Atividade:
Compactação de solo junto às paredes das drenagens (laterais de valas/canais, caixas de drenagem, sarjetas profundas, galerias etc.), após execução da tubulação/estrutura drenante.
Equipamentos típicos:
Compactador tipo “sapo”
Placa vibratória
Rolo pequeno (quando houver largura para isso)
Pá/enchada para reaterro manual
Retroescavadeira/pá-carregadeira para lançamento do aterro (em alguns trechos)
Condições especiais:
Espaços estreitos entre parede da drenagem e talude/solo natural.
Presença de tubo dreno, colchões drenantes (brita, manta geotêxtil), caixas de inspeção.
Muitas vezes em desnível, com declividade.
Perigos:
Talude da vala acima da drenagem mal escorado ou muito íngreme.
Vibração do compactador junto à parede da drenagem.
Solo encharcado ou heterogêneo.
Riscos:
Desabamento do talude sobre o trabalhador ou sobre a drenagem.
Danos à estrutura da drenagem (trinca, deslocamento, esmagamento da tubulação).
Controles:
Verificar antes de iniciar:
Geometria do talude (ângulo, altura) conforme projeto ou instrução do engenheiro.
Condições de umidade do solo (evitar compactar com solo saturado).
Usar escoramento ou rebaixamento de talude quando altura e tipo de solo exigirem.
Não permitir permanência de pessoas na “linha de tiro” do talude sem proteção.
Inspeção visual diária de trincas, fissuras, degraus no talude – qualquer sinal de instabilidade → parar e chamar responsável técnico.
Perigos:
Compactação muito próxima e com energia excessiva sobre tubos recém-assentados.
Golpes de soquete/eplaque vibratória diretamente sobre a estrutura.
Lançamento de bloco de solo ou pedra sobre o tubo.
Riscos:
Rompimento de tubulação (futura infiltração, recalque, entupimento).
Trincas na parede da drenagem.
Perda de declividade (drenagem deixa de funcionar adequadamente).
Controles:
Faixas de proteção sobre o tubo:
Fazer primeira camada de proteção em areia ou solo selecionado, compactado manualmente, antes de usar “sapo” ou placa vibratória.
Definir tipo de compactador por faixa:
Próximo à parede/tubo → compactação manual ou equipamento leve.
Só afastar para compactadores mais pesados quando já houver espessura de aterro de segurança.
Proibir golpes diretos de equipamento em tubo, caixa de drenagem, manta, geotêxtil.
Conferir cotas/declividade conforme projeto em pontos de controle (uso de nível de mangueira ou laser).
Perigos:
Retroescavadeira ou pá-carregadeira lançando aterro junto à drenagem.
Passagem de rolo ou mini-rolo em sobrelarguras.
Operador com visibilidade reduzida.
Riscos:
Atropelamento de trabalhador a pé.
Esmagamento entre máquina e parede da drenagem ou talude.
Controles:
Definir corredor de máquinas e corredor de pedestres, com isolamento (fita, cones, barreira física).
Uso obrigatório de colete refletivo.
Ninguém trabalhando “apertado” entre máquina e parede da drenagem.
Uso de sinaleiro/vigia quando houver manobras em ré ou pontos cegos.
Proibir a permanência de pessoas abaixo da caçamba durante lançamento de aterro.
Perigos:
Borda da vala sem proteção.
Piso irregular e escorregadio (lama, brita solta).
Desnivel entre o topo do aterro e o fundo da drenagem.
Riscos:
Quedas em altura (quando drenagem é profunda).
Entorse, fraturas, quedas dentro da caixa ou canal.
Controles:
Proteção de bordas com guarda-corpo ou barreira sempre que houver risco de queda.
Acesso à vala ou à lateral da drenagem somente por escadas fixadas.
Organização da frente de serviço para evitar entulho, pedras soltas e lama excessiva.
Proibir “pular” dentro ou fora da vala/drenagem.
Perigos:
Uso prolongado de compactador “sapo” e placa vibratória junto à drenagem.
Posturas forçadas em espaços estreitos.
Riscos:
Lesões por vibração (mão–braço), dores lombares e musculares.
Perda auditiva ao longo do tempo.
Controles:
Rodízio de operadores ao longo da jornada.
Limitar tempo contínuo com equipamento vibratório (seguir orientação de laudo técnico/LTCAT).
Orientar sobre postura correta e técnicas de levantamento de carga.
Pausas programadas para descanso e alongamento (principalmente em obras lineares grandes).
Perigos:
Drenagem implantada sobre redes antigas ou cruzando outras tubulações.
Compactação sobre pontos de conexão sensíveis.
Riscos:
Rompimento de rede → alagamento, jato de água, vazamento de gás, choque.
Controles:
Levantamento prévio de todas as interferências (projeto, as built, concessionárias).
