130) Saiba como funciona a estabilização de taludes com solo grampeado verde

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130) Saiba como funciona a estabilização de taludes com solo grampeado verde

Saiba como funciona a estabilização de taludes com solo grampeado verde

Técnica tem apelo mais sustentável por combinar chumbadores enterrados à cobertura com vegetação. Outras vantagens são baixo custo, fácil execução e uso de equipamentos leves

Texto: Juliana Nakamura


A utilização dessa solução depende da inclinação do talude (foto: acervo Luiz Naresi)

solo grampeado verde é uma técnica para melhoria de solos com aplicações que podem ir da contenção de emboques de túneis e taludes rodoferroviários a subsolos de edificações e remediações de deslizamentos. A solução utiliza chumbadores metálicos e revestimento composto por mantas e vegetação. Pode ser utilizada para uso em maciços a serem cortados (que não apresentem estabilidade suficiente) e em taludes rompidos em acidentes. Trata-se de uma variação da técnica de solo grampeado que vem sendo utilizada desde meados da década de 1970.

VANTAGENS

O solo grampeado verde é indicado sempre que a inclinação do talude permitir o desenvolvimento das gramíneas
Mauro Hernandez Lozano

“O solo grampeado verde é indicado sempre que a inclinação do talude permitir o desenvolvimento das gramíneas”, explica o engenheiro Mauro Hernandez Lozano, responsável técnico da Dýnamis Engenharia Geotécnica. Ele conta que a solução apresenta uma série de vantagens em relação às técnicas similares de reforço normalmente utilizadas, caso das cortinas atirantadas. Entre elas estão o baixo custo; a facilidade de execução; o uso de equipamentos leves, que permite a execução da técnica em lugares de difícil acesso; e a flexibilidade, uma vez que permite grande adaptação do projeto às condições geométricas do talude. O aspecto visual e o apelo sustentável são outros fatores que despertam o interesse por essa solução.

PROJETOS DE CONTENÇÃO

A estabilização de taludes com solo grampeado deve ser sempre precedida de um projeto geológico-geotécnico, o qual definirá a quantidade, as dimensões e o espaçamento dos chumbadores, que podem ser distribuídos em malha quadrada ou em formato de pé de galinha. O projeto é subsidiado, por sua vez, por uma campanha de sondagem prévia para mapeamento das características do solo.

A execução começa com perfurações no solo para instalação dos chumbadores ou grampos, dotados de mangueiras especiais de injeção. Dependendo das dimensões do furo e da área de trabalho, é possível optar por perfuratrizes tipo sonda ou perfuratrizes manuais. Quando a condição de trabalho permite alta produtividade, são utilizadas carretas perfuratrizes sobre esteiras.

É importante que haja intervenção sempre que for constatada alguma anomalia na obra ou movimentação de terra
Luiz Antonio Naresi Júnior

Uma vez inseridos os chumbadores, iniciam-se as injeções de calda de cimento sob pressão e de forma setorizada, melhorando as condições geológicas do terreno. Para finalizar é feito um revestimento com mantas e vegetação para proteção superficial. A especificação de produtos (geomantas/biomantas), bem como da vegetação, varia em função das características do local, como inclinação, clima e tipo de solo. A execução deve ser acompanhada de testes de arrancamento de chumbadores para confirmar se esses elementos resistem à mesma carga de projeto.

De acordo com o engenheiro Luiz Antonio Naresi Júnior, especializado em projetos e obras de geotecnia, ao longo do processo de estabilização há uma série de pontos críticos que merecem atenção especial do construtor. Entre eles, Naresi destaca o acesso do sistema de injeção e transporte de materiais, o controle da qualidade da perfuração e do aço, e o controle da marcação topográfica da obra.

 
Foto: acervo Luiz Naresi

Em taludes com solo grampeado, a drenagem é outro aspecto determinante para obter o resultado desejado. Um sistema de drenagem adequado deve prevenir a geração de poropressões, além de proteger a face contra a deterioração causada pela água, que pode levar a um deslizamento ou ruptura do solo.

CUIDADOS PÓS-OBRA

Uma vez concluída a estabilização do talude com o solo grampeado, ações de manutenção preventivadevem ser planejadas e realizadas. Mas os cuidados, de modo geral, não são custosos e envolvem rega e corte das gramíneas.

Também é importante verificar, periodicamente, se há formação de erosão ou falha dos dispositivos de drenagem do talude. “É importante que haja intervenção sempre que for constatada alguma anomalia na obra ou movimentação de terra. É o caso do aparecimento de ravinas ou vossorocas, deslizamentos pontuais e formação de trincas e rachaduras ao longo do talude ou em sua crista”, comenta Naresi.

CASE DE APLICAÇÃO

O solo grampeado verde foi a solução utilizada para solucionar problemas de instabilidade superficial das encostas da Rodovia do Aço, que passa pela região sul do estado do Rio de Janeiro. Concluída em 2015, a obra de estabilização dos taludes previu a aplicação de geomanta reforçada aliada a um sistema de chumbadores de até 3m de comprimento. O projeto previu espaçamento entre barras variando em relação à inclinação do talude. Para taludes com maior inclinação, utilizou-se um espaçamento de 2x2m. Para taludes mais suaves, o espaçamento adotado foi de 3x3m. A obra foi completada com o hidrojateamento de sementes para restaurar o verde e proteger o talude de erosões futuras.

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Colaboração técnica

Luiz Antonio Naresi Júnior – Engenheiro civil pós-graduado em engenharia geotécnica. Membro da Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica (ABMS), e consultor de fundação pesada e geotecnia da Progeo Engenharia
Mauro Hernandez Lozano – Engenheiro civil com cursos de pós-graduação e extensão na área de Mecânica dos Solos, Obras de Terra e Fundações. É o responsável técnico da Dýnamis Engenharia Geotécnica e consultor geotécnico da TriGeo Engenharia Geotécnica


www.naresi.com

LUIZ ANTONIO NARESI JUNIOR

Luiz Antonio Naresi Júnior
 é engenheiro civil com ênfase na área de Saneamento, possui pós-graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho, Analista Ambiental pela UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora), e em Engenharia Geotécnica pela UNICID (Universidade Cidade de São Paulo). É especialista em obras de Fundação Profunda, Contenções de Encosta, Obras de Artes Especiais, Projetos de Contenção, Infraestrutura Ferroviária e Rodoviária. Atualmente é sócio da ABMS (Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica), diretor do Clube de Engenharia de Juiz deFora (MG) desde 2005, participa como voluntario pela ABMS como apoio a defesa civil de Belo Horizonte, Professor da Escalla Cursos para Mestre de Obras (CEJF / CREA/MG), consultor de fundação pesada e geotecnia, comercial e assessor da diretoria da Empresa  ProgeoEngenharia Ltda .
 

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