Clica no link, junta-te ao grupo e ajuda a divulgar o nosso hobby. Navegamos todos os domingos de manhã a partir das 10 horas,
no espelho de água junto à biblioteca de Matosinhos.
Aparece.
Terça-feira, 13 de Março de 2012
Inauguração da nova Sede Social
17 de Março (alteração da data inicial)
********* CONVITE *********
A Direcção do NAPESMAT - Núcleo de Amigos dos Pescadores de Matosinhos, tem a honra de convidar Vossa Ex.cia para participar na inauguração da nossa nova Sede Social e Polo Museulógico, situados na antiga Escola do Bairro dos Pescadores de Matosinhos - Lado poente e que se realizará no próximo dia 17 de Março pelas 10:30 horas, com o seguinte programa:
- Abertura oficial das instalações.
- Sessão solene com a presença de convidados e autoridades oficiais e religiosas.
- Intervenção de José Armando Ferrinha.
- Intervenções das autoridades protocoladas.
Da parte da tarde e com início às 15:30 horas, teremos um programa de animação sócio cultural e recreativo nas instalações ao ar livre no espaço NAPESMAT, com a colaboração de:
- Grupo Coral da Associação dos Pescadores Aposentados de Matosinhos
-Grupo de Cavaquinhos do Porto
- Rancho Folclórico Infantil Vareirinhos de Matosinhos
- Rancho Folclórico dos Pescadores de Matosinhos.
Contamos com a presença dos nossos sócios, familiares, amigos, enfim ... com toda a "Gente do Mar".
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Ficam aqui algumas fotos dos trabalhos/obras
desenvolvidos até esta data
Nova Sede Social
Fotos de Arménio Dias
Sábado, 18 de Fevereiro de 2012
O futuro do NAPESMAT - Nova Sede Social
Foto composta por Arménio Dias
No passado dia 5 de Novembro, o Executivo da Câmara Municipal de Matosinhos,
assinalou seis anos de mandato e a cerimónia envolveu a assinatura
de protocolos de bens imóveis disponíveis a instituições sociais, culturais e
desportivas do Concelho, rentabilizando, assim, o património existente.
Ao NAPESMAT, foi cedida a EB1 Bairro dos Pescadores, lado poente.
Era um sonho, uma aspiração perseguidos desde a nossa fundação e que agora
se está a tornar realidade. Aguardamos para breve a entrega das instalações e
logo daremos melhores informações a todos os que nos seguem.
Sábado, 10 de Dezembro de 2011
Adivinhem, quem é ? ...
Resposta:
Sábado, 10 de Dezembro de 2011
6 de Dezembro de 2011
Eleitos os novos Corpos Gerentes para o triénio 2012 - 2014
4 de Dezembro de 2011
FESTA DE NATAL
Realizou-se a nossa Festa de Natal 2011, nas instalações do Salão Paroquial de Matosinhos,
com a presença do Grupo de Cavaquinhos do Porto,
e música dançante ao vivo com Vitor Manuel.
Festa de Natal 2011
Fotos de Arménio Dias
Sábado, 10 de Dezembro de 2011
2 de Dezembro de 2011
HOMENAGEM - Tragédia no mar
64 anos após o Naufrágio de 1947
2 Dezembro 2011
Fotos de Arménio Dias
Sábado, 10 de Dezembro de 2011
AURELINO COSTA - Declamação sublime
Acompanhado por Pedro Pinto na guitarra portuguesa e Carlos Costa na viola
Carlos Miranda Ferreirinha, hoje com 81 anos de idade, conta-nos em pessoa como viveu o temporal de 1 para 2 de Dezembro de 1947, quando tinha 17 anos e era um dos tripulantes da traineira S. José V, também ela apanhada na tormenta. Um naufrágio impressionante que nos fica na memória, pois ceifou a vida a cerca de centena e meia de pescadores, aqui, em Matosinhos.
Clique no "link" em baixo para ver e ouvir este relato
A SIC - Televisão, apresentou no Jornal da Noite deste dia,o documentário "Sobreviventes" da jornalista Lúcia Gonçalves, recordando o Naufrágio de 1947 em Matosinhos.
Ficam algumas fotografias de parte das filmagens, estas efetuadas
na Praia Nova, no dia 16 de Outubro.
