Método de recuperação

        Para se conseguir recuperar o software gravado em disquetes com mais de 20 anos é recomendável o seguinte:

  1. Acionadores de disquete (disk-drives) originais de 360Kb. Alguns drives 5,25"HD (de 1.2Mb) não conseguem ler o que foi gravado nos disquetes DD.
  2. Um PC rodando MS-DOS que consiga executar os programas da época (NDD, PCTools, etc...) e que consiga acessar diretamente o hardware. É recomendável utilizar-se um 386, 486 ou Pentium.
  3. É muito provável que os disquetes estejam mofados após 20 anos. Portanto é necessário executar-se o processo de limpeza descrito a seguir.
  4. Pode ser necessário limpar o cabeçote dos drives de vez em quando. Dessa forma torna-se importante ter um disquete de limpeza e álcool isopropílico.

        A primeira coisa a fazer é colocar os dedos dentro do furo central do disquete e girar a mídia dentro do invólucro, verificando os dois lados da superfície do disco. Se estiver brilhante e limpa então isso quer dizer que o disquete pode ser colocado no drive. Mas se apresentar irregularidades ou manchas, então é necessária a lavagem.

Manchas de mofo na superfície do disco

        Se um disco assim for colocado para rodar no drive, ele irá fazer aquele barulho de lixa ou então cantar (assobiar). O mofo e a sujeira fazem com que aumente muito o atrito entre a mídia e o cabeçote.

        A superfície da mídia será destruída, com a total perda dos dados ali gravados.

Descoberta: O substrato do disquete é transparente !

        O cabeçote do drive ficará sujo, podendo riscar qualquer disquete que seja colocado ali em seguida, mesmo que seja novo e limpo. O atrito excessivo também poderá causar perda de alinhamento.

        Para abrir o invólucro cortamos uma de suas beiradas, tomando o cuidado de passar o estilete por fora do mesmo, para evitar danificar o disquete:


        Aí está a mídia. Neste ponto a etiqueta já até caiu:


        Agora retiramos cuidadosamente a mídia de dentro do invólucro:


        O mofo pode aparecer sob a forma de manchas ou pintas:


        Agora é hora de lavarmos o disquete. No meu caso, coloquei um pedaço de azulejo no fundo da cuba da pia para ter um apoio plano e firme. Providenciei também detergente, cloro e algodão industrial.


        Agora é só molhar e esfregar bem, dos dois lados:


        Depois é só enxaguar:


        É melhor pegar o disco pelas bordas ou pelo centro, para não engordurar a área em que desliza o cabeçote e os dados estão gravados. Essa área é bem visível pois fica com cor/brilho diferente do resto do disquete. Mas o mais importante é tomar cuidado para não vincar o disco durante o manuseio.

        Em seguida eu coloco o disco molhado sobre um pano (perfex):


        E seco os dois lados com a ajuda de um aparelho que SOPRA ar frio, pois ar quente em mídia magnética, nem pensar...


       É hora de colocar o disquete limpo em um novo invólucro, reservado especialmente para essa função. Para isso é necessário ter sacrificado previamente um disquete sem mofo:


        E finalmente, temos o disco "transplantado". Chegou a hora do último DIR e do último COPY, antes da mídia ir para o céu dos disquetes:


        Eis que aparece a listagem do diretório:


        Após lavar o disquete, executo um COPY *.* dos arquivos para o HD. Vou mandando [I]gnorar os erros que vão acontecendo e vou anotando os nomes dos arquivos com erro. Em seguida faço uma limpeza do cabeçote e tento copiar novamente somente os arquivos que deram erro, um a um.
 
 
        A experiência tem demonstrado que quanto mais seco estiver um disquete, menos erros de leitura ocorrem. Em alguns casos, discos que foram lidos com muitos erros logo após a lavagem, meia hora depois apresentaram apenas um ou dois erros nos arquivos.
 
        Para os arquivos que não copiaram de jeito nenhum, passo NDD para tentar corrigir os erros: