22) Recuperação de Áreas Degradadas


Como é feita a recuperação de áreas degradadas?

 

Áreas degradadas são aquelas que contam com ecossistemas danificados, transformados ou inteiramente destruídos pela ação humana e o dever de recuperá-las está previsto na Constituição Federal.

Devido às atividades de mineração, desmatamento e disposição de resíduos, as áreas degradadas contam com a presença de processos erosivos, ausência e diminuição de cobertura vegetal e dificuldade no restabelecimento de um equilíbrio sistêmico.

Dependendo do grau em que a área foi afetada, é possível empregar diversas técnicas de recuperação que possibilitam sua regeneração.

 

A recuperação de áreas degradadas

A recuperação de uma área degradada tem por objetivo permitir que o espaço danificado volte a contar com recursos bióticos e abióticos suficientes para que se mantenha em equilíbrio. Ela deve prever a sua nova utilização em consonância com um plano de uso do solo preestabelecido. Tal plano de recuperação deve ter como princípios o uso sustentável dos recursos naturais e a preservação dos ecossistemas como diretrizes para a recuperação.

Dependendo do nível de degradação, a área pode sofrer uma restauração visando o retorno a um estado intermediário estável. A área também pode passar por uma reabilitação, na qual sofre um retorno ao estado intermediário das condições da vegetação. Por fim, poderá sofrer uma redestinação ou redefinição, quando a presença humana é necessária para auxiliar o processo de restauração.

Para promover o processo de recuperação primeiramente é preciso identificar o local e o tipo de ecossistema a ser restaurado. É necessário também identificar o agente causador da degradação e se existe a necessidade de intervenções indiretas para a restauração. Para a recuperação são empregadas diversas técnicas que serão aplicadas de acordo com as condições da área degradada.

 

Tipos de recuperação

 

1 – Condição da Regeneração Natural

 

De acordo com o nível de degradação é possível que uma área se regenere naturalmente. No entanto, para que isso ocorra é necessário superar algumas barreiras que podem prejudicar o processo de regeneração, tais como: ausência de sementes para a colonização do local, falha no desenvolvimento de mudas jovens, falta de simbiontes, polinizadores, dispersadores, entre outros.

Este método vem sendo amplamente indicado no caso de recuperação de áreas de preservação permanente.

 

2 – Plantio por sementes

 

O plantio de sementes é outra técnica de regeneração. Para que seja bem sucedida, é preciso que seja empregada sob condições mínimas que permitam o processo de regeneração, favorecendo o recrutamento de embriões vegetais e permitindo a substituição de simbiontes e polinizadores faltantes.

 

3 – Plantio de mudas

 

O plantio de mudas é uma das técnicas mais onerosas, do ponto de vista financeiro, porém uma das mais efetivas para regenerar uma área degradada.  O plantio de mudas nativas, em geral, apresenta índices de alto crescimento, após 2 anos, em geral, a área já se encontra reestabelecida e em equilíbrio.

 

O papel do gestor ambiental na recuperação

 

O gestor ambiental é um profissional que reúne tanto conhecimentos técnicos quanto habilidades para coordenação de projetos ambientais. Assim, no que se refere à recuperação de áreas degradadas, sua expertise se torna essencial, na medida em que é capaz de avaliar a regeneração da área, bem como gerenciar ações a serem tomadas junto a outros profissionais.

 

Com as diretrizes impostas pelo Novo Código Florestal, as áreas ambientalmente protegidas demandam uma atenção em especial no que se refere aos casos de regeneração, em especial as áreas de reserva legal e áreas de preservação permanente. Deste modo, a demanda por este profissional tende a ser crescente nos próximos anos.


As atuais estradas do Brasil, principalmente as de região serrana ficam sujeitas ao seu fechamento provocado por deslizamento de encosta ocasionados devido a fortes chuvas nos períodos de grande intensidade pluviométrica.  


PONTO 1 - LOCAL DO ESCORREGAMENTO

 Sinalizar a área, avisando aos usuários da pista a existência de obras e de que se deve reduzir a velocidade ao longo do trecho sinalizado.


Placa informando "Atenção, Tráfego em Meia Pista"


PLACA INDICANDO PISTA SINUOSA COM RISCO DE DESABAMENTO




Placa de 40 km / h - Limitador de Velocidade


Placas indicativas - Homens Trabalhando a 200 m


Placas Indicativas de Homens Trabalhando a 100 m


Placas de Proibido Ultrapassar e indicativas que a preferência e a prioridade de trafego é para quem sobe


Topografia locando o projeto de recuperação da área degradada e quantificando o volume do material escorregado do talude.


Marcação topográfica da obra, referenciando-se a crista do Talude
 
 

Área de Vivênica sendo implantada
 
 

Escritório de Apoio na Frente de Serviço
 
 
 
Escavadeira Hidráulica que ira remover o material solto escorregado no bordo inferior a montante da pista de rolamento.


Remoção com caminhão


Sinalização Pare - Siga com Bandeirinhas


Remoção do material solto


Vista Frontal


Vista da limpeza do material escorregado


Vista frontal do deslizamento


Escavadeira Hidráulica trabalhando


Limpeza mecanizada e manual inclusive desobstrução dos sistemas de drenagem


Material solto sendo removido e pista liberada em caráter de emergência para usuários


Visita ilustre a obra, colegas do Meio Ambiente e da Enga. de Segurança do trabalho


Reconformação do talude 


Área de vivência nas frentes de serviço, sistema simples e eficaz



Carregamento do material escorregado e solto.


Fiscalização da obra 


Preparo da área para início do solo grampeado verde e recuperação da área degradada, somatório de esforços para contenção da encosta e proteção e recuperação vegetal do talude afetado.


Chegada da Tela de Alta resistência para trabalhar em conjunto a contenção e a recuperação da área 

Dedico esta página ao competente amigo Daniel Neves, que faz a diferença numa organização, grande abraço e felicidades.




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