SIC
Fotos de Arménio Dias
Clique no "link" em baixo para ver e ouvir este documentário já apresentado
A exposição “Vidas de Mar” convida-vos a olhar de perto as histórias, os instrumentos de trabalho e os contextos daqueles que têm no mar o sustento da sua vida, expondo também os diferentes códigos sociais e até mesmo linguísticos que habitam este mundo tão especial.
Colaboração com cedência de material de:
NAPESMAT - Núcleo de Amigos dos Pescadores de Matosinhos A.P.A.M. - Associação dos Pescadores Aposentados de Matosinhos
Quinta-feira, 10 de Fevereiro de 2011
Cantiga de uma vareira
Quinta-feira, 10 de Fevereiro de 2011
Dia Nacional do Pescador 2010
Quarta-feira, 9 de Fevereiro de 2011
Grupo Coral da A.P.A.M.
Associação dos Pescadores Aposentados de Matosinhos,
cantando o tema "Ó Pescador" nas comemorações
do Dia do Pescador 2009, em Matosinhos
Coro da APAM
Sexta-feira, 4 de Fevereiro de 2011
Ciclo de Poesia “Quintas de Leitura”
Teatro do Campo Alegre
com o apoio do NAPESMAT
Mais uma vez,com a lotação esgotada com várias semanas de antecedência, foi o espectáculo de 27 de Janeiro, dedicado ao
escritor Valter Hugo Mãe, com cenário composto por objectos dentro da temática de apontamentos relacionados com a ideia de pesca e de mar: redes de pesca, utensílios de pesca e dos pescadores, etc., cedidos pelo NAPESMAT.
Sexta-feira, 28 de Janeiro de 2011
Actividades programadas para o ano 2011
09 de Janeiro7º Aniversário do NAPESMAT
20 de Fevereiro7º Aniversário do Jornal Maré
08 de Março5º Aniversário da legalização do NAPESMAT
Nota: Eventos a comemorar em 20 de Fevereiro
27 de FevereiroCAXINAS - Lembrar a tragédia das lanchas em 1892.
Missa na Igreja da Lapa e deposição de flores no monumento "A Súplica".
Maio BARCELOS - Festas locais. Passeio cultural.
31 de MaioDIA DO PESCADOR - Comemoração. Local a designar.
JunhoMATOSINHOS - Exposição temática durante as festas/romaria do
Senhor de Matosinhos.
21 de Agosto VIANA DO CASTELO - Festas locais. Passeio cultural.
11 de Setembro PONTE DE LIMA - Festas locais. Passeio cultural.
02 de Dezembro MATOSINHOS - Lembrar as vítimas de 02.12.1947.
Missa na capela do Mártir S. Sebastião (Casa dos Pescadores) e
deposição de flores no monumento "Mulheres do Mar" na Praia Nova.
06 de Dezembro MATOSINHOS / NAPESMAT. Eleições para os novos Corpos Gerentes.
10 de Dezembro MATOSINHOS / NAPESMAT. Festa de Natal
Nota: Este programa poderá sofrer alterações se assim se justificarem.
Sábado, 8 de Janeiro de 2011
11 de Dezembro de 2010
FESTA DE NATAL
Realização da nossa Festa de Natal 2010, nas instalações dos Bombeiros Voluntários de Leixões, entre as 15 e as 19 horas, abrilhantadas pelo duo musical "Quadrante 5", com distribuição de uma lembrança a cada associado.
Ao longo da história da humanidade, este lugar privilegiado e guarnecido de condições naturais de forte ligação com o mar, marcou a criatividade de muitos que fizeram das artes uma forma de estar na vida.
O Rio Leça, serpenteando por entre florestas de árvores frondosas de porte considerável, antes de chegar ao mar, despedia-se de terra, espraiando-se preguiçosamente num convidativo e majestoso vale de luz navegável.
As praias de areias doiradas e robustas penedias, ostentavam com destaque, um afloramento rochoso que caprichosamente estava disposto de forma circular, formando como que um abrigo natural, a que os antigos baptizaram deLeixões, e, que, qual sentinela, zelou durante séculos pela protecção dos mareantes refugiados na embocadura do Rio com o Oceano Atlântico.
Naquela que durante séculos foi conhecida como a sombria Costa Negra, em que o mar, esse eterno rugidor, se mostrava mais agressivo, quis a natureza oferecer ao homem dois refúgios naturais, o Rio Leça e os Leixões, para vencer as adversidades impostas pelas fúrias da natureza. O rio Leça nasce no Monte Córdovaem Santo Tirso.
