133) Cortinas Estacada Pré-Moldadas de Concreto cravadas com Perfis Metálicos




42) Cortinas Cravadas - Cortinas Pré - Moldadas com Perfis Metálicos

É uma estrutura de contenção constituída por estacas metálicas, perfis metálicos cravados, estacas broca escavadas com trado helicoidal que trabalham à flexão e resistindo pelo apoio direto da fundação definida por uma ficha (parte enterrada da fundação).




Figura - 1

Geralmente são obras contínuas (estacas-prancha ou estacas justapostas) ou descontínuas (nas quais estacas ou perfis metálicos são cravados a uma certa distância um do outro, sendo o trecho entre eles preenchidos por pranchões de madeira, placas de concreto pré-moldadas armadas, chapas metálicas soldadas) - Figura 1.


Figura - 2

Este tipo de estrutura é muito utilizado em obras de contenção provisórias, daí a predominância do uso de perfis metálicos cravados e pranchões de madeira de menor custo.

Em obras definitivas, não se usa madeira, pois pode pegar fogo com facilidade (vandalismo) e os perfis metálicos devem ser protegidos contra a corrosão.

As alturas atingidas são modestas em no máximo recomendadas a 1,50 m de altura dependendo da situação e do cálculo estrutural para cada caso, pois funcionam a flexão e como consequência, bastante deformáveis.

Cortinas Pré-Moldadas
 Com  qualidade, segurança  e principalmente a durabilidade da estrutura, a BELF apresenta uma tecnologia de tendência do mercado, de Cortinas Pré-Moldadas.


CORTINAS PRÉ - MOLDADAS ESTACADAS COM PERFIL METÁLICO

A cortina pré-moldada é um conjunto de duas placas de concreto pré-moldado ligados entre si por uma armação treliçada formando uma peça única. 



  • Largura das placas de 25 e 30 cm
  • Comprimento varia conforme projeto 
  • Vão interno varia de 7 a 27 cm
  • Faces das placas unitárias de 3 cm

Vantagens no uso de Cortinas de Contenção em Concreto Pré-Moldado:



Não requer acabamento

Reduz o consumo de materiais (madeira, aço e concreto)

Ganho na área do canteiro com a eliminação de taludes

Industrialização e limpeza da obra

Eliminação total de fôrmas e prancheamento de madeira

Agilidade na execução

Economia em relação ao sistema tradicional

Racionalização do sistema

Possibilidade de ficar aparente (superfície acabada), eliminando o revestimento

Vantagens no uso de Cortinas de Contenção em Concreto Pré-Moldado:


Mais Detalhes
   
A utilização em obras de contenção em edifícios que possuem subsolos ou terrenos com taludes e encostas é um bom exemplo de aplicação de cortinas de concreto pré-moldado.  É frequente a utilização de cortinas de contenção em edifícios urbanos que contenham estacionamentos.

As cortinas de concreto pré-moldado são uma nova técnica desenvolvida com o objetivo de redução de custos. Sua principal vantagem é a industrialização do processo construtivo, fazendo com que as etapas se tornem apenas um processo de montagem.

Após a escavação do subsolo, deixando no formato de uma caixa para construir o edifício, inicia-se os trabalhos de contenção com as cortinas de concreto pré-moldado, que podem ser caracterizadas por placas de concreto pré-moldadas, placas duplas, que dispensam o método antigo de contenção de pranchas de madeiras colocadas por trás dos perfis metálicos.

No mercado o uso mais comum das cortinas de concreto pré-moldadas são os painéis de placas duplas. São caracterizados por um elemento de concreto pré-moldado, com armação semelhante a laje treliçada. É uma peça de fácil manuseio que dispensa o uso de equipamentos para locomoção. As faces possuem espessura de aproximadamente 3 cm e possuem uma armação treliçada formando uma peça única.

As peças são instaladas entre os perfis metálicos previamente cravados, constituindo a cortina de contenção. Após a montagem das peças, o vão interno, que pode variar de 7 a 27cm é utilizado concreto fck 20 MPa – slump 20 +- 2.

A escavação ocorre simultaneamente com a montagem das cortinas de contenção, até concluir todo o perímetro da obra, que deverá avançar até a cota da próxima laje. As cortinas são travadas na armação das lajes de cada subsolo e do térreo.

O trabalho é bem ágil, tornando uma sequência construtiva continua. O resultado final é uma obra limpa e  com acabamento aparente, graças à paginação das placas, garantindo um ótimo aspecto estético.