Identificar em planta e em campo (pintura, piquetes) os cruzamentos e zonas de cuidado.
Nesses trechos, usar apenas compactação leve e manual, conforme orientação do engenheiro.
Plano de resposta rápida em caso de rompimento (fechar registro, isolar área, avisar concessionária).
Inspeção e liberação da frente de serviço
Conferir estabilidade do talude sobre a drenagem.
Conferir cotas da drenagem (alinhamento e queda).
Verificar se mantas, drenos, caixas estão protegidos.
Lançamento do aterro junto à parede da drenagem
Lançar em camadas finas (espessura de projeto).
Evitar blocos grandes de solo ou pedra junto ao tubo/parede.
Afastar trabalhadores da zona de basculamento de caminhão/máquina.
Espalhamento e pré-compactação
Espalhar com pá, enxada ou retro com muito cuidado perto da drenagem.
Primeira compactação próxima à parede/tubo ser manual ou com equipamento leve.
Compactação principal
Usar “sapo” ou placa vibratória conforme espaço disponível.
Manter distância mínima de “segurança” da drenagem, definida pelo responsável técnico.
Aumentar energia apenas quando já existir espessura de solo suficiente sobre o tubo/estrutura.
Verificação final
Conferir densidade/índice de compactação (quando previsto em projeto/controle tecnológico).
Verificar se não houve deslocamento/trinca na drenagem.
Registrar na APR/checklist da frente.
Capacete com jugular
Óculos de segurança
Protetor auricular
Botina de segurança com biqueira
Luvas (manuseio de ferramentas e equipamentos)
Colete refletivo
Máscara PFF2 quando houver geração de poeira
Para deixar redondo no papel:
“Atividade crítica: compactação de aterro junto a paredes de drenagem em vala”.
Riscos principais: soterramento, queda, atropelamento/esmagamento, danos à drenagem, esforço físico, ruído/vibração.
Medidas: projeto/validação geotécnica, escoramento quando necessário, escolha correta do equipamento, distâncias mínimas, rodízio de operadores, isolamento da área de máquinas, inspeções diárias.
Atividade: Compactação de solo em aterros e valas
Equipamentos típicos:
Rolo compactador liso ou pé-de-carneiro (liso, “pé-de-carneiro”, pneumático)
Compactador de percussão (“sapo”)
Placa vibratória
Retroescavadeira / pá-carregadeira (apoio – espalhamento do material)
Caminhão basculante (transporte e descarga)
Locais:
Aterros sobre terreno natural ou sobre estruturas existentes
Valas para redes de água, esgoto, drenagem, elétrica, gás, etc.
Perigos:
Ruptura de taludes de aterros durante a passagem do equipamento.
Desabamento de paredes de valas estreitas devido a vibração da compactação.
Solo encharcado, heterogêneo ou com aterro mal executado previamente.
Riscos:
Soterramento parcial ou total de trabalhadores dentro da vala.
Tombamento do equipamento próximo à borda.
Danos a estruturas vizinhas (muros, edificações, redes enterradas).
Medidas de controle:
Projeto e/ou verificação geotécnica prévia da geometria de taludes e valas.
Estabilização provisória de valas (escoramento, blindagens, taludes abatidos).
Proibir circulação de máquinas pesadas a menos de uma distância da borda (em geral ≥ metade da profundidade da vala, ajustar conforme projeto).
Afastar material estocado da borda da vala (no mínimo 0,60 m a 1,20 m, conforme procedimento interno).
Monitorar fissuras, recalques e deformações nos taludes e registrar em checklist diário.
Interdição imediata da área em caso de sinais de instabilidade.
Perigos:
Circulação de rolos compactadores, retroescavadeiras e caminhões em áreas estreitas.
Manobras com visão limitada, marcha à ré, pontos cegos.
Riscos:
Atropelamento de trabalhadores a pé.
Esmagamento entre equipamento e talude, muro ou outra estrutura.
Impacto com veículos de terceiros em vias em operação.
Medidas de controle:
Definir rotas de circulação e áreas exclusivas para máquinas (sinalização e barreiras físicas).
Uso obrigatório de colete refletivo por todos os trabalhadores.
Sinaleiro / vigia obrigatório em áreas confinadas ou com baixa visibilidade.
Alarmes sonoros de ré funcionando e testados diariamente.
Delimitação de faixa de exclusão ao redor dos equipamentos (ninguém se aproxima a menos de “X” metros sem contato visual e autorização do operador).
Procedimento escrito para acesso a área de trabalho de máquinas (liberação por rádio ou sinal manual combinado).
Perigos:
Vibração intensa dos compactadores tipo “sapo” e placas vibratórias.
Ruído elevado de motores, vibração e descarga de caminhões.