As terras ribeirinhas de Matosinhos e Leça com rio, mar e muitos pinhais, foram ao longo da história da humanidade terras muito procuradas, aparecendo nas margens do Rio Leça, desde a pré-história, muitas famílias de pescadores e caçadores.
Arpões, fateixas, fisgas, garfos, etc…
Na pré-história, o homem usava arpões, fateixas, fisgas, garfos, etc…, para pescar peixe para a sua subsistência.
5000 a 2000 A.C.
Os valentes Lusitanos do Castro de Guifões fixados na parte alta do Monte Castelo (Castro de Guifões) no período de (5000 a 2000 anos A.C.) iniciavam a utilização de técnicas de pesca e de navegação em barcos construídos em pele, chegando a navegar até ás Costas da Irlanda, e, Mar do Norte.
Conserva de peixe
Ao peixe salgado nas salgadeiras de Angeiras os antigos chamavam GARUM, e, esta especialidade, era enviada para as terras dos povos que nesses tempos dominavam estes lugares.
900 - Aparecem na nossa costa os Wikings
Wikings (Reis do Mar); as bateiras das companhas da “ARTE XÁVEGA” também conhecidas por “BARCOS DE MEIA LUA” são restos da geometria dos barcos esbeltos de proa alta e fundos chatos que os Wikings utilizavam para deslizar pelas areias das praias planas. Este tipo de barcos era também usado pelos Normandos que descendo das suas terras apareceram nas nossas costas por altura dos anos 900.
Estes homens com técnicas de navegação muito desenvolvidas para a época, trouxeram bons benefícios aos habitantes da península para a arte de navegar.
Há vestígios de informação, que relatam a presença de povos nórdicos no litoral Norte em especial na Póvoa de Varzim. A sua relação com as gentes locais foram tão cordiais, que se conta, terem destruído as embarcações para não regressarem às suas primitivas terras.
Uma forma que confirma este bom relacionamento é o facto de haver entre as gentes do mar, nomeadamente nos lugares a norte e a sul de Espinho e Póvoa, muitos descendentes sardentos e de cabelo ruivo.
1000 a 1869 - Salinas
Documentação existente denuncia a existência de salinas junto ao braço de água salgada do rio Leça a partir dos anos 1000 até 1869.
1000 a 1100 - O litoral é constantemente assaltado por Muçulmanos
Nos anos de 1000 e 1100 estão registadas invasões, pilhagens e assaltos praticados por povos vindos do Norte de África, Muçulmanos, contra as indefesas costas do Norte de Portugal.
A Praia de Pampelido, Arenosa, é chamada a PRAIA DOS LADRÕES, daí se ouvir dizer frequentemente a frase ”ANDA MOURO NA COSTA”
1200 - Arranque da construção naval
Nos anos de 1200 já eram reconhecidas entre nós técnicas avançadas na construção de embarcações, que trouxeram um forte impulso e importância nas trocas comerciais com outros povos.
Começa o desbaste das majestosas florestas nas margens do RIO LEÇA.
1390 - D. João I reconhece a importância da pesca e os pescadores vãovender peixe em Aragom
Em 1390 D.João I beneficiou a forte indústria de pesca dos pescadores do rio Leça que nessa altura se deslocavam para irem vender o peixe a ARAGON.
1400 - Matosinhos terra de bons artífices
Nesta época a construção naval fazia chegar até nós os melhores artífices e outros técnicos do país ligados a este próspero sector da construção.
Este lugar tinha um nível de instrução muito elevado em relação ao resto do país.
1418 - João Gonçalves Zarco descobre a MADEIRA
Matosinhos-Leça era nessa altura uma terra de grandes pescadores e marinheiros e João Gonçalves Zarco, que diz a história, foi o primeiro explorador a usar armas com pólvora, chega á MADEIRA em 1418.
Construção naval
Estávamos no ALVOR DA EPOPEIA DOS DESCOBRIMENTOS, e, algumas naus de pequeno porte, eram construídas num estaleiro situado no sopé do Monte Castelo. Após execução da primeira fase estrutural, casco, desciam pelo Rio Leça e eram transportadas até Lisboa para serem equipadas com os instrumentos de navegação.
As naus de maior porte, eram construídas nos estaleiros montados à saída do rio Leça, no local onde recentemente os nossos avós apelidavam de MARÉ, mais concretamente à entrada da DOCA Nº1.
