimento ao redor do furo.
 
Medir a profundidade da perfuração, utilizando-se a composição de tubos de injeção, introduzindo-a no interior do tubo de revestimento até a cota de fundo da perfuração.

 OPERAÇÃO DE DESCIDA E MANOBRA COM A HASTE E MARTELO DE FUNDO

Quando a perfuração atingir matacão, rocha e/ou concreto, deverá ser usada sapata ou coroa diamantada, acoplada ao barrilete amostrador, interno à composição de tubos de revestimento, de maneira a retirar-se o testemunho da rocha (procedimento igual ao da sondagem rotativa).

As hastes assim como os revestimentos possuem comprimentos variados de 2,00 a 5,00 m, para permitir uma manobra mais eficiente das hastes com a Perfuratriz Wirth (Hastes do Martelo)
 
TRANSPORTE DAS HASTES
 
O transporte das hastes e feito em geral com auxílio de 06 homens.
O peso de cada seção de haste varia em torno de 150 kg.

 

 
Nesta obra onde as estacas raiz atingiram a profundidades de 37,00 m, tinhamos a disposição:
 
  • 45,00 m de haste diâmetro externo 141 mm
  • Comprimentos variados de 2,00 a 6,00 m
  • Comprimento do revestimento máximo utilizado de 6,00 m
Depois d feito a vedação, o guincho da Perfuratriz acoplado devidamente aos estropos e manilhas, suspende o martelo de fundo onde é amarrado uma corda na parte inferior do martelo para evitar impacto deste com a Perfuratriz Wirth.
 
 
1a seção do martelo fica suspensa conforme a fotografia acima. Em seguida o martelo e abaixado e são colocadas as gravatas que permitiram o acoplamento das hastes com o martelo. Antes de baixar o martelo no fundo do furo, deve-se testar o mesmo na superfície, evitando que ao chegar no fundo do furo ele não funcione, perdendo toda a manobra. 
 
TESTE DO MARTELO DE FUNDO
 
 
 
Depois que o martelo de fundo e suspendido através do guincho do equipamento Wirth, o martelo e arriado por dentro da camisa metálica (Revestimento) é colocado uma gravata para que ele seja solto do cabo de aço que sustenta ele junto ao cabeçote do rotor da Perfuratriz, para que em seguida possa ser rosqueado o cabeçote no martelo, suspendido e testado no chão, conforme mostra a foto acima. Em seguida será feito as manobras de descida do mesmo com a colocação das haste para que ele chegue até a rocha conforme mostra a sequência abaixo :
 
 
 
 COLOCAÇÃO E TESTE DO MARTELO DE FUNDO
 
Terminada as manobras de descida das seções das hastes do martelo até que se atinja a rocha, para que se possa iniciar a escavação rotopercussiva, lançamos água para preenchimento do tubo de revestimento no trecho em solo, para com auxílio da injeção de ar comprimido promover a limpeza do material sedimentado do trecho emsolo, para seguir com a perfuração em rocha.
 
 
Executar a limpeza interna do tubo de revestimento, utilizando-se para tal, a composição de lavagem, descendo até a cota inferior da estaca.
 
 


 

 
 A injeção de ar comprimido promove uma sucção no tubo fazendo com que a água misturada com o material escavado flua até a superfície sendo eliminada.
 
Somente utilizamos o ar comprimido quando estamos escavado o trecho em rocha com uso do martelo de fundo.
 
A água é colocada preenchendo totalmente o furo, em seguida é injetado o ar comprimido sob pressão.
 
Ela serve como um meio de transporte do material escavado, ajudando na limpeza do material escavado sedimentado em rocha.
 
Como a água é mais pesada que o ar e para uma mesma pressão, ela ajuda a aumentar o poder de sucção da rocha fragmentada em meio líquido para o lado externo do furo escavado.
 