A utilização do sistema de cortinas de contenção em concreto pré-moldado é possível sempre que o projetista estrutural prever edifícios com subsolos com utilização de perfis metálicos.

Principais objetivos e vantagens da cortina em concreto pré-moldado: 


Agilidade e redução de custos de materiais e mão de obra comparado aos métodos construtivos convencionais como prancheamento de madeira e a concretagem da cortina armada e concretada na obra;

Redução de custos de material e mão de obra com chapisco e emboço, já que o acabamento da cortina pré moldada é em concreto aparente;

Redução de quantidade de aços na cortina;

Redução de consumo de concreto. A espessura final da cortina concretada deverá ser aproximadamente 15 cm;

Conter o terreno dos empuxos da terra, realizando a contenção. Substituir as placas de madeira por concreto pré-moldado, além de reduzir o tempo de montagem, evitará pragas como cupins;

Após a montagem das placas nos perfis, a face interna da placa da cortina de concreto pré-moldada, já é a cortina acabada, ou seja, dispensa o uso de formas de madeira e aço;

Após a cravação dos perfis metálicos na periferia, executam-se as ancoragens, dimensionadas conforme o solo, as construções vizinhas existentes e as etapas definidas no projeto. Todo o processo se desenvolve de maneira a evitar a utilização de andaimes e a permitir a continuidade da escavação.

Com o uso de placas duplas pré-moldadas, podem ser eliminados alguns serviços:

Prancheamento, fôrmas e escoramento para concretagem da cortina moldada "in loco";

Torna-se desnecessária a cravação de perfis metálicos a serem utilizados como pilares provisórios;

Tratamento de toda a cortina com reboco para acabamento final;

Remoção sob a laje de volumes consideráveis de terra proveniente dos taludes;

Além disso, o sistema chega a proporcionar uma economia de 10 a 15% em relação ao sistema convencional. Outros custos agregados que constituem vantagem desse sistema são:

Aumento da área de canteiros;

Redução da quantidade de aço nas cortinas;

Diminuição do volume de concreto (espessura final da cortina de 15 cm);

Industrialização e limpeza da obra, e qualidade dos serviços.

Com relação à segurança, ficam eliminadas as situações de risco devido à escavação de cachimbos junto a pilares próximos à divisa. Para obras localizadas em bairros denominados quadriláteros, em São Paulo, a escavação total da obra representa maior velocidade e menor custo, uma vez que é feita a céu aberto. No caso convencional, a remoção de taludes provisórios fica comprometida, pois a escavação com equipamento de menor porte sob a laje é mais onerosa e demanda mais tempo de serviço.



Técnica é realizada com a cravação de perfis estruturais de aço junto às divisas do terreno. Racionalização de recursos, facilidade de cravação e baixa geração de resíduos são vantagens

Perfis de aço podem agregar agilidade e economia a contenções de solos
Técnica é realizada com a cravação de perfis estruturais de aço junto às divisas do terreno. Racionalização de recursos, facilidade de cravação e baixa geração de resíduos são vantagens

A contenção vertical com painéis estruturados por perfis de aço é uma técnica tradicional utilizada em obras de edificações e de infraestrutura. Seu principal apelo é a racionalização de recursos. As estacas de aço são cravadas junto ao limite das escavações e podem compor dois métodos construtivos em especial.

No primeiro, mais utilizado em obras de edificações com subsolos para garagens, os perfis formam cortinas de contenção mistas, estruturando painéis de concreto armado. Outra solução técnica, mais aproveitada em obras de infraestrutura viária, prevê o uso de estacas-prancha de aço cravadas no solo por bate-estaca, justapostas e intertravadas por meio de encaixes macho-fêmea.

GANHOS EM POTENCIAL

Em ambos os casos, o que explica o interesse das construtoras por essas metodologias são fatores como facilidade de cravação e menor geração de resíduos, alta capacidade de suporte de cargas, possibilidade de os mesmos perfis serem utilizados como fundações servindo de apoio das lajes periféricas da edificação, e a menor espessura final do arrimo.

“Outro aspecto positivo é a relação custo-benefício”, resume o engenheiro Milton Bigucci Junior, diretor técnico da MBigucci. Ele conta que sua construtora, sempre que possível, opta por essa solução em função do custo mais competitivo e da possibilidade de otimizar serviços e cronograma, uma vez que além de conter o solo, os perfis podem servir como apoio para partes da estrutura.

QUANDO USAR?