1500 - Pescadores já pescavam bacalhau nos bancos da Terra Nova
Mesmo assim os nossos pescadores “navegando nas lanchas ???” nos princípios dos anos 1500 andavam por Mares da Terra Nova pescando o bacalhau. Existem fortes indícios e opiniões, que nos mostram a presença de pescadores do Norte de Portugal nas “TERAS DOS BACALHAUS nos anos 1300, ou seja, antes da descoberta da TERRA NOVA.
1400 a 1600 - Crise
A partir destes anos a pesca viu partir para os descobrimentos os melhores e mais destemidos homens e a crise instalou-se entre os habitantes das zonas ribeirinhas. As pescas sobrecarregadas com impostos e outras perseguições entraram numa grave crise.
Lanchas
DoRio DOURO para o NORTE imperaram durante alguns séculos as lanchas poveiras que abasteciam as populações ribeirinhas, também de Matosinhos-Leça, com peixe do alto, o chamado peixe fino, pescado à entrada do profundo (~20 a 25 milhas da costa).
Bateiras
Do Sul nas praias ladeiras a Sul do Rio Douro, as bateiras das companhas (Arte Xávega), abasteciam as populações de sardinha capturada com as redes do arrasto. Era uma pesca de arrasto para a costa. As redes (lançadas a 1 a3 milhas)eram puxadas por juntas de bois até à restinga.
1780 - Pesca dominante anzol - Trole
Até 1780 a pesca era feita com linha de mão. Depois com o Trole (Palangre)
(5000 A.C. Desde tempos muito remotos que REDES MUITO PEQUENAS, mas, eficazes eram construídas por processos artesanais).
1500 - Ticum do Brasil
O material utilizado inicialmente há muitos milhares de anos foi o fio de linho cultivado localmente, só depois da descoberta do Brasil é que foi utilizado um outro tipo de linho a que os nossos pescadores deram o nome de TICUM.
1600 - Lanchas e bateiras
Desenvolveram astécnicas de construção de redes e o linho com que eram feitas foi substituído pelo linho importado do Brasil. As lanchas da Póvoa, Afurada, Valvom e de Lordelo do Ouro e as bateiras das companhas de Ovar, Furadouro, Espinho, Mira “Arte Xávega” começaram a utilizar o linho e o algodão no fabrico de redes, nas caças e nos arrastos respectivamente, para melhor explorar a pesca do alto e a da costa.
1800 - Caças - Redes dos velhos e das viúvas
As caças das lanchas poveiras tinham a particularidade de terem redes para os velhos e para as viúvas. Estas redes assim como todos os apetrechos eram referenciados pelas marcas de família. As conhecidas marcas poveiras.
OS LEIXÕES
Chefe Fenício - Leixões
Um dos chefes Fenícios que arribava a este lugar para recuperar das viagens, e proteger-se dos temporais e ao mesmo tempo negociar com os habitantes do Castro de Guifões matérias primas para o fabrico de armas, chamava-se Leixões ???, daí o nome das pedras que se situam em frente da saída do Rio Leça. No tempo do arranque das trocas comerciais de Portugal com o Brasil e a Índia, muitas das naus refugiavam-se nestas pedras para se protegerem das tempestades.
1700 a 1800 - Leixões
As naus estavam muitas vezes meses á espera que o tempo acalmasse para puderem ter acesso à barra do Douro.
O único ponto da costa que protegia as embarcações dos temporais eram os Leixões (1700-1800)
1700 - Primeiros projectos
Desde os anos 1700 que muitos estudiosos sugeriam a utilização dos Leixões para protecção dos navios, construção de fortes, e castelos para defesa da costa.
Nomes das Pedras que constituem os Leixões
As pedras dos Leixões e os nomes :
Lada Grande e Pequena; Leixão G. P. Velho;Galinheiro; Quilha; Baixa do Moço; Fuzilhão etc…;
1852 - Naufrágio do Vapor Porto
29 de Março
Naufrágio do Vapor PORTO morreram 66 pessoas. Depois de ter saído do Douro em direcção a Lisboa e navegado algumas horas para Sul o Porto teve de regressar com água-aberta. Ao tentar refugiar-se de uma violenta tempestade, no interior do Rio Douro esta embarcação encalhou à entrada da barra desfazendo-se em pouco tempo levando 66 passageiros pertencentes às famílias da alta burguesia da cidade do Porto.
Começa aqui um complicado processo onde poderosos interesses tentam levar as autoridades a construírem um porto de abrigo no interior do Rio Douro, contudo, o projecto “Porto de Abrigo de Leixões” acaba por vencer e seguir em frente.