Alternativamente podem ser utilizados martelos pneumáticos ou hidráulicos, sendo que todos os martelos perfuram por sistema roto-percussivo e trabalham interiormente ao tubo e revestimento.

 

Sempre a perfuração deve prosseguir até a cota de fundo prevista em projeto.


 

 

 

 Continuação da Perfuração com o martelo de fundo intercalada com a injeção de ar comprimido. É introduzida água para limpeza do material escavado que fica sedimentado no fundo do furo

 

DETALHE DA LIMPEZA DA PERFURAÇÃO DA ESTACA RAIZ, A ÁGUA COMEÇA SAINDO SUJA COM MUITO MATERIAL E A MEDIDA QUE FOR CLAREANDO E QUE O FURO ESTA SENDO LIMPO

 


AIR LIFTY - DESARENAÇÃO DE SEDIMENTOS FINOS NO FUNDO DO FURO
 
Após o término das escavações a perfuração roropercussiva em rocha com utilização de martelo de fundo e circulação direta de água, é feita a limpeza do furo escavado em rocha com a utilização do sistema chamado de "Air Lifty" do material escavado que fica sedimentado no fundo do furo da estaca que não foi totalmente eliminado pela simples injeção de ar comprimido.
 

Descida do "Air Lifty" para promover a limpezano fundo da estaca

 

 

MANOBRA DE LIMPEZA PLENA DO FURO ATÉ O INTERIOR DA ESTACA RAIZ UTILIZANDO O SISTEMA DE "AIR LIFTH"

 

Na foto ao lado vemos o funcionário aguardando a água de tom amarronzado ficar clara, pois é a garntia que o furo foi limpo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 

Detalhe da limpeza com "Air Lifty" - Omaterial mais pesado cai rapidamente no fundo do furo, enquanto o "Air Lifth" promove a sucção do mesmo 
 

 
 
 

  
 

armação DA ESTACA E DESCIDA DA GAIOLA (FERRAGEM)

 

 

Notem que em caso de gaiolas com mais de 12,00 m, são divididos em várias gaiolas, descemos uma de cada vês e a ponta delas e menor para encaixe da armadura seguinte.

 
Montar a armadura da estaca em forma de gaiola, com os estribos helicoidais, prevendo-se a armadura longitudinal com aço CA-50 podendo os estribos ser em aço CA-25, ou tubo metálico Schedulle, obedecendo-se ao projeto.
 

 TRANSPORTE DA GAIOLA MONTADA DENTRO DO CANTEIRO DE OBRA

PARA APLICAÇÃO NO INTERIOR DO REVESTIMENTO

 

Definir o diâmetro externo do estribo de forma a garantir um cobrimento mínimo de
20 mm entre a face interna do revestimento e o próprio estribo

 

Descer a armadura à profundidade alcançada durante a perfuração até apoiar-se no fundo do furo.

 

 

Depois de feita a checagem do furo com a trena de fundo e retirado os equipamentos de "Air Lifty", sendo colocada a 1a seção de ferragem que é suspendida pelo guincho da Wirth e com auxílio de uma corda que é amarrada na base da ferragem, a gaiola e colocada na posição vertical pelo guincho auxiliar da perfuratriz. Em seguida descemos a ferragem pelo interior do revestimento da estaca, parte por parte, sendo colocado uma "gravata" metálica para dar sustentação a 1a seção de armação que fica pendurada na boca do revestimento, enquanto a 2a seção da ferragem é içada e arriada para acoplamento a 1a seção de ferragem, sendo amarrado em seu transpasse e assim sucessivamente até o término da 3a e última seção de ferragem.

 
Descida da última seção da gaiola da ferragem
 
TRAÇO SUGERIDO PARA EXECUÇÃO DE ESTACAS RAIZ 

Todo calculo de Fck deverá ser ensaiado e conferido por laboratório idôneo no local da execução dos serviços para a confirmação do Fck desejado.
 