Tais vantagens não significam que a contenção com perfis de aço deva ser aplicada indiscriminadamente. Em primeiro lugar, a técnica não é aplicável a qualquer tipo de terreno, segundo o consultor Luiz Antonio Naresi Júnior, especializado em engenharia geotécnica. “Em solos com presença de rocha e matacão não conseguimos ter eficiência na cravação das estacas metálicas”, explica.

"Outro aspecto positivo é a relação custo-benefício", Milton Bigucci Junior

Na construção de edifícios multipavimentos, a contenção com perfis de aço é viável para conter escavações mais rasas, em geral com até dois subsolos ou seis metros. Isso porque a técnica exige deixar um talude de proteção até o travamento dos perfis, o que é feito, na maioria das vezes, com a execução da laje. “O talude de proteção costuma interferir na área de fundação de alguns pilares, tornando impossível a execução do sistema. Daí a importância de a altura da contenção ser compatível com essa solução, uma vez que, quanto maior for a altura, maior deverá ser o talude e maior será o risco de existir a interferência com alguma fundação de pilar”, continua Bigucci.

SOLUÇÕES COMBINADAS

Os perfis de aço também podem ser utilizados em conjunto com outros sistemas de contenção, eliminando ou diminuindo a existência do talude de proteção e permitindo atingir escavações mais profundas.

“Nesses casos, é necessário comparar cuidadosamente os custos para conferir se a solução mista
 oferece vantagens”, diz Bigucci, que adotou essa tecnologia nas obras do complexo Marco Zero
 MBigucci, em São Bernardo do Campo (SP), com entrega prevista para esse ano. Nesse 
empreendimento com torres residenciais e comerciais, a combinação de contenção com 
perfil metálico e solo grampeado mostrou ser o mais viável para execução de três níveis de subsolo.

ETAPAS DE EXECUÇÃO



Perfil metálico e solo grampeado na obra com Complexo Marco Zero (Foto: Divulgação MBigucci)
 

A execução de contenção com perfis de aço e painéis de concreto pré-fabricado é relativamente simples e contínua. Após a escavação do subsolo e a cravação das estacas com bate-estaca, os painéis de concreto são instalados entre os perfis de aço, constituindo a cortina de contenção. “A escavação ocorre simultaneamente com a montagem das cortinas até concluir todo o perímetro da obra, que deverá avançar até a cota da próxima laje. As cortinas são então travadas na armação das lajes de cada subsolo e do térreo”, explica Naresi. Após a cravação dos perfis metálicos são executadas as ancoragens, dimensionadas em função das características do solo, das construções vizinhas existentes e das etapas definidas no projeto.

“Um ponto que demanda atenção na execução de contenções com perfis de aço é a mobilização do bate-estacas, que pode gerar dificuldades em locais de difícil acesso”, salienta Naresi. Para o consultor em geotecnia, outros pontos críticos e que pedem cuidado especial de construtores e projetistas são a logística no canteiro relacionada à armazenagem e ao transporte dos perfis metálicos, e a vibração no momento da cravação, que exige o mesmo monitoramento rigoroso aplicado aos demais métodos de contenção de solos.

COLABORAÇÃO TÉCNICA

Luiz Antonio Naresi Júnior – Engenheiro-civil pós-graduado em engenharia geotécnica. É membro da Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica (ABMS) e consultor de fundação pesada e geotecnia da Progeo Engenharia Ltda

Milton Bigucci Junior – Engenheiro-civil formado pelo Instituto Mauá de Tecnologia e advogado formado pela Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo. É diretor técnico da construtora MBigucci, vice-presidente da Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC e membro da Vice-Presidência de Tecnologia do Sindicato da Habitação (Secovi-SP).







www.naresi.com


LUIZ ANTONIO NARESI JUNIOR

Luiz Antonio Naresi Júnior
 é engenheiro civil com ênfase na área de Saneamento, possui pós-graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho, Analista Ambiental pela UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora), e em Engenharia Geotécnica pela UNICID (Universidade Cidade de São Paulo). É especialista em obras de Fundação Profunda, Contenções de Encosta, Obras de Artes Especiais, Projetos de Contenção, Infraestrutura Ferroviária e Rodoviária. Atualmente é sócio da ABMS (Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica),diretor do Clube de Engenharia de Juiz deFora (MG) desde 2005, participa como voluntario pela ABMS como apoio a defesa civil de Belo Horizonte, Professor da Escalla Cursos para Mestre de Obras (CEJF / CREA/MG), consultor de fundação pesada e geotecnia, comercial e assessor da diretoria da Empresa  ProgeoEngenharia Ltda .
 

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