Riscos:
Lesões osteomusculares e síndrome mão-braço (vibração).
Perda auditiva induzida por ruído (PAIR).
Fadiga e queda de atenção.
Medidas de controle:
Rodízio de operadores em equipamentos vibratórios.
Limitação de tempo de exposição conforme laudo técnico.
Manutenção preventiva para reduzir níveis de vibração e ruído.
Uso obrigatório de EPI:
Protetor auricular
Luvas adequadas que amortecem vibração (quando aplicável)
Calçado de segurança
Acompanhamento médico ocupacional específico para exposição a ruído e vibração.
Perigos:
Compactação sobre valas onde há redes pré-existentes (água, esgoto, gás, elétrica, telecom).
Falta de sondagens/locações prévias de interferências.
Riscos:
Rompimento de tubulações (alagamento, jato de água sob pressão).
Vazamento de gás (risco de explosão/incêndio).
Choque elétrico em redes energizadas.
Medidas de controle:
Levantamento prévio de interferências (as built, consulta a concessionárias).
Sondagens manuais e detecção (quando disponível) para localização de redes.
Proibição de compactadores pesados diretamente sobre tubulações sensíveis (usar camadas de proteção, areia, ou compactadores leves conforme projeto).
Plano de emergência para rompimento de rede (fechamento de registros, isolamento do local, contato imediato com concessionária).
Perigos:
Poeira de solo seco durante espalhamento e compactação.
Sol forte, chuva, lama.
Riscos:
Problemas respiratórios, desconforto, conjuntivite.
Insolação, desidratação.
Escorregões e quedas em solo encharcado.
Medidas de controle:
Umidificação controlada do solo para reduzir poeira (sem encharcar).
Máscaras PFF2/PFF1 em ambientes com muita poeira.
Proteção contra intempéries (chapéu, protetor solar, pausas em local coberto).
Planejamento para suspender atividades em caso de chuva intensa e solo saturado.
Limpeza e regularização das frentes de trabalho para evitar lama excessiva.
Perigos:
Manuseio manual de compactadores de percussão e placas vibratórias (peso elevado).
Posturas forçadas em valas estreitas.
Manuseio de placas de escoramento, vibradores e mangotes.
Riscos:
Lombalgias, distensões musculares, LER/DORT.
Quedas ao carregar ou empurrar equipamento em rampas.
Medidas de controle:
Análise ergonômica da tarefa (AET) e adequação de procedimentos.
Uso de equipamentos auxiliares (guinchos, rampas adequadas, rodízios).
Treinamento sobre postura e técnicas de levantamento de carga.
Pausas programadas para descanso e alongamento.
Perigos:
Abastecimento de combustíveis próximo a valas e aterros.
Vazamento de óleo, graxa, combustível.
Manutenção improvisada em campo.
Riscos:
Incêndio/explosão.
Contaminação de solo e lençol freático.
Queimaduras e intoxicações.
Medidas de controle:
Área específica para abastecimento, com piso adequado e kit de contenção.
Extintores em condições e facilmente acessíveis nos equipamentos.
Proibição de fumar próximo às áreas de abastecimento.
Manutenção preventiva por equipe habilitada; proibir “gambiarras”.
Registro em checklist diário de inspeção dos equipamentos (vazamentos, mangueiras, chicotes elétricos etc.).
Em valas, a compactação é particularmente crítica:
Profundidade da vala: quanto maior, maior o risco de instabilidade.
Largura reduzida: dificulta fuga e mobilidade do trabalhador.
Interferências: tubulações, cabos, fundações existentes.
Controles específicos em valas:
Acesso à vala apenas com escadas fixadas e em pontos definidos.
Número mínimo de pessoas dentro da vala, apenas o necessário.
Proibição de permanência de pessoas na vala durante a passagem de rolo pesado na borda.
Escoramento/escoramento metálico (blindagens) e inspeção frequente pelo responsável técnico.
Plano de emergência para soterramento (inclusive simulado, se possível).
Capacete com jugular
Óculos de proteção
Protetor auricular
Calçado de segurança tipo botina com biqueira
Luvas adequadas à tarefa (manuseio de equipamentos, peças, etc.)
Colete refletivo
Máscara PFF2 (quando houver poeira significativa)
Para fechar a análise de risco, vale amarrar com a gestão:
Incluir a compactação de solo como atividade crítica em Aterros e Valas no PGR.
APR / PT específicas por frente de serviço, com assinatura da equipe.
Treinamento inicial e reciclagens para operadores e ajudantes (segurança em máquinas, trabalho em valas, sinalização).
Checklists diários de:
Condições dos equipamentos de compactação
Condições dos taludes/valas
Sinalização e isolamento da área
Registro de quase-acidentes (near miss) para retroalimentar o sistema de gestão.