CÁLCULO TEÓRICO DO CONSUMO DE ARGAMASA (m3)
 
O volume teórico pode variar de 15 a 30 % dependendo da geologia local, poderá ser consumido muito mais que o teórico, ainda mais que a estaca raiz e feita com golpes de ar que fazem o diâmetro fina da estaca raiz ficar maior.
 

 
Diâmetro Teórico :
Dr  =14 " = 0,400 m => 0,325 m 
Dm = 12 " = 0,305 m
 
Diametro Real: (Over breack)
DRe =  0,433 m
DMe = 0,310 m
 
Adotando hipoteticamente para :
hr = 29,00 m
hm = 3,00 m
Teremos:
Vol = { [ (pi x 0,400^2) / 4] x hr } + { [ (pi x 0,305^2) / 4] x hm } 
 
Utilizando o diâmetro real (Teórico) :
Vol = { [ (pi x 0,400^2) / 4] x 29,00 m } + { [ (pi x 0,305^2) / 4] x 3,00 m } = 3,644 m3 + 0,219 m3 => Volume Teórico = 3,863 m3
 
Utilizando o diâmetro estimado (Real) :
Vol = { [ (pi x 0,433^2) / 4] x 29,00 m } + { [ (pi x 0,310^2) / 4] x 3,00 m } = 4,270 m3 + 0,226 m3 => Volume Real = 4,496 m3
 
 
Poderiamo generalizar a formula para o "Volume Teórico Estimado - Real" de argamassa em metro cúbicos (Over Breack):
Dre   = 0,433 m
DMe = 0,310 m
 
Vol = 0,147 x hr + 0,075 x hm ; onde hr = Altura do trecho de revestimento (Solo) e hm = Altura do trecho de martelo (Rocha)
 
Cálculo do Volume Teórico - Sem Over Breack :
 
Dr   = 14"
Dm = 12 "
 
Vol = 0,126 x hr + 0,073 x hm
 
MISTURADOR DE ARGAMASSA :
 
 
Após a chegada do caminhão betoneira é verificado na Nota Fiscal o traço e as condições tecnológicas da argamassa, retirando as amostras para ensaio de corpos de prova e quando necessário adicionar a água retida na Nota Fiscal a fim de facilitar a injeção, sem que ocorra entupimentos nos mangotes e equipamentos de injeção. É verificado seu Slump.
 
BOMBA INJETORA DE ARGAMASSA
 

Depois de promovida a mistura da argamassa, ela é injetada no furo da estaca sob pressão com auxílio da bomba injetora "PUNTZMEISTER".
 
O misturador recebe a argamassa do caminhão betoneira, quando for aplicado na estaca, basculando-se a bica do caminhão betoneira na cuba do misturador de argamassa, que agita a mesma e a injeta bombeando para o interior do revestimento sob pressão.
 

Cubagem do misturador de argamassa.

Volume do tronco de cone :
 
V = [ 2 x (R^2 + r^2) x pi x h ] / 3 => V = 0,191 m3  
 
Consumo Total e, (m3) de argamassa no trecho de rocha:
Volume = [ (pi x Dm^2) / 4 ] x hm =>  [ (pi x 0,310^2) / 4 ] x 1,00m = 0,075 m3 / 1 m (Trecho em Rocha)
 
Consumo Total e, (m3) de argamassa no trecho em solo:
Volume = [ (pi x Dr^2) / 4 ] x hm =>  [ (pi x 0,433^2) / 4 ] x 1,00m = 0,147 m3 / 1 m -  (Trecho em Solo)
 
CÁLCULO PARA TABELA DE CONCRETAGEM

  TABELA DE CONCRETAGEM - PARA ACOMPANHAMENTO E CONTROLE DE QUALIDADE
 
    
Injeção PARA CONCRETAGEM DA ESTACA

 

Lançar a argamassa de cimento e areia por meio da bomba injetora, através da composição de injeção, posicionando o tubo de injeção de argamassa no fundo do furo.