1867 - Nasce no Porto Raul Brandão.
Escreveu "História do Batel Vae com Deus e da sua companha" e 20 anos depois 1923 a obra "Os Pescadores".
Também neste ano nasce António Nobre. O poeta que escreveu em 1892 “Só”.Os pescadores não o esquecem.
1883 - Arranque das obras de construção do Porto de Leixões.
Dois anos após o início da construção desta importante infra-estrutura já este lugar recebia embarcações que aqui demandavam pelos mais variados objectivos.
1892 - Um ano recheado de acontecimentos:
É feita a entrega provisória das obras de construção doPorto de Leixões entre o contratante principal e o dono da obra.
27 de Fevereiro
As lanchas da Póvoa, Afurada e Matosinhos são apanhadas por um forte temporal quando levantavam as suas caças nas pedras dos Morraceiros que distam de Leixões mais de 45 milhas.
Algumas destas lanchas não conseguiram vencer a inclemência do temporal e acabaram por perecer nas praias, junto à Póvoa. Morrem 105 pescadores.
Muitas das lanchas que se encontravam no mar impelidas pelo vento foram parar a Espanha (Vila Garcia de Arosa). Esta costa era chamada: COSTA NEGRA. Face às constantes tragédias que vitimavam dezenas de pescadores e embarcações comerciais as autoridades mandaram construir o Edifício do Salva-Vidas de Leixões.
Ao longo da história desta Instituição foram muitas dezenas os bravos marinheiros que deram o seu melhor por esta causa. Destacamos:
António Rodrigues Crista (António Cagas); Manuel Malhão que esteve no activo ~50 anos; José Rabumba (O Aveiro); José Maria Nora; e os recentemente falecidos Fernando Nora e Delfim Nora etc…
22 de Dezembro
Um forte temporal destrói centenas de metros de cais tanto a Norte como a Sul e atira com o Titã do Norte para dentro de água onde se manteve durante 3,5 anos. Ao local onde esteve este pórtico dentro de água deram o nome de Praia do Titã. Os opositores desta obra voltam a atacar e o Porto de Leixões semi-destruído é abandonado durante anos à sua sorte.
Os pescadores da Póvoa e de Espinho iniciam a demanda de uma terra mais segura para a sua actividade.
Após o 27 de Fevereiro muitos pescadores cansados por falta de segurança na Póvoa de Varzim mudaram-se para Matosinhos.
Os de Espinho cansados de verem o mar todos os Invernos levar-lhes os humildes haveres destruindo os palheiros, tomam a mesma iniciativa dos companheiros da Póvoa.
1895
Entrega definitiva do Porto de Leixões.
1900
Morre prematuramente de doença pulmonar o Poeta António Nobre.
1910
Nasce em Matosinhos o Pintor dos Pescadores Augusto Gomes
1913 - Traineiras a Fogo
Construídas em Espanha chegam as primeiras traineiras a fogo para pescarem na nossa costa.
1923
Raúl Brandão escreve “Os Pescadores”
1930
Morre em Lisboa Raul Brandão
A pesca transformou este local no maior centro piscatório do país e nas décadas de 30 a 60 no maior centro sardinheiro do mundo.
2 de Dezembro de 1947
Um violento temporal envolve a frota das traineiras de Matosinhos e quatro delas são afundadas com a doca à vista. Neste naufrágio perecem 152 pescadores.
1976
Morre o Pintor Augusto Gomes patrono do NAPESMAT (Núcleo de Amigos dos Pescadores de Matosinhos).
9 de Janeiro de 2004
Elementos de uma tertúlia reunidos no Café Internacional decidem criar o NAPESMAT.
20 de Fevereiro de 2004
Os Elementos do NAPESMAT reunidos no Café Internacional decidem lançar um boletim com o titulo de MARÉ em homenagem a José Fernandes Tato autor de ~60 artigos publicados no Comércio de Leixõescom o mesmo titulo.
NOTA FINAL
– Será com base nestas Notas escritas para uma palestra, que será desenvolvido um trabalho a publicar mensalmente no BOLETIM MARÉ,e, que, irá procurar de forma imparcial, lembrar a MEMÓRIA DE TODOS OS PESCADORES E HOMENS DO MAR que tomaram parte nas EPOPEIAS DOS DESCOBRIMENTOS, DO BACALHAU, DA SARDINHA, ETC.