 

Proceder à injeção de baixo para cima até a expulsão de toda água de circulação contida no interior do tubo de revestimento.

 

Iniciar a extração do revestimento por ação coaxial ao eixo da estaca, complementando-se o volume da argamassa por gravidade, sempre que houver abatimento da mesma no interior do tubo.
 

 

 Após a descida da ferragem, começamos a descer o tubo de concretagem (tremonha) em seções previamente anotadas e controladas.
 

 Fazemos a concretagem com a tremonha para garantir que a argamassa preencha por inteiro o furo da estaca de baixo para cima, evitando a queda dos agregados prejudicando a homogeinização da argamassa e/ou concreto.
 

 
Iremos proceder o início da concretagem de maneira que a seja submersa, lançando o concreto com tremonha no fundo da estaca. Como a argamassa e de maior peso específico, ela irá ficar em baixo e a água ira subindo gradativamente a medida que é bombeado o concreto com auxílio da bomba de injeção neste caso utilizada a "PUNTZMESTER".
 
 

 Detalhe do posicionamento da tremonha para injeção.
 

Observamos na foto acima o caminhão betoneira com 4,5 m3 de argamassa lançando através de sua bica diretamente na cuba do misturador para ser em seguida bombeado pela bomba de injeção PUTZMEISTER e injetado na estaca
 
Vista da concretagem da estaca raiz com auxílio da bomba injetora (Puntzmeister), misturadur de argamassa duplo vertical e tremonha. 
 
 
ARGAMASSA BOMBEÁVEL, SUBMERSA COM AUXÍLIO DE TREMONHA
 
Após as manobras realizadas para a descida do tubo de concretagem (Tremonha), em seguida é acoplado a "cabeça de injeção de ar" que é a ligação entre a bomba injetora PUNTZMEISTER e a tremonha.
 
 
A cabeça de injeção é uma curva feita em tubo galvanizado de 3" reduzida para 2".
 
TÉRMINO DA CONCRETAGEM SUBMERSA COM UTILIZAÇÃO DE TREMONHA 
 
A medida que começa a fluir a nata de argamassa no tubo de revestimento, deixamos a argamassa ficar bem encorpada e com concistênica para garantir que a água não tenha afetado a transição de argamassa / água durante a concretagem submersa.
 
 
 
Preenchimento total do revestimento de 14"
com argamassa e início da injeção de
golpes de ar.
 
Em seguida desmontamos a "Cabeça de Injeção" e preparamos para iniciar a operação de retirada do tubo de concretagem (Tremonha) para dar início a 1a injeção de ar comprimido comgolpes de 2 kg/cm2 de pressão máxima de injeção de ar comprimido antes de ser iniciado o primeiro saque do revestimento.
 
 
 
Após o primeiro golpe de ar com a cabeça fechada no revestimento a argamassa sofre um adensamento e tende a ir por pressão para as laterais, sendo que em seguida devemos preencher a argamassa que falta no revestimento interno para a sequência de golpes de ar.
 
ESQUEMA DA CONCRETAGEM SUBMERSA
  
     
 
 
 
 
 
 
Armação posicionada ao lado da perfuratriz
 
 
 
detalhe da ferragem
 
 
 
Equipamentos
 

Perfuratriz rotativa hidráulica, mecânica ou a ar comprimido, montada sobre estrutura metálica, dotada ou não de esteiras para deslocamento, acionada por motor à explosão (diesel) ou elétrico ou ainda através de compressor pneumático; deve ainda, ter capacidade para revestir integralmente todo trecho em solo, utilizando-se do tubo de revestimento.

Conjunto misturador de argamassa, acionado por motor elétrico ou à explosão.

 

Bomba de injeção de argamassa, acionada por motor elétrico ou à explosão.

 

Compressor de ar, com capacidade de vazão mínima de 5 pcm7 e pressão máxima de 0,5 MPa.

 

Bomba de água, acionada por motor elétrico ou à explosão, capaz de promover a limpeza dos detritos da perfuração do interior do tubo de revestimento.

 

Conjunto extrator; dotado de macaco e conjunto de acionamento hidráulico, com capacidade para extrair integralmente o tubo de revestimento do furo quando totalmente preenchido com argamassa.

 

Reservatórios para acumulação de água, com capacidade para perfuração contínua de pelo menos uma estaca.

 

Conjunto de gerador, na eventualidade de não haver energia disponível no local dos serviços.

 

 

MATERIAIS

 

Os materiais necessários para execução dos serviços de Estacas tipo Raiz são: cimento e areia para as injeções; aço CA-50 e aço CA-25, armadas em gaiolas, devidamente travadas e soldadas, conforme projeto.

 

 

 

Estimativa de consumo de materiais por metro linear:

 

 

Estimativa de consumo de materiais por metro linear:
 

DIAMETRO 

CARGA ATE 

                                                                  ARMAÇÃO LONGITUDINAL 

             ESTRIBO 

CONSUMO/ML

ARGAMASSA 

AÇO 

CIMENTO 

AREIA 

(mm)

(tf)

(kg)

(kg)

(kg)

83/100

10

2 Ø 12,5 mm

 

 

 

 

0,0079

101/120

15

3 Ø 10,0 mm

 

2

12

0,018

0,0141

114/140

20

3 Ø 12,5 mm

 

3,58

15

0,023

0,0192

127/150

20

2 Ø 12,5 mm

 

2,39

 

 

 

25

3 Ø 12,5 mm

 

3,58

18

0,028

0,0221

30

3 Ø 16,0 mm

 

5,58

 

 

 

140/160

35

3 Ø 16,0 mm

 Ø 5,0 c/ 20

6,19

20

0,031

0,0251

168/200

50

3 Ø 20,0 mm

 

8,68

 

 

 

45

4 Ø 16,0 mm

Ø 5,0 c/ 20

8,09

32

0,050

0,0393

40

3 Ø 16,0 mm

 

6,23

 

 

 

35

3 Ø 12,5 mm

 

4,23

 

 

 

220/250

75

6 Ø 16,0 mm

 

12,64

 

 

 

70

5 Ø 16,0 mm

 

10,78

 

 

 

65

4 Ø 16,0 mm

 Ø 6,3 c/ 20 cm

8,92

50

0,077

0,0614

60

5 Ø 12,5 mm

 

7,44

 

 

 

55

4 Ø 12,5 mm

 

6,25

 

 

 

273/310

100

5 Ø 20,0 mm

 Ø 6,3 c/ 20 cm

15,06

62

0,118

0,0944

355/400

130

4 Ø 20,0 mm

 Ø 6,3 c/ 20 cm

12,77

102

0,196

0,1571

Estudos e Modelos/TABELA ESTACA RAIZ.xls
OBSERVAÇÕES 
     
 - Perdas no aço - 10%
 - Perdas na argamassa (over break)- 25%
 - Perdas na areia - 25% 
 - Consumo de cimento - 650 kg/m³ s/ aditivo 
 - Consumo de cimento - 550 kg/m³ c/ aditivo
 

F ( mm )

CARGA Ntrab a Compressão

(tf)

AÇO CA-50     (kgf)

AÇO CA-25      (kgf)

Cimento

(Sacos)

Areia

(m³)

120

15

2,6

1,0

0,25

0,020

150

25

2,8

1,0

0,28

0,022

160

35

5,6

1,0

0,32

0,025

200

50

11,0

1,0

0,43

0,034

250

70

14,8

1,1

0,65

0,052

310

100

18,5

1,8

0,96

0,077

400

130

29,2

3,3

1,53

0,130


ĉ
Luiz Antonio Naresi Junior,
13 de fev de 2011 17:33
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